Energia limpa, reciclagem e multas: como 5 países fazem a diferença contra o aquecimento global

Os países europeus dominam o top 10 da sessão Planeta & Clima do Índice dos Bons Países

Os últimos relatórios sobre clima não são positivos: uma pesquisa recente publicada no periódico científico Science indica que os oceanos estão sendo aquecidos 40% mais rápido do que se pensava e cientistas do painel da ONU sobre mudanças climáticas disseram em 2018 que o aumento das temperaturas pode causar enormes inundações, secas, falta de alimentos e incêndios até 2040.

Enquanto a comunidade global não adota ações drásticas, alguns países fazem suas contribuições globais ao planeta, segundo o Good Country Index (Índice dos Bons Países, em tradução livre), que mede o impacto de cada país no mundo, como uma marca ecológica em relação à economia e às porcentagens de energia reutilizável utilizada.

“Na nossa época de globalização avançada e interdependência massiva, tudo tem um impacto no sistema inteiro, cedo ou tarde”, diz Simon Anholt, consultor independente que criou o índice.

Países europeus dominam o top 10 da sessão Planeta & Clima do Índice dos Bons Países, mas há nações no mundo inteiro tomando atitudes para reduzir seu impacto negativo no meio ambiente. A BBC conversou com moradores em cinco países de ótima performance e perguntou como é viver em um lugar que está fazendo algo para salvar o planeta.

A Noruega está em primeiro lugar do Índice dos Bons Países (Foto: Alamy/ Via BBC)

Noruega
Posição no ranking Planeta & Clima do índice: 1

No topo da lista está a Noruega, líder mundial em uma série de iniciativas ambientais, incluindo a maior taxa de adoção de carros elétricos do mundo e um compromisso governamental de ser neutro em influências climáticas até 2030. Mas a relação aqui vai além da política. Os noruegueses abraçam o conceito de friluftsliv, que pode ser traduzido como “vida a céu aberto” e se refere à importância dada a passar tempo na natureza para ser saudável e feliz.

“Isso realmente está profundamente enraizado na nossa cultura e às vezes é quase uma religião para muitas pessoas”, disse o norueguês Axel Bentsen, fundador e CEO da Urban Sharing, a empresa por trás do popular programa de compartilhamento de bicicleta Oslo City Bike. “Nós passamos tempo na natureza em qualquer temperatura e nossos bebês até dormem do lado de fora. Nossa capital, Oslo, é única no sentido de que você pode usar o transporte público e ir parar numa floresta, então é algo popular de se fazer antes ou depois do trabalho”.

Oslo foi nomeada a Capital Verde da Europa em 2019 pela Comissão Europeia por restaurar seus canais, investir em bicicletas e transporte público e por sua estratégia financeira climática inovadora (tornando as emissões de dióxido de carbono rastreáveis assim como fundos financeiros). A cidade também tem trabalhado para barrar carros no centro. “No último ano, tem sido ótimo ver a cidade tirando estacionamentos para tornar as áreas mais amigáveis para pedestres e ciclistas, enquanto a infraestrutura para bicicletas também melhorou com mais ciclovias”, diz Bentsen.

Apesar de 99% das fontes de energia doméstica da Noruega serem sustentáveis por meio de hidrelétricas em seu litoral, nos fiordes e nas cachoeiras, a Noruega ainda é uma grande extrativista e exportadora de petróleo, o que se tornou uma questão política controversa.

“Vale a pena manter a contínua extração e exportação de petróleo e gás porque ela gera enormes quantidades de dinheiro que são usadas para infraestrutura ambiental que não seria possível de outra maneira?”, questiona David Nikel, um expatriado britânico que vive na Noruega desde 2011 e tem um blog sobre a vida no país. “Muitos acham que o dinheiro gasto nessa infraestrutura vai inspirar outras cidades e outros países e isso levará a um mundo mais verde. Outros pensam que são dois pesos e duas medidas. Depende de que lado você está.”

Portugal
Posição no ranking Planeta & Clima do índice: 3

Portugal foi pioneiro no investimento em uma rede inteira de abastecimento de carros elétricos (que era grátis até recentemente), no incentivo aos seus cidadãos a instalarem painéis solares e energia renovável com preços mais baixos, além de oferecer a oportunidade de vender a energia de volta ao sistema.

“A maioria dos meus vizinhos têm painéis solares ou bomba de água. Na minha casa, meus pais instalaram essa bomba que transforma água da chuva em água potável, que usamos para aguar as plantas, lavar roupas e dar água aos nossos animais de estimação”, diz a portuguesa Mariana Magalhães, gerente de marca na agência britânica Forty8Creates.

Reciclar e compostar é um modo de vida normal aqui, com lixeiras específicas em cada bairro, incluindo uma para baterias. A educação tem um enorme papel nessa transformação. “No colégio, tínhamos várias aulas de educação ambiental e frequentemente tínhamos aulas em um parque local para criar esse amor ao meio ambiente”, diz Magalhães.

Portugal foi um dos primeiros países a investir em uma rede inteira de estações para carros elétricos (Foto: Alamy/ Via BBC)

Ao longo de sua história, Portugal foi uma sociedade agrária que fez uso de suas abundantes fontes naturais. “Na fronteira entre Portugal e Espanha, no Norte, você consegue ver as montanhas cheias de equipamentos de captação de energia eólica. Você também consegue ver hidrelétricas nos lagos para coletar energia da água”, diz Magalhães.

“Nós temos condições naturais que favorecem o uso de energias renováveis”, acrescentou Joana Mendes, gerente da pousada Molinum no sul de Portugal. “Já que são mais baratas, gradualmente mudamos para elas.”

Na capital portuguesa, cheia de subidas e descidas, a adoção da bicicleta não é tão forte como em outras capitais europeias, mas outros modos sustentáveis de transporte estão começando a decolar. “Alugueis de patinetes elétricas foram introduzidos em Lisboa e se tornaram muito populares”, diz a americana Wendy Werneth, que viveu em Portugal por dois anos e escreve no blog O Vegano Nômade. “Os lisboetas realmente a abraçaram como uma maneira ecológica de se transportar”.

Uruguai
Posição no ranking Planeta & Clima do índice: 15

No topo da lista dos países sul-americanos no índice Planeta & Clima e considerado um dos destinos mais éticos por causa de políticas socioambientais, o Uruguai se tornou um líder global de energia sustentável – tanto por necessidade quanto por respeito ao planeta.

“O Uruguai não possui reservas de petróleo e estava gastando muito dinheiro na importação. Por isso, começamos a substituir combustíveis com base de petróleo pelos de energia limpa, o que foi conquistado em menos de uma década”, diz a uruguaia-americana Lola Méndez, que escreve no blog Miss Filatelista.

Hoje, cerca de 95% da eletricidade vêm de fontes renováveis, a maioria de hidroelétricas, mas também de energia solar, eólica e biocombustíveis. “Em 2012, o Uruguai estava operando em um nível de 40% de energia renovável, então é uma mudança drástica em muito pouco tempo”, diz Méndez. O comprometimento valeu a pena, já que o país recebeu atenção mundial durante o Acordo de Paris em 2015 por causa da mudança, subsidiada pelo governo.

O Uruguai é considerado um dos destinos mais éticos devido a suas políticas sociais e ambientais (Foto: Alamy/ Via BBC)

Além dos incentivos econômicos, os moradores têm uma conexão forte com a terra. “Os uruguaios sempre amaram e respeitaram a Tierra Madre”, diz Méndez. “Das tribos indígenas Charrua aos gaúchos que criam os milhões de gados e ovelhas”.

O transporte público (a maior parte dele mantido por eletricidade) pode ser encontrado nas grandes cidades. O Aeroporto Internacional de Carrasco, na capital de Montevidéu, também está próximo de ser totalmente sustentável com uma instalação de energia solar fotovoltaica – será o primeiro país da América Latina a ter essa estrutura.

Quênia
Posição no ranking Planeta & Clima do índice: 26

Com padrões climáticos extremos e frequentes períodos de seca, o Quênia já está vivendo os efeitos iniciais das mudanças climáticas. Em resposta, o governo está trabalhando para proteger sua economia extremamente dependente da agricultura por meio de um Plano de Mudanças Climáticas, se comprometendo a reduzir suas emissões de gás em 30% até 2030.

Outro esforço é a recente proibição a sacolas plásticas, a fim de proteger principalmente as fontes de águas do país. A proibição se tornou uma das mais estritas do mundo, com punição de prisão e multas altas caso moradores (ou até turistas) sejam vistos carregando uma.

Comunidades locais no Quênia têm sistemas tradicionais de proteção ambiental (Foto: Alamy/ Via BBC)

No entanto, não é necessária muita intervenção do governo para proteger o ambiente. “As comunidades locais aqui têm sistemas tradicionais de proteção ambiental, e eles funcionam”, disse Faye Cuevas, que mora em Nairóbi e é vice-presidente do Fundo Internacional de Proteção Ambiental. “A floresta de Maasai Loita é um exemplo – é uma das únicas florestas geridas por indígenas que sobraram no Quênia e é intocada, muito devido às regras locais e os sistemas tradicionais que a protegem”.

Família e meio ambiente não podem ser separados para os Maasai, uma comunidade indígena no sul do Quênia e norte da Tanzânia. “Quando você ouve o povo Maasai se cumprimentar, há uma série de discussões. Primeiro, eles discutem o ambiente – chuva, saúde da grama, água. Então, discutem gado. E, por fim, perguntam sobre a família”, explica o queniano John Kamanga um ancião Maasai e diretor do Conservatório Soralo no Quênia. “Os mesmos princípios tradicionais são usados para gerenciar a vida – falta de saúde ambiental significa o fim das vacas, o que significa o fim das crianças, o que significa a perda de cultura ambiental e de um modo antigo de vida.”

Nova Zelândia
Posição no ranking Planeta & Clima do índice: 39

Líder da região Ásia-Pacífico, a Nova Zelândia leva a proteção de suas fontes naturais muito a sério, especialmente porque sua agricultura – e economia baseada no turismo – depende disso.

A Nova Zelândia ocupa a posição 39 do Índice Planeta & Clima, o que a torna a líder da região Ásia-Pacífico (Foto: Alamy/ Via BBC)

“Nosso país é conhecido no mundo como ‘Nova Zelândia Limpa e Verde’ e nós acoplamos nossa identidade a isso”, diz Brendan Lee, originalmente da Nova Zelândia e blogueiro do site Bren on the Road. “Os kiwis (como são chamados os neozelandeses) têm muito orgulho quando os turistas nos dizem que nossa natureza é linda.”

A Nova Zelândia está entre os principais emissores de carbono per capita principalmente devido a suas emissões de metano por causa da grande indústria de gado e ovelha, assim como uma crescente energia industrial. Mas o país criou uma coalizão de vários partidos no Parlamento para criar a Rede Zero na Nova Zelândia, um plano para mapear as políticas necessárias para serem neutros na emissão de carbono até 2050.

Apesar de a Nova Zelândia ter dois terços do tamanho do Estado americano da Califórnia, tem cerca de 10% da população americana, o que lhes dá a liberdade de se preocupar menos com questões ambientais do dia a dia, como poluição do ar ou transbordamento de aterros, comparado a outros grandes centros urbanos. Mas isso tem mudado nos últimos anos também.

“As sacolas plásticas foram banidas dos supermercados – você não vê canudos plásticos e está na moda ter uma garrafa de água reutilizável”, explica Brit Jess Tonking, que agora vive em Queenstown e trabalha na marca sustentável Sundried. “Eu levo o meio ambiente muito mais em consideração agora que vivo na Nova Zelândia. Eu reciclo tudo aqui, reduzi os produtos animais que compro e gosto de pensar que tenho um estilo de vida mais sustentável.”

A Nova Zelândia está entre os principais emissores de carbono per capita principalmente devido a suas emissões de metano devido à grande indústria de gado e ovelha (Foto: Alamy/ Via BBC)

Veja a lista dos 10 países mais verdes do mundo, segundo a sessão Planeta & Clima do Índice de Bons Países:

1. Noruega

2. Suíça

3. Portugal

4. Eslovênia

5. Chipre

6. Finlândia

7. Suécia

8. Alemanha

9. Croácia

10. Eslováquia

Fonte: BBC

Brasil se destaca no setor pelo uso de biocombustíveis

Pioneiro mundial no uso de biocombustíveis, o Brasil alcançou uma posição almejada por diversos países no setor, por desenvolver através de fontes renováveis, em detrimento as alternativas estratégicas ao uso petróleo. Atualmente, cerca de 45% da energia e 18% dos combustíveis consumidos no País são de origem sustentável. Contribuindo, assim, de forma significativa para a redução da emissão de gases ao efeito estufa.

Biocombustíveis são derivados de biomassa, capazes de substituir, de forma parcial ou integral, combustíveis derivados de petróleo e gás natural em motores a combustão ou em outro tipo de geração de energia. Os principais biocombustíveis utilizados no Brasil são o etanol, oriundo da cana-de-açúcar, e o biodiesel, produzido a partir de óleos vegetais ou de gorduras animais e adicionado ao diesel de petróleo em proporções variáveis.

Com a implementação do RenovaBio, o Brasil fortificou o seu desenvolvimento na adoção de políticas sustentáveis nos setores de óleo e gás. A lei tem como objetivo traçar um plano estratégico que eleve o papel dos biocombustíveis no setor e reforce o comprometimento do País com fontes de energia limpa.

Em levantamento feito pela Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena) em 2017, o Brasil foi um dos países que mais gerou empregos na indústria de biocombustíveis no mundo. O setor do etanol vem sendo o que mais contrata, seguido do biodiesel e da área de máquinas e equipamentos. Os profissionais da área são requisitados nos seguintes segmentos: produção agrícola energética, área química, logística, vendas, manutenção de equipamentos e controle de qualidade.

Fonte: Panorama Offshore

Dezembro é melhor mês de 2018 para energia limpa

As condições meteorológicas deste mês de dezembro fizeram com que o setor de energia limpa, composto pelas matrizes eólica, solar e biomassa, apresentasse o maior índice de atratividade do ano, segundo estudo conduzido pela empresa especializada FDR Energia.

A explicação para os ótimos resultados de dezembro continua sendo as chuvas, que chegaram no tempo certo e foram mais fortes do que o previsto, explica Erick Azevedo, doutor em comercialização de energia, sócio diretor do Grupo FDR e coordenador do estudo. A expectativa para 2019 é que o verão chuvoso seja favorável para encher os reservatórios e incentive a migração de empresas que não saíram do mercado cativo em 2018, completa.

O mercado cativo de energia é formado pelas companhias que, entre outros critérios, exigem do sistema elétrico uma carga inferior a três megawatts e, por isso, têm energia fornecida exclusivamente pelas distribuidoras locais. Caso utilizem energias limpas, as empresas com demanda de pelo menos 500 quilowatts (0,5 megawatt) podem migrar para o mercado livre, ou seja, obtêm permissão do governo para negociar seus próprios contratos com fornecedores do setor.

Em julho do ano que vem, o novo governo deve baixar o limite obrigatório para compra de energia incentivada, prevê Azevedo, referindo-se ao limite de carga para a migração para o mercado livre.

O especialista desenvolveu um índice que mede a atratividade das fontes limpas com base no preço médio entre as matrizes eólica, solar e de biomassa, comparado com as tarifas das distribuidoras que dominam o mercado e utilizam as grandes hidrelétricas e as usinas termelétricas (movidas a diesel) como fonte energética. O Índice Nacional de Atratividade do Mercado Livre para Fontes Limpas de Energia varia de 0 a 1, da mesma maneira que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) medido pela ONU, que avalia os países baseado em renda per capita, expectativa de vida e escolaridade. Em dezembro, os estados brasileiros com melhor desempenho no índice da FDR foram Tocantins (0,843), Pará (0,829) e Espírito Santo (0,813). Rio de Janeiro e São Paulo ficaram na quinta e na 18ª colocações, respectivamente. A média nacional no mês ficou em 0,723, superior à de novembro, que foi de 0,602.

As principais empresas do setor de energia limpa se reunirão entre os dias 21 e 23 de maio de 2019, em São Paulo, para a Ecoenergy, maior feira do segmento na América Latina e organizada pela Cipa Fiera Milano. O mercado movimenta US$ 15 bilhões por ano e vem ganhando espaço no cenário internacional com o crescente comprometimento das maiores economias mundiais com o desenvolvimento sustentável. A feira é uma evolução da EnerSolar + Brasil, que era voltada apenas para a produção de energia solar e eólica. No ano que vem, também serão contempladas as principais novidades na produção de biomassa e biogás, além de gestão de resíduos urbanos, industriais e automotivos. Mais de 150 empresas estarão presentes no evento, que será realizado no São Paulo Expo e terá entrada gratuita para profissionais do setor. A Ecomondo, uma das mais importantes feiras de economia verde da Europa, é parceira da exposição.

Fonte: IstoÉ Online

Temer diz que promoção da energia limpa ‘é bandeira importantíssima’

O presidente Michel Temer disse nesta quinta-feira, 27, em rápido discurso na cerimônia de lançamento de linhas de crédito para energias renováveis pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que a promoção da energia limpa e do desenvolvimento sustentável é uma “bandeira importantíssima” de seu governo.

Na cerimônia, o BNDES lançou o Finame Energias Renováveis, linha de crédito voltada para investimentos em sistemas de microgeração de energia em estabelecimentos de empresas e pessoas jurídicas como condomínios, com orçamento de R$ 2 bilhões. Ao mesmo tempo, anunciou o direcionamento de R$ 228 milhões do orçamento do Fundo Clima, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, para uma linha voltada exclusivamente para pessoas físicas.

Segundo Temer, as linhas de crédito gerarão investimentos que permitem reduzir emissões de gases do efeito estufa no ambiente e economia, para famílias e empresas, com a conta de luz. “É preciso reduzir o que se gasta com energia”, afirmou Temer, completando que, do contrário, empresas vão “para outros espaços que não o nosso País”.

Investimentos

O presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, afirmou que, “finalmente”, começa a haver uma revisão para cima nas perspectivas de investimentos na economia brasileira. Em discurso diante do presidente Michel Temer, no Rio, em cerimônia de anúncio de expansão de crédito para energias renováveis, Oliveira citou mapeamento divulgado no início do mês pelo BNDES, que estima R$ 1,03 trilhão em investimentos em 20 setores nos próximos três anos, de 2018 a 2021.

Segundo o presidente do BNDES, o mapeamento, feito anualmente, voltou a estimar aportes acima de R$ 1 trilhão pela primeira vez desde 2014, quando começou a recessão. “Estamos percebendo que finalmente começa a haver uma revisão dessas coisas e isso é trabalho do governo federal nos últimos anos”, afirmou Oliveira,

Como exemplo de trabalho do governo federal, o presidente do BNDES citou a revisão de marcos regulatórios. Segundo Oliveira, segurança jurídica e bons marcos regulatórios viabilizam investimentos. Para o presidente do BNDES, o setor de energia é um caso de sucesso de avanços na regulação, na gestão de Temer, mas ainda é preciso avançar em outros setores, como o de saneamento básico.

Fonte: Jornal do Brasil

http://www.jb.com.br/economia/2018/09/941990-temer-diz-que-promocao-da-energia-limpa-e-bandeira-importantissima.html

O que seu candidato vai fazer a respeito do aquecimento global?

O que os presidenciáveis prometem no combate a desmatamento, promoção da energia limpa e outros tópicos ligados à mudança climática

De um lado, promessas de desmatamento zero, reforma fiscal verde, cumprimento do Acordo de Paris e reconhecimento dos direitos da natureza na Constituição. De outro, propostas como acomodar o meio ambiente em uma pasta dedicada à agropecuária e acelerar licenças ambientais. Quando o tema é meio ambiente e clima, os programas dos sete principais candidatos à Presidência da República em 2018 são heterogêneos. O Observatório do Clima mapeou as propostas para o tema nos planos de governo de sete candidatos a presidente e produziu um resumo de como cada um se posiciona.

A mudança climática é o principal desafio ambiental e econômico a ser enfrentado pela humanidade, já que a elevação da temperatura global depende de um modelo de desenvolvimento que hoje é dominante e, e suas consequências afetam virtualmente todos os países. O ex-secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, chegou a afirmar que este é o “desafio moral de nossa geração”.

Para saber como os presidenciáveis mais bem colocados nas pesquisas lidam com o assunto, resumimos as propostas para o clima nos programas de governo protocolados na Justiça Eleitoral por Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Jair Bolsonaro (PSL) João Amoêdo (NOVO), Lula/Fernando Haddad (PT) e Marina Silva (REDE).

Há candidatos que dedicam capítulos inteiros à questão em seus planos de governo – caso de Marina Silva, Lula/Haddad e Boulos. Os três planos trazem um contexto mais detalhado sobre desmatamento, matriz energética com baixa emissão de gases de efeito estufa e sobre com utilizar os recursos naturais como motores do desenvolvimento e inclusão social.

Aparecem menções sobre incorporar estratégias de tributação verde para incentivar tecnologias mais sustentáveis, revisão de carga tributária – o programa de Lula/Haddad fala em reduzir o custo fiscal  para investimentos verdes em 46,5%; Marina fala em “descarbonização” da estrutura tributária, com aperfeiçoamento da contribuição de intervenção no domínio econômico (CIDE, tributo que incide sobre combustíveis), de acordo com as emissões de carbono e, no médio prazo, incorporar uma taxa de carbono ao sistema de impostos, no contexto de uma ampla reforma tributária.

Boulos, por sua vez, propõe abandonar o uso de combustíveis fósseis, em uma transição energética que cederá lugar para as fontes eólica e solar, sem dar continuidade à construção de grandes hidrelétricas e ao projeto de Angra 3. Mas a decisão de banir os fósseis da matriz energética esbarra no pré-sal: o programa de Boulos fala na anulação dos leilões já realizados e invoca a retomada dos investimentos pela Petrobras, o que contradiz o objetivo inicial.

Apesar dos planos detalhados em relação aos tópicos relacionados às energias renováveis, os programas dos três candidatos apresentam poucas metas concretas de cumprimento dos objetivos – exceto para instalação de painéis fotovoltaicos, onde Marina fixa o objetivo de 1,5 milhão de telhados solares fotovoltaicos de pequeno e médio porte até 2022. O programa de Lula/Haddad propõe instalar kits de geração de energia solar em 500 mil residências por ano.

Metas para desmatamento

Quando se trata de mudanças de uso da terra, Boulos fala em zerar o desmatamento em todos os biomas nos próximos dez anos; Lula/Haddad diz que vai assumir compromisso com uma taxa zero de desmatamento líquido (compensar o desmatamento de novas áreas com o reflorestamento) até 2022; já Marina fala em “atingir o desmatamento zero no Brasil no menor prazo possível, com data limite em 2030”. Tanto Boulos quanto Marina estabelecem prazos que vão além do mandato presidencial de quatro anos, mas não afirmam se criarão decretos para fixá-los. Poucos programas especificam se estão falando de desmatamento em todos os biomas ou apenas na Amazônia.

Com um programa de governo mais enxuto, o candidato Ciro Gomes não chega a dedicar um capítulo ao tema meio ambiente/clima, mas o relaciona com sua política de desenvolvimento. O presidenciável do PDT afirma que “a maior parte dos conflitos observados na política de meio ambiente é fruto de uma oposição artificial entre dois conceitos interligados, a ecologia e a economia”, e afirma que seu governo tratará de desenvolvimento econômico, reindustrialização, agricultura e infraestrutura com olhar para a preservação ambiental. Seu plano de governo fala em ações para conter o desmatamento e cumprir metas climáticas até 2020, mas não fornece detalhes de quais ações serão feitas na prática para cumprir esses objetivos.

No espectro mais liberal, Alckmin e Amoêdo dedicam poucas linhas a meio ambiente e clima, prometendo honrar os compromissos assumidos no Acordo de Paris (sem detalhar metas e estratégias) e aplicar o Código Florestal (Lei 12.651/2012) como forma de harmonizar produção agrícola e conservação de florestas. Nenhuma proposta mais ousada para a área aparece no rol dos candidatos, que parecem confortáveis em cumprir as leis e compromissos que já existem.

Bolsonaro é o candidato que dedica menos atenção ao assunto: ambiente apenas aparece como um dos itens subordinados ao ministério que pretende criar, fundindo agropecuária e recursos naturais. Não há qualquer menção a clima, mudanças climáticas ou Acordo de Paris – embora o candidato do PSL tenha afirmado em entrevistas que, se eleito, retiraria o Brasil do compromisso por entendê-lo como uma ameaça à “soberania nacional”. Apenas na área de energia o candidato acena ao tema em seu plano, ao dizer que pretende estimular fontes renováveis como eólica e solar fotovoltaica, especialmente na região Nordeste. O candidato do PSL propõe reduzir o papel regulador e fiscalizador do Ministério do Meio Ambiente, reduzindo a pasta a uma instância subordinada ao novo ministério de agropecuária que pretende criar.

A maior parte dos presidenciáveis fala em envidar esforços para o cumprimento do Acordo Paris, mas sem a fixação de estratégias e metas claras. O acordo global, firmado em 2015 por 195 países junto às Nações Unidas com o objetivo de frear o aquecimento global, foi ratificado no ano seguinte pelo Brasil, o que significa que o país terá de cumprir os compromissos nele assumidos. Sair dele, como pretende o candidato do PSL, também não é uma alternativa simples – a ratificação foi aprovada pela Câmara dos Deputados e Senado, que teriam igualmente de aprovar a saída do país do compromisso.

Adaptação à crise do clima

Uma preocupação verificada pelo OC é que, embora a mudança climática seja pouco mencionada na agenda política, seus efeitos já podem ser sentidos. O ano de 2017 foi considerado o mais quente da história, segundo a NOAA, agência americana dos oceanos e atmosfera. No Brasil, o agravamento de eventos extremos, como secas e inundações, também é realidade: 48,6% dos municípios sofreram com secas nos últimos quatro anos, segundo o IBGE. O litoral está vulnerável ao aumento do nível do mar: 18 das 42 regiões metropolitanas brasileiras se situam nas zonas costeiras, onde o mar poderá subir até 40 cm até 2050, no cenário mais pessimista. Rio de Janeiro, Santos, Recife, Fortaleza, Salvador e o Vale do Itajaí (SC) estão entre as regiões mais sujeitas a inundações e eventos extremos de clima. O clima também deve ter impacto em diferentes cultivares, incluindo soja, cana e café.

A vulnerabilidade e adaptação às mudanças climáticas, porém, recebe pouco espaço nos programas de governo – Marina Silva fala em apoiar os municípios para que coloquem em prática planos de contingência e monitoramento de extremos climáticos, com o objetivo de prevenir e mitigar os impactos de desastres naturais (secas, alagamentos, enxurradas e deslizamentos). O plano de Lula/Haddad também fala em “resiliência urbana” para diminuição do risco de desastres, por meio de medidas que promovam a adaptação às mudanças climáticas. Cita ações como investimentos em defesa urbana, drenagem, controle e mitigação de riscos de enchentes, despoluição de rios, contenção de encostas em áreas de risco e fortalecimento de sistemas de monitoramento e alerta de desastres naturais. Os dois programas não elencam metas de adaptação para as cidades brasileiras mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas.

Apesar de a mudança climática ser tema crucial para planejar o desenvolvimento do país, porém, o tema tem recebido pouca atenção no debate eleitoral de 2018. Com o mapeamento de propostas que o OC oferece aqui, gostaríamos de incentivar que as equipes de campanha e a imprensa dêem a questão climática a importância que ela merece na corrida presidencial.

Veja abaixo as principais propostas dos candidatos à Presidência da República para os eixos clima, energia, desmatamento e agricultura.

CIRO GOMES

Clima

  • Colocar em operação ações para implementar as metas climáticas, de redução da emissão dos gases de estufa até 2020, definidas pelo Acordo de Paris
  • Articular com outros países para o cumprimento das metas do Acordo de Paris
  • Desenhar modelo de precificação da poluição (definição de formas de taxação para quem polui ou aprimoramento do mercado de certificados de emissão de carbono), com a criação de mecanismos de compensação financeira para atividades de impacto
  • Desenvolver um sistema com informações sobre a emissão de carbono no país, por emissor

Energia

  • Estimular adoção de energias renováveis como biocombustíveis, biomassa, hidráulica, solar e  eólica, por meio de políticas públicas
  • Promover a coordenação entre os atuais sistemas e linhas de financiamento destinadas à pesquisa ambiental e de sustentabilidade, incluindo a área de energia
  • Petróleo: recomprar todos os campos de petróleo brasileiros vendidos ao exterior após a Lei da Partilha, pagando indenizações

Desmatamento

  • Desenhar estratégia para redução do desmatamento
  • Implementar as Unidades de Conservação (UCs) já criadas no Brasil com as devidas indenizações e/ou reassentamentos
  • Elaborar plano de formação de arranjos produtivos locais no entorno dessas unidades, voltados para a prestação de serviços às mesmas, bem como o desenvolvimento do turismo sustentável
  • Criar concessões à iniciativa privada de áreas e equipamentos de uso público para exploração econômica de serviços permitidos em UCs
  • Apoiar gestão das associações produtivas das comunidades da floresta e a implantação da infraestrutura necessária ao desenvolvimento das cadeias produtivas

Agricultura

  • Ordenar uso e ocupação das terras no Brasil, destinando áreas a sistemas produtivos em regiões já modificadas pela ação humana
  • Compatibilizar as agendas Marrom (Política Nacional de Meio Ambiente), Verde (Novo Código Florestal) e Azul (Política Nacional de Recursos Hídricos)
  • Desenvolver defensivos agrícolas específicos para as nossas culturas, de menor conteúdo tóxico para pessoas e o meio ambiente; incentivar a adoção de sistemas de controle alternativos na agricultura

GERALDO ALCKMIN

Clima

  • Perseguir “com afinco” as metas assumidas no Acordo de Paris
  • Usar os ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) como referência no relacionamento externo brasileiro

Energia

  • Priorizar políticas que permitam às regiões Norte e Nordeste desenvolver suas potencialidades em áreas como energias renováveis, turismo, indústria, agricultura e economia criativa

Desmatamento

  • Nada consta

Agricultura

  • Reforçar a liderança do Brasil na agricultura pela transformação do Plano Safra em um plano plurianual para dar previsibilidade às regras da política agrícola
  • Garantir a paz e a segurança agrícola no campo

GUILHERME BOULOS

Clima

  • Honrar os compromissos assumidos no Acordo de Paris: reduzir suas emissões de gases de efeito estufa e restaurar 120 mil km² de florestas até 2030
  • Reconhecer os “direitos da natureza” na Constituição, como foi feito por países como Equador e Bolívia

Energia

  • Superar o uso dos combustíveis fósseis e realizar a transição para energias renováveis de baixo carbono (como a eólica e a solar), proibir o fraturamento hidráulico do gás de xisto, que tem alto impacto ambiental
  • Transportes: modernizar o setor, priorizar o transporte coletivo e sob trilhos (para carga e passageiros); reverter a cultura do automóvel nas grandes cidades
  • Estimular o carro elétrico e reduzir a demanda de petróleo
  • Usinas nucleares: manter as Usinas Angra 1 e 2 em operação até o fim de sua vida útil; suspender as obras e rediscutir com a sociedade civil a continuidade do projeto de Angra 3
  • Usinas hidrelétricas: suspender as construções de novas usinas
  • Pré-sal: reverter toda a legislação de privatização da exploração do petróleo e da Petrobras
  • Transformar a Petrobras de uma empresa de petróleo em uma empresa de energia pública “democraticamente gerida”, com um setor voltado para desenvolver energias renováveis

Desmatamento

  • Zerar o desmatamento em todos os biomas em uma década: para isso, será preciso estabelecer meta para restaurar florestas com espécies nativas
  • Estabelecer política de estímulo ao aumento da produtividade agrícola nas áreas já desmatadas
  • Promover aumento da eficácia na fiscalização da atividade agropecuária e grilagem de terra; confiscar bens associados a crimes ambientais
  • Criar novas áreas protegidas
  • Usar a tributação para o estímulo à conservação, com o combate à sonegação do imposto territorial rural (ITR)

Agricultura

  • Criar incentivos financeiros para aumentar a produtividade e alterar a matriz produtiva agropecuária
  • Fomentar a agricultura de alimentos saudáveis, priorizando vegetais, “voltada para a segurança alimentar do povo brasileiro”
  • Limitar a produção de commodities para exportações

JAIR BOLSONARO

Clima

  • Nada consta; candidato afirmou à imprensa que pretende retirar o Brasil do Acordo de Paris, por ele representar “ameaça à soberania nacional”

Energia

  • Desenvolver o potencial do Nordeste em fontes renováveis: solar e eólica; expandir a produção de energia e toda a cadeia relacionada, como produção, instalação e manutenção de painéis fotovoltaicos
  • Realizar o licenciamento ambiental de PCHs (pequenas centrais hidrelétricas) no prazo máximo de três meses
  • Aumentar o papel do gás natural na matriz elétrica nacional

Desmatamento

  • Nada consta

Agricultura

  • Criar uma nova estrutura federal agropecuária, responsável por: política e economia agrícola (inclui comércio); recursos naturais e meio ambiente rural; defesa agropecuária e segurança alimentar; pesca e piscicultura; desenvolvimento rural sustentável; inovação tecnológica

JOÃO AMOÊDO

Clima

  • Nada consta

Energia

  • Ampliação da energia renovável na matriz energética
  • Dar fim aos subsídios à energia não renovável, como gasolina e diesel

Desmatamento

  • Eliminar o desmatamento ilegal
  • Reduzir definitivamente o desmatamento ilegal na Amazônia Legal, com mais tecnologia e scalização (sic)

Agricultura

  • Aplicar o Código Florestal
  • Avançar no Cadastro Ambiental Rural e promover mais cooperação entre órgãos envolvidos

LULA/FERNANDO HADDAD

Clima

  • Introduzir agenda estratégica de transição ecológica, que colocará as políticas ambientais, territoriais, regionais, produtivas, tecnológicas, científicas e educacionais como aliadas
  • Realizar uma reforma fiscal verde, com aumento progressivo do custo da poluição e prêmio à inovação de baixo carbono;
  • Desonerar investimentos “verdes” (isenção de IPI, dedução de tributos embutidos em bens de capital e recuperação imediata de ICMS e PIS/COFINS), reduzindo o custo tributário do investimento verde em 46,5%
  • Sem elevar a carga tributária, criar um tributo sobre carbono, que já foi adotado em vários países para aumentar o custo das emissões de gases de efeito estufa
  • Apoiar e incentivar os estados e municípios a adotarem uma política de gestão ambiental urbana que proporcione redução do consumo de energia, da emissão de poluentes que afetam a qualidade do ar, solo e água e de gases de efeito estufa

Energia

  • Construir um modelo energético que terá como diretrizes: 1) a retomada do controle público, interrompendo as privatizações; 2) ampliação dos investimentos para expandir a geração com energias renováveis (solar, eólica  e biomassa); 3) tarifas justas; e 4) participação social
  • Retomar o papel estratégico da Eletrobrás e da Petrobras
  • Instalar kits fotovoltaicas em 500 mil residências por ano
  • Impulsionar a micro e mini geração de energia renovável pela possibilidade de venda do excedente de energia produzido por residências e empresas
  • Modernizar o sistema elétrico existente: usinas geradoras, substituição de combustíveis líquidos e carvão por gás natural e biocombustível, incorporação das tecnologias de futuro nas redes de transmissão (smart grid)
  • Perseguir o aumento da eficiência energética
  • Fortalecer o Programa Reluz e estender o Programa Luz para Todos para localidades isoladas na Amazônia
  • Retomar investimentos em infraestrutura de transporte limpa, com diversificação dos meios de transporte, incluindo ferrovias, hidrovias e meios menos poluentes

Desmatamento

  • Assumir compromisso com a taxa de desmatamento líquido zero até 2022 e com o fim da expansão da fronteira agropecuária
  • Fiscalizar o cumprimento do Código Florestal, incluindo o Cadastramento Ambiental Rural
  • Fortalecer a proteção das unidades de conservação e dos demais bens da natureza
  • Aperfeiçoar os mecanismos de governança em relação à Amazônia, por meio do diálogo federativo e participação social nos processos decisórios

Agricultura

  • Criar instrumentos que valorizem a produção e a comercialização de produtos agropecuários de forma sustentável; promover a valoração econômica da preservação de recursos naturais nas propriedades rurais
  • Utilizar, para a expansão da produção agropecuária, os mais de 240 milhões de hectares já abertos para agricultura e pastagens
  • Implementar o Código Florestal com prazos, “sem mais prorrogações ou atrasos”
  • Promover uma nova geração de políticas e programas voltados à questão agrária, agricultura familiar e agroecologia no Brasil, com reforma no ambiente institucional.
  • Desenvolver, em parceria com organizações públicas, universidades e sociedade civil projetos estratégicos para os assentamentos rurais

MARINA SILVA

Clima

  • Alinhar políticas públicas (econômica, fiscal, industrial, energética, agrícola, pecuária, florestal, da gestão de resíduos e de infraestrutura) aos objetivos do Acordo de Paris
  • Cumprir os compromissos assumidos pelo Brasil com uma estratégia de longo prazo de descarbonizarão da economia, com emissão líquida zero de gases de efeito estufa até 2050
  • Descarboninzar a estrutura tributária: no curto prazo, aperfeiçoar a contribuição de intervenção no domínio econômico (CIDE, tributo que incide sobre combustíveis), com um adicional segundo a intensidade de carbono
  • No médio prazo, incorporar uma taxa de carbono ao sistema tributário nacional, no contexto de uma ampla reforma tributária
  • Implementar o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões e outros mecanismos para introduzir a precificação das emissões de gases de efeito estufa
  • Promover desenvolvimento urbano que inclua a redução de gases de efeito esfufa entre as prioridades
  • Apoiar os municípios a implementar planos de contingência e monitoramento de extremos climáticos para a prevenção e mitigação dos impactos

Energia

  • Mobilidade urbana: desenvolver políticas que estimulem modais com baixa emissão de poluentes, geração de energia limpa, renovável e com eficiência energética; substituir veículos movidos a combustíveis fósseis pelos elétricos e movidos a biocombustíveis
  • Eletrobrás: privatização será analisada no contexto da política energética nacional; deverá modernizar suas estratégias a fim de incorporar energias renováveis
  • Petrobras: assumirá papel de liderança nos investimentos em energias limpas
  • Potencializar a eficiência energética, por meio do estímulo regulatório com incentivos e metas em todas as etapas: geração, transmissão e distribuição até os consumidores
  • Massificar a instalação de unidades de geração de energia solar fotovoltaica distribuída nas cidades e comunidades vulneráveis: meta é 1,5 milhão de telhados solares fotovoltaicos de pequeno e médio porte até 2022, representando 3,5 GW de potência operacional
  • Renovabio: implementar o programa de biocombustíveis, que deverá criar 1,4 milhão de empregos até 2030

Desmatamento

  • Atingir o desmatamento zero no Brasil, no menor prazo possível, com data limite em 2030
  • Valorizar a floresta em pé, com o desenvolvimento de uma economia florestal e das comunidades tradicionais vinculadas à sua utilização e conservação
  • Ampliar o sistema de monitoramento de desmatamento, degradação e mudanças na cobertura do solo
  • Recuperar 12 milhões de hectares de florestas nativas até 2030, como manda o Acordo de Paris e gerar empregos nessa atividade

Agricultura

  • Ampliar práticas de agricultura de baixo carbono nos Planos Safra anuais, com redução da burocracia e estabelecendo atrativos para adesão ao sistema
  • Desenvolver programas de compensação financeira que beneficiem comunidades tradicionais e agricultores familiares pela conservação da biodiversidade e ecossistemas.

Fonte: Portal Observatório do Clima

Segurança energética depende de fontes limpas, diz Moreira Franco

O desafio de garantir segurança na oferta e preços baixos na conta de luz e nos combustíveis está diretamente relacionado à ampliação das chamadas fontes limpas de energia, como eólica, solar, biomassa, biocombustíveis, entre outras. Essa é a avaliação do ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, em entrevista exclusiva a veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nesta terça-feira (13), em que analisou o cenário do setor no país.

“Nós temos algumas iniciativas importantes. O programa Renovabio [Polícia Nacional de Biocombustíveis] é reconhecido internacionalmente, tem metas extremamente ousadas. Estamos empenhados em garantir energia limpa, o que significa ir exluindo as fontes poluentes que têm sido causa de grandes transtornos ambientais”, afirma.

A principal meta do Renovabio, que entrou em vigor este ano, é reduzir em 10% as emissões de carbono na matriz de combustíveis do país, passando dos atuais 74,25 gramas de gás carbônico por megajoule (g CO2/MJ) para 66,75 g CO2/MJ, o que corresponde à retirada de 600 milhões de toneladas de carbono da atmosfera até 2028. Isso deve expandir o mercado de etanol e biodiesel.

No campo da geração de energia elétrica, Moreira Franco diz que, apesar de representar mais de 63% da capacidade de geração, o país não pode mais depender tanto da matriz hidrelétrica, de forma isolada. “Com as decisões decorrentes de uma visão ambiental, os reservatórios [em hidrelétricas] estão proibidos, você trabalha com a linha d’água. Passou a ser um elemento de fraqueza [desse modelo]”, admite. O principal gargalo, nesse cenário, afirma o ministro, é incorporar as fontes limpas à estrutura de distribuição de energia, o que vai impactar na redução de preços.

“O custo de produção [das energias limpas] é muito mais baixo que as outras fontes, mas esse preço é fundamental que o consumidor sinta no seu bolso. O sistema ainda não consegue absorver essa diferença de custo e a energia chega a um preço muito alto. Além de colocar energia limpa, garantir sistema robusto, nós precisamos ter energia a preço justo”, afirma. Ele também falou em eliminar subsídiospagos pelos consumidores na conta de luz para financiar políticas públicas que não tem nada a ver com o setor elétrico.

Expansão

Atualmente, na indústria brasileira, a bioenergia ficou com 42,1% do consumo total de energia de 2017, contra 7,6% na média mundial. Nos transportes, o indicador foi de 19,8% de participação da bioenergia no Brasil, contra 3% no restante do planeta, em média. Nas projeções do governo, as metas estabelecidas pelo Renovabio para 2028 vão induzir investimentos que podem chegar a R$ 1,3 bilhão na próxima década.

No setor de energia elétrica, o destaque tem sido a expansão da oferta eólica, que já responde a 8,5% da disponibilidade de geração no país. O Brasil disputa, com França e Canadá, o sétimo lugar entre os países que mais investem nessa fonte. “Somos, hoje, o maior gerador de energia eólica da América Latina, com 520 parques eólicos e mais de 6,6 mil aerogeradores em operação. No ano passado, o montante gerado pelas eólicas foi equivalente ao consumo médio de cerca de 22 milhões de residências por mês. O número de empregos diretos no setor já passa dos 150 mil”, discursou Moreira Franco, na semana passada, durante a abertura da 9ª edição do Brazil Wind Power, considerado o maior evento do Hemisfério Sul dedicado ao desenvolvimento de negócios e projetos de geração em energia eólica.

Turbinas eólicas em praia de Fortaleza, no Ceará
Turbinas eólicas em praia de Fortaleza, no Ceará – Paulo Whitaker/Reuters/Direitos Reservados

Em termos de capacidade instalada, ela responde por 30% dos empreendimentos em construção e 27% dos empreendimentos a serem iniciados, informa o ministério. O Brasil também tem expandido o potencial de energia solar fotovoltaica. De acordo com o Plano Decenal de Expansão de Energia, até em 2026, a capacidade instalada de fonte solar chegará a 13.000 MW, o que representará 5,7% do total no país.

“Não só pela questão ambiental, mas sobretudo para que possamos explorar tecnologicamente nossas alternativas. Cada vez mais a energia vai ser importante. Daqui pra frente, ninguém vai conseguir viver sem uma tomada do lado. Até mesmo para se locomover, nas grandes cidades, com carro elétrico”, afirma Moreira Franco.

Energia Limpa não será suficiente para atingir as metas de Paris

Pesquisadores mostram que políticas climáticas fortes e uma matriz elétrica limpa não serão suficientes para atingir as metas do Acordo de Paris. As emissões do transporte, da indústria e da climatização das edificações seriam suficientes para ultrapassar as metas baseadas na ciência.

Enquanto os grandes debates giram em torno de fósseis ou renováveis, o trabalho publicado na Nature Climate Change inovou ao colocar o foco especificamente nos setores onde a descarbonização é mais complicada.

Quanto mais descarbonizada for a matriz elétrica, maior a importância dessas emissões complicadas que podem vir a determinar quanto CO2 precisará ser removido da atmosfera. A modelagem mostrou que, se todas as NDCs forem cumpridas, ainda sobrará um excesso de 1.000 GtCO2e na atmosfera. Mesmo se o aquecimento for limitado a 1,5oC, haverá um excesso de 600 GtCO2e a ser removido de alguma maneira.

O artigo dá ênfase à remoção como única saída. Outros trabalhos que temos comentado entendem que é possível reduzir significativamente a demanda de aço e cimento, os grandes emissores industriais. A eletrificação do transporte também deve alcançar reduções significativas se as matrizes elétricas permitirem. Cada um destes ganhos reduz a quantidade de carbono a ser removida da atmosfera. Possivelmente a um custo muito menor para todos.

https://www.nature.com/articles/s41558-018-0198-6

https://www.sciencedaily.com/releases/2018/06/180625122508.htm

Fonte: Clima Info

OIT prevê que 24 milhões de empregos serão criados na economia verde no mundo até 2030

Ao menos 24 milhões de novos postos de trabalho serão criados no mundo até 2030 se as políticas certas para promover uma economia verde forem implementadas, afirma um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado na última segunda-feira (14).

De acordo com a publicação “Perspectivas Sociais e de Emprego no Mundo 2018: Greening with Jobs”, a ação para limitar o aquecimento global a dois graus Celsius resultará na criação de empregos muito maior do que o necessário para compensar as perdas de 6 milhões de postos de trabalho em outros setores.
Novos empregos serão criados com a adoção de práticas sustentáveis no setor de energia, promovendo o uso de veículos elétricos e melhorando a eficiência energética dos edifícios.
Os serviços de ecossistemas — incluindo purificação do ar e da água, renovação e fertilização do solo, controle de pragas, polinização e proteção contra condições climáticas extremas — sustentam, entre outros, atividades agrícolas, pesqueiras, florestais e turísticas que empregam 1,2 bilhão de trabalhadores.
No entanto, os aumentos de temperatura projetados farão com que o estresse térmico, particularmente na agricultura, seja mais comum. Isso pode levar a várias condições médicas, incluindo exaustão e derrame. O relatório calcula que o estresse térmico causará uma perda global de 2% nas horas trabalhadas até 2030 devido a doenças.
“As conclusões do nosso relatório reforçam o fato de que os empregos dependem fortemente de um ambiente saudável e dos serviços que ele fornece. A economia verde pode permitir que milhões de pessoas superem a pobreza, além de proporcionar condições de vida melhores para a atual geração e também para futuras. Esta é uma mensagem de oportunidade muito positiva em um mundo de escolhas complexas”, disse a diretora-geral adjunta da OIT, Deborah Greenfield.
No nível regional, haverá criação líquida de cerca de 3 milhões de empregos nas Américas, 14 milhões na Ásia e no Pacífico e 2 milhões na Europa, graças a medidas tomadas na produção e no uso de energia.
Em contraste, pode haver perdas líquidas de empregos no Oriente Médio (-0,48%) e na África (-0,04%) se as tendências atuais continuarem, devido à dependência dessas regiões de combustíveis fósseis e mineração, respectivamente.
O relatório pede aos países que tomem medidas urgentes para treinar os trabalhadores nas habilidades necessárias para a transição para uma economia mais verde, além de lhes oferecer uma proteção social que facilite a transição para novos empregos, contribua para prevenir a pobreza e reduza a vulnerabilidade das famílias e comunidades.
“Mudanças de políticas nessas regiões poderiam compensar as perdas de empregos antecipadas ou seu impacto negativo. Os países de renda baixa e média ainda precisam de apoio para desenvolver a coleta de dados e adotar e financiar estratégias para uma transição justa para uma economia e sociedade ambientalmente sustentáveis, que incluam todas as pessoas de todos os grupos da sociedade”, declarou a principal autora do estudo, Catherine Saget.

Outras descobertas importantes

De acordo com o estudo, a maioria dos setores da economia global se beneficiará da criação líquida de empregos — dos 163 setores econômicos analisados, apenas 14 perderão mais de 10 mil empregos em todo o mundo. Apenas dois setores, extração e refino de petróleo, apresentam perdas de 1 milhão ou mais de empregos.
A pesquisa mostrou ainda que 2,5 milhões de postos de trabalho serão criados no setor de energia renovável, compensando cerca de 400 mil empregos perdidos na geração de eletricidade baseada em combustíveis fósseis.
Além disso, 6 milhões de empregos podem ser criados através da transição para uma “economia circular”, que inclui atividades como reciclagem, reparos, aluguel e remanufatura — substituindo o modelo econômico tradicional de “extração, fabricação, uso e descarte”.

Não haverá ganho sem políticas apropriadas

Embora as medidas para lidar com as mudanças climáticas possam resultar em perdas de empregos no curto prazo em alguns casos, seu impacto negativo pode ser reduzido por meio de políticas apropriadas.
O relatório pede sinergias entre a proteção social e as políticas ambientais que apoiam os rendimentos dos trabalhadores e a transição para uma economia mais verde. Uma combinação de políticas que inclua transferências de renda, seguros sociais mais fortes e limites no uso de combustíveis fósseis levaria a um crescimento econômico mais rápido, maior geração de empregos e uma distribuição de renda mais justa, bem como menores emissões de gases de efeito estufa.
Os países devem tomar medidas urgentes para antecipar as habilidades necessárias para a transição para economias mais verdes e oferecer novos programas de treinamento.
A transição para sistemas agrícolas mais sustentáveis poderia criar empregos em fazendas orgânicas de médio e grande porte, além de permitir que os pequenos proprietários diversifiquem suas fontes de renda, especialmente se os agricultores tiverem as habilidades certas.
O relatório também mostra que leis, regulamentos e políticas ambientais que incluem questões trabalhistas oferecem um meio poderoso para promover a Agenda do Trabalho Decente da OIT e os objetivos ambientais.
“O diálogo social, que permite aos empregadores e aos trabalhadores participar do processo de tomada de decisão política junto com os governos, desempenha um papel fundamental na conciliação dos objetivos sociais e econômicos com as preocupações ambientais. Há casos em que esse diálogo não só ajudou a reduzir o impacto ambiental das políticas, como também evitou um impacto negativo no emprego ou nas condições de trabalho”, conclui Saget.
Fonte: ONU

Obstáculos políticos à energia limpa

O futuro da energia renovável está aqui, mas não foi distribuído igualmente por questões de interesses políticos

Peter Thiel, investidor do Facebook e apoiador de Donald Trump, é, segundo tudo que nós sabemos, uma pessoa horrível. Ele bolou, porém, uma frase clássica sobre os desapontamentos causados pela tecnologia moderna: “Nós queríamos carros voadores e, em vez disso, ganhamos 140 caracteres.” Ok, hoje são 280, mas quem está contando?

O ponto da piada dele foi que, embora nós tenhamos descoberto jeitos cada vez mais bem bolados de espalhar pedaços de informação, nós ainda vivemos em um mundo material – e o nosso comando desse mundo tem avançado muito menos do que a maioria das pessoas imaginava algumas décadas atrás. Onde estão as tecnologias para transformar a maneira como nós lidamos com a realidade física?

Bem, há uma área da tecnologia física, a energia renovável, na qual nós realmente estamos vendo este tipo de progresso – progresso de uma natureza tal que poderia tanto mudar quanto salvar o mundo. Infelizmente, as pessoas que o Sr. Thiel apoia estão tentando impedir esse progresso de acontecer.

Há não muito tempo, apelos por uma transição para as energias eólica e solar foram amplamente percebidos como inviáveis, quando não considerados bobagem riponga. Uma parte deste desprezo se mantém; minha impressão é que muitos políticos e alguns executivos ainda pensam em energia renovável como algo marginal, e continuam achando que homens de verdade queimam coisas e que gente séria foca no bom e velho combustível fóssil.

Mas a verdade é praticamente o oposto, certamente quando se trata de gerar energia. Adeptos da supremacia dos combustíveis fósseis, em particular o carvão, são nossos encurralados tecnológicos atuais; eles, e não os esquerdistas tolos, são nossos luditas contemporâneos. Infelizmente, eles ainda podem causar um estrago grande.

Sobre a tecnologia: ainda em 2010, custava consistentemente mais gerar energia a partir do sol e dos ventos do que de combustíveis fósseis. Mas este vão já foi eliminado, e este é só o começo. O uso generalizado da energia renovável ainda é algo novo, o que significa que, mesmo sem grandes inovações tecnológicas, nós podemos esperar ver grandes reduções de custo adicional à medida em que as indústrias “avançam na curva de aprendizado” – isto é, descobrem jeitos melhores e mais baratos de operar enquanto acumulam experiência.

Recentemente, David Roberts, do Vox.com, deu um exemplo muito bom: turbinas eólicas. Moinhos de vento existem há mais de mil anos, e têm sido usados para gerar energia desde o fim do século 19. Mas fazer turbinas realmente eficazes requer torná-las muito grandes e altas; altas o suficiente para explorar os ventos mais rápidos e mais constantes que sopram em alturas mais elevadas.

Continue lendo aqui.

Fonte: Exame

Santa Catarina isenta ICMS para energias limpas

Inclui a geração hídrica, eólica, solar e biomassa enriquecida com gás natural
 
O governador de Santa Catariana, Eduardo Pinho Moreira, autorizou a Secretaria de Estado da Fazenda a isentar o Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) para microgeração e minigeração de energia distribuída até o limite de 1 MW de potência. A medida será válida durante quatro anos e inclui a geração hídrica, eólica, solar e biomassa enriquecida com gás natural.
A decisão foi comunicada na tarde da última segunda-feira (12.03) , pelo presidente da Associação de Produtores de Energia de Santa Catarina (Apesc), Gerson Berti, durante a reunião da Câmara de Assuntos de Energia da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc). Para adotar a mudança, a Secretaria de Estado da Fazenda deverá solicitar autorização ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que deverá aprovar o incentivo na próxima reunião que será realizada no dia 3 de abril, em Brasília. Após o governo encaminha um projeto para a Assembleia Legislativa, que não deve ser rapidamente aprovado, já que a grande maioria dos parlamentares são favoráveis.
O governo de Santa Catarina resistia à adoção da medida, temendo a queda da receita do ICMS, que com o incentivo, deve ter uma renúncia fiscal variante de R$ 300 mil a R$ 1,5 milhões, segundo estimativas feitas pela Associação Pró-Ensino em Santa Cruz do Sul (Apesc). Segundo o titular da pasta, Carlos Chiodini, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS) tentava viabilizar essa mudança a cerca de dois anos. “É um incentivo para que o segmento de geração distribuída cresça bem como a geração de energia limpas, favorecendo a indústria e impulsionando a economia”, afirma.
Um levantamento recente apura que Santa Catarina tem cerca de 1.250 usinas que produzem energia limpa, ficando atrás apenas de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. A isenção de ICMS será para todas as unidades consumidoras e serve como incentivo para a expansão desse tipo de geração de energia.
Fonte: Agrolink compartilhado no Portal Macaúba

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