Desconto no preço do diesel pode chegar a R$ 0,50 por litro na bomba, diz secretário da Receita Federal

Segundo Jorge Rachid, o impacto da redução de R$ 0,46 nas refinarias pode ser maior para o consumidor porque muda também o cálculo do ICMS cobrado sobre o diesel.

O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, afirmou nesta quarta-feira (6) que o desconto no preço do diesel pode chegar a R$ 0,50 por litro do preço do diesel, maior, portanto, do que os R$ 0,46 anunciados pelo governo federal nas refinarias. (clique aqui para visualizar a reportagem)

O governo decidiu reduzir o preço do diesel em R$ 0,46 por litro, como parte das ações para encerrar a greve dos caminhoneiros, que durou 11 dias e provocou desabastecimento em todo o país.

“Houve a redução efetiva nas refinarias [de R$ 0,46 por litro do diesel]. A redução poderá alcançar R$ 0,50 nos postos porque os R$ 0,46 são retirados da base de cálculo do ICMS [tributo estadual]. Esse é o nosso papel. Dai pra frente, toda essa discussão está sendo tratada pela ANP [Agência Nacional de Petróleo]”, declarou Rachid em evento em Brasília para destruição de mercadorias apreendidas.

Na última terça-feira (5), a diretoria da Agência Nacional de Petróleo (ANP) aprovou a abertura de uma consulta pública para discutir a periodicidade do repasse dos reajustes dos preços dos combustíveis.

De acordo com o chefe do Fisco, é possível que o desconto atinja a marca de R$ 0,50 por litro do diesel nos postos mesmo considerando que há biodiesel na mistura – que não sofreu redução de tributos.

“Agregando margem, mesmo com o acréscimo dos 10% do biodiesel é possivel chegar a uma media de R$ 0,49 a R$ 0,50 na bomba”, declarou.

Em entrevista ao “Jornal da CBN” na manhã desta quarta-feira (6), o ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil, disse que a redução de R$ 0,46 no preço do litro do diesel para o consumidor “não é imediata”.

Segundo Padilha, a diminuição do valor até esse nível depende de os postos de combustível esgotarem o estoque de diesel comprado antes de 1º de junho, quando a Petrobras ainda não havia reduzido o preço nas refinarias.

Outro fator para se chegar aos R$ 0,46, de acordo com o ministro, é os estados aplicarem a redução do valor do diesel na pauta de tributação (tabela) do ICMS. Ele afirmou que isso deve acontecer até o dia 15.

Fonte: G1

APROBIO – Nota de Esclarecimento

Nota de Esclarecimento da APROBIO Associação de Produtores de Biodiesel do Brasil

A APROBIO repudia veementemente que o Biodiesel seja empecilho para que as distribuidoras e postos de combustíveis reduzam o preço final do diesel em R$ 0,46, como acordado entre o Governo Federal e o movimento grevista dos caminhoneiros. Afirmações nesse sentido não têm fundamento e pressupõem falta de informação ou outros intuitos a serem esclarecidos.

Como amplamente divulgado pela imprensa, o Governo Federal baixou o PIS/Cofins e a Cide em R$ 0,16 por litro de combustível, além de oferecer subvenção de R$ 0,30. Tais reduções se refletem no preço do diesel A, de origem fóssil, na saída da refinaria. Ou seja, esse abatimento de R$ 0,46 pode ser repassado diretamente ao consumidor pelos revendedores sem prejuízo de suas margens de lucro, independentemente do nível de mistura de Biodiesel no produto final.

Outro ponto omitido pelos que resistem a conceder o desconto de R$ 0,46 é que o ICMS, tributo cobrado pelos Governos Estaduais, incide sobre o preço final do produto. Assim, também este imposto terá seu valor reduzido, já que o litro do diesel na bomba ficará pelo menos R$ 0,46 mais barato – dependendo do estado, essa redução no preço final pode ser ainda maior. Hoje, o ICMS médio do diesel, incluindo a mistura de 10% de Biodiesel atualmente em vigor, é de 16% e só pode ser alterada por decisão de cada Governo Estadual.

Em decisão que merece mais debate e explicações, o Governo Federal não concedeu as mesmas condições aos produtores de Biodiesel, um combustível verde com diversos benefícios ambientais e sociais: emissão de gases de efeito estufa 69% menor que o diesel fóssil, geração de emprego e renda para produtores rurais dos insumos do combustível e substituição de combustível importado por produto nacional, beneficiando a balança comercial e o PIB nacional.

Por sinal, o Biodiesel já tem uma política de reajuste de preços a cada 60 dias, como reivindicaram os caminhoneiros em relação ao custo final do diesel na bomba dos postos. Ou seja, mais uma vez constata-se ser injusto e indevido atribuir ao Biodiesel qualquer entrave a uma política de preços de maior previsibilidade aos agentes econômicos, ao contrário do que vinha ocorrendo com o diesel fóssil.

Cabe observar, ainda, que em muitos estados o Biodiesel é mais barato que o diesel fóssil, em função das condições de produção e logística. O Centro-Oeste é um exemplo, visto que a região é grande produtora da soja, insumo de cerca de 70% do Biodiesel nacional, conforme dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) relativos ao mês de março. A APROBIO e demais representantes do setor inclusive propuseram ao Governo Federal a adoção da mistura B15 (15% de biodiesel acrescido ao diesel fóssil) nos estados do Centro-Oeste de maneira imediata, o que resultaria em combustível R$ 0,13 mais barato no preço cobrado na bomba dos postos.

Está claro, portanto, que é infundada qualquer tentativa de atribuir ao Biodiesel a responsabilidade pela decisão dos revendedores de combustível de não cumprir com o acordo de redução do preço do diesel em R$ 0,46. Ao contrário, o Biodiesel vem cumprindo um importante papel econômico, social e ambiental no Brasil, e tem plena capacidade produtiva e tecnológica de contribuir para uma matriz de combustíveis mais limpa e eficiente.

Erasmo Carlos Battistella
Presidente da APROBIO

Governo diz que país caminha para normalidade com fim da greve dos caminhoneiros

BRASÍLIA/RIO DE JANEIRO (Reuters) – Após 11 dias de bloqueios e manifestações de caminhoneiros por rodovias de todo país, o governo anunciou nesta quinta-feira(31/5) que o Brasil está retornando à normalidade com o fim da paralisação da categoria, que teve suas principais demandas atendidas por meio de um pacote com impacto bilionário.

Pela primeira vez, desde o início da paralisação dos caminhoneiros em 21 de maio, não houve registro de pontos de aglomeração de pessoas e veículos, ou qualquer outra anormalidade no fluxo normal de veículo, em estradas do país, de acordo com balanço da Polícia Rodoviária Federal, por volta do meio-dia desta quinta-feira.

“Brasil está rodando e voando normalmente”, afirmou o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen, a jornalistas, após reunião no Palácio do Planalto do grupo instaurado pelo governo para acompanhar a situação do desabastecimento provocado pela paralisação.

“Hoje de manhã operações importantes foram levadas a efeito, trazendo as últimas boas notícias. Nós terminamos o dia ontem e iniciamos hoje com o país voltando à normalidade”, acrescentou.

O ministro reconheceu que o cenário ainda é de “filas em alguns lugares”, mas considerou que não houve “interrupção dramática” nos abastecimento de gêneros de primeira necessidade.

O movimento dos caminhoneiros, que no auge das paralisações chegou a realizar mais de 1.000 bloqueios em estradas de todos os Estados e no Distrito Federal, provocou um desabastecimento generalizado e afetou diversos setores da economia. Voos foram cancelados, filas gigantescas se formaram em postos de gasolina e muitas empresas chegaram a interromper a produção.

A greve começou a perder força na segunda-feira, depois que um segundo acordo proposto pelo governo, desta vez atendendo à maior parte das demandas dos caminhoneiros após uma recusa inicial da categoria a uma proposta anterior, e finalmente representantes do movimento recomendaram o fim da paralisação.

Os caminhoneiros em greve vinham mantendo resistência em encerrar o movimento mesmo após o governo acionar o uso das Forças Armadas para desbloquear rodovias e ameaçar impor multas a quem se recusasse a desobstruir as vias.

A principal concessão feita pelo governo foi a redução do preço do litro do óleo diesel em 46 centavos até o fim do ano por meio de redução de impostos e por uma subvenção de 9,5 bilhões de reais da União, que irá ressarcir a Petrobras <PETR4.SA> por perdas com o diesel.

Para tapar o buraco, o governo anunciou uma série de medidas, como reduções de benefícios tributários para exportadores, empresas de refrigerantes e petroquímicas, além de cortes de gastos públicos em áreas como saúde e educação.

Na avaliação do governo, a paralisação dos caminhoneiros teria chegado ao fim antes não fosse por um locaute promovido por empresas distribuidoras de combustíveis e transportadoras que se aproveitaram do movimento para realizar um locaute, quando empresários impedem funcionários de trabalhar, para aumentar seus ganhos.

O Porto de Santos, o maior da América Latina, voltou a ter movimentação de cargas nesta manhã por meio de uma operação coordenada pelo Exército, após vários dias seguidos de bloqueios, e cerca de 70 por cento do abastecimento de combustível do país já tinha voltado ao normal, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

No entanto, um representante da operadora de logística Maersk Line disse que o acesso a Santos havia sido liberado, mas os portões continuavam fechados. “Vimos algumas importações-chave sendo liberadas de terminais no complexo de Santos. Ainda assim, esperamos que os volumes de exportações do Brasil continuarão sendo seriamente impactos pelas próximas semanas”, disse Antonio Dominguez, diretor para da costa leste da América do Sul da Maersk.

Nesta quinta-feira a Polícia Federal prendeu um empresário acusado de locaute no Rio Grande do Sul, na primeira operação resultante de investigações realizadas durante a paralisação.

Segundo o ministro Etchegoyen, não houve nenhum ato de violência por parte do governo no emprego da força contra aqueles que sabotaram o final da greve dos caminhoneiros. O ministro lamentou a morte de um caminhoneiro com uma pedrada lançada por um manifestante em Rondônia.

Ao participar de uma reunião com líderes evangélicos nesta quinta, o presidente Michel Temer ressaltou que não houve confrontos entre as forças de segurança e os grevistas, e ressaltou a importância do diálogo para solucionar a crise.

Temer disse que se sentia “iluminado por Deus” por participar de evento com religiosos no mesmo dia que o país começava a retornar à normalidade. “Acho que fui chamado no dia de hoje iluminado por Deus… para comemorar a pacificação do país, acho que foi isso que nós fizemos”, afirmou.

PETROLEIROS

Além do fim da paralisação dos caminhoneiros, também foi anunciada nesta quinta-feira a suspensão da greve de 72 horas convocadas por petroleiros contra o que afirmam ser um processo de privatização da Petrobras <PETR4.SA>, assim como contra a política de preços adotada pela estatal.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) recomendou aos sindicatos da categoria o fim da greve depois que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) declarou a greve ilegal e estabeleceu multas de 2 milhões de reais por dia de paralisação.

De acordo com os sindicatos, 21 plataformas da Petrobras na Bacia de Campos –responsável por cerca de metade da produção de petróleo do Brasil– tinham aderido à greve, que também atingiu refinarias e terminais.

Em comunicado após o anúncio da FUP, a estatal confirmou que a greve de petroleiros acabou e que todas suas unidades estão operando, acrescentando que não houve impacto sobre a produção e nem risco de desabastecimento.

ANP diz que 70% do abastecimento de combustível no país voltou ao normal

Cerca de 70 por cento do abastecimento de combustíveis do país voltou ao normal com o enfraquecimento da paralisação dos caminhoneiros, e a Região Sul é a que ainda tem mais atrasos na distribuição, disse neste sábado o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) Aurélio Amaral.

Segundo Amaral, ainda há bloqueios em estradas nos Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. “Os dois estão liderando manifestações e por lá tem mais problemas do que no resto do Brasil”, disse o diretor da ANP à Reuters.

De acordo com balanço da Polícia Rodoviária Federal deste sábado, foram registrados apenas nove pontos em todo país com pequenas aglomerações de pessoas e veículos localizadas em locais próximos às rodovias federais, sendo oito deles no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

No auge das paralisações dos caminhoneiros foram registrados mais de 1.000 bloqueios em estradas em todos os Estados do país, o que provocou um desabastecimento generalizado e afetou diversos setores da economia.

O diretor da ANP estimou que a situação do abastecimento deve estar totalmente normalizada durante o fim de semana.

“Não temos mais nenhuma localidade em nível vermelho, agora só em estado de atenção“, afirmou. “Ainda falta produto em algumas localidades especialmente no Sul, mas já estão recebendo combustível“.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

Fonte: Reuters

Como é formado o preço da gasolina e do diesel?

Estatal fica com 32% do preço total cobrado pela gasolina nas bombas e com 55% do valor do diesel.

Em meio à greve dos caminhoneiros, que entrou em seu 3º dia nesta quarta-feira (23), a Petrobras anunciou novo reajuste no preço dos combustíveis nas refinarias. O preço do litro da gasolina baixou 0,62%, passando de R$ 2,0433 para R$ 2,0306. Já o do diesel caiu 1,14%, de R$ 2,3351 para 2,3083.

Na véspera, a estatal já tinha reduzido os preços, depois de sucessivas altas que geraram protestos de caminhoneiros e discussões entre a petroleira e o governo. Os cortes foram motivados pela queda da cotação do dólar, segundo o presidente da Petrobras, Pedro Parente.

A decisão de repassar os reajustes do valor dos combustíveis cobrados nas refinarias para o consumidor final é dos postos de combustíveis, que repassam ao consumidor os custos de toda a cadeia da gasolina e do diesel.

O preço final da gasolina e do diesel é composto basicamente por 4 parcelas: realização do produtor ou importador, no caso a Petrobras, incluindo custo e lucro; custo do etanol anidro (no caso da gasolina) e do biodiesel (no caso do diesel); tributos (ICMS, PIS/Pasep e Cofins, e Cide) e margens de distribuição e revenda.

Confira a matéria completa aqui.

Fonte: G1

Governo e Petrobras discutem alta do combustível nesta terça-feira

‘Algo é preciso ser feito, mas não haverá interferência política na Petrobras’, afirmou o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco.

Os ministros Eduardo Guardia (Fazenda) e Moreira Franco (Minas e Energia) e o presidente da Petrobras, Pedro Parente, se reúnem nesta terça-feira (22) para discutir a alta da gasolina e do diesel. Na segunda-feira (21), caminhoneiros pararam o trânsito em rodovias de 20 estados e no DF contra a escalada de aumentos dos combustíveis e nesta terça-feira novos protestos são registrados no país.

Ainda na segunda, a Petrobras anunciou um novo reajuste. Os preços do diesel nas refinarias serão elevados em 0,97% e os da gasolina, em 0,9%, a partir desta terça. Só na semana passada, foram feitos 5 reajustes diários seguidos de preço nas refinarias.

“Algo é preciso ser feito, sem mudar a política de preços e prejudicar a Petrobras”, afirmou Moreira Franco ao blog do Valdo Cruz.

Impostos

O ministro disse que ainda está na mesa de negociações a possibilidade de redução da cobrança de tributos sobre os combustíveis. O peso dos impostos na composição do preço da gasolina, por exemplo, chega a 45% do valor final. “Mas ainda não há nenhuma decisão, ainda estamos avaliando o que poderá ser feito”, disse.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou na segunda que o governo federal buscará “um pouco mais de controle” para dar “previsibilidade” à alta dos combustíveis. Padilha deu a declaração pouco antes de participar de uma reunião com o presidente Michel Temer para tratar do assunto.

“Temos uma política internacional de preços que a Petrobras acompanha diariamente e isso tem dado aumento. O dólar subindo e o petróleo subindo, os dois subindo internacionalmente, por certo, tínhamos que ter um aumento nos combustíveis”, afirmou o ministro.

Alemanha: Cidades estão livres para banir diesel

O tribunal da corte administrativa da Alemanha decidiu que as cidades do país estão livres legalmente para impor restrições ou mesmo eliminar por completo a circulação de automóveis antigos movidos por óleo diesel. A decisão germânica sobre o assunto veio depois que a Comissão Europeia denunciou o país por não se comprometer tanto com a redução das emissões de poluentes em suas cidades.

Com isso, a proibição de circulação surge como uma grande derrota para os fabricantes de carros alemães, em especial a Volkswagen. Antes, as cidades não tinham autonomia para impedir a circulação de veículos poluidores, mas agora qualquer uma poderá impor restrições aos carros que mais emitem dióxido de carbono e óxido de nitrogênio. Para manter os carros em um nível adequado de emissão de CO2, as montadoras germânicas terão de gastar algo em torno de 14,5 bilhões de euros.

No cenário alemão, a possibilidade de grandes cidades ou mesmo daquelas menores com altos índices de poluição urbana, simplesmente banirem os carros abaixo de Euro 6, nível aceitável pela legislação atual da União Europeia, é enorme. Outro problema é que apenas 2,7 milhões de unidades atendem esse padrão ambiental, em um total de 15 milhões de automóveis diesel no país. Desde fevereiro, grupos ambientalistas podem processar os municípios alemães que não estejam combatendo a poluição urbana.

Dezenas de centros urbanos alemães superam os níveis de oxido de nitrogênio (NOx) permitidos pela União Europeia e entre elas duas sedes de montadoras importantes, sendo elas Stuttgart e Munique. Hamburgo, o grande centro portuário alemão, também é outra cidade muito poluída. Para as montadoras, a situação agora será mais complicada, pois a tendência é de que os consumidores comecem a deixar de lado do combustível em prol da gasolina, gás natural ou eletricidade.

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Fonte: Notícias Automotivas

Toyota anuncia que vai parar de vender carros a diesel na Europa

De acordo com notícia publicada pelo Jornal do Brasil e informações da agência AFP, a montadora Toyota anunciou que vai parar de vender carros a diesel, a partir deste ano, na Europa.

Segundo o presidente da companhia, Johan van Zyl, todo o esforço de produção será concentrado em veículos híbridos.

No final de fevereiro, a Fiat Chrysler também havia tomado decisão semelhante, prometendo encerrar a utilização do combustível até 2020.

Entre os motivos que teria levado as montadores a mudarem suas estratégias estão os recentes escândalos envolvendo a tecnologia diesel, criticada por expelir óxido de nitrogênio e partículas nocivas à saúde e ao meio ambiente.

Cerca de 15% da produção mundial de carros ainda usa essa tecnologia. Paris e outras grandes cidades já anunciaram planos para proibir o combustível.

Biodiesel no Brasil
Começou a valer em março o acréscimo dos atuais 8% para 10% do percentual de biodiesel adicionado ao óleo diesel vendido ao consumidor.

O aumento na mistura entrou em vigor em março do ano passado, após aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em dezembro de 2016. Até então, o percentual da mistura era de 7%. Na ocasião, o CNPE definiu a elevação de 8% no percentual para março do ano passado e 9% para março de 2018.

O percentual de 10% só começaria a valer a partir de março do próximo ano. Mas, em novembro, o CNPE decidiu antecipar a elevação, determinando que ela passasse a valer a partir desta quinta-feira.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), com a antecipação, a expectativa é que demanda pelo biodiesel cresça em 1 bilhão de litros neste ano.

“A estimativa de consumo é de 5,3 bilhões de litros em 2018. A adoção do novo percentual no mês março coincide com o início da safra da soja (principal matéria-prima), melhor período em termos de abundância de oferta”, informou a pasta.

De acordo com o ministério, a medida também abre espaço para “a redução das importações de óleo diesel, agrega valor na agroindústria do biodiesel, com relação direta com outras agroindústrias (grãos, oleaginosas, carnes) e induz a melhora da pauta de exportação do agronegócio (produtos processados ao invés de in natura)”.

Fonte: São Bernardo.info com informações da EBC

Roma vai banir carros a diesel do centro histórico em 2024

A medida visa reduzir a poluição atmosférica causada pela queima desse combustível

São Paulo – Seguindo uma tendência crescente na Europa, a prefeitura de Roma decidiu banir o trânsito de carros a diesel no centro da cidade. A medida visa reduzir a poluição atmosférica causada pela queima desse combustível.

Há anos, a região sofre com picos de má qualidade do ar, que  prejudicam a saúde da população e as centenas de monumentos históricos que adornam a cidade. O anúncio foi feito nesta semana pela prefeita Virginia Raggi, e publicado em sua página no Facebook.

Cerca de dois terços dos 1,8 milhão de carros novos vendidos na Itália no ano passado eram movidos a diesel. Segundo a prefeita de Roma, “se queremos intervir seriamente, temos que ter a coragem de adotar medidas fortes”.

O anúncio romano vem na esteira da decisão da justiça da Alemanha de delegar a cada cidade a decisão de proibir a circulação de veículos poluentes. Assim como em outros lugares da Europa, várias cidades alemães sofrem com a poluição do ar.

Em dias em que os níveis de poluentes superam limites considerados seguros, as autoridades costumam reduzir os preços dos transportes públicos a fim de estimular a população a deixar o carro em casa.

Outros países estudam medidas mais duras para combater a poluição. Reino Unido e França, por exemplo, resolveram que proibirão a venda de carros a diesel e a gasolina a partir de 2040.

Clique aqui para assistir a reportagem.

Fonte: Exame.com

Cidades aceleram para proibir carros a diesel

Cada vez mais municípios investem para melhorar a qualidade do ar urbano, limitando o número ou os modelos de automóveis que podem circular nas zonas centrais.

Nesta terça-feira (27/02), por exemplo, a Justiça alemã deu sinal verde para que as cidades decidam se querem proibir a circulação de carros a diesel.

Os carros a diesel estão entre as piores fontes de poluição atmosférica urbana. Em dezembro de 2016, os prefeitos de Paris, Madri, Atenas e Cidade do México anunciaram planos para banir de suas estradas veículos e vans movidos a esse tipo de combustível até 2025.

Oslo

Até agora, a tendência na maioria das cidades foi impor proibições de carros apenas em casos de emergência, quando a poluição do ar estivesse particularmente elevada. Durante as inversões térmicas, por exemplo, uma camada fria de ar permanece ao nível do solo por baixo de uma camada mais quente, confinando a poluição atmosférica na parte mais baixa. As inversões são comuns em algumas cidades, como em Oslo, na Noruega.

Em 17 de janeiro de 2017, sob o efeito de uma inversão, Oslo proibiu pela primeira vez a maioria dos carros a diesel durante o dia. O tráfego diminuiu 30%, e a cidade estimou que os níveis de poluição do ar tenham sido reduzidos em um quarto  – mesmo com exceções. Caminhões, táxis, ambulâncias, veículos de polícia e outros carros oficiais movidos a diesel estiveram isentos. Seis grandes autoestradas também permaneceram abertas aos automóveis a diesel.

Os vereadores da cidade perceberam que uma proibição mais ampla de motores a diesel poderia melhorar drasticamente a qualidade do ar de Oslo. Em junho de 2017, a Câmara de Vereadores da capital norueguesa decidiu espantar os carros do centro da cidade ao proibir estacionamentos a partir de 2019. Oslo também se comprometeu a investir fortemente nos transportes públicos e priorizar o tráfego de bicicletas em 60 quilômetros de estradas que atualmente dão prioridade à circulação de automóveis.

Londres

Com algumas exceções, a prefeitura londrina cobra já há 15 anos um pedágio de 11,5 libras (53 reais) de veículos que circulam no centro da capital britânica, diminuindo assim engarrafamentos e a poluição do ar.

Desde o fim do ano passado, automóveis a diesel ou a gasolina anteriores a 2006 e que não respondam às normas europeias de emissão de poluentes são obrigados a pagar praticamente o dobro da taxa que pagavam anteriormente, se quiserem circular no centro de Londres. O imposto vale para os veículos que andarem na cidade entre 7h e 18h, de segunda a sexta-feira.

Madrid

A capital espanhola é rica em boa arquitetura, tornando-a atraente para os pedestres. Ela já possui muitas ruas proibidas para carros que não sejam veículos de emergência ou de entrega. Mas a cidade está parcialmente cercada por montanhas, que confinam a poluição atmosférica. Três quartos dessa névoa poluente (smog) provêm de carros.

Os urbanistas estão redesenhando 24 das ruas mais movimentadas do centro da cidade para liberá-las do tráfego de automóveis. Caminha-se para transformar quase todo o centro de Madrid em zona de pedestres nos próximos cinco anos. As tarifas de estacionamento para veículos de alta emissão serão maiores do que para os de baixa emissão, como carros elétricos.

Paris

Os carros com motores a gasolina ou a diesel serão banidos das ruas de Paris a partir de 2030. A capital francesa já proibiu os veículos a diesel construídos antes do ano 2000, que são mais poluentes que modelos mais novos.

Copenhague

A capital da Dinamarca é uma das melhores cidades do mundo para se andar de bicicleta. Ela começou a projetar a sua zona de pedestres no centro já na década de 1960, construindo desde então 300 quilômetros de vias exclusivas para bicicletas. Novas ciclovias estão sendo instaladas, chegando até os subúrbios.

A taxa de proprietários de automóveis em Copenhague é uma das mais baixas da Europa. Mesmo no inverno, a bicicleta é utilizada todos os dias por metade dos trabalhadores para chegar ao emprego. O prefeito de Copenhague, Frank Jensen, disse em outubro passado que, em breve, vai propor uma legislação para banir novos carros a diesel no início de 2019.

Helsinque

A capital da Finlândia não propôs nenhuma proibição de carros a diesel para um futuro próximo. Em vez disso, está bancando um plano de dez anos para criar um sistema intermodal de “mobilidade on-demand”, que vai integrar todas as formas de transporte público e transporte compartilhado da cidade: ônibus, carros sem motorista, um serviço de micro-ônibus ponto a ponto chamado Kutsuplus, bicicletas urbanas compartilhadas, balsas, etc.

Tudo será acessível através de um único aplicativo de smartphone. A ideia é tornar o sistema tão bom que quase ninguém precise usar carros particulares, porque será mais barato e mais conveniente utilizar o sistema de mobilidade integrado da cidade.

Outros casos

O governo da Noruega já estimulou um boom nas vendas de veículos elétricos por meio de generosos subsídios e regras que favorecem seu uso. Em 2017, o país escandinavo anunciou que proibiria as vendas domésticas de novos carros a diesel e a gasolina a partir de 2025 – mais cedo de qualquer outra proibição desse tipo no mundo.

Outros países, incluindo França, Alemanha, Índia e China, disseram que seguiriam o exemplo, embora alguns ainda não tenham estabelecido cronogramas firmes.

A França comprometeu-se a proibir até 2040. O governo da Índia disse que planeja coibir as vendas de novos carros movidos por motores de combustão interna até 2030. O futuro da Índia é elétrico, e também o da China. Com esses dois gigantes abrindo o caminho, o resto do mundo provavelmente os seguirá.

Fonte: Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.

Justiça alemã vai decidir na próxima semana sobre restrições a diesel

Eles são responsáveis por grande parte das emissões de óxido de nitrogênio, que favorecem doenças respiratórias e cardiovasculares.

A Justiça alemã marcou para 27 de fevereiro sua decisão sobre eventuais restrições à circulação dos veículos a diesel mais poluentes em grandes cidades, anunciou nesta quinta-feira (22) o presidente da Corte Federal Administrativa.

Essa jurisdição, que deveria se pronunciar nesta quinta, espera “debater em profundidade” a questão crucial para a proteção do ar e o futuro da indústria automobilística alemã.

Os estados de Bade-Wurtemberg e Renânia do Norte-Westfalia recorreram ao tribunal após serem condenados, em primeira instância, a aplicar a proibição aos carros mais poluentes em suas capitais. O processo foi movido pela Deutsche Umwelthilfe (DUH), associação de proteção ao meio-ambiente.

A DUH pretende obrigar dezenas de localidades alemãs – entre elas, Stuttgart (sul) e Dusseldorf (oeste) – a tomar medidas mais rigorosas contra a poluição do ar.

Agora, a Corte Federal Administrativa, em Leipzig, deve decidir se as autoridades têm a obrigação de proibir veículos a diesel em algumas regiões. Eles são responsáveis por grande parte das emissões de óxido de nitrogênio, que favorecem doenças respiratórias e cardiovasculares.

Segundo a Agência Federal de Meio Ambiente, cerca de 70 cidades alemãs têm níveis de dióxido de nitrogênio superiores ao limite anual médio de 40 microgramas/m³ em 2017. Munique, Stuttgard e Colônia são os casos mais extremos.

A medida afetaria 9,4 milhões de veículos a diesel de normas Euro 5 e anteriores, comercializados até 2015, registrados na Alemanha.

Fonte: AFP

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