A rota da descarbonização da Costa Rica

O recém-eleito presidente da Costa Rica prometeu descarbonizar a economia do país, reduzindo o consumo de fósseis. Recentemente, o ministro do meio ambiente e energia esclareceu não ter “planos para banir os combustíveis fósseis, mas, por meio de novas políticas e incentivos, ir se desfazendo deles de tal modo que, ao final do caminho, eles se tornem inúteis”. A descarbonização pretendida conta com um certo consumo de fósseis, cujas emissões deverão ser compensadas pelo plantio de florestas e melhorias no manejo do solo.

Como para todos os países, o desafio da descarbonização da Costa Rica não é pequeno: ⅔ das emissões vêm do transporte, um dos setores mais difíceis de descarbonizar, e os elevados preços dos veículos elétricos são identificados como o principal obstáculo à sua maior penetração no mercado.

Para reduzir os preços, a Costa Rica está reduzindo os impostos sobre os veículos elétricos. Entretanto, 22% da receita do país vêm de impostos sobre os combustíveis fósseis, principalmente os usados no transporte. Ou seja, a mudança do mercado para veículos mais limpos pode reduzir a arrecadação do governo, contribuindo ainda mais para o crescente déficit nas contas governamentais.

Matéria completa em inglês aqui.

Fonte: Clima Info

Apagão dos combustíveis expõe urgência da necessidade de descarbonizar transportes

A atual greve dos caminhoneiros está mostrando de forma inequívoca que a excessiva dependência dos combustíveis fósseis é um sério problema de segurança nacional.

A exemplo do que já ocorreu no passado, quando as crises de energia elétrica alavancaram programas e iniciativas de eficiência energética e diversificação da matriz, o caos que o Brasil vive atualmente pode ajudar a lançar luzes sobre o futuro que queremos.

“É muito oportuno se discutir a eletrificação do sistema de transporte brasileiro. Quase 15% de toda carga transportada no Brasil é o próprio combustível que viaja milhares de quilômetros para chegar aos postos para abastecer os veículos. Num sistema de transporte baseado em eletricidade isto desapareceria, pois a energia circula pelo sistema integrado de energia elétrica”, explica Tasso Azevedo, coordenador do SEEG.

“Postos de recarga podem ser instalados de forma rápida em qualquer lugar e, ainda, serem carregados com energia solar no local. Embora o investimento inicial seja alto, os custos de operação dos veículos elétricos são muito mais baixos. Apesar dos óbvios benefícios, a eletrificação do transporte tem sido solenemente ignorada nas politicas de transporte, mobilidade e desenvolvimento da indústria automobilística no Brasil, como mostra de forma escancarada o Plano Rota 2030”, destaca.

Passados mais de 40 anos da criação do Proálcool, e mais de 10 anos da criação do programa de incentivo da produção e do uso de biodiesel, mais de 80% da energia que movimenta nosso sistema de transportes ainda é de origem fóssil: gasolina, querosene de aviação e óleo diesel. Ter alternativas tecnológicas à mão é fundamental, mas não parece ser suficiente.

“Para quem busca sistemas de transporte livres de combustíveis fósseis, estas crises revelam pistas sobre algumas questões de natureza não tecnológica que precisam ser enfrentadas, bem como acerca de atores sociais que devem ser levados em conta no debate sobre descarbonização dos sistemas de transportes”, explica André Ferreira, do Instituto de Energia e Ambiente.

Entre as razões estruturais que precisam ser abordadas está a excessiva dependência do transporte rodoviário, que os sistemas político e econômico têm enorme dificuldade em abordar. Entre os países de grandes dimensões, o Brasil é o que mais depende dos caminhões. Aqui estes respondem por 65% da carga transportada, enquanto na Austrália respondem por 53%, na China por 50%, no Canadá por 43%, nos EUA por 32% e, na Rússia por somente 8% (em tkm).

Vale observar que o caminhão é o mais perdulário dos modos de transporte: para transportar uma tonelada de carga útil por 100 quilômetros, os caminhões gastam – no Brasil – 2,3 litros de diesel, enquanto os trens gastam 0,4 litros e os navios 0,3 litros.

Carlos Rittl, do Observatório do Clima, diz que “o Brasil parece se esforçar demais para chegar atrasado no futuro. Enquanto vemos avançar mundo afora trens e caminhões com energia solar, internet das coisas e blockchain na logística de transportes, entre outras inovações, governo e políticos se restringem a discutir o preço e os subsídios aos combustíveis fósseis.

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Fonte: Ambiente Energia

Costa Rica pode ser o primeiro país descarbonizado do mundo

O novo presidente da Costa Rica está determinado a acabar com os combustíveis fósseis em todo o país e foi exatamente isso que ele disse em sua posse. Certamente, é um passo muito importante para o futuro sustentável do país que está tomando uma decisão pioneira visando à qualidade de vida e principalmente as gerações futuras.

Durante sua posse, Carlos Alvarado, discursou sobre a importância da “tarefa titânica que será abolir o uso de combustíveis fósseis ”, sem prejudicar a economia do país, garantindo assim uma abertura para o uso de tecnologias e energias renováveis.

No percurso, até o local onde seria realizada a cerimônia de posse, Alvarado, de 38 anos, teve a oportunidade de dirigir um ônibus movido a hidrogênio e aproveitou para falar sobre a importância de acabar com os combustíveis fósseis no país o mais rápido possível.

O objetivo do presidente é dar início ao projeto e impedir o uso de combustíveis fósseis já em 2021 que marca o 200º ano da independência do país.

O país gera mais de 99% de sua eletricidade por meio de fontes renováveis. Contudo, especialistas dizem que chegar rapidamente a zero emissões de carbono, no setor de transportes, pode ser complicado. Oscar Echeverría, presidente da Associação de Importadores de Veículos e Máquinas, disse que: “Se não houver infraestrutura preparatória, competência, preços acessíveis e gerenciamento de resíduos, estaríamos levando este processo ao fracasso. Precisamos ter cuidado”.

O pesquisador de energia da Universidade da Califórnia em Berkeley, José Daniel Lara, disse que pode ser irreal cortar completamente os combustíveis fósseis em poucos anos, mas o plano pode abrir caminho para ações mais rápidas,“Uma proposta como esta deve ser vista por seu valor retórico e não por sua precisão técnica”, ressaltou.

Fonte: Meio Ambiente Rio

Comitê Renovabio apresenta primeira versão de modelo a entidades do setor de combustíveis

O Diretor Superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Júlio Cesar Minelli, e o Assessor Técnico da entidade, Antonio Ventilii, participaram de reunião para apresentação do comitê do RenovaBio na tarde desta quinta-feira (3), na sede do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) às entidades do setor de combustíveis.

O Ministério de Minas e Energia (MME) apresentou uma primeira versão do modelo para subsidiar as metas que devem ser sugeridas ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão responsável pela definição das metas nacionais de redução de emissões. Os dados apresentados preveem uma redução de 7% de intensidade de carbono até 2028.

As entidades do setor de combustíveis fizeram sugestões em relação aos dados exibidos pelo MME em apresentações encaminhada às entidades. Pela Aprobio, Minelli destacou que a legislação já permite o aumento da mistura até B 15 e ressaltou que essa previsão não consta da proposta apresentada levando em conta o número de 7,4 milhões de metros cúbicos de biodiesel para a matriz em 2028, apontado na projeção do MME. “Esta previsibilidade é fundamental ao nosso setor e precisa estar presente já neste primeiro momento”, destacou.

Minelli lembrou ainda de estudos da Aprobio sobre importância do biodiesel na criação de empregos e de incremento do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Estas pesquisas deveriam estar incorporadas aos cálculos da meta de redução de emissões, bem como do estudo com metodologia reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontando ganhos para o setor de saúde com a maior utilização do biodiesel.

Na primeira quinzena de maio está prevista a realização de consulta pública para contribuições ao modelo em construção. O CNPE deve definir, em reunião no dia 5 de junho, as metas nacionais de redução das emissões.

O comitê do RenovaBio tem a participação de diversos órgãos governamentais. Minelli destacou a importância da reunião para que o setor conheça o andamento dos trabalhos e faça sugestões a consulta pública.

Fonte: Assessoria Aprobio

Ecologistas da França exigem que o país entre na trilha da descarbonização

O Conselho de Paris, aliado a uma rede de ecologistas da França – Groupe Écolo de Paris (GEP) – que inclui políticos e ambientalistas eleitos, acaba de lançar um manifesto “Desejo uma Paris Descarbonizada”, que segue a linha e os moldes de Nova York. O prefeito da cidade norte-americana, De Blasio, anunciou em janeiro que não só está deixando de investir em combustíveis fósseis como também que entrou na Justiça contra as cinco principais petrolíferas – as multinacionais BP, Chevron, ConocoPhillips, Exxon Mobil e Royal Dutch Shell – sob o argumento de que elas provocam a tragédia climática que põe em risco a vida de muitos, e não movem uma palha para descontinuar o processo.

Pois os ambientalistas franceses querem a mesma coisa. O documento online que publicaram traz vários “considerandos”, e começa com a notícia de que os últimos dados de análise de temperatura global publicados em 18 de janeiro de 2017 pela Nasa e pela Columbia University, em Nova York, apontaram que 2017 foi o segundo ano mais quente desde o início das pesquisas termométricas (a série começa em 1880). E afirma sua solidariedade com a cidade de Nova York em sua política de alienação de combustíveis fósseis.

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Fonte: G1

Câmara aprova criação da Política Nacional de Biocombustíveis

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (28) o Projeto de Lei 9086/17, do deputado Evandro Gussi (PV-SP), que cria a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio). A matéria, aprovada com emendas, será enviada ao Senado. “Torna-se urgente o estabelecimento de regras que confiram previsibilidade e, ao mesmo tempo, induzam investimentos privados na direção do aumento de eficiência na produção e no uso de biocombustíveis”, disse o autor da proposta. O texto recebeu emendas do relator, deputado João Fernando Coutinho (PSB-PE), que também aceitou outras sugestões apresentadas em Plenário. Uma delas foi a retirada de mudanças na lei sobre a Política Energética Nacional (9.378/97) que dispensavam os empreendedores de biocombustíveis de apresentar licença ambiental para obter autorização para exercer a atividade econômica da indústria de biocombustíveis. Coutinho também retirou do texto percentuais mínimos de adição de biodiesel no óleo diesel, de etanol na gasolina, de bioquerosene no querosene de aviação e de biometano no gás natural de origem fóssil até o ano de 2030. Metas anuais A política funcionará por meio de metas compulsórias anuais de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa para a comercialização de combustíveis, considerando o quanto cada tipo de biocombustível contribuirá para a redução do carbono na matriz energética brasileira ao longo de um período mínimo de dez anos. Na avaliação do combustível será considerado o ciclo de vida, definido como o conjunto de estágios pelos quais passa a matéria-prima, desde sua geração a partir de recursos naturais até a disposição final. Créditos de descarbonização Para cada ano, na forma de um regulamento, serão estabelecidas metas compulsórias, desdobradas em metas individuais a serem aplicadas a todos os distribuidores de combustíveis, proporcionalmente à sua participação no mercado de comercialização de combustíveis fósseis no ano anterior. A aferição dessas metas será feita por meio da quantidade de créditos de descarbonização (CBIO) em propriedade de cada distribuidor, sem prejuízo das adições previstas em lei específica, como de etanol à gasolina e de biodiesel ao óleo diesel. Até 15% da meta individual de um ano poderá ser comprovada pelo distribuidor de combustíveis no ano subsequente, desde que tenha comprovado o cumprimento integral da meta no ano anterior. O CBIO será emitido a pedido do produtor ou do importador de biocombustível autorizado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustível (ANP) e será proporcional ao volume de biocombustível produzido ou importado e comercializado em razão da eficiência energética e ambiental do mesmo. Essa eficiência em substituir o combustível de origem fóssil e não renovável constará de um certificado vinculado ao biocombustível, o Certificado da Produção Eficiente de Biocombustíveis. Caberá às chamadas firmas inspetoras a realização da certificação do biocombustível e a da Nota de Eficiência Energético-Ambiental. Dessa forma, cada processo de produção ou tipo de biocombustível, dependendo da matéria-prima e do ciclo de vida, poderá gerar uma nota de eficiência diferente, que será retratada na quantidade de créditos emitidos. Reduções O regulamento da política poderá autorizar a redução de meta individual do distribuidor de combustíveis nos casos de compra de biocombustíveis por contrato superior a um ano, por contratos com produtores instalados nas áreas das superintendências de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), da Amazônia (Sudam) e do Centro-Oeste (Sudeco). Valerá ainda a compra de combustíveis fósseis de produtores instalados no País, em função da sua redução de emissões de gases causadores do efeito estufa, por unidade produtora, com base na avaliação de ciclo de vida, em relação aos produtos importados. Vigência As metas compulsórias de aproveitamento de biocombustíveis entrarão em vigor 180 dias após a publicação da futura lei e as de redução de gases do efeito estufa 18 meses após essas primeiras metas. Fonte: Agência Câmara de Notícias

Encontro internacional debaterá descarbonização do transporte

O Instituto Clima e Sociedade (iCS), o Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) e a Embaixada da República Federal da Alemanha no Brasil promovem, dia 6 de dezembro, em Brasília, o “Encontro Internacional sobre Descarbonização do Transporte”. O evento é o segundo da série “Diálogos para um Futuro Sustentável” e visa promover uma reflexão sobre as estratégias para a redução de emissões de carbono no setor de transportes no âmbito nacional e internacional. O encontro ocorrerá das 9h às 17h, no Brasília Palace, SHTN Trecho 1 Cj 1 Lote 1 – Asa Norte.

O setor de transportes é responsável hoje por cerca de 46% das emissões de gases de efeito estufa no Brasil e 14% no mundo. Muitas das Contribuições Nacionalmente Determinadas (CND) submetidas sob o escopo do Acordo de Paris já contém metas de descarbonização do setor. O evento pretende destacar a centralidade do setor de transportes nas diferentes CND’s e as estratégias existentes para a descarbonização do mesmo.

Maiores informações e inscrições estão disponíveis neste endereço.

Fonte: Sul 21

Aliança Global Para Descarbonização dos Transportes movimenta COP 23 em Bonn

Portugal, França, Holanda, Costa Rica e a plataforma Processo de Paris sobre Mobilidade e Clima (PPMC) lançaram, neste fim de semana,  durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 23),  em Bonn, na Alemanha, a Aliança Global para Descarbonização dos Transportes. O objetivo da iniciativa é estimular uma maior liderança política no setor.

No sábado (11), o vice-ministro do Ambiente de Portugal, José Mendes, disse à ONU News, em Bonn, ser preciso mais ambição e uma ação global coordenada na área de transportes para cumprir o Acordo de Paris.

“A verdade é que o setor de transportes gera emissões de gases de efeito estufa e nós temos que tratá-las. É por isso que ao nível dos Estados, ao nível das cidades, ao nível das empresas temos que coordenar esforços. E a Aliança para a Descarbonização dos Transportes pretende justamente fazer esse tipo de coordenação, de forma que tenhamos sucesso na implementação do Acordo de Paris também na área dos transportes”.

Iniciativas globais sustentáveis

Seis novas iniciativas voluntárias globais também foram apresentadas neste fim de semana na COP 23, abordando aspectos relacionados aos transportes e as mudanças climáticas. Entre elas, a iniciativa “Below50” (Abaixo de 50), que estabelece o comprometimento de empresas, países e organizações com o uso de combustíveis sustentáveis que produzam pelo menos 50% emissões de CO2 a menos, em comparação com os combustíveis fósseis convencionais.

E mais, a Aliança EcoMobility, de cidades comprometidas com o transporte sustentável; a ação EV100, uma iniciativa global que une companhias comprometidas a acelerar a transição do uso de veículos elétricos (EVs) de modo a tornar os meios de transportes elétricos o padrão por volta de 2030.

Destaca-se ainda o Walk 21, movimento global que valoriza e promove o hábito de caminhar como forma de deslocamento prazeroso e saudável e promove o desenvolvimento de cidades com áreas exclusivas para pedestres onde seja mais fácil andar; e, finalmente, a iniciativa Transformando a Mobilidade Urbana, que busca acelerar a implementação de transporte urbano sustentável de mitigação da mudança climática.

Acordo de Paris

Durante a Conferência do Clima das Nações Unidas realizada na capital francesa em 2015, 196 países se uniram no Acordo de Paris, um pacto universal que objetiva colocar o mundo em direção a um futuro mais sustentável, próspero e justo e com menos emissões de carbono. Apesar do Acordo por si só não conseguir solucionar o problema, ele aponta o caminho e busca uma solução global.

Com base nos planos climáticos nacionais de 186 países, o Acordo de Paris é um reflexo do extraordinário impulso de cidades, empresas, grupos da sociedade civil e outros que complementam a disposição global de agir que tem crescido ao longo dos anos, desde a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento realizada no Rio de Janeiro em 1992, a Rio 92, quando representantes de 179 países consolidaram uma agenda global para tentar minimizar os problemas ambientais mundiais.

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 23) prossegue até a próxima sexta-feira (23), em Bonn.

 *Com reportagem de Jerome Bernard, da ONU News em Bonn.
Fonte: Agência Brasil

Estudo mostra que renováveis já são mais baratas que fósseis na média mundial

Segundo relatório da Carbon Tracker, fontes renováveis estarão ainda mais competitivas em 2020

Estudo publicado pela Carbon Tracker Initiative, de Londres, mostra que os custos de geração de energia renováveis já são, na média mundial, inferiores aos dos combustíveis fósseis e as usinas de energia limpa se tornarão ainda mais competitivas em 2020. O relatório “Fim da ocupação do carvão e do gás?” compara os custos de geração de energia a carvão de quatro usinas recém construídas: carvão, gás, eólica e de energia solar.

Ele aplica uma análise de sensibilidade a um custo nivelado de eletricidade em três cenários: um cenário de referência de 2016, um cenário atualizado de 2016 e um cenário para 2020 com base no caminho para mantermos a temperatura abaixo dos 2˚C caminho, onde as decisões de investimento tenham em conta as tendências de descarbonização.

A comparação mostra que taxas de ocupação reduzidas e vidas úteis mais curtas para as usinas de carvão e gás em um mundo que é descarbonizado de forma constante, prejudica a economia das usinas. Atualmente, poucas modelagens levam em conta esse tipo de dinâmica para o cálculo futuro. Enquanto isso, a combinação do menor custo do capital com as tecnologias mais baratas para a energia solar e eólica melhora a posição competitiva relativa das energias renováveis.

De acordo com o chefe de pesquisa da Carbon Tracker, James Leaton, os decisores políticos e investidores precisam questionar suposições datadas sobre custos de tecnologia que não foram atualizadas para o processo de descarbonização deflagrado pelo Acordo de Paris. Segundo ele, planejar novas usinas de carvão e gás usando as taxas de ocupação e vida útil do cenário business-as-usual é a receita para ativos ociosos no futuro.

O estudo constata também que o rumo da economia forjado pela aplicação das Contribuições Determinados a nível Nacional pós-2020 vai levar as energias renováveis, em média, a um custo ainda mais competitivo, mesmo se os preços dos combustíveis fósseis caírem e os preços do carbono permanecerem modestos em torno de US$10 / tCO2 ou abaixo disso.  O relatório em inglês pode ser lido aqui.

Fonte: Canal Energia

Os acordos do Fórum Latino-Americano de Prefeitos do C40 para reduzir a poluição ambiental

Em 2005, quando Ken Livingstone era prefeito de Londres,  os líderes de 18 megacidades foram convocados para definir quais medidas poderiam ser adotadas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e os riscos climáticos.

No ano seguinte, a iniciativa se uniu à Fundação Clinton, que fez com que o número de cidades participantes aumentasse para 40, dando origem à rede conhecida como C40, que elegeu as seguintes cidades para seu Comitê Diretor: Berlim, Hong Kong, Joanesburgo, Los Angeles, Londres, Nova Iorque, São Paulo, Seul, Tóquio e Jacarta.

Há algumas semanas, os membros deste grupo se reuniram em Buenos Aires, onde anunciaram uma Declaração de Cidades Latino-Americanas sobre o Pacto de Prefeitos e uma Declaração de Intenções.

Saiba, a seguir, o que diz cada declaração.

Declaração de Cidades Latino-Americanas sobre o Pacto de Prefeitos 

© David Baggins, via Flickr

© David Baggins, via Flickr

“Mais de 700 das maiores cidades do mundo poderiam reduzir as emissões de gases de efeito estufa em até 1,5 milhões de toneladas por ano através da construção de melhores sistemas de transporte e evitando a expansão urbana.”

Foi o que comentou Felipe Calderón, ex-presidente do México e Presidente da Comissão Mundial sobre a Economia e o Clima, sobre a declaração firmada por Bogotá, Buenos Aires, Caracas, Curitiba, Lima, México D.F., Quito, Rio de Janeiro e São Paulo no final de março em apoio ao Pacto de Prefeitos.

Esta iniciativa consiste na realização, por parte de cada cidade, de um relatório público sobre suas emissões que sirva como auto-avaliação que permitirá saber o quão preparada está a cidade diante dos efeitos de mudança climática. Além disso, este relatório especifica quais são as ameaças e vulnerabilidades enfrentadas por cada cidade, visando dar prosseguimento a um plano de ação que, por um lado, permita enfrentá-las e, por outro, assegure a redução das emissões poluentes.

As seguintes cidades, embora não pertençam oficialmente ao C40, manifestaram seu apoio: Assunção, Belo Horizonte, Cali, Córdoba, Fortaleza, La Paz, Cidade do Panamá, Santo Domingo, Tegucigalpa, Santiago e Valparaíso.

Declaração de Intenções de uma Cidade de Ônibus Limpos

© mariordo59, via Flickr

© mariordo59, via Flickr

Seguindo a linha da declaração anterior, esta busca implementar ônibus de baixa emissividade e convidar os fabricantes de veículos a “descarbonizar o transporte público urbano”, com o objetivo de melhorar a qualidade do arte e a vida nas cidades.

No encontro, as cidades latino-americanas que aderiram à declaração são: Bogotá, Buenos Aires, Caracas, Curitiba, Quito, México D.F., Rio de Janeiro e Salvador.

Segundo uma pesquisa realizada pelo C40, em 2020, estas cidades terão uma frota de 114.655 que, se alterada para ônibus de emissão zero,  poderão reduzir o total de emissões em 1,78 milhões de toneladas anuais.

As cidades que apoiaram esta declaração, mas não são membros do grupo, são: Assunção, Belo Horizonte, Córdoba, Fortaleza, La Paz, Santo Domingo, Tegucigalpa e Valparaíso.

Assista aqui  o vídeo institucional sobre o projeto.

Fonte: Arch Daily

 

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