Quer reduzir o aquecimento global? Então faça sua parte

“Sem investimentos privados para economia de baixo carbono não vamos a lugar nenhum”, diz o consultor Paulo Muçouçah na Conferência Ethos 360º

Na 21ª Conferência das Partes, nasceu o Acordo de Paris e, a partir dele a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC Brasil), um compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37% abaixo dos níveis de 2005, em 2025, com uma indicação subsequente de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 43% abaixo dos níveis de 2005, em 2030.

A análise do que está de fato sendo feito para alcançar a meta acontecerá na Conferencia Brasileira de Mudança do Clima em novembro, mas foi discutido já nesta terça-feira, 03, na Conferência Ethos 360º.

Com o atual cenário de  incêndios na Amazônia, e a retirada da candidatura brasileira para sediar a 25ª Conferência do Clima da ONU (COP-25), as lideranças do setor reforçam a importância da sociedade civil e privada no atingimento das metas.

O salto da política nacional de mudanças climáticas acontece quando as empresas incorporaram a questão ao seus negócios. “Sem investimentos privados para economia de baixo carbono não vamos a lugar nenhum”, diz Paulo Muçouçah, consultor independente de assuntos ambientais.

A descarbonização da economia também depende também de atitudes individuais cada vez mais discutidas, como a diminuição do uso de plástico ou de consumo de carne.

Um exemplo que ilustra essa necessidade é que à medida que o Brasil se consolida como um grande fornecedor de proteína animal, com um crescimento acumulado na produção de carne bovina estimada em 10,4% entre 2017 e 2021, cresce a preocupação sobre o volume de água usado nessa produção. Na média mundial, o volume de água necessário para produzir 1 kg de carne bovina é de 15,4 mil litros.

Para Cassia Moraes, fundadora e presidente da Youth Climate Leaders, as jovens lideranças têm sido essenciais na mudança positiva do clima. Segundo ela, metade dos jovens da rede já são veganos ou vegetarianos. A organização ambiciona ter 1 milhão de jovens na rede globalmente até 2030.

“Não é a toa que grandes redes de fast food estão investindo em opções veganas. Elas enxergam o potencial em um consumidor social e ambientalmente consciente”, afirma.

De todo modo, há ainda muito trabalho a ser feito. Victor Salviati, coordenador de projetos especiais da Fundação Amazonas Sustentável, reforça que os esforços para as mudanças climáticas são perenes e não se esgotam em um evento.

“Para que o cenário mude é preciso que as divergências política se tornem convergências em busca de um mesmo propósito ambiental”, diz.

Fonte: Exame

Uma cúpula virtual para falar do clima sem pegada de carbono

Presidentes do mundo todo participarão, nesta quinta-feira (21), de uma cúpula sobre o clima que será realizada on-line e não terá pegada de carbono.

Em geral, as cúpulas levam milhares de delegados a tomarem o avião para se deslocarem para um lugar com os sistemas de climatização a pleno vapor.

A cúpula virtual sobre o clima foi criada pela presidente das Ilhas Marshall, Hilda Heine, cujo país está ameaçado pela elevação do nível do mar causada pelo aquecimento global.

Heine disse que esta reunião será a primeira cúpula internacional on-line. Participam dela o secretário-geral da ONU, António Guterres, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, entre outros.

A transmissão ao vivo por vídeo vai durar 24 horas e será rotativa: começará em Majuro, capital das Islas Marshall, e incluirá os discursos dos diferentes dirigentes, assim como mesas-redondas, antes de uma declaração final.

A presidente Heine explicou que se trata de mostrar que até mesmo pequenos países, como o seu, podem dar sua contribuição para a mudança, com soluções criativas e ecológicas.

“Se nós podemos fazer algo, qualquer nação pode fazer”, convocou ela, em um comunicado publicado antes da cúpula, organizada pelo Foro sobre a vulnerabilidade climática, presidida por ela e que engloba 48 países.

Os organizadores dos debates da COP21 de Paris de 2015 estimaram que haviam gerado 43.000 toneladas de dióxido de carbono.

Na época, a comunidade internacional adotou um acordo, no qual se comprometia a conter o aquecimento abaixo de 2ºC em relação ao período pré-industrial.

A cúpula virtual quer estimular a comunidade internacional a limitar o aquecimento a 1,5ºC.

Fonte: em Internacional

Agricultura brasileira e redução dos gases de efeito estufa

Emissões de gases de efeito estufa provenientes de ações humanas têm aumentado desde o início da Era Industrial e chegamos a um ponto em que é possível constatar o maior volume de concentrações de dióxido de carbono, óxido nitroso e metano dos últimos 800 mil anos na atmosfera. Esse impacto contribui decisivamente para a mudança do clima.

Em período um pouco mais recente, nos últimos 50 anos, a demanda global por alimentos aproximadamente triplicou. O rápido crescimento ocorreu devido ao aumento da população mundial — que dobrou no período —, ao aumento do consumo per capita e à elevação do padrão de vida.

A agricultura alimenta mais de 7 bilhões de pessoas no mundo, mas também é causa de impactos ambientais. Ela é responsável por 25% a 33% de todas as emissões de gases de efeito estufa; essa é uma atividade que ocupa grande parte da superfície de terra do planeta, usa defensivos agrícolas e fertilizantes nitrogenados, muitas vezes de forma irresponsável. O uso de práticas inadequadas contribui para o desmatamento — que, por sua vez, resulta em perda de biodiversidade — e para a eutrofização e acidificação de corpos d’água.

Diante desse conjunto de dados, é imperativo desenvolver uma agricultura mais consciente e sustentável, e o Brasil é um grande player do cenário mundial, sendo observado com atenção por quem importa alimentos. De acordo com a FAO, nosso país alcançará a maior produção agrícola da próxima década e será o maior exportador de alimentos e fibras do planeta.

Em 2009, na COP15, realizada em Copenhagen, Dinamarca, o governo brasileiro assumiu compromisso voluntário junto à Convenção de Mudança do Clima. Nesse compromisso, está prevista a redução, até 2020, de entre 36,1% e 38,9% das emissões de gases de efeito estufa. E, para alcançar essa meta, foram criados os Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação à Mudança do Clima.

De modo a fortalecer ainda mais o compromisso global no enfrentamento da mudança do clima, durante a COP21, em 2015, foi assinado o Acordo de Paris, no qual o Brasil apresentou sua proposta de Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC). Por ela, buscaremos a redução das emissões de gases de efeito estufa em 37% abaixo dos níveis registrados em 2005, até 2025, alcançando 43% em 2030. O Brasil se comprometeu, entre outras medidas, a aumentar a área com adoção de agricultura de baixo carbono no país.

Nesse âmbito, há uma revolução acontecendo na agricultura brasileira. A integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) se consolidou como a principal tecnologia para promover a mitigação das emissões de gases de efeito estufa. Trata-se de uma estratégia que visa a produção sustentável, integrando atividades agrícolas, florestais e pecuárias realizadas na mesma área, em cultivo consorciado, em sucessão ou rotativo, e busca efeitos sinérgicos entre os componentes, contemplando a adequação ambiental, a valorização do homem e a viabilidade econômica.

Os sistemas integrados são capazes de promover a mitigação das emissões de gases de efeito estufa devido à menor necessidade de uso de fertilizante nitrogenado e pela oferta de pasto de melhor qualidade ao animal, que melhora a digestibilidade e reduz as emissões de metano. A tecnologia ainda aumenta o estoque de carbono e nitrogênio no solo e na biomassa acima do solo.

O Brasil tem feito o dever de casa. As pesquisas sobre sistemas integrados começaram na Embrapa na década de 1980. Na década passada, 2010, esses sistemas eram adotados em algo como 4 milhões de hectares. Hoje, são cerca de 600 pesquisadores envolvidos e mais de 14 milhões de hectares com algum tipo de ILPF. Ainda existem entre 50 e 60 milhões de hectares com solos degradados e disponíveis para avançarmos.

Há muito a fazer, mas a experiência atual mostra que a participação da agricultura brasileira não está apenas em produzir alimentos, mas também em contribuir com um planeta mais sustentável.

Fonte: Portal DBO

RenovaBio ainda depende de decisão sobre desmate legal, diz diretor da ANP

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) pretende apresentar a regulamentação da certificação dos produtores de biocombustíveis no RenovaBio até o fim de setembro, assim que houver uma decisão sobre a possibilidade de participação no programa de produtores que desmatem áreas nativas de forma legal.

“A ideia é superar essa questão até o fim do mês”, disse Aurélio Amaral, diretor da agência, ontem na Novacana Ethanol Conference, em São Paulo. Segundo ele, a principal decisão pendente é permitir ou proibir a participação no RenovaBio, com a venda de certificados de biocombustíveis (CBios), de quem desmate seguindo a lei ambiental.

O tema já gerou controvérsia no processo de consulta pública da regulamentação. Na proposta apresentada pela ANP em conjunto com o Ministério de Minas e Energia (MME), previa-se que não poderiam participar aqueles que produzissem biocombustíveis oriundos de áreas desmatadas, sob nenhuma hipótese, como já informou o jornal Valor Econômico.

Na consulta, representantes de produtores de biocombustíveis defenderam a possibilidade de participação no programa mesmo daqueles que praticarem desmate de áreas isoladas. A União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) propôs que seja elegível quem desmatar dentro da lei, mas fizer compensação ambiental por meio de novos plantios, conservando o estoque de carbono.

“Há argumentos fortes e razoáveis dos dois lados”, afirmou Amaral. Para ele, é preciso chegar a um “ponto de equilíbrio”. “Se eu colocar uma regra muito dura que eu não consiga dar, a quem ainda não é elegível, um horizonte para que ele consiga chegar lá, posso desestimular”, observou. Ele disse ainda que, em geral, a agência busca “regras de transição” em suas regulamentações. “Tudo o que a gente vai fazer, tem que ter uma regra de transição. Essa é a experiência de regulação que a gente tem”.

Já o diretor do Departamento de Biocombustíveis do Ministério das Minas e Energia, Miguel Ivan Lacerda, que também participou do evento, defendeu a proposta original apresentada na consulta pública e disse que “o futuro do RenovaBio é ainda melhorar e tornar mais rígida [a regra de elegibilidade]”.

Assim que a ANP publicar essa regulamentação, o próximo passo para colocar o RenovaBio em operação será criar regras sobre a comercialização dos CBios. O prazo para publicação dessa regulamentação é junho de 2019.

Fonte: Valor Econômico (íntegra para assinantes)

Diretor do MME apresenta projeto RenovaBio a conselheiros do Biosul

O diretor do Departamento de Biocombustíveis do Ministério das Minas e Energia, Miguel Ivan Lacerda, reuniu-se com autoridades e produtores da área de biocombustíveis do Mato Grosso do Sul na última quarta-feira (17) para apresentar o Programa RenovaBio. A reunião aconteceu na sede da Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul) e o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, representou o governo do Estado na ocasião.

O RenovaBio foi lançado em fevereiro pelo governo federal, mas esteve aberto a contribuições da sociedade até 20 de março. Agora será encaminhado ao Congresso Nacional para virar lei. Trata-se de um conjunto de ações que visam aumentar a produção de biocombustíveis e, ao mesmo tempo, reduzir o consumo de combustíveis de origem fóssil (como a gasolina), com isso diminuindo também a emissão de gases poluentes na atmosfera. Tem, portanto, importância econômica e sustentável, conforme explicou Miguel Lacerda.

“Uma política pública só é importante se gera emprego, se traz ganho à sociedade. O RenovaBio acrescenta o valor que a produção de energia, a partir de uma biomassa, gera à sociedade. Tem esses predicados”, resume.

Para o diretor do Biosul, Roberto Holanda, o Programa traz um sopro de esperanças ao setor. “O nosso setor viveu e vive uma crise muito séria por falta de políticas públicas ou por políticas inadequadas. O RenovaBio é um novo horizonte que vai incentivar o uso de biocombustíveis no Brasil aproveitando as características positivas, de geração de emprego, descentralização do desenvolvimento, geração de tecnologia nacional e a construção de uma sociedade ambientalmente correta.”

COP21

Além da geração de emprego e renda, Jaime Verruck enxerga no RenovaBio um passo firme do Brasil rumo a uma economia ambientalmente sustentável, cumprindo os compromissos firmados com a Organização das Nações Unidas (ONU) durante a COP21, a Conferência que estabeleceu metas para redução da emissão de gases poluentes, principalmente o CO2.

“O Programa tem um cunho extremamente econômico sob o ponto de vista da capacidade de geração de empregos, inovador sob o ponto de vista ambiental, e está estritamente ligado aos compromissos brasileiros com o COP21. É o primeiro projeto nacional que visa o cumprimento de metas em relação à emissão de CO2”, frisou.

O secretário destacou a importância de o projeto ter sido construído junto com o setor sucroalcooleiro, o que vai facilitar sua aprovação. “Para Mato Grosso do Sul vai fundamentar na linha que nós estamos de buscar um Estado de carbono neutro”, frisou. “O próximo passo é o apoio, e nós vimos que o projeto tem o respaldo do setor; agora precisa virar lei.”

João Prestes – Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro)

Produção de Biocombustíveis teve aumento importante em 2016

A produção de Biodiesel foi o grande destaque deste crescimento do setor

O boletim do Ministério de Minas e Energia (MME) divulgado no inicio de janeiro demonstrou que Brasil vem aumentando sua produção de biocombustível. Um exemplo é a produção de biodiesel, a qual atingiu 351 mil metros cúbicos no ano passado, sendo registrada a maior produção nesse período.

Grande parte do biodiesel é produzida na região sul do país com 40%, em seguida vem à região Centro-Oeste com 39%. Dados do Portal Brasil ressaltam que as matérias-primas utilizadas na produção são de soja, gordura bovina e também algodão.

Outro biocombustível que vem se destacando é o etanol, que em 2016 produziu cerca de 2,98 bilhões de litros. Dados do MME demonstram que a produção de anidro teve um aumento de 3,8% na sua produção em relação à safra anterior, já o hidratado produziu 1,6 bilhão de litros.

Com as metas estabelecidas na COP21 para todos os países, o Brasil não é o único que vem investindo em energia renovável.

O Japão, por exemplo, está recebendo investimento de indústrias voltadas para a produção de biocombustível a partir dos resíduos de cana de açúcar.

Segundo o JornalCana, a fabricante japonesa investirá cerca de 6 bilhões de ienes na fábrica e pretende produzir biocombustível e outros produtos renováveis.

Fonte: Portal Biomassa BR

Brasil mostra ações ambientais ao mundo

Em viagem a Nova York, Sarney Filho participa de reuniões com Noruega, União Europeia e GEF para divulgar ações brasileiras na agenda ambiental.

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, reforçou nesta terça-feira (20/09) a liderança brasileira na agenda sobre mudança do clima, conservação e sustentabilidade. Na programação paralela à abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, Sarney Filho participou de reuniões bilaterais com representantes da Noruega, da União Europeia e do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês).

A ratificação em tempo recorde do Acordo de Paris está entre os principais temas abordados nos encontros. O comissário da União Europeia para o Clima e a Energia, Miguel Angel Cañete, destacou a atuação brasileira na agenda climática e afirmou que o bloco tem interesse em alinhar propostas com o Brasil para obter novos resultados na próxima Conferência das Partes, a COP 22, que ocorrerá em Marrakesh, em novembro.

O ministro Sarney Filho explicou que o governo brasileiro está, atualmente, em processo de discussão e coordenação das estratégias de implementação das metas brasileiras assumidas no contexto do Acordo de Paris. Ambos também discutiram questões ligadas ao financiamento de ações de corte de emissões de gases de efeito estufa.

PARCERIAS

O pioneirismo brasileiro no combate ao desmatamento foi reiterado pela Noruega. O ministro de Clima e Ambiente da Noruega, Vidar Helgesen, assegurou os interesses do país em dar continuidade à parceria com o Brasil no combate ao desmatamento. Sarney Filho ressaltou que impulsionará o Fundo Amazônia e ampliará a Cooperação Sul-Sul nesse tema com os países da Bacia do Congo, a exemplo do que já faz com os integrantes da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).

Com a presidente do GEF, Naoko Ishii, o ministro Sarney Filho afirmou que o Brasil prosseguirá com as políticas ambientais já em curso ao mesmo tempo em que estabelecerá novas ações e parcerias com o setor privado e a sociedade civil, inclusive para a implementação do Acordo de Paris. Naoko atendeu ao convite de Sarney Filho para que uma equipe do GEF viaje ao Brasil e enfatizou que o Fundo deve funcionar como catalisador de recursos privados.

As agendas contaram com a participação do secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA, Everton Lucero; do subsecretário-geral de Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores (MRE), embaixador José Antonio Marcondes de Carvalho; do assessor internacional do MMA, Fernando Coimbra; e do diretor executivo do Centro Brasil no Clima, Alfredo Sirkis.

Nesta quarta-feira (21), o ministro Sarney Filho acompanha o presidente Michel Temer na cerimônia de entrega do instrumento de ratificação do Acordo de Paris ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

ONU estima que mais 20 países se unirão a acordo climático de Paris

Adesão cria esperança de que pacto entrará em vigor até fim de 2016.
Temer assinou ratificação do acordo de Paris nesta semana.

Pelo menos 20 países indicaram que irão se unir ao acordo de Paris contra as mudanças climáticas em um evento na Organização das Nações Unidas (ONU) em 21 de setembro, somando-se aos 27 que já o fizeram e criando a esperança de que o pacto irá entrar em vigor até o final de 2016, disseram autoridades da ONU.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, incentivou os Estados a entregarem seus instrumentos de ratificação ou aprovação do acordo de Paris durante evento na quarta-feira.

Líderes cujas nações ainda não estão prontas para se juntar à iniciativa, mas que planejam fazê-lo neste ano, foram convidados a apresentar vídeos expressando seu compromisso, disse Selwin Hart, diretor da equipe de apoio sobre mudança climática do chefe da ONU.

“Quando começamos a ver os países que estão se unindo… ao acordo e os países que irão se comprometer a se unir antes do final do ano, ficamos absolutamente certos de que teremos o Acordo de Paris contra a mudança climática entrando em vigor até o final de 2016”, disse David Nabarro, conselheiro especial de Ban Ki-moon para a Agenda de Desenvolvimento Sustentável 2030.

Para ser adotado, o acordo climático de Paris precisa ser ratificado por pelo menos 55 integrantes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática, que representam no mínimo 55% das emissões globais.

Até agora, 27 países ratificaram
As autoridades disseram aos jornalistas presentes em Nova York na quinta-feira que até agora a ONU recebeu 27 ratificações cobrindo 39% das emissões globais, inclusive dos dois principais emissores de gases de efeito estufa do mundo: Estados Unidos e China.

O Brasil, cujo presidente Michel Temer assinou nesta semana a ratificação do acordo, prometeu entregar sua adesão formal à ONU na semana que vem, assim como o México.

Especialistas do Instituto de Recursos Mundiais calculam que, se todas as nações que anunciaram publicamente que irão se unir ao acordo neste ano cumprirem a promessa, ele pode ter início em 2016.

Se o pacto irá entrar em vigor antes mesmo da conferência climática anual da ONU no Marrocos em novembro ainda é algo incerto. Para isso, as metas teriam que ser cumpridas até 7 de outubro, já que o pacto só começa na prática 30 dias depois de elas terem sido alcançadas.

Se isso não acontecer até a reunião de Marrakesh, as primeiras conversas sobre a implementação do acordo de Paris acontecerão mais adiante em 2017.

Fonte: Reuters

G20 pede que acordo do clima de Paris seja aplicado o mais rápido possível

Os países-membros do G20 acordaram nesta segunda-feira, durante a cúpula anual realizada na cidade chinesa de Hangzhou, “fazer esforços para uma pronta entrada em vigor e implementação” do Acordo de Paris contra a mudança climática (COP21) de novembro, anunciou o presidente da China.

Assim declarou formalmente o líder do gigante asiático e anfitrião da cúpula, Xi Jinping, durante sua entrevista coletiva posterior ao encerramento da cúpula. Um dia antes, tanto China como os EUA, os dois maiores emissores de partículas poluentes do planeta, anunciaram que se submeteriam ao estipulado no COP21.

O Acordo de Paris foi criado para substituir o Protocolo de Kioto a partir de 2020, embora para poder entrar em vigor tenha sido fixado que seria necessário que contasse, pelo menos, com o respaldo de 55 países que somem pelo menos 55% das emissões de efeito estufa.

Nesse sentido, o compromisso anunciado neste fim de semana por Pequim e Washington para apresentar conjuntamente seus instrumentos de ratificação é fundamental, já que só entre ambos somam já 38% mundial de emissões, o que facilita muito o caminho restante para que se faça possível uma pronta entrada em vigor do COP21, inclusive dentro deste mesmo ano.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse se sentir “otimista” com relação a essa possibilidade na véspera da cúpula de Hangzhou. O presidente francês, François Hollande, um dos principais impulsores do acordo, disse nesta cúpula que seu maior objetivo é “fazer com que seja ratificado o mais em breve possível”.

Entre os países latino-americanos membros do G20, o presidente atual do Brasil, Michel Temer, cujo Legislativo aprovou se somar a este compromisso internacional em agosto passado, confirmou em Hangzhou que formalizará muito em breve perante a ONU esse compromisso.

Já a delegação dos EUA manifestou no final da reunião que esteve promovendo a rápida ratificação durante esta cúpula e que “tem a intenção de seguir trabalhando com o G20 e seus parceiros mundiais para adotar uma emenda de redução de (as emissões de) hidrocarbonetos de carbono (partículas poluentes orgânicas) ao Protocolo de Montreal”.

Esta medida poderia servir para reduzir em pelo menos meio grau centígrado o aquecimento mundial esperado para o final deste século, o que os EUA esperam que se possa combinar mais adiante com “uma medida baseada no mercado para abordar as emissões da aviação internacional” e contribuir igualmente nesse esforço, segundo destacou em comunicado.

Xi Jinping anunciou hoje o compromisso sobre Paris, no qual se mostraram de acordo todos os membros do grupo das principais economias desenvolvidas e emergentes, como um dos gestos com os quais seus componentes esperam “lançar ao mundo o sinal de que o G20 pertence não só a seus países-membros, mas a todo o planeta”.

Fonte: EFE

Desertificação, o impacto mais silencioso das mudanças climáticas

Nos dias 4 e 5 de setembro, os 20 países com a economia mais desenvolvida do mundo (G-20) estarão reunidos na China. A expectativa dos ambientalistas é que, nessa reunião, os ministros e presidentes dos bancos centrais dessas nações, que representam os líderes,sejam convidados a conversar também sobre as questões climáticas, além das econômicas, e que haja um consenso no sentido de ratificarem o Acordo de Paris conseguido ao final da Conferência das Partes sobre o Clima, a COP-21. Se isso acontecer, ficará oficializado um contrato prevendo que as emissões de carbono devem baixar a tal ponto que o aquecimento do planeta fique a cerca de 1,5 grau no fim do século. Já não será sem tempo, mas muitos ambientalistas estão pessimistas, pois acreditam que os maiores estragos serão inevitáveis, mesmo com todo o cuidado a partir de agora.

Entre os danos mais cruéis está a desertificação. É também um dos menos divulgados por ser silencioso e lento o seu processo de degradação do entorno. O maior fórum dedicado a esse problema na África, continente assolado pela seca e, ao mesmo tempo, vital para a agricultura e a produção dos alimentos, é a Convenção das Nações Unidas para a Luta contra a Desertificação (UNCCD). Neste mês de agosto, entre os dias 15 e 19, a UNCCD e a União Africana se reuniram em Windhoek, no país africano Namíbia, para debater o problema. A reunião aconteceu num momento em que a África está sofrendo uma das piores secas dos últimos 50 anos.

No encontro, um relatório foi apresentado com os seguintes dados:o mundo perde 12 milhões de hectares de terra fértil por ano, equivalente a 33 mil hectares diários, de 30 a 35 vezes mais do que a proporção histórica. Estudos científicos calculam que a superfície terrestre em condições de seca passou de 10% para 15% no começo dos anos 1970, para mais de 30% no início de 2000, e que esses números continuarão aumentando.

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Fonte: Globo.com

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