Poluição: morar um ano em Paris equivale a fumar 9 maços de cigarro

Estudo realizado pela associação europeia de Transporte e Meio Ambiente calculou em cigarros a contaminação de partículas finas em dez grandes cidades da Europa.

 O jornal “Aujourd’hui en France” desta sexta-feira (10) publicou um estudo alarmante sobre a poluição nas regiões metropolitanas na Europa. “Respirar é como fumar” é a manchete da matéria que detalha um estudo realizado pela associação europeia deTransporte e Meio Ambiente, que calculou em cigarros a contaminação de partículas finas em dez grandes cidades da Europa, como Paris.

“Não é preciso mais estar ao lado de um fumante para ser vítima do tabagismo passivo”, diz a matéria do “Aujourd’hui en France”. A poluição do ar é tão intensa nas capitais europeias que basta passar alguns dias passeando pelo Velho Continente para respirar equivalentes tóxicos presentes nos cigarros.

O método é extraído de uma técnica do instituto americano Berkeley Earth, segundo o qual, respirar 22 microgramas/m3 de partículas finas tem o mesmo efeito para a saúde do que fumar um cigarro. Assim, morar, por exemplo, em Paris durante um ano e ser exposto ao ar da capital francesa neste período, equivale a fumar 183 cigarros, ou nove maços de cigarro, alerta o jornal.

Turistas também se tornam “fumantes passivos”

Paris não é a capital onde o ar é mais poluído na Europa. Entre as dez cidades analisadas pelo estudo, Praga, capital da República Tcheca, e Istambul, na Turquia, são as campeãs de acúmulo de partículas finas no ar, seguidas por Milão, na Itália, e Londres, capital do Reino Unido. Visitar esses locais, mesmo por poucos dias, também tem um impacto em sua saúde.

Os pesquisadores calcularam em cigarros o volume de ar poluído que um turista estaria exposto passando, por exemplo, quatro dias em Paris. Resultado: dois cigarros. No mesmo período, a contaminação de partículas finas é equivalente a quase três cigarros em Londres e três em Milão, quatro em Praga e Istambul.

“É como se obrigássemos os turistas a fumarem, inclusive as crianças”, diz, em entrevista ao Aujourd’hui en France o coordenador das pesquisas sobre qualidade do ar da associação europeia Transporte e Meio Ambiente, Jens Muller.

Queda no número de visitantes

A poluição é uma das principais preocupações dos cidadãos europeus, de acordo com uma pesquisa realizada pela Comissão Europeia. A questão começa também preocupar os turistas, que estão deixando de escolher alguns destinos para poupar sua saúde. As cidades de Pequim, na China, e Hong Kong, por exemplo, já lidam a queda de visitantes devido à poluição.

A situação é preocupante, especialmente porque a poluição começa a se expandir também às áreas verdes. Pesquisadores americanos reveleram recentemente que o nível de ozônio detectado nos grandes parques americanos, como Yellowstone ou Yosemite é tão alto como nas maiores cidades dos Estados Unidos. Autoridades já começam a alertar que a poluição nesses espaços verdes protegidos pode causar danos à saúde de seus visitantes.

Fonte: RFI

Ambientalista chinês responde: quando Pequim se livrará da poluição?

PEQUIM (IPC Digital) – Ma Jun, ambientalista chinês, deu uma entrevista ao Yomiuri Shimbun e respondeu quando ele acredita que Pequim poderá resolver o problema da poluição.

“Para alcançar metas internacionais, vamos levar no mínimo 30 anos. Porém, essa poluição muito séria que encontramos hoje pode ser reduzida em 5 ou 10 anos. Para tal, essa questão tem que ser prioritária”, ele disse.

Desde que publicou seu livro “A crise da água na China”, em 1999, Ma expressa preocupações quanto ao risco da contaminação da água no país. Ele ficou, então, conhecido como um dos pioneiros quanto à questão ambiental chinesa.

Em 2011, Ma voltou aos holofotes ao criticar a empresa Apple. Ele alegou que fábricas da companhia norte-americana estavam colaborando para a poluição na China.

Ma passou a militar no intuito de que os consumidores escolhessem quais as empresas que apresentam produtos mais amigáveis ao meio ambiente. Porém, ele disse que “a estrada é longa”.

Ma, entretanto, se diz otimista com as novas tecnologias. Se, antes, os dados sobre a poluição eram confidenciais e só pertenciam aos estadistas, hoje, há vários aplicativos que mostram o mau nível da qualidade do ar em Pequim.

Ano passado, a China reviu uma lei sobre a poluição do ar. Agora, os governos das cidades são obrigados a tornar públicas as informações sobre as fontes dos poluentes.

FONTES: The Japan News, Yomiuri Shimbun

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