Itália aposta em OGR para biodiesel

Segundo dados da Conoe ( Consórcio Nacional de Coleta e Tratamento de óleo vegetal e graxa animal) mais de 62 mil toneladas de resíduos de óleo vegetal foram recolhidos em 2015 – 85% dos quais foram destinados a produção de biodiesel

O que acontece com o óleo de cozinha depois de usado? Ele é reaproveitado em forma de energia. Apenas em 2015, a gordura recuperada na Itália permitiu que a produção de biodiesel repassasse em torno de 17 milhões de euros ao país. Uma prática de sucesso que pode render ainda mais, como explica o Conoe , Consórcio Nacional que trata da coleta e tratamento de óleos e gorduras vegetais e animais (sebo) residuais ou OGR.

Operando desde 2001, o consórcio tem aumentado gradativamente sua coleta – que ocorre principalmente na indústria da reciclagem – passando de 15 mil toneladas em 2002 para mais de 62 mil em 2015.  No primeiro relatório do setor, editado pela Fundação para o Desenvolvimento Sustentável, apresentado terça-feira (07/06) em Roma, o documento demonstra a cadeia de suprimentos e o que acontece quando os óleos vegetais usados ​​são reaproveitados.

Atualmente, o Conoe utiliza 85% da coleta realizada para a fabricação de biodiesel,  um combustível não-tóxico e totalmente biodegradável, que pode ser usado no setor automotivo em substituição ou em mistura aos combustíveis fósseis, reduzindo a contribuição de CO 2  do setor de transportes. Em 2015, das 53 mil toneladas de óleos vegetais reaproveitados foram produzidas 49 toneladas de biodiesel, segundo o consórcio.

Os dados ambientais do projeto também surpreendem,  estudos de pegada de carbono  e pegada de água, para a quantidade de óleo recuperado pelo consórcio no ano passado, apontam um benefício ambiental líquido para o país de cerca de 152 mil toneladas de CO2 evitadas e 63 mil metros cúbicos de água não utilizados.

O que resta dos óleos vegetais recolhidos na Itália, 15% no total, são reaproveitados em vários processos e aplicações: como fonte de energia renovável em usinas de cogeração, bio lubrificantes, produtos para cosméticos, sabões industriais , tintas e ceras.

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Conoe: ontem, hoje e amanhã

Nos últimos cinco anos, o valor econômico gerado pelo Conoe tem sido sempre acima de 30 milhões de euros por ano , com grandes benefícios em termos econômicos e sociais (empregos).

“A divulgação da contribuição ambiental e da melhora da saúde proporcionados por essa cadeia ao país é um ponto que irá garantir um aumento da coleta de óleos vegetais vindo de atividades profissionais. Nossa esperança é de que, em breve, através de uma alteração legislativa, a nossa coleta alcance também os produtos residuais domésticos”. 

A Fundação para o Desenvolvimento Sustentável conclui que, se todo o óleo vegetal usado a cada ano na Itália fosse transformado em biodiesel pelo Conoe, seria possível poupar anualmente 790 mil toneladas de CO2  e 282 mil metros cúbicos de água. Além de, com a média dos preços atuais do petróleo, evitar importações de petróleo nos valores de aproximadamente 75 milhões de euros.

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