China x EUA pode ampliar janela da soja da América do Sul por pelo menos 2 anos

A guerra comercial entre China e Estados Unidos continua muito presente no radar do cenário macroeconômico mundial, influenciando no andamento dos negócios e na ordem do comércio global, inevitavelmente. O momento poderia, inclusive, criar uma ampla janela de oportunidades para a soja da América do Sul por mais dois anos.

A análise é do chefe do Union Agriculture Group Corp., um dos maiores grupos agrícolas do Uruguai, Jose Pedro Sanchez, em entrevista à agência de notícias Bloomberg.

“Não só o Uruguai, mas a América do Sul tem a grande oportunidade de fornecer ainda mais oleaginosas para a China na medida em que o produto americano se torna menos competitivo em função dos altos preços por conta da tarifação”, diz Sanchez. “A China vai acabar comprando quase toda a soja uruguaia”, completa.

O mesmo já começa a ser observado no Brasil, em níveis ainda mais amplos. Somente na última semana, os chineses compraram de 19 a 20 navios de soja, o que corresponde a pouco mais de 1 milhão de toneladas, e os negócios continuam a acontecer.

Os números das exportações nacionais continuam mostrando dados recordes, segundo informações que partem da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e se estendem por todo o complexo da oleaginosa. No acumulado do ano, as exportações brasileiras de soja já somam 51.550,6 milhões de toneladas. Ao contabilizar os números de toda a cadeia, as vendas externas chegam a 61,7 milhões.

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Fontes: Notícias Agrícolas

Soja brasileira ganharia US$ 2,7 bi com briga comercial

A China é o segundo maior parceiro comercial do setor agrícola americano, atrás do Canadá

As exportações de soja dos Estados Unidos à China podem cair em até dois terços se Pequim levar diante sua proposta de uma tarifa de 25% sobre a commodity, de acordo com um estudo por acadêmicos da Universidade Purdue, em Indiana.

As tarifas significariam que as exportações de soja dos Estados Unidos cairiam em 37%, com um impacto superior a US$ 3 bilhões ao ano sobre a economia americana, concentrado em áreas rurais, de acordo com o estudo.

“Os Estados Unidos sofreriam uma redução de bem estar econômico da ordem de US$ 3,1 bilhões por ano. Coincidentemente, é a mesma perda que a China sofreria”, disse o professor Tyner, apontando que o benefício econômico para o Brasil seria de US$ 2,7 bilhões ao ano. “Se a China impuser essas tarifas, o verdadeiro ganhador é o Brasil”.

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Fonte: Folha de S.Paulo

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