O combustível do desenvolvimento sustentável

Erasmo Carlos Battistella[i]

Adotar medidas que efetivamente reduzam o impacto ambiental das atividades econômicas é tarefa que se incorpora cada vez mais ao setor produtivo, seja pela conscientização de consumidores e empresas, seja pelas consequências das mudanças climáticas percebidas por todos nós. Mais do que isso, reduzir as emissões de gases de efeito estufa é um compromisso firmado pelo Brasil, transformado em lei e que começa a ser colocado em prática.

Instituída em dezembro de 2017, a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) vai promover a expansão da produção e consumo de combustíveis renováveis. Além de trazer previsibilidade e sustentabilidade ambiental, econômica e social, essa iniciativa é determinante para fazer com que o Brasil diminua em 10,1% a intensidade das emissões de gases de efeito estufa dos combustíveis utilizados nos transportes nos próximos dez anos. Ou seja, chegaremos a 2028 lançando menos dióxido de carbono do que hoje em dia. Para isso, o país deverá contar, ao fim da próxima década, com 18% de participação dos biocombustíveis na matriz energética.

Trata-se de uma oportunidade que o Brasil não pode mais desperdiçar. Somos o segundo maior mercado de biocombustíveis no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, que no primeiro semestre de 2018 já incrementaram a produção de biodiesel em 20%. Com o aumento da mistura de biodiesel ao diesel derivado de petróleo vendido nos postos de combustível, que passou de 8% (B8) para 10% (B10) em março passado, o Brasil elevará a produção de 4,3 bilhões de litros para 5,4 bilhões. É um inegável avanço, mas podemos avançar mais.

O poder público pode fazer sua parte, incentivando o uso de misturas mais elevadas, como o B20 ou mesmo o biodiesel puro (B100), nas frotas de ônibus dos sistemas de transporte público de grandes cidades ou em outros veículos de serviços movidos a diesel. Da mesma forma, empresas com ponto de abastecimento dedicado já estão autorizadas, desde julho, a utilizar em sua frota outros níveis de mistura além do B10, podendo atingir até B20.

Todos podem contribuir para reduzir as emissões e diminuir o impacto ambiental das atividades de transporte. No que depender do setor de biodiesel, não faltará ao Brasil combustível para o desenvolvimento sustentável.

[i] Fundador e Presidente da BSBIOS e da APROBIO – Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil

Presidenciáveis rejeitam renovar subsídio de R$ 18 bi ao diesel em janeiro

Medida adotada no governo Temer para encerrar a greve dos caminhoneiros em maio vai custar R$ 9,5 bi este ano e valor pode dobrar em 2019

Antes mesmo da posse, o presidente eleito terá de tomar decisões cruciais em relação ao tabelamento do frete e à política de subsídio ao óleo diesel, duas das medidas adotadas pelo governo Michel Temer para encerrar a greve dos caminhoneiros, episódio que levou o abastecimento do País ao colapso e fez a economia perder R$ 15,9 bilhões.

A política de subsídios, que garante desconto de R$ 0,30 por litro de diesel, acaba no dia 31 de dezembro. Ou seja: alguma sinalização sobre a manutenção ou não dessa agenda viria ainda em 2018. Neste ano, os subsídios consumirão R$ 9,5 bilhões em recursos públicos, podendo chegar a cerca de R$ 18,5 bilhões caso sejam mantidos sem ajustes em 2019.

Um ponto em comum entre os candidatos mais à esquerda e à direita do espectro político é a intenção de mexer, de diferentes formas, na política de preços da Petrobras.

Medidas

Jair Bolsonaro (PSL), líder nas pesquisas, disse em entrevista concedida à GloboNews no fim de agosto, que “talvez” mantenha o subsídio. Ciro Gomes (PDT) afirmou em entrevista a SBT, Folha e UOL que, em um eventual governo seu, a Petrobrás teria de reduzir o preço do diesel.

Fernando Haddad (PT) pretende retomar a política da Petrobrás do governo Lula. Os preços seguirão a tendência internacional, mas os ajustes serão mais espaçados. Sua assessoria ressalta que, nos oito anos do governo do petista, o diesel foi reajustado só oito vezes.

Henrique Meirelles (MDB) propõe a criação de um fundo formado com receitas de tributos sobre combustíveis para evitar a flutuação de preços. Geraldo Alckmin (PSDB)defende proposta semelhante: fala em criar um “colchão tributário” para combustíveis.

A candidata Marina Silva (Rede) também pretende rever os subsídios ao diesel no pente-fino que promete fazer nos gastos do governo federal. “Subsídios desse tipo distorcem os preços relativos e acabam prejudicando fontes alternativas menos poluentes, como o biodiesel”, informa sua assessoria.

“Essa é (a pauta) mais tranquila”, disse o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga (Sinditac) de Ijuí (RS), Carlos Alberto Dahmer, ao se referir ao subsídio, que por determinação do governo garante o preço mais baixo do diesel aos caminhoneiros.

De certa forma, o subsídio foi suplantado pela Lei do Frete, que garante o repasse de variações do diesel aos pisos mínimos pelo serviço de transporte e garante aos motoristas a reposição do custo do combustível.

A lei ainda prevê um gatilho pelo qual os aumentos superiores a 10% são repassados de imediato à tabela. Essa é, aliás, a medida que os caminhoneiros querem manter – e ameaçam uma nova greve caso seja revogada.

Fonte: O Estado de S.Paulo

Safra de soja vai a 127,2 milhões de toneladas nos EUA

Volume ficou acima da estimativa por causa da previsão de alta na produtividade nas lavouras

As estimativa do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, na sigla em inglês) apontou uma safra recorde de 127,2 milhões de toneladas de soja. A safra anterior tinha ficado em 119,53 milhões.

O volume, que ficou acima da estimativa média do mercado, ocorreu devido à previsão do órgão americano de uma alta de 2,3% na produtividade das lavouras.

Com safras recordes nos Estados Unidos e em outros produtores, como o Brasil, a produção total de soja deverá subir para 369 milhões de toneladas no mundo, 10% mais do que no ano anterior.

Os estoques finais da safra 2018/19 dos americanos aumentam para 23 milhões de toneladas, 114% mais do que os da safra anterior. Apesar da elevada produção e das restrições da China à compra de soja americana, os Estados Unidos esperam manter um patamar elevado de exportações.

O volume previsto é de 56,1 milhões de toneladas, um pouco abaixo dos 58 milhões de 2017/18.

Etanol As vantagens que o combustível tem sobre a gasolina elevam o consumo nacional para patamares recordes. Com demanda aquecida e preços favoráveis aos consumidores, a produção de álcool dispara.

Volume  Desde o início da safra 2018/19, as usinas do centro-sul já produziram 14,1 bilhões de litros de etanol hidratado, 62% mais do que na safra anterior. A produção total, incluindo o etanol anidro, soma 20,5 bilhões de litros na safra.

Café Com o bom volume exportado no mês passado, o Brasil já colocou 20,5 milhões de sacas no mercado externo até agosto, com receitas de US$ 3,1 bilhões (R$ 13 bilhões). O volume aumentou 4,5%, e as receitas caíram 7,5%, segundo o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Fonte: Jornal Folha de S.Paulo

Governo estuda embutir no combustível custo do efeito estufa

Depois de parar o país, a crise dos combustíveis movimentou o debate sobre precificação de carbono, ou seja, a possibilidade de se cobrar pelos prejuízos ambientais de atividades que colaboram para o efeito estufa.

Pessoas ligadas ao governo admitem nos bastidores que a resposta à crise, de diminuição dos impostos sobre o combustível, é insustentável no médio prazo. A medida precisaria ser revista até o ano que vem, o que abriria uma oportunidade para cobrar pelo carbono.

Uma proposta entregue ao governo por ONGs, universidades e empresas reunidas no Fórum Brasileiro de Mudança do Clima (FBMC) é justamente a de atrelar o valor do imposto sobre o combustível (Cide) à quantidade de carbono que ele emite, o que privilegiaria combustíveis menos poluentes como o etanol e o biodiesel.

Pela proposta, o aumento seria equilibrado pela diminuição de outros impostos. A tática é vista como a mais viável no curto prazo, já que não depende de aprovação no Congresso.

Nesta terça-feira (19), em São Paulo, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), o Banco Mundial, associações de setores produtivos, empresas e representantes do governo federal discutiram experiências internacionais e os desafios para estimular uma economia de baixo carbono.

Os caminhos para a precificação podem se dar tanto aumentando o imposto de serviços e produtos que emitem mais carbono ou pela criação de um mercado de carbono, no qual as empresas poderiam vender licenças para aquelas com altas emissões.

Embora esse mercado seja a opção preferida do setor privado, ele tem implantação mais complexa. Para o coordenador de Desenvolvimento Sustentável do Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Gustavo Fontenele, “é preciso olhar para a heterogeneidade [dos setores econômicos]”, o que demandaria negociação com cada setor.

No final de 2017, o Cebds (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável) encaminhou ao governo federal um pedido de regulamentação do mercado de carbono brasileiro, assinado por mais de 400 empresas, incluindo gigantes como a Coca-Cola, Fibria, Braskem e Siemens.
Para Fontenelle, no entanto, “há uma distância entre o que as empresas comunicam e o que priorizam na materialidade”.

Até o final do ano, o Ministério da Fazenda deve elaborar um modelo sobre as combinações entre taxação e mercado e uma análise de impacto regulatório.

Segundo o coordenador de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas do Ministério da Fazenda, Aloisio Melo, “só faz sentido a precificação se ela ajudar a reduzir o custo das metas [de redução de emissões brasileiras no Acordo de Paris]”.

Para Alfredo Sirkis, coordenador do FBMC, o próximo passo seria o estabelecimento de metas de redução de emissões para cada setor. “Só isso elevaria a demanda do mercado, valorizando o preço do carbono negociado”, aponta.

Fonte: Folha de S.Paulo

Imposto de combustível é muito alto aqui? No Reino Unido, é quase o dobro

Durante a greve dos caminhoneiros que parou o país, os impostos sobre os combustíveis foram muito criticados. Mas será que o Brasil é mesmo o campeão dos impostos altos nesse setor?

Segundo dados da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), o país fica numa posição intermediária. O peso dos impostos no preço final dos combustíveis em média é de 36,5% aqui. No Reino Unido, é quase o dobro: 68,9%. Nos EUA, já é bem menor: 23,9%.

A crítica que pode ser feita aos impostos no Brasil é que eles seriam mal usados e desviados para corrupção, enquanto, nos outros países, haveria retorno para a sociedade. Mas especialistas dizem que a solução não é acabar com os impostos, e sim exigir dos políticos sua aplicação correta, pois são os tributos que sustentam saúde, polícia e educação, por exemplo. Veja mais abaixo a porcentagem de impostos em outros países.

Como é a cobrança pelo mundo

Os dados da Opep são de 2016 (os mais recentes divulgados) e não incluem todos os países, e sim nações da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) e do G-7 (os sete países mais desenvolvidos do mundo).

De acordo com a Opep, a média dos países da OCDE apresenta 53,8% de imposto sobre o preço final, enquanto a média do grupo do G7 é de 56,4%.

Veja o percentual de impostos no preço final de combustíveis em alguns países:

Reino Unido: 68,9%

Itália: 66%

França: 63%

Alemanha: 60,5%

Brasil: 36,5%

Canadá: 36,2%

EUA: 23,9%

Países com mais impostos dão mais benefícios

Carvalho Júnior disse que os países onde há mais impostos oferecem mais benefícios à sociedade em troca. “São países onde a carga tributária já é alta por oferecer um estado de bem-estar social e, por isso, cobram imposto sobre tudo”, afirmou Carvalho Júnior.

Continue lendo aqui.

Fonte: UOL Notícias

Novas regras para combustível vão afetar as commodities

Uma mudança na regulamentação internacional dos combustíveis, pouco discutida fora do círculo das empresas de navegação, vai sacudir o mundo das commodities. Para tentar coibir as emissões de gases causadores do efeito estufa, a Organização Marítima Internacional (OMI) da Organização das Nações Unidas (ONU) determinou um limite ao conteúdo de enxofre no óleo diesel marítimo a partir de 2020.

Embora seja boa notícia para o meio ambiente, a mudança nas regras também ameaça elevar os preços dos combustíveis para empresas aéreas e consumidores em geral nos postos, assim como as tarifas de frete. “É muito, muito complicado”, diz Lars Robert Pedersen, secretário-geral adjunto do Conselho Marítimo Internacional e do Báltico (Bimco, na sigla em inglês), que representa os donos de cerca de 60% dos navios mercantes do mundo. Há seis meses, a OMI, órgão que governa a navegação internacional, decidiu reduzir o limite de enxofre no combustível marítimo de 3,5% para 0,5% em 2020.

Daqui a dois anos e meio, os donos de navios vão ter de passar a usar um combustível de melhor qualidade e mais caro; investir em sistemas de controle das emissões, conhecidos como “purificadores”; ou aderir a combustíveis alternativos, como o gás natural liquefeito (GNL).

Muitos analistas preveem que a maioria optará pelo combustível de maior qualidade. Uma pesquisa do banco UBS com 51 proprietários de navios mostrou que 75% dos consultados estão dispostos a comprar a gasolina com menor teor de enxofre.

Seja qual for a mudança adotada pelos donos de navios, o custo vai ser alto. Algumas estimativas indicam que o custo de navegação pode aumentar até 85%. O efeito dominó da mudança nas regras do combustível marítimo deverá estender-se além da frota mercante mundial e atingir a indústria petrolífera e a comercialização de commodities.

“Isso é enorme”, diz Kho Hui Meng, chefe na Ásia da Vitol, principal negociadora independente de petróleo. “Vai dar uma reviravolta no setor de comercialização.” A redução no limite de emissões do óleo diesel marítimo é “facilmente a mudança mais dramática nas especificações de combustível em qualquer mercado de produtos petrolíferos em escala em escala tão grande”, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).

O problema para o mercado de petróleo é duplo. Embora o óleo diesel marítimo de alto teor de enxofre represente apenas 4% da demanda mundial por petróleo, segundo a AIE, o mercado de navegação tradicionalmente é um canal importante para as refinarias, que aproveitam resíduo de outros processos de refino para produzir o combustível pesado usado pelos navios. Kho diz que cerca de 3 milhões de barris de óleo diesel marítimo de alto teor de enxofre vão deixar de ser consumidos. “Ainda estamos tentando descobrir quais vão ser as implicações.”

O segundo problema é que a maior demanda por combustíveis com baixo teor de enxofre vai exacerbar as dificuldades com a falta de capacidade de produção e também elevar os preços dos combustíveis para automóveis e aviões.

“Como os principais produtos limpos — gasolina, combustível de aviação e diesel — estão intimamente relacionados, quando a demanda e o preço de um aumentam, isso tende a elevar os preços dos outros”, disse Martin Tallett, presidente da Ensys.

Os mercados do produto já refletem a mudança das regras, com os preços futuros do combustível de alto teor de enxofre para 2020 em queda e os do referencial de óleo diesel marítimo de alta qualidade e de baixo teor de enxofre em alta, segundo a S&P Global Platts.

A firma de consultoria Wood Mackenzie, especializada no mercado de combustíveis, estima que os custos da indústria de navegação com o óleo diesel marítimo poderiam subir até US$ 60 bilhões, mais de 50%, para US$ 174 bilhões, em 2020. Sushant Gupta, que trabalha na empresa como diretor de análises sobre refino na Ásia, calcula que com a mudança na regulamentação o custo do barril de petróleo transportado do Oriente Médio para Cingapura vai aumentar em US$ 1.

Apesar das preocupações, a OMI informa que a decisão tomada em 2016 por seus países-membros foi baseada em uma análise da consultoria CE Delft, segundo a qual as refinarias teriam capacidade de produção de óleo diesel marítimo de baixo teor de enxofre suficiente para atender as necessidades da indústria de navegação. “Isso foi motivado pelo enorme impacto benéfico no ambiente e na saúde humana’, diz a OMI.

Ainda assim, diante das incertezas quanto às consequências que se aproximam, Pedersen, da Bimco, avisa: “Isto é um experimento global. É sobre isso que estamos alertando”.

Fonte: Financial Times

Combustível Brasil: Ministro lança iniciativa para repensar refino e abastecimento

Bases da iniciativa são transparência, realismo e competitividade para atrair investimentos

O país precisa repensar seu setor de refino e de distribuição de combustíveis, para estar preparado para o futuro e para a retomada do crescimento da economia a partir deste ano. Essa é uma das motivações do lançamento da iniciativa Combustível Brasil, lançada pelo ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, na última segunda-feira (20/02), em Recife (PE).

“Nós precisamos repensar essa indústria, com os senhores do setor, com a Petrobras, reavaliando sua participação em diversos segmentos.  É importante que possamos abrir esse setor, sob uma nova visão de governo, de dar competitividade, transparência nos preços, realismo econômico, transparência na tomada de decisão, como tem sido no MME e também nas empresas, como tem sido dentro da Petrobras e Eletrobras, com a flutuação do preço dos combustíveis dentro da realidade. Está na hora de se discutir se queremos para o futuro um país autossuficiente ou um com maior equilíbrio no abastecimento de combustíveis”, afirmou Fernando Coelho Filho em seu discurso de abertura, no evento realizado na sede da Federação das Indústrias de Pernambuco (FIEPE).

Com o objetivo de estimular a livre concorrência e a atração de novos investimentos, a iniciativa ‘Combustível Brasil’ propõe ações e medidas para estimular investimentos e diversificar o setor de abastecimento de combustíveis em todo o País. “O Combustível Brasil veio para Pernambuco porque o Nordeste vai ter um papel fundamental no futuro, na questão de redução de importação e também das novas fronteiras para o refino no País”, afirmou o ministro.

Na avaliação de Coelho Filho, as iniciativas que estão sendo lançadas pelo Ministério de Minas e Energia em parceria com o setor ajudarão a retomar os investimentos no país, trazendo maior transparência e previsibilidade.

“Ao final de 2017, tenho certeza que o Brasil vai voltar a ser rota das grandes empresas do petróleo, tanto por questão de regras, de conteúdo local, quanto por questão de previsibilidade dos leilões de 2018, 2019”, avaliou. “Tenho convicção de que esse movimento, executado pelo MME sob liderança do presidente Michel Temer, vai colocar o Brasil na rota dos investimentos no setor de óleo e gás”, destacou.

Fernando Coelho também afirmou que as novas regras para o setor de petróleo e gás, como a mudança da obrigatoriedade da participação da Petrobras como operadora única do Pré-Sal, é importante para trazer investimentos ao país, gerando empregos e movimentando a economia. “Daqui a alguns anos vamos ver como essa lei foi benéfica para o país, com o pagamento de royalties, seja por empresa nacional ou internacional, gerando empregos. Isso (retomada de investimentos e leilões) tem de acontecer agora. Não podemos esperar cinquenta anos para revertemos a curva de desemprego no país”, afirmou.

 COMBUSTÍVEL BRASIL

O secretario de Petróleo, Gás e Biocombustíveis do MME, Márcio Félix, apresentou o programa após a abertura do evento, e mostrou aos convidados os eixos estratégicos da iniciativa:

–       Redesenho do cenário de abastecimento de combustíveis frente ao novo papel da Petrobras;

–       Fomento a novos investimentos no setor de abastecimento, especialmente de refino;

–       Regras de acesso e desenvolvimento das infraestruturas portuárias e terminais de abastecimento de combustíveis;

–       Estímulo à competitividade crescente nos mercados de combustíveis.

O cronograma do projeto inclui a realização de workshops técnicos para análise e discussão das propostas com o setor privado e com técnicos do Ministério de Minas e Energia (MME), Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), a serem realizados no início de março. Em seguida, será disponibilizada para consulta pública a proposta de atuação da iniciativa, com duração de um mês, para posterior aprovação de relatório final. Essas propostas deverão, então, ser apreciadas pelo Conselho Nacional e Política Energética (CNPE).

O Combustível Brasil é coordenado de forma conjunta pelo MME, ANP,  e também com a EPE, em diálogo amplo com o mercado.

A abertura do evento contou com a presença de Raul Henry, vice-governador de Pernambuco, Décio Oddone, diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, e Jorge Celestino, diretor de Refino da Petrobras.

Confira apresentação AQUI

Fonte: Assessoria MME

EUA publicam novos padrões para lidar com mudanças climáticas

A Casa Branca publicou ontem (16) novos padrões sobre as emissões de gases de efeito estufa e a eficiência dos combustíveis dos veículos médios e pesados, com o objetivo de melhorar a sua eficiência e reduzir as emissões de carbono. Esta é a medida mais recente tomada pelo governo de Barack Obama para lidar com as mudanças climáticas.

Os Estados Unidos planejam alcançar em 2025 a meta de reduzir 26%-28% das emissões com base no ano de 2005. Os novos padrões publicados no mesmo dia fazem parte dos esforços do país para alcançar a meta. Os EUA incentivam desenvolver veículos médios e pesados menos poluentes e mais eficientes energeticamente.

Segundo a Agência de Proteção Ambiental do país, espera-se que a implementação dos novos padrões possa ajudar o país a reduzir 1,1 bilhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono, economizar US $ 170 bilhões de despesas de combustível para os proprietários de carros de todo o país, e trazer US $ 230 bilhões de lucro líquido para a sociedade norte-americana.

Os dados demonstraram que, atualmente, no setor de transporte dos EUA, os camiões pesados respondem por cerca de 20% das emissões totais de gases de efeito estufa e do consumo total de petróleo e gás.

Fonte: Reuters

Cientistas transformam CO2 em combustível usando energia solar

Cientistas da Universidade de Illinois, em Chicago, acreditam ter encontrado uma forma que utilizar o processo de fotossíntese das plantas para gerar combustível. A tecnologia adapta a capacidade das plantas de inalar o dióxido de carbono e, com água, convertê-lo em glicose e oxigênio.

Esse sistema pode ser utilizado pelos pesquisadores para transformar o dióxido de carbono em combustível sintético, que pode ser usado em automóveis. Teoricamente, o processo pode criar um ciclo virtuoso em que o carbono seria retirado da atmosfera e transformado em combustível para os carros.

A folha artificial criada pela equipe de cientistas da universidade contém células solares que alimentam uma reação não espontânea provocada pelo fornecimento de energia elétrica, conhecida como eletrólise. A energia solar é utilizada para catalisar uma reação com vários compostos obscuros como o disseleneto e o tungstênio.

Clique aqui para continuar lendo.

Fonte: Canaltech com informações Engadget, UIC 

 

Combustível a partir de penas da galinha?

Se formos pelas estatísticas, a cada ano, 5 bilhões de quilogramas de resíduos da indústria de aves são gerados no mundo devido ao nosso apetite gigantesco. E o principal destino desses insumos? Ração animal de baixo grau.

unrblog
Professor Manoranjan ‘Mano’ Misra/foto: divulgação

Contudo, cientistas americanos desenvolveram um processo novo e ambientalmente amigável para a produção de biodiesel a partir das penas dessas aves ou melhor, da farinha originada desse resíduo. O professor Manoranjan ‘Mano’ Misra e membros de sua equipe na Universidade de Nevada descobriram que a farinha é composta de sangue, penas e vísceras processados ​​com vapores em altas temperaturas.

Utilizada como ração animal e também como fertilizante, a “farinha de penas de frango” tem alta porcentagem de proteína e nitrogênio. Mas, o que tem chamado a atenção dos pesquisadores é o teor de gordura encontrado nessa mistura, cerca de 12%.  O que leva a conclusão de que a farinha de penas tem potencial como uma alternativa, matéria-prima não alimentar, para a produção de biocombustível .

Durante o estudo, os cientistas extraíram a gordura de frango,utilizando água fervente, e após processá-la produziram biodiesel. Além disso, outra vantagem da extração dessa gordura é o fornecimento de uma ração animal de alto grau e uma fonte de nitrogênio melhor para aplicações como fertilizante.

O processo bem sucedido demonstra que, se as estatísticas estiverem certas e levarmos em conta a quantidade de farinha de penas gerada pela indústria avícola, poderiam ser produzidos 153 milhões de litros de biodiesel por ano somente nos EUA e 593 milhões de litros em todo o mundo utilizando esses resíduos.

Prof. Misra é um membro prestigiado na Universidade de Nevada e diretor do Centro de Energia Renovável do Reno. Publicou 183 trabalhos técnicos nas áreas de materiais, nanotecnologia e engenharia de processo ambiental e mineral até agora. Além de 10 patentes publicadas e outras 12 pendentes. Já são mais de US $ 25 milhões de dólares obtidos para financiamento de pesquisas.

 

Fonte: Meio Ambiente Rio

Assine nossa newsletter e tenha acesso as principais notícias do setor


aprobio@aprobio.com.br
Av. Brigadeiro Faria Lima, 1903 - Conj. 91 - Jd. Paulistano - 01452-911 - São Paulo - SP - Tel: 55 11 3031- 4721