MME publica boletim mensal de Biocombustíveis – janeiro e fevereiro/2017

O Ministério de Minas e Energia (MME) , a Secretaria de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e o Departamento de Biocombustíveis informa que seu boletim passou por uma revisão, fato que acarretou  no  atraso  da  publicação  da  edição atualizada.

Como  resultado,  em  2017,  o  documento  passará  a  ter  periodicidade  bimestral.

Nesta  edição,  são  apresentadas  informações  e  dados  atualizados  relativos  à  produção  e  aos  preços  dos  biocombustíveis. Como destaques do bimestre, trazemos:

  • Estimativa  da  Safra  2017/18  de  cana‐de‐açúcar  realizada  pela CONAB;
  • Resultados do 52º Leilão de Biodiesel;
  • Resultados do 53º Leilão de Biodiesel;
  • Evolução dos Leilões de Biodiesel – 26º ao 53º;
  • Resultado do Leilão de Opções de Compra de Biodiesel da  Petrobras LE52; e
  • Resultado do Leilão de Opções de Compra de Biodiesel da  Petrobras LE53;

O  Boletim  é  parte  do  esforço  contínuo  do  Departamento  de  Biocombustíveis  (DBio)  em  tornar  transparentes  as  informações  sobre  biocombustíveis,  divulgando‐as  de  forma  consolidada  a  agentes  do  setor,  órgãos  públicos,  universidades,  associações,  imprensa  e  público em geral.

Clique aqui  para acessar o documento na íntegra.

Fonte: Ministério de Minas e Energia

Energias renováveis devem ser as mais utilizadas até 2030

O uso de combustíveis fósseis tornou possível o desenvolvimento de diversas nações humanas, mas as pesquisas atuais nos mostram que devemos frear o uso deste tipo de energia, caso contrário nosso planeta pode tornar-se ainda mais poluído e quente.

Apesar de conscientes destas informações, e de acordos realizados em função da diminuição dos subsídios para o uso de combustíveis fósseis, diversos países continuam a investir em financiamentos para aumentar a produção destes tipos de combustíveis.

O governo brasileiro, por exemplo, investiu cerca de 5 bilhões de dólares em subsídios para o aumento da exploração de novas áreas com combustíveis fósseis. Além disso, China, Estados Unidos e Rússia investiram juntos mais de 120 bilhões de dólares em subsídios para o desenvolvimento de indústrias de extração de petróleo, gás e carvão.

Por outro lado, o relatório da World Energy Outlook 2015, divulgado ano passado pela International Energy Agency (Agência Internacional de Energia), indica que as fontes de energias renováveis também têm recebido grandes investimentos, tanto públicos como privados. Quase metade das novas usinas construídas no mundo utiliza fontes renováveis para a produção de energia.

Dentre estas usinas, podemos citar as hidrelétricas, as eólicas e as solares, por exemplo. Sabemos que tanto estas como outras usinas de fontes renováveis também possuem alguma parcela de impactos ambientais. Usinas hidrelétricas, por exemplo, necessitam de uma grande área para sua implementação, além de causarem o alagamento de regiões ao redor dos empreendimentos, alterando fauna, flora e comunidades humanas adjacentes.

Porém, estas ainda possuem um impacto ambiental muito menor, quando comparadas às usinas que utilizam fontes não renováveis, devido às baixas emissões de gases poluentes, como o dióxido de carbono.

Usina hidrelétrica de Itaipu. Foto: Deni Williams

De acordo com Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia, este relatório nos indica que podemos ser otimistas quanto ao futuro, apesar das más impressões geradas pelo aparente descaso dos governos em relação ao meio ambiente e as ditas fontes “limpas” de energia.

Relatório publicado pela World Energy Outlook traz boas notícias em relação à produção de energia a partir de combustíveis renováveis. Foto: Hiroyuki Takeda.

Além disso, novas tecnologias vêm sendo desenvolvidas a cada ano, melhorando e diminuindo os custos para implementação de usinas de energias renováveis de pequeno e médio porte. A utilização de painéis solares, por exemplo, tem se tornado cada vez mais acessível, e a quantidade de residências que utilizam esta fonte alternativa de energia vem crescendo cada vez mais.

Assim, acredita-se que em pouco tempo os combustíveis renováveis podem deixar de ser “alternativos” e tornarem-se os protagonistas da produção de energia em nosso planeta. Se estas pesquisas estiverem corretas, dentro de aproximadamente 15 anos poderemos ter as fontes renováveis de energia como maioria em todo o planeta. Que assim seja!

Fonte: International Energy Agency – Foto capa: Alex Abian

Estudo do Greenpeace projeta evolução do biodiesel no Brasil

O relatório [R]evolução Energética mostra que é possível reduzir o consumo energético do setor de transportes em 61% em relação ao cenário Base, e torná-lo 100% renovável. Para isso, o Greenpeace Brasil analisou todos os modos (dutoviário, aéreo, aquaviário, ferroviário e rodoviário), tanto para cargas quanto para passageiros. Considerou a inserção de opções não motorizadas, como o uso de bicicletas e caminhada, e a adoção de medidas de eficiência logística, para melhorar o transporte de cargas.

A conclusão é que o Brasil terá de investir em transferência modal. A participação das ferrovias para transporte de cargas, por exemplo, aumentará, em detrimento do transporte rodoviário e deverá incentivar a eficiência logística e energética. Também será necessário promover combustíveis menos poluentes e tecnologias que permitam que o setor de transportes utilize mais eletricidade como fonte de energia em vez de combustíveis líquidos.

Os investimentos feitos no transporte público para passageiros farão com que estes sejam mais limpos e também mais acessíveis, criando cidades mais inclusivas, igualitárias e que proporcionem mais qualidade de vida a seus habitantes. Mudar a forma como o transporte de passageiros nas cidades é pensado e planejado impactará no próprio planejamento urbano e como se dá a mobilidade urbana.

TRANSFERÊNCIA MODAL

Atualmente, o modo rodoviário é predominante nos transportes, com carros particulares, ônibus e caminhões tendo grande participação no transporte de cargas e de pessoas. Hoje, o transporte rodoviário é responsável por cerca de 91% do transporte total de passageiros e por cerca de 55% do transporte de cargas no Brasil.

A utilização de outros modais é fundamental, não apenas do ponto de vista ambiental, mas também porque representa ganho econômico – o custo do frete ferroviário é metade do rodoviário. Apesar de os modos ferroviário e aquaviário serem mais eficientes e menos poluentes para o transporte de cargas, a participação de ambos ainda é muito baixa no Brasil.

No cenário [R]evolução Energética, a participação do transporte de cargas por meio de ferrovias aumentará, saindo dos 25% em 2014 para 46% em 2050. Enquanto isso, o rodoviário perderá espaço, passando dos atuais 55% para 28%. A transição modal, aliada à eficiência logística e a utilização de outras fontes de energia e tecnologias mais eficientes, torna possível uma redução de 76% do consumo energético total do transporte de cargas em relação ao cenário Base.

Também haverá melhorias em relação ao transporte de passageiros, no qual será possível alcançar uma eficiência energética de 51% em relação ao cenário Base. O uso de veículos individuais vai diminuir, e o uso do transporte público se fortalecerá a partir de soluções de mobilidade e planejamento urbano. Veremos o maior uso do modal ferroviário em detrimento do rodoviário e a intensificação da utilização de bicicletas e caminhadas – que juntas diminuirão em 6% a demanda do transporte que consome energia no modo rodoviário. Ainda assim, o modo rodoviário continuará predominante, com 79% de participação no transporte de passageiros em 2050.

COMBUSTÍVEIS RENOVÁVEIS E ELETRIFICAÇÃO DO SETOR DE TRANSPORTES

No cenário [R]evolução Energética, a partir de 2035, os biocombustíveis tornam-se o principal insumo energético dos transportes, avançando a 75% de participação em 2050. Também há um forte crescimento do uso da eletricidade, que alcança 25% do setor – hoje, a participação da eletricidade nos transportes é praticamente nula.

Os biocombustíveis têm, portanto, papel importante nessa transição energética. O biodiesel é utilizado nos modos rodoviário, ferroviário e aquaviário, inicialmente como uma adição ao diesel, que chega a 20% em 2030, a 40% em 2035, a 60% em 2040, a 80% em 2045. Em 2050, finalmente, alcançamos os 100% de biodiesel. O etanol é utilizado no modo rodoviário e na aviação, tanto em mistura à gasolina quanto em sua forma pura.

O bio-óleo, tipo de biodiesel avançado, começa a ser utilizado no modo aquaviário a partir de 2025. Inicialmente, com 10% em uma mistura de diesel de petróleo, com participação progressiva até chegar em 100% de bio-óleo em 2050.

Já na aviação, é o bioquerosene que passa a ser inserido ao querosene a partir de 2025. Aos poucos ganhará espaço, até chegar em 2050 com tecnologias que utilizam 100% desse combustível renovável.

A grande mudança prevista pelo cenário [R]evolução Energética nos transportes é a adoção da eletricidade em larga escala no modo rodoviário e no ferroviário. Como a eletricidade do cenário será 100% renovável em 2050, a eletrificação de parte do setor de transportes significa que veículos, ônibus e trens serão abastecidos por energia limpa e renovável. (Trecho do estudo publicado pelo Greenpeace Brasil).

Fonte: Canal Jornal da Bioenergia

Pela primeira vez na história, um avião solar deu a volta ao mundo

O solar Impulse 2 aterrissou em Abu Dhabi na semana passada, tornando-se o primeiro avião movido a energia solar a completar uma volta ao mundo.

O Solar Impulse 2 completou a primeira volta ao mundo com um avião movido apenas a energia solar após aterrissar em Abu Dhabi na semana passada.

Esta aventura, concretizada pelos suíços Bertrand Piccard e André Borschberg, começou em 9 de Março de 2015 em Abu Dhabi, com o objetivo de dar a volta ao mundo usando apenas a luz solar como combustível. Desde então este avião percorreu mais de 40.000 km, divididos em 17 etapas, num total de 23 dias no ar.

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Apesar de não ser o primeiro avião solar, o Solar Impulse 2 é o primeiro a voar dia e noite, graças às 17,248 células solares dispostas nas suas asas, que permitem armazenar energia em baterias para ser utilizada durante a noite. Para além disto, é também o primeiro a atravessar os oceanos Pacífico e Atlântico.

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Com esta conquista, o Solar Impulse 2 demonstra assim que é possível voar durante vários dias e noites seguidas sem recorrer a combustíveis fósseis, e é também possível utilizar energias renováveis para reduzir o consumo energético no dia-a-dia. Esta ideia é reforçada por Bertrand que espera “que as pessoas percebam que isto não é apenas um feito na história da aviação, mas também um feito na história da energia”.

A aventura pode ser revista aqui.

Fonte: Shifter

Produção de Biodiesel obteve crescimento no primeiro semestre de 2016

O Boletim Mensal de Combustíveis Renováveis, divulgado mensalmente pela Secretária de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis destacou que a produção biodiesel no Brasil atingiu 1.552 mil m³ no acumulado do ano de 2016 até o mês de maio.

Cerca de 91% da produção de biodiesel no país é referente as empresas que possuem o Selo Combustível Social. A capacidade instalada autorizada a operar comercialmente ficou em 7.123 mil m³/ano, já em relação a produção de etanol o consumo em maio foi de 2,13 bilhões de litros, sendo 0,8 bilhão de litros de anidro e 1,3 bilhão de litros de hidratado. Em 2016, já foram consumidos 10,5 bilhões de litros de etanol.

Foto: Celulose Online

Com a grande produção de biodiesel no país, o setor de biocombustíveis ganhou mais um aliado para incentivar ações em prol do setor. A criação do Grupo de Trabalho desenvolverá ações necessárias para a realização de testes e ensaios em veículos e motores para validar a elevação da mistura de biodiesel ao óleo diesel, em percentuais superiores aos atuais 7% (B7), de acordo com a Lei nº 13.263 deste ano.

O Boletim Mensal de Energias Renováveis é parte do esforço contínuo em tornar transparentes as informações sobre biocombustíveis, divulgando-as de forma consolidada a agentes do setor, órgãos públicos, universidades, associações, imprensa e público em geral.

Fonte: Biomassa BR

Resíduos de frutos da Amazônia são testados para gerar eletricidade

Um dos pontos favoráveis da pesquisa é que tanto o tucumã quanto a macaúba se adaptam bem a solos degradados

Manaus – Já imaginou se caroços do tucumã, macaúba e a casca de cupuaçu produzissem eletricidade? Pois é esse o objetivo da pesquisa que consiste na conversão de biomassas residuais da Amazônia em combustíveis e capaz de alimentar grupos de motogeradores para a geração de eletricidade em áreas isoladas da região amazônica utilizando recursos renováveis.

De acordo com o  pesquisador, Fábio Cordeiro de Lisboa, o foco do trabalho é o desenvolvimento de processos capazes de produzir vetores energéticos que possam operar de forma flexível com as máquinas usualmente utilizadas para geração de eletricidade. “Sem que seja necessário desenvolver novos equipamentos para a conversão da energia”, disse o pesquisador. A pesquisa tem o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

A pesquisa está sendo realizada no laboratório de Energia e Ambiente da Universidade de Brasília (UnB)em parceria com o Centro de Desenvolvimento Energético Amazônico (CDEAM) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Laboratório de Produtos Florestais do Serviço Florestal Brasileiro (LPF/SFB), do Núcleo de catálise do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Nucat-COPPE/UFRJ) e Agência Espacial Brasileira (AEB).

Eletricidade amazônica

Doutorando em Ciências Mecânicas, pela UnB, Fábio Lisboa disse que durante a pesquisa a tecnologia que se mostrou mais aplicável ao contexto amazônico foi à operação em modo duplo combustível, com diesel e gás de síntese, onde o gás é proveniente da gaseificação de biomassas carbonizadas.

O estudo ainda está em andamento e deve ter os resultados definidos no início do segundo semestre deste ano. “Os benefícios vão desde o desenvolvimento da metodologia pra tipificação das biomassas e seus produtos até o desenvolvimento de tecnologias capazes de fixar pessoas em comunidades agrícolas e extrativistas de forma digna, produzindo produtos com valor agregado capazes de gerar emprego e renda para a população local”, informou Lisboa.

O projeto de pesquisa, segundo Lisboa, deve gerar ganho econômico e ambiental por conta da utilização de recursos enérgicos renováveis. Segundo ele, outro ponto favorável da pesquisa é que tanto o tucumã quanto a macaúba se adaptam bem a solos degradados, o que torna sua cultura um impulsionador do reflorestamento. “Com esse projeto temos a redução da emissão de gás carbônico, reflorestamento, diminuição da dependência de combustíveis fósseis e seus canais de distribuição por via fluvial, onde sempre existe o risco de acidentes com vazamentos e danos ambientais”, explicou Lisboa.

Fonte: Portal Amazônia

APROBIO debate renovação da frota de ônibus em São Paulo

Lei prevê adoção de combustíveis renováveis em todo o sistema até 2018

“Qual o valor da vida?”, perguntou o diretor superintendente da APROBIO Julio Minelli em sua intervenção na reunião da Comissão Extraordinária do Meio Ambiente da Câmara Municipal de São Paulo.

Segundo o executivo, adotar o B20 (20% de biodiesel por litro de óleo diesel) no transporte coletivo de passageiros da capital paulista custará R$ 36 milhões por ano, mas ajuda a evitar duas mortes por dia na cidade por doenças causadas pela poluição atmosférica, conforme estudo da USP. Se em 2015 tivesse sido utilizado 100% de biodiesel, em toda a frota do município de São Paulo, a despesa adicional teria sido de R$ 184 milhões.

A Associação foi convidada, entre outras entidades, a participar da reunião que discutiu hoje (19/4) a renovação dos combustíveis da frota de ônibus da cidade a partir de 2018, prevista no artigo 50 da Lei Municipal 14.933/09.

Além de ressaltar os benefícios do biodiesel para os usuários do transporte público de São Paulo e os habitantes em geral, Minelli frisou que a indústria brasileira do biocombustível tem escala para atender o aumento da demanda, se o óleo renovável for de fato adotado na frota, no cumprimento da chamada “Lei de Mudanças Climáticas”, 100% em substituição ao combustível fóssil. Os dados de redução de mortes pela melhoria de qualidade do ar citados por ele estão no estudo sobre uso progressivo de biodiesel e seus efeitos na saúde humana, realizado no ano passado pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade, organização ligada à Universidade de São Paulo.

O presidente da Comissão, vereador Gilberto Natalini (PV) citou o diretor da Faculdade de Medicina da USP, professor Paulo Saldiva, coordenador do estudo, segundo quem em 2015 morreram 4 mil pessoas de doenças originadas na inalação de material particulado, a conhecida fuligem emitida pelos veículos, onde a do diesel é a mais tóxica. O número supera o de mortes em acidentes de trânsito.

Participaram da reunião representantes da Comgás – uma das concessionárias de gás da cidade, da fabricante de ônibus e caminhões Scania, da USP/IEE e da Associação Brasileira de Veículos Elétricos.

A exemplo da maioria deles, Julio afirmou que a indústria automobilística tem produção em escala de ônibus movidos a combustíveis renováveis em volume suficiente para atender a renovação da frota paulistana.

O biodiesel permeou todas as manifestações dos demais debatedores, que discorreram sobre a logística, o custo e as tecnologias disponíveis no país de energias renováveis para cumprir a Lei 14.933, desde o gás natural, a eletricidade, o etanol, o biogás, o gás de metano e o biodiesel.

Julio Minelli reafirmou que não faltam dados que comprovam a redução das emissões dos gases de efeito estufa – GEE – pelo biodiesel. Levantamento da empresa Control Union, feito por encomenda da APROBIO, em 2015, verificou uma redução de 71,65% dessas emissões de GEE em toda a cadeia produtiva do biodiesel, desde a plantação das matérias primas agrícolas até a combustão do óleo verde nos motores do ciclo diesel.

Informações – Assessoria APROBIO

Universidade espanhola investe em pesquisas para produção de biodiesel

A planta piloto de biodiesel na URJC é alimentada com óleo de fritura – uma parte importante da pesquisa para combustíveis alternativos

 

A escassez de combustíveis fósseis e seu elevado impacto ambiental, as emissões de CO2 na atmosfera, aceleram a busca por alternativas energéticas renováveis ​​e sustentáveis ​​para o transporte, tais como os biocombustíveis. Realizado pelo Grupo de Engenharia Química e Ambiental da Universidad Rey Juan Carlos, cuja responsabilidade nesta linha de pesquisa fica a cargo do Professor de Engenharia Química, Juan Antonio Melero, o projeto é baseado em duas linhas de pesquisa – biocombustíveis de segunda geração,que utilizam fonte de biomassa residual e, aqueles que usam óleos vegetais.

A Universidade tem uma planta-piloto no Centro de Suporte de Tecnologia (Rey), em que produz biodiesel a partir de óleo de fritura do restaurante universitário. Com relação a essas investigações, os biocombustíveis tornam-se alternativas reais para lidar com os GEE’s.

Clique aqui para ler a matéria original e acompanhar a entrevista do acadêmico

Embrapa e Embrapii unem-se para pesquisas em Química Renovável

A corrida tecnológica para o desenvolvimento de novos processos limpos que atendam às metas estabelecidas pela COP 21 ganhou um reforço. A Embrapa Agroenergia (Brasília, DF) foi escolhida para sediar uma unidade da Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) para o desenvolvimento de tecnologia para biocombustíveis e produtos químicos de origem renovável utilizando microrganismos e enzimas. “Isso coloca a pesquisa agropecuária ainda mais próxima da pesquisa industrial para o desenvolvimento de bioprodutos. É um marco singular no fortalecimento da nossa relação com as indústrias, por meio de parcerias público-privadas”, diz o chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Manoel Souza. A instituição é a primeira da região Centro-Oeste a ser credenciada pela Embrapii.

Serão destinados R$ 5,9 milhões da Embrapii às pesquisas, que devem ser aplicados num período de seis anos e somente em ações em parceria com indústrias. Esses recursos podem ser utilizados para custear até 1/3 do valor de cada projeto. A indústria parceira precisar financiar mais 1/3 do montante; a Embrapa completa os recursos restantes, que correspondem a infraestrutura e pessoal. Assim, o volume total a ser aplicado nas pesquisas deve chegar a R$ 17,7 milhões.

Foco principal dos estudos a serem desenvolvidos, microrganismos são peças-chave para a economia menos dependente de petróleo que tanto foi defendida na semana passada, durante a COP 21. Eles convertem folhas, bagaços, caldos, óleos e outros derivados da biomassa em combustíveis renováveis ou moléculas que servem de matéria-prima para diversos produtos nas indústrias químicas e de transformação. Podem fazer isso diretamente, como é o caso das leveduras que fermentam o caldo da cana-de-açúcar, gerando etanol. Outra forma de integrarem a indústria de base biotecnológica é produzindo enzimas que, por sua vez, são empregadas de diversas formas, a exemplo da lavagem de jeans na indústria têxtil e a produção de detergentes. Atualmente, tem ganhado a atenção o uso delas para desconstruir a celulose da parede vegetal, originando moléculas de açúcares que, posteriormente, podem ser convertidas em diversos produtos químicos.

Outra forma de integrarem a indústria de base biotecnológica é produzindo enzimas que, por sua vez, são empregadas de diversas formas. Atualmente, tem ganhado a atenção o uso delas para desconstruir a celulose da parede vegetal, originando moléculas de açúcares que, posteriormente podem ser convertidas em diversos produtos químicos. Enzimas também têm potencial de tornar mais limpos processos como o da produção de biodiesel. A substituição do hidróxido de sódio por lipases na fabricação do biocombustível pode reduzir o volume de efluentes gerados. Dados da maior corporação produtora de enzimas estimam o mercado global nesse segmento em R$ 16,8 milhões.

O potencial é tão grande quanto a necessidade de pesquisas. Primeiramente, há a rica biodiversidade microbiana brasileira sobre a qual muito pouco se conhece. É a principal fonte onde pesquisadores de diversas unidades da Embrapa buscam linhagens de bactérias, microalgas e fungos que sejam eficientes no processamento da biomassa e biorremediação de resíduos, além de adaptáveis às condições industriais. Trabalhos para melhoramento e engenharia genética, bem como o escalonamento de produção de enzimas, fundamentais para obter microrganismos com aquelas características, também estão sendo realizados.
Todas essas linhas de pesquisa já fazem parte da atuação da Embrapa Agroenergia. A competência técnica da equipe e a estrutura da Unidade foram dois fatores avaliados pela Embrapii para o credenciamento. A Unidade conta com 31 pesquisadores-doutores e 18 analistas dedicados à pesquisa, dos quais 17 são mestres ou doutores. A infraestrutura para desenvolvimento dos projetos conta com quatro laboratórios e uma área de plantas-piloto.

Interação com a indústria
A Embrapa Agroenergia já possui projetos de pesquisa com indústrias da área química e da construção civil. Contudo, o credenciamento como unidade Embrapii confere agilidade e flexibilidade para atender às demandas de novas empresas, explica o pesquisador Bruno Brasil, coordenador da iniciativa. Normalmente, o caminho para uma pesquisa em conjunto é a elaboração de um projeto que depois é submetido a fontes de financiamento, conforme a abertura de editais. Isso pode ser um processo lento, que resulta na espera de até dois anos (ou mais) pela chegada do dinheiro. Com o credenciamento na Embrapii, já há recursos disponíveis de antemão para atender a demandas de indústrias nas áreas proposta. “A ideia é trabalhar ao lado das empresas para gerar soluções sustentáveis que cheguem efetivamente ao mercado”, afirma Brasil.
Propostas de projetos já estão sendo discutidos com algumas empresas, mas a Embrapa Agroenergia espera receber mais indústrias interessadas em investir em inovação. “Nós precisamos que as empresas compartilhem conosco os problemas que enfrentam para que juntos possamos desenvolver soluções que façam a diferença no desenvolvimento sustentável”, convida o chefe-geral do centro de pesquisa.
Esse foi a primeira vez que a Embrapii destinou recursos para a área de biotecnologia. “O total de recursos demandados por todas as propostas foi de R$ 901,7 milhões. Ou seja, existe um potencial mercado de investimentos em inovação na área biotecnologia”, destaca o diretor presidente da EMBRAPII, Jorge Guimarães. Foram 38 instituições concorrentes. Além da Embrapa Agroenergia, foram credenciados o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e o Núcleo Ressacada de Pesquisa em Meio Ambiente (REMA/UFSC).

Fonte: Embrapa Agroenergia

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