Emissões de gases-estufa devem bater novo recorde

Mais uma má notícia para o enfrentamento das mudanças climáticas: nos últimos dois anos, a tendência das emissões globais tem sido ascendente. Entre 2014 e 2016 as emissões de gases-estufa se mantiveram quase estáveis, mas haviam crescido 1,6% em 2017. Em 2018 a estimativa é que cresçam novamente e cheguem a 2,7%.

Se a previsão se confirmar, as emissões originadas nas indústrias e na queima de combustíveis fósseis irão atingir um novo recorde de 37,1 bilhões de toneladas de CO2 ao ano.

A alta vem sendo puxada pela China, com crescimento de 5% nas emissões. O país representa 27% das emissões globais. Os Estados Unidos, o segundo maior emissor com uma fatia de 15% do total, deve registrar uma alta de 2,5%. A Índia, que responde por 7% das emissões globais, deve crescer 6,3% em 2018, usando mais carvão, mais petróleo e gás.

As emissões relacionadas a energia e transportes da União Europeia, reponsáveis por uma fatia próxima a 10% do global, declinaram um pouco (0,7%). É um desempenho mais tímido, contudo, em relação às quedas de 2% ao ano registradas no período 2010 a 2014.

Os dados são do Global Carbon Project, um projeto conduzido por 76 cientistas em 15 países, e divulgado em Katowice, onde ocorre desde domingo a conferência do clima das Nações Unidas, a CoP 24.

“O aumento das emissões de CO2 nos coloca em uma trajetória de aquecimento que atualmente está além dos 1,5°C”, diz em nota à imprensa a pesquisadora Corinne Le Quéré, diretora do Centro Tyndall de Pesquisa sobre Mudança Climática da Universidade de East Anglia e uma das autoras do Global Carbon Budget.

“É um desempenho desastroso. Precisa mudar urgentemente”, diz o físico Paulo Artaxo, da Universidade de São Paulo e membro do IPCC, o painel de cientistas da ONU. Relatório recente do IPCC disse que o mundo deve evitar chegar a um aquecimento de 2°C até 2100 e tentar ficar em 1,5°C.

“Para isto, teríamos que ir reduzindo as emissões 5% ao ano desde agora, ate zerar as emissões em 2040. A partir daí teríamos que ter emissões negativas para manter o aumento médio dentro de 1.5°C”, diz o cientista. A tecnologia ajudaria os países a emitirem menos do que a capacidade de absorção.

Na conferência do clima da Polônia, António Guterres, o secretário-geral da ONU disse: “Estamos em apuros. Estamos profundamente em apuros”. Ele não se referiu ao dado divulgado quarta-feira (5).

Fonte: Valor

Deixado de lado pelos presidenciáveis nas entrevistas, combate a mudanças climáticas divide programas de governo

Ainda que a maioria dos candidatos defenda o Acordo de Paris, poucos se comprometem a reduzir combustíveis fósseis

Eles quase não tocaram no assunto. Com tantas crises urgentes no país, o aquecimento global ainda parece um assunto frio para a disputa eleitoral. Mas os programas de governo dos presidenciáveis marcam posição sobre o compromisso com o clima: Geraldo Alckmin, João Amoêdo, Guilherme Boulos, Ciro Gomes e Marina Silva prometem cumprir o Acordo de Paris — assinado por 195 países com o objetivo de neutralizar as emissões de gases causadores do efeito-estufa até 2050. Apenas Jair Bolsonaro se posicionou contra o acordo, em declarações à imprensa.

A análise das propostas climáticas dos presidenciáveis também denota escolhas para o desenvolvimento do país. Todos o candidatos analisados defendem investimentos em energia renovável, como hidrelétricas, solar e eólica. Por outro lado, a maioria, à exceção de Marina Silva, não se compromete explicitamente a retirar investimentos dos combustíveis fósseis, como a gasolina e o diesel. Embora não sejam o principal culpado pelas emissões de carbono brasileiras, os combustíveis estão entre as pautas urgentes para o próximo presidente, que já em janeiro terá de decidir se continua ou não com o subsídio ao diesel dado por Temer, em resposta à recente greve dos caminhoneiros.

O grande responsável pelas emissões de gases-estufa no Brasil continua sendo o desmatamento, em grande parte associado à abertura de novas pastagens para a pecuária – o setor tem representação cada vez mais expressiva no Congresso, através da bancada ruralista. Embora o Brasil tenha apresentado à ONU a sua meta nacionalmente determinada de zerar o desmatamento ilegal até 2030, apenas dois candidatos, Boulos e Marina, citam em seus programas metas de desmate zero.

Combustível fóssil terá auge de consumo em 2023, diz consultoria

Estudo indica que, a partir de 2030, fontes de energia renováveis superarão as fósseis

O preço de referência global do petróleo atingiu sua máxima em quatro anos nesta segunda-feira (24). Mas os dias de preocupação com a oscilação do valor do combustível estão contados, segundo estudo da Carbon Tracker.

A consultoria calcula que a energia gerada por combustíveis fósseis no mundo deverá atingir seu pico máximo em 2023. A partir daí, passará a cair e dar lugar a fontes renováveis.

A transição é resultado, principalmente, de ganhos de eficiência energética (que vão reduzir o consumo total)e do barateamento das fontes renováveis (como a eólica e a solar), que nos últimos anos se tornaram competitivas em relação às fontes de origem fóssil.

Segundo o relatório, esse pico de consumo poderá variar entre 2020 e 2030 —a depender do ritmo de expansão das fontes renováveis e do crescimento da economia global.

A consultoria aponta quatro fases nesse processo: a primeira, que estaríamos vivendo atualmente, é a da inovação. Em seguida, vem o pico.

A partir de 2030, o cenário se inverteria: as fontes renováveis superariam as fósseis, e a mudança passaria a ser mais rápida até que, em 2050, na última etapa, mais de 50% da demanda global passaria a ser atendida por fontes limpas.

A essa altura, não apenas a geração elétrica terá sofrido uma mudança radical, mas também o consumo industrial (onde os combustíveis são usados, por exemplo, para aquecimento) e o transporte (com a expansão dos veículos elétricos), prevê o estudo.

Esse cenário já leva em consideração uma das principais limitações apontadas por especialistas à expansão das fontes eólica e solar: o fato de que são intermitentes —ou seja, dependem da disponibilidade de sol e dos ventos, que não são constantes.

Para Kingsmill Bond, analista da Carbon Tracker, isso só passará a ser um problema mais para frente, quando o consumo dos combustíveis fósseis já estiver em uma curva descendente. Ele diz que há uma tolerância mínima a essa intermitência.

“É possível ter até 20% da matriz elétrica com fontes intermitentes sem que haja problemas. O pico dos combustíveis fósseis vai acontecer quando a penetração das energias renováveis no mundo for de 14%, antes desse limite ser atingido”, afirma.

No entanto, esse movimento pode variar a depender do contexto regional.

No Brasil, por exemplo, há um risco de que essa transição provoque um efeito reverso, ou seja, provoque o aumento dos combustíveis fósseis e não sua queda, alerta Claudio Sales, presidente do Instituto Acende Brasil.

O motivo é que o país parou de investir em grandes hidrelétricas (principal fonte de energia no Brasil) e passou a priorizar outras fontes, como a eólica e a solar.

Para compensar a volatilidade dessas usinas movidas a ventos e sol, o país está colocando suas fichas nas usinas térmicas movidas a gás natural como forma de dar estabilidade ao sistema —e não nas hidrelétricas.

O resultado é que o consumo de combustíveis fósseis, que sempre foi menor no Brasil do que em outros países, pode ganhar força nos próximos anos, diz Sales.

“Hoje há uma rejeição grande às hidrelétricas, por questões ambientais, indígenas. O Brasil ainda tem 150 MW de potencial para novas usinas desse tipo. Mais de 60 MW estão em reservas indígenas [o que torna as obras pouco prováveis], mas há um tanto que não está e que poderia ser perseguido”, afirma.

A transição para as fontes renováveis também deverá trazer um risco sistêmico ao setor de óleo e gás no longo prazo, que atualmente detém ativos que somam US$ 25 trilhões, segundo o estudo.

Para Bond, caberá às companhias acompanhar as inovações do mercado para garantir sua sobrevivência —movimento que já está em curso.

No último ano, têm crescido os anúncios de petroleiras que decidem investir em fontes renováveis, como usinas eólicas em alto-mar.

É o caso de gigantes do setor, como a anglo-holandesa Shell, a norueguesa Statoil e a francesa Total.

Algumas das empresas já anunciaram inclusive o interesse de investir nesse segmento dentro do Brasil —onde o potencial eólico é grande. A própria Petrobras tem buscado iniciativas nesse sentido.

O esforço pode mais que dobrar a participação da energia eólica e solar na matriz energética do Brasil até 2026, para 18%, segundo a EPE (Empresa de Pesquisa Energética).

Fonte: Folha de S.Paulo

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/09/energia-gerada-por-combustivel-fossil-atingira-pico-de-consumo-em-2023-diz-consultoria.shtml

Economia verde avança no mundo, apesar de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu mais um golpe contra o meio ambiente. Desta vez, substituiu os regulamentos sobre o carvão natural de seu antecessor, Barack Obama, por sua Regra de Energia Limpa Financiável (ACE, na sigla em inglês), colocando uma parcela maior da regulamentação das usinas elétricas a carvão nas mãos dos governos estaduais, em vez do federal.

A Agência de Proteção Ambiental americana (EPA) alega que a proposta cumprirá a meta de Trump de “dominância energética”, ao criar novos empregos e impulsionar a economia nacional em 400 milhões de dólares adicionais por ano.

Ao mesmo tempo, porém, a EPA admite que o plano poderá provocar 1.400 mortes prematuras a mais até o ano 2030, devido à poluição atmosférica – não estando incluídos os efeitos climáticos das emissões adicionais de gases-estufa.

Esse mais recente retrocesso ambiental se encaixa numa série de ações de Trump para esvaziar as proteções ambientais. Dela também faz parte a retirada do Acordo do Clima de Paris, em junho de 2017, complementada pela eliminação de “mudança climática” e “aquecimento global” dos websites governamentais.

Mas especialistas apontam que, apesar dessas iniciativas para reverter a política de combate à poluição, o mercado global segue mantendo um curso mais verde, apostando em energia limpa e investimentos social e ambientalmente responsáveis.

O que pode acontecer se a temperatura da Terra aumentar dois graus?

Farzana Hoque, consultora de pesquisa e comunicações do Fórum para Investimento Sustentável e Responsavel (US-SIF) , confirma que essa tendência se faz notar, apesar da promessa de Trump de dar fim à “guerra contra o carvão”.

“Os investimentos contra a mudança climática cresceram mais de cinco vezes entre 2014 e 2016, chegando a 1,42 trilhão de dólares nos EUA.” As companhias de energia solar e eólica empregam quase dez vezes mais funcionários do que as de carvão, enquanto os investimentos americanos em combustíveis fósseis caíram na mesma proporção, nos últimos anos.

Em janeiro de 2018, a cidade de Nova York anunciou que excluiria todos os combustíveis fósseis de seu multibilionário fundo de aposentadoria pública – uma iniciativa significativa na atual onda de avanço das fontes limpas.

Em junho, a Goldman Sachs Asset Management, sediada nos EUA, lançou o fundo de ações JUST, para investir em empresas americanas que priorizem salários justos e doações de caridade, e apresentam baixas emissões de gases-estufa, entre outras medidas ambientais, sociais e de governança.

No dia de seu lançamento, o fundo JUST movimentou mais de 250 milhões de dólares em ativos, tornando-se o mais bem-sucedido lançamento desse tipo na história, fato que fortaleceu a confiança dos investidores.

“Muitos investidores veem a motivação moral e empresarial para apostar na energia limpa. Embora o governo Trump venha fazendo retroceder os regulamentos ambientais, as companhias e outras entidades se engajam para reduzir as emissões carbônicas”, relata Hoque.

Firmas e entidades em várias partes do mundo estão igualmente acentuando a importância dos fatores ambientais e sociais em suas agendas. O maior banco europeu, o HSBC, proibiu o financiamento de usinas de carvão em diversos países, além de reduzir o investimento em novos projetos de petróleo e gás natural offshore no Ártico.

O Japão anunciou em 2017 que triplicaria o peso dos fatores ambientais, sociais e de governança em seu fundo de investimento para pensões governamentais, de 3% para 10%. O país possui o maior fundo do gênero do mundo, totalizando cerca de 1,3 trilhão de dólares.

Críticos como Colin Vance enfatizam os desafios de investir na economia verde. Para o vice-diretor do departamento de meio ambiente e recursos do Instituto Leibniz de Pesquisa Econômica, na Alemanha, esse tipo de investimento nem sempre compensa em termos econômicos.

Como exemplo, ele afirma que, apesar de ter gasto, desde o ano 2000, quase 100 bilhões de dólares para reduzir duas emissões de gases do efeito estufa, a Alemanha não conseguirá alcançar a meta autoimposta de cortá-las em 40% até 2020.

Por outro lado, recentemente a União Europeia elevou para 45% até 2030 o seu próprio compromisso de diminuir as emissões de gases-estufa. Além disso, dentro do mesmo prazo quer chegar a produzir 27% de sua energia a partir de fontes renováveis.

Vem tendo também sucesso o sistema de comércio de emissões na UE. Os preços das licenças ainda são considerados baixos demais, porém uma reforma regulatória a entrar em vigor no começo de 2019 os impulsionou. Segundo relatório da iniciativa de monitoração Carbon Tracker, o preço da tonelada de carbono deverá chegar a 25 euros no fim de 2018 e até exceder os 35 euros em 2023.

A expectativa é que esse encarecimento altere a forma como a Alemanha e outros países da UE consomem energia, tornando mais economicamente viável a transição do carvão para formas mais limpas de energia, no combate à mudança climática global. “A Europa está indo em direção a fixar o preço justo, através de impostos e medidas que reflitam os custos verdadeiros”, afirma Vance.

Fonte: Brasilagro

As oportunidades da bioenergia na América Latina e na África

O programa Bioenergia da Fapesp publicou um policy-brief sobre as vantagens e a necessidade da expansão da produção e do uso dos biocombustíveis na América Latina e na África. Repetidas vezes os autores explicam por que é possível uma produção em grande escala sem que esta compita com a produção de alimentos ou com as áreas de floresta.

A ênfase não é gratuita. Em muitos foros de países desenvolvidos, existe a percepção de que a produção de bioenergia implica necessariamente em menos comida e menos floresta nativa. O paper menciona que existe um estoque de entre 500 milhões a 900 milhões de hectares de terras aptas à produção de biocombustíveis sem o comprometimento da segurança alimentar ou da biodiversidade. Cita o sucesso da produção que consorcia lavoura, pecuária e floresta.

De acordo com o estudo da Fapesp, atualmente o etanol e o biodiesel respondem por 3% de todo o combustível usado para transporte no mundo, mas esse índice poderia crescer dez vezes, chegando a 30% em 2060 sem uso de áreas de proteção de florestas ou terras utilizadas para a produção de alimentos. Ou seja, há vasto campo para uma maior produção e consumo dos biocombustíveis no planeta.

Estima que o custo do desenvolvimento e a expansão da produção de biocombustíveis não chegaria a US$ 100 bilhões até 2040. E, finalmente, compara este valor com os subsídios aos fósseis estimados, na toada atual, em US$ 33 trilhões.

Fonte: Climainfo

Como reverter notícias ruins sobre o clima em boas perspectivas sobre o cenário do futuro

Coragem! Lá vem notícia ruim sobre os efeitos das mudanças climáticas sobre a humanidade.

Um estudo coletou séries temporais diárias históricas de temperaturas média em 412 comunidades dentro de 20 países em períodos que variaram de 1º de janeiro de 1984 a 31 de dezembro de 2015, e fez a comparação com o impacto das ondas de calor na humanidade. O que foi descoberto é que as temperaturas elevadas têm causado muitas mortes, sobretudo em países que ficam em regiões tropicais, próximo ao Equador.

Pessoas vão morrer menos de calor, no futuro, em países europeus – que estão atravessando um verão dos mais quentes – e nos Estados Unidos. Mas as notícias não são boas para o Brasil, neste sentido. O estudo foi considerado dos mais abrangentes sobre o tema pelos especialistas do Observatório do Clima.

Os pesquisadores buscaram refletir, basicamente, tomando por base três premissas: as ondas de calor podem causar um impacto significativo na saúde da população em todo o mundo, incluindo um aumento na mortalidade e morbidade; haverá um aumento na frequência e severidade das ondas de calor no futuro em todo o mundo por causa das mudanças climáticas e as evidências sobre os impactos das mudanças climáticas na mortalidade relacionada à onda de calor em escala global são (ainda) limitadas.

Para nós brasileiros, a pior notícia ainda está por vir: os 39 cientistas de todo o mundo que fizeram o estudo puseram o Brasil no terceiro lugar num cenário bem pessimista sobre os impactos das ondas de calor sobre os humanos. Por isso, dizem os pesquisadores, é preciso levar a sério uma linda de adaptação às alterações climáticas e uma política de mitigação (dos impactos) cada vez mais rigorosa para reduzir as emissões.

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Fonte: G1

Poluição do ar é relacionada com alterações no coração

Os impactos causados pela poluição do ar na saúde humana não estão restritos a doenças respiratórias: de acordo com pesquisa conduzida por cientistas da Queen Mary University de Londres, foi constatado que a exposição do organismo ao dióxido de nitrogênio e a outras partículas poluentes é responsável por um aumento de duas estruturas cardíacas — os ventrículos esquerdo e direito.

Localizados na parte inferior do coração, os ventrículos são responsáveis por bombear o sangue para a artéria aorta (no caso do ventrículo esquerdo) e para a artéria pulmonar (função realizada pelo ventrículo direito).

Para chegar à conclusão, os pesquisadores analisaram 4 mil voluntários britânicos com idades entre 40 e 69 anos que não tinham histórico de doenças cardiovasculares. De acordo com os resultados, os indivíduos expostos a níveis mais elevados de partículas poluentes tinham ventrículos com maior volume em comparação com as pessoas que moravam em regiões não tão poluídas.

O doutor Nay Aung, que liderou a pesquisa, afirma que as alterações na estrutura cardíaca são pequenas, mas não podem ser descartadas. Combinado a outros fatores, como características genéticas, hábitos alimentares e estresse, o aumento dos ventrículos poderia levar a um quadro de insuficiência cardíaca.

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Fonte: Revista Galileu

Scania planeja abandonar os fósseis para investir em renováveis como o biodiesel

De olho no futuro, a Scania prepara sua linha de caminhões e ônibus para não depender mais de combustíveis fósseis. Todos os modelos vendidos no mundo poderão funcionar com diferentes fontes de energia renovável como biodiesel, bioetanol, biometano ou eletricidade, e serão também preparados para, no futuro, funcionarem autonomamente. Esta renovação, que começou motivada pelo

Acordo de Paris, acaba de ser concluída na Europa com o investimento de 2 bilhões de Euros. O Brasil foi escolhido como segundo mercado para a renovação por ter a maior fábrica fora da Europa e esta ser a única, à exceção da matriz, que produz os veículos em todas as suas fases. Além disso, a subsidiária brasileira exporta 70% de sua produção.

Com investimento de R$ 2,6 bilhões até 2020, a montadora fez, ontem (02/08), em São Bernardo do Campo, o pré-lançamento da linha, que estará no mercado a partir de fevereiro. O diretor de vendas da empresa disse que os clientes brasileiros já percebem que os combustíveis renováveis começam a apresentar custos operacionais mais vantajoso do que os do diesel fóssil.

Com este anúncio, e com o emprego de 100% de biodiesel em uma frota de ônibus da própria Scania em Buenos Aires, a empresa acaba de derrubar a narrativa propagada pela maioria das montadoras segundo a qual os motores não suportam misturas elevadas de biodiesel ao diesel fóssil.

Leia mais sobre o tema nos links abaixo:

https://www.valor.com.br/empresas/5706477/scania-deixara-toda-linha-de-caminhoes-livre-de-combustiveis-fosseis

https://www.biofuelsdigest.com/bdigest/2018/06/14/scania-to-introduce-b100-busses-in-buenos-aires/

https://www.clarin.com/rural/scania-linea-132-utilizaran-biodiesel-puro_0_ryo2vZVgm.html

Fonte: Clima Info

Irlanda não vai mais investir em combustíveis fósseis. E nós com isso?

A Irlanda é um país moderno, foi criado em 1922. Sob regime parlamentar democrata, seus quase cinco milhões de habitantes (mais ou menos um milhão a menos do que a cidade do Rio de Janeiro) vivem sem se preocupar com cheque especial ou dívidas, tampouco com políticos corruptos. Seguem a vida num clima ameno. Estão em oitavo lugar no Índice de Desenvolvimento Humano, cercados pelo Oceano Atlântico, com o mar Céltico ao Sul.

E, de uns tempos para cá, este país quase idílico decidiu ocupar espaço nas manchetes. Em maio, o parlamento irlandês chamou a atenção do mundo quando se posicionou a favor do aborto.

Mas um mês antes, quando foi publicado o índice anual de Desempenho de Mudanças Climáticas em 2018, a Irlanda ficou em último lugar entre os estados membros da União Europeia no quesito emissões de gases poluentes. A notícia fez barulho entre os ambientalistas, até porque, com o tamanho que a Irlanda tem – e a população que tem – era de se esperar que o país conseguisse tomar mais cuidados para tentar evitar tanto impacto ao meio ambiente.

Aparentemente, as críticas surtiram efeito. Porque na quinta-feira (12), a Irlanda tomou uma atitude que está sendo considerada histórica: decidiu desinvestir em combustíveis fósseis, com a aprovação de uma lei que exige que o fundo soberano do país , avaliado em 8,9 bilhões de euros, ou cerca de US $ 10,4 bilhões, se afaste deles “assim que for possível”. O rascunho original do texto estabelecia um limite, de cinco anos, mas depois se decidiu torná-lo mais flexível. E o projeto agora vai para o Senado.

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Fonte: Coluna Natureza – G1

Entenda o custo ambiental do transporte brasileiro

Segundo pesquisa do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), o sistema rodoviário brasileiro emitiu 85 milhões de toneladas de CO² no ar em 2016. Por tal feito, o setor é o principal causador do efeito estufa no País

Quando começou a faltar gasolina, gás de cozinha e até comida durante a greve dos caminhoneiros, muito se falou do custo do transporte rodoviário no País. Muita gente não reparou, contudo, que, a paralisação não reduziu apenas a oferta desses produtos. O movimento também diminuiu, pelo menos por uns dias, as emissões de gases de efeito estufa. É que, devido à dependência do diesel – hoje subsidiado pelo governo, os caminhões também são um dos principais poluentes atmosféricos do Brasil.

Pesquisa do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG) diz até que esse meio de transporte é o responsável pela maior parte das emissões de gás carbônico (CO²) do setor de energia brasileiro. Ou seja, é um dos maiores causadores do aquecimento global no País – fenômeno climático que pode provocar o derretimento de geleiras e o consequente aumento do nível do mar, inundando diversas cidades ao redor do mundo, inclusive o Recife.

Segundo o relatório, publicado recentemente no Brasil pelo Observatório do Clima, os caminhões lançaram 85 mi de toneladas de CO² no ar apenas em 2016 – último ano em que as emissões globais foram totalmente mapeadas. O volume é maior até que as 70 milhões de toneladas produzidas na queima de combustíveis e que as 54 mi de toneladas emitidas pelas usinas termelétricas que estavam operando no País. Porém não é o único problema do sistema de transporte brasileiro.

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Fonte: Folha Pernambuco

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