Concentração de CO2 na atmosfera em 2017 foi a maior da História

Segundo o relatório Estado do Clima 2017, divulgado pela NOAA e pela Sociedade Meteorológica Americana, níveis dos principais gases de efeito estufa bateram o recorde de 2016; o ano passado também foi o terceiro mais quente já registrado e teve elevação do nível do mar sem precedentes

As emissões dos principais gases de efeito estufa – dióxido de carbono, metano e óxido nitroso – alcançaram novos recordes no ano passado, de acordo com o relatório Estado do Clima 2017, divulgado nesta quarta-feira, 1, pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa) e pela Sociedade Meteorológica Americana.

O documento, produzido por mais de 500 cientistas de 65 países, apresenta os dados detalhados sobre os principais indicadores climáticos de 2017, incluindo emissões de gases de efeito estufa, temperatura, precipitação, nível dos oceanos, alterações na extensão das geleiras e ocorrência de ciclones tropicais.

De acordo com o relatório, a média de concentração de dióxido de carbono na superfície da Terra em 2017 foi de 405 partes por milhão (ppm) – um valor 2 ppm maior que o de 2016 e o mais alto já medido até hoje. Além das medições feitas na atmosfera, o relatório considera as medições feitas a partir de testemunhos de gelo, que registram as concentrações de carbono nos últimos 800 mil anos. Segundo o relatório, o aumento das taxas de CO2 na atmosfera quadruplicou desde o início da década de 1960.

Em relação ao aquecimento global, o relatório mostra que vários países – incluindo a Argentina, o Uruguai, a Espanha e a Bulgária, registraram recordes históricos de temperaturas anuais. O México quebrou esses recrodes pelo quarto ano consecutivo.

As temperaturas globais na superfície dos continentes e dos oceanos, em 2017, ficaram 0,38 ou  0,48 grau Celsius – dependendo do conjunto de dados utilizado – acima da média registrada entre 1981 e 2010. Com isso, 2017 foi o segundo ou terceiro ano mais quente desde que os registros tiveram início, na segunda metade do século 19. Segundo o relatório, todos os quatro anos mais quentes já registrados ocorreram a partir de 2014. O ano mais quente da história foi 2016, seguido de 2015. Considerando apenas os anos sem El Niño, 2017 foi  ano mais quente já registrado.

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Fonte: O Estado de S.Paulo

China tem recuo nas emissões de CO2

Emissões da China tiveram queda constante entre 2014 e 2016, segundo novo estudo. Mas se a indústria que mais polui no mundo está saindo dali, para onde ela está se mudando? A China é o país que mais emite dióxido de carbono no mundo: a liberação de CO2 cresceu substancialmente nas últimas décadas e, hoje em dia, compõe quase um terço do total global de emissões.

Mas um estudo publicado nesta segunda-feira (02/07) na revista Nature Geoscience demonstra que o país já pode ter atingido o seu pico de emissões, uma vez que as quantidades de carbono liberadas na atmosfera estão caindo.

De acordo com uma equipe formada por pesquisadores da China, do Reino Unido e dos Estados Unidos, as emissões de CO2 do país diminuíram entre 2014 e 2016, totalizando uma queda de 4,2% no período.

Esse declínio nas emissões ocorreu muito mais cedo do que o previsto por outros cientistas. Estudiosos britânicos, por exemplo, não esperavam um pico das emissões chinesas antes de 2025.

O recuo não parece ser muito grande: 9,2 gigatoneladas de CO2 em 2016 contra 9,53 gigatoneladas em 2013. Mas, mesmo assim, os pesquisadores escrevem que a contração é um sinal de esperança.

“O fato de que as emissões chinesas registraram decréscimo por vários anos – e, mais importante, as razões pelas quais isso aconteceu – dão esperança de mais quedas no futuro”, diz o texto, no qual os pesquisadores definem o declínio como “causa para otimismo cauteloso”.

Se a diminuição fosse apenas o subproduto de uma crise econômica, não haveria muitos motivos para esse otimismo: as emissões de dióxido de carbono simplesmente aumentariam novamente assim que a economia voltasse a florescer. E, de fato, o crescimento econômico na China desacelerou nos últimos anos, o que facilitou a redução de emissões.

Mas o principal autor do estudo, Dabo Guan, da universidade Tsingua em Beijing, disse à DW que, segundo as investigações, o crescimento econômico mais lento não é o principal motivo para a queda.

A China está passando por uma mudança estrutural, com a transição para o exterior de fábricas que emitem muitos poluentes, afirma Guan.

“Há alguns anos, 90% de todos os tênis de corrida, por exemplo, eram feitos na China. Agora, são os caros que vêm da China, enquanto as marcas mais baratas estão sendo fabricadas no Vietnã, no Camboja, no México ou em outros países”, exemplifica. O mesmo vale para produtos eletrônicos como smartphones.

O deslocamento para uma produção de maior valor agregado e para a indústria de serviços transformou a China, acarretando numa queda no processamento de ferro e aço, na coqueificação e nas produções de cimento e carvão, com alto grau de emissões de poluentes.

“Um pico em 2013 é muito anterior ao que qualquer pessoa poderia ter antecipado quando o presidente chinês, Xi Jinping, prometeu reduzir as emissões pela primeira vez em 2014”, escrevem os cientistas.

Lina Li, coordenadora de projetos na Adelphi, um think tank e consultoria de políticas públicas relativas às mudanças climáticas, meio ambiente e desenvolvimento, concorda com Dabo Guan e seus colegas sobre o fato de o declínio das emissões de CO2 não ser acidental. “Parcialmente, é graças à aceleração de políticas climáticas e energéticas internas nos últimos anos, assim como a mudança econômica estrutural pela qual a China está passando”, enumera.

O mix de energia chinês também está mudando. “O céu azul está se tornando uma questão política, especialmente em Pequim. A política antipoluição do ar ajudou muito a reduzir as emissões de dióxido de carbono”, lembra.

Imagens de intensa poluição do ar em cidades chinesas viralizaram no mundo inteiro. Enquanto as novas políticas se concentram prioritariamente nas partículas finas no ar, elas também estão levando a uma redução no consumo de carvão – o que teve o efeito colateral de reduzir as emissões de carbono.

Por exemplo, o governo chinês limitou a construção de novas usinas energéticas de carvão a partir de 2013, também fechando usinas mais antigas e menores.

Desde 2013, o consumo de carvão recuou, em média, 5,6% ao ano. As maiores quedas foram registradas no setor energético.

Porém, a demanda por energia na China continua crescendo. Mas a energia extra vem de energias renováveis – e de usinas nucleares.

A má notícia

Enquanto se pode concordar com o fato de que o aumento das energias renováveis na China é um sinal positivo, há quem questione se ampliar o uso de energia nuclear no país é a decisão certa.

“A China está construindo cerca de 12 novas usinas de energia nuclear”, enumera Dabo Guan. “O carvão é sujo demais e os renováveis não são muito estáveis. Assim, a energia nuclear é vista como uma fonte estratégica de energia para o futuro”, constata.

Nem o desastre nuclear de Fukushima conseguiu minar o entusiasmo da China pela energia nuclear, acrescenta Dabo. “A maior parte dos chineses acredita [que o problema do lixo nuclear pode ser resolvido] – ou eles simplesmente não ligam. Em comparação com a Alemanha, a percepção pública é bem diferente”, compara.

Mesmo com a energia nuclear como reserva, os pesquisadores argumentam que ainda não está claro se essa leve diminuição nas emissões vai persistir – ou se haverá continuidade na queda para os níveis necessários para coibir os efeitos das mudanças climáticas.

“As emissões da China podem flutuar nos próximos anos e isso pode significar que 2013 não foi o pico definitivo”, escrevem os estudiosos, para quem novas políticas energéticas e climáticas podem ter causado “um decréscimo único nas emissões que não será facilmente repetido”.

Faz sentido: se as usinas mais antigas e ineficientes já foram fechadas, será realmente difícil repetir essa medida no ano que vem.

Mas a questão mais importante relativa às mudanças climáticas pode ser esta: se a indústria que mais emite poluente está saindo da China, para onde ela está se mudando?

O IPCC, painel da ONU sobre mudanças climáticas, avançou o conceito de que, se as emissões da China alcançaram o seu ponto mais alto, o mesmo pode valer para as emissões globais – o que significa que elas poderão começar a cair a partir daí.

Mas essa é uma suposição ousada. Dabo Guan alerta que o problema pode simplesmente se deslocar para outras partes do mundo. “Precisamos impedir que outro gigante de emissões cresça no lugar da China – como Índia, Indonésia ou países africanos”, adverte.

A China também desempenha papel fundamental para impedir que isso aconteça, diz Dabo – ajudando países em desenvolvimento a ampliar seu know-how e desenvolver tecnologias apropriadas para combater o aquecimento global.

Lina Li, da Adelphi, concorda. “Se a China conseguir combinar seus planos futuros internos de reformas e transições com uma agenda de liderança climática global inteligente, o mundo se tornará um lugar melhor – assim como a própria China”, prevê.

Fonte: Deutsche Welle

Armazenamento de CO2 permite retê-lo no subsolo por milhares de anos

O método pode ser extremamente eficaz na luta contra as mudanças climáticas

A captura e armazenamento de carbono no subsolo não é somente um método viável e seguro mas, além disso, seria uma ferramenta muito eficaz contra a mudança climática, já que permitiria reter CO2 no subsolo durante 10 mil anos.

Esta é a principal conclusão de uma pesquisa publicada nesta terça-feira(12) na revista “Nature Communications” e cujo primeiro autor é Juan Alcalde, pesquisador espanhol da Universidade de Aberdeen (a Escócia).

O dióxido de carbono (CO2) produzido pela queima dos combustíveis fósseis é o principal causador do efeito estufa e, portanto, o gás que mais contribui para a mudança climática.

Em 2005, os 195 países signatários do Acordo de Paris se comprometeram a limitar o aumento da temperatura média global em um máximo de 2 graus centígrados.

Para isso, os países acordaram reduzir as emissões de CO2 emitidas à atmosfera procedentes da atividade industrial, da geração de energia elétrica, da calefação e do transporte.

No entanto, a substituição das energias fósseis por renováveis por si só não é suficiente para diminuir estas emissões. É necessário iniciar medidas paralelas que ajudem a alcançar os objetivos do Acordo de Paris.

“Uma dessas medidas poderia ser a captura destas emissões, porque a tecnologia já é possível e poderia ser implementada em escala industrial no mundo todo”. Só é preciso “vontade política”, explicou Alcalde em declarações à Efe.

Para o estudo, os autores reuniram uma grande quantidade de dados em escala global sobre acúmulos naturais de CO2 e metano, e toda a informação disponível sobre as atividades da indústria dos hidrocarbonetos (armazenamento de gás natural e experimentos de laboratório).

“Trata-se de uma base de dados muito complexos, que levou quase quatro anos para completar, mas que nos permite entender o que acontece com o CO2 quando é injetado no subsolo”, afirma Alcalde.

Partindo destes dados, os pesquisadores fizeram modelos matemáticos que replicam “o que ocorreria ao CO2 ao ser injetado no subsolo, e em diferentes cenários”.

O trabalho, de fato, levou em conta diversos cenários, tanto em zonas terrestres como áreas litorâneas ou marinhas, que reúnem distintas caraterísticas e, portanto, incluem “todas as categoria de possibilidades” mas, além disso, inclui um caso extremo, que simula uma captura de CO2 no pior dos cenários, um “caso hipotético e pouco realista no qual tudo falha”, detalha.

O estudo conclui que inclusive no caso extremo o armazenamento de CO2 é muito seguro a longo prazo e, portanto, é uma ferramenta fundamental para combater a mudança climática.

Segundo os cálculos do trabalho, nos locais adequadamente regulados, as taxas de vazamento de gás anuais seriam menores a 0,01% ano, com o que mais de 90% do CO2 capturado e injetado se manteria no subsolo.

Até agora, esta tecnologia não foi posta em andamento porque havia dúvidas sobre sua segurança, mas “este trabalho tira todas elas”.

O outro motivo é o alto custo econômico e que trata-se de uma aposta sem retorno econômico, aponta o pesquisador.

“É necessário que os governos tenham vontade política e se comprometam a realmente reduzir as emissões, mesmo com essa técnica completamente perdida porque, somente com a eficiência de energia renovável, não atenderemos aos objetivos da mudança climática”.

Fonte: EFE

Relatório aponta alta nas emissões de CO2 na UE em 2017

A União Europeia (UE) registrou, em 2017, um aumento das emissões de dióxido de carbono (CO2) para atmosfera, quando comparado a 2016. O valor foi divulgado pelo Eurostat, o gabinete de estatísticas da União Europeia. De acordo com aquele organismo, no ano passado, o incremento da emissão de gases de efeito estufa provenientes da combustão de combustíveis fósseis foi de 1,8 %.

Ainda de acordo com o relatório, dos 27 Estados-Membros da UE, apenas sete diminuíram as suas emissões: Finlândia (-5,9 %), Dinamarca (-5,8 %), Reino Unido (-3,2 %), Irlanda (-2,9 %), Bélgica (-2,4 %), Letônia (-0,7 %) e Alemanha (-0,2 %). Quanto ao aumento, as maiores aferições foram em Malta (12,8 %), Estônia (11,3 %), Bulgária (8,3 %), Espanha (7,4 %) e Portugal (7,3 %). Atualmente a Alemanha representa cerca de 23 % das emissões totais da União Europeia e é o país com o maior peso percentual.

As exportações e importações de produtos energéticos têm um forte impacto nas emissões de gases de efeito estufa no país onde os combustíveis fósseis sofrem a sua combustão, ou seja, quando o combustível é importado, isso leva a um aumento das emissões no país importador. No entanto, no caso da importação de energia elétrica, isso não acontece. O efeito das emissões dos gases é reportado ao país exportador, já que é aí que a energia é produzida.

As emissões de dióxido de carbono representam cerca de 80 % do total de emissões de gases de efeito estufa e são das que mais contribuem para o aquecimento global, dependendo de diversos fatores como as condições do clima, o crescimento da economia, a atividade da indústria, entre outros.

Fonte: Edifícios e Energia

Abril de 2018, o mês recorde de emissões de CO2

Abril de 2018 registrou recordes de emissões de dióxido de carbono na atmosfera em todo o mundo. Isto é confirmado pelo Instituto Scripps de Oceanografia da Universidade da Califórnia em San Diego, EUA, depois de comparar uma série histórica de mais de seis décadas.

“Esta é a primeira vez na história que o registro do Observatório Mauna Loa, no Havaí , ultrapassou 410 partes por milhão na média mensal de CO2 ” , disse o instituto em um comunicado. Segundo a entidade, esses altos níveis de poluição representam um aumento de 30% na concentração de dióxido de carbono na atmosfera global desde o início dos estudos de emissão, em 1958.

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Fonte: Jornal Saúde e Bem Estar

Turismo libera três vezes mais CO2 no ambiente do que cientistas calculavam

Um novo estudo mostra que o turismo mundial é responsável por 8% das emissões de carbono na atmosfera – um número três vezes maior do que as estimativas anteriores previam.

Os responsáveis por esse aumento são pessoas que viajam de países ricos e que têm outros países ricos como destino. Os Estados Unidos estão no topo da lista, seguidos por China, Alemanha e Índia.

Dados do estudo

O turismo é uma indústria global enorme e em expansão, que vale mais de US$ 7 trilhões (cerca de R$ 24,8 trilhões) e emprega um em cada dez trabalhadores em todo o mundo. Ela cresce em torno de 4% ao ano.

Estimativas anteriores sobre o impacto das viagens turísticas sugeriam que o turismo era responsável por 2,5 a 3% das na emissões de carbono.

No entanto, o estudo — que está classificado como o mais abrangente até hoje nesse tema — analisa os fluxos globais de carbono entre 160 países de 2009 a 2013. E mostra que o total de emissões está perto dos 8%.

Além de avaliar a quantidade de CO2 emitido pelos aviões nas viagens, os autores incluíram uma análise sobre a energia necessária para alimentar o “sistema do turismo”, incluindo a alimentação, as bebidas, a infraestrutura e manutenção, assim como os serviços de varejo que os turistas utilizam.

“É definitivamente um alerta para nós”, disse à BBC Arunima Malik, da Universidade de Sidney, que liderou a pesquisa.

“Nós analisamos informações muito detalhadas sobre os gastos dos turistas, incluindo as comidas e os suvenires. Nós observamos o comércio entre os diferentes países e também dados de emissões de gases do efeito estufa para chegar a um número abrangente sobre a emissão de carbono global no turismo.”

Os pesquisadores avaliaram o impacto tanto nos países de origem dos turistas quanto nos destinos.

Entre os países que lideravam o ranking estão Estados Unidos, China, Alemanha e Índia – e a maior parte das viagens ali eram domésticas. Turistas do Canadá, da Suíça, Holanda e Dinamarca têm maior influência na emissão de carbono dos lugares que eles visitam do que na de seus próprios países.

“Quando pessoas mais ricas viajam, mais elas tendem a gastar, tanto em transporte quanto em comida ou nas atividades que irão fazer nos destinos”, explica Malik.

“Se você tem visitantes de países mais ricos, eles tendem a gastar mais em passagens aéreas, compras e hospedagem no país de destino. Mas quando são turistas vindos de países mais pobres, eles tendem a usar transporte público e comer comida não processada. Os padrões de gastos são diferentes dependendo da economia em que ele estão inseridos nos países de origem”, completou.

Quando mediram as emissões per capita, destinos como ilhas pequenas — Maldivas, Chipre e Seychelles, por exemplo — lideram o ranking. Nesses países, o turismo é responsável por até 80% das emissões anuais.

“As pequenas ilhas estão em uma posição difícil nessa questão, porque todo mundo gosta de viajar para esses locais e eles também dependem muito da renda turística, mas ao mesmo tempo são vulneráveis aos efeitos da elevação dos mares e da mudança climática”, disse Malik.

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Fonte: BBC 

Se capturarmos o CO2, o que devemos fazer com ele?

O dióxido de carbono (CO2) emitido por usinas de energia e fábricas não precisaria ir para a atmosfera

Tem havido um grande otimismo de que, em um horizonte de uma década, seremos capazes de capturar de forma economicamente viável o CO2 das chaminés e convertê-lo em substâncias úteis para matérias-primas de, por exemplo, biocombustíveis, produtos farmacêuticos ou renováveis.

“Da mesma forma que uma planta absorve dióxido de carbono, luz solar e água para produzir açúcar, estamos interessados em usar tecnologias para extrair energia do Sol ou de outras fontes renováveis para converter CO2 em pequenas moléculas básicas que possam ser desenvolvidas [em substâncias úteis] usando meios tradicionais da química para uso comercial. Nós estamos tirando inspiração da natureza e fazendo-o de forma mais rápida e eficiente,” ilustra o professor Phil De Luna, da Universidade de Toronto, no Canadá.

Base para biocombustíveis

O que exatamente faremos com o dióxido de carbono capturado, se quisermos realmente transformá-lo em solução, e não em novos problemas?

Luna e seus colegas fizeram uma análise exaustiva, tanto das possibilidades teóricas, quanto dos avanços já realizados em pesquisas experimentais, buscando responder essa questão. Eles identificaram uma série de pequenas moléculas básicas que fazem sentido econômico e poderiam ser fabricadas pela conversão do CO2 capturado.

Para o campo do armazenamento de energia, o mais interessante seria usar o dióxido de carbono para produzir hidrogênio, metano e etano, todos eles podendo ser usados como biocombustíveis para queima ou para uso em células a combustível para geração direta de eletricidade.

Adicionalmente, etileno e etanol poderiam servir como blocos básicos para fabricação de uma série de bens de consumo.

Finalmente, o ácido fórmico derivado do CO2 poderia ser usado pela indústria farmacêutica ou como combustível em células a combustível.

Se capturarmos o CO2, o que devemos fazer com ele?

O exercício de futurologia da equipe coloca a eletrocatálise como a opção mais promissora a curto prazo. [Imagem: Oleksandr S. Bushuyev et al. – 10.1016/j.joule.2017.09.003]

Tecnologias engatinhando

O lado realista da análise é que as tecnologias que podem capturar o CO2 residual e transformá-lo no que quer que seja ainda estão engatinhando.

Com base na análise das start-ups atualmente desenvolvendo estratégias para uso comercial dos trabalhos em laboratório de seus fundadores, o grupo canadense prevê que as próximas décadas trarão grandes melhorias para viabilizar técnica e economicamente o sequestro e a conversão de CO2. A curto prazo – dentro de 5 a 10 anos – estimam eles, a eletrocatálise, que estimula reações químicas por meio da eletricidade, pode ser o caminho para esse processo. E, a longo prazo, daqui a 50 anos ou mais, as máquinas moleculares, moléculas que fabricam moléculas, e outras nanotecnologias podem impulsionar a conversão.

“Isso ainda é tecnologia para o futuro,” reconhece o professor Oleksandr Bushuyev. “Mas é teoricamente possível e viável, e estamos empolgados com sua expansão e implementação. Se continuarmos trabalhando nisso, é uma questão de tempo até termos usinas onde o CO2 é emitido, capturado e convertido.”

Entraves para o aproveitamento do CO2

Na realidade, há alguns entraves fundamentais para tornar a captura e conversão de carbono uma realidade. A principal delas é que a eletricidade necessária para fazer com que essas reações químicas ocorram tem um custo e pode até mesmo produzir mais CO2 – a resposta para isso está na conversão do CO2 usando energia solar ou outra fonte renovável.

Em segundo lugar, existem poucas fábricas com uma pegada de carbono elevada que emitem CO2 puro, que é necessário para as conversões realizadas em laboratório até agora – a resposta para isso está em tecnologias mais versáteis, que consigam lidar com matérias-primas mais “sujas”.

Bibliografia:

What Should We Make with CO2 and How Can We Make It?
Oleksandr S. Bushuyev, Phil De Luna, Cao Thang Dinh, Ling Tao, Genevieve Saur, Jao van de Lagemaat, Shana O. Kelley, Edward H. Sargent
Joule
DOI: 10.1016/j.joule.2017.09.003

Fonte: Inovação Tecnológica

Mais de 170 países assinam acordo para reduzir em 50% até 2050 emissões de CO2 do transporte marítimo

É a primeira vez que a indústria do transporte marítimo fixa objetivos contra mudanças climáticas. Arábia Saudita e Estados Unidos se opuseram ao texto.

Organização Marítima Internacional (OMI) anunciou na última sexta-feira (13) em Londres a assinatura de um acordo destinado a reduzir “em ao menos 50%” as emissões de CO2 do transporte marítimo até 2050 em relação aos níveis de 2008. A OMI tem 173 Estados-membros.

É a primeira vez que a indústria do transporte marítimo fixa objetivos com números em termos de luta contra as mudanças climáticas. O setor não estava diretamente afetado pelo Acordo de Paris, assinado em dezembro de 2015 durante a COP21.

O objetivo é que na década de 2030, os navios recém-construídos operem com combustíveis renováveis e até lá os navios, responsáveis por mais de 80% do comércio global, fiquem livres de combustíveis fósseis.

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Fonte: G1

Por que Brasil se opõe à Europa em corte de emissões de CO2 por navios

Brasil e Europa estão em lados opostos da mesa de negociação em uma batalha que envolve emissão de gases poluentes e transporte de mercadorias pelos mares.

De um lado, países desenvolvidos liderados pela União Europeia querem impor metas ambiciosas de redução de CO2 por navios de carga. Eles argumentam que, se nada for feito, os navios serão responsáveis por um quinto do total de emissões causadoras do aquecimento global nos próximos 30 anos. Uma das propostas é eliminar por completo a emissão de CO2 no transporte marítimo até 2050.

Por outro lado, nações como Brasil, Chile, Argentina e Panamá afirmam que metas como esta prejudicariam duramente as economias de países em desenvolvimento, que dependem do transporte marítimo para exportar produtos primários, como aço, minério e soja. Eles defendem metas diferenciadas para nações mais pobres, que historicamente tiveram menos responsabilidade no aquecimento global.

Ao longo desta semana, um grupo de trabalho da Organização Marítima Internacional, da qual o Brasil também faz parte, tentará chegar a um acordo para ser votado na semana que vem pelo comitê diretor da instituição.

Como o transporte marítimo é internacional – com o carregamento de mercadorias de praticamente todos os países pelos mares -, a decisão sobre os cortes de emissões está a cargo desta instituição, formada tanto por representantes de países como por membros da indústria naval.

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Fonte: BBC Brasil

Por que a concentração de CO2 foi recorde em 2016, apesar da redução nas emissões

As concentrações de CO2 na atmosfera da Terra alcançaram recorde em 2016, segundo a Organização Mundial de Meteorologia (WMO, na sigla em inglês). O aumento no ano passado foi 50% maior do que a média dos últimos dez anos.

Pesquisadores dizem que a combinação entre o impacto de atividades humanas e os efeitos do El Niño elevou o dióxido de carbono para o maior nível em 800 mil anos.

Cientistas dizem que esse resultado ameaça tornar inatingíveis as metas globais de controle do aquecimento global. O Acordo de Paris, assinado por 195 países, assumiu o compromisso de manter o aumento da temperatura abaixo de 2°C.

O relatório deste ano da Organização Mundial de Meteorologia sobre concentração de CO2 é baseado em dados de 51 países. Estações de pesquisa pelo mundo medem as concentrações de gases do efeito estufa, incluindo dióxido de carbono, metano e óxido nitroso.

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Fonte: BBC Brasil

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