Níveis de CO2 estão se expandindo em direção ao seu recorde em mais de 200 milhões de anos

Não há como negar a contribuição indelével da humanidade para a mudança climática. Depois de milhões de anos de estabilidade relativa, apenas algumas centenas de anos de emissões de gases de efeito estufa vão carregar a Terra e suas criaturas em direção a um aquecimento sem precedentes. A descoberta é publicada na revista Nature Communications.

Se não houver redução nos próximos 100 ou 200 anos, as concentrações de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera da Terra subirão ao mais alto nível desde o período Triássico, há 200 milhões de anos. Se o CO2 continuar a aumentar, os próximos 200 a 300 anos se elevarão a um estado de aquecimento sem precedentes geológicos nos últimos 420 milhões de anos.

Para o estudo, a equipe reuniu mais de 1.241 estimativas de concentrações atmosféricas de CO2 de 112 estudos publicados, para criar um registro que remonta a 420 milhões de anos. Sabendo-se que uma medição direta de concentrações antigas de CO2 não é possível, os pesquisadores confiam em “proxies” indiretos para construir um registro. Isso incluiu dados publicados sobre plantas fossilizadas, a composição isotópica de carbono de antigas amostras de solo e a composição isotópica de boro de conchas fósseis.

A acumulação destes proxies revelam uma verdade surpreendente: Enquanto o clima da Terra teve poucas alterações no passado, a velocidade atual da mudança climática é excepcionalmente rápida.

Os níveis atmosféricos de CO2 dependem de uma variedade de fatores, incluindo vulcanismo, metamorfismo, meteorização do carbono orgânico, atividade humana e muitos outros. Evidentemente, houve alterações no registro climático ao longo da história, mas o clima permaneceu relativamente estável por milhões de anos até a Revolução Industrial.

Antes da Revolução Industrial, as concentrações de dióxido de carbono estavam em torno de 280 partes por milhão (ppm). Hoje, esse número aumentou para 400 partes por milhão. Em 2250, isso poderá ultrapassar 2.000 ppm se não houver esforços para mitigar as emissões. Níveis nuca vistos desde o período Triássico (220-200 milhões de anos atrás), com o clima atingindo um estado de calor nunca visto desde o período Devoniano (cerca de 400 milhões anos atrás). O aumento da temperatura é em parte devido à adição de um sol futuro mais quente.

Milhões de anos atrás, o Sol estava mais frio do que é hoje. Isso significa que naquela época sua produção de energia foi menor – com o tempo, ficou mais brilhante e sua intensidade aumentou lentamente. No entanto, se este for o caso, por que há poucas evidências para sugerir um aquecimento semelhante do clima? Isto, dizem os pesquisadores, é um delicado equilíbrio entre um sol brilhante e o declínio dos níveis de dióxido de carbono atmosférico.

“Devido a reações nucleares em estrelas, como nosso Sol, com o passar do tempo se tornam mais brilhantes”, disse o co-autor Dan Lunt, da Universidade de Bristol em um comunicado. “Isso significa que, embora as concentrações de dióxido de carbono tenham sido altas há centenas de milhões de anos atrás, o efeito líquido de aquecimento do CO2 e da luz solar foi menor”.

Ele explicou que seu novo registro de concentração de CO2 mostrou uma queda média de 3 a 4ppm por milhão de anos, o que, segundo ele, agiu como contrapeso ao brilho crescente do Sol.

“Isso pode não parecer muito, mas na verdade é apenas o suficiente para cancelar o efeito de aquecimento causado pelo brilho do sol através do tempo, por isso, a longo prazo, parece que o efeito líquido de ambos foi praticamente constante em média”, ele adicionou.

Esse equilíbrio está agora se quebrando, com o impacto industrial curto, mas poderoso, dos seres humanos nos últimos cem anos. Isto, no entanto, não significa que devemos jogar as mãos para cima e declarar que tudo está perdido. Existem soluções possíveis para mitigar tal futuro climático. As energias renováveis, a redução das emissões de combustíveis fósseis, a proteção do ambiente, a investigação inovadora e o Acordo de Paris constituem possíveis esperanças para mitigar as alterações climáticas. O desafio agora é decretar este futuro antes que o dano seja irreversível.

Fonte: Climatologia Geográfica

O desafio de se criar novos hábitos

A diminuição de quase 25% nas emissões, planejada para até 2040, depende que as medidas de valorização do transporte não motorizado sejam implementadas
O inventário que mede a quantidade de gases que provocam o efeito estufa é feito a cada dois anos no Recife. Em 2015, a cidade emitiu 2,9 milhões de toneladas de CO2, uma redução de 273,7 mil toneladas em relação a 2014. A redução ainda é tímida, mas já revela avanços nas políticas públicas e a bicicleta está entre elas.

A diminuição de quase 25% nas emissões, planejada para até 2040, depende que as medidas de valorização do transporte não motorizado sejam implementadas. O Recife tem hoje uma frota circulante de mais de um milhão de veículos e a bicicleta ainda tem que pedir licença para passar. Um exemplo que ainda está na contramão das políticas de energia limpa pode ser visto na Rua da Guia, no Bairro do Recife.

Com estacionamentos nos dois sentidos há apenas um bicicletário, que ocupa o espaço de um carro e permite estacionar até 12 bicicletas. A ausência de bicicletários, aliás, é uma das críticas dos cicloativistas. “A gente acredita que a nova agenda urbana é um caminho sem volta. A poluição atmosférica provoca um dos maiores custos para a saúde pública no mundo”, ressaltou Caio Scheidegger.

O plano de redução de emissão de gases tem no transporte o seu principal alvo, mas não apenas ele. Também são levados em conta os resíduos sólidos e a energia consumida nas residências, no comércio e na indústria. “Essa poluição aumenta principalmente na seca, quando fica escassa a energia hidrelétrica, que é limpa, e são usadas energias nucleares ou termoelétricas”, explicou Leta Vieira, da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Recife.

O aproveitamento da energia elétrica é outra ideia. Para quem não quer abrir mão do conforto do carro, mas busca uma energia limpa, uma saída poderá o compartilhamento do carro elétrico. No Recife, o modelo funciona desde 2014 com o Porto Leve. São três carros e cinco estações. A empresa pernambucana Serttel anunciou em abril deste ano a intenção de fabricar carros no estado e está em busca de parceiros.

Na Noruega, onde 95% da matriz energética vêm das hidrelétricas, os elétricos são uma saída para reduzir as emissões de carbono. Segundo a Associação Norueguesa de Veículos Elétricos, da frota do país, estimada em 2,6 milhões automóveis, 62,5 mil são desse tipo, o que equivale a 2,4% do total. Parece pouco, mas é quase o dobro da fatia de 2013.

Outra opção para redução da emissão dos gases, segundo a especialista em Baixo Carbono Leta Vieira, veio com a mudança nas regras do diesel a partir de 2012. O combustível continha até 500 partes de enxofre por milhão e passou a ter 10 partes. “A gasolina brasileira polui menos por causa do etanol. E se puder só usar etanol é ainda melhor. Eu mesma só uso etanol no meu carro.”

 

Portugal teve a terceira maior quebra nas emissões de CO² na UE em 2016

O país ficou acima da média da União Europeia e registrou a terceira maior redução das emissões de dióxido de carbono (CO²) provenientes da combustão de combustíveis fósseis

Segundo o Eurostat, serviço estatístico da União Europeia situado em Luxemburgo, Portugal registrou, em 2016 e face ao ano anterior, a terceira maior redução (5,7%) das emissões de dióxido de carbono (CO²) provenientes da combustão de combustíveis fósseis. O volume ficou bem acima da média da União Europeia que foi de 0,4%.

Segundo estimativas do gabinete oficial de estatísticas da UE, as emissões de CO² — que representam cerca de 80% do conjunto de gases de efeito estufa — apenas 11 Estados-membros, incluindo Portugal, baixaram suas emissões. Um montante que representa 1,4% das emissões do conjunto da UE.

Malta registrou a quebra mais representativa das emissões de CO² de 2015 para 2016 (18,2%), seguida pela Bulgária (7,0%), Portugal (5,7%) e o Reino Unido (4,8%). No extremo oposto, com o maior aumento nas emissões, estão a Finlândia (8,5%), Chipre (7,0%), Eslovênia (5,8%) e a Dinamarca (5,7%).

A Bélgica, República Checa, Estônia, Grécia, Itália, Luxemburgo e a Romênia são os outros Estados-membros que reduziram as emissões de CO2 de 2015 para 2016.

Fonte: Portal Observador

Concentração de CO2 na atmosfera aumentou 42% nos últimos 250 anos

O ano 2016 foi o mais quente desde 1880. Ultrapassou mesmo o último recorde, atingido em 2015.

O ano 2016 foi o terceiro ano consecutivo de recordes do aquecimento global, de acordo com um relatório da Agência dos Estados Unidos para a Atmosfera e os Oceanos, NOA.

O relatório acrescenta que desde o início do século 21, o recorde de temperatura global anual aumentou cinco vezes.

Filipe Duarte Santos, meteorologista e especialista em alterações climáticas explica o que se está passar no planeta.

O consumo de combustíveis fósseis e a deflorestação são os principais responsáveis pelo aquecimento da atmosfera planetária, devido à emissão de dióxido de carbono (CO2), refere.

A concentração deste gás na atmosfera aumentou 42 por cento desde o início da revolução industrial, há 250 anos, afirma ainda o especialista, lembrando que para o problema contribui ainda o aumento do metano e do óxido nitroso.

“Por isso, a temperatura média global é mais alta”, explica.

Se nada mudar, o aquecimento global terá consequências gravosas para a humanidade inteira.

Clique aqui para assistir a reportagem.

Fonte: RTP Notícias

Concentração de CO₂ atinge o mais alto nível em milhões de anos, alerta ONU

Citando os graves impactos que os recordes – em 15 a 20 milhões de anos – de emissões CO₂ causaram no mês de setembro, o Escritório da ONU para a Redução do Risco de Desastres (UNISDR) pediu que os governos aumentem o compromisso com a redução da emissão dos gases de efeito estufa.

“É profundamente perturbador saber que os níveis globais das 400 partes por milhão (ppm) já tenham sido alcançados no mês de setembro pela primeira vez”, disse o diretor da agência da ONU, Robert Glasser, em comunicado à imprensa. “A última vez que os níveis de dióxido de carbono atingiram esse patamar foi há 15 a 20 milhões de anos”, acrescentou.

Segundo Robert Glasser, os níveis mais baixos são geralmente registrados em setembro, o que traduz a improbabilidade de se ver níveis menores que das 400 partes por milhão (ppm) no futuro.

“Estamos elevando sistematicamente os níveis de risco de desastres para as gerações futuras. É possível que eventos climáticos mais severos aconteçam nos próximos anos”, sublinhou Glasser.

Catástrofes climáticas já são responsáveis por 90% de todas as devastações causadas por desastres naturais. Esses desastres são potencialmente prejudiciais, especialmente para os países de baixa e média renda que contribuem pouco paras as emissões de gases de efeitos estufa, mas têm grandes populações expostas a secas, inundações e tempestades.

“Uma ação muito mais vigorosa é necessária para uma razoável chance de limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius, embora o Acordo de Paris reconheça que limitar o aquecimento global a 1,5 graus Celsius reduziria significativamente os riscos e os impactos da mudança climática”, frisou Glasser.

A UNISDR é o ponto focal entre as Nações Unidas e das organizações regionais para a coordenação da redução de desastres.

Fonte: ONU Brasil

Sete dicas para reduzir a emissão de CO2 nas estradas

Atitudes básicas podem trazer mais economia e sustentabilidade durante as viagens

São Paulo, 27 de Setembro de 2016 – A BlaBlaCar, maior comunidade de viagens compartilhadas do mundo, listou algumas dicas práticas no dia a dia que podem ajudar a fazer viagens mais sustentáveis, sem abrir mão dos automóveis.

Sabia que algumas atitudes básicas como dirigir o veículo de um jeito mais suave e fazer revisões periódicas no automóvel podem ajudar (e muito) a reduzir seus custos com combustível e, de quebra, diminuir também a emissão de gás carbônico (CO2) e outros gases causadores do efeito estufa? Confira a seguir:

1. Direção: Alguns dos nossos hábitos de condução podem impactar a emissão de CO2 por veículo. Acelere suave e lentamente, mantenha uma velocidade constante enquanto dirige, e antecipe as freadas e arrancadas. Assim você pode economizar (aproximadamente) uma tonelada de CO2 em um ano.

2. Ar-condicionado: Substitua o ar-condicionado pelo ventilador. O ar-condicionado aumenta significativamente o consumo de combustível, liberando mais CO2. Seu carro pode consumir até 10% a mais de combustível se ficar com o ar-condicionado ligado.

3. Carro ecológico: Se você dirige muito e tem orçamento para isso, invista em um carro ecológico. Os carros ecológicos são modelos que permitem realizar queimas mais eficientes de combustível e emitir menores quantidades de poluentes na atmosfera. No Brasil, existem alguns dos modelos que tiveram ótimas avaliações ambientais.

4. Revisão. Verifique se seu carro não precisa de troca de óleo, filtro de óleo e de ar. Com as revisões em dia e em bom funcionamento, seu veículo emitirá menos CO2. Um motor mal cuidado pode consumir até 50% a mais de combustível e emitir 50% mais CO2.

5. Calibre os pneus: Além de melhorar o rendimento do carro, ajuda a emitir menos CO2.

6. Combustível: Prefira veículos movidos a álcool ou biocombustíveis, a economia será de  500 kg ou mais de CO2 por ano (Se você dirigir uma média de 20.000 Km por ano).

7. Compartilhe a sua viagem: Os lugares vazios do seu carro podem ser ocupados por outras pessoas que vão para o mesmo destino. Desta maneira, é possível compartilhar as despesas, diminuir a quantidade de carros nas estradas e a emissão de poluentes, contribuindo para uma viagem mais sustentável.

Fonte: Envolverde

Transição para economia de baixo carbono é inevitável, mas avança devagar no Brasil

Com uma das maiores cargas tributárias do mundo, setor produtivo brasileiro resiste à tributação das emissões de CO2
A corrida mundial para frear os efeitos das mudanças climáticas não deixa dúvidas: a precificação do carbono é um caminho sem volta. Enquanto muitos países já saíram na frente, discutindo e adotando instrumentos monetários de controle de emissões, outros ainda seguem praticamente inertes, como o Brasil. Aqui, a transição para uma economia de baixo carbono ainda está mais no plano das ideias.
Apesar da contribuição decisiva para o sucesso das negociações na Conferência do Clima de Paris (COP-21) e do grau de ambição que o país colocou na mesa – foi o único entre os países em desenvolvimento a definir uma meta absoluta de redução de emissões, de 43% até 2030 –, o Brasil não está fazendo a lição de casa. Na prática, essas metas avançam pouco em relação ao que já vem sendo feito no país pelo setor privado e entidades do terceiro setor.
“Há um engajamento crescente da sociedade civil e do setor privado, mas ainda não vejo uma resposta proporcional do governo brasileiro de estímulo à transição para uma economia mais limpa em um país que é extremamente vulnerável às mudanças climáticas”, afirma Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima. “O Ministério da Fazenda até fez alguns estudos e análises de benchmarkingsobre a experiência de outros países, mas ficou tudo engavetado”, acrescenta.
De acordo com um levantamento do Banco Mundial, 39 países e mais de 23 governos subnacionais adotaram instrumentos de precificação de carbono. O mais comum é o cap and trade (limite e comercialização, em inglês), quando as empresas têm permissão para poluir até um determinado limite a partir do qual precisam comprar créditos de carbono. Quem emite abaixo do teto, pode vender créditos. Outro mecanismo que vem se popularizando é a aplicação de um imposto sobre as emissões de CO2.
No Brasil, que tem uma das maiores cargas tributárias do mundo, existe uma forte reação à tributação do carbono. Mas há caminhos possíveis. O Instituto Escolhas, por exemplo, simulou a aplicação de um imposto sobre as emissões de combustíveis fósseis sem aumento da carga tributária, possível por meio da simplificação do PIS/Cofins. Uma taxa de carbono neutra de US$ 36 por tonelada de CO2 emitido (CO2e) levaria a um crescimento de 0,5% do PIB e evitaria a emissão de 4,2 milhões de toneladas de CO2e. Sem a neutralidade da taxa, contudo, o impacto na economia seria negativo,
Essa é uma das maneiras de impulsionar a transição para uma economia de baixo carbono no Brasil, mas não pode ser a única, argumenta Shigueo Watanabe, consultor do Instituto Escolha. Isso porque, tanto ocap and trade quanto uma taxa do carbono funcionam bem em setores como energia e indústria, onde as emissões são perfeitamente mensuráveis. “No Brasil, apenas um terço das emissões de carbono vêm desses setores, o restante é proveniente da agropecuária e do desmatamento. Será que vale a pena criar um imposto que, na prática, não é eficaz para o conjunto total de emissões?”, questiona ele.
Meta brasileira
A meta do Brasil prevê a redução de 37% de emissões de gases do efeito estufa até 2025, em comparação com o nível de emissões de 2005, e de 43% até 2030. Para isso, o país se comprometeu a zerar o desmatamento ilegal na Amazônia, restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares, além de restaurar 15 milhões de hectares adicionais de pastagens degradadas.
Uma saída seria a combinação desses dois instrumentos dentro de uma lógica de estímulo à transição para uma economia mais limpa, defende Rittl. Contudo, a descarbonização da economia requer políticas públicas que direcionem o país nesse sentido, como, por exemplo, linhas de crédito específicas para setores mais limpos ou que incentivem uma agricultura de baixo carbono. Cedo ou tarde, o Brasil terá que assumir o esse custo.?E quanto antes, melhor.
Preço atual do carbono não estimula redução de emissões
Para especialistas, a eficácia de um mercado de carbono ou de um imposto sobre emissões depende da definição de um preço mínimo para o CO2 que seja atraente o suficiente para estimular reduções significativas. Atualmente, os preços por tonelada de carbono equivalente (tCO2e) praticados variam de US$ 1 a US$ 130, segundo o Banco Mundial. Na prática, 85% das emissões de carbono são precificadas a apenas US$ 10 por tCO2e.
“A grande maioria dos países que aplicaram impostos tem taxas muito pequenas, aplicadas apenas sobre alguns setores e não sobre a totalidade de emissões”, avalia Shigueo Watanabe, do Instituto Escolhas. Embora importantes, na prática, segundo ele, essas iniciativas funcionam como um grande ensaio. “Está todo mundo experimentando e testando formas de reduzir emissões com o menor impacto possível, mas ninguém vai colocar um imposto para valer sem um bom exemplo a ser seguido”, acrescenta.
A China pode cumprir esse papel. Maior poluidor do mundo, o país asiático assumiu a dianteira dos investimentos em energia limpa no mundo e colocou a criação de mecanismos de precificação de carbono no radar. Por enquanto, sete províncias chinesas adotaram um esquema de comércio de emissões de CO2.
Por menor que seja, um passo da China em direção à descarbonização da economia pode levar outros países nesta mesma direção, acredita Watanabe.
Mundo afora
Segundo o último levantamento do Banco Mundial, 39 países e mais de 23 governos subnacionais adotaram instrumentos de precificação de carbono. Juntos, esses instrumentos representam 12% das emissões e movimentam US$ 50 bilhões por ano.
Fonte: Gazeta do Povo/CELULOSE ONLINE

As empresas podem se beneficiar com redução de CO2

A maneira de tornar as mudanças palatáveis é associá-las ao lucro 

A redução das emissões de carbono é vital se o planeta ambiciona desacelerar o aquecimento global. Com muita frequência, porém, a sociedade e as empresas encaram esse esforço como mais um conjunto de regulações às quais têm de se submeter. Bernard David (foto), presidente e CEO da CO2 Sciences, e também fundador da Iniciativa Global CO2, acredita que se as companhias souberem como tirar proveito do dióxido de carbono e reutilizá-lo, será maior o número de pessoas interessadas em participar desse processo. Acompanhe a entrevista a seguir.

No Fórum Econômico Mundial em Davos, este ano, você lançou a Iniciativa Global CO2. No que você se inspirou?
Sim, foi minha ideia. Eu estava na Caltech cerca de três anos atrás e vi que havíamos chegado a 400 partes por milhão de CO2 na atmosfera. Percebi que era um desafio muito grande e que a preocupação era geral. Foi então que me ocorreu: “Espere um pouco: será que não era possível pegar o CO2 e fabricar alguma coisa com ele?” Foi aí que tudo começou.

Como é que se transforma o CO2 da atmosfera em produtos?
Há, na verdade, cinco fontes de CO2 que podem ser usadas para fabricação de produtos. Em primeiro lugar, o CO2 é extraído do solo e é usado no processo de “recuperação avançada de petróleo” para extração de um volume maior de petróleo dos poços. Na verdade, ele é resultante de fontes industriais. Portanto, quando é produzido, há uma corrente muito pura de CO2 que é uma segunda fonte a ser usada também na fabricação de produtos. Uma terceira fonte é o carvão que, antes de ser queimado, passa por um processo de extração do carbono, evitando desse modo a produção de CO2. Esse carvão pode ser usado na produção de combustíveis, entre outras coisas. Pode-se ainda extraí-lo em uma usina termelétrica a carvão no momento em que escapa para a atmosfera, que é realmente um bom lugar para fazê-lo pelo fato de ser altamente energético. Pode-se capturar o CO2 e usá-lo ali mesmo. É possível também capturá-lo no ar, onde há 400 partes por milhão. O desafio de cada uma dessas cinco estratégias é o custo. A extração menos cara é a que se obtém do solo; em seguida, a que se faz em complexos industriais e, por fim, a extração feita diretamente do ar. Hoje, custa entre US$ 600 e US$ 1.000 fazê-la, uma vez que se parece muito com a tentativa de achar uma agulha no palheiro. São 400 partes por milhão.

Depois que o carbono é retirado da atmosfera e transformado em produtos, de que tamanho de mercado de captura de carbono e de sua utilização em produtos estamos falando? Qual é a oportunidade para negócios nesse caso?
Essa é uma boa pergunta e, na verdade, eu a fiz logo que tive a ideia, pois estava preocupado com a possibilidade técnica da sua execução ? mais tarde podemos conversar a esse respeito. Naquela época, portanto, eu também estudava o tamanho do mercado. Pedimos então a McKinsey que fizesse uma avaliação para nós. No que se pode usar de fato o CO2? Que tipos de produtos podem ser criados com ele? Qual o tamanho desses mercados? Qual o tamanho da concorrência? E assim por diante. Descobrimos que é possível fazer 25 produtos a partir do CO2. A projeção para 2030 é de um mercado anual na faixa entre US$ 800 bilhões e US$ 1,1 trilhão. Portanto, é um negócio muito vasto.

Qual será sua área prioritária? 
Estamos construindo todo um ecossistema, pois sabemos que tal coisa ainda não existe. Para nós, uma solução que seja completa é absolutamente fundamental – o que significa que nos empenharemos em conseguir financiamento para pesquisa e desenvolvimento no mundo todo junto a pessoas que tenham novas ideias para a captura e a transformação do CO2. Em seguida, vamos nos concentrar também no aspecto da comercialização. Afinal, as soluções precisam de escala, de modo que haja receitas e sejam também significativas para o clima. Em outras palavras, isso significa que é importante que capturemos um volume suficiente de CO2 da atmosfera.

Também há um plano para investir cerca de US$ 100 milhões ao ano em pesquisas. Como seria esse processo e em que fase está hoje?
Atualmente, há resoluções nesse sentido que ultrapassam os US$ 50 milhões. Nosso objetivo, com toda a sinceridade, é juntar o maior volume possível de capital de modo que possamos financiar um volume maior de pesquisa e desenvolvimento. Temos uma meta de US$ 100 milhões ao ano durante dez anos, o que dá US$ 1 bilhão. Gostaríamos muito de ter US$ 2 bilhões, US$ 3 bilhões, ou até mais do que isso, pois quanto mais tivermos, mais poderemos financiar do ponto de vista da pesquisa e desenvolvimento. Para que se tenha uma ideia de como isso funcionará, você, por exemplo, pode nos apresentar uma ideia que será analisada do ponto de vista técnico. Será que ela funciona? Ela viola alguma lei da termodinâmica? A ideia será analisada por um grupo respeitado de cientistas. Se passar no teste, então vem a pergunta: “Qual o tamanho do seu mercado?” Se examinarmos o mercado de água com gás ? digamos que seja essa a aplicação que você tem em mente ?, veremos que se trata de um mercado bem pequeno. Portanto, mesmo que a aplicação que você tem em mente funcione, se for pequena, ela não se encaixará necessariamente em um segmento climatológico importante. Vamos lhe conceder então um valor, digamos, hipoteticamente, US$ 250 mil. Você começa a trabalhar em sua invenção com nossa ajuda, desde o início até o protótipo de bancada, à planta piloto, até, assim esperamos, a comercialização em larga escala. Em todo esse processo, traremos outros para que participem conosco, como as grandes empresas, para que observem efetivamente o que se passa. Isto porque pode ser que faça sentido para eles licenciar suas tecnologias. Em seguida, você pode lançá-la no mercado desse modo, ou pode ainda fazer uma entrada independente [sem sócios]. Também não somos avessos ? pelo contrário ? ao financiamento daquelas coisas comercialmente viáveis hoje. Já mencionamos vários exemplos. Há coisas que podemos colocar hoje no mercado que podem realmente fazer diferença.

Quais exemplos você daria disso?
O meu exemplo preferido é o do cimento. Hoje, a fabricação do cimento representa 7% das emissões totais de CO2, o que é um percentual bastante grande. Há um processo atualmente que nos permite usar o CO2 para criar um cimento baseado no carbonato de cálcio, que é estruturalmente tão perfeito quanto qualquer outro tipo de cimento fabricado. Tem paridade de preço e funciona. É, na verdade, comercialmente viável e seu nível de emissão é 70% menor do que o encontrado no processo do cimento tradicional. Se pudermos reduzir esses 7% em 70% simplesmente distribuindo-o pelo mundo, as emissões globais de CO2 poderiam ser reduzidas hoje em 5%.

Se somarmos todos os diferentes passos que você pretende dar, qual impacto total você espera sobre o meio ambiente e sobre as emissões de CO2?
Atualmente, as emissões de CO2 giram em torno de 37 gigatoneladas ao ano, ou, em outros termos, cerca de 1,2 bilhão caminhões de lixo. Por isso estamos nos esforçando para capturar o máximo que pudermos, porém nosso objetivo é de 10% das emissões anuais globais, o que esperamos que fique acima de 4 gigatoneladas ao ano.

Quais os principais riscos que você identifica no programa?
Prefiro colocar as coisas nos seguintes termos: “Como é que pegamos o dióxido de carbono e o transformamos de passivo em ativo?” O risco aqui consiste em não fazer as coisas. Estamos lidando, a longo prazo, com a saúde não apenas do planeta, mas de todas as espécies que vivem nele. Essa é a perspectiva climática das coisas. Existe o risco de que algumas dessas coisas não funcionem? Claro que sim. Sabemos disso, mas mesmo assim temos de tentar. Conforme gosta de dizer Vinod Khosla, um dos fundadores da Microsystems: “É preciso chutar muitas vezes na direção do gol.” Chegamos à conclusão de que a pesquisa e o desenvolvimento eram críticos, principalmente se observarmos os compromissos de mudança climática subscritos em Paris, cujo objetivo era de chegar a 2 graus ou 1,5 grau no mundo. Se observarmos as INDCs [contribuições nacionais pretendidas segundo as determinações propostas], conforme acordadas pelos países, veremos que chegamos a 3,5 graus no mundo. Portanto, há uma lacuna de 3,5 a 2 graus. Nós, através dos nossos estudos, mostramos que podemos capturar um volume suficiente de CO2 para preencher cerca de 20% da lacuna existente. Portanto, cremos que vale muito a pena.

Há muitos países e empresas interessados?
Sim. Há alguns países esclarecidos. Eles sabem que há uma lacuna e que precisamos achar todas as soluções possíveis para lidar com ela. Somos fortes defensores da estratégia do tipo “todas as alternativas acima” em se tratando do clima, mas somos também defensores veementes de soluções sustentáveis. Sou um homem de negócio e creio que as soluções mais sustentáveis são as que, numa sociedade capitalista, criam valor econômico. É para isso que nos empenhamos.

Como você imagina que será o cenário daqui a cinco anos?
Temos uma aspiração: a de que esse ecossistema esteja em funcionamento no mundo todo sem exceção. Todos se consideram inventores: alunos do ensino médio, universitários, pesquisadores de laboratórios, gente que faz coisas na garagem de casa também pode trabalhar para encontrar soluções, porque sabem que capturar o CO2 e usá-lo como ativo para produzir alguma coisa é algo benéfico. Esperamos que isso estimule o tipo de interesse e de empolgação que gera esperança. Constatei depois de 16 anos envolvido com a questão da sustentabilidade que há muita gente sem esperanças. Elas pensam: “O que eu posso fazer de fato?” Isso é uma coisa que as pessoas podem fazer, portanto, é algo que empolga. Minha esperança é que tenhamos laboratórios no mundo todo trabalhando nisso. Ao mesmo tempo, esperamos que haja uma comercialização em massa, o que, obviamente, acontecerá tanto através da entrada no mercado sem sócios, como também através da adoção de uma tecnologia que resulte da pesquisa e do desenvolvimento e tenha aplicações de ampla escala. Nos vemos reduzindo as emissões através de outros veículos, por exemplo, por meio de fontes de energia limpa, mas estamos também capturando e, portanto, reduzindo o CO2 na atmosfera de forma permanente através de produtos. Portanto, se estamos avançando, e se chegamos ao menos à metade daquele objetivo de 10% de utilização do CO2, e se fizermos centenas de bilhões de dólares em produtos, serei uma pessoa feliz.

Fonte: Revista Amanhã

Acabaram-se os recursos da Terra para este ano

Hoje, em 08 de agosto, a Terra já esgotou seus recursos naturais para 2016. Cada vez mais antecipadamente, a cada ano chega o Earth Overshoot Day.

O cálculo é feito pela organização Global Footprint Network que mede anualmente o consumo de recursos disponíveis do planeta. Sempre em agosto, este ano o Earth Overshoot Day deu-se no dia 8, no ano passado, no dia 14, enquanto que em 2014 a Terra tinha esgotado todos os seus recursos no dia 19.

earth overshoot day datas

O Earth Overshoot Day marca o dia em que a nossa demanda por recursos naturais ultrapassa o que a Terra pode regenerar em um ano. Florestas são derrubadas e populações de peixes estão sendo consumidas mais rapidamente; emissões de CO2 excedem os níveis que o planeta pode tolerar.

Em vista do Earth Overshoot Day, nasce a campanha #pledgefortheplanet – compromisso com o planeta – pela qual cada um de nós pode agir em pessoa, todos os dias, para reduzirmos o nosso impacto sobre o planeta.

O que isso significa? Significa que a humanidade deve aprender a reduzir o uso de combustíveis fósseis, não renováveis, deve limitar as emissões de CO2, tomar medidas para reduzir a poluição e reconsiderar a distribuição de seus recursos alimentares e não.

earth overshoot day tempo

Esperança

Mas há luz no fim do túnel. De acordo com a Global Footprint Network, finalmente, percebem-se os primeiros sinais de melhoria porque alguns países estão fazendo esforços para aliviarem o trabalho do Planeta. Por exemplo, no início de 2016, a Costa Rica usou energia renovável para produzir 97% de sua energia. Portanto, a missão de preservação dos recursos não é impossível.

De acordo com especialistas, é hora de que todos os países do mundo respeitem os compromissos internacionais para proteger o Planeta, reduzindo a poluição e as emissões de CO2. Mas como o tempo político é sempre muito mais lento do que o nosso, já podemos começar a agir em pessoa, como cidadãos empenhados na preservação do ambiente em que vivemos.

Fonte: Green me

Concentração de CO2 na atmosfera deve bater novo recorde

Algumas coisas desagradáveis são para sempre: ex-cônjuges, impostos e, agora, 400 partes por milhão de CO2 na atmosfera. Perto do último item, os dois primeiros são uma bênção.

Um grupo internacional de cientistas acaba de publicar um estudo no qual prevê que a concentração de dióxido de carbono no ar em 2016 terá a maior elevação de todos os tempos e terminará o ano no patamar de 404 ppm. Ou seja, em cada milhão de moléculas de ar no planeta, haverá 404 do principal gás de efeito estufa.

Dito assim parece pouca coisa. Mas, nos últimos 800 mil anos, essa concentração jamais ultrapassou 300 ppm. E, quando chegou nesta faixa, o mar subiu cerca de 10 metros no mundo todo, devido ao derretimento do gelo da Groenlândia e de parte da Antártida.

É que o gás carbônico segue a máxima segundo a qual os piores venenos estão nos menores frascos: ele é tão eficiente em aprisionar o calor irradiado pela Terra na atmosfera que mesmo uma quantidade ínfima tem grande potencial de aquecer o planeta.

Então, 404 ppm definitivamente não parece um limiar recomendável para cruzar. Só que é tarde demais agora: o climatologista Richard Betts, do Met Office britânico, e seus colegas afirmam que não retornaremos tão cedo a patamares de concentração de CO2 menores do que 400 ppm. Mesmo que a taxa anual de acúmulo desse gás no ar caia nos próximos anos em relação a 2016 – o que é muito provável que aconteça –, a humanidade poderá ultrapassar o limite de 450 ppm em cerca de 25 anos. Este é o limite que separa o mundo de um aquecimento potencialmente catastrófico neste século.

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A nova análise foi publicada nesta segunda-feira (13) na edição on-line da revista Nature Climate Change. Ela tem entre seus autores o americano Ralph Keeling, da Universidade de San Diego, que dedica sua vida a medir CO2 no alto do vulcão Mauna Loa, no Havaí. Trata-se de um antigo negócio de família, que rendeu ao mundo uma das constatações mais chocantes sobre o aquecimento global.

TAL PAI, TAL FILHO

Keeling ainda não era nascido em 1958, quando seu pai, Charles, instalou no alto do mesmo vulcão o primeiro equipamento para medir as concentrações de CO2 na atmosfera. A pesquisa de Charles Keeling tinha como objetivo comprovar ou não a tese de um professor dele, Roger Revelle, de que o CO2 produzido por atividades humanas estava se acumulando perigosamente no ar e aquecendo o planeta. A resposta, dada já ao final do primeiro ano de medições, era positiva.

Keeling pai iniciou uma série de medidas mensais do CO2 que resultou em um dos gráficos mais famosos da história da ciência, a chamada curva de Keeling (que ilustra esta página). As medições foram continuadas por Ralph após a morte de Charles, em 2005.

A curva é cheia de “dentes”, que correspondem à variação sazonal da quantidade de carbono no ar: esta sobe no outono e no inverno, quando as florestas do hemisfério Norte perdem suas folhas (liberando carbono por decomposição), e cai na primavera e no verão, quando ocorre a rebrota (e o sequestro de CO2do ar). Ano após ano, porém, o que a curva mostra é um crescimento contínuo das concentrações do gás. No primeiro ano de medição, havia 315 ppm de CO2 na atmosfera. Em 2013, o limiar de 400 ppm foi cruzado pela primeira vez no outono, no pico sazonal. Mas a média anual ainda estava abaixo disso. Em 2015, o valor anual fechou em 400,9 ppm.

Na última década, a concentração de gás carbônico no ar tem crescido a uma taxa média de 2,1 ppm por ano. Só que em 2016 ela deve ser ainda maior: 3,15 ppm. Trata-se de uma previsão feita por Betts, Ralph Keeling e colegas com base no comportamento de dois fatores conhecidos: o ciclo de carbono, que inclui as emissões de CO2 por desmatamento e combustíveis fósseis, e as temperaturas do oceano, que determinam quanto CO2 dissolvido no mar acabará na atmosfera (quanto mais quente, menos CO2 o mar absorve).

A aceleração prevista se deve, neste ano, ao malvado favorito do momento entre os climatologistas: o El Niño. O fenômeno cíclico do aquecimento do Oceano Pacífico aumenta a emissão de carbono por ecossistemas tropicais e o risco de incêndios florestais, como ocorreram em 1998 na Amazônia e na Indonésia e neste ano novamente na Indonésia.

O modelo usado pelos pesquisadores para fazer sua previsão da concentração anual foi testado para alguns meses deste ano. A previsão era a de que o CO2 chegasse a 407,57 ppm em maio e 406,7 em abril. A medição no Mauna Loa, porém, registrou 407,57 ppm já em abril, o que sugere que o modelo pode ser ligeiramente otimista. A força do El Niño deste ano é tamanha, notam os pesquisadores, que a alta é esperada mesmo com a ligeira queda na taxa de emissões por uso de energia no mundo entre 2014 e 2015.

Mas e depois que o El Niño passar e o planeta entrar na fase fria conhecida como La Niña, ainda este ano?

“As concentrações mínimas anuais de CO2 poderiam cair novamente abaixo de 400 ppm? Isso é excepcionalmente improvável”, escreveram os autores. Aqui quem entra em ação para controlar a marionete do CO2 são as emissões humanas. E, mesmo no cenário mais benigno de emissões descrito pelo IPCC, o painel do clima da ONU – um cenário que envolve sequestro maciço de carbono em usinas de bioenergia e que Keeling, Betts e colegas dizem que é também pouco crível de alcançar –, as concentrações ficam acima de 400 ppm até o ano 2150. “Portanto, nossa previsão apoia a sugestão de que o registro do Mauna Loa não voltará a mostrar concentrações menores que 400 ppm no nosso tempo de vida.”

Fonte: Observatório do Clima

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