Leilão 64 tem aumento da oferta de biodiesel

Transcorreu sem qualquer sobressalto a Etapa 2 do 64º Leilão de Biodiesel. As 39 usinas participantes do pregão convocado para abastecer o mercado brasileiro durante o primeiro bimestre de 2018, fizeram ofertas beirando os 1,05 bilhão de litros. A quantidade ofertada supera em praticamente 20 milhões de litros – 1,9% – o resultado apurado no leilão do bimestre anterior.

Em termos absolutos, essa é a segunda maior oferta já feita desde que os leilões de biodiesel se tornaram bimestrais. Ela perde somente para os 1,09 bilhão de litros que foram colocados à venda no L62.

Entre todas as usinas participantes, a Granol de Anápolis foi a mais ambiciosa com 70 milhões de litros de biodiesel colocados à venda. Ao todo, 16 usinas colocaram toda sua capacidade produtiva a venda.

Suficiente

O volume ofertado deverá ser mais que suficiente para atender toda a demanda projetada pelo mercado. A previsão de BiodieselBR.com, é que as distribuidoras arrematem algo em torno dos 950 milhões de litros de biodiesel o que leva em conta não somente a chegadas do B10 em março passado como, também, sinaliza um aumento robusto no mercado de óleo diesel.

A projeção apresentada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) durante a reunião mais recente da Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Biodiesel (CMAB) foi mais otimista. A aposta da agência reguladora é que a demanda ficará entre 965 e 985 milhões de litros.

Mesmo que a projeção mais otimista se confirmasse, ainda restaria cerca de 64,5 milhões de litros para atender ao mercado voluntário e garantir o leilão de estoques.

Apertado

Com esse resultado, as ofertas dos fabricantes – que haviam dado um passo atrás no L63 – voltaram a apontar para cima. As usinas colocaram 81,8% de toda sua capacidade instalada à disposição do mercado.

Embora tenha havido uma pequena recomposição sobre os 80,4% ofertados no L63, a relação entre oferta e capacidade ainda ficou abaixo da que vinha sendo registrada nos leilões mais recentes. Entre o L59 e o L62, o percentual variou de 83,3% até 86,5%.

Apesar de não estar mais tão apertado quanto alguns meses atrás, esse será o sexto leilão consecutivo em que as usinas colocam mais de 80% de sua capacidade a venda.

Preços

Com o leilão mais disputado, os preços se mantiveram em tendência de alta. Em média, as usinas pediram R$ 2.566,32 por cada metro cúbico de biodiesel que venderem. Esse valor é 1,1% maior do que na mesma etapa do leilão passado e dá continuidade a uma tendência de alta nos preços que vem se sustentando – de forma consideravelmente estável – desde o L54.

O deságio em relação aos preços máximos de referência (PMRs) anunciados pela ANP nessa última sexta-feira (30) passou dos 20,5%.

Fonte: BiodieselBR

ANP espera que L64 movimente até 985 milhões de litros

Foi realizada quarta-feira (28) a reunião do Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Biodiesel (CMAB) que avaliou as perspectivas para o 64º Leilão de Biodiesel. O processo vai negociar o biodiesel que será usado pelo mercado obrigatório e autorizativo durante o primeiro bimestre de 2019.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) o processo deverá movimentar entre 965 e 985 milhões de litros. No geral, a projeto foi considerada excessivamente otimista pelos presentes.

As vendas de biodiesel no leilão correspondente ao primeiro bimestre de 2018 – o L58 – foram de 713,3 milhões de litros. Os números da ANP mostram um aumento de demanda entre 35,3% e 38,1%. Mesmo descontando os efeitos da adoção do B10 acontecida em março passado, ainda seria preciso que a demanda nacional de óleo diesel crescesse entre 16,9 e 19,3% para viabilizar uma demanda tão grande.

“Ninguém tem bola de cristal. Mas a não ser que tenhamos um crescimento muito fora da curva, a projeção da ANP não deve se concretizar”, avaliou o diretor superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Julio Minelli. “O lado positivo é que, mesmo com esses números superdimensionados, todos os participantes da CMAB se mostraram seguros de que a oferta do leilão seria suficiente para atender à demanda”, prossegue.

Entre 2017 e 2018, o consumo de diesel no primeiro bimestre se expandiu 3,3%. Se o crescimento entre 2018 e 2019 simplesmente se repetisse, a demanda de biodiesel seria de 852,9 milhões de litros.

Última

A reunião da CMAB desta quarta-feira foi a última a ser realizada sobre a atual gestão do MME. Oficializado em janeiro do ano passado, o colegiado reúne periodicamente governo, fabricantes e distribuidoras para nivelar informações a respeito das expectativas de consumo e oferta de biodiesel

De acordo com o coordenador-geral de combustíveis renováveis do MME, Ricardo Gomide, estão sendo realizadas reuniões com a equipe de transição do governo Bolsonaro para repassar as informações do atual cenário do setor.

Fonte: BiodieselBR

Aprobio participa de reunião do Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Biodiesel

O diretor superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Julio Cesar Minelli, participou, nesta quarta-feira (28), da 8a Reunião do Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Biodiesel (CMAB), na sede do Ministério de Minas e Energia (MME), em Brasília.

Esse foi último encontro do comitê neste ano e também da atual gestão, do governo do presidente Michel Temer. De acordo com o coordenador-geral de desenvolvimento da produção e do mercado de combustíveis renováveis do MME, Ricardo Gomide, a pasta tem conduzido conversas de aproximação com a equipe de transição do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para repassar as informações do atual cenário do setor.

“Esse deve ser o caminho: o diálogo. Acho que isso é produtivo para o bem da sociedade”, afirmou Gomide.

O coordenador propôs ainda que a estrutura do comitê seja repensada para o próximo ano. Para Minelli, a proposta de aprimorar a articulação do comitê está em consonância com as expectativas da Aprobio. No início deste ano, conforme destacou durante a reunião, a entidade propôs a ampliação das discussões sobre estratégias de longo prazo pelo colegiado.

Entre as perspectivas apresentadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), está a oferta de diesel (L62) para o próximo leilão. A apresentação das propostas acontece no dia 3 de dezembro e o leilão, dia 10. A estimativa da ANP é de uma demanda de de 965 a 985 mil m3, volume que afirmaram ser otimista. Aprobio questionou se estavam considerando a sazonalidade – primeiro bimestre historicamente menor consumo – pois essa previsão consideraria um aumento considerável de demanda. Plural também considerou a previsão otimista.

CMAB – O comitê reúne os diversos agentes da cadeia produtiva para nivelar informações sobre a oferta e demanda dos biocombustíveis no Brasil.

APROBIO defende aumento de até 2 pontos porcentuais por ano na mistura de biodiesel

Proposta é apresentada em audiência pública para debater futura resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) relativa à adoção do B15

Brasília, 21 de setembro de 2018 – A APROBIO – Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil – defendeu nesta sexta-feira (21), em audiência pública realizada na sede do Ministério de Minas e Energia, em Brasília, a adoção de um mecanismo que permita elevar em até 2 pontos porcentuais por ano a mistura de biodiesel ao diesel derivado de petróleo, até o limite estabelecido em lei de 15% do biocombustível (B15) adicionado ao combustível fóssil. Dessa forma, o índice poderia ser atingido em 2022, dois anos antes do previsto na Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio).

A audiência convocada pelo MME teve como objetivo receber contribuições para futura resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) acerca do cronograma de adoção do B15. A mistura de 15% de biodiesel ao diesel fóssil está prevista pela Lei 13.033/2014. Desde março de 2018, é obrigatória a adição de 10% de biodiesel (B10) ao combustível fóssil.

Pela proposta da APROBIO, apresentada pelo diretor superintendente Julio Minelli, os novos porcentuais de adição de biodiesel entrariam em vigor em março e setembro, com análise e definição do aumento da mistura seis meses antes. Para a fixação do índice, seriam usados os dados de 12 meses anteriores à tomada de decisão. Esse cronograma seria seguido até se atingir a mistura B15, ou até um futuro B20 (20% de biodiesel), que precisa de aprovação de nova legislação para se tornar obrigatório.

Em março passado, na 5ª reunião do Comitê de Monitoramento do Abastecimento do Biodiesel (CMAB), a APROBIO já havia defendido a fixação de um cronograma de aumento gradual da mistura de biodiesel, com início em março de 2019. “Reafirmamos que a previsibilidade é benéfica para todos os elos da cadeia. E a questão semestral permitiria um ajuste mais fino ainda nesse processo”, afirmou Julio Minelli.

Na audiência desta sexta-feira, o dirigente da APROBIO destacou que o biodiesel sempre respondeu às necessidades de demanda do país e expôs a importância de se analisar a competitividade do preço do biodiesel em relação ao combustível fóssil, mas observou que não se deve submeter o aumento da mistura à observação restrita desse item.

Para Minelli, é preciso considerar outros benefícios do biodiesel, como redução de emissões de gases de efeito estufa, substituição de diesel refinado importado e agregação de valor às cadeias das matérias-primas (soja e proteína animal, entre outras). “O biodiesel vem sendo competitivo em quase todos os momentos. Mas sempre destacamos que as questões de saúde, agregação de valor, geração de emprego e renda, entre outras, têm que estar presentes nessa análise (do aumento da mistura)”, disse o diretor superintendente da APROBIO.

Sobre a APROBIO

Fundada em 2011, a APROBIO – Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil – reúne as indústrias produtoras de biodiesel de capital nacional e tem como objetivo disseminar os benefícios econômicos, sociais e ambientais desse biocombustível. Para tanto, apoia e publica estudos técnicos, participa ativamente de grupos de trabalho e fóruns de debate público em prol de políticas para implementação de marcos regulatórios, fomentos ao setor e melhoria da qualidade do biodiesel, entre outros.

APROBIO participa de reunião do CMAB em Brasília

O diretor superintendente da APROBIO, Julio Minelli, participou na tarde desta terça-feira (18) da 7a. Reunião do Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Biodiesel, na sede do Ministério de Minas e Energia (MME), em Brasília, quando as entidades avaliaram que o mercado tem se comportado um pouco abaixo das expectativas iniciais, mas com leve recuperação após a queda causada pela paralisação de maio. Os produtores têm respondido com aumento de oferta condizente com a demanda.
O encontro ocorre às vésperas da audiência pública convocada pelo MME para debater o cronograma de aumento da mistura de biodiesel ao diesel derivado de petróleo. O atual percentual em vigor é de 10% (B10) e a legislação atual permite um aumento até 15% (B15).
Em março, também em reunião da CMAB, a APROBIO propôs um aumento de 1 ponto percentual por ano a partir de 2019, para que o Brasil atinja o B15 até 2023, antecipando em um ano o previsto no RenovaBio. A proposta é que esse incremento continue até 2028, quando deverá atingir o B20, porém há necessidade de aprovação de nova legislação.
O cronograma de aumento da mistura até o B15 será tema de resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Para Julio Minelli, fixar um cronograma é condição fundamental para dar previsibilidade ao mercado e permitir que os produtores e a cadeia em geral planeje os investimentos de maneira adequada.

Aprobio participa de reunião do Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Biodiesel

O diretor superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Julio Cesar Minelli, participou, nesta quarta-feira (23), da 6ª Reunião do Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Biodiesel (CMAB), na sede do Ministério de Minas e Energia (MME), em Brasília.

Segundo Minelli, conforme sempre foi colocado pelo setor, as ofertas de biodiesel nos últimos leilões têm sido suficientes para atender à demanda e assim continuarão. O diretor destacou ainda que, com previsibilidade, empresas que estavam inoperantes no setor, têm atuado para retomar a participação nos leilões. “A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) fez cumprir as exigências para empresas que estão de fora há mais de um ano, mas ficou evidente a vontade delas de retornar ao mercado. Além disso, algumas usinas virão no próximo leilão com aumento da capacidade. O mercado sempre respondendo bem com previsibilidade”, assegurou Julio Minelli.

O aperfeiçoamento dos leilões foi outro ponto destacado pelo diretor superintendente da Aprobio. Minelli ressaltou que é importante prever a entrada das sequências de aumento de mistura para que todos os atores envolvidos no processo estejam preparados.

A ampliação da mistura do biodiesel ao diesel dos atuais 10%, o B10, para o nível B11 e progressivamente, de pode colaborar com a diminuição no preço do combustível no país, além de todas as outras externalidades que os biocombustíveis trazem – maior geração de emprego, mais PIB, melhoria da condição do ar que reflete em mais saúde, entre outras. Segundo a ANP, a produção de biodiesel no país alcançou 452 milhões de litros, o maior valor registrado no mês de março nos últimos dez anos. Nos primeiros três meses, a produção acumulou 1,13 bilhão de litros, um acréscimo de 32% em relação ao mesmo período de 2016 (852 milhões de litros).

Segundo a agência, o resultado reflete em grande parte na elevação da mistura de biodiesel ao óleo diesel vendidos aos consumidores finais para 10%, conhecido como B10. Com antecipação da mistura, a expectativa do governo federal é que a demanda do biodiesel cresça em 1 bilhão de litros neste ano.  Em 2017 foram consumidos 4,29 bilhões de litros de biodiesel.

De acordo com a ANP, a previsão de demanda para o próximo leilão será  entre 961 e 981 mil m³. A apresentação das ofertas acontecerá no dia 05 de junho e o leilão regular, nos dias 07 e 08 do mesmo mês.

CMAB – O comitê reúne os diversos agentes da cadeia produtiva para nivelar informações sobre a oferta e demanda dos biocombustíveis no País.

 

Fonte: Assessoria Aprobio

Assine nossa newsletter e tenha acesso as principais notícias do setor


aprobio@aprobio.com.br
Av. Brigadeiro Faria Lima, 1903 - Conj. 91 - Jd. Paulistano - 01452-911 - São Paulo - SP - Tel: 55 11 3031- 4721