Quixadá: usina de biodiesel tem três grupos interessados

Dois dos investidores são do exterior. Projeto aguarda aprovação do governo para que as negociações evoluam.

Desativada em 2016, no plano de desinvestimento da Petrobras que promoveu o desmonte dos empreendimentos da empresa no Ceará, a Usina de Biodiesel de Quixadá possui três grandes grupos interessados em reativá-la – dois dos quais são internacionais – e as chances disso acontecer estão mais reais, segundo revelou o engenheiro químico e consultor internacional em energia Expedito Parente Jr.

Membro do grupo que elaborou o estudo de viabilidade da usina sem a participação da Petrobras, ele contou que o projeto foi entregue à Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) nas últimas semanas e, agora, aguarda uma resposta do governo estadual para que as negociações com os investidores avancem.

Incentivos e condicionantes

“Está sendo aguardado um retorno por parte do governo para que se possa estabelecer uma política de incentivo e de condicionantes para um investidor privado”, acrescentou.

O objetivo, de acordo com o consultor, é de que seja montado um plano de incentivo fiscal, sendo que o investidor se comprometa a cumprir requisitos básicos, como estimular a agricultura familiar e promover o desenvolvimento de um novo insumo, para que não seja preciso trazer soja para o Ceará.

Para Parente, os óleos residuais, a gordura animal e também o óleo da semente de algodão podem substituir o insumo que era trazido do Centro-Oeste na futura produção da usina. “Na minha opinião, essa unidade não só deve continuar a operar, como deverá ser ampliada. A produção deve ser pelo menos duplicada. Aqui e nos estados vizinhos, a demanda para acrescentar 10% de biodiesel ao diesel é atendida por produtores de longe”, afirma o consultor, apontando uma oportunidade de negócio real.

Quanto à capacidade de produção, a Usina de Biodiesel de Quixadá pode fabricar até 108 milhões de litros do combustível anualmente, segundo consta no perfil da indústria quando inaugurada. Além disso, eram empregados diretamente 200 profissionais de mão de obra qualificada e mais outras centenas de postos indiretos gerados pela cadeia de fornecimento de insumos.

Interesse confirmado

Sem prazo definido para dar uma resposta, a Adece informou que, “no momento, um estudo de viabilidade técnica para a operação da usina está sendo elaborado pela SDA (Secretaria de Desenvolvimento Agrário)”. A Agência destacou a participação da Associação dos Engenheiros da Petrobras e da Secretaria do Planejamento na articulação para a reativação, além de outros grupos organizados, e confirmou que “alguns investidores demonstraram interessem em assumir o negócio”.

Fonte: Diário do Nordeste

Cearenses desenvolvem pesquisa que utiliza microalga para produção de biodiesel

Pesquisa envolve a produção de biodiesel, que é um combustível utilizado em carros ou caminhões, feito a partir de óleos vegetais ou de gordura animal

Uma pesquisa feita por alunos do Instituto Federal do Ceará (IFCE) trabalha a produção de combustíveis como biodiesel a partir de microalgas.

As alunas de Agronomia do campus de Limoeiro do Norte Gabriela de Freitas e Edla Rayane de Oliveira desenvolveram a pesquisa que chegou a ser selecionada para um evento em Nova York, nos Estados Unidos.

A pesquisa envolve a produção de biodiesel, que é um combustível utilizado em carros ou caminhões, feito a partir de óleos vegetais ou de gordura animal.

No caso específico, microalgas são algas unicelulares que crescem em água doce ou salgada e são bastante utilizadas como alimento de organismos aquático.

O professor orientador da pesquisa, William Alves, explica que uma das vantagens é o maior rendimento por área, e também a não utilização de áreas agricultáveis.

De acordo com o professor, a pesquisa tem baixo custo. “O trabalho pode se tornar mais econômico em virtude da pesquisa por se utilizar de áreas agricultáveis”, destaca.

Fonte: Tribuna do Ceará

Ceará pode chegar a 125 MW com novas usinas fotovoltaicas até final de 2018

Relatório da EPE indica que quatro das cinco novas unidades deverão iniciar operação a partir do dia 1º de novembro, o que ajuda o Estado a atingir a meta ainda neste ano.

Até o fim de 2018, o Ceará deverá iniciar atividade de 80% dos 150 megawatts (MW) de potencia de geração de energia fotovoltaica, ou solar, contratada pelos leilões de da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), atingindo o patamar de 125MW neste ano.

Atualmente, o Estado conta apenas com a operação da Usina de Tauá, que tem a capacidade de 5 MW. Mas com a atualização do total previsto, conforme dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Ceará já ocupa o posto de quinto maior estado na produção de energia solar, com um total de 155 MW.

Segundo os dados repassados pela EPE, quatro usinas de grande porte – as Apodi I, II, III e IV – tem entrega prevista, ou seja, liberação das cargas já integradas à rede de distribuição de energia, para o primeiro dia de novembro deste ano.

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Cada unidade será responsável pela potência de 30 MW, tendo sido investidos cerca de R$ 120 milhões por cada empreendimento. Mas a usina FRV Massapê, responsável pelos 30 MW restantes para completar a potência máxima de 150 MW que devem ser entregues,

está sem previsão de entrega.

De acordo com o Ministério do Planejamento, a usina está em estágio de licitação de obra, com a última atualização sendo feita no dia 30 de junho de 2017. O investimento previsto para esse empreendimento é, segundo a EPE, de R$ 139,49 milhões.

Ainda segundo o relatório, o preço de venda para as unidades é de R$ 300,88 por megawatt/hora (MWh) para as Apodi I, II, III e IV, e de R$ 200,82 por MWh para FRV Massapê.

Com a adição das cinco novas usinas, o Ceará ficará atrás, em potência fotovoltaica, apenas da Bahia, que lidera o ranking com 682 MW, seguida por Minas Gerais, com 501 MW; Piauí (270 MW); e São Paulo (245 MW).

O Rio Grande do Norte e a Paraíba vem logo em seguida na lista, com potência total de 146 MW e 144 MW, respectivamente. Dados são da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSolar).

Capacidade

Mesmo assim, o Estado ainda está bem abaixo do potencial de produção para esse setor de energia renovável, segundo Rodrigo Sauaia, presidente da ABSolar.

“Existe um potencial muito grande da utilização dessa modalidade nas zonas rurais ou na inserção nos prédios públicos e habitação popular. É um potencial inexplorado de um setor que pode até reduzir o custeio da máquina pública”, disse.

Conforme um estudo da EPE, publicado em maio de 2016, o potencial técnico para o Ceará “representa três vezes o consumo final de eletricidade nacional”. No entanto, o aproveitamento dessa capacidade depende de outros fatores, como alguns acordos comerciais.

Para aproveitar o mercado, o Governo cearense sinalizou que deverá apresentar um novo material para ajudar a identificação de pontos de investimento.

“O Estado está produzindo um novo Atlas da energia solar no Ceará e isso irá ajudar empreendedores e pessoas comuns a identificarem possibilidades de investimento. E essa área é bom, pois recupera o dinheiro investido, em média, após 6 anos, com equipamentos que têm garantia de performance de, pelo menos, 25 anos. Então são 19 anos de produção de energia sem gastos”, analisou.

Consumo

Mesmo perdendo nominalmente 2 projetos, passando de 682 para 680, segundo dados da Aneel, o Ceará ainda é o quarto estado do País na geração distribuída de energia. Com um potencial de 12,3 MW, o Estado fica atrás apenas de São Paulo, com 23,8 MW; Rio Grande do Sul (26 MW); e Minas Gerais (37 MW).

A produção dos micro e minigeradores de energia solar cearenses representam 7,1% de todo o potencial do País, que teve registrado cerca de 174,2 MW segundo o último balanço da ABSolar. Atualmente, 469 pontos residenciais foram registrados pela EPE no Ceará. 158 são unidades comerciais e 18 pontos são do setor industrial.

“O Número está muito abaixo do potencial do Estado, se considerarmos que em toda a rede de distribuição, apenas 680 pontos usem energia solar, mas o Ceará já deu o primeiro passo em direção à produção de energias renováveis”, disse Sauaia.

 

Fonte: Ambiente Energia

Novos Sertões: vísceras de peixe são utilizadas como biodiesel em Jaguaretama

A partir de gordura animal do peixe, produtores no município de Jaguaretama, a 248 quilômetros de Fortaleza, Vale do Jaguaribe, extraem o óleo a partir das vísceras dos peixes, que é vendido para a Usina da Petrobras, em Quixadá, onde é transformada em biodiesel. Cooperativa recebe incentivos do Governo do Ceará e chega a comercializar 45 toneladas de peixe com as cidades vizinhas.

Mesmo com a capacidade inferior a 20%, o Açude Castanhão tem sido mola propulsora na transformação da realidade de produtores do municípios de Jaguaretama. Para o produtor e cooperado Hernesto da Silva Goes, 38 anos, filho de agricultores, a extrema dificuldade ao lidar com o quinto ano consecutivo de seca, trouxe novos desafios e uma nova realidade produtiva, a extração de vísceras de peixe para transformação em biodiesel.

Apesar da tecnologia de fabricação do biodiesel no Brasil ainda estar em desenvolvimento, algumas iniciativas mostram que a atividade é promissora e precisa de uma maior atenção por parte dos governos. No Ceará, no município de Jaguaretama, Vale do Jaguaribe, a experiência com a produção de biodiesel a partir das vísceras de peixe tilápia tem se mostrado uma importante alternativa econômica. A transformação em biodiesel fica a cargo da Usina da Petrobras localizada na cidade de Quixadá, Sertão Central, que compra a produção dos cooperados daquele município.

É com esse foco e voltado principalmente para a melhoria da qualidade de vida do agricultor que a Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), através da Coordenadoria de Desenvolvimento da Agricultura Familiar (Codaf) e parceria da Secretaria da Pesca, tem buscado meios de trazer para o homem do campo tecnologias capazes de transformar, para melhor, a qualidade e produtividade desses produtores. “Esse apoio que a secretaria fornece aos psicultores, da região do Vale do Jaguaribe, é fundamental para fomentar não somente a economia local, mas também serve como incentivo à produção. Vale destacar que esse feito é contextualizado num cenário de estiagem que chega ao quinto ano consecutivo no Ceará”, comenta o secretário do Desenvolvimento Agrário, Dedé Teixeira.

“Quando um novo trabalho é proposto isso gera grande expectativa. A atividade pesqueira desenvolvida pela Secretaria de Agricultura, Pesca e Aquicultura (Seapa) em parceria com a SDA e técnicos tem mudado o cenário daquela região e isso é fruto de um acompanhamento e compromisso com os trabalhadores”, explica o coordenador de ordenamento e fiscalização da Seapa, Osvaldo da Costa Filho.

Organizados através da Cooperativa Curupati Peixes, cooperativa que atua no setor pesqueiro no município, 40 cooperados desenvolvem várias atividades desde o descarregamento até a retirada das vísceras. A cooperativa iniciou suas atividades contando apenas 10 produtores/cooperados e hoje  garante renda para os trabalhadores e suas famílias, além de desempenhar papel fundamental na manutenção do meio ambiente, produzindo matéria-prima limpa.

Energia sustentável

A partir da extração das gorduras residuais do peixe, é garantida a produção do biodiesel. A prática resultou aos agricultores um convênio firmado com a Petrobras. Após coletados os resíduos, a gordura é encaminhada para a usina de processamento da estatal, localizada em Quixadá, onde é transformada em combustível.

Cooperativa

Quem vê a cooperativa Curupati Peixes funcionando e produzindo não sabe o quão árdua foi para chegar a esse rendimento. Há 12 anos, Hernesto da Silva Goes, antes de assumir a presidência da cooperativa, trabalhava no roçado com seu pai. Com o solo seco e pouco apoio, o agricultor cearense lembra de como era trabalhar em tempos onde o sol e os calos nas mãos reinavam. “Era uma vida sofrida. Trabalhávamos para nosso próprio sustento”, comenta. Após ter passado boa parte da sua infância e adolescência ajudando seu pai nas atividades campestres o piscicultor viu no quintal de casa não apenas o “gigante d’água” (açude Castanhão), mas também enxergou ali a possibilidade de vender peixes e vísceras para a produção de biodiesel. Aos poucos o empreendedor começou a escrever uma nova história, um novo começo não somente para a família, mas também para o município.

Fonte: Governo do Estado do Ceará

Produção de biodiesel cresce 17% no Ceará

Combustível fabricado na usina de Quixadá atende ainda ao Piauí Rio Grande do Norte e Maranhão

A produção cearense de biodiesel foi impactada muito positivamente ao longo do ano passado, quando 86 milhões de litros do combustível foram produzidos na usina de Quixadá, informou a Petrobrás. O resultado representa um aumento de 17% em relação a 2014, quando somou o volume de 73 milhões de litros, reforçou a estatal.

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Fonte: Diário do Nordeste 

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