Relatório oficial do Canadá sobre as mudanças climáticas revela severos impactos, agora e no futuro

Canadá: Cenários estimam ondas de calor, acidez do oceano, diminuição do gelo marinho e cobertura de neve sazonal, e o risco de escassez de água

Canada’s Changing Climate Report*

O clima do Canadá aqueceu e vai aquecer ainda mais no futuro, impulsionado pela influência humana. As emissões globais de dióxido de carbono da atividade humana determinarão em grande parte quanto o aquecimento do Canadá e do mundo experimentará no futuro, e esse aquecimento é efetivamente irreversível. {2,3, 3,3, 3,4, 4,2}

O aquecimento passado e futuro no Canadá é, em média, o dobro da magnitude do aquecimento global . O norte do Canadá se aqueceu e continuará aquecendo a mais que o dobro da taxa global. {2.2, 3.3, 4.2}

Os oceanos que cercam o Canadá se aqueceram, tornaram-se mais ácidos e menos oxigenados, o que é consistente com as mudanças oceânicas globais observadas no último século. O aquecimento dos oceanos e a perda de oxigênio se intensificarão com novas emissões de todos os gases de efeito estufa, enquanto a acidificação dos oceanos aumentará em resposta às emissões adicionais de dióxido de carbono. Essas mudanças ameaçam a saúde dos ecossistemas marinhos. {2.2, 7.2, 7.6}

Os efeitos do aquecimento generalizado são evidentes em muitas partes do Canadá e prevê-se que se intensifiquem no futuro . No Canadá, esses efeitos incluem mais calor extremo, menos frio extremo, estações de crescimento mais longas, estações de cobertura de neve e gelo mais curtas, fluxo de pico de primavera mais cedo, geleiras mais finas, descongelamento de permafrost e aumento do nível do mar. Como algum aquecimento adicional é inevitável, essas tendências continuarão. {4.2, 5.2, 5.3, 5.4, 5.5, 5.6, 6.2, 7.5}

Prevê-se que a precipitação aumente na maior parte do Canadá, em média, embora as chuvas de verão possam diminuir em algumas áreas. A precipitação aumentou em muitas partes do Canadá, e houve uma mudança para menos neve e mais chuvas. Prevê-se que a precipitação anual e de inverno aumentará em todo o Canadá no século XXI. No entanto, as reduções nas chuvas de verão são projetadas para partes do sul do Canadá sob um cenário de alta emissão no final do século. {4.3}

A disponibilidade sazonal de água doce está mudando, com um aumento do risco de escassez de abastecimento de água no verão. Os invernos mais quentes e o derretimento de neve mais cedo se combinarão para produzir fluxos de inverno mais altos, enquanto que os snowpacks menores e a perda de gelo de geleiras durante este século se combinarão para produzir vazões de verão mais baixas. Verões mais quentes aumentarão a evaporação das águas superficiais e contribuirão para reduzir a disponibilidade de água no verão no futuro, apesar de mais precipitação em alguns lugares. {4.2, 4.3, 5.2, 5.4, 6.2, 6.3, 6.4}

Um clima mais quente intensificará alguns extremos climáticos no futuro. Temperaturas quentes extremas tornar-se-ão mais frequentes e mais intensas. Isso aumentará a gravidade das ondas de calor e contribuirá para o aumento dos riscos de secas e incêndios florestais. Enquanto as inundações no interior resultam de múltiplos fatores, chuvas mais intensas aumentarão os riscos de enchentes urbanas. É incerto como as temperaturas mais quentes e os snowpacks menores se combinam para afetar a freqüência e a magnitude das inundações relacionadas à neve derretida. {4.2, 4.3, 4.4, 5.2, 6.2}

As áreas canadenses dos oceanos Ártico e Atlântico experimentaram condições mais longas e mais generalizadas de gelo marinho. Estima-se que as áreas marinhas canadenses do Ártico, incluindo o Mar de Beaufort e a Baía de Baffin, tenham períodos extensos livres de gelo durante o verão de meados do século. A última área em todo o Ártico, com o gelo do mar no verão, é projetada para o norte do Arquipélago Ártico Canadense. Esta área será um importante refúgio para espécies dependentes do gelo e uma fonte contínua de gelo potencialmente perigoso, que irá derivar para as águas canadenses. {5.3}

Espera-se que as inundações costeiras aumentem em muitas áreas do Canadá devido à subida do nível do mar local. Mudanças no nível do mar local são uma combinação da subida do nível do mar global e subsidência da terra local ou elevação. Prevê-se que o nível do mar local aumente, e aumente as inundações, ao longo da maior parte das costas do Atlântico e do Pacífico, no Canadá, e da costa de Beaufort, no Árctico, onde a terra está a diminuir ou a ser lentamente edificante. A perda de gelo marinho no Ártico e no Canadá Atlântico aumenta ainda mais o risco de danos à infraestrutura costeira e ao ecossistema como resultado de ondas e tempestades maiores. {7.5}

A taxa e a magnitude da mudança climática sob cenários de alta versus baixa emissão projetam dois futuros muito diferentes para o Canadá. Cenários com aquecimento grande e rápido ilustram os profundos efeitos no clima canadense do crescimento contínuo das emissões de gases do efeito estufa. Cenários com aquecimento limitado só ocorrerão se o Canadá e o resto do mundo reduzirem as emissões de carbono para perto de zero no início da segunda metade do século e reduzir substancialmente as emissões de outros gases de efeito estufa. Projeções baseadas em uma gama de cenários de emissão são necessárias para informar a avaliação de impacto, o gerenciamento de riscos climáticos e o desenvolvimento de políticas. {todos os capítulos}

* Nota: para acessar o relatório oficial clique aqui.

Fonte: EcoDebate

A temperatura extrema pode parecer “normal” depois de alguns anos

Pesquisa sugere que pessoas deixam de notar alterações térmicas graduais

Padrões incomuns de temperatura sempre vieram e se foram, mas em um momento de mudança climática os eventos extremos se tornarão mais frequentes. E este ano já tivemos uma boa quantidade deles.

Mas, se temperaturas extremas chegassem à sua região, você as notaria?

Geralmente, a resposta é não, de acordo com um estudo publicado no mês passado em “Proceedings of the National Academy of Sciences”. Nele, pesquisadores analisaram mais de dois milhões de mensagens no Twitter para ver como as pessoas reagiam a eventos climáticos.

De fato, sugere o estudo, as pessoas aprendem a aceitar a temperatura extrema como algo normal em apenas dois anos.

Isso pode fazer com que subestimem a extensão do aquecimento global, que já causou mudanças extremas de temperatura. Se você nasceu depois de 1976, por exemplo, a Terra esteve mais quente que a média do século XX a cada ano de sua vida (embora as temperaturas locais variem).

Frances C. Moore, a principal autora do novo estudo, queria descobrir como as pessoas contextualizavam temperaturas extremas com base em suas experiências passadas.

“A qualquer lugar que você vá no mundo, as pessoas estarão comentando o tempo”, disse Moore, professora-assistente no Departamento de Ciência e Políticas Ambientais na Universidade da Califórnia, em Davis. “Mas o tipo de temperatura de que falam difere de um lugar para outro. E a maneira como difere nos diz algumas coisas sobre qual tipo de clima as pessoas estão achando incomum.”

A equipe de pesquisa analisou mensagens postadas no Twitter entre 2014 e 2016, que incluíam a localização nos EUA; foram encontrados 60 milhões de tuítes mencionando a temperatura. Eles então compararam as temperaturas locais na época em que esses tuítes foram postados com uma base das temperaturas médias dessas áreas na mesma época do ano entre 1981-1990.

“E queríamos saber: como mudou o volume de tuítes sobre a temperatura e, especificamente, como eles se modificaram de acordo com a variação da temperatura”, disse Moore.

Ela e seus colegas descobriram que, se as pessoas experimentavam temperaturas extremas com as quais não estavam acostumadas – altas ou baixas –, elas tuitavam muito sobre isso. Mas, se o local em questão já houvesse passado por esse tipo de temperatura em anos recentes, mesmo que ela fosse extrema em comparação com a base, as pessoas tendiam a não comentar tanto. A temperatura extrema não era mais algo notável.

Em geral, levava apenas de dois a oito anos para que os americanos em uma determinada localização ajustassem seus padrões de normalidade – em outras palavras, parassem de reconhecer que aquelas temperaturas extremas eram de fato extremas.

“A definição de ‘temperatura normal’ muda rapidamente com o tempo nessa época de mudança climática”, escreveram os autores.

Saif M. Mohammad, cientista pesquisador do Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá, que não participou do estudo, disse que há limitações. “Não sabemos quanto os tuítes são representativos da opinião pública geral. Porque certo tipo de indivíduo está tuitando, isso não necessariamente representa as pessoas em geral.”

É meio que um alerta o fato de continuarmos a ver esses eventos anômalos durante vários anos e acabarmos rapidamente nos acostumando a eles.

SAIF M. MOHAMMAD

Ainda assim, Mohammad afirma que o estudo foi uma boa primeira tentativa de compreender como as pessoas percebem a mudança climática mediante temperaturas extremas. “É meio que um alerta o fato de continuarmos a ver esses eventos anômalos durante vários anos e acabarmos rapidamente nos acostumando a eles”, disse ele.

Se isso remete à história da rã que se deixa cozinhar até a morte quando é posta em uma panela com água que vai esquentando lentamente, é preciso notar que as rãs na verdade não vão morrer assim: elas vão pular para fora da panela.

Mas, se as pessoas pararem de perceber temperaturas extremas como o que são, isso pode limitar sua vontade de tomar, ou apoiar, uma atitude contra o aquecimento global, disseram os pesquisadores. Cientistas sociais mencionam as “janelas de oportunidades” quando eventos extremos podem funcionar como gatilhos de mudanças sociais.

“Quando as pessoas sobrevivem a algo ameaçador ou até mesmo mortal, isso realmente molda o modo como veem o que havia antes, o que geralmente gera uma ação”, disse Katja Brundiers, professora-assistente de pesquisa em sustentabilidade da Universidade Estadual do Arizona, que não estava envolvida no estudo.

Outros fenômenos severos e repetidos que são exacerbados pela mudança climática, como queimadas e furacões, podem ser mais eficazes em levar as pessoas à ação, disse Elisabeth Hamin Infield, professora de planejamento regional da Universidade de Massachusetts, em Amherst, que também não participou da pesquisa.

Mesmo que aprendamos a normalizar as temperaturas incomuns, ainda assim sentiremos seus efeitos. Moore e seus colegas usaram uma técnica chamada análise de sentimento para examinar a essência dos tuítes das pessoas em regiões que passavam por temperaturas extremas, mesmo que não as mencionassem. (A análise de sentimento busca palavras com conotações positivas e negativas.)

Eles notaram que quem estava vivenciando temperaturas extremas exibia mais sentimentos negativos que a média.

Fonte: Gauchazh

Canadá reduz impostos sobre emissões de carbono de grandes poluentes

O Canadá reduzirá seus impostos sobre emissões de gases de efeito estufa, depois que industriais advertiram que essas taxas afetariam sua competitividade internacional, informou nesta quarta-feira (01/08) o gabinete do ministro do Meio Ambiente.

Em janeiro, o governo havia lançado um marco regulatório que contemplava impostos para as emissões de carbono. A norma entrará em vigor em 2019.

Entretanto, depois de se reunir na semana passada com as indústrias afetadas pelo programa oficial, Ottawa decidiu diminuir o que os industriais pagariam por emitir dióxido de carbono. A redução vale tanto para grandes poluentes como para firmas vulneráveis ou que enfrentem uma dura concorrência externa.

Fabricantes de veículos, petroleiras e produtores de aço, recentemente afetados pelas tarifas dos Estados Unidos, estão entre os que fizeram lobby para reduzir a taxação.

A nova norma permitirá a algumas empresas pagar o imposto sobre o carbono por somente 10 a 20% de suas emissões. Antes, estava previsto em 30%.

Fonte: AFP

Canadá adia desenvolvimento de regulamentações do Padrão de Combustível Limpo

O governo canadense anunciou que deverá adiar a implementação de seu Padrão de Combustível Limpo. Os planos originais que exigiam que o desenvolvimento das regulações do programa fossem concluídos em 2019, devem ficar prontos apenas em 2021.

O Canadá anunciou pela primeira vez, seu planos para desenvolver o Padrão de Combustível Limpo, em novembro de 2016. O programa, que visa reduzir as emissões de carbono de todos os combustíveis em 30 milhões de toneladas em 2030, definindo requisitos de intensidade de carbono para os combustíveis líquidos, gasosos e sólidos usados ​​nos transportes, indústria e edifícios, serão projetados para se tornarem mais rigorosos ao longo do tempo.

Em dezembro de 2017 o país divulgou uma estrutura regulatória preliminar para o projeto. Naquela época, o governo disse que planejava publicar a Parte I dessas regulamentações em 2018 e a Parte II em meados de 2019. Mas, um aviso publicado na página do governo, em julho desse ano, indica que o cronograma de implementação será adiado. “Desde o anúncio da política no final de 2016, o Meio Ambiente e Mudança Climática do Canadá se envolveu amplamente e ouviu as partes interessadas sobre o desenho da política”, disse o governo no comunicado. “A ECCC reconhece a necessidade de mais tempo para trabalhar com as partes interessadas para realizar uma análise técnica e econômica robusta para garantir que o Padrão de Combustível Limpo atinja sua meta e, ao mesmo tempo, mantenha a competitividade canadense.”

Continue lendo a publicação original (em inglês) aqui.

Fonte: Biodiesel Magazine

Após sanções americanas, biodiesel da Argentina encontra mercado no Canadá

A empresa Ecofuel, pertencente a Bunge e AGD, exportou 29 mil toneladas de biodiesel mês passado e planeja um novo embarque ainda em abril, segundo confirmação de Guillermo García, gerente de Relações Institucionais da Bunge, ao La Nación. Essa é a primeira vez que o Canadá compra biocombustível do país sul americano.

Depois que o fechamento do mercado americano foi confirmado no início de abril, um novo comprador internacional apareceu para os argentinos. Esse novo “player”, embora muito celebrado pelos produtores locais, não compensará a queda de um peso-pesado, como os Estados Unidos, destino de aproximadamente 1,6 milhão de toneladas de biodiesel em 2016.

De acordo com fontes do setor, mesmo que não substitua o mercado americano, esse não deixa de ser um sinal de confiança no produto argentino que vem sofrendo com o forte impacto causado pelas sanções da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos ao seu biodiesel.

Para continuar lendo, clique aqui.

Fonte: La Nación

Canadá aposta na energia nuclear para reduzir pegada de carbono

Canadá, o segundo maior produtor mundial de urânio, aposta na energia nuclear para reduzir sua pegada de carbono e quer encorajar a comunidade internacional a incorporar esta tecnologia na luta contra as mudanças climáticas, informou na última quinta-feira (15) a TV estatal.

Trata-se de uma mudança radical por parte do governo de Justin Trudeau, cujo “Marco Pan-canadense para o Crescimento Limpo e as Mudanças Climáticas”, apresentado em dezembro de 2017, não menciona a energia nuclear.

O Canadá se aliou aos Estados Unidos e Japão para incluir esta forma de energia nas discussões internacionais sobre a transição energética, particularmente na Conferência Ministerial de Energia Limpa (CEM), que reúne governos e o setor privado.

A nona edição desse fórum será realizada em maio na Dinamarca com o patrocínio da Comissão Europeia, e em 2019 no Canadá.

O governo de Trudeau quer aproveitar esta oportunidade para “pôr a energia nuclear no centro dos esforços globais para lutar contra as mudanças climáticas”, assegurou Kim Rudd, secretária parlamentar de Recursos Naturais, durante discurso na Associação Nuclear Canadense, no final de fevereiro.

“O CEM se reunirá novamente em Copenhague em maio e nos asseguramos de que a energia nuclear vai ter seu lugar em uma discussão ampla e de alto nível sobre uma transição global para uma economia baixa em carbono”, disse Rudd ao lobby da indústria nuclear.

A energia nuclear não emite gases de efeito estufa como os combustíveis fósseis que causam as mudanças climáticas, mas são uma fonte de energia controversa, particularmente devido a seus resíduos tóxicos, que são difíceis de tratar.

Fonte: AFP

Canada lança campanha publicitária para promover biocombustíveis

Renewable Industries Canada (RICanada) lançou uma campanha de conscientização pública sobre os benefícios ambientais e econômicos dos mandatos de biocombustíveis. Batizado de ‘Facts Do not Lie’, a campanha destina-se a educar o público sobre o papel dos biocombustíveis na redução das emissões de carbono dos transportes.
Dado que os combustíveis renováveis ​​como o etanol e o biodiesel são a maneira mais rápida e fácil de reduzir os gases de efeito estufa (GEEs) no setor de transporte, a campanha explicará por que agora é o momento de aumentar os mandatos para o conteúdo renovável nos combustíveis do Canadá. “A RICanada e seus membros fornecem ao público biocombustíveis renováveis ​​e limpos, como o álcool e o biodiesel – combustíveis que ajudam a lutar contra as mudanças climáticas e combater a poluição e a poluição atmosférica”, afirmou Jim Gray, presidente da Diretoria e CEO da RICanada do IGPC Ethanol, Inc. “Estamos entusiasmados com o lançamento desta campanha e sobre a contribuição para a conversa sobre como o Canadá pode se restabelecer como líder mundial em combustíveis renováveis ​​e produtos baseados em biologia.” Fatos:  • O etanol pode reduzir os gases de efeito estufa em 62 por em comparação com a gasolina. • O biodiesel pode reduzir os GEE em mais de 100% em relação ao diesel. • Os mandatos de biocombustíveis do Canadá reduzem as emissões anuais de GEE na mesma medida em que tira um milhão de carros da estrada. • Todos os anos, o mandato de biocombustíveis do Canadá remove tanto C02 da atmosfera como 21 milhões de árvores. • O aumento do mandato federal de biocombustíveis pode agregar 31 mil empregos e US $ 5,6 bilhões à economia do Canadá. • O Canadá já foi líder mundial na implementação de requisitos de combustível renovável. Hoje, mais de 40 países exigem níveis mais altos de misturas de biocombustíveis em combustíveis para transporte do que o Canadá. A campanha RICanada, que exige que o governo federal aumente os mandatos de conteúdo renovável em combustíveis, contará com anúncios impressos e digitais (incluindo Maclean’s, The Hill Times e National Newswatch) em Ottawa e mercados-chave em todo o Canadá. Fundada em 1984, a Renewable Industries Canada (RICanada) é uma organização sem fins lucrativos com a missão de promover o uso de produtos de valor agregado a partir de recursos renováveis ​​através da conscientização do consumidor e atividades de ligação do governo.
 

O mercado das energias renováveis no Canadá – edição 2017

O 14º evento anual de política e indústria da Renewable Industries Canada, realizado em outubro passado,  reuniu em Fairmont Chateau Laurier, Ottawa, mais de 100 especialistas do governo, indústria e acadêmicos que abordaram as prioridades do Canadá em mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Entre os principais palestrantes, Jonathan Wilkinson, Secretário Parlamentar do Ministro do Meio Ambiente e Alterações Climáticas do Canadá, Catherine McKenna. Ao longo de seu discurso, Wilkinson ressaltou a importante contribuição que os combustíveis renováveis ​​e os setores baseados em biotecnologia fazem para cumprir os ambiciosos compromissos climáticos do Canadá sob o Acordo de Paris.

Wilkinson também revelou que o governo pretende divulgar seu projeto regulamentar para o padrão federal de combustível limpo, proposto para o início de 2018, com a subseqüente publicação dos regulamentos finais em 2019, quando o programa realmente deverá entrar em vigor.

Além disso, a província de Ontário anunciou sua abordagem para aumentar seu Padrão de Combustível Renovável para a Gasolina e Quebec anunciou que trará mandatos de 5 por cento de etanol e 2 por cento de biodiesel.

Como parte da implementação do CFS federal, a Renewable Industries Canada propôs uma estratégia ambiciosa para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em outros 4 megatons. A proposta consiste em aumentar a quantidade obrigatória de etanol na gasolina para 10% e o teor de biodiesel no diesel de 2 para 5%. Se promulgada, essa medida teria como efeito o equivalente a remoção de 1 milhão de carros da estrada, trazendo a quantidade total de reduções de emissões de GEE para quase 9 megatons.

“Como líderes dos setores renováveis ​​e bio-baseados do Canadá, somos fortemente encorajados pelo reconhecimento que recebemos tanto do governo, quanto de especialistas em mudanças climáticas de renome, sobre o papel crítico que nosso setor doméstico de biocombustíveis desempenha na luta contra as mudanças climáticas e na redução das GEE no setor de transportes” disse o presidente da RICanada, Jim Gray. “Estamos ansiosos para continuar essas discussões sobre como podemos apoiar melhor a transição do Canadá para uma economia com baixo teor de carbono, e também promover os padrões de combustíveis renováveis”, finalizou.

Clique aqui e continue lendo a publicação original.

Fonte: Biodiesel Magazine

 

Relatório destaca que o Canadá gera mais energia limpa do que outras economias desenvolvidas

Um novo relatório divulgado pela Junta Nacional de Energia do Canadá (NEB – sigla em inglês) divulgou esta semana que o país gera a maior parte de sua energia de fontes renováveis, principalmente, se comparado à maioria de outras economias desenvolvidas no mundo.

Intitulado como “A adoção de fontes renováveis de energia do Canadá”, o relatório destaca que o Canadá gerou em 2015 dois terços de sua eletricidade a partir de fontes renováveis, principalmente de energia hidráulica, mas também de energia eólica, biomassa e solar.

O documento fornece comparações diretas de como o Canadá se classifica internacionalmente para a adoção de fontes renováveis. Ele também abrange os fatores que afetam a captação de cada fonte renovável, incluindo os custos financeiros, a fiabilidade e os impactos ambientais.

De acordo com o relatório a produção de biomassa do país representava 2% da matriz energética em 2015 e veio principalmente da produção de pellets e briquetes.

A produção eólica chegou a 10% e tornou o país o sétimo maior produtor de energia eólica do mundo. Já a produção hidrelétrica foi responsável por 60% da geração total de eletricidade do Canadá, representando cerca de 10% da geração global de hidroeletricidade, segundo maior do mundo depois da China.

Segundo a economista-chefe do NEB, Shelley Milutinovic, a expectativa é que as outras fontes renováveis como solar, eólica e biomassa, cresçam ainda mais nos próximos anos. “A geração hidrelétrica do Canadá permitiu que o país fosse um dos líderes mundiais em energia renovável por anos.

Agora, como a energia solar, eólica e outras tecnologias se tornam mais competitivas em termos de custos, esperamos ver um aumento contínuo na sua adoção no futuro” ressaltou ela.

Fonte: Biomassa BR

EUA e Canadá proíbem novas explorações no Ártico

Casa Branca anuncia medida para proteger ecossistemas numa vasta região no Atlântico Norte. Medida bloqueia futuras iniciativas de Trump, que prometeu suprimir diversas legislações ambientais.A Casa Branca anunciou a proibição definitiva de novas licenças para a exploração de petróleo e gás no Ártico e no Atlântico Norte, frustrando planos do presidente eleito Donald Trump que, durante a campanha, prometeu suprimir diversas regulamentações ambientais.

“Hoje, em parceria com os nossos vizinhos e aliados do Canadá, os EUA superam uma etapa histórica para preservar os ecossistemas do Ártico”, afirmou em comunicado, nesta terça-feira (20/12) o presidente americano, Barack Obama, ressaltando a necessidade de reduzir a dependência dos combustíveis fósseis para combater o aquecimento global.

Obama se baseou numa lei de 1953 que outorga aos presidentes o poder de proteger as águas territoriais americanas de quaisquer iniciativas de exploração de gás e petróleo. Segundo a Casa Branca, a medida tem “base legal sólida” e não pode ser modificada por outro presidente. Essa legislação foi utilizada anteriormente pelos presidentes Dwight Eisenhower e Bill Clinton.

Obama interditou de modo permanente quaisquer perfurações numa área de mais de 50 milhões de hectares no Oceano Atlântico, equivalente ao tamanho da Espanha, e 31 cânions marinhos. A proibição inclui todas as águas territoriais dos EUA no Mar dos Tchouktches e uma grande parte do Mar de Beaufort.

No comunicado, o presidente afirmou que a medida visa “proteger um ecossistema único e vulnerável”, alertando que o risco de derramamentos de óleo é “significativo”, e a capacidade de recuperação de prováveis danos nessa região, bastante limitada.

Em agosto de 2015 o governo Obama havia dado permissão à Shell para explorar o Ártico, mas a companhia petrolífera cancelou seus planos em setembro do mesmo ano, anunciando que não havia encontrado petróleo em quantidade suficiente e uma nova legislação ambiental limitar a exploração.

O Canadá também anunciou a proibição permanente de novas perfurações em suas águas territoriais do Ártico. A interdição, porém, pode ser revista a cada cinco anos.

Medida desafia Trump

Trump, que em várias ocasiões questionou a veracidade das mudanças climáticas, prometeu acabar com a intrusão da Agência de Proteção do Ambiente (EPA) “na vida dos americanos”.

Para dirigir a agência, o presidente eleito designou Scott Pruitt, procurador-geral da Oklahoma e fiel aliado do setor de combustíveis fósseis, conhecido, entre outras coisas, por negar o fenômeno do aquecimento global. Ele liderou uma batalha judicial para anular regulamentações do governo de Obama que visavam reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa por parte das usinas de carvão.

O Instituto Americano do Petróleo, um grupo que reúne lobistas da indústria petrolífera, afirmou que a decisão de Obama poderá “enfraquecer a segurança nacional, destruir empregos bem remunerados e fazer com que a energia seja mais cara para os consumidores”.

Durante os oito anos da presidência de Obama, surgiram diversas novas legislações ambientais, protegendo ecossistemas marinhos, reduzindo as emissões de carbono e aumentando o uso de energias renováveis. O presidente se apressou em ratificar o Acordo de Paris sobre o clima, para que a iniciativa não fosse engavetada pela próxima administração.

Muitas das novas legislações foram finalizadas, o que faz com que seja difícil anulá-las. Espera-se, porém, que as iniciativas de Obama sejam continuadamente atacadas durante o próximo governo.

Fonte: Deutsche Welle

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