Passo Fundo homenageia Erasmo Battistella

Passo Fundo realiza no dia 24 de agosto seu tradicional jantar, dentro das comemorações do aniversário de 162 anos da cidade. O homenageado de 2019 será o empresário Erasmo Battistella, que simboliza o desenvolvimento da cidade. O jantar, por adesão, será realizado a partir das 20h, na Casa do Bosque.

Bacharel em Administração de Empresas, Erasmo tem mais de 20 anos de experiência no setor de operações de combustíveis, óleo e gás, além das áreas de agroenergia e energia elétrica. Foi fundador da BSBIOS em 2005, onde é presidente, fundador do ECB Group e co-fundador e presidente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (APROBIO).

Erasmo está entre as 100 pessoas mais influentes no agrobusiness brasileiro, de acordo com a revista Isto é Dinheiro, consecutivamente nos anos de 2013, 2014, 2015, 2016 e 2017. Também já ganhou diversos prêmios como o Prêmio Jovens Lideranças do Agronegócio (2012), o Troféu Guri (2013) e o Troféu O Equilibrista (2018).

Os ingressos para o jantar podem ser adquiridos junto ao Departamento de Comunicação da Prefeitura de Passo Fundo até esta sexta-feira (23), das 8h às 11h30 e das 13h30 às 17h. Não haverá venda no dia do evento. Mais informações pelo fone: 3316.7152.

Fonte: Revista NEWS

A hora é de pragmatismo, conclama Erasmo Battistella

Nenhum empreendedor brasileiro soube tirar tanto proveito da política brasileira de produção de biodiesel, inaugurada em 2004, quanto Erasmo Carlos Battistella (foto), que por causa do nome, inspirado no astro da Jovem Guarda, vez por outra é chamado de “Tremendão do biodiesel”. Tremenda, mesmo, foi a ascensão de Battistella. De aprendiz de agricultor no noroeste gaúcho, virou arrendatário de posto de gasolina aos 20 anos. Trabalhando sem dar descanso ao corpo e nem à cabeça, virou dono de dois postos graças à capacidade de vender ideias por vezes vistas como mirabolantes – como a de apostar pesado na decisão do governo, em 2004, de adicionar 5% de biodiesel ao diesel comum. Conseguiu atrair um sócio do peso da Petrobras, tornou-se o maior produtor brasileiro de biodiesel. Agora, ruma ao Paraguai para instalar uma bilionária planta de biocombustíveis avançados. Na entrevista a seguir, Battistella conta como vê o Brasil em uma fase de mudança de ciclo econômico.

Quais são as possibilidades de romper esse longo ciclo de recessão e estagnação da economia?
Como empresário e brasileiro, eu acredito muito no Brasil. E tenho certeza de que o Brasil é um dos países que têm maior potencial de crescimento em razão de várias condições que possui – por seu tamanho, seu povo, suas características geográficas, seus recursos naturais. E, também, em função de nosso potencial na produção de alimentos e de  energia renovável. Então, por esse conjunto, eu acredito muito no Brasil. Agora, não podemos negar que a gente está começando a sair da maior crise econômica de nossa história. Desde que o Brasil foi descoberto, nunca tivemos uma crise econômica tão aguda e prolongada. Além da crise econômica, nós passamos por uma crise institucional e de credibilidade muito grande por tudo que nós vivemos no Brasil. Mas isso é passado.

E agora?
No presente, a população brasileira colocou muita esperança em uma mudança. Iniciamos 2019 com nível de expectativa muito alto na imediata retomada da economia, com crescimento do PIB e geração de empregos. Mas, como nós precisamos de mudanças estruturais, a expectativa inicial de que as coisas iriam fluir mais rapidamente não foi atendida. Estamos vendo o ano começar um pouco mais truncado do que imaginávamos.

Olhando para a frente, qual é o cenário?
A nossa visão é que, antes de mais nada, o Brasil precisa das reformas. É necessário e fundamental começar com a reforma da previdência, depois passar pela reforma tributária para, então, atacar todas as mudanças que nós precisamos, como a reforma política. Sem estas reformas, o país não vai deslanchar, e continuaremos a ser o tal “país do futuro”, futuro que  nunca chega, como mostra a história do Brasil. Eu voltei não faz muito de uma viagem internacional. Estive participando de eventos financeiros em Nova Iorque e Washington, e existe essa visão, bem clara, de que, se as reformas acontecerem, o futuro começa a virar realidade. Eu vejo muitos colegas e empresários empolgados em fazer investimento, mas querem ter certeza de que as reformas vão acontecer. Todos na expectativa de que vamos ter uma previdência saudável, que não vai impactar e desequilibrar as contas públicas. Que vai haver uma carga tributária mais equalizada, que nos dê competitividade em relação a outros países. E que vamos ter uma taxa de juros para investimentos adequada, de modo que o setor produtivo não trabalhe só para pagar juros, e sim para gerar riqueza e mais emprego. Essa é a visão que eu tenho para o Brasil.

Essa é também a visão de investidores externos?
Sem dúvida. Eles só estão esperando estas reformas acontecerem – principalmente os investidores de médio e longo prazo. Já está entrando capital externo no Brasil, mas são recursos de curto prazo, de especulação. Este tipo de capital também é importante, porque ajuda a diminuir o custo do dinheiro para as empresas e para todo o setor produtivo. Mas nós precisamos atrair, e em volume bem maior, aquele dinheiro de médio e longo prazos, porque é um capital que vem para cá buscando uma atratividade que não é tão ligada a altos retornos no curto prazo, e sim a uma segurança jurídica a longo prazo. O que eu ouvi lá fora dos grandes fundos de investimento vai nesta linha, “Olha, nós já temos recursos alocados no Brasil, mas podemos aumentar muito os investimentos que fazemos em diversas áreas, desde que a gente veja as reformas serem aprovadas para que o Brasil tenha realmente uma rota de crescimento, uma sequência, e não uma recuperação de apenas dois ou três anos”.

Qual área de negócios é mais atraente ao investidor externo?
Com certeza é a infraestrutura. É a número 1, hoje. Somos um país de dimensões continentais e temos uma infraestrutura muito defasada. Outras áreas que estão sendo olhadas com interesse são aquelas ligadas à exploração dos nossos recursos naturais: minério, petróleo. E no mesmo patamar aparecem as oportunidades ligadas à agropecuária, e que têm relação com toda esta grande área que envolve produção de alimentos e agroenergia.

Como fundador de uma empresa de biodiesel assediada por fundos de investimento, você percebe neles sinais de confiança em um possível protagonismo do Brasil em produção de energia renovável?
O Brasil é muito respeitado na parte de energias renováveis: etanol, biodiesel, energia eólica, hídrica, agora começando a ganhar espaço com a energia solar. Ou seja, nosso trunfo não é uma fonte de energia somente e não envolve só combustíveis líquidos, mas também energia elétrica. Isso é muito importante para se criar essa massa de investimentos em energias renováveis, que se consolida como uma área estratégica para o Brasil. Mas há algumas definições que ainda precisam ocorrer e que impactarão bastante o setor. O Brasil terá uma política clara de como vai tratar os combustíveis? Então, o mercado lá fora espera que o Brasil adote para sempre uma política de mercado nos preços de energia e combustíveis. Se isso acontecer, vai aumentar ainda mais a atratividade de investimento nas energias renováveis. Esse movimento, esse novo olhar do governo para o setor de energia e para a questão da precificação, estão sendo observados e são fundamentais para que nosso setor se torne atrativo para receber mais investimentos.

Na prática, o que estaria, hoje, em desacordo ou não totalmente alinhado ao que o mercado espera, na cadeia de energias renováveis? Que ajustes são necessários?
Acredito que os ajustes são estes que o próprio governo está colocando. Por exemplo, no segmento de combustíveis, reorganização tributária e precificação de acordo com o mercado, além de uma abertura para a participação de outros agentes na cadeia produtiva, de modo a realmente abrir o mercado para que a gente tenha livre concorrência e não haja mais monopólios em energia.  Se isso acontecer, nós teremos mais capital do exterior investindo em energia. É uma visão clara que vem de fundos, de bancos de investimentos e de empresários que querem investir no Brasil. Quanto mais o mercado é a regra, melhor para nós, porque estaremos aumentando a atratividade de investimento. Quando falo de atratividade de investimento, não falo só do externo, mas também do capital interno. Muito empresário no Brasil tem projetos para fazer investimentos e estão aguardando para ver como fica essa política. E certamente vão tirar projetos da gaveta para aumentar o nível de investimento. Portanto, não é só dinheiro do exterior, não. Tem muito dinheiro dentro do Brasil esperando as regras ficarem claras.

A expectativa de todos esses investidores é de que estruturas monopolistas, inclusive no petróleo, sejam claramente abertas à concorrência?
Sim, e isso é em todas as áreas do segmento de energia, seja em combustíveis, energia elétrica… O monopólio sempre afasta investimento, inibe competitividade. Para os consumidores, a concorrência é saudável desde que as regras estejam claras e que as agências reguladoras funcionem de forma independente. Quanto mais técnicas forem as agências reguladoras, melhor. O nome já diz: é uma agência que regula. E quem regula são os técnicos. Eles é quem têm de tomar conta das áreas. Isso serve para todos os segmentos, não só para a área de energia.

Com as mobilizações pelo mundo cobrando providências contra as mudanças climáticas, qual deve ser a postura do Brasil diante das metas de redução de emissões estipuladas no Acordo de Paris?
O Brasil vem bem no cumprimento do Acordo de Paris. Para ser justo, não é uma questão de agora. Se voltarmos aos governos anteriores, todos se preocuparam em aderir e se manter em linha com o acordo internacional do clima. Tivemos a construção de políticas públicas de médio e longo prazos que são fundamentais. Vimos o nascimento do programa de biodiesel, o crescimento do programa de etanol, o início e o crescimento da energia eólica e, agora, também da energia solar. No último governo, foi criado um programa chamado RenovaBio, que é um grande guarda-chuva de iniciativas de políticas públicas que vão fomentar biocombustível e outras formas de energia. Tudo isso faz com que o Brasil possa atingir seus compromissos. O RenovaBio deixa claro que o Brasil precisa diminuir as emissões em 10,1% até 2030 e manter as emissões controladas mesmo com crescimento econômico. Sem fazer uso de biocombustíveis e energias renováveis, o Brasil não teria como atingir essa meta. Mas vejo que o país está muito em linha com o acordo, está nota 10. Se o Brasil cumprir o que está na lei, vamos chegar em 2030 com um grande reconhecimento a nível global e recebendo grandes investimentos. Basta cumprir by the book o que está na lei.

Entre a necessidade de acelerar o crescimento econômico e, por outro lado, reduzir as emissões de dióxido de carbono, confrontam-se dois polos de pensamento. Como você vê este debate entre ambientalistas e desenvolvimentistas?
Eu não vejo esse debate como o tema mais importante nesse momento no Brasil. O setor produtivo amadureceu. No começo do governo atual, havia uma discussão sobre unir o Ministério da Agricultura e o Ministério do Meio Ambiente e muitas áreas do setor produtivo, do agronegócio, posicionaram-se contra isso, porque entendem que precisamos crescer e preservar o meio ambiente. Então, essa é a posição clara de muitas áreas de produção. Na última década, nenhum empresário com quem eu tenha conversado quer fazer o seu negócio de qualquer forma sem respeitar o meio ambiente, muito pelo contrário. A grande maioria das empresas, dos empresários e dos produtores rurais, querem preservar o meio ambiente e ganhar dinheiro com a preservação ambiental. Se estamos preservando mais o meio ambiente no Brasil, em algum lugar do mundo quem não está preservando tem de pagar isso pra gente. O setor produtivo do Brasil está preocupado em produzir de forma ambientalmente correta. Muitas vezes as informações é que são distorcidas. Tem gente que não produz um pé de soja, que não gera um emprego e quer sair falando asneira, dizendo que o Brasil não cuida do meio ambiente. Quem está no dia a dia gerando emprego está comprometido em preservação ambiental. Não queremos fazer a coisa de qualquer forma. Nos próximos 10, 15 e 20 anos, o Brasil tem de ter um consumo mais consciente e sustentável. O Brasil é um dos países que mais tem oportunidade de ganhar dinheiro com isso. É preciso colocar no centro da discussão como é que nós agregaremos valor à preservação ambiental, à produção correta sob o ponto de vista ambiental. Como geramos valor para o Brasil preservando florestas e usando a quantidade de biocombustível que usamos. Acho que a gente tem que deixar um pouco de lado a ideologia nesse momento e realmente focar para que o Brasil esteja na vanguarda dessa mudança que está ocorrendo no mundo.

A sua holding está fazendo um investimento significativo, de US$ 800 milhões (cerca de R$ 3 bilhões), no Paraguai, país que aliás vem atraindo investimentos de diversas indústrias brasileiras. Está se desenhando um processo de transbordamento dos investimentos industriais brasileiros para o Paraguai? É uma tendência? O que o Brasil deveria aprender com o Paraguai na construção de um ambiente amigável para os investimentos?
Sempre é bom esclarecer que o investimento no Paraguai não é da BSBIOS. Não podemos confundir. A BSBIOS tem dois acionistas: a Petrobras e a minha holding. No Paraguai, o projeto é da minha holding. Sobre o investimento: o Paraguai tem atraído investimentos tanto de brasileiros quanto de outros empresários mundo afora. Nos últimos anos, tem aumentado o número de brasileiros investindo lá. Por que estão investindo no Paraguai? São questões pragmáticas. Número 1: proximidade geográfica. Quem mora no Rio Grande do Sul ou em São Paulo leva menos de duas horas de voo. Número 2: o Paraguai tem uma economia estável e que vem crescendo sem parar nos últimos 15 anos. Número três: o custo tributário do Paraguai é o mais competitivo do mundo. Número quatro: o custo de energia elétrica, e não sou só eu que falo, corresponde a um terço do custo da energia elétrica no Brasil. Número cinco: o custo de mão de obra é 25% do que custa no Brasil – o salário é igual, mas o custo adicional ao salário é menor. Essa competitividade tem atraído empresários de diversas áreas. Eu fui convidado para fazer um estudo sobre investir no Paraguai. Fizemos o estudo e eu percebi que havia oportunidade. Começamos em fevereiro a segunda fase de um grande projeto no Paraguai para a produção de biocombustíveis, justamente por causa desses cinco diferenciais que eu enumerei. E existe mais um atrativo que é importante: o Paraguai tem produção de matéria-prima e é um campo fértil para o projeto Ômega Green, que vai produzir um biocombustível diferente, os chamados biocombustíveis avançados [ele se refere aqui ao HVO, óleo vegetal hidrotratado, e ao SPK, óleo de querosene parafínico sintético].

O programa de desinvestimento da Petrobras deve levar a companhia a se desfazer de sua posição no capital da BSBios, que é de 50%. Como este processo deve evoluir?
Como a Petrobras tem ações em Bolsa e uma participação governamental muito importante, ela tem regras de desinvestimento que seguem as normas de instituições públicas de controle. Esse processo começou no ano passado e não foi concluído, porque veio o período eleitoral, mudança de governo, substituição da diretoria da Petrobras… Mas agora, quando toda a governança da Petrobras já está com nova diretoria, a tendência é que esse processo de desinvestimento possa continuar nos próximos meses. Eu deixei clara a minha posição quanto a esse processo já no ano passado e sigo com a mesma disposição: tenho interesse em recomprar a participação da Petrobras, porque acredito na BSBIOS, acredito nesse mercado. Obviamente pode ser sozinho ou com parceiro, e eu tenho a minha estratégia como empresário, mas tudo só vai acontecer quando a Petrobras retomar esse processo. Quem define o tempo, o momento e a forma é a Petrobras. A gente tem de respeitar as políticas internas deles.

Como conselheiro do IEDI, o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial, você está dando início a uma atuação mais ampla na liderança empresarial?
Não. Meu início em entidade nacional foi há mais de dez anos, quando fundamos a primeira associação dos produtores de biodiesel. Depois fundamos uma segunda entidade. Portanto, desde que eu entrei no mercado de biocombustíveis já atuo numa organização nacional, mas com foco no meu segmento de negócios. Faz dois anos que recebi o convite para ser conselheiro do IEDI e tenho participado de reuniões em que podemos aprender muito, porque, como o tema é inovação, temos ali a representação de praticamente todos os setores industriais do Brasil. É um fórum de grande representatividade.

Em que estágio se encontra a indústria brasileira do ponto de vista da inovação?
Acredito que o país está perdendo grande oportunidade no campo da inovação, porque não temos investimento muito grande com este foco. Temos, naturalmente, empresas que se destacam, além dos casos mais notáveis, como o da Embraer e também o trabalho que a Petrobras faz na área do pré-sal. Mas, enfim, as oportunidades que temos no Brasil são muitas, e poderíamos estar avançando bem mais. Há muitos estudos desenvolvidos dentro das universidades que não conseguem chegar ao mercado. Não conseguem transpor a barreira das investigações iniciais para fazer parte da pesquisa industrial e ter utilização dentro do processo produtivo. Muitas empresas querem inovar, mas estão com dificuldades muito sérias para simplesmente pagar as contas em dia, para sobreviver… E por outro lado estas empresas não conseguem acessar linha de crédito para inovação, porque não há políticas públicas de incentivo à inovação, ou são insuficientes.

Que prognóstico você faz sobre as retaliações comerciais recíprocas entre Estados Unidos e China, que compõem um dos principais fatores de incerteza sobre o crescimento da economia mundial. Acredita que o bom senso vai dissipar as medidas hostis, de parte a parte?
Eu acredito que sim. Em algum momento, China e Estados Unidos vão sentar e ter um acordo comercial construído. Essa guerra comercial não é positiva nem para a China, nem para os Estados Unidos, nem para o mundo. Quando a gente está em briga, não cresce. Ou cresce menos. Acredito que chegaremos a um entendimento daqui a alguns meses. Como são as duas maiores economias do mundo, também são os que mais perdem com a guerra comercial. Um acordo certamente terá impactos sobre todos os países, principalmente nos produtores de commodities, o que é o caso do Brasil. Num confronto, perdem todos.

Fonte: Amanhã

BSBIOS deve aumentar faturamento em R$ 900 milhões

Indústria já está preparada para atender a demanda de aumento de 10% para 11% de mistura do biodiesel ao óleo diesel

O anuncio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP, de aumentar de 10% para 11% a obrigatoriedade de mistura do biodiesel ao óleo diesel fóssil, a partir de setembro, trará impacto positivo na produção das duas unidades da BSBIOS – Passo Fundo e Marialva (PR). “Devemos aumentar nosso faturamento em R$ 900 milhões em 2020 com o investimento que estamos fazendo”, disse ontem o presidente da empresa, Erasmo Battistella. A BSBIOS já vinha se preparando para o aumento de percentual de biodiesel, tanto que para o segundo semestre deste ano está prevista a ampliação na capacidade de produção de biodiesel, conforme anúncio feito no ano passado. Haverá um acréscimo de 43% em sua capacidade produtiva, passando de 288 milhões de litros de biodiesel/ano para 414milhões.
Conforme a resolução, as Distribuidoras de Combustível podem misturar até o máximo de 15% no óleo diesel. Para Battistela, o aumento da adição de biodiesel ao diesel derivado de petróleo é uma medida acertada e que merece aplausos, pois estimula a produção de biocombustível limpo e eficiente em maior volume, gerando emprego e renda no campo, e reduzindo a emissão de poluentes nas cidades, melhorando a saúde dos cidadãos.
Segundo Battistela “Com a entrada em vigor da mistura B11 e a perspectiva de chegarmos ao B15 em 2023, o Brasil não só renova sua confiança na nossa indústria, como reafirma sua posição de referência internacional em biocombustíveis e em fontes alternativas de energia”.
Atualmente o Brasil é o segundo maior produtor de biodisel, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. A produção brasileira de biodisel em 2018 ultrapassou 5,3 bilhões de litros. Com o B11, a Associação de Produtores de Biodiesel do Brasil – APROBIO prevê que em 2019, a produção nacional deve ultrapassar a marca recorde de 6 bilhões de litros.
A previsão inicial era de que a regulação entrasse em vigor ainda no mês de junho, mas alterações foram feitas a pedido de montadoras de veículos. A nova regulamentação foi publicada em 1° de agosto. O cronograma aprovado pelo CNPE no final de 2018 estabelece o aumento de 1% ao ano no teor de biodiesel adicionado ao diesel fóssil até 2023. Com isso, a previsão é alcançar o B15 até março do mesmo ano.

Ampliação da indústria
Em novembro do ano passado, a BSBIOS anunciou investimento de R$ 72 milhões para ampliação da capacidade de processamento de soja e de gordura animal e, consequentemente, na capacidade de produção de biodiesel. Foi o quinto aumento na capacidade de produção do biocombustível, e o terceiro no volume de processamento de grãos em Passo Fundo. A empresa está investindo R$ 47 milhões nas ampliações e R$ 25 milhões em capital de giro. O aumento visa acompanhar o mercado crescente de biodiesel tendo em vista o aumento de 10% para 15% na mistura. Além de ampliar a capacidade de produção, a planta de processamento de grãos também recebe incremento dos atuais 1.080 mil toneladas de esmagamento de soja por ano para 1.280 mil toneladas de soja por ano. Outro objetivo da BSBIOS com ampliação é permanecer entre as três principais produtoras de biodiesel do Brasil.
Novidade
Uma novidade do anúncio é a construção da planta de Desodorização de Gordura. Isso permitirá o processamento de matéria-prima proveniente de gordura animal e possibilitará a expansão de 20% para 40% no uso desse insumo. Essa matéria-prima, que muitas vezes era descartada, passou a ser um material de valor agregado com a produção de biodiesel.
O cronograma de obras está sendo cumprido até o momento. A esmagadora já teve a obra concluída e as fábricas de Biodiesel e de Desodorização de Gordura iniciam agora no segundo semestre.

Fonte: O Nacional

BSBios expande faturamento e lucratividade em 2018

O ano passado foi muito bom para a BSBios. Ao longo de 2018, a empresa conseguiu dar saltos relevantes tanto em seu faturamento quanto na lucratividade de suas operações. De acordo com dados divulgados pela própria empresa na edição 2018 de seu relatório de sustentabilidade, as receitas do grupo se aproximaram da marca dos R$ 3,15 bilhões. O valor é inédito e representa um crescimento de impressionantes 44,8% sobre o valor apurado em 2017.

O crescimento robusto se contrasta com o recuo anterior. Entre 2016 e 2017, o faturamento da empresa havia caído 5,5% indo de R$ 2,30 para R$ 2,17 bilhões.

A renda auferida no negócio de biodiesel seguem representando aproximadamente metade – 48,6% – do dinheiro que entrou nas contas da companhia. De acordo com dados da plataforma BiodieselDATA, entre pagamentos pela entrega do biodiesel arrematado nos leilões regulares da ANP e ganhos com a participação nos estoques reguladores mantidos pela Petrobras, a BSBios recebeu R$ 1,53 bilhão.

Outras fontes de receita acrescentaram cerca de R$ 1,62 ao caixa da companhia no ano passado.

Produção

Boa parte do aumento no faturamento da BSBios foi puxado pelo crescimento na produção de biodiesel da empresa. Em 2018, o grupo industrial retomou a liderança do setor desbancando a ADM.

As usinas de Passo Fundo (RS) e de Marialva (RP) fabricaram um total de 545,8 milhões de litros o equivalente a 10,2% de toda a produção nacional do período. O volume fabricado aumentou em praticamente um terço de um ano para o outro. Além disso, as duas unidades fabris colocaram um pouco menos de 58,5 mil toneladas de glicerina no mercado – 31% mais do que em 2017.

No processamento de soja, o desempenho da BSBios foi menos vistoso com um aumento de 7% no volume de soja esmagada. Pela primeira vez, a empresa processou mais de um milhão de toneladas do grão num mesmo ano gerando 772,9 mil toneladas de farelo e 201 mil toneladas de óleo degomado

Os números refletem a expansão da capacidade instalada das duas usinas ocorrida em 2017. Segundo relatório de sustentabilidade, a BSBios investiu cerca de R$ 13,6 milhões no ano passado.

Em julho, a planta de Passo Fundo completou um processo de ampliação que elevou seu potencial de produção em 33%. Já, em novembro, foi a vez de Marialva com 37,9% de aumento. Somando tudo, a BSBios encerrou 2018 com 576 milhões de litros em capacidade instalada; cerca de 35,6% a mais do que no começo do ano.

Novos investimentos estão para vir. Em novembro do ano passado, o grupo anunciou planos de investir outros R$ 72 milhões em suas plantas este ano. Esses recursos serão usados para aumentar a capacidade instalada de biodiesel em 43% – chegando a 823,7 milhões de litros – e elevando o processamento de grãos em 18,5% para chegar a 1.280 toneladas por dia.

Também estão previstos investimentos numa unidade pré-processamento de gordura animal. Isso permitirá que a BSBios passe a fabricar biodiesel com até 40% de gordura animal – dobrando o limite atual de 20%.

Novamente lucrativa

Alimentado com crescimento operacional e no faturamento, o lucro da empresa também avançou. Segundo o relatório de demonstrações financeiras da Petrobras Biocombustível – dona de 50% do capital da BSBios –, a companhia teve lucro líquido de R$ 111,6 milhões no ano passado praticamente triplicando os R$ 38,3 milhões do ano anterior.

O valor mais do que compensa as perdas que a companhia amargou entre 2013 e 2016. No balanço geral, de 2012 para cá, a BSBios lucrou R$ 43,7 milhões.

Fonte: BiodieselBr

Maior produtora brasileira de biodiesel, empresa gaúcha divulga Relatório da Sustentabilidade 2018

Números da BSBIOS, que tem sede em Passo Fundo, mostram também os dados de gestão da companhia

Pioneira na exportação de biodiesel no país, a BSBIOS divulgou seu relatório de sustentabilidade de 2018, que traz informações importantes para o setor. No último ano, a empresa, maior produtora brasileira de biodiesel, produziu 545.677 m³ do produto nas unidades de Passo Fundo e Marialva, município paranaense que conta com uma unidade da empresa.

O relatório mostra também como as atividades ajudaram a girar a economia nas duas cidades. Só em 2016, a BSBIOS foi responsável por 24,2% do PIB de Passo Fundo e 35,2% do PIB de Marialva-PR. Nos últimos três anos, foram R$ 7,6 bilhões em receitas e R$ 119,6 bilhões em impostos gerados pela empresa somando-se os dois municípios. Isso sem falar nos 3,9 mil empregos diretos e indiretos criados pela presença da empresa nos locais.

A troca entre companhia e as cidades-sede é considerada fundamental para o futuro. Só em 2018, a BSBIOS investiu R$ 1,9 milhão em projetos socioambientais, esportivos e culturais. Pelo programa “Sementinhas do Futuro”, que promove a reflexão sobre equilíbrio entre preservação ambiental, desenvolvimento social e crescimento econômico, no ano de 2018, a empresa recebeu a visita de 1300 alunos, de 24 escolas de ambas cidades.

Sustentabilidade é prioridade estratégica

A preocupação com o meio ambiente está na essência da empresa e, portanto, a BSBIOS atua na economia de baixo carbono. A estimativa do valor social —  dano evitado —  gerado pelo processo produtivo da BSBIOS está entre R$ 20 milhões e R$ 66 milhões, em média.

O Relatório da Sustentabilidade foi produzido, pelo terceiro ano consecutivo, de acordo com as diretrizes da Global Reporting Initiative – GRI, de forma engajadora, por meio de seus colaboradores, de stakeholders e da consultoria da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas — FIPE.

— Estamos de forma transparente e responsável fazendo  a nossa prestação de contas à sociedade. Alinhados a isso, neste ano, criamos uma área de Gestão de Riscos Corporativo e Compliance e estamos evoluindo com a implementação do Programa Integridade BSBIOS — amplia e orgulha-se o presidente da BSBIOS Erasmo Carlos Battistella.

Fonte: Zero Hora

Biodiesel tem papel fundamental na redução de gases de efeito estufa

Erasmo Battistella, presidente da Aprobio, é o entrevistado desta semana do programa Conexão Agro

A BSBIOS é uma das três maiores empresas produtoras de biodiesel no país, biocombustível que vem ganhando espaço no país. Em 2008, o produto era adicionado ao diesel numa proporção de 2%; em 2018, a taxa passou para 10%. Segundo Battistella, o biodiesel tem um papel fundamental no processo na redução de emissão de gases de efeito estufa.

Indústria de biodiesel está otimista com mistura de combustíveis de fontes renováveis

A indústria de biodiesel está otimista com o aumento da mistura de combustíveis de fontes renováveis ao diesel, a partir do próximo ano. No Rio Grande do Sul, a expectativa é de que a procura pela soja, a principal matéria-prima do biocombustível cresça, já na próxima safra.

O biodiesel é um combustível extraído de fontes renováveis, principalmente da soja.

No Brasil, ele misturado ao diesel, que a partir do próximo ano, essa mistura vai ser maior. O Conselho Nacional de Política Energética garantiu a adição gradual de biodiesel no diesel, a partir de 2019. Hoje são 10%, até 2023 serão 15%. É 1% por ano que representa muito, principalmente para cadeia da soja. “A oportunidade de crescimento de mercado vai gerar mais empregos, novos investimentos e mais demanda de matéria prima.”, disse Erasmo Carlos Battistela, presidente do Conselho da APROBIO e diretor-presidente da BSBIOS.

Só a BSBIOS, com um unidade de produção em Passo Fundo/RS, é responsável pela produção de 540 milhões de litros de biodiesel por ano. A soja representa mais de 70% do que é produzido pela empresa.

Ela é a maior indústria de biodiesel no Sul do país e já prepara uma ampliação pra produzir mais a partir do próximo ano. Em todo o país, a produção de biodiesel atingiu a marca de quase 5,5 bilhões de litros em 2018.

O engenheiro agrônomo, Elmar Floss, acredita que os efeitos do incremento do biocombustível no diesel já vão aparecer na próxima safra de soja. “Isso ajuda a garantir bons preços para a soja, porque vai somando além do valor econômico maior, que é a proteína da soja, tem ainda também a valorização desse óleo, que como eu disse, representa 20% do peso do grão.”

Fonte: Hora 1

Presidente da BSBIOS e da APROBIO recebe troféu O Equilibrista como Executivo de Finanças do Ano

Para Erasmo Carlos Battistella, prêmio concedido pelo IBEF-RS é um reconhecimento das boas práticas de gestão aplicadas por todos os colaboradores da empresa

Na noite de sexta-feira (30), no Grêmio Náutico União, em Porto Alegre/RS, o presidente da BSBIOS e do Conselho de Administração da APROBIO, Erasmo Carlos Battistella, recebeu o Troféu O Equilibrista – Executivo de Finanças do Ano, concedido pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Rio Grande do Sul (IBEF-RS). O prêmio é o reconhecimento dos profissionais de finanças com performance diferenciada e carreira sólida.

A escolha dos nomes pelo conselho do IBEF-RS foi feita a partir da avaliação dos projetos inscritos por uma banca composta por representantes das auditorias Deloitte, KPMG, PwC e Ernst&Young, levando em consideração diversos fatores, como a capacidade de reação em um cenário adverso. Ao todo, 11 cases se inscreveram para a premiação.

Battistella apresentou o case do plano de restruturação administrativa e financeira da BSBIOS, evidenciando as iniciativas de gestão tomadas para buscar a reversão de resultados e tornar a companhia mais saudável economicamente. Tendo como norte a sustentabilidade e acreditando nas premissas que o fizeram fundar a BSBIOS, o empresário aplicou medidas para aumentar a competitividade da companhia.

O presidente da BSBIOS destaca que está muito honrado em receber o prêmio. “Esse troféu reconhece e simboliza os esforços de boas práticas de gestão, que fizemos na liderança da BSBIOS, com a finalidade de reestruturar a empresa. Agora, aumenta ainda mais a responsabilidade em continuarmos buscando melhores resultados”, pontuou Battistella, dividindo e agradecendo a contribuição de todos os colaboradores da empresa.

Na edição deste ano, ainda foi concedido o Prêmio de Destaques em Finanças 2018. Receberam a honraria a diretora administrativa e de RH da Fruki, Aline Eggers Bagatini, e a diretora financeira e de operações de RH do Grupo RBS, Mariana Guedes Silveira.

De pequeno empresário a líder do setor de biodiesel e agroenergia

Sempre com veia de empreendedor, Battistella fundou em 2005 a BSBIOS. Ele já atuava como pequeno empresário no ramo de varejo de combustíveis, e o biodiesel surgiu de um questionamento de alguns agricultores na fila do banco, que queriam saber a opinião do empreendedor. Com pouco conhecimento sobre o assunto, o empresário procurou entender mais sobre o tema que começava a ganhar espaços nos noticiários, graças à preparação, pelo governo, do Plano Nacional de Produção e Uso do Biodiesel – PNPB.

Buscando informações através de assessoria e de uma consultoria especializada, apostou na ideia e a transformou em oportunidade. Para tanto, uniu-se a outros três empresários, que deram o suporte necessário para a concretização da companhia. O negócio cresceu e expandiu para o Paraná, com a abertura de mais uma planta produtora de biodiesel. Com visão de tornar a companhia ainda mais sustentável, optou-se pela verticalização da indústria, com uma unidade de Processamento de Grãos.

Battistella sempre buscou desenvolver o setor, sendo cofundador e presidente da Associação de Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), e também contribuiu para fundar a Associação Brasileira de Produtores de Canola – Abrascanola.

Atualmente, o empresário é proprietário do ECB Group, que tem por foco atuar na área da Agroenergia, trabalhando para promover o desenvolvimento da produção agrícola e uso de energia limpa.

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É fundamental novo governo manter o RenovaBio e o aumento da mistura de biodiesel, diz Erasmo Battistella

Na abertura da Conferência BiodieselBR 2018, presidente do Conselho de Administração da APROBIO destacou potencial de crescimento do biodiesel brasileiro, com investimentos estimados em R$ 22 bilhões na próxima década

Em apresentação na abertura da Conferência BiodieselBR 2018, realizada nesta segunda-feira (5) em São Paulo, o presidente do Conselho de Administração da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (APROBIO), Erasmo Carlos Battistella, disse esperar do futuro governo de Jair Bolsonaro (PSL) a manutenção de políticas que visam a um maior uso de biocombustíveis no Brasil, como o cronograma de aumento anual da adição de biodiesel ao diesel derivado de petróleo e a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio).

Se mantidas as previsões de crescimento econômico e de maior uso de biodiesel no país, os investimentos no setor podem chegar a R$ 22 bilhões até 2030, conforme previsões da APROBIO. Só no período entre 2016 e 2018, o biodiesel contribuiu com geração de R$ 90 bilhões em Produto Interno Bruto (PIB), mais de 200 mil empregos e evitou a emissão de 20,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. “Nossa trajetória mostra que o biodiesel é uma política pública correta, inteligente, de vanguarda e com a qual o Brasil vem se destacando muito internacionalmente”, afirmou Erasmo Battistella.

Citando como exemplo as cidades em que há instaladas usinas de biodiesel da BSBIOS, da qual também é presidente, Erasmo Battistella mostrou que o PIB de Passo Fundo (RS) e Marialva (PR) cresceram mais que localidades equivalentes sem produção desse biocombustível. No município gaúcho, o biodiesel responde por quase 23% do PIB local, índice que sobe para 37% na cidade paranaense.

Nos próximos anos, o potencial de crescimento do biodiesel é ainda maior, em função da deliberação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que vai estipular o aumento anual de 1 ponto porcentual na mistura de biodiesel a partir de junho de 2019, até o limite de 15% de biocombustível (B15) adicionado ao diesel fóssil, em 2023. Hoje, é obrigatória a mistura B10, isto é, 10% de biodiesel e 90% de combustível mineral.

Erasmo Battistella reforçou que a previsibilidade assegurada pelo cronograma do CNPE e pelo RenovaBio, que prevê o uso do B20 até 2028, são fundamentais para a expansão do setor. Por isso, o momento é de “empolgação, mas com responsabilidade”.

“Nesses 14 anos de biodiesel, mesmo nos anos difíceis, de alta ociosidade nas usinas produtoras, o empresário brasileiro não fugiu à luta”, disse o presidente da APROBIO, em painel sobre o futuro do biodiesel com um novo presidente à frente do país. “Esperamos que o novo governo mantenha a previsibilidade conquistada. O RenovaBio é uma conquista do Brasil que trará ainda mais benefícios econômicos, sociais e ambientais ao país.”

Bolsonaro manterá RenovaBio, diz deputado federal

Na sequência do painel, o deputado federal Evandro Gussi (PV-SP), responsável pelo projeto de lei que deu origem ao RenovaBio, afirmou que o presidente eleito manterá a Política Nacional de Biocombustíveis, que prevê a redução de 10,1% nas emissões de gases de efeito estufa no Brasil até 2028. Na semana passada, Gussi gravou um vídeo ao lado do futuro mandatário, divulgado nas redes sociais, na qual Bolsonaro declara apoio aos biocombustíveis e reconhece a importância do setor para o agronegócio e para o Brasil como um todo.

O painel de abertura da Conferência BiodieselBR 2018 contou também com a presença do presidente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Juan Diego Ferrés, e com a participação em vídeo de André Nassar, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Em dois dias de painéis, o evento debaterá os principais temas do setor de biodiesel, como o RenovaBio, os processos de leilões do produto e a cadeia produtiva da soja, entre outros assuntos.

Fonte: Analítica Comunicação – Assessoria de imprensa APROBIO

[CBBR 2018] A contribuição do biodiesel para o Brasil

Os últimos anos não foram dos mais brilhantes para a economia brasileira. Com o B15 e o RenovaBio a caminho, o biodiesel está para iniciar um novo ciclo sustentado de investimentos que poderá dar uma contribuição positiva para tirar o país da pasmaceira. Tentar mensurar o tamanho desse impacto será a missão da palestra do presidente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Erasmo Carlos Battistella.

“É um tema bastante complexo”, admite o palestrante que diz ainda estar trabalhando nos números de sua apresentação que deverá tomar de empréstimo os recentes resultados obtidos no recentemente publicado Relatório de Sustentabilidade da BSBios – empresa fundada e comandada por ele – como uma linha de guia. “Em nosso relatório usados metodologias internacionalmente aceitas para medir o impacto econômico nas cidades de Passo Fundo e Marialva. Vamos usar nosso caso e extrapolar os resultados”, diz.

A ideia, no entanto, não é só olhar pelo retrovisor e ver tudo o que o setor de biodiesel já fez em termos de geração de riqueza e de empregos país afora, mas, sobretudo, tentar mirar o futuro. Isso num momento em que as usinas já começam a se movimentar em antecipação a proposta do Ministério de Minas e Energia (MME) de oficializar ainda este ano um cronograma de novos aumentos da mistura obrigatória que pode levar o país ao B15 nos próximos cinco anos.

“O setor vai demandar novos investimentos para chegar ao B15 e, talvez, até mais”, diz esperançoso de que novos aumentos da mistura venham a ser aprovados no futuro. “Quem sabe chegaremos a B30 antes de 2030”, prossegue acrescentando que também são grandes as expectativas sobre os possíveis estímulos gerados pelo RenovaBio.

Esmagamento

O setor de biodiesel ajudaria a puxar a competitividade em outros segmentos estratégicos para a economia brasileira. É o caso da indústria de esmagamento de soja. Nesse caso, no entanto, seria preciso uma política melhor coordenada.

“O novo governo brasileiro precisa ter uma estratégia de longo prazo para melhorar a competitividade do segmento de processamento de soja”, afirma e aponta que o país vem exportando parcelas cada vez maiores de soja em in natura e perdendo oportunidades de agregar mais valor a um de seus principais produtos agrícolas.

Erasmo Carlos Battistella apresentará a palestra “A capacidade do setor de biodiesel em contribuir com o crescimento do Brasil” marcada para o dia 05 de novembro.

Fonte: BiodieselBR

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