Cansou da gasolina? Em meio à alta, biodiesel vai gerar quase 200 empregos no Paraná

Fábrica localizada no Norte do Estado vai expandir produção para 288 milhões de litros por ano

Em meio ao aumento de preços dos combustíveis em todo o Brasil, o estado do Paraná vai ampliar a capacidade de produção de biodiesel. A fábrica de Marialva da BSBIOS, uma das associadas Aprobio, recebeu nesta quinta-feira (27) autorização da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para ampliar as operações.

Em nota, a empresa informa que o aumento de capacidade será de 38%: serão produzidos 288 milhões de litros de biodiesel por ano, contra 208,4 milhões de litros atualmente.

Empregos e arrecadação

O investimento em equipamentos e tecnologia na planta de Marialva gira em torno de R$ 20 milhões, o que pode gerar empregos diretos principalmente na área de logística, informa a BSBIOS. Já empregos indiretos estima-se algo em torno de 150.

“Com isso, estaremos gerando um faturamento adicional de R$ 230 milhões por ano e um acréscimo de R$ 27 milhões em ICMS ao município. A empresa já é a maior arrecadadora de impostos de Marialva”, informa nota da empresa.

Após a conclusão das obras, o que deve ocorrer até o fim de agosto, será necessária ainda uma aprovação de nova licença de operação por parte da ANP.

“Com a ampliação estamos otimizando insumos e mão de obra, mas também estaremos demandando mais matéria-prima, a soja, para atender a nova capacidade”, afirmou o diretor presidente da BSBIOS, Erasmo Carlos Battistella.

Conforme divulgou a Gazeta do Povo, o Brasil busca aumentar a mistura de biodiesel ao óleo diesel, de 8% para 10%. Isso deve criar uma demanda adicional de esmagamento de 4 milhões de toneladas de soja – além das 15 milhões de toneladas já utilizadas anualmente.

Com as novidades, segundo a BSBIOS, “a companhia reafirma sua crença no Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel e se capacita ainda mais para atender ao mercado de biodiesel que está em expansão, além do aumento orgânico de combustíveis esperado com o retorno do crescimento da economia,” afirma o diretor industrial Ézio Slongo.

A autorização desta quinta-feira aconteceu no mesmo dia em que foi publicada no Diário Oficial da União a aprovação de licença de operações da unidade matriz da BSBIOS, em Passo Fundo (RS). O custo da ampliação no Rio Grande do Sul foi de R$ 10 milhões.

Fonte: Gazeta do Povo

BSBIOS – Passo Fundo amplia capacidade de produção de biodiesel em 33%

A unidade matriz da BSBIOS, uma das associadas Aprobio, teve publicada hoje (27), no Diário Oficial da União, a licença da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP para produzir com capacidade ampliada em 33%, ou seja, dos atuais 216 milhões de litros de biodiesel/ano está autorizada a produzir 288 milhões de litros/ano.

“Essa autorização chega em um ótimo momento para nós e também para Passo Fundo, que completa 160 anos em agosto. Essa é uma retribuição ao município e a região por acreditarem em nós,” afirmou o diretor presidente da BSBIOS Erasmo Carlos Battistella, lembrando que no início do ano quando foi requerido para a Prefeitura e para a Câmara de Vereadores uma contribuição havia um projeto de crescimento que agora está sendo concretizado, com uma empresa maior, que terá possibilidade de faturar mais e gerar novos empregos diretos e indiretos.

Para alcançar essa marca nos últimos meses a empresa fez investimentos em equipamentos e tecnologia na planta de Passo Fundo na ordem de R$10 milhões. “Com a ampliação estamos otimizando insumos e mão-de-obra, mas também estaremos demando mais matéria-prima – soja –, para atender a essa nova capacidade. Com isso, estaremos gerando um faturamento adicional de R$200 milhões e um retorno maior de ICMS ao município,” destacou o empresário, agradecendo o empenho e a competência da equipe que trabalhou incansavelmente para que essa ampliação pudesse ser concluída.

Com isso, a companhia reafirma sua crença no Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel – PNPB e se capacita ainda mais para atender ao mercado de Biodiesel que está em expansão. O Brasil está atualmente com o B8 – 8% de mistura de Biodiesel ao óleo diesel – em vigor, com um horizonte programado de crescimento de chegar ao B10 em março de 2018.

Esse é o quarto aumento de capacidade da planta desde que ela entrou no mercado em 2007. Quando foi inaugurada, o complexo podia colocar no mercado até 124,2 milhões de litros. Em junho de 2009 e junho de 2015, a usina completou outros processos de atualização de suas instalações. A Unidade de Processamento de grãos também passou por uma recente ampliação, tendo capacidade de esmagar 3000 ton/soja por dia.

AMPLIAÇÕES DE CAPACIDADE BIODIESEL

PASSO FUNDO

ANO

CAPACIDADE/DIA

CAPACIDADE/ANO

2007

345 m3

124,2 milhões litros

2009

444 m3

159,8 milhões litros

2015

600 m3

216 milhões litros

2017

800 m3

288 milhões litros

No ano de 2016 a BSBIOS foi à indústria que mais comercializou biodiesel no país, 10,4% do total. Atualmente, o Brasil conta com 51 fábricas de biodiesel aptas a funcionar. Em breve, a companhia estará divulgando o seu Relatório de Sustentabilidade trazendo mais dados sobre os investimentos realizados.

Unidade de Marialva

A unidade de Marialva/PR também recebeu hoje (27) da ANP autorização para iniciar as operações de ampliação da unidade em 38%, dos atuais 208,4 milhões de litros de biodiesel/ano poderá produzir 288 milhões de litros/ano.

Fonte: Assessoria BSBIOS

Usina do RS vai ampliar capacidade produtiva

A BSBios vai ampliar em cerca de um terço a capacidade instalada de sua usina de biodiesel de Passo Fundo (RS). A autorização para que a empresa inicie as obras na planta foi publicada hoje (26) pela ANP no Diário Oficial da União (DOU).

Uma vez encerradas as obras de ampliação previstas na Autorização 331, a BSBios poderá elevar a capacidade produtiva de sua usina gaúcha para 288 milhões de litros – cerca de 33% além dos atuais 216 milhões de litros.

Essa será o quarto aumento de capacidade da planta desde que ela entrou no mercado em meados de 2007. Quando foi inaugurada, o complexo podia colocar no mercado até 124,2 milhões de litros. Em junho de 2009 e junho de 2015, a usina completou outros processos de atualização de suas instalações.

A ampliação elevará a capacidade instalada no Rio Grande do Sul para 2,17 bilhões de litros e fará com que o país ultrapasse a marca de 7,81 bilhões de litros. Atualmente, o Brasil conta com 51 fábricas de biodiesel devidamente autorizadas pela ANP a funcionarem.

Esse ano, a Granol completou investimentos em sua usina de Anápolis (GO) tornando-se a maior produtora de biodiesel com 558 milhões de litros em capacidade. A Oleoplan também anunciou novos investimentos em seu complexo de Iraquara (BA) e a Olfar recolocou a usina de Porto Real (RJ) para funcionar.

Ranking

Completada a obra, a BSBios de Passo Fundo vai galgar cinco posições no ranking nacional de fabricantes tomando a 7ª colocação que, atualmente, pertence à Cargill.

Hoje, a usina ocupa a 12ª lugar – onde se encontra empatada com a Cofco e a Olfar.

A BSBios é uma das empresas mais ativas do setor. Dos 3,8 bilhões de litros de biocombustível fabricados no ano passado, 395,6 milhões de litros – 10,4% – foram fabricados pelo grupo empresarial. Destes, 198,8 milhões de litros saíram da unidade em Passo Fundo.

No total, o grupo BSBios passará a ter capacidade para fabricar 496,8 milhões de litros anuais somando a capacidade das plantas de Passo Fundo e de Marialva (PR.)

Fonte: Portal BiodieselBR – texto de Fabio Rodrigues

BSBIOS, uma das associadas Aprobio, renova parcerias com instituições sociais

Um singelo ‘muito obrigado’ entoado pelas crianças do projeto Transformação em Arte foi o suficiente para verificar que o projeto tem executado com maestria a sua finalidade que se propõe, que é proporcionar um processo de formação, conscientização e participação da sociedade a cerca de 60 crianças, filhos de recicladores da Vila Popular. Da mesma forma os diretores foram acolhidos pelas crianças do Lar Emiliano Lopes, da Vila Operária, ambos de Passo Fundo/RS. A visita às entidades na última quinta-feira (30) teve por objetivo renovar a parceria que a BSBIOS mantém com ambos locais.

O diretor presidente da BSBIOS, Erasmo Carlos Battistella, destaca que com essas ações a companhia está retornando para a comunidade o apoio que recebido quando da instalação da empresa. “Temos a certeza que as duas instituições tem exercido um papel fundamental de orientação para essas crianças e adolescentes, o que aprendem nestes locais as ajuda a preparar para ter um futuro melhor, com uma família e um trabalho digno,” afirmou o empresário.

A coordenadora do Projeto Transformação em Arte, Ir. Inês Sartori, destacou que a parceria já acontece há sete anos. “O apoio das empresas e dos amigos são fundamentais para manter o nosso trabalho, aqui as crianças tem oficinas no turno inverso ao escolar, que vão além de ensinar novas técnicas, pois aqui transformamos essas crianças em cidadãos prontos para atuar na sociedade,” ressaltou a coordenadora lembrando que algumas crianças que passaram pelo projeto já estão trabalhando.

Lar Emiliano Lopes_ong

O vice-presidente do Lar Emiliano Lopes Adelino César Fernandes da Silveira, destaca que através das atividades culturais são criados vínculos importantes com as crianças. “Aqui são ofertadas oportunidades para que os frequentadores possa ter uma melhor perspectiva de vida, são oficinas culturais e educacionais que os auxiliam também a entrar no mercado de trabalho,”  destacou Silveira, agradecendo a parceria que se estende há nove anos.

Também estiveram participando das atividades o Secretário Municipal de Cidadania e Assistência Social Wilson Lill, o coordenador do Projeto Transformação Ir. Moacir Filipin, o presidente do Lar Emiliano Lopes, Israel Júlio Cesar, o diretor Industrial da BSBIOS Ézio Slongo e o diretor administrativo e financeiro da BSBIOS, Eduardo Kisek.

Ao final da visita as crianças, de 6 à 15 anos, do Projeto Transformação realizaram apresentações de percussão e capoeira e as do Lar Emiliano Lopes apresentaram canto/coral e declamação gauchesca.

Projeto Transformação em Arte

O Projeto Transformação em Arte atende cerca de 60 crianças, entre 6 e 14 anos de idade, filhos de recicladores da Vila Popular. A elas são oferecidas oficinas de informática, percussão, capoeira, entre outros no turno inverso ao escolar.

Lar Emiliano Lopes

Neste ano o Lar passou a ser uma casa de cultura assistencial, atendendo aproximadamente 40 crianças da comunidade, no turno inverso escolar, com oficinas de música, canto, artes, reforço escolar, teatro, entre outros.

Fonte: Assessoria BSBIOS

BSBIOS Marialva participa do Programa Quarta no Campo

Foi ao ar nessa quarta-feira (29), na Rede Bandeirantes Maringá, reportagem especial gravada nas dependências da BSBIOS Marialva, associada Aprobio, para o programa Quarta no Campo. Em foco, a produção do biodiesel e os benefícios que esse “petróleo verde” promove ao país e ao meio ambiente.

Clique aqui para conferir a íntegra da reportagem.

 

Aumento de percentual do biodiesel no diesel pode beneficiar a agricultura familiar regional

Já está em vigor a lei federal que aumenta de 7% para 8% a adição do biodiesel ao óleo diesel vendido no país. Em um ano, o percentual poderá alcançar 9% e em 2019 a casa dos 10%. O projeto prevê o percentual de 15% nos anos seguintes.

O biodiesel é capaz de reduzir a poluição ambiental por ser biodegradável e renovável. O Brasil está entre os maiores produtores desse tipo de combustível.

Em entrevista à Uirapuru, o diretor-presidente da BSBIOS de Passo Fundo e da Aprobio (Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil), Erasmo Battistella, contou que essa é uma antiga reivindicação. O setor já está solicitando ao governo federal que antecipe a mistura de 9%, devido à disponibilidade de matéria-prima, com a vasta produção de soja no Brasil.

Battistella acredita que a medida beneficia a indústria, mas favorece principalmente a agricultura familiar, por meio do incentivo à produção. Estima-se que cerca de 77% do biodiesel produzido atualmente no país tem origem na soja, principal cultura da região de Passo Fundo.

4214O diretor-presidente da BSBIOS disse que a expectativa é a de que o consumo de biodiesel no país cresça 10% nesse ano. Dependendo dos sinais de recuperação da economia no segundo semestre, o crescimento poder ser de 15%.

Battistella explicou que o aumento da mistura do biodiesel não vai ter impacto no preço do Diesel. O seu valor está muito mais associado ao da soja. Ele destaca que o brasileiro vive um novo momento em relação ao mercado de combustível. Nos últimos meses, o preço do diesel varia de acordo com o mercado internacional.

Erasmo Battistella também informou que a BSBIOS está com processo de licenciamento para aumentar as fábricas do Rio Grande do Sul e do Paraná.

Fonte: Jornalismo Rádio Uirapuru

Futuro pode ter BSBios mais gaúcha

Dona de metade do capital da empresa, Petrobras está saindo da área de biocombustíveis. Sócios dizem que não há negociação, mas têm interesse

A venda da participação que a Petrobras tinha na Guarani, fabricante de açúcar e álcool, chamou atenção para a aceleração da estratégia de sair do segmento de biocombustíveis, anunciada pela companhia em setembro. Na época, a direção avaliou que o negócio é mais agrícola do que energético.

Erasmo Battistella, CEO da BSBios, produtora de biodiesel à base de soja na qual a estatal tem metade do capital, afirma que, até agora, não há movimentos para a venda do ativo.

Mas avisa que, se a Petrobras quiser passar adiante, os sócios gaúchos — ele incluído — têm interesse em comprar. Sobre a origem dos recursos, desconversa. Pondera que, primeiro, é preciso abrir as negociações.

Nos últimos dois anos, relata, o consumo de diesel e biodiesel caiu 20%, mas considera que o futuro da atividade tem “tendência de melhora”. A partir de março de 2017, a mistura de biodiesel aumenta um ponto percentual ao ano até fechar 10% em 2019.

Fonte: Jornal Zero Hora

Dia Internacional do Biodiesel: Avanços a se comemorar, caminhos a se percorrer

A primeira notícia que se tem conhecimento sobre o uso do biodiesel remonta ao dia 10 de Agosto 1893, quando Rudolf Diesel utilizou o primeiro motor à combustão interna a pistões que explorava os efeitos de uma reação química, utilizando óleo de amendoim. O resultado do processo foi o registro da patente de seu motor-reator em 1897, desenvolvido para trabalhar com óleo de origem vegetal. Em virtude desse feito, comemora-se nesta quarta-feira (10), o Dia Internacional do Biodiesel, um combustível renovável e limpo, que não agride o meio ambiente, e que tem ainda funções sociais e econômicas muito importantes para o país e para o mundo.

O biodiesel somente foi alavancado no país a partir de 2005, quando foi criado o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel – PNPB, instituindo em lei o acréscimo obrigatório de uma porcentagem de biodiesel ao óleo diesel fóssil. Atualmente, se é acrescido 7% de biodiesel, sendo que até 2019 alcançará a 10% de mistura, podendo evoluir em futuro próximo até a 15%.

“O programa representou um importante avanço ao uso de fontes renováveis de energias, trazendo importantes benefícios ao meio ambiente, com a redução significativa na emissão de poluentes e gases do efeito estufa – GEE,” destacou o diretor presidente da BSBIOS, Erasmo Carlos Battistella, ressaltando que Estudos da Peterson Solutions indicam que o biodiesel emite menos 71,65% de GEE para atmosfera se comparado ao diesel fóssil.

Estudos da USP, ministrados pelo professor Paulo Saldiva, mostram que 20% de biodiesel a mais nos automóveis movidos a diesel representariam 13 mil vidas poupadas por doenças relacionadas à qualidade do ar apenas nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

Para a agricultura alavanca-se renda para os pequenos produtores fazendo inclusão social, na região sul do Brasil no mínimo 40% dos grãos utilizados para a produção de biodiesel vêm da agricultura familiar, beneficiando anualmente cerca de 75 mil famílias. Atualmente, a soja representa aproximadamente 79% das matérias-primas utilizadas para a produção do biocombustível, seguida pela gordura bovina com 15%, o restante é composto pelas demais matérias-primas, como outros materiais graxos, óleos de palma, de algodão, de fritura e demais gorduras.

“Um fator a se levar em consideração é a redução na importação de diesel com a inserção do biodiesel na matriz energética, diminuindo a dependência do petróleo. Além de possibilitar a industrialização dos grãos, fazendo com que as divisas fiquem no país, agregando renda e postos de trabalhos,” pontou Battistella.

Atualmente existem 51 plantas produtoras de biodiesel autorizadas pela ANP para operação no País, com capacidade de produzir com 7,30 bilhões de litros por ano.

BSBIOS

A BSBIOS fundada em 15 de abril de 2005 conta com duas unidades industriais, localizadas em Passo Fundo/RS e em Marialva/PR, com capacidade para produzir aproximadamente 424,8 milhões de litros de biodiesel/ano. As principais matérias-primas utilizadas na produção de biodiesel são a soja e a gordura animal. A planta industrial gaúcha também conta uma Unidade de Processamento de Grãos, que consome mais de 1 milhão de ton de soja/ano, produzindo óleo vegetal e farelo de soja.

Fonte: Radio Planalto com informações da Assessoria de Imprensa BSBIOS

Brasil poderia dobrar exportação de biodiesel, mas falta competitividade

Dificuldade competitiva em função de carga tributária é um dos problemas enfrentados pelo setor de biodiesel. Hoje, cerca de 60% da soja vendida no mercado internacional não é beneficiada

O mercado de biodiesel é relativamente novo no Brasil. A primeira exportação aconteceu há três anos e foi realizada pela BSBios, mas o setor ainda depende de muitos avanços para poder ser competitivo no mercado internacional. Enquanto isso, cerca de 60% da soja comercializada no exterior sai do Brasil in natura, quando poderia ser vendida em forma de produtos com valor agregado, como é o caso do biodiesel, cuja matéria prima principal é a oleaginosa.

O diretor presidente da BSBios, Erasmo Carlos Battistella, explica que a empresa recebe pedidos de cotação vindos do mercado internacional, especialmente o europeu, semanalmente. No entanto, apesar do interesse do mercado, falta uma matriz tributária que dê competitividade ao setor o que acaba inviabilizando a exportação.

“No que diz respeito à matéria-prima, isso não é problema. Produção de biodiesel deve subir 5% até o fim de 2016O Brasil hoje produz biodiesel a base de soja, em torno de 80 a 85% da matéria-prima é oriunda da soja e temos muita soja produzida no Brasil que é exportada em grão, quase 60% in natura. O problema é tributário”, reforça. Comparando com a Argentina, que exporta muito biodiesel, Battistella destaca que há uma perda de competitividade na ordem de 14% para o produto brasileiro em função da carga tributária.

Europa, Estados Unidos e países da América demonstram interesse no produto que atende aos padrões internacionais de qualidade, o que falta são condições de mercado que poderiam ampliar a comercialização do biocombustível.

O mercado internacional hoje poderia comprar de três a quatro bilhões de litros de biodiesel do Brasil, caso o preço fosse competitivo. “Poderíamos facilmente dobrar o mercado se o Brasil fosse competitivo na exportação”, argumenta.

Crise brasileira
Apesar da crise enfrentada pelo Brasil, no mercado interno o preço do biodiesel está equilibrado, mantendo a variação conforme a principal matéria prima que é o óleo de soja. “O preço está equilibrado, rentabilizando as empresas não tão bem quanto já foi no passado, mas razoável nesse momento”, avalia o empresário.

Canola e outras matérias-primas
Outro grande desafio está relacionado ao desenvolvimento de outras culturas que sirvam como matéria-prima, como a canola. A oleaginosa é produzida no inverno e poderia ser uma alternativa para ampliar ainda mais a produção do biocombustível. Ainda em 2008, a BSBios iniciou um trabalho de fomento ao grão na região. Mas para consolidar essa cultura é necessário o investimento em pesquisa para o desenvolvimento de cultivares mais adequadas ao clima e às condições locais. “É isso que temos conversado e cobrado do governo federal, que faça investimento em pesquisa para desenvolvermos qualidades aqui do Brasil. O investimento em pesquisa é fundamental”, salienta.
Além da canola, o desenvolvimento de outras matérias-primas adequadas às diferentes regiões do Brasil poderia alavancar o setor. Entre essas culturas, o girassol no Centro Oeste e a palma no Norte.

Agregar valor
Para o empresário, o Brasil também precisa mudar o modelo de exportação de produtos de origem agrícola. E isso se faz dando condições para que os produtores rurais possam produzir cada vez mais. A partir disso, ao invés de se vender grãos in natura, o país poderia vender produtos com valor agregado a partir do beneficiamento e do uso das matérias-primas de origem agrícola como a carne, por exemplo, produzida utilizando-se o farelo de soja na alimentação dos animais.

APL Biodiesel
Recentemente, a BSBios e a Universidade de Passo Fundo (UPF) entregaram ao governador do Estado, José Ivo Sartori, um projeto para a criação do Arranjo Produtivo Local de Biodiesel (APL Biodiesel). Conforme Battistella, o trabalho em parceria entre empresas, universidade e governo estadual deverá possibilitar a criação de uma base de estudo científico a fim de explorar o potencial que o biodiesel tem no Rio Grande do Sul, da cultura da canola, e mobilizar novos investimentos no setor.

Fonte: O Nacional

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