G20: Líderes dos Brics afirmam estar comprometidos com os objetivos do Acordo de Paris

Em nota conjunta divulgada na última sexta-feira (28), durante reunião das maiores economias do mundo, líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul mantiveram compromisso com as metas estabelecidas no pacto, que visam a manter o aquecimento global abaixo de 2ºC

Líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, os chamados Brics, divulgaram, nesta sexta-feira (28), uma nota conjunta na qual se comprometem a implementar medidas para atingir as metas estabelecidas no Acordo de Paris, que visam a manter o aquecimento global abaixo de 2ºC, buscando limitá-lo a 1,5ºC.

O anúncio foi feito durante o encontro do G20, no Japão, que reúne as maiores economias do mundo.

No documento, os países afirmam estar “comprometidos com a plena implementação do Acordo de Paris, incluindo os princípios das responsabilidades comuns mas diferenciadas, à luz das diferentes circunstâncias nacionais”.

Os líderes reconhecem, ainda, a “importância de fontes variadas de energia e avanços tecnológicos para alcançar um futuro de baixa emissão [de gases estufa], como energia solar, bioenergia sustentável e gás natural no transporte”.

Dizem, também, reafirmar o comprometimento com o desenvolvimento sustentável e pedem aos países desenvolvidos que forneçam apoio financeiro e tecnológico para auxiliar países em desenvolvimento a se adaptarem e mitigarem os efeitos das mudanças climáticas.

O Acordo de Paris, assinado em 2015, reiterou o combinado de que os países ricos deveriam garantir um financiamento de US$ 100 bilhões (cerca de R$ 382 bilhões) por ano, até 2020, para atender às necessidades dos países em desenvolvimento relacionadas às adaptações climáticas.

Formalização

Encontro entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente francês Emmanuel Macron — Foto: TV Globo

Encontro entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente francês Emmanuel Macron — Foto: TV Globo

A nota divulgada nesta sexta (28) ratifica a sinalização que o presidente Jair Bolsonaro deu ao líder francês, Emmanuel Macron, de que o Brasil permaneceria no Acordo de Paris.

Na quinta-feira (27), Macron havia dito que não assinaria nenhum acordo comercial com o Brasil se o país se retirasse do acordo climático, ameaçando colocar um entrave nos trabalhos das negociações comerciais entre a União Europeia e o Mercosul.

Durante a campanha eleitoral, no ano passado, Bolsonaro havia dito que, se eleito, poderia retirar o Brasil do Acordo de Paris. Em janeiro, o presidente afirmou que, por ora, o Brasil não iria deixar o acordo climático.

Confira outros pontos da declaração conjunta dos líderes dos Brics:

Líderes de China, Rússia, Brasil, Índia e África do Sul divulgaram, nesta sexta-feira (28), nota conjunta na qual se comprometem com os objetivos do Acordo de Paris, durante reunião do G20 no Japão. — Foto: Mikhail Klimentyev/AP

Líderes de China, Rússia, Brasil, Índia e África do Sul divulgaram, nesta sexta-feira (28), nota conjunta na qual se comprometem com os objetivos do Acordo de Paris, durante reunião do G20 no Japão. — Foto: Mikhail Klimentyev/AP

  • Os líderes se comprometem com um comércio internacional transparente, não discriminatório, aberto, livre e inclusivo;
  • Condenam os ataques terroristas, inclusive contra os países dos Brics, em todas as formas e manifestações, onde quer que sejam ou por quem quer que sejam cometidos;
  • Os países permanecem comprometidos com o combate à corrupçãoreconhecem que ela é um desafio global que pode afetar de forma negativa o crescimento econômico e o desenvolvimento sustentável.

Por fim, elogiam o Brasil por “identificar o crescimento econômico para um futuro inovador” como o tema do ano de 2019, período em que o país é o líder temporário do grupo. O próximo encontro dos Brics será em novembro, em Brasília.

Fonte: G1

Brasil assina declaração de apoio ao Acordo de Paris em reunião informal entre líderes dos Brics

Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul reafirmaram compromisso com a ‘plena implementação do Acordo de Paris’.

Os líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul assinaram nesta sexta-feira (30) uma declaração conjunta na qual, entre outros pontos, se comprometem com a “plena implementação do Acordo de Paris”. O encontro dos Brics ocorreu paralelamente à cúpula do G20.

O gesto do atual presidente Michel Temer marca posição distinta em relação ao governo eleito. No começo de setembro, durante a campanha eleitoral, Bolsonaro ameaçou retirar o Brasil do Acordo de Paris(assinado por 195 países com o objetivo de reduzir o aquecimento global) porque, no entendimento dele, o Brasil teria de abrir mão de 136 milhões de hectares na Amazônia e isso afetaria a soberania nacional.

Na quarta (28), Bolsonaro voltar a citar o tema da soberania com a justificativa da chamada teoria do “Triplo A”. O presidente eleito ainda afirmou que pediu a retirada do Brasil como sede da COP 25.

Declaração dos Brics

Na declaração, os presidentes dos Brics mostraram expectativa quanto ao Programa de Trabalho do Acordo de Paris durante a COP-24, que começa na próxima semana na Polônia.

Além do presidente brasileiro, participaram da reunião líderes dos outros quatro países dos Brics: Putin (Rússia); Cyril Ramaphosa (África do Sul); Xi Jinping (China) e Narendra Modi (Índia).

“Com respeito à mudança do clima, comprometemo-nos à plena implementação do Acordo de Paris, adotado sob os auspícios da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, incluindo os princípios das responsabilidades comuns porém diferenciadas e das respectivas capacidades, e instamos os países desenvolvidos a proverem aos países em desenvolvimento apoio financeiro, tecnológico e de capacitação, para aumentar suas capacidades de mitigação e adaptação. Invocamos todos os países a atingirem um resultado equilibrado sob o Programa de Trabalho do Acordo de Paris durante a COP-24, que permita a operacionalização e a implementação do Acordo de Paris. Ressaltamos a importância e a urgência de conduzir um primeiro processo bem-sucedido e ambicioso de reabastecimento do Fundo Verde do Clima.”

Último discurso

Durante a reunião, Temer fez seu último discurso defendendo a união dos cinco países contra o que chamou de desafios “que passam por tendências ao protecionismo”.

“Passados 10 anos daquela crise economia [de 2008] enfrentamos mais uma vez momentos desafiadores. Não são os mesmos desafios, mas são desafios também coletivos, que passam por tendências ao protecionismo, ao isolacionismo e ao unilateralismo e que portanto exigem como antes respostas coletivas. Exigem que nos mantenhamos apegados à mesma ideia singela mas poderosa, ideia singela de unirmos esforços”, disse Temer.

Fonte: G1

Brasil mantém a maior proporção de renováveis dentre os BRICS

O Brasil continua liderando a melhor posição no ranking de fontes renováveis dos BRICS, bloco composto pelos países em desenvolvimento: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Em 2016, a matriz de geração elétrica brasileira registrou 80,4% de fontes renováveis. Já no Bloco, de acordo com o boletim anual “Energia no Bloco dos BRICS”, o indicador foi de 25,3% de renováveis, quase 1/3 do nacional, mas um pouco superior ao indicador mundial, de 23,6%.

Enquanto a África do Sul, China e Índia apresentam mais de 71% de fósseis, e a Rússia 64%, o indicador do Brasil é bem menor, de 15%. Já na matriz de oferta interna de energia (OIE) – toda energia necessária para movimentar a economia de um país – o Brasil conta com 43% de participação de energia renovável, mais de três vezes o indicador dos BRICS, de apenas 13,1%.

Em termos de emissões de CO2, o Brasil emite apenas 1,47 tCO2/tep de energia consumida, em razão da maior presença de fontes renováveis na matriz energética. Já no Bloco, o indicador é 82% superior (2,68 tCO2/tep), por conta da grande presença de carvão mineral na matriz energética. O indicador mundial é de 2,35 tCO2/tep.

A geração de energia elétrica no bloco dos BRICS atingiu, em 2016, o montante de 9.587 TWh (4,7% sobre 2015), o que representa 38,7% da oferta mundial de eletricidade (34,5% em 2011). Na matriz de geração, a maior participação é da China, com 64,6% (62,1% em 2011), seguida pela Índia, com 15,4%. O Brasil responde por 6,0% da geração elétrica do bloco, sendo que na geração total do Brasil, a hidráulica responde por 67,5%, e nos demais países do bloco o indicador não passa de 19%.

Confira o Boletim.

Fonte: Assessoria MME

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