Reciclagem: aprenda a descartar corretamente o óleo de cozinha

Produto de uso doméstico é um dos mais danosos ao meio ambiente, com alto potencial poluente tanto para o solo como para a atmosfera

Para ajudar na preservação do meio ambiente, a Biblioteca Virtual do Estado de São Paulo disponibiliza um material on-line especial e bem completo sobre reciclagem, inclusive com orientação sobre como descartar o óleo de cozinha.

Um dos produtos domésticos mais danosos ao meio ambiente é o óleo de cozinha usado. Para dar uma ideia do seu potencial poluente, alguns estudos sugerem que o descarte incorreto de um litro de óleo de cozinha pode contaminar até um milhão de litros de água.

Ao atingir o solo, ele facilita a sua impermeabilização, fazendo com que não absorva tanto a água das chuvas e, consequentemente, as enchentes sejam mais frequentes. Os efeitos negativos também se estendem para a atmosfera, pois quando o óleo de cozinha usado se decompõe ocorre a emissão de metano, um gás que também causa o efeito estufa.

Com o óleo de cozinha usado é possível produzir diversos produtos. Por exemplo, o óleo é base para a fabricação do biodiesel, sabão, tintas a óleo e massa de vidraceiro.

Onde descartar

A melhor maneira de armazenar o óleo usado em frituras é em garrafas PET. Para facilitar a entrada do óleo na garrafa é recomendado utilizar um funil. Se necessário, peneire o líquido para evitar o excesso de detritos de fritura.

Depois de encher as garrafas, feche bem para evitar vazamento e armazene num local longe da curiosidade de crianças e animais domésticos. Depois, basta levar para um posto de entrega voluntária (alguns postos ficam em supermercados e estabelecimentos comerciais) ou entre em contato com uma empresa ou ONG que possa fazer a coleta do material.

Confira aqui onde deixar o material.

Nunca faça o descarte na pia da cozinha. Normalmente, as residências possuem um sistema conhecido como caixa de gordura que é instalado no encanamento. Feito de PVC ou concreto, sua função é armazenar a gordura proveniente das pias.

Contudo, com o tempo o descarte incorreto de óleo pela pia poderá acumular excesso de gordura e, consequentemente, entupir os encanamentos. Uma vez entupido, o processo para limpar o encanamento é trabalhoso. Além disso, o óleo usado que passa pelos encanamentos pode atingir rios e causar problemas ao meio ambiente.

Fonte: Portal do Governo do Estado de São Paulo

NOTA À IMPRENSA

A Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil – APROBIO – considera lamentável o descumprimento de prazos acordados para viabilizar o uso da mistura B15 – adição de 15% de biodiesel ao diesel fóssil utilizado por ônibus, caminhões e demais veículos pesados –, visto que o biocombustível apresenta uma série de vantagens e benefícios econômicos, ambientais e sociais em comparação ao equivalente derivado de petróleo.

Conforme legislação, está prevista a apresentação de um relatório consolidado, em 1º de março, para validação do aumento da mistura de biodiesel e aplicação de um cronograma anual de incremento a partir de junho de 2019. Tal prazo encontra-se ameaçado por um impasse provocado pelas fabricantes de veículos automotores.

Nesse sentido, a APROBIO lamenta os fatos ocorridos em reunião realizada na tarde desta quinta-feira, 14, na sede do Ministério de Minas e Energia (MME), em Brasília. O encontro do Grupo de Trabalho de testes para a utilização da mistura B15 teve de ser encerrado pelo coordenador, representante do governo, após as montadoras, além de descumprirem o prazo de 31 de janeiro acordado anteriormente e reafirmado em ofício de 17 de janeiro, insistirem em mudar o modelo do relatório consolidado de testes e ensaios de motores, estabelecido pelo GT.

Sem prévio conhecimento dos demais integrantes do Grupo de Trabalho, a Associação Nacional dos Fabricantes dos Veículos Automotores (Anfavea) provocou um impasse ao afirmar que apresentaria um relatório consolidado pela entidade. Tal postura é oposta ao que havia sido acordado previamente: a consolidação conjunta de um relatório por integrantes do GT, dos quais três (3) são representantes das montadoras. Vale ressaltar que sete fabricantes encaminharam ao governo pareceres favoráveis ao aumento da mistura – dos quais apenas um fez ressalvas.

O cumprimento de prazos acordados entre os diversos agentes envolvidos no GT – governo, setor automotivo, setor de combustíveis e biocombustíveis e academia – e a seriedade na condução de processos são premissas de bom funcionamento da economia e das relações entre setores público e privado. Assim, a APROBIO espera que sejam revistas posturas incompatíveis com o ambiente democrático e de livre mercado, que possam atrasar medidas de positivo impacto socioeconômico e ambiental, em função de interesses que não o bem comum de todos os brasileiros.

Assessoria de imprensa APROBIO

Leilão de biodiesel mostra aumento de sua competitividade

O incentivo do governo federal para a expansão da adição obrigatória de biodiesel ao óleo diesel já apresenta bons resultados. No último leilão de biodiesel, realizado na segunda-feira, 11, o combustível teve uma redução de 11,4% para abastecimento do mercado entre março e abril deste ano. Foram vendidos 977 milhões de litros, ao preço médio de R$ 2,33/L, o menor valor dos últimos 18 meses.

Com oferta recorde nesse leilão, superando 1,1 bilhão de litros no bimestre, o setor de biodiesel está cada vez mais competitivo. Quem se beneficia disso é o consumidor. Estima-se que o diesel B (mistura com 10% de biodiesel) seja vendido cerca de 3 centavos mais barato nos postos do Brasil, em função dessa redução de preço no leilão.

Em estados produtores como Mato Grosso, o preço do biodiesel puro na entrada da distribuidora poderá ser quase 90 centavos mais barato do que o preço de aquisição do diesel nas refinarias ou via importação. Essa diferença pode estimular o uso voluntário de biodiesel nessas regiões, em quantidade acima do percentual compulsório de adição do biocombustível (atualmente, 10%).

Do total vendido nesse leilão, 99% do volume foi oriundo de produtores detentores do selo Combustível Social, que é um conjunto de medidas específicas para estimular a inclusão social da agricultura familiar.

Garantia do B15

Desde março de 2018, todo o diesel terrestre comercializado no Brasil contém 10% de biodiesel (B10), mas esse percentual tende a crescer.

Em novembro do ano passado, uma resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) estabeleceu que a adição de biodiesel cresça um ponto percentual ao ano, passando do atual patamar de 10% (mistura B10) para 11% (mistura B11) em junho de 2019. Sucessivamente, a ampliação será feita até março de 2023, quando todo o diesel comercializado ao consumidor final conterá 15% de biodiesel.

A medida oferece previsibilidade ao setor, incentiva a geração de empregos e investimentos na área de combustíveis.

Fonte: Ministério de Minas e Energia

Futuro promissor

Com a entrada em vigor do RenovaBio, produtores de biocombustíveis, enfim, enxergam uma nova era para os mercados de etanol, biodiesel, biogás e bioquerosene de aviação

O setor de biocombustíveis aguarda, com ansiedade, o novo futuro de muita prosperidade que vem se desenhando e que começa a valer em 26 de dezembro de 2019, quando entrará em vigor a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio). Instituída pela Lei 13.576/2017, é unânime a expectativa de que a política acertou ao criar caminho para que os mercados de etanol, biodiesel, biogás e biometano e de bioquerosene de aviação cresçam de forma consistente.

O acerto da política, baseada em experiências internacionais, está na criação de mecanismos de mercado para permitir que a capacidade e o consumo dos biocombustíveis sejam as peças centrais para o cumprimento das metas de descarbonização, firmadas pelo Brasil no Acordo de Paris. Esses mecanismos têm como base transformar as emissões evitadas em títulos financeiros, “capitalizando” as ações de sustentabilidade (Veja mais no box Como funcionam os mecanismos de mercado).

Para os produtores de biocombustíveis, beneficiados diretos do programa, o RenovaBio poderá induzir à eficiência energética de forma consistente, sem necessidade de subsídios prática mais adotada até o momento e que peca em função das constantes mudanças de rumo nas decisões políticas, baseadas em benefícios fiscais passageiros. Isto porque tanto produtores quanto distribuidores terão condições de analisar a quantidade de combustíveis fósseis que utilizam por tonelada de biocombustíveis, trazendo redução de custo e eficiência energética.

“A política dá segurança ao investidor, pois é uma diretriz de longo prazo e, da forma como está sendo implementada, não ficará exposta a mudanças repentinas das regras do jogo, que historicamente sempre prejudicaram o setor”, diz o economista-chefe da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Luciano Rodrigues. O cenário anterior, observa, foi muito nítido para o setor sucroenergético, que, em certos períodos, contou com o apoio de programas federais e em outros, como nos últimos anos, sofreu drasticamente com desonerações feitas a seu concorrente direto, a gasolina.

O fato de estimular as usinas de todas as rotas de biocombustíveis a buscarem notas altas nas certificações para emissão de Crédito de Descarbonização por Biocombustíveis (CBIOs), que avaliam o ciclo de vida do produto, é a chave da indução do ganho no custo produtivo. Um exemplo seria uma usina sucroenergética ou de biodiesel que, para serem melhor avaliadas, passem a aproveitar seus resíduos para cogeração de energia ou para geração de biogás e biometano, o que significará, no médio prazo, redução de custos operacionais.

“Ter geração descentralizada com biomassa ou biogás, poder ser autossuficiente e vender energia, e ainda gerar biometano para subsitituir o diesel em caminhões e máquinas agrícolas, são ganhos enormes”, afirma Alessandro Gardermann, presidente da Associação Brasileira de Biogás e Biometano (Abiogás). Essas ações sustentáveis, observa, são o principal benefício para a cadeia de biocombustíveis, pois reduziria seu custo com insumos energéticos. A comercialização de CBIOs, portanto, seria um bônus financeiro para complementar as vantagens. “Será muito mais barato para as usinas produzirem localmente seu combustível, o biometano em vez do caro diesel, que vem de longe, e gerar a própria energia, o que é uma vantagem ainda maior com as crescentes altas nas tarifas “, conclui.

Competição para crescer

Levando em conta projeções da Resolução CNPE 5/2018, que estabelece as metas compulsórias anuais de emissões de gases de efeito estufa para comercialização de combustíveis, a implantação do Renovabio poderá fazer a indústria de etanol passar de 26 bilhões de litros, em 2018, para 47 bilhões de litros em 2028, podendo até dobrar até 2030, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A estimativa é que o mercado de etanol anidro tenha espaço mais limitado nesse crescimento, por estar conectado ao de gasolina como mistura aditiva, ao contrário do etanol hidratado, que concorre diretamente com o fóssil.

Em biodiesel, há também projeção limitada quanto a sua mistura obrigatória no diesel comum, que passará dos atuais 10% (B10) para 15% (B15) em 2023. Pela resolução, esse mercado passará dos 5,7 bilhões de litros de 2018 para 11,1 bilhões de litros em 2028. Há de se considerer, no entanto, que essa previsão foi feita baseada em meta antiga, que previa o B15 apenas em 2025.

Um outro biocombustível, o biogás, tem potencial muito grande por conta de seu uso como combustível substituto do diesel, em sua versão purificada como biometano, como também por sua complementariedade às usinas de etanol e biodiesel interessadas em melhorar o ciclo de vida da produção. Apenas pela projeção do CNPE, a expectativa é a de que o biocombustível passe de uma representação (dentro do mercado de GNV) de 0% no uso como gás combustível veicular para 10% em 2028. Isso sem considerar os outros usos do biogás em geração de energia.

Mesmo assim, para Alessandro Gardemann, da Abiogás, essas projeções são tímidas, porque há necesssidade de menos produção de biogás para a emissão de CBIOs em comparação com os outros biocombusíveis. Segundo ele, em uma estimativa de que 700 litros de etanol geram um crédito, 380 m³ de biometano fariam o mesmo. “Caso uma usina de açúcar e álcool passe a gerar biogás com seus resíduos, nessa proporção, ela [usina] passaria a precisar de apenas 680 litros de etanol para o mesmo CBIO”, explica.

De acordo com a entidade, o Brasil desperdiça mais de 45 bilhões de m³ de biometano por ano, o que significa 70% do consumo nacional de diesel ou 36% do consumo de energia elétrica. Para Gardemann, o RenovaBio, com as oportunidades de comercialização direta dos CBIOs gerados pela produção do próprio biometano e como ferramenta de redução de emissões em outras rotas, como substitutos de diesel nas frotas das usinas de etanol e biodiesel, pode levar a produção do setor para algo em torno de 32 milhões de m³ de biometano por dia até 2030. Trata-se de aumento considerável, pois, em 2019, a produção prevista é de apenas 500 mil m³/dia.

O importante a é que essas projeções não implicam em metas específicas para os biocombustíveis, como ocorreu na política federal norte-americana. O Renovabio preferiu adotar o modelo utilizado pela Califórnia, que estabeleceu metas por intensidade de redução de carbono. A decisão visou o estímulo à competição entre os diversos biocombustíveis, já que a base de uso será a redução de emissões, o que favorece aqueles que conseguirem ser mais eficientes.

De forma direta, os biocombustíveis que se utilizam de resíduos como matéria-prima, caso do biogás-biometano e do etanol de segunda geração, têm potencial de redução de carbono por unidade de energia mais elevados. O biogás e o etanol 2G reduzem em 95% as emissões de carbono, enquanto o etanol em 75% e o biodiesel em 60%. Esses dois últimos utilizam matérias-primas agrícolas de primeira geração, a cana-de-açúcar, no caso do etanol, e principalmente a soja, no caso do biodiesel.

O quadro favorece a complementariedade das fontes, ao criar biorrefinarias com ciclo de vida de produção mais sustentável. Para se ter uma ideia, para cada litro de etanol produzido, são gerados cerca de 12 litros de vinhaça e uma grande quantidade de resíduos industriais, como palha, tortas de filtros e bagaço. A conversão desses materiais em biogás, por meio de biodigestores anaeróbicos, segundo pesquisa da FGV Energia, representaria a produção anual de 39 bilhões de m³, ou o equivalente a 86 TWh de energia.

Cenário animador

O cenário futuro projetado com a adoção do RenovaBio sinaliza ser o melhor possível. Para começar, a expectativa é a de geração de 1,4 milhão de novos postos de trabalho até 2030. Só o setor de etanol, para atender ao crescimento previsto, deve atrair investimentos da ordem de R$ 90 bilhões até 2030, com geração de mais de 400 mil empregos.

No momento, o Brasil ocupa a segunda colocação na produção e no consumo de etanol e biodiesel, com produção anual próxima de 30 bilhões e 4 bilhões de litros, respectivamente. No caso do etanol, o volume corresponde a quase metade da oferta de combustíveis para veículos leves, enquanto no biodiesel, a 8% da demanda por diesel. Mesmo assim, o país depende da importação de derivados e, nos últimos seis anos, gastou US$ 51 bilhões na compra de diesel, gasolina e querosene de aviação. Segundo dados do Ministério de Minas e Energia, esse valor seria suficiente para construir mais de 500 plantas de biodiesel ou 130 novas usinas de etanol.

Com o Renovabio, espera-se que as importações de combustíveis caiam dos atuais 11 bilhões de litros por ano para 5 bilhões de litros em 2030. Para o MME, se o país não focar na produção de biocombustíveis nos próximos anos e resolver produzir mais derivados de petróleo para diminuir a dependência externa, o efeito da geração de empregos será muito menor: de 180 mil empregos até 2030. Está aí um bom alerta para o país se manter no Acordo de Paris e seguir sua vocação para a bioenergia. n

Como funcionam os mecanismos de mercado

A primeira etapa do mecanismo de mercado é o estabelecimento de metas nacionais de redução anual de emissões para a matriz de combustíveis (definidas em junho de 2018 para chegar a 10,1% em 2028), que serão desdobradas em metas individuais e também anuais para as distribuidoras, calculadas conforme a participação de cada uma delas no mercado. O segundo mecanismo é a certificação da produção de biocombustíveis, por firmas inspetoras privadas, que atribuirão notas diferentes para cada unidade produtora. Essas notas serão calculadas por meio de uma metodologia chamada RenovaCalc, que medirá a relação entre produção de combustíveis líquidos e emissões de CO2. Quanto maior a quantidade de combustíveis com menores emissões, a partir da avaliação do ciclo de vida do biocombustível, maior será a nota obtida.

Os dois mecanismos serão interligados com a criação do CBIOs, um ativo financeiro negociado em bolsa que será emitido pelo produtor de biocombustível a partir da comercialização da sua produção. As distribuidoras deverão cumprir suas metas anuais de descarbonização com a demonstração de CBIOs adquiridos, que só serão emitidos depois das vendas e que, por sua vez, terão valores proporcionais às notas obtidas pelas certificadoras. Ou seja, os produtores com práticas mais sustentáveis, e que produzam, importem e comercializem mais biocombustíveis, terão mais créditos para comercialização. Esse créditos poderão também ser comprados e vendidos por outros agentes do mercado financeiro, o que promete trazer maior liquidez ao mercado.

A meta compulsória anual de aquisição de CBIOs que será estabelecida às distribuidoras levará em consideração a participação de mercado na comercialização de combustíveis fósseis do ano anterior. As primeiras metas serão definidas em 1o de julho de 2019 pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e serão específicas para as mais de 100 distribuidoras do país, sendo que as maiores serão para as três principais – Shell, Ipiranga e BR Distribuidora – que, juntas, detêm de 60% a 65% do mercado. Isso significará, por exemplo, que se uma distribuidora tem 30% de participação, precisará adquirir o mesmo percentual dos CBIOs emitidos no mercado.

Caso a distribuidora não cumpra a meta individual, estará sujeita a multa de até R$ 50 milhões, além de poder ser enquadrada na lei de penalidades da ANP, o que inclui advertência, cassação de autorização e até mesmo suspensão de autorização de comercialização.

Para lembrar RenovaBio é lançado em dezembro de 2016. No início de junho de 2017, o CNPE aprovou as diretrizes estratégicas do programa e também criou o Grupo de Trabalho do RenovaBio, para avaliar propostas de revisões normativas para sua implementação. O Projeto de Lei do RenovaBio foi encaminhado à Casa Civil em junho de 2017. Na Câmara dos Deputados, o projeto tramitou em caráter de urgência e, em novembro de 2017, foi aprovado em Plenário na Câmara e, em dezembro de 2017, no Senado Federal. O decreto que regulamenta a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) foi publicado no Diário Oficial da União no dia 15 de março de 2018. Em junho de 2018, foram aprovadas as metas nacionais compulsórias anuais de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa para comercialização de combustíveis para vigorar no período de 2018 a 2028. Elas começam em 1% em 2019 até chegarem paulatinamente a 10,1% em 2028. A próxima regulamentação de parte da lei ocorre em 1o julho de 2019, quando serão reveladas as metas compulsórias individuais para as distribuidoras de combustíveis, que passarão a vigorar a partir de 26 de dezembro deste ano. No fim de novembro de 2018, a ANP aprovou a resolução que regulamenta o Renovabio quanto aos critérios para certificação da produção eficiente de biocombustíveis, à definição de requisitos para firmas inspetoras responsáveis pela certificação e aos critérios para cálculo da nota de eficiência energético-ambiental de produtor e importador de biocombustível certiicado. A diretoria da ANP aprovou em 10 de janeiro de 2019 o credenciamento da primeira firma inspetora para certificação da produção eficiente de biocombustíveis, a Green Domus Desenvolvimento Sustentável Ltda. Com isso, a empresa estará apta a atender às demandas de certificação de produtores.

Fonte: Brasil Energia Petróleo & Gás Online

65º Leilão de Biodiesel da ANP negocia 977,52 milhões de litros

No 65º Leilão de Biodiesel da ANP foram arrematados 977,52 milhões de litros de biodiesel (volume obrigatório e voluntário). Destes, 976,29 milhões de litros foram para mistura obrigatória, sendo 99,79% deste volume oriundo de produtores detentores do selo Combustível Social. O preço médio foi de R$ 2,333/L, sem considerar a margem Petrobras, e o valor total negociado atingiu o patamar de R$ 2,278 bilhões, refletindo um deságio médio de 20,64 % quando comparado com o preço máximo de referência médio (R$ 2,940/L).

A apresentação das ofertas de biodiesel ocorreu em um único dia (4/2), com 40 produtores disponibilizando um volume total de 1,124 bilhões de litros, sendo 99,79% de produtores detentores do selo Combustível Social.

No primeiro dia de seleção das ofertas (6/2) foram arrematados 884,18 milhões de litros de biodiesel exclusivamente de produtores detentores de selo Combustível Social, em torno de 78,66% do total ofertado para todo o leilão.

No segundo dia (7/2) foram arrematados 92,11 milhões de litros de biodiesel de produtores detentores ou não de selo Combustível Social, em torno de 8,19% do total ofertado no leilão.

A apresentação e a seleção de ofertas de biodiesel para mistura voluntária ao óleo diesel ocorreram no dia 11/2, quando foram disponibilizados 26,47 milhões de litros, sendo 100 % de produtores detentores do selo Combustível Social. Este volume representa 17,9 % do saldo total de oferta não vendida para fins de adição obrigatória. Foram negociados 1,23 milhão de litros de biodiesel, representando 4,65% do total ofertado no leilão autorizativo.

Os Leilões de Biodiesel destinam-se a atender o disposto na Lei nº 13.263, publicada no DOU em 24/03/16, que estabelece em 10% o percentual mínimo obrigatório de adição de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final (B10), em até 26 meses após a data de promulgação da Lei.

O 65º Leilão (L65) visa garantir o abastecimento de biodiesel no mercado nacional durante o período de 1º de março a 30 de abril de 2019, conforme diretrizes das Portarias do Ministério de Minas e Energia nº 476, de 15/08/12, e nº 576, de 11/11/2015, e critérios estabelecidos no Edital de Leilão Público nº001/19-ANP.

Os volumes comercializados somente serão validados após homologação pela diretoria da ANP.

Fonte: ANP

Brasil exportou biodiesel em janeiro

Tem algo de diferente acontecendo no mercado brasileiro de biodiesel. Em janeiro foi registrada a exportação de 97,5 toneladas do biocombustível com destino aos Estados Unidos. Com mais este embarque já são quatro meses seguidos de presença brasileira no mercado internacional – algo que já não acontecia desde a primeira metade de 2014.

Houve ainda um embarque isolado em julho passado. Também para o mercado norte-americano.

Ainda não dá para falar que as exportações que estão acontecendo agora tenham escala comercial. Todas elas estão na faixa das dezenas de toneladas sendo que a maior foi justamente a de janeiro. Somando os cinco negócios registrados no ano passado tivemos 194,7 toneladas de biodiesel exportado por um total de US$ 342,7 mil – o equivalente a R$ 1,28 milhão pela cotação desta sexta-feira (08).

A última exportação de bom porte feita pelo Brasil foi em dezembro de 2015 quando 10 mil toneladas foram embarcadas para a Holanda por um total de US$ 7,6 milhões. No total, as exportações brasileiras de biodiesel se restringem a 80,3 mil toneladas e faturamento de US$ 74,9 milhões.

Para fins de comparação, apenas no ano passado a Argentina exportou 1,14 milhão de toneladas de biodiesel e recebeu US$ 794,3 milhões.

Roteiro parecido

O roteiro de cada um desses negócios que vem acontecendo desde julho tem sido similar: o biodiesel é sempre embarcado a partir do Porto de Santos e tem seu estado de origem declarado como sendo de São Paulo. Os preços praticados nos três últimos meses também foram praticamente idênticos com a tonelada. Em dezembro, a tonelada de biodiesel foi vendida por US$ 1.794,20.

Isso parece indicar que temos pelo menos uma usina ou companhia de trading testando a rentabilidade do biodiesel brasileiro no mercado norte-americano.

Fonte: BiodieselBR

Retiradas de biodiesel ficam em 96,8% do comprado para o último bimestre de 2018

A performance de entregas das usinas fechou 2018 com uma ligeira melhora. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no último bimestre do ano as distribuidoras receberam 96,8% do volume de biodiesel que foi negociado durante o Leilão 63.

Esse resultado representa uma melhoria um pouco maior que um ponto percentual sobre o indicador do bimestre anterior, quando as retiradas ficaram em 95,7%. Um ano antes – no sexto bimestre de 2017 –, o indicador havia ficado em 95,4%

Se dependesse só de novembro, as distribuidoras teriam beirado a perfeição com retiradas de quase 99,7%. Em dezembro, no entanto, a performance caiu para 94% derrubando o resultado geral do bimestre.

Queda no volume

Apesar de representar uma melhora na performance, o volume entregue no sexto bimestre ficou menor. Entre novembro e dezembro, um pouco mais de 933,9 milhões de litros de biodiesel. O volume é 1,7% inferior aos 950,5 milhões de litros que saíram das plantas durante o quinto bimestre de 2018

Uma queda no final do ano é esperada. Ao longo dos anos, a curva típica de entregas das usinas sobe ao longo do primeiro semestre até atingir um platô entre os meses de setembro e outubro para, depois, apresentar uma queda.

No caso de 2018, no entanto, a queda começou um pouco mais cedo. O pico do mercado foi atingido no quarto bimestre quando as entregas se aproximaram dos 980,5 milhões de litros perdendo força a partir daí.

Considerando apenas os volumes efetivamente entregues e os preços médios do leilão, o faturamento do setor no bimestre foi de R$ 2,63 bilhões. A cifra é R$ 85,8 milhões menor do que poderia ser faturado se as entregas tivessem sido de 100%.

Melhores

O maior volume entregue no bimestre foi da Granol de Anápolis. Da unidade goiana saíram 66,1 milhões de litros de biodiesel o que representa 97% do montante vendido para o período.

Ela, no entanto, não foi apresentou a melhor performance no período. Esse mérito cabe a Bio Vida que entregou 108,9% além do volume com que havia se comprometido no L63. A unidade entregou 98 m³ de biodiesel e havia vendido 90 m³.

Outras duas unidades – a Minerva e a BSBios de Passo Fundo – também superaram a barreira do 100%. Juntas, elas colocaram 172 m³ de biodiesel a mais do mercado.

No bimestre, apenas a Olfar de Porto Real não conseguiu atingir o piso de 90% exigido pela ANP. A planta fluminense entregou 15,2 milhões de litros, 84,4% dos 18 milhões de litros que negociou no L63.

Se a agência reguladora considerar que a responsabilidade pelo baixo resultado é da Olfar, a empresa poderá ter que cumprir uma suspensão precisamente no Leilão 66 o que a deixaria de fora da estreia do B11.

20190207 L63EntregasObrigatorio TABELA

Autorizativo

Além das entregas para o mercado regular, o mercado autorizativo movimentou 419 m³ de biodiesel no bimestre. Isso dá cerca de 94,1% dos 445 m³ negociados durante a Etapa 5A do L63. Com esse resultado, o segmento movimentou perto de R$ 1,25 milhão.

A Bocchi entregou 377 m³ – 94,2% – para projetos autorizativos engordando seus ganhos em R$ 1,1 milhões. A Granol de Anápolis entregou 93,3% dos 45 m³ devidos arrecadando R$ 125,1 mil.

Fonte: BiodieselBR

Reciclagem de óleo de cozinha: até quando usar e o que fazer depois

Você sabe a forma correta de descartar óleo de cozinha? Quantas vezes ele pode ser utilizado? Veja a importância de saber o que fazer com seu óleo

O óleo de cozinha é um daqueles ingredientes que estão presentes em praticamente todos os tipos de preparo de alimentos. No caso de frituras, o óleo é indispensável e utilizado em grandes quantidades, sendo, inclusive, o responsável por parte do sabor do prato. Ele pode ser reutilizado algumas vezes dependendo do tipo de alimento, porém, uma hora ele terá que ser descartado.

Reciclagem de óleo de cozinha: até quando usar e o que fazer depois
Reciclagem de óleo de cozinha: até quando usar e o que fazer depois

Foto: Descubra até que momento usar o mesmo óleo de cozinha | Shutterstock / Guia da Cozinha

Mas, você sabe a forma correta de descartar o produtoQuantas vezes ele pode ser utilizado? Ou o que pode ser feito a partir do óleo velho? Veja a importância de saber o que fazer com seu óleo usado para não agredir o meio ambiente.

Foto: Guia da Cozinha

O tipo de alimento que é colocado no óleo faz toda diferença no tempo que ele pode ser utilizado. Por exemplo, alimentos empanados soltam mais partículas no óleo por conta da farinha, fazendo com que o produto fique sujo e velho mais rápido.

Em bares e botecos, o óleo pode durar mais tempo por conta do uso de fritadeiras, que diminuem a quantidade de sobras que caem na panela.
Nas receitas em casa, como os alimentos vão direto na panela, o óleo acaba ficando velho mais rápido.

Substituição do óleo

Para saber quando é o momento de fazer a troca, preste atenção em dois detalhes:

  • Se o óleo, depois de quente, liberar um cheiro forte e uma fumaça escura, ele não deve ser utilizado.
  • Se o alimento, depois de frito, estiver com uma cor escura ou murcho, quer dizer que o óleo já está muito velho e também não deve ser usado novamente.

Descarte do óleo de cozinha velho

Foto: Guia da Cozinha

Por ser um grande poluente, o óleo não pode ser jogado fora de qualquer maneira. Se jogado diretamente no ralo da pia, por exemplo, ele dificulta o tratamento de esgoto, pode entupir o encanamento, poluir rios e lagos e desregular todo o ecossistema do local. O descarte de óleo não é difícil de ser feito, mas, por falta de informação, muitas pessoas não sabem ao certo o que fazer com ele.

Como descartar

Após utilizar o óleo em frituras, espere esfriar e passe-o para um recipiente com tampa, como uma garrafa pet, por exemplo, utilizando um funil. Armazene o recipiente em local seco, sem contato com calor e vá adicionando óleo usado conforme o consumo. Quando o recipiente estiver cheio, você pode levar até pontos de coleta de óleo, que são bastante comuns na maioria das cidades. Além da coleta, muitas pessoas utilizam o óleo velho para fazer sabão. Assim, você pode doar para alguém que faça o produto ou você mesmo pode produzi-lo, se desejar.

Óleo reciclado

A partir do óleo reciclado, muitos outros produtos podem ser feitos. Tintas à base de óleo, resinas, glicerinas e detergentes são alguns. O biodiesel, alternativa de combustível que agride menos o meio ambiente, também pode ser feito a partir do óleo de cozinha usado.

Fonte: Terra

Análise avançada do mercado de biocombustíveis e taxa de crescimento impressionante até o período de previsão 2025

Os biocombustíveis avançados são classificados com base em matérias-primas como jatrofa, camelina, algas, lignocelulose simples, lignocelulose complexa e outras. Combustível avançado produzido a partir de matéria-prima de algas representou a maior quota de mercado devido ao seu teor de óleo. Esta planta cresce em terrenos baldios e pode ser cultivada usando o oceano e águas residuais. Os biocombustíveis à base de algas são relativamente menos nocivos ao meio ambiente se derramados e são biodegradáveis ​​por natureza. Além disso, a taxa de crescimento de algas é 20 vezes mais rápida em comparação com outras matérias-primas, como a jatrofa. Biocombustíveis avançados também são classificados com base em tipos de combustível, como etanol celulósico, biodiesel, biobutanol, bioDME e outros. O segmento de tipo de combustível biodiesel detém a maior participação de receita no mercado global avançado de biocombustível.

A América do Norte é a região mais dominante no mercado mundial de biocombustíveis avançados em termos de receita e foi avaliada em US $ 3,010 bilhões em 2016, devido à crescente demanda por combustíveis de transporte de queima mais limpa. De acordo com o Environmental Entrepreneurs (E2), o grupo de negócios nacional não partidário, a capacidade de produção de biocombustível avançado na América do Norte foi de mais de 800 galões em 2014. Vários regulamentos como o Padrão de Combustível Baixo Carbono da Califórnia e o Padrão de Combustível Renovável são os principais impulsionadores do investimento em biocombustíveis avançados. O objetivo desses regulamentos é reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e implementar o padrão de combustível de baixo carbono.

A Europa é a segunda maior região no mercado global de biocombustíveis avançados. Na Europa, o mercado avançado de biocombustíveis é impulsionado por atividades de P & D & D (pesquisa e desenvolvimento e demonstração) na UE, indicando o crescimento potencial do mercado para aplicações em transporte marítimo, marítimo e aéreo. As iniciativas industriais, como a Iniciativa Europeia de Bioenergia Industrial, pretendem ter suas primeiras plantas comerciais até 2020 em operação. O objectivo desta iniciativa é satisfazer cerca de 4% das necessidades energéticas dos transportes da UE, com ênfase nos biocombustíveis avançados.

A região da Ásia-Pacífico é a que mais cresce em termos de valor no mercado global de biocombustíveis. A Ásia-Pacífico foi avaliada em US $ 1,655 bilhão em 2016. Isso é atribuído à crescente indústria manufatureira e à crescente conscientização sobre o uso de biocombustíveis avançados em economias emergentes como a Índia, a China e a Indonésia. Na Austrália, o setor avançado de biocombustíveis foi apoiado pela Agência Australiana de Energia Renovável (ARENA).

Fonte: O Petróleo

Oferta de biodiesel volta a bater recorde no Leilão 65

As usinas voltaram a bater recorde na oferta de biodiesel. Ao todo, elas colocaram à disposição do mercado nacional um pouco mais de 1,12 bilhão de litros para atender à demanda durante o segundo bimestre do ano. Este foi o volume ofertado pelos fabricantes durante no 65º Leilão de Biodiesel cuja Etapa 2 aconteceu na manhã e tarde dessa segunda-feira (04).

O volume atual supera em pouco mais de 2,8% o recorde anterior que pertencia ao L62. Nele, os fabricantes haviam colocado à venda cerca de 1,09 bilhão de litros. Em relação ao certame equivalente do ano passado – L59 – o aumento na oferta foi bem mais substancial: 10,9%.

Esse crescimento é particularmente vistoso se considerarmos que a mistura de biodiesel é a mesma de um ano atrás – o B11 deve chegar só a partir de meados do ano. O L59 foi o primeiro organizado já sob a bandeira do B10 e, também, o primeiro a superar a barreira de um bilhão de litros ofertados.

Aumento no interesse

O resultado de hoje parece refletir um aumento de interesse das usinas em ofertar biodiesel. Tanto que o volume efetivamente ofertado representou 84,7% da capacidade que foi habilitada pela ANP.

Com quase três pontos percentuais a mais do que no leilão anterior, a relação entre capacidade e ofertas – que havia dado um passo atrás nos leilões 63 e 64 – volta a se aproximar da faixa na qual o mercado variou nos certames seguintes à chegada do B10. Nesse período a capacidade de oferta ainda avançou mais de 123,5 milhões de litros.

Preços em queda

A despeito do aparente entusiasmo do mercado, o preço do biodiesel caiu fechando o dia com uma média de R$ 2.324,41 por m³. A retração nos valores pedidos pelas usinas foi ainda maior do que a aplicada aos PMRs pela ANP.

Enquanto a queda determinada pela agência no teto de preços foi de 8%; em média, as usinas pediram 9,4% abaixo do preço que fixaram no mesmo ponto do L64.

O deságio em relação aos PMRs ficou em 21,1%, o maior desde o L61 quando as usinas aceitaram preços 22,6% abaixo do teto.

Na quarta-feira, às 10h, as distribuidoras irão começar as compras de biodiesel.

Fonte: BiodieselBR

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