APROBIO discute papel da palma de óleo para o biodiesel em reunião de câmara setorial

A palma de óleo é matéria-prima bastante utilizada no mundo para a produção no biodiesel, mas no Brasil ainda tem um alto potencial de crescimento. Além disso, a produção nacional é feita de forma sustentável e sem agressão ao meio ambiente, justamente por prever a recuperação de áreas previamente degradadas por meio da introdução da nova cultura.

Esses foram alguns dos aspectos levados pela APROBIO à 27ª Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Palma de Óleo, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), realizada na quinta-feira (16) em Belém do Pará. O diretor superintendente Julio Minelli e o assessor técnico Antonio Ventilii participaram do encontro.

Ventilii apresentou dados do potencial da palma de óleo para o biodiesel com o início do RenovaBio. Em nome da APROBIO, Minelli participou da elaboração do documento Diagnóstico da Produção Sustentável da Palma de Óleo, sugerido pela associação como resposta às críticas vindas da União Europeia. No Brasil, essa cultura não só cumpre diretrizes de sustentabilidade como ajuda a recuperar áreas degradas e pode, sim, ser mais um aliado a favor do meio ambiente.

Para acessar a íntegra do documento elaborado pela Câmara Setorial, clique AQUI

As oportunidades da bioenergia na América Latina e na África

O programa Bioenergia da Fapesp publicou um policy-brief sobre as vantagens e a necessidade da expansão da produção e do uso dos biocombustíveis na América Latina e na África. Repetidas vezes os autores explicam por que é possível uma produção em grande escala sem que esta compita com a produção de alimentos ou com as áreas de floresta.

A ênfase não é gratuita. Em muitos foros de países desenvolvidos, existe a percepção de que a produção de bioenergia implica necessariamente em menos comida e menos floresta nativa. O paper menciona que existe um estoque de entre 500 milhões a 900 milhões de hectares de terras aptas à produção de biocombustíveis sem o comprometimento da segurança alimentar ou da biodiversidade. Cita o sucesso da produção que consorcia lavoura, pecuária e floresta.

De acordo com o estudo da Fapesp, atualmente o etanol e o biodiesel respondem por 3% de todo o combustível usado para transporte no mundo, mas esse índice poderia crescer dez vezes, chegando a 30% em 2060 sem uso de áreas de proteção de florestas ou terras utilizadas para a produção de alimentos. Ou seja, há vasto campo para uma maior produção e consumo dos biocombustíveis no planeta.

Estima que o custo do desenvolvimento e a expansão da produção de biocombustíveis não chegaria a US$ 100 bilhões até 2040. E, finalmente, compara este valor com os subsídios aos fósseis estimados, na toada atual, em US$ 33 trilhões.

Fonte: Climainfo

Segurança energética depende de fontes limpas, diz Moreira Franco

O desafio de garantir segurança na oferta e preços baixos na conta de luz e nos combustíveis está diretamente relacionado à ampliação das chamadas fontes limpas de energia, como eólica, solar, biomassa, biocombustíveis, entre outras. Essa é a avaliação do ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, em entrevista exclusiva a veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nesta terça-feira (13), em que analisou o cenário do setor no país.

“Nós temos algumas iniciativas importantes. O programa Renovabio [Polícia Nacional de Biocombustíveis] é reconhecido internacionalmente, tem metas extremamente ousadas. Estamos empenhados em garantir energia limpa, o que significa ir exluindo as fontes poluentes que têm sido causa de grandes transtornos ambientais”, afirma.

A principal meta do Renovabio, que entrou em vigor este ano, é reduzir em 10% as emissões de carbono na matriz de combustíveis do país, passando dos atuais 74,25 gramas de gás carbônico por megajoule (g CO2/MJ) para 66,75 g CO2/MJ, o que corresponde à retirada de 600 milhões de toneladas de carbono da atmosfera até 2028. Isso deve expandir o mercado de etanol e biodiesel.

No campo da geração de energia elétrica, Moreira Franco diz que, apesar de representar mais de 63% da capacidade de geração, o país não pode mais depender tanto da matriz hidrelétrica, de forma isolada. “Com as decisões decorrentes de uma visão ambiental, os reservatórios [em hidrelétricas] estão proibidos, você trabalha com a linha d’água. Passou a ser um elemento de fraqueza [desse modelo]”, admite. O principal gargalo, nesse cenário, afirma o ministro, é incorporar as fontes limpas à estrutura de distribuição de energia, o que vai impactar na redução de preços.

“O custo de produção [das energias limpas] é muito mais baixo que as outras fontes, mas esse preço é fundamental que o consumidor sinta no seu bolso. O sistema ainda não consegue absorver essa diferença de custo e a energia chega a um preço muito alto. Além de colocar energia limpa, garantir sistema robusto, nós precisamos ter energia a preço justo”, afirma. Ele também falou em eliminar subsídiospagos pelos consumidores na conta de luz para financiar políticas públicas que não tem nada a ver com o setor elétrico.

Expansão

Atualmente, na indústria brasileira, a bioenergia ficou com 42,1% do consumo total de energia de 2017, contra 7,6% na média mundial. Nos transportes, o indicador foi de 19,8% de participação da bioenergia no Brasil, contra 3% no restante do planeta, em média. Nas projeções do governo, as metas estabelecidas pelo Renovabio para 2028 vão induzir investimentos que podem chegar a R$ 1,3 bilhão na próxima década.

No setor de energia elétrica, o destaque tem sido a expansão da oferta eólica, que já responde a 8,5% da disponibilidade de geração no país. O Brasil disputa, com França e Canadá, o sétimo lugar entre os países que mais investem nessa fonte. “Somos, hoje, o maior gerador de energia eólica da América Latina, com 520 parques eólicos e mais de 6,6 mil aerogeradores em operação. No ano passado, o montante gerado pelas eólicas foi equivalente ao consumo médio de cerca de 22 milhões de residências por mês. O número de empregos diretos no setor já passa dos 150 mil”, discursou Moreira Franco, na semana passada, durante a abertura da 9ª edição do Brazil Wind Power, considerado o maior evento do Hemisfério Sul dedicado ao desenvolvimento de negócios e projetos de geração em energia eólica.

Turbinas eólicas em praia de Fortaleza, no Ceará
Turbinas eólicas em praia de Fortaleza, no Ceará – Paulo Whitaker/Reuters/Direitos Reservados

Em termos de capacidade instalada, ela responde por 30% dos empreendimentos em construção e 27% dos empreendimentos a serem iniciados, informa o ministério. O Brasil também tem expandido o potencial de energia solar fotovoltaica. De acordo com o Plano Decenal de Expansão de Energia, até em 2026, a capacidade instalada de fonte solar chegará a 13.000 MW, o que representará 5,7% do total no país.

“Não só pela questão ambiental, mas sobretudo para que possamos explorar tecnologicamente nossas alternativas. Cada vez mais a energia vai ser importante. Daqui pra frente, ninguém vai conseguir viver sem uma tomada do lado. Até mesmo para se locomover, nas grandes cidades, com carro elétrico”, afirma Moreira Franco.

Estudos estão sendo desenvolvidos para tentar levar biocombustíveis as embarcações de grande porte

Responsável por 80% do comércio internacional, setor consome mais de 330 toneladas de combustível fóssil por ano 

A preocupação com o meio ambiente já chegou as embarcações. Um estudo desenvolvido pela Organização Marítima Internacional (IMO) mostrou que o setor consome mais de 330 toneladas de combustível por ano, o que acarreta em mais de 3% do CO2 expelido na atmosfera.

Para mudar este cenário as pesquisas que envolvem biocombustíveis par embarcações já estão sendo estudadas por pesquisadores. O objetivo, segundo a IMO é reduzir os níveis de enxofre utilizados nas embarcações e substituir o combustível fóssil por biocombustíveis como o biodiesel, por exemplo. Outra opção que também vem sendo estudada é a utilização do Gás Natural Liquefeito.

Apesar de ainda ser um desafio a implantação de biocombustíveis em navios, as pesquisas não param à fim de encontrar uma solução para o setor. Para o especialista Federico Sakson, a produção de biocombustível para o setor possui grandes vantagens como as matérias primas extremamente baixas no teor de enxofre, a abundância de matérias lignocelulósicas, a falta de necessidade de refinação, e os combustíveis drop-in, os quais não exigem muitas mudanças na infraestrutura.

A expectativa é que futuramente o setor, que é responsável por aproximadamente 80% do comércio internacional, encontre soluções mais sustentáveis para movimentar os negócios.

Fonte: Thayssen Carvalho – Portal Biomassa BR

ANP reúne mercado de combustíveis para debater o setor

A ANP realizou, de 8 a 10/8, em Armação dos Búzios (RJ), o workshop “Cenário atual e perspectivas para o mercado de combustíveis no Brasil 2018”. Ao longo dos três dias, mais de 370 pessoas, incluindo diretores, superintendentes e técnicos da Agência, representantes de outros órgãos públicos e agentes regulados estiveram reunidos para avaliar o modelo de abastecimento nacional e discutir possíveis aperfeiçoamentos na regulação do setor.

O evento ocorreu nove anos após sua primeira edição, realizada em 2009, que deu origem ao documento chamado “Carta de Búzios”, reunindo os resultados dos debates e propostas para o desenvolvimento do mercado.

Na abertura da edição 2018, diretores da ANP apresentaram a evolução do mercado e as principais mudanças ocorridas no Brasil e no mundo desde 2009, bem como os aprimoramentos regulatórios resultantes das propostas da Carta de Búzios e tendências para o setor de downstream.

O segundo dia teve início com o painel “Regulação do downstream: tendências e experiência internacional”, com participação de representantes do Ministério Público Federal, do Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade) e da empresa de consultoria IHS Markit, com moderação de diretor da ANP. Entre os principais pontos discutidos estiveram a importância da interação entre os órgãos públicos e a necessidade de aumento da concorrência e da eficiência no mercado brasileiro.

O restante do dia foi dedicado aos debates em cinco salas temáticas: Biocombustíveis; Combustíveis fósseis; GLP; Lubrificantes, asfaltos e solventes; e Preços, defesa da concorrência e tributação. Os temas foram divididos em subtemas, para os quais cada grupo identificou desafios e elaborou propostas.

Os resultados das discussões foram apresentados por cada grupo no último dia e servirão de base às ações da ANP nos próximos cinco anos, bem como poderão orientar medidas de outros órgãos públicos.

No encerramento, a Diretoria da ANP destacou que o evento possibilitou reunir representantes de todos os segmentos do downstream para discutir temas que se mostram relevantes para a sociedade no momento. Os diretores fizeram um balanço do evento, ressaltando que, entre os pontos transversais a todos os temas debatidos, estiveram as transformações pelas quais passa a sociedade, que geram necessidade de adaptação pelo mercado, e a importância de criação de um mercado mais aberto, competitivo e dinâmico.

Veja aqui as apresentações realizadas durante o evento.

Fonte: ANP

Biodiesel, “petróleo verde” brasileiro

Nesse 10 de agosto, Dia Internacional do Biodiesel, que tal conhecer um pouco mais do assunto?

O biodiesel é um combustível renovável obtido a partir de um processo químico denominado transesterificação. Por meio desse processo, os triglicerídeos presentes nos óleos e gordura animal reagem com um álcool primário, metanol ou etanol, gerando dois produtos: o éster e a glicerina. O primeiro somente pode ser comercializado como biodiesel, após passar por processos de purificação para adequação à especificação da qualidade, sendo destinado principalmente à aplicação em motores de ignição por compressão (ciclo Diesel).

Os primeiros estudos para a criação de uma política para o biodiesel no Brasil iniciaram em 2003, com a criação da Comissão Executiva Interministerial do Biodiesel (CEIB) e do Grupo Gestor (GG) pelo governo federal. Em dezembro de 2004, o governo federal lançou o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), com o objetivo inicial de introduzir o biodiesel na matriz energética brasileira. Com enfoque na inclusão social e no desenvolvimento regional, o principal resultado dessa primeira fase foi a definição de um arcabouço legal e regulatório.

A sua mistura ao diesel fóssil teve início em 2004, em caráter experimental e, entre 2005 e 2007, no teor de 2%, a comercialização passou a ser voluntária. A obrigatoriedade veio no artigo 2º da Lei n° 11.097/2005, que introduziu o biodiesel na matriz energética brasileira. Em janeiro de 2008, entrou em vigor a mistura legalmente obrigatória de 2% (B2), em todo o território nacional. Com o amadurecimento do mercado brasileiro, esse percentual foi sucessivamente ampliado pelo CNPE até o atual percentual de 7,0%, conforme pode ser observado:

Evolução do percentual de teor de biodiesel presente no diesel fóssil no Brasil

  • 2003 – Facultativo
  • Jan/2008 – 2%
  • Jul/2008 – 3%
  • Jul/2009 – 4%
  • Jan/2010 – 5%
  • Ago/2014 – 6%
  • Nov/2014 – 7%
  • Mar/2018 – 10%

A especificação do biodiesel tem sido aprimorada constantemente ao longo dos anos, o que tem contribuído para a sua harmonização com as normas internacionais e alinhamento da sua qualidade às condições do mercado brasileiro, assegurando maior segurança e previsibilidade aos agentes econômicos.

Assim, o biodiesel já é uma realidade no País e garante ao Brasil uma posição destacada em relação ao resto do mundo. Juntos, etanol e biodiesel fortalecem a participação dos biocombustíveis na matriz energética nacional e a imagem do Brasil como país que valoriza a diversidade de fontes energéticas.

Os atos normativos referentes à especificação do biodiesel são os seguintes:

  • Resolução ANP nº 30/2016 – estabelece a especificação de óleo diesel BX a B30, em caráter autorizativo, nos termos dos incisos I, II e III do art. 1º da Resolução CNPE nº 03, de 21 de setembro de 2015.
  • Resolução ANP nº 45/2014 – estabelece a especificação do biodiesel contida no Regulamento Técnico ANP nº 3/2014 e as obrigações quanto ao controle da qualidade a serem atendidas pelos diversos agentes econômicos que comercializam o produto em todo o território nacional.

Para consultar informações sobre os leilões de biodiesel, clique aqui.

Clique aqui para conhecer os benefícios desse “petróleo verde”.

Fonte: Informações ANP

APROBIO defenderá realização de reunião prévia à consulta pública sobre nova resolução dos leilões de biodiesel

Portaria do Ministério de Minas e Energia (MME) publicada na segunda-feira (30) promove uma série de mudanças nas diretrizes para a realização dos leilões públicos de biodiesel. Ainda dependentes de regulamentação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), essas medidas têm potencial para aumentar a dinâmica do setor, com edições extras de leilões e certames com outros prazos além dos atuais dois meses.

Conforme a ANP, as alterações que entrarão na revisão da Resolução nº 33/2007 vão passar por consulta e audiência públicas e estão previstas para serem colocadas em prática a partir de 2019 – portanto, não afetam o leilão marcado para este mês e pelo menos nem o seguinte. A APROBIO vai propor à agência que faça uma reunião técnica com o setor antes de ser colocada a revisão da referida resolução em consulta pública.

Entre as mudanças estabelecidas na Portaria nº 311/2018 está a possibilidade de a ANP realizar leilões com prazos diferenciados de suprimento de biodiesel ao mercado consumidor e mecanismos específicos de reajuste dos preços de acordo com a duração dos contratos – hoje, os certames são realizados a cada 60 dias, mesmo prazo para entrega do produto, e os valores são definidos a cada pregão.

A habilitação das usinas, atualmente realizada em cada leilão da ANP, será válida para mais de uma edição, a fim de desburocratizar o processo. Seguindo o que determina a lei do RenovaBio e o Decreto nº 9.365/2018, a portaria prevê que de 5% a 10% do volume comercializado seja fornecido por pequenos produtores – 33% das empresas habilitadas com menor capacidade de oferta naquela edição do leilão, desde que detentoras do Selo Combustível Social (SCS).

“As alterações são tantas que precisamos analisar tudo com calma e profundidade antes de fazer qualquer avaliação”, afirmou o presidente da APROBIO, Erasmo Carlos Battistella, em entrevista ao jornal Zero Hora, sobre a portaria do MME. A associação acompanhará as próximas medidas da ANP e continuará trabalhando por um mercado de biodiesel cada vez maior e mais dinâmico.

Texto da Edição n°14 da newsletter #VISAOAPROBIO – enviada em 02/08 – para receber antes, cadastre-se       pelo e-mail visaoaprobio@aprobio.com.br

Datagro vê falta de regulação para investimento em biocombustível

São Paulo, 07 – O presidente da Datagro, Plínio Nastari, destacou nesta terça-feira, 7, que faltam instrumentos regulatórios que criem oportunidades de investimento nos mercados de bioenergia e biocombustíveis do Brasil, tais como o RenovaBio. “Precisamos ter mais previsibilidade nessa área, algo que outros países têm e, por isso, contam com níveis de produção mais elevados”, afirmou ele durante o Agrifinance, evento realizado pela consultoria em parceria com a XP Investimentos, na capital paulista.

Com base em dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês) compilados pela Datagro, Nastari comenta que a produção norte-americana de etanol deve atingir 540,5 bilhões de litros em 2018. Já no Brasil, a expectativa é que sejam produzidos 47,1 bilhões de litros somente em 2028, ante o atual patamar médio de 26,7 bilhões de litros de etanol total.

Por questões de acordos ambientais, Nastari acredita que a demanda mundial por bioenergia ainda precisa dobrar até 2030 e a demanda por biocombustíveis precisa triplicar até aquele ano.

Fonte: Estadão Conteúdo

Pesquisadores transformam óleo extraído de bactérias em biodiesel

A descoberta foi publicada numa revista internacional. Hoje, no Brasil, qualquer litro de diesel contém 10% de biodiesel, que é produzido principalmente a partir do óleo de soja. Conseguir gerar combustível por meio desses micro-organismos seria uma alternativa para evitar, por exemplo, a competição por terras para produzir alimentos.

Assista aqui a reportagem.

Fonte: R7

Indonésia aposta muito no biodiesel para limitar custos de importação de petróleo

JACARTA (Reuters) – A Indonésia planeja exigir que todo o diesel usado no país contenha biodiesel a partir do próximo mês para aumentar o consumo de óleo de palma, reduzir as importações de combustível e reduzir a lacuna da conta corrente.

Embora a proposta tenha sido bem recebida pela indústria de óleo de palma e pelo governo, ela levantou preocupações na indústria automobilística de que o combustível poderia afetar o desempenho do motor.

Os ambientalistas temem que o aumento do consumo local de óleo de palma apresse o desmatamento já espalhado pela Indonésia.

A seguir, explicamos alguns dos problemas que envolvem a unidade para aumentar o uso de biodiesel.

Para um gráfico sobre as importações de petróleo indonésio, clique em reut.rs/2vfmzan

CONTA CORRENTE

A Indonésia atualmente importa cerca de 400 mil barris por dia de petróleo bruto e uma quantidade aproximadamente similar de produtos refinados, o que torna a maior economia do Sudeste Asiático vulnerável ao tipo de aumento nos preços globais do petróleo visto no ano passado.

Com o déficit em conta corrente estimado em US $ 8 bilhões em 2018, o plano é cortar as importações de diesel obrigando que todos os consumidores de diesel, incluindo usinas e ferrovias, usem diesel que contenha 20% de biodiesel (B20). As autoridades estimam que isso economizará à Indonésia cerca de US $ 6 bilhões por ano.

Continue lendo o original ( em inglês) aqui.

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