Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas e Biodiesel entrega agenda de inovação do biodiesel para a ministra da Agricultura, Tereza Cristina

O presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas e Biodiesel (CSOB) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e diretor superintendente da APROBIO, Julio Cesar Minelli, entregou nesta quarta-feira (24) uma minuta da agenda de inovação para a cadeia do Biodiesel para a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, em Brasília.

O documento apresenta as principais metas e ações estratégicas do setor para os próximos anos. O objetivo da agenda é promover a inovação na cadeia de produção do biodiesel por meio de ações estratégicas nas vertentes da pesquisa e desenvolvimento, da transparência de tecnologias e das políticas públicas, visando ampliar a competitividade e a evolução em bases sustentáveis do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel. Entre os principais desafios está a contínua evolução da PNPB, incluindo misturas superiores a B15.

A entrega do documento aconteceu na Casa do Cooperativismo, durante evento de lançamento da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), que reúne cerca de 300 congressistas.

BSBios expande faturamento e lucratividade em 2018

O ano passado foi muito bom para a BSBios. Ao longo de 2018, a empresa conseguiu dar saltos relevantes tanto em seu faturamento quanto na lucratividade de suas operações. De acordo com dados divulgados pela própria empresa na edição 2018 de seu relatório de sustentabilidade, as receitas do grupo se aproximaram da marca dos R$ 3,15 bilhões. O valor é inédito e representa um crescimento de impressionantes 44,8% sobre o valor apurado em 2017.

O crescimento robusto se contrasta com o recuo anterior. Entre 2016 e 2017, o faturamento da empresa havia caído 5,5% indo de R$ 2,30 para R$ 2,17 bilhões.

A renda auferida no negócio de biodiesel seguem representando aproximadamente metade – 48,6% – do dinheiro que entrou nas contas da companhia. De acordo com dados da plataforma BiodieselDATA, entre pagamentos pela entrega do biodiesel arrematado nos leilões regulares da ANP e ganhos com a participação nos estoques reguladores mantidos pela Petrobras, a BSBios recebeu R$ 1,53 bilhão.

Outras fontes de receita acrescentaram cerca de R$ 1,62 ao caixa da companhia no ano passado.

Produção

Boa parte do aumento no faturamento da BSBios foi puxado pelo crescimento na produção de biodiesel da empresa. Em 2018, o grupo industrial retomou a liderança do setor desbancando a ADM.

As usinas de Passo Fundo (RS) e de Marialva (RP) fabricaram um total de 545,8 milhões de litros o equivalente a 10,2% de toda a produção nacional do período. O volume fabricado aumentou em praticamente um terço de um ano para o outro. Além disso, as duas unidades fabris colocaram um pouco menos de 58,5 mil toneladas de glicerina no mercado – 31% mais do que em 2017.

No processamento de soja, o desempenho da BSBios foi menos vistoso com um aumento de 7% no volume de soja esmagada. Pela primeira vez, a empresa processou mais de um milhão de toneladas do grão num mesmo ano gerando 772,9 mil toneladas de farelo e 201 mil toneladas de óleo degomado

Os números refletem a expansão da capacidade instalada das duas usinas ocorrida em 2017. Segundo relatório de sustentabilidade, a BSBios investiu cerca de R$ 13,6 milhões no ano passado.

Em julho, a planta de Passo Fundo completou um processo de ampliação que elevou seu potencial de produção em 33%. Já, em novembro, foi a vez de Marialva com 37,9% de aumento. Somando tudo, a BSBios encerrou 2018 com 576 milhões de litros em capacidade instalada; cerca de 35,6% a mais do que no começo do ano.

Novos investimentos estão para vir. Em novembro do ano passado, o grupo anunciou planos de investir outros R$ 72 milhões em suas plantas este ano. Esses recursos serão usados para aumentar a capacidade instalada de biodiesel em 43% – chegando a 823,7 milhões de litros – e elevando o processamento de grãos em 18,5% para chegar a 1.280 toneladas por dia.

Também estão previstos investimentos numa unidade pré-processamento de gordura animal. Isso permitirá que a BSBios passe a fabricar biodiesel com até 40% de gordura animal – dobrando o limite atual de 20%.

Novamente lucrativa

Alimentado com crescimento operacional e no faturamento, o lucro da empresa também avançou. Segundo o relatório de demonstrações financeiras da Petrobras Biocombustível – dona de 50% do capital da BSBios –, a companhia teve lucro líquido de R$ 111,6 milhões no ano passado praticamente triplicando os R$ 38,3 milhões do ano anterior.

O valor mais do que compensa as perdas que a companhia amargou entre 2013 e 2016. No balanço geral, de 2012 para cá, a BSBios lucrou R$ 43,7 milhões.

Fonte: BiodieselBr

RenovaBio: ANP faz audiência pública sobre metas de descarbonização das distribuidoras

A ANP realizou ontem (16) audiência pública sobre a minuta de resolução que trata de critérios da individualização das metas de descarbonização para os distribuidores de combustíveis no âmbito do Renovabio.

Na abertura, o diretor Aurélio destacou que o RenovaBio traz os biocombustíveis como alternativa para o longo prazo. “É importante que o Brasil explore petróleo e gás, em especial a riqueza do pré-sal, com celeridade. Mas o RenovaBio aponta para o futuro, para a transição da matriz energética”, afirmou.

O RenovaBio é a política nacional para os biocombustíveis e tem como objetivos fomentar o aumento da produção em padrões mais sustentáveis e contribuir para o cumprimento das metas de redução de emissões de gases do efeito estufa com as quais o Brasil se comprometeu no Acordo de Paris.

O Decreto nº 9.308/2018 atribuiu duas atribuições à ANP. A primeira foi a certificação da produção e importação eficientes de biocombustíveis e do credenciamento de firmas inspetoras, que resultou na publicação da Resolução ANP nº 758/2018, em dezembro. Como resultado, já existem duas firmas inspetoras credenciadas e outras em processo de credenciamento, bem como produtores em processo de certificação.

A segunda atribuição do decreto à ANP, objeto da minuta apresentada na audiência, é a realização do rateio entre os distribuidores de combustíveis das metas de descarbonização nacionais, definidas por resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O cálculo dessas metas individuais, quantificadas em Créditos de Descarbonização (CBIOs), será feito proporcionalmente à emissão de gases de efeito estufa dos combustíveis fósseis comercializados pelo distribuidor no ano anterior.

Caso o distribuidor não cumpra sua meta para aquele ano, estará sujeito à multa equivalente ao valor de CBios não adquiridos, variando de R$ 100.000,00 a R$ 50.000.000,00, além das demais sanções da Lei nº 9.847/99 (entre as quais, suspensão e revogação), e a quantidade de CBios não cumprida será acrescida à meta para o ano seguinte.

A minuta de resolução passou por consulta pública de 30 dias, período durante o qual foram enviadas 102 contribuições. As sugestões recebidas durante a consulta e a audiência públicas serão analisadas pelo corpo técnico da ANP para consolidação do texto da nova resolução. Após análise jurídica e da diretoria da Agência, a resolução será publicada até o dia 1º de julho, atendendo ao prazo estabelecido no art. 12 do Decreto nº 9.308/2018.

Fonte: ANP

Câmara do Paraguai aprova projeto de lei prevendo B12

O Brasil não é o único país da América do Sul preparando um salto na mistura de biodiesel. Na última semana a Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou o texto de um projeto de lei que autoriza o aumento da mistura obrigatória para até 12%. Atualmente, nossos vizinhos adicionam somente 2% de biodiesel ao combustível fóssil.

O texto aprovado na câmara baixa paraguaia determina que a mistura obrigatória evolua para B5 um ano depois da lei ter entrado em vigor e para algo entre 10% e 12% dois anos depois. A proporção exata seria fixada pelo Ministério de Indústria e Comércio que também teria autoridade de reduzir a mistura “em caso falta do produto devidamente comprovada”.

A lei exige que a mistura seja mantida por um prazo de pelo menos 20 anos. Segundo seus autores, a medida evitaria o gasto de US$ 200 milhões anuais com a importação de combustíveis.

11 anos em 2

Caso venha a ser adotada na forma como está, Paraguai completaria em apenas 24 meses uma trajetória que, aqui no Brasil, precisou de 11 anos – desde o lançamento do B2 em 2008 até a chegada do B10 no ano passado.

E poderia até ter sido mais. Na versão original apresentada em novembro do ano passado por um grupo de quatro parlamentares, a meta pretendida era de 15% igualando um nível de mistura o Brasil só deverá passar a adotar a partir de 2023.

Ainda assim, a escala do programa de biodiesel paraguaio é muito menor. Em 2017 – último com dados oficiais publicados –, o consumo de diesel de nossos vizinhos foi de 1,7 bilhão de litros. Caso o B12 estivesse já valendo, a demanda paraguaia teria sido um pouco maios de 205,5 milhões de litros.

Nesse mesmo período, o Brasil demandou cerca de 54,8 bilhões de litros de diesel e fabricou quase 4,3 bilhões de litros de biodiesel puro.

O projeto seguirá agora para o Senado do Paraguai onde também será apreciado.

Fonte: BiodieselBR

Maior produtora brasileira de biodiesel, empresa gaúcha divulga Relatório da Sustentabilidade 2018

Números da BSBIOS, que tem sede em Passo Fundo, mostram também os dados de gestão da companhia

Pioneira na exportação de biodiesel no país, a BSBIOS divulgou seu relatório de sustentabilidade de 2018, que traz informações importantes para o setor. No último ano, a empresa, maior produtora brasileira de biodiesel, produziu 545.677 m³ do produto nas unidades de Passo Fundo e Marialva, município paranaense que conta com uma unidade da empresa.

O relatório mostra também como as atividades ajudaram a girar a economia nas duas cidades. Só em 2016, a BSBIOS foi responsável por 24,2% do PIB de Passo Fundo e 35,2% do PIB de Marialva-PR. Nos últimos três anos, foram R$ 7,6 bilhões em receitas e R$ 119,6 bilhões em impostos gerados pela empresa somando-se os dois municípios. Isso sem falar nos 3,9 mil empregos diretos e indiretos criados pela presença da empresa nos locais.

A troca entre companhia e as cidades-sede é considerada fundamental para o futuro. Só em 2018, a BSBIOS investiu R$ 1,9 milhão em projetos socioambientais, esportivos e culturais. Pelo programa “Sementinhas do Futuro”, que promove a reflexão sobre equilíbrio entre preservação ambiental, desenvolvimento social e crescimento econômico, no ano de 2018, a empresa recebeu a visita de 1300 alunos, de 24 escolas de ambas cidades.

Sustentabilidade é prioridade estratégica

A preocupação com o meio ambiente está na essência da empresa e, portanto, a BSBIOS atua na economia de baixo carbono. A estimativa do valor social —  dano evitado —  gerado pelo processo produtivo da BSBIOS está entre R$ 20 milhões e R$ 66 milhões, em média.

O Relatório da Sustentabilidade foi produzido, pelo terceiro ano consecutivo, de acordo com as diretrizes da Global Reporting Initiative – GRI, de forma engajadora, por meio de seus colaboradores, de stakeholders e da consultoria da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas — FIPE.

— Estamos de forma transparente e responsável fazendo  a nossa prestação de contas à sociedade. Alinhados a isso, neste ano, criamos uma área de Gestão de Riscos Corporativo e Compliance e estamos evoluindo com a implementação do Programa Integridade BSBIOS — amplia e orgulha-se o presidente da BSBIOS Erasmo Carlos Battistella.

Fonte: Zero Hora

Nova Previdência deve estimular investimentos no Brasil

INTL FCStone prevê avanço para setores como agronegócio, energia, infraestrutura, construção civil e mercado imobiliário

A aprovação da “Nova Previdência”, posta pelo governo como condição fundamental para equilibrar as contas públicas do país, deve solidificar a confiança do mercado no governo, melhorar as perspectivas de crescimento do país e tornar mais promissor o ambiente de investimentos em setores como agronegócio, energia, infraestrutura, construção civil e mercado imobiliário.

“Essa melhoria nas expectativas se encaixa em um cenário global de elevado estoque de dinheiro a taxas de juros reais próximas de zero ou até negativas nos países desenvolvidos, onde as perspectivas de crescimento econômico nos próximos anos são mais baixas, gerando oportunidade para influxo de capital estrangeiro no Brasil”, explica o analista de mercado da INTL FCStone, Fábio Rezende.

Entre as tendências relacionadas ao agronegócio, nota-se um avanço do consumo de proteína animal, e um consequente aumento da demanda de grãos para alimentação dos rebanhos. Destaca-se que o Brasil tem ampla capacidade de aumento da área plantada e a INTL FCStone espera que isso resulte na abertura de 6 milhões de hectares para a agricultura até 2030.

Entre os ramos do setor do agronegócio que o grupo analisa como potenciais receptores de investimentos internacionais, sobressaem: logística de armazenagem, transporte e escoamento da produção; confinamentos, granjas e fábricas de ração; fábricas e revendas de insumos e máquinas agrícolas; terras; e indústria alimentícia. “O principal desafio do setor, para investimentos externos, é a deficiência da infraestrutura, a volatilidade cambial, e práticas de governança corporativa antiquadas”, pondera Rezende, em relatório.

Vinculada à expansão agrícola, uma das maiores oportunidades de investimento no Brasil é a produção de biocombustíveis. Políticas públicas devem manter esse setor em crescimento no médio prazo, como o aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel. Atualmente em 10%, o percentual irá aumentar para 11% em junho de 2019, e continuará a subir até 2023, quando atingirá 15%. “Estimamos que, com a capacidade atual de produção, a mudança da mistura obrigatória e o aumento da demanda por diesel (vinculado ao crescimento econômico) deixará o país deficitário em biodiesel em 2022”, aponta a consultoria.

Em relação à geração elétrica, o governo brasileiro possui um claro foco de incentivos: o gás natural. A produção da commodity no país tem crescido e tende a continuar a crescer com a exploração do Pré-Sal. A INTL FCStone vislumbra oportunidades de investimento em infraestrutura (transporte e distribuição) de gás natural, projetos greenfield de termelétricas a base da commodity (Ciclo Combinado), e adaptações das termelétricas a carvão e a destilados do petróleo.

Há também boas oportunidades de investimento em fontes renováveis. “Damos destaque para a eólica, que cresce de maneira veloz no país. O potencial de energia eólica no Brasil é mais intenso de junho a dezembro, coincidindo com os meses de seca, de modo que pode ser usada de maneira suplementar a energia hidrelétrica. Dessa maneira, vislumbramos também investimentos em parques e usinas eólicas e na indústria de equipamentos para essas usinas”, afirma.

Ainda bastante pequeno no país, investimentos em energia solar também devem apresentar um grande salto nos próximos anos. O potencial solar brasileiro se concentra principalmente na região Nordeste, mais suscetível a secas, o que também torna a energia solar uma alternativa para suplementar a hidrelétrica.

O grande destaque na infraestrutura são os programas de privatizações e concessões dos governos federais e estaduais. A maior parte dos projetos são para concessões (101) e PPPs (52). Concessões de ferrovias e rodovias serão as prioridades de 2019, e somam 20 projetos no total (12 de ferrovias e 8 de rodovias).

O mercado imobiliário brasileiro tem o potencial de apresentar boa recuperação nos próximos anos, caso a economia do país volte a crescer. O mercado de imóveis residenciais deve apresentar crescimento com a retomada da economia e do crédito habitacional. O saldo das cadernetas de poupança vem em tendência de alta desde 2016, após o colapso nos anos anteriores, e somava R$ 614 bilhões no final de março, representando uma captação líquida de 8,2% em 12 meses.

O maior desafio do setor da construção civil é a sua dependência do setor público, que representa ainda cerca de 44% da demanda de obras realizadas no Brasil. “O equilíbrio das contas públicas com a aprovação da reforma da previdência é essencial para abrir espaço para novas obras públicas no orçamento. Isso também depende da política econômica do governo”, lembra a INTL FCStone. Com a aprovação da Nova Previdência, investimentos públicos em construção civil podem voltar ao radar dos governantes, principalmente com a aproximação do período eleitoral, em virtude da importância do setor na geração de emprego e renda, e na dinamização de outros ramos importantes para a economia brasileira, como a indústria e comércio de materiais, máquinas e equipamentos.

Fonte: Notícias Agrícolas

Resultado do Leilão 66 se recupera com vendas robustas na Etapa 5

Depois de dar muita dor de cabeça e pano para mangas, o 66º Leilão de Biodiesel está – finalmente – voltando aos eixos. Encerrado às 16h20, o processo negociou um pouco menos de 927,4 milhões de litros de biodiesel que serão usados pelas distribuidoras para atender ao mercado obrigatório durante o terceiro bimestre.

Embora esse resultado final tenha ficado aquém dos 950 milhões dos litros que BiodieselBR.com havia antecipado inicialmente – a projeção foi corrigida para 930 milhões de litros –, ele está longe do desastre que havia se insinuado nessa segunda-feira (08) depois que a Etapa 3 foi encerrada com preocupantes 809,8 milhões de litros comprados.

Dos 1,09 bilhão de litros que as usinas colocaram a venda na Etapa 2, ainda sobraram 165,5 milhões de litros para venda no mercado autorizativo e para o compor os estoques reguladores. Se não houver mais nenhum contratempo, o L66 deverá ser encerrado na próxima segunda-feira (15).

Maior Etapa 5

Depois de mais um adiamento na terça, dessa vez por conta das chuvas intensas registradas no Rio de Janeiro. A segunda rodada de compras das distribuidoras terminou com a aquisição de um pouco mais de 117,5 milhões de litros de biodiesel; um volume que faz desta a maior Etapa 5 entre todos os leilões bimestrais.

O recorde pertencia ao L41. Nele, as compras durante a Etapa 5 passaram de 113,4 milhões de litros.

O número robusto apurado hoje representa 12,7% do volume total negociado no L66. A última vez em que uma Etapa 5 teve um peso tão grande no resultado de um leilão de biodiesel foi no L53 quando 13,8% das compras aconteceram nessa fase

Esse é o terceiro certame em sequência onde a Etapa 5 aumenta seu espaço. No L63, a Etapa 5 movimentou somente 2,3% do biodiesel negociado no processo. Desde então, a situação vem se invertendo.

Em queda

O faturamento das usinas o L66 teve outra queda. A terceira seguida. No total, o L66 movimentou R$ 2,14 bilhões. O valor é 6,9% menor que o apurado no L65 e o menor dos últimos sete bimestres – o que cobre todos o período de vigência do B10.

Vale lembrar que ao menos uma parte dessa contração foi causada pela prorrogação da Etapa 2 do processo determinada pela ANP e realizada na última sexta-feira (05). Pressionadas, as usinas baixaram em cerca de 1% os valores que haviam pedido inicialmente por seu produto.

No fim, as distribuidoras pagaram, em média, R$ 2.312,06 por cada metro cúbico de biodiesel que adquiriram. No bimestre passado o valor havia ficado em R$ 2.358,31.

Destaques

– As distribuidoras adquiriram 927,3 milhões de litros de biodiesel no L66;
– Na Etapa 3 foram 809,8 milhões de litros complementados por mais 117,5 milhões de litros hoje;
– Com esse resultado, sobraram 165,5 milhões de litros das ofertas das usinas na Etapa 2;
– Em média, o metro cúbico custará R$ 2.312,06 às distribuidoras;
– A movimentação financeira total do L66 é de R$ 2,14 bilhões;
– Das 40 usinas habilitadas, 12 venderam completamente suas ofertas respondendo por 35,2% das vendas;
– Sete usinas venderam toda a capacidade instalada bimestral;
– Com 57,5 milhões de litros comercializados, a Granol de Anápolis ficou em primeiro lugar entre as usinas podendo faturar até R$ 137,2 milhões;
– Curiosamente, com um encalhe de 22,4 milhões de litros, a Granol de Anápolis também foi a usina com o maior volume não arremato;
– A BSBios foi o grupo empresarial do setor que mais vendeu com 95 milhões de litros arrematados por um total de R$ 215,5 milhões;
– A PBio de Candeias teve o produto mais caro e receberá R$ 2.501,44 por cada m³, cerca de 9,4% cima da média;
– Já produto mais barato, custando R$ 2.206,00, era da Caibiense;
– Bio Óleo e Cooperfeliz não encontraram compradores para os, respectivamente, 2 milhões e 400 mil litros que ofertaram;
– O Rio Grande do Sul foi o estado que mais vendeu biodiesel com 246,8 milhões de litros;

O resultado completo do Leilão 66 pode ser conferido clicando aqui.

Fonte: BiodieselBR

Setor de biodiesel terá uma nova agenda estratégica

Na semana passada, os membros da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas e Biodiesel puderam ver em primeira-mão o novo planejamento estratégico que pretende apontar o caminho para que a indústria brasileira de biodiesel atinja um novo patamar de eficiência. O documento é fruto de 10 meses de esforços de um grupo de trabalho que foi formado em meados do ano passado.

“Precisamos de um norte, algo que nos mostre onde queremos chegar. Só quando você tem isso, consegue ver as responsabilidades que você consegue assumir e que projetos consegue realizar”, explicou à BiodieselBR.com o pesquisador da Embrapa Agroenergia, Bruno Laviola, que respondeu pela coordenação do GT responsável pela elaboração da agenda. “Desde o início, decidimos elaborar um plano alinhado com a forma como o setor produtivo enxerga o futuro do biodiesel”, completa.

Por esse motivo, o GT foi além do cronograma de implementação do B15 até 2023 já autorizado pelo CNPE e encampou o B20 como o horizonte de mercado no processo de elaboração dos cenários que serviram de referência durante o processo de elaboração da agenda. Essa é uma bandeira que as três principais entidades representativas do setor – Abiove, Aprobio e Ubrabio – vêm empunhando desde outubro de 2016 quando foram convidadas pelo Ministério de Minas e Energia (MME) a consolidarem metas de longo prazo para a indústria.

O documento de 2016 fez parte do processo inicial de elaboração do Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio).

Segundo Bruno, se a progressão de aumentos de um ponto percentual ao ano na mistura obrigatória já aprovada pelo CNPE puder ser ampliada para contemplar o B20, a produção nacional de biodiesel em 2028 seria aproximadamente 18 bilhões de litros anuais.

Desdobramentos

Foi a partir deste horizonte geral que o GT desdobrou quatro grandes metas: ampliar a participação de matérias-primas diferentes de soja e sebo para 15% do mercado; aumentar a participação das regiões Norte e Nordeste para 20% da produção nacional; colaborar para que 65% da produção brasileira de soja seja esmagada internamente; implantar pelo menos duas plantas piloto com tecnologia que permita a produção a partir de matérias-primas de baixa qualidade.

Embora reconheça que muitas dessas sugestões já venham sendo debatidas pelo setor há tempos, Bruno ressalta que a grande novidade da agenda estratégica é explicitar metas que possam ser atingidas nos próximos 10 anos.

Para chegar nesse resultado, o GT não contou somente a expertise de seus membros. “Além de consultas à pesquisadores, fizemos uma enquete sobre o que eles achavam que precisava ser feito e enviamos para várias pessoas e entidades do setor”, explica Bruno acrescentando que recolheram cerca de 20 sugestões.

Número e data

A diversificação das matérias-primas é uma das chaves para garantir que a cadeia de biodiesel cresça de forma sustentável. “Mas só dizer ‘precisamos diversificar’ não é muita coisa. Agora nós colocamos um número e um prazo: queremos 15% da matriz do biodiesel venha de fontes diferentes de soja e sebo até 2028”, diz.

Pelas contas do GT, isso exigiria que o país produz pelo menos 2,7 milhões de toneladas de óleos e gorduras diferentes de soja e sebo ao ano. Metade disso deverá vir da produção de óleo de palma e metade de oleaginosas de ciclo anual como a canola e o girassol.

Outra frente de batalha seria a expansão da produção de biodiesel no Norte e Nordeste que hoje representa 9% do total nacional para cerca de 20%. “Isso equilibraria melhor a produção com o consumo e melhoria a logística do biodiesel no Brasil”, avalia.

Levar a produção de biodiesel para essas duas regiões é um sonho antigo – e nunca concretizado – do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB). Para Bruno, faltou um mapeamento adequado das matérias-primas pelas diferentes microrregiões do Nordeste. “Você tem a área do Matopiba onde a soja vem ganhando corpo, mas também as áreas do litoral. Nesses esforços sempre faltou mapear adequadamente onde é possível aumentar a produção de oleaginosas e, a partir desse diagnóstico, desenhar políticas públicas e linhas de financiamento específicas”, elabora.

Mais esmagamento

Para atingir a meta de aumentar a processamento de soja no mercado interno, a própria expansão da demanda – e produção – de biodiesel será um ponto fundamental. Mantida a matriz atual de matérias-primas do setor, a demanda esperada para 2028 exigiria o esmagamento de praticamente metade de produção anual da sojicultura nacional.

Outra linha de atuação que a Câmara Setorial poderia adotar para incentivar o esmagamento seria difundir novas oportunidades de agregação de valor dentro do complexo soja. “Hoje as esmagadoras aproveitam relativamente poucos dos bioprodutos que o processamento da soja poderia permitir entre eletricidade, farelos proteicos especiais ou, até mesmo, etanol de melaço de soja como o que a Caramuru já vem produzindo”, elabora Bruno.

“Nós já temos estudos mostrando que é mais viável financeiramente agregar valor do que simplesmente exportar a soja em grão. Que isso pode gerar ganhos tanto para o setor produtivo quanto em termos de arrecadação tributária. Temos que difundir melhor esse conhecimento”, complementa.

Resíduos

Talvez a mais singela das metas propostas esteja na instalação de plantas piloto para a difusão de novas tecnologias dentro do setor de biodiesel. Embora o setor ainda tenha muita capacidade instalada ociosa – no ano passado mais de um terço da capacidade das usinas ficou subutilizada – o que inibe qualquer mudança maior na base tecnológica das usinas, o aproveitamento de matérias-primas de baixa qualidade e custo mais atrativo pode criar vantagens competitivas para as usinas. “O investimento pode valer a pena para permitir o aproveitamento de uma oportunidade regional”, especula.

O foco seria permitir a incorporação de uma parcela maior de óleos residuais na produção de biodiesel. Os casos paradigmáticos seriam o óleo de cozinha usado e o óleo de macaúba de comunidades extrativistas. “No extrativismo os frutos são coletados do chão e isso quer dizer que, normalmente, eles já passaram do ponto o que aumenta sua acidez. O processo de transesterificação não é tão eficiente com esse tipo de óleo”, explica acrescentando que muitos outros processos industriais geram subprodutos que poderiam ser incorporados caso o setor tivesse a tecnologia produtiva adequada. “O desafio é mapear esses produtos para podermos avaliar como viabilizar a escala e a sua coleta desses resíduos”, pontua.

O GT está aparando as arestas finais do texto. A expectativa do presidente da Câmara Setorial, Julio Cesar Minelli, é que o documento final esteja pronto para apresentação para a ministra Teresa Cristina já na próxima semana. Na sequência o documento será tornado público.

Fonte: BiodieselBR

Confaz prorroga regra que reduz ICMS do biodiesel

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) renovou por mais um ano a vigência do Convênio ICMS 113/06 que fixa em 12% a base de cálculo do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços (ICMS) incidente sobre operações relacionadas ao biodiesel puro. A decisão de prorrogar a regra foi tomada nessa última sexta-feira (05) durante a 172ª reunião ordinária do conselho.

Criado em outubro de 2006, o Convênio ICMS 113/06 tinha validade até abril de 2011 e vem sendo renovado periodicamente desde então. A última renovação foi em setembro de 2017 e garantiu validade até o final deste mês.

Santa Catarina

Além da prorrogação, o governo de Santa Catarina aderiu do Convênio ICMS 105/03 que autoriza a isenção da cobrança de ICMS sobre “operações internas com produtos vegetais destinados à produção de biodiesel”.

Quando foi criada em 2003, a regra valia para 11 estados brasileiros e, com a adesão de Santa Catarina, passa a abranger 26. Somente o Paraná ainda não se tornou signatário

Fonte: BiodieselBR

ANP realiza workshop sobre qualidade do biodiesel

A ANP realizou ontem (9) o Workshop Qualidade de Biodiesel e suas Misturas, em Brasília. O evento, que debateu os principais aspectos sobre qualidade do biodiesel B-100 e do óleo diesel B, teve participação de produtores de biodiesel, produtores de aditivos antioxidantes, representantes de distribuidores e revendedores, universidades, Petrobras e Ministério de Minas e Energia (MME).

Na abertura, o diretor da ANP Aurélio Amaral destacou a importância de assegurar a qualidade da mistura óleo diesel/biodiesel em função do cronograma de aumento do percentual de biodiesel.

Ele reiterou ainda o esforço da ANP em concluir os estudos de parâmetros críticos do óleo diesel BX, com a recente inclusão do B15 em seu escopo. “Em função dos resultados, a ANP revisará as especificações, aí incluo o valor limite para estabilidade à oxidação. Todas essas questões não devem ser tratadas de maneira isolada, requerendo participação de todos os envolvidos, de produtores a usuários finais dos combustíveis”.

Ao final do workshop, os participantes fizeram uma visita ao Centro de Pesquisas e Análises Técnicas (CPT) da ANP.

Fonte: ANP

*A APROBIO esteve presente no evento representada pelo diretor superintendente, Julio Cesar Minelli.

 

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