Boletim Mensal do Biodiesel ANP – junho de 2018

O Boletim Mensal do Biodiesel vem sendo publicado no sítio da ANP desde novembro de 2008, com o objetivo de difundir as informações relacionadas à atividade de produção de biodiesel no País. Entretanto, com o intuito de dar mais transparência aos dados e facilitar a busca de informações, a partir de abril de 2017, o conteúdo do boletim passou a ser disponibilizado através das planilhas e figuras.

São apresentados gráficos que mostram a capacidade nominal autorizada pela ANP e a produção de biodiesel nacional e regional ao longo do ano vigente, assim como a distribuição nacional e regional das matérias-primas consumidas para produção de biodiesel, considerando os dados informados através do Sistema de Informações de Movimentação de Produtos (I-SIMP).

Atualmente existem 51 plantas produtoras de biodiesel autorizadas pela ANP para operação no País, correspondendo a uma capacidade total autorizada de 22.620,02 m3/dia. Há ainda 2 novas plantas de biodiesel autorizadas para construção e 1 planta de biodiesel autorizada para aumento da capacidade de produção. Com a finalização das obras e posterior autorização para operação, a capacidade total de produção de biodiesel autorizada poderá ser aumentada em 2.100 m3/dia, que representa um acréscimo de 9,28% na capacidade atual.

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Fonte: ANP

Governadora de Iowa, nos EUA, solicita maiores requisitos de biodiesel a RFS em 2019

A governadora de Iowa, Kim Reynolds, está convidando a Agência de Proteção Ambiental a aumentar os volumes de produção de biodiesel no próximo Padrão de Combustível Renovável (RFS, em inglês) previsto para 2019.

Falando em sua conferência de imprensa semanal, Reynolds ressaltou que aumentar o setor de biocombustíveis ajudará a economia agrícola de Iowa. A parlamentar testemunhou perante a EPA nesta terça-feira (02), juntamente com alguns dos principais defensores dos biocombustíveis do país.

“Nossos agricultores demonstraram que eles têm a capacidade de não só nos alimentar, mas de alimentar o mundo”, disse Reynolds. “O RFS é fundamental na nossa capacidade contínua de fazer isso. O crescimento da indústria de combustíveis renováveis ​​é fundamental para isso também”.

A governadora diz que a indústria de combustíveis renováveis ​​como um todo tem um grande impacto na saúde econômica de Iowa. “O estado tem mais de 43 mil empregos ligados à indústria de combustíveis renováveis”, disse Reynolds. “Isso gera cerca de US $ 2,3 bilhões de renda para o estado, 3,5 por cento ou US $ 4,6 bilhões são contribuídos para o PIB que está vinculado diretamente aos combustíveis renováveis”.

Além de dar aos agricultores de Iowa mais opções para as culturas de marketing, Reynolds diz que um RFS amigável poderia ajudar a todos e a cada consumidor na bomba.

Reynolds passou a maior parte do tempo diante da EPA, promovendo os pontos fortes dos biocombustíveis e ressaltando que é necessário fazer mais para aumentar os requisitos de volume no próximo RFS. A governadora pediu à EPA que eleve o requisito de volume de biodiesel de 2019 para 2,75 bilhões de galões, acima do requisito de 2,1 bilhões de galões que foi estabelecido para 2018.

“Em Iowa, representamos 16 por cento da produção total de biodiesel dos EUA”, disse Reynolds. “Em 2016, os EUA consumiram 2,8 bilhões de galões de biodiesel, então definitivamente podemos superar esse volume até 2019. De fato, cada vez que a EPA aumenta os volumes de biodiesel, a indústria aumenta o desafio. Realmente, é isso que o RFS faz . É uma política de forçar o mercado. É audaz, e os requisitos de volume da EPA devem refletir isso “.

O programa padrão de combustível renovável foi criado em 2005 e exige o mínimo de combustível renovável que deve ser incluído no fornecimento de energia dos EUA a cada ano.

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Fonte: Rádio KMAland

Se confirmadas as chuvas nos próximos sete dias, as lavouras de soja nos EUA se salvam e garantem produtividade de 115 mi/t

Produção entre 115 e 116 milhões de toneladas é compatível com preços entre US$ 9,50 e US$ 10,00/bushel em Chicago. Até que demanda volte ao foco do mercado

A quarta-feira (2) foi um dia positivo para o mercado da soja na Bolsa de Chicago (CBOT), com alta de 5 a 7 pontos nos principais vencimentos – recuperando um pouco dos quase 40 pontos de queda do dia anterior.

Vlamir Brandalizze, analista de mercado da Brandalizze Consulting, destaca que o mercado ontem “deu um susto maior do que deveria”, já que o leve aumento da qualidade das lavouras divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) não tinha força suficiente para a queda expressiva das cotações.

Por isso, mesmo com chuvas e temperaturas mais amenas, o mercado foi técnico e corrigiu para cima, sinalizando que a linha da queda também não é muito grande. A nova janela fica entre RS$9,50/bushel a US$10/bushel, como aponta o analista.

Mudando o índice de lavouras em boa condição, que são 59%, a “cara da produção” também muda em território norte-americano. Hoje, é possível estimar uma safra de 113 a 114 milhões de toneladas, patamares próximos às 115 milhões de toneladas estimadas pelo USDA.

A importação chinesa cresce para 2018 e as demandas brasileira e norte-americana devem crescer. No ano que vem, a soja irá entrar na mistura do biodiesel no Brasil, demandando cerca de 4 milhões de toneladas. Assim, tendo a definição da oferta, a demanda deve voltar a dar o rumo dos preços.

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Fonte: Notícias Agrícolas

Biotecnologia Industrial é ferramenta para chegar à bioeconomia

A biotecnologia industrial será a principal ferramenta para alcançar a bioeconomia avançada, o próximo e mais promissor vetor de desenvolvimento do mundo. A previsão é o do presidente da Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial (ABBI), Bernardo Silva. Ele falará sobre esse tema, na palestra de abertura do IV Encontro de Pesquisa e Inovação da Embrapa Agroenergia (EnPI 2017), que acontece de 23 a 25 de setembro, em Brasília/DF.

Tema do evento, a biotecnologia industrial utiliza microrganismos e enzimas em processos industriais e está diretamente relacionada à sustentabilidade. Para Silva, investir nesse segmento é uma oportunidade para o desenvolvimento do Brasil. Estudos da ABBI apontam que o setor poderia injetar na economia brasileira aproximadamente US$ 53 milhões, com a produção maior de biocombustíveis, além de novos bioquímicos e bioprodutos.

O País tem um ambiente favorável à expansão do uso da biotecnologia nas indústrias. Para começar, condições privilegiadas para geração de matéria-prima: clima adequado, maior biodiversidade do planeta, agricultura forte e disponibilidade de terras. A biotecnologia já está presente, especialmente no consolidado segmento de biocombustíveis. Só na produção de etanol, há 400 usinas engajadas. “Além disso, o Brasil está na vanguarda da produção de biodiesel, biometano, produtos que também podem ser oriundos da biotecnologia”, lembra Silva.

Outras indústrias, com a de papel e celulose, ração animal e a indústria química já estão se tornando referência na área. “Entre os segmentos industriais com grande potencial para acrescentar a biotecnologia em seus processos produtivos estão a indústria têxtil, a indústria de mineração, as empresas de alimentos e cosméticos, bem como o desenvolvimento de novos biocombustíveis para uso em aviões e veículos de grande porte”, analisa.

A aplicação da biotecnologia nos setores de nutrição animal e insumos para cosméticos será tema de duas mesas-redondas, com participação de pesquisadores e representantes de empresas, durante o EnPI 2017. O evento contará também com apresentação de pesquisas desenvolvidas na Embrapa Agroenergia.

A biotecnologia industrial é um dos quatro eixos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da unidade da Embrapa, que aposta no aproveitamento integral da biomassa que sai do campo e tem a bioeconomia como mote de seu trabalho. Por isso, a carteira de projetos e a vitrine de tecnologias da instituição apresentam ações não só para a produção de biocombustíveis, mas também para a cadeia de nutrição animal, agroquímicos, produtos químicos de origem renovável e biomateriais.

Mais informações sobre o EnPI 2017 estão no site www.embrapa.br/enpi2017. No mesmo endereço, é possível fazer inscrição até 18/09. As taxas para participação variam de R$20 a R$50, de acordo com a categoria. (Colaboração: Bruno Ramos)

Serviço
IV Encontro de Pesquisa e Inovação da Embrapa Agroenergia (EnPI)
25 a 27 de setembro de 2017
Local: Embrapa Agroenergia/Embrapa Sede
Contatos: (61) 3448-1592 ou 3448-1598
E-mail: cnpae.enpi@embrapa.br

Fonte: Grupo Cultivar

Renovabio deve ajudar compromisso assumido pelo Brasil na Cop 21

O Brasil faz parte do grupo de 195 países signatários do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas, negociado em 2015 na 21ª Conferência entre as Partes (COP-21), no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC – sigla em inglês). O referido acordo, entre outras propostas, trata da redução de emissões de dióxido de carbono na atmosfera, com vistas a assegurar que o aumento da temperatura média global seja, em 2100, menor que 2°C sobre os níveis pré-industriais e, preferencialmente, menor que 1,5°C considerando esses níveis. Em setembro de 2016, o compromisso assumido em Paris foi ratificado pelo Congresso Nacional.

Na “Pretendida Contribuição Nacionalmente Determinada”, o Brasil assumiu, para o período de 2020 a 2025, o compromisso de reduzir em 37% as emissões de gases de efeito estufa (GEE), na comparação com 2005. Além do mais, a fim de garantir previsibilidade dos agentes econômicos, indicou, para 2030, também relativamente a 2005, a redução de 43% na emissão desses gases. Para atingir tais percentuais de redução de GEE é necessário mobilizar vários setores da economia, dentre os quais estão aqueles que tratam de combustíveis renováveis. As propostas de redução acima mencionadas foram feitas com base nas seguintes premissas: adoção do programa Biodiesel B7 em 2025 e B10 em 2030; a produção de 45 bilhões de litros de etanol em 2025 e de 54 bilhões de litros em 2030, além da implantação de duas usinas nucleares até 2030.

O reconhecimento de que os combustíveis renováveis têm grande potencial para contribuir com a redução da emissão de GEE fundamenta a proposta de aumento de sua produção e consumo. No caso do etanol, especificamente, além dos ganhos sociais advindos do aumento da renda em regiões onde a plantação da cana-de-açúcar cresce, já muito enfatizados em estudos acadêmicos, há importantes feitos ambientais não só no que diz respeito à redução de emissões de gases que causam o efeito estufa (mais expressiva hoje devido à gradativa substituição da colheita manual da cana-de-açúcar pela mecanizada, que já alcançou praticamente 98% dos canaviais do estado de São Paulo), mas também no que se refere à mitigação dos danos à saúde da população, especialmente dos que vivem em grandes centros urbanos, e dos consequentes gastos públicos decorrentes de tratamento das enfermidades.

Nesse momento em que se identifica a necessidade de enfrentamento dos problemas climáticos é que surge a proposta do programa RenovaBio, previsto para ser implantado até o final da presente década. O referido programa está sendo proposto pelo Ministério das Minas e Energia e entidades ligadas à cadeia sucroenergética brasileira, de forma a obter maior representatividade dos biocombustíveis na matriz energética do País, o que deve contribuir para que as metas de redução de emissões de carbono estabelecidas pelo governo sejam atingidas. Esse programa trata de definir ações para garantir a previsibilidade e as sustentabilidades ambiental, econômica e financeira no setor de biocombustíveis.

Diferente de outros programas existentes em países que têm política para incentivar o uso de biocombustíveis por meio do aumento da competitividade, relativamente aos fósseis, o programa Renova Bio, semelhante ao adotado nos Estados Unidos por força do Renewable Fuel Standard (RFS), tem como ferramenta principal a troca de Certificados de Redução de Emissões, medida em tonelada de carbono. Estabelecendo diferenciação entre fontes alternativas de energia, com base na capacidade de cada uma em favorecer aspectos climáticos, deve-se, gradativamente, ampliar a participação do etanol no consumo total de combustíveis, também em expansão.

O setor sucroenergético brasileiro, apesar das dificuldades financeiras atuais, continua investindo no desenvolvimento de novas tecnologias que possam aumentar a eficiência na produção de etanol, não só propondo métodos que possam romper paradigmas, no caso do processo industrial, mas também buscando aumento de produtividade da cana-de-açúcar no campo. Em relação a esse último item, cita-se o caso do lançamento da cana geneticamente modificada pelo CTC (Centro de Tecnologia Canavieira), que pode levar a um aumento considerável da produtividade média atual.

A sustentabilidade do programa de etanol no Brasil, de outro lado, depende de esforços de outros segmentos da indústria brasileira, como o do setor automotivo, quer buscando ganhos em eficiência no uso do etanol nos veículos flex, quer tratando-se de seu uso em veículos híbridos, como o recém-lançado no Brasil pela Toyota, movido a energia elétrica e a gasolina. Além dessas propostas, o programa Rota 2030 do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) trata também do uso do etanol em células de combustível que devem ser utilizadas num futuro não muito distante.

Nesse contexto em que se identifica a necessidade de expansão do mercado de biocombustível, torna-se urgente que a sua regulamentação permita aumento da produção e uso desses produtos, não só na frota de veículos e comerciais leves, mas também em outros meios de transporte. Sem subsídio, mas considerando-se as externalidades positivas dos combustíveis renováveis e novos instrumentos de mercado, acredita-se que isso seja possível.

No caso do etanol, no entanto, medidas de curto prazo são necessárias para que as empresas da cadeia sucroenergética estejam ainda operando no momento que as ferramentas propostas no Renova Bio possam ser utilizadas. Dentre essas medidas, a questão de um valor do PIS/Cofins favorável ao etanol não deveria ser descartada. Como proposta emergencial e transitória, ela pode contribuir, no curto prazo, para a sanidade financeira das empresas, que hoje está comprometida em muitos casos. No entanto, na contramão dessa proposta, o governo estabeleceu, na penúltima semana de julho de 2017, um reajuste dessas contribuições que penalizava o mercado do combustível renovável frente ao da gasolina, ultrapassando, inclusive, o estabelecido na legislação vigente em termos de alíquota. Mesmo que no final de julho de 2017 tenha sido anunciada uma revisão do valor estabelecido incialmente, de forma a compatibilizá-lo com o máximo permitido, fica muito claro que as externalidades positivas do etanol, com relação aos aspectos ambientais, não têm sido consideradas.

Artigo de Mirian Rumenos Piedade Bacchi (Professora da Esalq/USP e pesquisadora do Cepea) publicado no Portal Brasil Agro

Skaf e Alckmin assinam na Fiesp manifesto de apoio aos biocombustíveis

Durante reunião do Cosag, entidades lançam documento para defender prioridade ao programa RenovaBio

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, assinaram nesta segunda-feira (31 de julho) manifesto de apoio ao RenovaBio, programa de incentivo ao uso de biocombustíveis. Também firmaram o documento, durante reunião na Fiesp, representantes de diversas entidades, incluindo Fábio Meirelles, da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo.

A cerimônia ocorreu durante reunião do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp (Cosag). No evento, Skaf disse que a Fiesp apoia o entrelaçamento entre a agricultura e a indústria que resulta no agronegócio, que gera empregos e riqueza em todas as regiões do Brasil. Sobre Alckmin, lembrou que sempre defendeu o desenvolvimento brasileiro. Skaf destacou o trabalho de Jacyr Costa à frente do Cosag. Suas reuniões têm a presença de líderes do agronegócio, lembrou.

“O Brasil verdadeiro é este aqui, o Brasil do trabalho, do desenvolvimento, da indústria, da agricultura. O país daqueles que constroem o dia a dia. O país do emprego.” Skaf afirmou que a recuperação do emprego é a prioridade da Fiesp. “Aqui não há trégua, num trabalho incessante em busca do crescimento econômico”, disse. Para isso, destacou, é muito importante o papel do agronegócio.

Alckmin fez a apresentação Visão do Agronegócio Paulista e Brasileiro. Disse que o convite para participar da reunião do Cosag, feito por Skaf e Costa, foi honroso. Ressaltou a importância do RenovaBio.

O Brasil, disse Alckmin, é extremamente eficiente da porteira para dentro, mas precisa reduzir custos da porteira para fora. “Precisamos ter foco permanente na eficiência”, afirmou.

RenovaBio

Antes da palestra de Alckmin, foi assinado manifesto de apoio ao RenovaBio, programa de incentivo ao uso de biocombustíveis. Firmaram o documento Geraldo Alckmin, pelo Governo do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, pela Fiesp, e representantes de diversas entidades presentes, incluindo Fabio Meirelles, da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo.

Jacyr Costa, presidente do Cosag, disse que há grande progresso no Estado. O RenovaBio, afirmou, lançado em 13 de dezembro, avançou bastante. A redução de emissões de gases de efeito estufa prevista no pacto do clima, assinado pelo Brasil, tem como pilares a recomposição florestal, campo em que quase já se cumpriu a meta, e o maior uso de biocombustíveis, que ganha mais importância.

Nos biocombustíveis, explicou Costa, o investimento inicial é menor em relação ao dos combustíveis fósseis, mas o investimento para manutenção é maior. Ressaltou que será necessário investir o equivalente ao PIB brasileiro e gerar 4 milhões de empregos para a expansão do uso de biocombustíveis.

Os benefícios dos biocombustíveis incluem ganhos ambientais e em saúde, a geração de empregos e o desenvolvimento de tecnologia. “São o melhor instrumento de políticas públicas de que o Brasil dispõe”, disse.

Costa destacou a intervenção de Paulo Skaf defendendo junto à Presidência da República a redução anunciada na sexta-feira da alíquota de PIS/Cofins para o etanol.

Fonte: Assessoria FIESP

Cansou da gasolina? Em meio à alta, biodiesel vai gerar quase 200 empregos no Paraná

Fábrica localizada no Norte do Estado vai expandir produção para 288 milhões de litros por ano

Em meio ao aumento de preços dos combustíveis em todo o Brasil, o estado do Paraná vai ampliar a capacidade de produção de biodiesel. A fábrica de Marialva da BSBIOS, uma das associadas Aprobio, recebeu nesta quinta-feira (27) autorização da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para ampliar as operações.

Em nota, a empresa informa que o aumento de capacidade será de 38%: serão produzidos 288 milhões de litros de biodiesel por ano, contra 208,4 milhões de litros atualmente.

Empregos e arrecadação

O investimento em equipamentos e tecnologia na planta de Marialva gira em torno de R$ 20 milhões, o que pode gerar empregos diretos principalmente na área de logística, informa a BSBIOS. Já empregos indiretos estima-se algo em torno de 150.

“Com isso, estaremos gerando um faturamento adicional de R$ 230 milhões por ano e um acréscimo de R$ 27 milhões em ICMS ao município. A empresa já é a maior arrecadadora de impostos de Marialva”, informa nota da empresa.

Após a conclusão das obras, o que deve ocorrer até o fim de agosto, será necessária ainda uma aprovação de nova licença de operação por parte da ANP.

“Com a ampliação estamos otimizando insumos e mão de obra, mas também estaremos demandando mais matéria-prima, a soja, para atender a nova capacidade”, afirmou o diretor presidente da BSBIOS, Erasmo Carlos Battistella.

Conforme divulgou a Gazeta do Povo, o Brasil busca aumentar a mistura de biodiesel ao óleo diesel, de 8% para 10%. Isso deve criar uma demanda adicional de esmagamento de 4 milhões de toneladas de soja – além das 15 milhões de toneladas já utilizadas anualmente.

Com as novidades, segundo a BSBIOS, “a companhia reafirma sua crença no Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel e se capacita ainda mais para atender ao mercado de biodiesel que está em expansão, além do aumento orgânico de combustíveis esperado com o retorno do crescimento da economia,” afirma o diretor industrial Ézio Slongo.

A autorização desta quinta-feira aconteceu no mesmo dia em que foi publicada no Diário Oficial da União a aprovação de licença de operações da unidade matriz da BSBIOS, em Passo Fundo (RS). O custo da ampliação no Rio Grande do Sul foi de R$ 10 milhões.

Fonte: Gazeta do Povo

MAPA aponta para crescimento robusto na oferta de soja e sebo

Matéria-prima não deve ser problema para a indústria biodiesel do Brasil. Pelo menos não segundo os números reunidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento na edição preliminar do relatório Brasil Projeções do Agronegócio que foi publicada nessa última sexta-feira (21). O texto compila as projeções oficiais do governo brasileiro sobre a expansão dos principais produtos da agropecuária brasileira entre as safras 2016/17 e 2026/27.

No que diz respeito às perspectivas de oferta de longo prazo das duas principais matérias-primas do biodiesel – o óleo de soja e o sebo bovino – as notícias são bastante positivas. De acordo com o MAPA produção anual de soja em grão pode crescer até 55% enquanto a de carne bovina vai avançar até 47% no período analisado.

Ano passado, o óleo de soja respondeu por 76,5% do biodiesel fabricado no país enquanto o sebo ficou com pouco mais de 15,5%. Foram, respectivamente, 2,91 bilhões de litros de biodiesel de soja e 593 milhões de litros de biodiesel de sebo.

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Fonte: Portal BiodieselBR

Comissão Europeia adia voto sobre direitos antidumping do biodiesel

A Comissão Européia (CE) adiou votação onde definiria os direitos antidumping da União Europeia (UE) sobre as importações do biodiesel argentino junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) pendentes deste outubro passado. A votação que aconteceria ontem (27) foi adiada para setembro, segundo informações extra-oficiais.

Os atuais direitos antidumping contra a Argentina totalizam cerca de 25% e, no caso da Indonésia, cerca de 19% fixados pela UE em 2013. Agora, a CE está planejando reduzir os direitos para a Argentina para cerca de 9% e 5% para a Indonésia.

A OMC confirmou a vitória da Argentina em uma decisão de recurso ocorrida em outubro do ano passado. O principal exportador de biodiesel chamou de protecionistas as medidas impostas pelo bloco e afirmou que tal posição custou ao país quase $ 1,6 bilhão (€ 1,39 bilhão) em vendas perdidas por ano.

Preços baixos

A UE afirma que a Argentina utiliza-se de um direito de exportação sobre a principal matéria-prima do biocombustível, a soja, o que permite que seus produtores exportem o biodiesel a preços injustamente baixos.

Alguns Estados-Membros europeus, como a Alemanha, estão preocupados com a redução dessas tarifas, o que teria um impacto negativo na indústria doméstica de biodiesel, na agricultura e nas refinarias de petróleo.

‘Competição injusta’

O grupo de biocombustíveis da Alemanha, VDB (Verband der Deutschen Biokraftstoffindustries), emitiu uma declaração sobre o assunto.

“Estamos extremamente gratos ao governo federal por expressar sua preocupação com os danos iminentes ao setor alemão de biodiesel e à agricultura. Com isso, a Alemanha está se posicionando para uma proteção efetiva contra a concorrência desleal”, disse Elmar Baumann, diretor-gerente da VDB.

No processo iniciado pela Argentina perante a OMC, a CE recebeu um prazo de até 10 de agosto de 2017 para se pronunciar. Agora o órgão pedirá à OMC e à Argentina que prorroguem esse prazo. A próxima reunião da CE com os Estados-Membros, onde as tarifas deverão ser negociadas, será em 7 de setembro próximo, de acordo com a VDB.

“A indústria européia de biodiesel usará o tempo adquirido para auxiliar a CE a justificar as tarifas de acordo com as diretrizes da OMC”, disse Baumann.

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Fonte: Liz Gyekye, editora da Biofuels International.

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