22 de maio de 2019

Biodiesel – o que é, como é feito, vantagens, desvantagens, produção no Brasil

Biodiesel: Saiba o que é, as vantagens e desvantagens desse biocombustível, seu processo de produção, seu uso no Brasil e seu potencial a ser explorado.

1 O que é Biodiesel?

O biodiesel é um biocombustível feito a partir de biomassa, (matéria orgânica de origem vegetal ou animal) como por exemplo, plantas (óleos vegetais) ou de animais (gordura animal). Pode-se dizer então que biodiesel é a energia que vem das plantas.

Pela sua natureza orgânica, este, é considerado um combustível totalmente limpo, orgânico e renovável.

Sua principal finalidade é de substituir o óleo diesel usado em automóveis pesados como caminhões e ônibus. Ele pode ser usado em motores a combustão interna com ignição por compressão ou para geração de outro tipo de energia que possa substituir parcial ou totalmente combustíveis de origem fóssil.

Produção de Biodiesel

Como dito anteriormente, o biodiesel é obtido através de fontes renováveis, desde que atenda as especificações da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), órgão regulador das atividades que integram as indústrias de petróleo e gás natural e de biocombustíveis no Brasil.

Para produzir biodiesel, usina-se o processo de transesterificação na usina de Biodiesel, consiste no seguinte procedimento: o óleo retirado das plantas é misturado com com etanol (proveniente da cana-de-açúcar) ou metanol (pode ser obtido a partir da biomassa de madeiras) e depois estimulado por um catalisador.

O catalisador é uma ferramenta usada para provocar uma reação química entre o óleo e o álcool. Após,o óleo é separado da glicerina (usada na fabricação de sabonetes) e filtrado.

Biodiesel no Brasil

Devido sua luminosidade, temperatura média anual e muitos recursos hídricos que originam as mais variadas espécies vegetais, o Brasil é uma região muito privilegiada em questões de produção de biodiesel. Óleo de girassol, de amendoim, de mamona, de soja, de milho, de dendê ou palma são muito comuns de serem encontrados no Brasil.

Entretanto, a tecnologia de fabricação do biodiesel ainda está em desenvolvimento avançado no Brasil. Mas isso não deixa o país pra trás. Contando com seu privilégio geográfico, dados revelam seu destaque nesse âmbito.

De acordo com Boletim Mensal de Energia – Ministério das Minas e Energia, 2017, o Brasil produz, atualmente, cerca de 50 mil barris de biodiesel por dia. Sendo o segundo maior produtor mundial de biodiesel (cerca de 4 bilhões de litros por ano). A região Centro-oeste é a maior produtora do Brasil.

A Petrobrás possui esta tecnologia e o combustível orgânico já está sendo utilizado em alguns veículos em nosso país. Acredita-se que, para o futuro, este combustível possa, aos poucos, substituir nos veículos os combustíveis fósseis. Será um grande avanço para contribuição para o desenvolvimento sustentável do país.

Potencial do Biodiesel

Tendo em vista a disponibilidade hídrica e regularidade de chuvas, o Brasil torna-se o país com maior potencial para produção de energia renovável.

O Brasil explora menos de um terço de sua área agricultável, o que constitui a maior fronteira para expansão agrícola do mundo. O potencial é de cerca de 150 milhões de hectares, sendo 90 milhões referentes à novas fronteiras, e outros 60 referentes a terras de pastagens que podem ser convertidas em exploração agrícola a curto prazo.

O Programa Biodiesel visa a utilização apenas de terras inadequadas para o plantio de gêneros alimentícios.

Vantagens

  • Baixos índices de poluição, colaborando com a sustentabilidade no país.
  • Gera emprego e renda no campo, diminuindo o êxodo rural.
  • Utilização de uma fonte de energia renovável, dependendo da plantação de grãos oleaginosos no campo.
  • Substituição gradativa de uma fonte não renovável (petróleo).
  • Produzido em larga escala e com uso de tecnologias, o custo de produção pode ser mais baixo do que os derivados de petróleo.

Desvantagens

  • Risco de diminuição das reservas florestais do nosso planeta devido alto grau de desmatamento de florestas para dar espaço para a plantação de grãos.
  • Aumento no preço dos produtos derivados de matéria-prima (leite de soja, óleos, carne, rações para animais, ovos etc.) utilizadas na fabricação deste combustível, tendo em vista sua vasta utilização.

Fonte: Escola Educação

Quão competitiva é a produção de biocombustíveis no Brasil e nos Estados Unidos

Os Estados Unidos ocupam o primeiro lugar e o Brasil ocupa o segundo lugar como os maiores produtores de etanol e biodiesel. Eles representaram 84% da produção mundial de etanol entre eles em 2017 e 26% da produção de biodiesel. Em ambos os países, o etanol combustível e o biodiesel são misturados aos combustíveis de transporte fóssil e, no Brasil, o combustível não-misturado também compete diretamente com a gasolina na bomba. No entanto, como os custos de produção de biocombustíveis, gasolina e diesel variam de país para país, a conseqüente diferença no preço de equilíbrio do etanol e do biodiesel, assim como as medidas de política, afetam a competitividade dos biocombustíveis nos dois países.

QUAIS FATORES AFETAM A ECONOMIA DA PRODUÇÃO DE BIOCOMBUSTÍVEIS NO BRASIL E NOS ESTADOS UNIDOS?

Múltiplos fatores afetam o custo, a precificação e a lucratividade da produção de biocombustível. O custo da matéria-prima é um dos principais determinantes dos custos de produção de biocombustíveis. Para o etanol combustível, o milho é a principal matéria-prima nos Estados Unidos e o Brasil usa principalmente a cana-de-açúcar, e ambos os países usam principalmente soja para a produção de biodiesel. Os preços dessas commodities agrícolas dependem da área plantada, dos rendimentos e condições de colheita, bem como da dinâmica dos mercados, os quais estão sujeitos a flutuações ano a ano. A sofisticação técnica de uma instalação de produção e o preço dos combustíveis usados ​​para energia de processo também influenciam os custos de produção.

O preço dos biocombustíveis também é determinado por outros fatores: por exemplo, os preços são freqüentemente ajustados de acordo com os preços vigentes da gasolina e do diesel para maximizar a margem de lucro. No Brasil, o preço do etanol de cana-de-açúcar flutua com o ciclo de colheita, aumentando durante o período de entressafra de janeiro a março.

Para avaliar a lucratividade da produção de biocombustível, o valor dos co-produtos também deve ser considerado. Por exemplo, a fabricação de etanol combustível à base de milho produz grãos secos de destilaria (DDGs), enquanto a produção de biodiesel a partir da soja resulta em farelo de soja. Ambos são produtos valiosos para alimentação animal e são, portanto, importantes para a economia da produção de biocombustíveis. No Brasil, o bagaço é produzido durante a moagem de cana-de-açúcar e é usado como combustível nas usinas de cogeração da usina para atender à demanda de energia no local e, em alguns casos, fornece eletricidade excedente para exportação. A produção futura de etanol celulósico no Brasil aumentaria a demanda por bagaço como matéria-prima para a produção avançada de biocombustível, aumentando consequentemente seu valor.

QUÃO COMPETITIVOS SÃO OS BIOCOMBUSTÍVEIS COM COMBUSTÍVEIS DE TRANSPORTE BASEADOS EM FÓSSEIS NOS DOIS PAÍSES?

A maior parte do biocombustível produzido no Brasil e nos Estados Unidos é destinada ao consumo interno. No entanto, embora o consumo de biocombustíveis seja obrigatório em ambos os países, sua competitividade com a gasolina e o diesel continua sendo importante para minimizar o custo da conformidade com as políticas. No Brasil, mais de 70% da frota de veículos a gasolina é composta por veículos flex, de modo que o etanol hidratado não misturado deve competir com a gasolina na bomba.

Para avaliar a competitividade relativa de biocombustíveis com derivados de petróleo, os custos de produção de gasolina e diesel devem ser comparados com os de etanol e biodiesel. Os custos de produção de gasolina e diesel são menores nos Estados Unidos do que no Brasil, potencialmente explicados pelas economias de escala proporcionadas pelas refinarias maiores e mais sofisticadas, pelo uso de gás natural de baixo custo como combustível de processo e pela otimização da ardósia da refinaria. produzir maiores volumes de combustíveis para os transportes. O Brasil é um importador líquido de gasolina e diesel, mas a análise da competitividade dos biocombustíveis com produtos petrolíferos importados está fora do escopo desta avaliação.

Os custos de produção de etanol são geralmente ligeiramente mais altos no Brasil do que nos Estados Unidos; em 2017, essa diferença foi da ordem de 6 a 7%. Os custos de distribuição de combustíveis são semelhantes nos dois países, mas os custos mais altos de produção de gasolina no Brasil significam que o etanol combustível é mais competitivo do que nos Estados Unidos. Os custos médios de produção de biodiesel também estão amplamente alinhados, porque a maior parte da produção em ambos os países é baseada em matéria-prima de óleo de soja.

O preço de equilíbrio do óleo para a produção de biocombustível revela que, em 2017 preços do petróleo entre US $ 46 / bbl e US $ 64 / bbl, a produção de etanol no Brasil era geralmente competitiva com a produção doméstica de gasolina, mas não era o caso nos Estados Unidos. Estados. O custo da produção de etanol em ambos os países é geralmente menor do que para o biodiesel, que não era competitivo com o diesel fóssil nos dois países porque, em volume, os custos da matéria-prima de óleo de soja eram quase três vezes superiores aos preços médios do petróleo em 2017.

O aumento dos preços do petróleo bruto em 2017 reduziu os prêmios de custo de biocombustível: o preço médio do petróleo bruto no primeiro semestre de 2017 ficou em torno de US $ 51 / bbl e subiu para US $ 57 / bbl no segundo semestre do ano, elevando a competitividade do biocombustível no Brasil e redução do prêmio do biodiesel sobre o diesel em 30%. O efeito nos Estados Unidos, entretanto, foi mínimo porque, embora os preços mais altos do petróleo tenham aumentado o custo da gasolina e do diesel, os custos de produção de biocombustível também aumentaram ligeiramente. Isso pode ser explicado pelos maiores custos de fertilizantes e energia de processo. No Brasil, a produção de etanol é mais dissociada dos preços dos combustíveis fósseis porque o bagaço é usado como combustível.

Fonte: O Petróleo

‘Brasil deve ser líder em biodiesel e energia renovável’, diz executivo

Entrevistado no Conexão Agro, o diretor financeiro e administrativo da 3Tentos Agroindustrial, Luiz Osório, afirma também que o setor produtivo nacional está se preparando para as demandas mundiais

No Conexão Agro desta semana, Alessandra Mello e Luiz Cornacchioni entrevistam o diretor financeiro e administrativo da 3Tentos Agroindustrial, Luiz Osório.

Atuando no mercado com o propósito de ser uma empresa de soluções e suporte no agronegócio, a 3Tentos possui 32 unidades distribuídas em 28 cidades gaúchas.

Osório afirma que o Brasil é um dos maiores produtores de soja do mundo, por isso tem um potencial grande para atuar no mercado de biodiesel e energia renovável.

Soja lidera com folga o agronegócio brasileiro

As exportações do complexo soja lideram a pauta das exportações do Brasil e nada indica que essa liderança será perdida no curto prazo, visto que a demanda de soja continua aquecida e os preços de mercado são satisfatórios. A área cultivada com a oleaginosa nas principais regiões produtoras do País continua aumentando, um esforço necessário para atender à crescente demanda pelo produto. Proporcionalmente à área cultivada com outros grãos em nível mundial, a de soja tem sido a que mais cresceu no correr das últimas décadas e, mesmo assim, não houve a formação de estoques gigantes, promotores de queda nos preços.

Segundo estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, na safra 2018/19 o Brasil poderá ultrapassar os Estados Unidos (EUA) na produção de soja (117 milhões de toneladas – Mt contra 116,5 Mt) e assumir a liderança global, que, desde os anos 50, pertence aos EUA. A atual safra americana sinaliza com uma queda de 3,5 Mt sobre a safra anterior (120 Mt), em parte porque houve redução da área cultivada (36,22 milhões de hectares – Mha vs. 35,79 Mha) e também, porque se estimou a produtividade da safra – em pleno processo de colheita – como sendo a média dos últimos cinco anos. Poderá ser maior ou menor, assim como a área poderá ser superior ou inferior. Melhor esperar para comemorar o campeonato, embora seja bastante provável que, caso o Brasil não leve o troféu nesta oportunidade, seguramente o fará na próxima.
A produção mundial de soja 2018/19 está estimada em 354,5 Mt, sendo que 81,65% desse total se concentra em três países: Brasil (33%), EUA (32,85% e Argentina (15,8%). Era expectativa dos brasileiros de que, já na safra 2016/17, o Brasil superaria os EUA na produção de soja, dado o quase esgotamento de áreas aptas e disponíveis naquele país, dependendo de trade off entre culturas para aumentar a produção. Essa troca já aconteceu em safras recentes, mas poderá ser ampliada?
Seria compreensível se o produtor brasileiro estiver angustiado com a pressão que a recente sequência de supersafras nos EUA (117 Mt, 120Mt e 116,5 Mt) e no Brasil (114 Mt, 117 Mt e 117 Mt), respectivamente, em 2016/17, 2017/18 e 2018/19, poderia exercer sobre as cotações mundiais do produto. Contudo, as cotações do mercado para os produtores brasileiros estão muito satisfatórias, em boa medida por causa do câmbio favorável e da briga China vs EUA. Já a realidade não é tão colorida para os produtores americanos.
Com o espetacular crescimento da economia mundial no correr das últimas décadas (US$ 12 trilhões em 1980 vs. US$ 87 trilhões em 2018), a renda per capita das pessoas também aumentou, particularmente dos cidadãos que habitam os países em desenvolvimento – ainda muito carentes de proteínas animais. Com mais dinheiro no bolso, esses cidadãos passaram a consumir menos carboidratos (grãos) e mais proteína animal (carnes, leite e ovos), que têm no farelo de soja sua principal matéria prima.
Embora o óleo não seja a razão principal para cultivar-se a soja, sua produção está, também, sendo requisitada para consumo doméstico e para biodiesel, indicando que a produção da oleaginosa é duplamente estimulada: como alimento humano e animal e como biocombustível.
O Brasil se beneficia do aumento global do consumo de soja e de seus derivados, pois dispõe de muitas áreas aptas e disponíveis para produzir mais soja, clima favorável para produzir o ano todo, tecnologia para explorar zonas tropicais de baixa latitude e água para irrigar, se compensar.

Fonte: Canal Rural

Biodiesel: ambientalmente correto, economicamente competitivo

Para João Zuñeda, o caminho para levar o biocombustível ao topo será longo, mas o Sul pode abreviar esta trajetória

Os combustíveis renováveis representam sustentabilidade e reduções significativas nas emissões de gases de efeito estufa. Eles também são conhecidos como biocombustíveis. Por que eles são benéficos para a redução do efeito estufa? A resposta está no ciclo do carbono (C). Ele é um componente essencial para nossas vidas. A química orgânica é praticamente toda sobre moléculas que contém algum átomo de carbono em sua estrutura. Ele está presente no petróleo, no carvão, no gás natural, no grafite. Em nosso corpo, cerca de 24% da massa de um ser humano é constituída por átomos de carbono. O carbono está presente na atmosfera como dióxido de carbono (CO2). Estima-se que o carbono no universo representa cerca de 0,5% da sua massa.

A maior parte do carbono está no solo. Ele está também nos oceanos, na atmosfera, nas plantas e nos combustíveis fósseis. A sua queima como gasolina e diesel desalinha o balanço de carbono da natureza. Os vulcões, na média histórica, emitem cerca de 300 milhões de toneladas métricas de CO2 por ano. Em comparação, os seres humanos emitem cerca de 40 bilhões de toneladas de CO2 por ano. Isto é mais que 100 vezes as emissões dos vulcões. A combustão da gasolina e do diesel tem grande participação, assim como a queima do carvão. Ao fazer isso, movemos o carbono do ciclo lento para o ciclo rápido. Aumenta a concentração de CO2 na atmosfera e a temperatura na Terra.

Mudanças de paradigma já estão transformando o panorama energético global: a eletrificação do transporte via baterias de íons de lítio; transporte compartilhado através da maior utilização de aplicativos; a geração de eletricidade livre de carbono a partir de energia eólica e solar. Outra estratégia eficaz para reduzir esse acúmulo de carbono é substituir combustíveis derivados do petróleo por combustíveis renováveis, como o etanol e biodiesel. Apesar dessas mudanças, os combustíveis fósseis ainda representam 80% do uso global de energia.

Este é um grande desafio, mas é também uma excelente oportunidade para os biocombustíveis. E no caso da região Sul do Brasil para o biodiesel. A adição de biodiesel no diesel aumentará um ponto percentual ao ano, passando dos atuais 10% (B10) para 11% (B11) em junho de 2019. Esse aumento continuará até março de 2023, quando todo o diesel vendido ao consumidor final conterá uma mistura de 15%. Este valor poderá ser ainda maior, mas dependerá de testes neste período. Estima-se que a produção anual de biodiesel passe de 5,4 bilhões de litros para mais de 10 bilhões de litros entre 2018 e 2023. Isto representa um aumento de 85% na demanda doméstica em cinco anos. Poucos produtos têm essa elasticidade esperada na sua demanda em tão pouco tempo.

Os biocombustíveis fornecem cerca de 4% do total de combustível rodoviário a nível mundial. As análises da Agência Internacional de Energia (IEA) mostram que este valor poderá chegar a 25% em 2050. O Brasil foi o segundo maior mercado mundial de biodiesel em 2018, logo depois dos Estados Unidos. O Centro-Oeste (41%) e o Sul (40%) no Brasil são as regiões com maior produção, responsáveis por cerca de 81% do total. Se as previsões atuais de crescimento econômico para a economia brasileira e de maior uso de biodiesel forem mantidas no país, os investimentos no setor podem chegar a R$ 25 bilhões até 2030.  Em 2017, foi promulgada a Lei nº 13.576, que dispõe sobre a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio). Esta política busca propiciar a previsibilidade necessária para os biocombustíveis no mercado nacional de combustíveis. Assim, o Brasil deu mais um passo para a redução de emissões de gases causadores do efeito estufa (CO2) e com os compromissos do Acordo de Paris (COP21). E o biodiesel no transporte urbano tem muito a contribuir. Se utilizarmos em um ônibus a mistura de 20% de biodiesel no diesel fóssil (B20), isto representa uma redução de 18 toneladas/ano de CO2. É estimado que o Brasil tenha 109 mil ônibus. Se usarmos o B20 nesta frota, evitaremos emitir cerca de 2 milhões de toneladas de CO2 por ano, o que representa mais de 14 milhões de novas árvores plantadas.

Existem importantes desafios que precisam ser superados para que o biodiesel se torne uma fonte de energia convencional. Esses desafios variam desde o custo e disponibilidade de matéria-prima, como também a qualidade do biocombustível nos padrões internacionais de compatibilidade. Esses desafios não podem ser resolvidos da noite para o dia. O caminho para levar o biodiesel ao palco principal será longo. A região Sul em especial, têm excelentes exemplos que podem abreviar esta trajetória, e entrar neste ciclo de investimentos.

Fonte: Revista Amanhã

Indústria de biodiesel está otimista com mistura de combustíveis de fontes renováveis

A indústria de biodiesel está otimista com o aumento da mistura de combustíveis de fontes renováveis ao diesel, a partir do próximo ano. No Rio Grande do Sul, a expectativa é de que a procura pela soja, a principal matéria-prima do biocombustível cresça, já na próxima safra.

O biodiesel é um combustível extraído de fontes renováveis, principalmente da soja.

No Brasil, ele misturado ao diesel, que a partir do próximo ano, essa mistura vai ser maior. O Conselho Nacional de Política Energética garantiu a adição gradual de biodiesel no diesel, a partir de 2019. Hoje são 10%, até 2023 serão 15%. É 1% por ano que representa muito, principalmente para cadeia da soja. “A oportunidade de crescimento de mercado vai gerar mais empregos, novos investimentos e mais demanda de matéria prima.”, disse Erasmo Carlos Battistela, presidente do Conselho da APROBIO e diretor-presidente da BSBIOS.

Só a BSBIOS, com um unidade de produção em Passo Fundo/RS, é responsável pela produção de 540 milhões de litros de biodiesel por ano. A soja representa mais de 70% do que é produzido pela empresa.

Ela é a maior indústria de biodiesel no Sul do país e já prepara uma ampliação pra produzir mais a partir do próximo ano. Em todo o país, a produção de biodiesel atingiu a marca de quase 5,5 bilhões de litros em 2018.

O engenheiro agrônomo, Elmar Floss, acredita que os efeitos do incremento do biocombustível no diesel já vão aparecer na próxima safra de soja. “Isso ajuda a garantir bons preços para a soja, porque vai somando além do valor econômico maior, que é a proteína da soja, tem ainda também a valorização desse óleo, que como eu disse, representa 20% do peso do grão.”

Fonte: Hora 1

Alemanha bateu recorde de exportação de biodiesel no 1º semestre

As usinas da Alemanha estão se saindo bem em 2018. Além do biodiesel ter voltado a superar a marca de 6% da demanda no mercado interno durante o primeiro semestre do ano, no mercado externo as exportações do biocombustível bateram recorde.

Segundo dados do Escritório Federal de Estatística (Destatis), as vendas externas de biodiesel durante a primeira metade do ano passaram das 877 mil toneladas. Trata-se de uma alta de 14,3% sobre as 767,1 mil toneladas exportadas no período entre o começo de janeiro e o final de junho de 2017.

De longe, os maiores parceiros da Alemanha estão entro da União Europeia (UE). Cerca de 771,7 mil toneladas – aproximadamente 88% do total – tiveram como destino final um dos 28 países-membros do bloco.

Sozinha, a Holanda absorveu 289 mil toneladas repetindo a primeira posição entre no quadro dos maiores importadores do biodiesel alemão. Apesar de uma queda de 10% na comparação entre 2017 e 2018. Já a Polônia importou 24% a mais ficando com 121,8 mil toneladas.

O maior crescimento relativo, no entanto, foi dos Estados Unidos que comprou 54,7 mil toneladas de biodiesel da Alemanha. Um ano antes as exportações para o mercado norte-americano haviam sido praticamente nulas com apenas 67 toneladas. O salto percentual foi de praticamente 81.500%.

O principal motivo para esse aumento repentino foi a expulsão do biodiesel argentino do mercado norte-americano. No ano passado, a Argentina embarcou um total de 969,3 mil toneladas de biodiesel para os Estados Unidos faturando US$ 725,8 milhões com o negócio.

Em outubro do ano passado, no entanto, o governo dos EUA passou a tarifar as importações de biodiesel argentino.

Fonte: BiodieselBR.com

Guerra comercial converte mercado mundial de soja em carrossel

A guerra comercial do presidente dos EUA, Donald Trump, com a China está transformando o mercado global da soja em um carrossel.

Como as exportações brasileiras estão diminuindo nesta época do ano, os traders estão tendo que ser criativos para abastecer o maior comprador do mundo. Uma estratégia é levar a soja americana para a Argentina e enviar a produção do país sul-americano para a China, evitando assim a tarifa de 25 por cento que o país asiático deve pagar pelo produto americano.

Três navios estão programados para carregar soja argentina com destino à China depois que uma remessa partiu no início deste mês, segundo dados da Agencia Marítima Nabsa. Embora a Argentina normalmente envie parte de sua produção para a China, os traders não esperavam nenhuma exportação nesta época do ano por causa de uma seca que reduziu as colheitas.

“A Argentina está comprando grãos dos EUA para o mercado doméstico e exportando sua própria produção para a China”, disse Matt Ammermann, gerente de risco de commodities da corretora de futuros e opções INTL FCStone, por telefone.

Os navios Rosco Banyan, Sunshine Bliss e Seacon 9 deverão carregar um total de 167.740 toneladas de soja argentina de 23 de setembro a 1º de outubro, segundo dados da Nabsa. Um navio partiu no início deste mês transportando 36.119 toneladas de soja argentina e um pouco da oferta uruguaia.

A Argentina normalmente produz mais soja do que a que consome, deixando de 8 milhões a 9 milhões de toneladas para os mercados de exportação. Mas neste ano uma seca reduziu a produção em 31 por cento, obrigando as esmagadoras do país a importar. Os traders dos EUA venderam 840.000 toneladas de soja para a Argentina na semana encerrada em 13 de setembro, contra zero no mesmo período do ano passado, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA.

Há uma “boa margem” para importar soja dos EUA para esmagar na Argentina, disse Ammermann.

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), do Brasil, afirmou no início deste ano que o país poderia acabar importando até 1 milhão de toneladas de soja dos EUA como resultado da guerra comercial.

Fonte: Bloomberg

APROBIO defende aumento de até 2 pontos porcentuais por ano na mistura de biodiesel

Proposta é apresentada em audiência pública para debater futura resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) relativa à adoção do B15

Brasília, 21 de setembro de 2018 – A APROBIO – Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil – defendeu nesta sexta-feira (21), em audiência pública realizada na sede do Ministério de Minas e Energia, em Brasília, a adoção de um mecanismo que permita elevar em até 2 pontos porcentuais por ano a mistura de biodiesel ao diesel derivado de petróleo, até o limite estabelecido em lei de 15% do biocombustível (B15) adicionado ao combustível fóssil. Dessa forma, o índice poderia ser atingido em 2022, dois anos antes do previsto na Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio).

A audiência convocada pelo MME teve como objetivo receber contribuições para futura resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) acerca do cronograma de adoção do B15. A mistura de 15% de biodiesel ao diesel fóssil está prevista pela Lei 13.033/2014. Desde março de 2018, é obrigatória a adição de 10% de biodiesel (B10) ao combustível fóssil.

Pela proposta da APROBIO, apresentada pelo diretor superintendente Julio Minelli, os novos porcentuais de adição de biodiesel entrariam em vigor em março e setembro, com análise e definição do aumento da mistura seis meses antes. Para a fixação do índice, seriam usados os dados de 12 meses anteriores à tomada de decisão. Esse cronograma seria seguido até se atingir a mistura B15, ou até um futuro B20 (20% de biodiesel), que precisa de aprovação de nova legislação para se tornar obrigatório.

Em março passado, na 5ª reunião do Comitê de Monitoramento do Abastecimento do Biodiesel (CMAB), a APROBIO já havia defendido a fixação de um cronograma de aumento gradual da mistura de biodiesel, com início em março de 2019. “Reafirmamos que a previsibilidade é benéfica para todos os elos da cadeia. E a questão semestral permitiria um ajuste mais fino ainda nesse processo”, afirmou Julio Minelli.

Na audiência desta sexta-feira, o dirigente da APROBIO destacou que o biodiesel sempre respondeu às necessidades de demanda do país e expôs a importância de se analisar a competitividade do preço do biodiesel em relação ao combustível fóssil, mas observou que não se deve submeter o aumento da mistura à observação restrita desse item.

Para Minelli, é preciso considerar outros benefícios do biodiesel, como redução de emissões de gases de efeito estufa, substituição de diesel refinado importado e agregação de valor às cadeias das matérias-primas (soja e proteína animal, entre outras). “O biodiesel vem sendo competitivo em quase todos os momentos. Mas sempre destacamos que as questões de saúde, agregação de valor, geração de emprego e renda, entre outras, têm que estar presentes nessa análise (do aumento da mistura)”, disse o diretor superintendente da APROBIO.

Sobre a APROBIO

Fundada em 2011, a APROBIO – Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil – reúne as indústrias produtoras de biodiesel de capital nacional e tem como objetivo disseminar os benefícios econômicos, sociais e ambientais desse biocombustível. Para tanto, apoia e publica estudos técnicos, participa ativamente de grupos de trabalho e fóruns de debate público em prol de políticas para implementação de marcos regulatórios, fomentos ao setor e melhoria da qualidade do biodiesel, entre outros.

Aprobio apoia Conferência BiodieselBR 2018, que será realizada em novembro

O setor de biodiesel ‘fechou’ mais uma vez com a Conferencia BiodieselBR. Todas as três principais entidades representativas do segmento – Abiove, Aprobio e Ubrabio – oficializaram seu apoio à edição deste ano do evento repetindo uma parceria que já vem acontecendo nos últimos anos. O encontro está marcado para acontecer entre os dias 05 e 06 de novembro em São Paulo.

Ao longo dos últimos 12 anos, o evento consolidou seu papel como principal ponto de referência para todos os elos da cadeia produtiva que se articula em torno da indústria de biodiesel. Um papel reconhecido pelo presidente Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Erasmo Carlos Battistella. “É o evento mais importante do setor no Brasil. Por isso, como uma associação de produtores de biodiesel, temos nos mantido sempre próximos e pretendemos continuar assim”, afirma.

Para Juan Diego Ferres, presidente do conselho superior da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), a conferência deu uma contribuição decisiva para a formatação da indústria. “Não teríamos chegado até aqui sem a intensa participação de BiodieselBR”, reconhece acrescentando que a conferência anual se tornou “uma referência setorial para questões estratégicas”.

Mesma direção

É nele que o setor faz a avaliação do ano que passou e pode se debruçar sobre as perspectivas de futuro num espaço que valoriza a abertura e a pluralidade de perspectivas. Como o presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), André Nassar, ressalta. “[A Conferência BiodieselBR] é o espaço onde a gente discute os grandes temas do setor. É onde podemos enxergar publicamente os pontos que temos em comum para que possamos trabalhar todos numa mesma direção”, avalia. “Quando tem correspondência, o trabalho das entidades ganha muita força”, complementa.

Este ano há muito o que discutir. Além de termos um novo governo a caminho, o Ministério de Minas e Energia está pavimentando o caminho para a chegada do B15 e temos o processo de regulamentação do RenovaBio que está em andamento. Essa confluência de temas estruturantes torna ainda mais importante a conferência deste ano.

Apesar dos aparentes bons ventos, segundo Erasmo, o momento tem que ser encarado com “cautela e pé no chão”. “A gente queria que o B15 já estivesse devidamente sinalizado num decreto do CNPE e ainda há muita dúvida sobre como será a implementação do RenovaBio”, pontua.

“O futuro nos depara com novos e grandes desafios. Essa será outra década na qual a participação de BiodieselBR será fundamental para que a interligação entre governo e sociedade brasileira ocorra no contexto do programa de biodiesel”, arremata Juan Diego.

Conheça a programação da Conferência, os palestrantes, os horários e demais informações, no link:

https://conferencia.biodieselbr.com/2018/programacao

Fonte: Portal BiodieselBR

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