As oportunidades da bioenergia na América Latina e na África

O programa Bioenergia da Fapesp publicou um policy-brief sobre as vantagens e a necessidade da expansão da produção e do uso dos biocombustíveis na América Latina e na África. Repetidas vezes os autores explicam por que é possível uma produção em grande escala sem que esta compita com a produção de alimentos ou com as áreas de floresta.

A ênfase não é gratuita. Em muitos foros de países desenvolvidos, existe a percepção de que a produção de bioenergia implica necessariamente em menos comida e menos floresta nativa. O paper menciona que existe um estoque de entre 500 milhões a 900 milhões de hectares de terras aptas à produção de biocombustíveis sem o comprometimento da segurança alimentar ou da biodiversidade. Cita o sucesso da produção que consorcia lavoura, pecuária e floresta.

De acordo com o estudo da Fapesp, atualmente o etanol e o biodiesel respondem por 3% de todo o combustível usado para transporte no mundo, mas esse índice poderia crescer dez vezes, chegando a 30% em 2060 sem uso de áreas de proteção de florestas ou terras utilizadas para a produção de alimentos. Ou seja, há vasto campo para uma maior produção e consumo dos biocombustíveis no planeta.

Estima que o custo do desenvolvimento e a expansão da produção de biocombustíveis não chegaria a US$ 100 bilhões até 2040. E, finalmente, compara este valor com os subsídios aos fósseis estimados, na toada atual, em US$ 33 trilhões.

Fonte: Climainfo

Estudos estão sendo desenvolvidos para tentar levar biocombustíveis as embarcações de grande porte

Responsável por 80% do comércio internacional, setor consome mais de 330 toneladas de combustível fóssil por ano 

A preocupação com o meio ambiente já chegou as embarcações. Um estudo desenvolvido pela Organização Marítima Internacional (IMO) mostrou que o setor consome mais de 330 toneladas de combustível por ano, o que acarreta em mais de 3% do CO2 expelido na atmosfera.

Para mudar este cenário as pesquisas que envolvem biocombustíveis par embarcações já estão sendo estudadas por pesquisadores. O objetivo, segundo a IMO é reduzir os níveis de enxofre utilizados nas embarcações e substituir o combustível fóssil por biocombustíveis como o biodiesel, por exemplo. Outra opção que também vem sendo estudada é a utilização do Gás Natural Liquefeito.

Apesar de ainda ser um desafio a implantação de biocombustíveis em navios, as pesquisas não param à fim de encontrar uma solução para o setor. Para o especialista Federico Sakson, a produção de biocombustível para o setor possui grandes vantagens como as matérias primas extremamente baixas no teor de enxofre, a abundância de matérias lignocelulósicas, a falta de necessidade de refinação, e os combustíveis drop-in, os quais não exigem muitas mudanças na infraestrutura.

A expectativa é que futuramente o setor, que é responsável por aproximadamente 80% do comércio internacional, encontre soluções mais sustentáveis para movimentar os negócios.

Fonte: Thayssen Carvalho – Portal Biomassa BR

ANP reúne mercado de combustíveis para debater o setor

A ANP realizou, de 8 a 10/8, em Armação dos Búzios (RJ), o workshop “Cenário atual e perspectivas para o mercado de combustíveis no Brasil 2018”. Ao longo dos três dias, mais de 370 pessoas, incluindo diretores, superintendentes e técnicos da Agência, representantes de outros órgãos públicos e agentes regulados estiveram reunidos para avaliar o modelo de abastecimento nacional e discutir possíveis aperfeiçoamentos na regulação do setor.

O evento ocorreu nove anos após sua primeira edição, realizada em 2009, que deu origem ao documento chamado “Carta de Búzios”, reunindo os resultados dos debates e propostas para o desenvolvimento do mercado.

Na abertura da edição 2018, diretores da ANP apresentaram a evolução do mercado e as principais mudanças ocorridas no Brasil e no mundo desde 2009, bem como os aprimoramentos regulatórios resultantes das propostas da Carta de Búzios e tendências para o setor de downstream.

O segundo dia teve início com o painel “Regulação do downstream: tendências e experiência internacional”, com participação de representantes do Ministério Público Federal, do Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade) e da empresa de consultoria IHS Markit, com moderação de diretor da ANP. Entre os principais pontos discutidos estiveram a importância da interação entre os órgãos públicos e a necessidade de aumento da concorrência e da eficiência no mercado brasileiro.

O restante do dia foi dedicado aos debates em cinco salas temáticas: Biocombustíveis; Combustíveis fósseis; GLP; Lubrificantes, asfaltos e solventes; e Preços, defesa da concorrência e tributação. Os temas foram divididos em subtemas, para os quais cada grupo identificou desafios e elaborou propostas.

Os resultados das discussões foram apresentados por cada grupo no último dia e servirão de base às ações da ANP nos próximos cinco anos, bem como poderão orientar medidas de outros órgãos públicos.

No encerramento, a Diretoria da ANP destacou que o evento possibilitou reunir representantes de todos os segmentos do downstream para discutir temas que se mostram relevantes para a sociedade no momento. Os diretores fizeram um balanço do evento, ressaltando que, entre os pontos transversais a todos os temas debatidos, estiveram as transformações pelas quais passa a sociedade, que geram necessidade de adaptação pelo mercado, e a importância de criação de um mercado mais aberto, competitivo e dinâmico.

Veja aqui as apresentações realizadas durante o evento.

Fonte: ANP

Biodiesel, “petróleo verde” brasileiro

Nesse 10 de agosto, Dia Internacional do Biodiesel, que tal conhecer um pouco mais do assunto?

O biodiesel é um combustível renovável obtido a partir de um processo químico denominado transesterificação. Por meio desse processo, os triglicerídeos presentes nos óleos e gordura animal reagem com um álcool primário, metanol ou etanol, gerando dois produtos: o éster e a glicerina. O primeiro somente pode ser comercializado como biodiesel, após passar por processos de purificação para adequação à especificação da qualidade, sendo destinado principalmente à aplicação em motores de ignição por compressão (ciclo Diesel).

Os primeiros estudos para a criação de uma política para o biodiesel no Brasil iniciaram em 2003, com a criação da Comissão Executiva Interministerial do Biodiesel (CEIB) e do Grupo Gestor (GG) pelo governo federal. Em dezembro de 2004, o governo federal lançou o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), com o objetivo inicial de introduzir o biodiesel na matriz energética brasileira. Com enfoque na inclusão social e no desenvolvimento regional, o principal resultado dessa primeira fase foi a definição de um arcabouço legal e regulatório.

A sua mistura ao diesel fóssil teve início em 2004, em caráter experimental e, entre 2005 e 2007, no teor de 2%, a comercialização passou a ser voluntária. A obrigatoriedade veio no artigo 2º da Lei n° 11.097/2005, que introduziu o biodiesel na matriz energética brasileira. Em janeiro de 2008, entrou em vigor a mistura legalmente obrigatória de 2% (B2), em todo o território nacional. Com o amadurecimento do mercado brasileiro, esse percentual foi sucessivamente ampliado pelo CNPE até o atual percentual de 7,0%, conforme pode ser observado:

Evolução do percentual de teor de biodiesel presente no diesel fóssil no Brasil

  • 2003 – Facultativo
  • Jan/2008 – 2%
  • Jul/2008 – 3%
  • Jul/2009 – 4%
  • Jan/2010 – 5%
  • Ago/2014 – 6%
  • Nov/2014 – 7%
  • Mar/2018 – 10%

A especificação do biodiesel tem sido aprimorada constantemente ao longo dos anos, o que tem contribuído para a sua harmonização com as normas internacionais e alinhamento da sua qualidade às condições do mercado brasileiro, assegurando maior segurança e previsibilidade aos agentes econômicos.

Assim, o biodiesel já é uma realidade no País e garante ao Brasil uma posição destacada em relação ao resto do mundo. Juntos, etanol e biodiesel fortalecem a participação dos biocombustíveis na matriz energética nacional e a imagem do Brasil como país que valoriza a diversidade de fontes energéticas.

Os atos normativos referentes à especificação do biodiesel são os seguintes:

  • Resolução ANP nº 30/2016 – estabelece a especificação de óleo diesel BX a B30, em caráter autorizativo, nos termos dos incisos I, II e III do art. 1º da Resolução CNPE nº 03, de 21 de setembro de 2015.
  • Resolução ANP nº 45/2014 – estabelece a especificação do biodiesel contida no Regulamento Técnico ANP nº 3/2014 e as obrigações quanto ao controle da qualidade a serem atendidas pelos diversos agentes econômicos que comercializam o produto em todo o território nacional.

Para consultar informações sobre os leilões de biodiesel, clique aqui.

Clique aqui para conhecer os benefícios desse “petróleo verde”.

Fonte: Informações ANP

Brasil e EUA podem formar aliança para estimular produção e consumo de biocombustíveis

O economista-chefe do Conselho de Grãos dos Estados Unidos (US Grains Council, na sigla em inglês), Mike Dwyer, propôs nesta terça-feira (24), durante painel sobre bioeconomia, no Global Agribusiness Forum, em São Paulo (SP), que Brasil e Estados Unidos trabalhem juntos para estimular produção e consumo de biocombustíveis no mundo. Juntos, ambos os países, por exemplo, respondem por 80% da produção e consumo de etanol no globo.

O etanol brasileiro é originário da cana-de-açúcar e o norte-americano do milho. “Precisamos de alianças”, ressaltou Dwyer, acrescentando que a parceria Brasil e EUA pode facilitar a capacidade de persuasão junto a outros países. Ademais, segundo Dwyer, o RenovaBio pode ser um exemplo de política pública para incentivar os biocombustíveis em outras nações.

Moderador do painel, André Rocha, presidente do Fórum Nacional do Setor Sucroenergético, disse que a proposta norte-americana é bem-vinda. Por sua vez, em sua exposição o deputado-federal e presidente da Frente Parlamentar do Biodiesel, Evando Gussi, criticou informações equivocadas sobre o agronegócio brasileiro.

Também palestrante no painel, Luis Roberto Pogetti, presidente do Conselho da Copersucar, estimou que entre dez e quinze anos o Brasil deve dobrar a produtividade das lavouras de cana-de-açúcar, por meio de novas variedades e avanço da biotecnologia.

Fonte: Redação/Global Agribusiness Forum

Treinamento capacita em avaliação do ciclo de vida e intensidade de carbono dos biocombustíveis

A Embrapa Meio Ambiente, a Fundação Espaço ECO®(FEE®) e a Agroicone, com a participação de instrutores colaboradores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), lançam um curso em cinco edições (agosto, setembro, outubro e novembro de 2018, e março de 2019), com o objetivo de promover a compreensão sobre a metodologia de Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) e a contabilidade da intensidade de carbono de biocombustíveis, com foco específico no Programa RenovaBio.

O “Curso de Capacitação na Metodologia de Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) no Contexto do Programa RenovaBio” explorará a RenovaCalc – ferramenta para a determinação da Intensidade de Carbono de biocombustíveis e base para a certificação do Programa.

Segundo a pesquisadora Marília Folegatti Matsuura, a Embrapa Meio Ambiente, a Unicamp, o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) e a Agroicone estabeleceram o protocolo de avaliação de desempenho ambiental de biocombustíveis para o programa RenovaBio, em atendimento à demanda do Ministério das Minas e Energia (MME). Sua base é a metodologia de ACV, com foco na categoria de impacto Mudanças Climáticas. É aplicável aos biocombustíveis etanol, biodiesel, bioquerosene e biometano.

Os índices de Intensidade de Carbono dos Combustíveis do Programa Renovabio são estimados pela RenovaCalc, uma ferramenta que por meio do levantamento de parâmetros técnicos junto ao produtor, calcula as emissões de gases de efeito estufa do ciclo de vida dos biocombustíveis, gerando um índice de desempenho em g CO2eq/MJ de biocombustível.

Arte: Fundação Espaço ECO® - Para incentivar o aumento da produção nacional de biocombustíveis, o RenovaBio deve trazer uma vantagem competitiva para as empresas que apresentarem processos produtivos com menos emissão de carbono. Para este cálculo entra a RenovaCalc.

De acordo com Marília, “ACV é uma ferramenta para avaliação de impactos ambientais baseada na contabilidade de material e energia consumidos pelos processos produtivos e emitidos para o meio ambiente durante todo o ciclo de vida de um produto, desde a extração de recursos naturais, incluindo os processos de transformação, os processos de transporte e a fase de uso e disposição final do produto. É uma metodologia com forte base científica e reconhecida internacionalmente, sendo padronizada pelas normas ISO 14040:2009 e 14044:2009”.

A gerente de Sustentabilidade Aplicada da Fundação Espaço ECO®, Juliana Silva, destaca que “do ponto de vista de diferencial competitivo, a Avaliação de Ciclo de vida tem sido utilizada por organizações para avaliarem a performance de seus produtos e atendimento à atual demanda do mercado em termos de sustentabilidade, orientando os gestores nas tomadas de decisão”.

Marília, que coordena o Grupo Técnico responsável pela elaboração do protocolo de desempenho ambiental dos biocombustíveis dentro do RenovaBio, acredita que “este será um importante estímulo à melhoria dos processos produtivos agrícolas e agroindustriais para fins energéticos, com vistas à sustentabilidade ambiental”.

Serviço

  • 1ª edição: 16.08.2018  – Fundação Espaço ECO® (São Bernardo do Campo, SP)
  • 2ª edição: 13.09.2018  – Unicamp (Campinas, SP)
  • 3ª edição: 04.10.2018  – Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP)
  • 4ª edição: 08.11.2018  – local a definir
  • 5ª edição: março 2019 – dia e local a definir

São 35 vagas. Valor: R$ 800,00

Pré inscrições neste link até 10 de agosto de 2018:  http://bit.ly/ACVRenovaBio

Conteúdo

  • A problemática das mudanças climáticas e seus impactos nos setores econômicos. Onde as cadeias de biocombustíveis influenciam?
  • Avaliação do ciclo de vida: conceito, características e estrutura
  • A questão da mudança de uso da terra
  • Abordagens de contabilidade de carbono: diferenças entre inventários corporativos, inventários nacionais, intensidade e pegada de carbono
  • Legislações e protocolos internacionais: semelhanças e diferenças entre o RenovaBio
  • Explorando a RenovaCalc: da teoria à prática. Como inserir os dados na calculadora?

Mais informações e dúvidas sobre o curso pelo email: espacoeco@basf.com

Os participantes deverão levar notebook com versões do Excel a partir de 2010 (compatíveis com a RenovaCalc).

Fonte: Embrapa

Comissão de Mudanças Climáticas discute Renovabio e RenovaCalc

O RenovaBio foi tema de audiência pública na Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMMC) do Congresso Nacional, no dia 11, com a participação de representantes dos diversos setores envolvidos na cadeia produtiva de biocombustíveis. A Embrapa esteve presente apresentando a RenovaCalc, plataforma desenvolvida pela Empresa, em parceria com o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), o Agroicone e a Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp, que será responsável pelo cálculo da nota de desempenho ambiental da produção de biocombustíveis. O programa está em fase de regulamentação e entrará em vigor a partir de 2020.

Segundo o chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, Marcelo Morandi, a Renovacalc será a base para a implementação da política pública sancionada pelo governo federal recentemente, o RenovaBio. Caberá à essa plataforma realizar o cálculo da intensidade de carbono de cada produtor de biocombustível e assim gerar as notas que darão acesso aos créditos de descarbonização (CBios), que serão o instrumento de cumprimento das metas individuais dos distribuidores de combustível e das metas globais do país estabelecidas pelo RenovaBio, contribuindo para o atendimento dos compromissos assumidos pelo Brasil de redução de emissão de gases de efeito estufa.

O Brasil comprometeu-se a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37% abaixo dos níveis de 2005, em 2025, com uma contribuição indicativa subsequente de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 43% abaixo dos níveis de 2005, em 2030. Para isso, o país estabeleceu como meta aumentar a participação de bioenergia sustentável na sua matriz energética para aproximadamente 18% até 2030, restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas, bem como alcançar uma participação estimada de 45% de energias renováveis na composição da matriz energética em 2030.

Os compromissos estabelecidos são resultantes da participação do País na 21ª Conferência das Partes (COP21), o Acordo de Paris aprovado por 195 países para reduzir emissões de gases de efeito estufa. O RenovaBio é uma política de Estado coordenada pelo Ministério de Minas e Energia que tem como objetivo traçar uma estratégia conjunta para reconhecer o papel estratégico de todos os tipos de biocombustíveis na matriz energética brasileira, tanto para a segurança energética quanto para mitigação de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa.

Desempenho ambiental

Diferentemente de medidas tradicionais, o RenovaBio não propõe a criação de imposto sobre carbono e nem subsídios para os produtores de biocombustíveis. Na prática, produtores rurais, empresas e indústrias que atuam na cadeia produtiva de biocombustíveis, como cana-de-açúcar, milho, soja entre outros, poderão ser beneficiados a partir da contribuição que estarão dando para a redução do carbono, relacionando sua eficiência energética e emissão de gases de efeito estufa.

E será a partir da RenovaCalc que o desempenho ambiental da produção de biocombustíveis pelas usinas de biocombustíveis será calculado. Para isso, as usinas deverão detalhar aspectos agrícolas e industriais de seus processos produtivos que resultam na emissão de carbono, relacionando eficiência energética e emissão de gases de efeito estufa, com base em ACV (Avaliação do Ciclo de Vida) – e estabelecendo as diretrizes para sua certificação.

A emissão total é comparada com a do combustível fóssil equivalente (a gasolina, no caso do etanol, ou o diesel, para o biodiesel) resultando em uma nota final, caracterizando a mitigação das emissões. Essa nota se transforma em um fator multiplicador no momento da emissão dos Créditos de Descarbonização (CBios) negociados em bolsa de valores e que funcionarão como um novo produto para as companhias.

“O cálculo é feito em todo o sistema de produção, incluindo o diesel que é consumido nas operações agrícolas, por exemplo, para transportar os adubos e sementes. A maior fase de emissão de CO2 está na fase agrícola. O que a calculadora irá fazer é pegar todas as etapas, inclusive as que vêm antes da propriedade, até chegar na indústria e no consumo, e fornecer uma nota de eficiência energética-ambiental, com base na intensidade de carbono do biocombustível em todo o seu ciclo de vida”, detalha o pesquisador da Embrapa, enfatizando que a RenovaCalc, que será a base para a implementação da política pública, estará disponível como um sistema via web, já em construção, com parceria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT).

Clique aqui para obter mais informações sobre a audiência pública.

Fonte: Grupo Cultivar

Pesquisador estuda uso de tucumã como aditivo para o biodiesel

O professor do Instituto Federal de Roraima (IFRR) Guilherme Turcatel falou sobre seu trabalho como coordenador do projeto de estudo de aditivos do biodiesel, especificamente sobre o uso da fruta tucumã.

De acordo com o professor, esse tipo de palmeira tem o extrativismo feito pela população local, principalmente na região sul de Roraima e no Amazonas. Ainda não há cultura destas parreiras, mas existem naturalmente em grande quantidade, permitindo a colheita e o aproveitamento da edição no biocombustível.

“Uma das especificações da Agência Nacional do Petróleo é manter a qualidade do biocombustível. Como a quantidade adicionada desse extrato é muito baixa, ela não vai alterar na parte da queima e vai aumentar a durabilidade do biocombustível”, esclarece o professor.

Ele explica ainda que a pesquisa com o tucumã já foi finalizada e agora resta terminar algumas análises para elaborar a publicação científica. Existem também estudos ainda em fase inicial com mais três palmeiras. O professor calcula que a utilização do aditivo do tucumã no biocombustível possa gerar uma economia entre 20% e 40% às empresas do ramo.

Fonte: Brasil Rural (clique no link para ouvir a entrevista do pesquisador)

Pesquisa dá aval a uso de B20, B30 e B100 em motores Euro VI

Uma pesquisa recente entre fabricantes de veículos comerciais mostra que muitos caminhões, ônibus e outros veículos pesados podem rodar com misturas de biodiesel acima dos níveis em vigor. Mesmo os mais recentes motores Euro VI podem ser operados com misturas de biodiesel padronizadas de 20%, 30% (B20 ou B30, norma EN 16709) e biodiesel puro (B100, norma EN 14214).

Três entidades internacionais, incluindo a alemã AGQM, publicaram uma lista de veículos aprovados para o uso dessas misturas mais altas de biodiesel.

“Nossa lista de aprovação mostra que o uso de biodiesel no setor de veículos comerciais é tecnicamente possível, mesmo com os padrões de emissão atualmente mais exigentes”, disse Richard Wicht, diretor da AGQM. “É particularmente útil usar um produto amigável ao meio ambiente como o biodiesel porque não há alternativa adequada aos combustíveis líquidos a longo prazo.”

A pesquisa abrangeu 14 fabricantes de veículos comerciais e grandes fabricantes de motores diesel e pode ser acessada aqui.

Fonte: Biodiesel Magazine (em inglês)

Biocombustíveis: agência dos EUA propõe aumento de 3% na exigência para 2019

Washington, 04 – A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês) propôs os volumes mínimos de combustíveis renováveis que refinarias do país devem misturar a combustíveis fósseis em 2019. O chamado Padrão de Combustíveis Renováveis (RFS) para o ano que vem prevê um aumento de 3% no volume total em relação à exigência para 2018.

A proposta da agência é de 19,88 bilhões de galões (75,2 bilhões de litros) de etanol de milho e outros biocombustíveis, o que representa um aumento de 590 milhões de galões (2,2 bilhões de litros) em relação à exigência para este ano, de 19,29 bilhões de galões (73 bilhões de litros). O volume de combustíveis renováveis convencionais como etanol de milho foi mantido em 15 bilhões de galões (56,8 bilhões de litros).

O volume de biodiesel para 2019 também ficou inalterado ante a exigência para 2018, em 2,1 bilhões de galões (7,95 bilhões de litros), mas passará a 2,43 bilhões de galões (9,2 bilhões de litros) em 2020. Houve aumento no volume para biocombustíveis avançados, como biocombustíveis celulósicos e etanol de cana-de-açúcar, que passou de 4,29 bilhões (16,24 bilhões de litros) para 4,88 bilhões de galões (18,5 bilhões de litros). Dentro dos avançados, o volume exigido de biocombustíveis celulósicos passou de 288 milhões (1,09 bilhão de litros) para 381 milhões de galões (1,44 bilhão de litros).

O RFS foi criado em 2005 com o objetivo de diminuir as emissões de carbono e reduzir a dependência norte-americana do petróleo estrangeiro, num momento em que os preços do combustível fóssil começavam a subir. No entanto, a exigência não tem funcionado como se pretendia, e os níveis de produção de combustíveis renováveis, principalmente etanol, costumam ficar abaixo dos volumes estabelecidos por lei. Muitas refinarias de petróleo estão recorrendo diretamente à EPA para serem desobrigadas da exigência. Desde que Scott Pruitt assumiu o comando da agência, o número de concessões vem aumentando. Pequenas refinarias com capacidade inferior a 75 mil barris por dia, mesmo se controladas por uma grande empresa, podem obter isenções se comprovarem que a exigência está causando “dificuldades econômicas desproporcionais”, segundo o site da EPA.

A Associação de Combustíveis Renováveis (RFA, na sigla em inglês), que representa o setor de etanol nos EUA, disse que a proposta da EPA para 2019 é superficial, já que a agência vem permitindo que pequenas refinarias não cumpram a exigência. Segundo o presidente e CEO da RFA, Bob Dinneen, em teoria a manutenção do volume de biocombustíveis convencionais como etanol de milho deveria enviar um sinal positivo para o mercado. No entanto, uma demanda de 1,6 bilhão de galões (6,1 bilhões de litros) foi “destruída por isenções ilegais para pequenas refinarias” e não há um comprometimento da EPA em mudar essa postura, afirmou Dinneen. “Isso não é apenas errado, mas vai de encontro ao compromisso assumido pelo presidente (Trump) junto a agricultores e consumidores que apoiam um maior uso de combustíveis renováveis.”

Nos EUA, o etanol é feito principalmente com milho e a indústria consome cerca de um terço da safra doméstica do cereal.

Fonte: Estadão Conteúdo

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