Brasil lidera ranking mundial de uso da biomassa na produção de energia

Pesquisa aponta que Brasil lidera ranking mundial de uso da biomassa na produção de energia
Pesquisa realizada pela IEA Bioenergy Task 40 – divisão especializada em bioenergia da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) aponta que o Brasil é o país que mais utiliza biomassa na produção de energia, sendo16% do uso mundial no setor. Em seguida estão os EUA (9%) e Alemanha (7%). De acordo com o material publicado recentemente, os 15 países do topo dessa lista representam 65% do uso global de biomassa na matriz energética. Atualmente, a biomassa representa cerca de 10% da produção de energia global.
O material apresentado pela Task 40 mostrou que, em 2010, no Brasil 21% da energia utilizada no setor industrial foi obtida a partir do bagaço da cana de açúcar e 7% a partir de outras fontes primárias renováveis. A maioria dessa energia é utilizada no setor de alimentos e bebidas, que corresponde a 75% da demanda de energia do setor. Além disso, o setor industrial também é o principal consumidor de energia à base de carvão no país, onde 33% da energia é usada principalmente para abastecer a indústria de ferro e aço.
O etanol é o principal biocombustível do Brasil e dos Estados Unidos; enquanto que na União Europeia o biodiesel domina o mercado de biocombustíveis líquidos. Segundo os dados, a capacidade combinada de usinas de etanol brasileiras foi de cerca de 43 bilhões de litros por ano, sendo que a cana é o principal insumo do etanol. Quantidades significativas do etanol brasileiro foram exportadas para os EUA, Coreia do Sul e Japão, desde 2004.
Investimentos em novas usinas de etanol no Brasil têm diminuído
A pesquisa ressalta também que os investimentos em novas usinas de etanol no Brasil têm diminuído, ao mesmo tempo em que as importações dos EUA têm aumentado. Enquanto que no Brasil existem cerca de 430 refinarias, nos EUA existem mais de 200 usinas de etanol. Todavia, as indústrias americanas são muito maiores.
Outro componente importante na produção de energia é o carvão vegetal, onde o maior produtor é o Brasil. Só em 2010, 6,3 milhões de toneladas foram produzidas no país, o que equivale a 14% da produção total do mundo; mais de 80% desse montante foi utilizado pelo setor industrial.
As conclusões da pesquisa demonstraram que a utilização de biomassa para fins energéticos é crescente no mundo. De acordo com os resultados do estudo, um número significativo de novas grandes instalações tanto para refinar e processar biomassa como para fins de transporte de energia (biocombustíveis), bem como converter biomassa em calor e energia estão sendo construídas em todo o mundo.
O objetivo do estudo é obter uma visão global do uso de biomassa nos setores industriais e de transporte e obter a lista dos maiores usuários de energia de biomassa no mundo. A pesquisa utilizou dados de várias fontes em todo o mundo. No Brasil, foram coletados informações do balanço anual de oferta e consumo de energia publicado pelo Ministério de Minas e Energia, dos bancos de dados da União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica), da União dos Produtores de Bioenergia (UDOP) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Fonte: CELULOSE ONLINE

Governadora de Iowa, nos EUA, solicita maiores requisitos de biodiesel a RFS em 2019

A governadora de Iowa, Kim Reynolds, está convidando a Agência de Proteção Ambiental a aumentar os volumes de produção de biodiesel no próximo Padrão de Combustível Renovável (RFS, em inglês) previsto para 2019.

Falando em sua conferência de imprensa semanal, Reynolds ressaltou que aumentar o setor de biocombustíveis ajudará a economia agrícola de Iowa. A parlamentar testemunhou perante a EPA nesta terça-feira (02), juntamente com alguns dos principais defensores dos biocombustíveis do país.

“Nossos agricultores demonstraram que eles têm a capacidade de não só nos alimentar, mas de alimentar o mundo”, disse Reynolds. “O RFS é fundamental na nossa capacidade contínua de fazer isso. O crescimento da indústria de combustíveis renováveis ​​é fundamental para isso também”.

A governadora diz que a indústria de combustíveis renováveis ​​como um todo tem um grande impacto na saúde econômica de Iowa. “O estado tem mais de 43 mil empregos ligados à indústria de combustíveis renováveis”, disse Reynolds. “Isso gera cerca de US $ 2,3 bilhões de renda para o estado, 3,5 por cento ou US $ 4,6 bilhões são contribuídos para o PIB que está vinculado diretamente aos combustíveis renováveis”.

Além de dar aos agricultores de Iowa mais opções para as culturas de marketing, Reynolds diz que um RFS amigável poderia ajudar a todos e a cada consumidor na bomba.

Reynolds passou a maior parte do tempo diante da EPA, promovendo os pontos fortes dos biocombustíveis e ressaltando que é necessário fazer mais para aumentar os requisitos de volume no próximo RFS. A governadora pediu à EPA que eleve o requisito de volume de biodiesel de 2019 para 2,75 bilhões de galões, acima do requisito de 2,1 bilhões de galões que foi estabelecido para 2018.

“Em Iowa, representamos 16 por cento da produção total de biodiesel dos EUA”, disse Reynolds. “Em 2016, os EUA consumiram 2,8 bilhões de galões de biodiesel, então definitivamente podemos superar esse volume até 2019. De fato, cada vez que a EPA aumenta os volumes de biodiesel, a indústria aumenta o desafio. Realmente, é isso que o RFS faz . É uma política de forçar o mercado. É audaz, e os requisitos de volume da EPA devem refletir isso “.

O programa padrão de combustível renovável foi criado em 2005 e exige o mínimo de combustível renovável que deve ser incluído no fornecimento de energia dos EUA a cada ano.

Clique aqui e acesse a matéria original.

Fonte: Rádio KMAland

Biotecnologia Industrial é ferramenta para chegar à bioeconomia

A biotecnologia industrial será a principal ferramenta para alcançar a bioeconomia avançada, o próximo e mais promissor vetor de desenvolvimento do mundo. A previsão é o do presidente da Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial (ABBI), Bernardo Silva. Ele falará sobre esse tema, na palestra de abertura do IV Encontro de Pesquisa e Inovação da Embrapa Agroenergia (EnPI 2017), que acontece de 23 a 25 de setembro, em Brasília/DF.

Tema do evento, a biotecnologia industrial utiliza microrganismos e enzimas em processos industriais e está diretamente relacionada à sustentabilidade. Para Silva, investir nesse segmento é uma oportunidade para o desenvolvimento do Brasil. Estudos da ABBI apontam que o setor poderia injetar na economia brasileira aproximadamente US$ 53 milhões, com a produção maior de biocombustíveis, além de novos bioquímicos e bioprodutos.

O País tem um ambiente favorável à expansão do uso da biotecnologia nas indústrias. Para começar, condições privilegiadas para geração de matéria-prima: clima adequado, maior biodiversidade do planeta, agricultura forte e disponibilidade de terras. A biotecnologia já está presente, especialmente no consolidado segmento de biocombustíveis. Só na produção de etanol, há 400 usinas engajadas. “Além disso, o Brasil está na vanguarda da produção de biodiesel, biometano, produtos que também podem ser oriundos da biotecnologia”, lembra Silva.

Outras indústrias, com a de papel e celulose, ração animal e a indústria química já estão se tornando referência na área. “Entre os segmentos industriais com grande potencial para acrescentar a biotecnologia em seus processos produtivos estão a indústria têxtil, a indústria de mineração, as empresas de alimentos e cosméticos, bem como o desenvolvimento de novos biocombustíveis para uso em aviões e veículos de grande porte”, analisa.

A aplicação da biotecnologia nos setores de nutrição animal e insumos para cosméticos será tema de duas mesas-redondas, com participação de pesquisadores e representantes de empresas, durante o EnPI 2017. O evento contará também com apresentação de pesquisas desenvolvidas na Embrapa Agroenergia.

A biotecnologia industrial é um dos quatro eixos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da unidade da Embrapa, que aposta no aproveitamento integral da biomassa que sai do campo e tem a bioeconomia como mote de seu trabalho. Por isso, a carteira de projetos e a vitrine de tecnologias da instituição apresentam ações não só para a produção de biocombustíveis, mas também para a cadeia de nutrição animal, agroquímicos, produtos químicos de origem renovável e biomateriais.

Mais informações sobre o EnPI 2017 estão no site www.embrapa.br/enpi2017. No mesmo endereço, é possível fazer inscrição até 18/09. As taxas para participação variam de R$20 a R$50, de acordo com a categoria. (Colaboração: Bruno Ramos)

Serviço
IV Encontro de Pesquisa e Inovação da Embrapa Agroenergia (EnPI)
25 a 27 de setembro de 2017
Local: Embrapa Agroenergia/Embrapa Sede
Contatos: (61) 3448-1592 ou 3448-1598
E-mail: cnpae.enpi@embrapa.br

Fonte: Grupo Cultivar

Renovabio deve ajudar compromisso assumido pelo Brasil na Cop 21

O Brasil faz parte do grupo de 195 países signatários do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas, negociado em 2015 na 21ª Conferência entre as Partes (COP-21), no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC – sigla em inglês). O referido acordo, entre outras propostas, trata da redução de emissões de dióxido de carbono na atmosfera, com vistas a assegurar que o aumento da temperatura média global seja, em 2100, menor que 2°C sobre os níveis pré-industriais e, preferencialmente, menor que 1,5°C considerando esses níveis. Em setembro de 2016, o compromisso assumido em Paris foi ratificado pelo Congresso Nacional.

Na “Pretendida Contribuição Nacionalmente Determinada”, o Brasil assumiu, para o período de 2020 a 2025, o compromisso de reduzir em 37% as emissões de gases de efeito estufa (GEE), na comparação com 2005. Além do mais, a fim de garantir previsibilidade dos agentes econômicos, indicou, para 2030, também relativamente a 2005, a redução de 43% na emissão desses gases. Para atingir tais percentuais de redução de GEE é necessário mobilizar vários setores da economia, dentre os quais estão aqueles que tratam de combustíveis renováveis. As propostas de redução acima mencionadas foram feitas com base nas seguintes premissas: adoção do programa Biodiesel B7 em 2025 e B10 em 2030; a produção de 45 bilhões de litros de etanol em 2025 e de 54 bilhões de litros em 2030, além da implantação de duas usinas nucleares até 2030.

O reconhecimento de que os combustíveis renováveis têm grande potencial para contribuir com a redução da emissão de GEE fundamenta a proposta de aumento de sua produção e consumo. No caso do etanol, especificamente, além dos ganhos sociais advindos do aumento da renda em regiões onde a plantação da cana-de-açúcar cresce, já muito enfatizados em estudos acadêmicos, há importantes feitos ambientais não só no que diz respeito à redução de emissões de gases que causam o efeito estufa (mais expressiva hoje devido à gradativa substituição da colheita manual da cana-de-açúcar pela mecanizada, que já alcançou praticamente 98% dos canaviais do estado de São Paulo), mas também no que se refere à mitigação dos danos à saúde da população, especialmente dos que vivem em grandes centros urbanos, e dos consequentes gastos públicos decorrentes de tratamento das enfermidades.

Nesse momento em que se identifica a necessidade de enfrentamento dos problemas climáticos é que surge a proposta do programa RenovaBio, previsto para ser implantado até o final da presente década. O referido programa está sendo proposto pelo Ministério das Minas e Energia e entidades ligadas à cadeia sucroenergética brasileira, de forma a obter maior representatividade dos biocombustíveis na matriz energética do País, o que deve contribuir para que as metas de redução de emissões de carbono estabelecidas pelo governo sejam atingidas. Esse programa trata de definir ações para garantir a previsibilidade e as sustentabilidades ambiental, econômica e financeira no setor de biocombustíveis.

Diferente de outros programas existentes em países que têm política para incentivar o uso de biocombustíveis por meio do aumento da competitividade, relativamente aos fósseis, o programa Renova Bio, semelhante ao adotado nos Estados Unidos por força do Renewable Fuel Standard (RFS), tem como ferramenta principal a troca de Certificados de Redução de Emissões, medida em tonelada de carbono. Estabelecendo diferenciação entre fontes alternativas de energia, com base na capacidade de cada uma em favorecer aspectos climáticos, deve-se, gradativamente, ampliar a participação do etanol no consumo total de combustíveis, também em expansão.

O setor sucroenergético brasileiro, apesar das dificuldades financeiras atuais, continua investindo no desenvolvimento de novas tecnologias que possam aumentar a eficiência na produção de etanol, não só propondo métodos que possam romper paradigmas, no caso do processo industrial, mas também buscando aumento de produtividade da cana-de-açúcar no campo. Em relação a esse último item, cita-se o caso do lançamento da cana geneticamente modificada pelo CTC (Centro de Tecnologia Canavieira), que pode levar a um aumento considerável da produtividade média atual.

A sustentabilidade do programa de etanol no Brasil, de outro lado, depende de esforços de outros segmentos da indústria brasileira, como o do setor automotivo, quer buscando ganhos em eficiência no uso do etanol nos veículos flex, quer tratando-se de seu uso em veículos híbridos, como o recém-lançado no Brasil pela Toyota, movido a energia elétrica e a gasolina. Além dessas propostas, o programa Rota 2030 do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) trata também do uso do etanol em células de combustível que devem ser utilizadas num futuro não muito distante.

Nesse contexto em que se identifica a necessidade de expansão do mercado de biocombustível, torna-se urgente que a sua regulamentação permita aumento da produção e uso desses produtos, não só na frota de veículos e comerciais leves, mas também em outros meios de transporte. Sem subsídio, mas considerando-se as externalidades positivas dos combustíveis renováveis e novos instrumentos de mercado, acredita-se que isso seja possível.

No caso do etanol, no entanto, medidas de curto prazo são necessárias para que as empresas da cadeia sucroenergética estejam ainda operando no momento que as ferramentas propostas no Renova Bio possam ser utilizadas. Dentre essas medidas, a questão de um valor do PIS/Cofins favorável ao etanol não deveria ser descartada. Como proposta emergencial e transitória, ela pode contribuir, no curto prazo, para a sanidade financeira das empresas, que hoje está comprometida em muitos casos. No entanto, na contramão dessa proposta, o governo estabeleceu, na penúltima semana de julho de 2017, um reajuste dessas contribuições que penalizava o mercado do combustível renovável frente ao da gasolina, ultrapassando, inclusive, o estabelecido na legislação vigente em termos de alíquota. Mesmo que no final de julho de 2017 tenha sido anunciada uma revisão do valor estabelecido incialmente, de forma a compatibilizá-lo com o máximo permitido, fica muito claro que as externalidades positivas do etanol, com relação aos aspectos ambientais, não têm sido consideradas.

Artigo de Mirian Rumenos Piedade Bacchi (Professora da Esalq/USP e pesquisadora do Cepea) publicado no Portal Brasil Agro

Skaf e Alckmin assinam na Fiesp manifesto de apoio aos biocombustíveis

Durante reunião do Cosag, entidades lançam documento para defender prioridade ao programa RenovaBio

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, assinaram nesta segunda-feira (31 de julho) manifesto de apoio ao RenovaBio, programa de incentivo ao uso de biocombustíveis. Também firmaram o documento, durante reunião na Fiesp, representantes de diversas entidades, incluindo Fábio Meirelles, da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo.

A cerimônia ocorreu durante reunião do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp (Cosag). No evento, Skaf disse que a Fiesp apoia o entrelaçamento entre a agricultura e a indústria que resulta no agronegócio, que gera empregos e riqueza em todas as regiões do Brasil. Sobre Alckmin, lembrou que sempre defendeu o desenvolvimento brasileiro. Skaf destacou o trabalho de Jacyr Costa à frente do Cosag. Suas reuniões têm a presença de líderes do agronegócio, lembrou.

“O Brasil verdadeiro é este aqui, o Brasil do trabalho, do desenvolvimento, da indústria, da agricultura. O país daqueles que constroem o dia a dia. O país do emprego.” Skaf afirmou que a recuperação do emprego é a prioridade da Fiesp. “Aqui não há trégua, num trabalho incessante em busca do crescimento econômico”, disse. Para isso, destacou, é muito importante o papel do agronegócio.

Alckmin fez a apresentação Visão do Agronegócio Paulista e Brasileiro. Disse que o convite para participar da reunião do Cosag, feito por Skaf e Costa, foi honroso. Ressaltou a importância do RenovaBio.

O Brasil, disse Alckmin, é extremamente eficiente da porteira para dentro, mas precisa reduzir custos da porteira para fora. “Precisamos ter foco permanente na eficiência”, afirmou.

RenovaBio

Antes da palestra de Alckmin, foi assinado manifesto de apoio ao RenovaBio, programa de incentivo ao uso de biocombustíveis. Firmaram o documento Geraldo Alckmin, pelo Governo do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, pela Fiesp, e representantes de diversas entidades presentes, incluindo Fabio Meirelles, da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo.

Jacyr Costa, presidente do Cosag, disse que há grande progresso no Estado. O RenovaBio, afirmou, lançado em 13 de dezembro, avançou bastante. A redução de emissões de gases de efeito estufa prevista no pacto do clima, assinado pelo Brasil, tem como pilares a recomposição florestal, campo em que quase já se cumpriu a meta, e o maior uso de biocombustíveis, que ganha mais importância.

Nos biocombustíveis, explicou Costa, o investimento inicial é menor em relação ao dos combustíveis fósseis, mas o investimento para manutenção é maior. Ressaltou que será necessário investir o equivalente ao PIB brasileiro e gerar 4 milhões de empregos para a expansão do uso de biocombustíveis.

Os benefícios dos biocombustíveis incluem ganhos ambientais e em saúde, a geração de empregos e o desenvolvimento de tecnologia. “São o melhor instrumento de políticas públicas de que o Brasil dispõe”, disse.

Costa destacou a intervenção de Paulo Skaf defendendo junto à Presidência da República a redução anunciada na sexta-feira da alíquota de PIS/Cofins para o etanol.

Fonte: Assessoria FIESP

EPA abre período de consulta pública sobre mandato de biocombustíveis

A Agência Americana de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) abriu o período de comentários públicos sobre sua proposta para os mandatos para biocombustíveis para o ano que vem, apresentados no início do mês. Serão recebidos comentários até 31 de agosto.
Para 2018, a EPA propôs manter o mandato para os biocombustíveis convencionais (categoria em que se encaixa o etanol de milho) em 15 bilhões de galões e de 4,24 bilhões de galões para os biocombustíveis avançados, do qual os EUA são dependentes do mercado externo, ante os 4,28 bilhões de galões vigentes atualmente.
A EPA também propôs um mandato de 2,1 bilhões de galões de biodiesel para 2018 e para 2019. O biodiesel entra na categoria de biocombustíveis avançados.
Fonte: Valor Econômico publicado na Revista Canavieiros

 

RenovaBio é destaque em publicação sobre petróleo dos EUA

O Programa RenovaBio, do Ministério de Minas e Energia foi destacado em artigo do editor executivo do Serviço de Informação sobre o Preço do Petróleo (OPIS na sigla em inglês), Brad Addington, especialista em matérias-primas de biocombustíveis e refinarias. O artigo tem como tema: “RenovaBio: A Paradigm Shift for Biofuels in Brazil” (RenovaBio: uma mudança de paradigma para os biocombustíveis no Brasil, em tradução livre).

O artigo destaca a importância do RenovaBio para uma mudança na forma como o governo brasileiro estimula a produção de etanol, enaltecendo que, com o programa, o Brasil dará um passo importante rumo à concretização das metas assumidas pelo país na COP21, visando 2030.

O programa, na interpretação de Brad Addington, deve contribuir para que o Brasil reduza as emissões de gases de efeito estufa em 43% em relação aos níveis de 2005; tenha 45% da matriz energética baseada em energia renovável, com 18% da fatia destinada aos biocombustíveis.

“Pela primeira vez, o Brasil está pronto para: atribuir de forma efetiva classificações de Intensidade de Carbono (CI) aos combustíveis de transporte, com base nas classificações dos processos de produção de cada produtor de biocombustíveis e na medida em que reduzem as emissão de gases de efeito estufa”, destaca o editor executivo da OPIS.

Fonte: TN Petróleo Online

Governo quer mercado de carbono para estimular biocombustível

O Brasil está trabalhando em uma nova legislação que abre o mercado de certificados de emissões de carbono, segundo Paulo Pedrosa, secretário executivo do ministério e Minas e Energia. As empresas de energia que produzem os certificados de melhor qualidade obterão mais facilmente o acesso ao financiamento.

A medida vem em um momento no qual o Brasil, o segundo maior produtor mundial de biodiesel e etanol, atrás dos EUA, tenta atingir seu objetivo de reduzir as emissões como parte do acordo climático de Paris. Ele também atende às demandas dos produtores de biocombustíveis para políticas de longo prazo de apoio à indústria após anos de intervenção pesada do governo no mercado de combustíveis e energia.

O projeto de lei que cria o programa RenovaBio está sendo finalizado e deve ser enviado ao Congresso até o final deste mês.

“Esperamos que o mercado de negociação de títulos de emissão de crédito esteja em plena operação até 2019”, disse Pedrosa em uma entrevista de seu escritório em Brasília. “A certificação individual pode estimular a concorrência, aumentar a produção e premiar as empresas que investem na produção de energia limpa”.

Cerca de 13% das emissões globais de gases de efeito estufa são cobertas por regulamentos de preços de emissões, como o imposto sobre o capital e o carbono, de acordo com um relatório da Bloomberg New Energy Finance. Isso deverá aumentar para quase o dobro nos próximos anos à medida que o preço do carbono se expande em vários países.

Fonte: Bloomberg

Produtores investem na versatilidade da Macaúba em Minas Gerais

Fonte de matéria-prima para alimentos, fármacos, cosméticos e até biocombustível, uma palmeira rústica está ganhando espaço nas plantações em Minas Gerais e tem se mostrado com um enorme potencial para desenvolvimento no agronegócio. A Macaúba, segundo especialistas, tem tudo para ser o “ouro verde” brasileiro e os mineiros estão saindo na frente nos estudos e projetos com a planta. O principal produto extraído é o óleo que substitui o azeite de dendê, usado em cerca de 60% dos produtos vendidos nos supermercados, mas há ainda a questão ambiental. As plantações podem conviver com o gado e ajudam na conservação do solo.

Minas Gerais começa a ter programas de cultivo da Macaúba. Capitaneados pela Prefeitura de Juiz de Fora, pelo menos 38 municípios da Zona da Mata, Sul e Vertentes já manifestaram interesse em aderir ao plantio. “A gente tem percebido o agronegócio, neste momento de crise no país, como o único segmento que tem dado resultado, segurando números expressivos. Assim sendo, temos esse projeto pare recuperar nascentes com reflorestamento e vislumbrando a possibilidade de aumentar as rendas dos produtores locais com grandes negócios”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de Juiz de Fora, João de Matos.

A Zona da Mata tem hoje 400 hectares de Macaúba plantados em uma propriedade em Lima Duarte, mas a expectativa é ampliar. Por isso, estão sendo oferecidos cursos para mostrar o potencial da planta e a Prefeitura de Juiz de Fora está mostrando aos agricultores as possibilidades de consórcios. O objetivo é ambiental: além de desenvolver o agronegócio, estudos mostram que seria possível recuperar as fontes de água do município. Segundo João de Matos, não há projeções do quanto esse cultivo pode ser ampliado, mas só Juiz de Fora tem mil quilômetros de área rural. “Logicamente não vamos conseguir 100%, mas o importante é como o entorno da Zona da Mata é carente de projetos, entendemos que esse plano vai ajudar economicamente”.

O coordenador do projeto Macaúba, Jackson Moreira, diz que a produção é potencializada pelo fato de a planta ser nativa, de alta produtividade e competitiva em topografias acidentadas. Ele ressalta que há ainda interesse de companhias aéreas de usar o produto da planta como biocombustível, dentro de um projeto para reduzir a emissão de gás carbono.

Quem confirma todo este potencial é o coordenador da Rede Macaúba de Pesquisa (Rmape) da Universidade Federal de Viçosa, Sérgio Motoike. De acordo com ele, a Macaúba despontou no programa de domesticação de espécies nativas com potencial para produção de óleo. “É uma planta que pode substituir no futuro o azeite de dendê, que corresponde a 40% de toda a gordura vegetal que o homem utiliza. Ele está na margarina, no chocolate, no sorvete, até na vela. Se você for no supermercado, 60% dos produtos tem óleo de dendê, então, hà uma importância muito grande para o ser humano”, diz.

A diferença, segundo Motoike, é que a macaúba cresce em um ambiente muito menor e precisa da metade da chuva necessária ao dendê para produzir. “O potencial de Minas é enorme, porque tem muita área degradada e é nesta área que a macaúba pode ser cultivada”, disse. Sérgio Motoike trabalha para que as plantações sejam integradas às pastagens, de modo a produzir frutos na parte de cima e permitir que o gado continue ali. “Não vamos destruir a pecuária, mas melhorar o solo com o cultivo da macaúba e incrementar a atividade com uma produção extra, que seria o fruto da macaúba.”

Para se ter uma ideia, segundo Motoike, são produzidas de quatro a seis toneladas de óleo por hectare. Comercializado a US$ 800 a tonelada, o produtor tem, só de óleo de macaúba, uma renda de pelo menos US$ 3,2 mil por hectare ao ano. E a macaúba ainda tem outros produtos, como ração animal e carvão. Na indústria farmacêutica, pode servir para extrair vitaminas D e A, na de cosméticos pode ser base para shampoos, cremes e batons.

Em João Pinheiro, região Noroeste de Minas Gerais, a empresa Soleá, que enxergou na macaúba seu caminho de investimento seguro, já plantou 520 hectares e pretende expandir em mais 150 hectares a plantação até o fim de 2017. Mas o projeto para a Macaúba é ainda mais ousado. Eles têm uma propriedade de 2,6 mil hectares e, pensando no potencial de venda, projetam chegar a ter 5 mil hectares de macaúba até 2020. Para dar mais solidez ao projeto, a empresa comprou a Acrotech em 2012 para ter acesso à tecnologia e desenvolver conhecimento agrícola que garantam sucesso ao empreendimento.

A escolha pela macaúba, segundo o CEO da Soleá/Acrotec Felipe Morbi, foi feita depois de um estudo comparativo com outras culturas que constatou que a plantação tem menos gastos para desenvolvimento e um potencial muito maior de produção. “O manejo é muito simples.

Ao contrário de culturas anuais, como soja e milho, você faz a implantação no primeiro ano e depois tem somente de duas a três adubações por ano e controle de ervas. O valor médio gerado pela macaúba é de R$ 250 por tonelada. Estamos falando de algo em torno de R$ 9 mil de receita bruta por hectare enquanto o custo de produção gira em torno de R$ 3,5 mil a R$ 4 mil por hectare”, conta.

Segundo o CEO, a colheita dura seis meses, de outubro a março, e o grande diferencial é que a macaúba pode ser cultivada em áreas mais desvalorizadas. Há ainda a questão ambiental, já que não é preciso desmatar para ampliar a produção. Quanto à produtividade, a conta é que para cada hectare de macaúba são necessários 14 hectares de soja. “Além disso, a macaúba gera muito emprego regional. A demanda é de um emprego para cada 10 hectares, isso sem contar nos empregos indiretos que são criados”, diz Felipe Morbi.

As grandes companhias descobriram que a macaúba é uma solução em termos de fornecimento de óleos de palma, que em grande parte eram importados da Malásia. O maior gargalo da cadeia produtiva, porém, segundo o empresário, é que ainda existem poucos plantios comerciais. Por isso, há uma demanda reprimida pela criação de indústrias processadoras. “O mercado está muito interessado na macaúba pela qualidade dos seus óleos e farelos e pela versatilidade dos seus produtos que acabam estimulando outras cadeias regionais. É um ganho exponencial. Antes tínhamos que convencer que a macaúba era uma oportunidade ao país, hoje as pessoas vêm até nós, a macaúba já está acontecendo”, comemora.

O projeto da Soleá começou em 2009 e o plantio foi iniciado em 2015. São 460 plantas por hectare e, em um cenário conservador, uma média de 36 toneladas de fruto por hectare. Com o crescimento do potencial da macaúba, a ideia é estimular outros produtores. “Vimos que outros projetos que começaram já com os produtores não funcionaram, então quisemos construir uma empresa âncora para mostrar aos produtores que a macaúba é um investimento certo”, disse.

Fonte: Portal BiodieselBR

Governo cria grupo de trabalho para aprimorar marco legal dos biocombustíveis

SÃO PAULO (Reuters) – O Ministério de Minas e Energia constituiu um grupo de trabalho para propor medidas necessárias ao aprimoramento do marco legal dos biocombustíveis no país, segundo publicação no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira.

O grupo de trabalho RenovaBio, mesmo nome de um programa da pasta para apoiar os biocombustíveis, deverá apresentar propostas de medidas ao ministério até 26 de setembro de 2017.

O grupo será coordenado pelo Ministério de Minas e Energia e ainda será constituído por representantes da Casa Civil, da Presidência da República, do Ministério de Ciência e Tecnologia e outras pastas, como Agricultura, Meio Ambiente e Fazenda, além da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Clique aqui para ter acesso a publicação oficial.

Fonte: Reuters

Assine nossa newsletter e tenha acesso as principais notícias do setor


aprobio@aprobio.com.br
Av. Brigadeiro Faria Lima, 1903 - Conj. 91 - Jd. Paulistano - 01452-911 - São Paulo - SP - Tel: 55 11 3031- 4721