Distribuidoras compram 770 m³ de biodiesel para mercado autorizativo

Embora a demanda tenha crescido vistosos 73% em relação ao bimestre anterior quando as compras foram de 445 m³, o mercado autorizativo continua sendo somente uma nota de rodapé para a indústria como um todo – ele representa menos de 0,1% do que foi arrematado durante as Etapas 3 e 5 do processo regular.

Das 18 usinas que poderiam participar da Etapa 5A por terem saído das rodadas anteriores com volumes de biodiesel não vendidos, apenas sete fizeram ofertas que totalizazram 16,5 milhões de litros. Essas usinas poderiam ter oferecido 64,5 milhões de litros.

Apenas três usinas fizeram vendas: a BioVida com 325 m³; a Bocchi com 400 m³ e a Granol de Anápolis com 45 m³. Juntas, elas vão faturar um pouco mais de R$ 2 milhões o que dá uma média de R$ 2.684,55.

O valor é R$ 24,52 maior do que os R$ 2.660,03 apurado no mercado obrigatório.

As compras feitas hoje são suficientes para garantir a venda de 3,85 milhões de litros de B20.

Fonte: BiodieselBR

Indonésia aposta muito no biodiesel para limitar custos de importação de petróleo

JACARTA (Reuters) – A Indonésia planeja exigir que todo o diesel usado no país contenha biodiesel a partir do próximo mês para aumentar o consumo de óleo de palma, reduzir as importações de combustível e reduzir a lacuna da conta corrente.

Embora a proposta tenha sido bem recebida pela indústria de óleo de palma e pelo governo, ela levantou preocupações na indústria automobilística de que o combustível poderia afetar o desempenho do motor.

Os ambientalistas temem que o aumento do consumo local de óleo de palma apresse o desmatamento já espalhado pela Indonésia.

A seguir, explicamos alguns dos problemas que envolvem a unidade para aumentar o uso de biodiesel.

Para um gráfico sobre as importações de petróleo indonésio, clique em reut.rs/2vfmzan

CONTA CORRENTE

A Indonésia atualmente importa cerca de 400 mil barris por dia de petróleo bruto e uma quantidade aproximadamente similar de produtos refinados, o que torna a maior economia do Sudeste Asiático vulnerável ao tipo de aumento nos preços globais do petróleo visto no ano passado.

Com o déficit em conta corrente estimado em US $ 8 bilhões em 2018, o plano é cortar as importações de diesel obrigando que todos os consumidores de diesel, incluindo usinas e ferrovias, usem diesel que contenha 20% de biodiesel (B20). As autoridades estimam que isso economizará à Indonésia cerca de US $ 6 bilhões por ano.

Continue lendo o original ( em inglês) aqui.

Minnesota, nos EUA, prepara seu mercado para o B20

À medida que Minnesota se prepara para implementar seu requisito de 20% de biodiesel (B20) no diesel em maio próximo, uma série de oficinas deverá acontecer por todo o estado a partir de 12 de fevereiro. O “Be Ready for B20 Workshop Series” foi concebido para distribuidores, administradores de frotas, agricultores e outros fabricantes, com o objetivo de compartilhar informações sobre os benefícios do biodiesel e como o novo requisito impactará os fornecedores de combustível e os usuários finais.

Vale ressaltar que Minnesota implementou seu mandato B10 em 2014, sem relatos de problemas importantes com o biocombustível x motor desde então.

“Antes de lançarmos o B10, nós realizamos essa série de oficinas em todo estado para que fornecedores de combustível, mecânicos e usuários de diesel pudessem estar preparados para a mudança”, disse Mike Youngerberg, Diretor Sênior de Desenvolvimento e Comercialização de Produtos do Minnesota Soybean e Diretor Executivo do Minnesota Biodiesel Council. “O programa obviamente funcionou, então estamos prontos para fazê-lo novamente”.

As oficinas vão contar com palestrantes do Departamento de Agricultura de Minnesota, a Divisão de Pesos e Medidas do Departamento de Comércio de Minnesota e a empresa de consultoria de combustível MEG Corp. Os tópicos incluirão uma história e visão geral da lei e conformidade de Minnesota, princípios básicos de diesel e biodiesel, manuseio de armazenamento e uso das melhores práticas, a mistura de primavera e outono – o mandato se move de B5 para B20 nos meses de clima quente e volta para B5 novamente para o inverno – e identificando, tratando e prevenindo problemas comuns de diesel.

Clique aqui para ler a íntegra da matéria no idioma original.

Fonte: Biodiesel Magazine

Frota de ônibus do Rio será abastecida com 20% de biodiesel – B20 – a partir de março

A partir do início de março, toda a frota dos cerca de 8,5 mil ônibus municipais do Rio de Janeiro terá de ser abastecida com uma mistura de 20% de biodiesel ao diesel. É a chamada mistura B20.

A obrigatoriedade consta em decreto do dia 08 de janeiro de 2018, assinado pelo prefeito Marcelo Crivella. A publicação no Diário Oficial da Cidade do Rio de Janeiro ocorreu no dia 11 de janeiro e as empresas têm 60 dias para cumprir as normas.

Atualmente, por lei federal, a mistura obrigatória para o consumidor final é de 8% (B8), mas para as empresas de ônibus, as legislações locais podem exigir um percentual maior. Os produtores de biocombustíveis também querem um aumento gradativo maior desta mistura.

Para justificar a obrigatoriedade, Marcelo Crivella diz no decreto que centro de pesquisas concluíram que o aumento da mistura de biodiesel para 20% do diesel pode reduzir em média 14% as emissões de gases Monóxido de Carbono (CO), Óxidos de Enxofre (SOx), Hidrocarbonetos (HC) e Materiais Particulados (MP).

Ainda de acordo com o decreto, este aumento de quantidade de biodiesel reduz problemas de saúde relacionados à poluição e até mesmo a proliferação da dengue e febre amarela: “… a adição do Biodiesel, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), reduz as emissões de Dióxidos de Carbono, reduzindo assim o aumento da temperatura atmosférica, as alterações climáticas e proliferação de mosquitos da Dengue, Malária, Febre amarela, evitando levar a óbito adultos, idosos e, principalmente, crianças em populações de baixa renda.” – diz trecho do decreto.

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Fonte: Diário do Transporte

Cronograma do biodiesel está longe de ser cumprido

As promessas de substituição de combustíveis fósseis por fontes de energia renovável nas frotas urbanas de ônibus são recorrentes em campanhas políticas nas grandes metrópoles. Mas, na realidade, as experiências em vigor são apenas pontuais e normalmente têm esbarrado na falta de planejamento de políticas públicas e na pouca disposição dos empresários do setor.

A alternativa mais viável economicamente é o biodiesel de soja, matéria-prima abundante e capaz de suprir as necessidades do transporte coletivo urbano. A solução está amparada pelo programa federal RenovaBio, que estabelece um cronograma de adição gradativa de biodiesel ao diesel, que deve chegar a 10% (B10) em março de 2019. Desde março, o diesel comercializado no país está no padrão B8.

A iniciativa faz parte do compromisso brasileiro em adequar-se às metas ambientais firmadas na COP-21, Conferência Mundial do Clima, realizada em Paris, em 2015. De acordo com estudos internacionais, um ônibus movido a biodiesel (B100) emite 63,7% menos material particulado, 46% menos monóxido de carbono, 65% menos hidrocarbonetos totais e 63,1% menos gases de efeito estufa.

Em 2009, a prefeitura de Curitiba (PR) iniciou um programa piloto com ônibus B100 na Linha Verde (corredor de ônibus). O projeto foi possível em razão de acordo firmado pelo então prefeito Beto Richa com as montadoras Scania e Volvo, empresários de ônibus, uma distribuidora de combustíveis e uma usina de biodiesel. Hoje, são 34 veículos operando com B100, sendo dois híbridos (elétricos e biodiesel B100).

Há 28 híbridos movidos a B8, que ainda não foram convertidos a B100 por questões técnicas. A frota poderia ser maior, mas uma liminar de 2013 dos empresários locais suspendeu a compra de veículos novos, o que impediu a entrada de 24 novos biarticulados B100. Segundo Élcio Karas, gerente de tecnologia do transporte da Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), a prefeitura espera resolver a pendência judicial ainda este ano.

A prefeitura espera também solucionar o impasse tributário relativo ao ICMS. Ao contrário da maioria dos Estados, o biodiesel não tem a mesma isenção concedida ao diesel. O Brasil deve produzir 4,3 bilhões de litros de biodiesel, dos quais 520 milhões de litros (11%) são voltados para os ônibus urbanos, segundo a Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio). Segundo Erasmo Battistella, presidente da entidade, o setor tem condições de atender à demanda, em uma hipotética adição de B20 nos grandes centros.

Em São Paulo, uma lei de 2009 previa a presença de 100% de combustíveis renováveis em toda a frota em 2018, mas a Câmara Municipal discute projeto que fixa para 2018 a conversão para B20 e posterga para 2037 a adoção completa para B100.

Fonte: Valor Econômico – texto de Guilherme Meirelles

Brasília tem ganhos ambientais com ônibus movidos a B20

Ainda no primeiro semestre deste ano o governo do Distrito Federal irá colocar em circulação seis novos ônibus movidos a B20, que se juntarão a outros nove que começaram a rodar em janeiro passado.

Essa medida gera um ganho ambiental para Brasília porque o combustível emite menos gases que agravam o efeito estufa. De acordo com a assessoria de imprensa do GDF,  os veículos não têm escada, contam com piso baixo, ar-condicionado, câmbio automático, motor traseiro, carroceria moderna e velocidade controlada para 60 quilômetros por hora.

A nova linha de ônibus abastecidos com 20% de biodiesel adicionado ao diesel fóssil, o chamado B20, começou a circular no dia 12 na área central de Brasília. O transporte acontece na extensão do Eixo Monumental (do Memorial JK, passando pela Esplanada dos Ministérios até a Praça dos Três Poderes e duas vezes pela Rodoviária do Plano Piloto). A passagem custa R$ 2,50.

Fonte: Canal-Jornal da Bioenergia com dados da Agência Brasília

ANP autoriza uso de diesel com 20% de biodiesel nas Olimpíadas e Paraolimpíadas

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou o uso de diesel misturado a 20% de biodiesel nos geradores de energia elétrica durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

A agência reguladora prevê que oComitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 use em torno de seis milhões de litros do B20 (como é chamada a mistura) entre maio e dezembro deste ano, com pico de uso entre agosto e setembro, para quando estão marcadas as competições internacionais.

O consumo previsto é de cerca de seis milhões litros durante as operações entre os meses de maio e dezembro de 2016. Estima-se que o pico de utilização do óleo diesel B20 em geradores ocorrerá em agosto e setembro, período de competições.

A ANP já autorizou o uso em caráter experimental de teores de biodiesel acima da mistura obrigatória de 8% estabelecida na legislação vigente. Um exemplo foi durante os eventos da conferência ambientalista “Rio + 20”, em 2012, no Rio de Janeiro. À época, o comitê organizador usou quase 1,7 milhão de litros somente com os geradores de energia do evento.

O biodiesel é considerado um combustível renovável por ser biodegradável, não tóxico e praticamente livre de enxofre e aromáticos. Dessa forma, sua queima reduz a emissão de particulados, monóxidos e dióxidos de carbonos, quando comparada a queima do diesel mineral.

Confira a publicação no Diário Oficial de hoje (03/06)

Fonte: Portal Brasil, com informações da ANP

MT vislumbra novo mercado para biodiesel

Evento debateu hoje (04/05) em Cuiabá (MT) caminhos para uso voluntário do biocombustível

 

O Secretário de Projetos Estratégicos do Mato Grosso, Gustavo Oliveira, disse hoje no Seminário “Biodiesel: Oportunidades e Benefícios do Uso Voluntário”, realizado na Federação das Indústrias do Estado do Mato Grosso (FIEMT) em Cuiabá, que o estado precisa pensar estrategicamente na substituição de combustíveis fósseis por energias renováveis, a exemplo do que já faz Curitiba.

Secretário de Projetos Estratégicos do Mato Grosso - Gustavo Oliveira - em palestra no Seminário Uso do Biodiesel Voluntário
Secretário de Projetos Estratégicos do Mato Grosso – Gustavo Oliveira – em palestra no Seminário Uso do Biodiesel Voluntário

Oliveira, representando o governador Pedro Taques no evento, referia-se à possibilidade de consumo de biodiesel superior ao previsto em lei, de 7% por litro de diesel (B7). Segundo ele, a prefeitura Cuiabá está para divulgar um edital para renovação da frota dos ônibus de transporte coletivo de passageiros na cidade e seria interessante que a medida constasse como regra da concessão, o que poderia gerar investimentos em inovação tecnológica e novos empregos.

Ao longo da manhã de hoje foi exatamente isso que o seminário promovido pelo Sindicato das Indústrias de Biodiesel no Estado do Mato Grosso (Sindibio-MT), a Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e a União Brasileira de Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), procurou mostrar a uma plateia de empresários, lideres de associações empresarias, representantes de prefeituras municipais que constituem os potencias consumidores do chamado biodiesel voluntário.

Desde o ano passado, de acordo com a resolução nº3 do Conselho Nacional de Política Energética, frotas cativas como empresas de ônibus, transporte rodoviário, coletas de lixo, frotas oficiais de poderes públicos, podem adquirir misturas de até B20 (20% de biodiesel por litro de diesel) e B30 (30% de biodiesel por litro de diesel) para transporte ferroviário, máquinas e tratores agrícolas.

Além de segundo maior produtor de biodiesel do país, Mato Grosso apresenta uma curva crescente de 3¢ no consumo de combustíveis, devido ao agronegócio, enquanto a média nacional registra uma queda de 6%.

Sr. Nilton Shiraiwa - Manager - Performance & Emission MD Engine and Function & Emission ATS da Mercedes no Brasil
Sr. Nilton Shiraiwa – Manager – Performance & Emission MD Engine and Function & Emission ATS da Mercedes no Brasil

Ao iniciar sua apresentação, o representante da Mercedes Benz, Sr. Nilton Shiraiwa – Sr. Nilton Shiraiwa – Manager – Performance & Emission MD Engine and Function & Emission ATS da Mercedes no Brasil, ressaltou que diante de testes realizados em 2009 – onde um veículo rodou cerca de 1 milhão de quilômetros com a mistura B20 – a empresa não faz nenhuma restrição quanto à sua utilização, pois não foram detectados problemas como criação de borra ou oxidação do sistema de injeção.

O diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia – Ricardo Dornelles – apresentou no evento toda a fundamentação legal e regulatória para o novo mercado do biodiesel brasileiro. “Esse é o momento para os agentes da cadeia produtiva do biocombustível sentarem e fazerem suas contas junto com os potenciais consumidores” ressaltou.

Ricardo de Gusmão Dornelles - diretor do Departamento de Energias Renováveis do Ministério de Minas e Energia (MME)
Ricardo de Gusmão Dornelles – diretor do Departamento de Energias Renováveis do Ministério de Minas e Energia (MME)

Segundo ele, pelos valores praticados no último leilão de venda do óleo renovável pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) o biodiesel produzido em MT chegou a ser até 0,38 centavos mais barato que o diesel por litro – não consideradas a margem das distribuidoras.

Dornelles disse ainda que o B20 e B30 já são permitidos e regulamentados pelo CNPE, sem necessidade de autorização previa da ANP. “Os biocombustíveis são produtos do “bem” e agora o novo mercado precisa do engajamento de governos municipais e estaduais para que as oportunidades econômicas, como no caso de Mato Grosso, e ambientais sejam aproveitadas por todos”.

No seu entender o consumo voluntário de biodiesel é um ambiente onde todos ganham. Porque o consumidor reduz o custo com combustível, o distribuidor faz novos clientes e o produtor tem faturamento maior.

Aproveitar oportunidades foi o tema da palestra do presidente do Sindibio – Rodrigo Guerra – para quem a resolução do CNPE abre todo um campo de possibilidade de fomento da economia de Mato Grosso e do Brasil.

Presidente do Sindibio - Rodrigo Guerra - aborda em sua palestra as possibilidades e expectativas para o mercado voluntário no MT e Brasil
Presidente do Sindibio – Rodrigo Guerra – aborda em sua palestra as possibilidades e expectativas para o mercado voluntário no MT e Brasil

O diretor superintendente da APROBIO, Julio Minelli, enalteceu em sua palestra os benefícios ambientais e de saúde pública do biodiesel, abordando o estudo encomendado pela Associação em parceria com o Instituto Saúde e Sustentabilidade que apontou que a utilização de B20 evita a morte de 14 mil pessoas/ano somente nas regiões metropolitanas de RJ e SP.

14 mil mortes/ano somente nas capitais do RJ e SP seriam evitadas com o uso de B20 - Julio Minelli - Diretor Superintendente APROBIO
14 mil mortes/ano somente nas capitais do RJ e SP seriam evitadas com o uso de B20 – Julio Minelli – Diretor Superintendente APROBIO

“Ainda que o diesel não seja o responsável por toda a poluição local em Cuiabá, o biodiesel pode contribuir para a melhora da qualidade do ar e a diminuição do material particulado que é bastante forte na região” ressaltou Minelli.

Carlos Melnec – diretor executivo de uma revenda da Volvo em Mato Grosso – citou a experiência de Curitiba, onde os ônibus do transporte coletivo são abastecidos com o combustível vegetal, e disse que os veículos pesados da marca podem ser utilizados em qualquer estado, pois já estão aptos a rodar com B30.

Participaram do evento pela APROBIO o Sr. Orlando Palocci vice-presidente do Conselho e Antônio Ventilii assessor técnico.

APROBIO busca incluir biodiesel na Agenda Brasil

Presidente do Senado Renan Calheiros mostra-se aberto ao debate

Os diretores da APROBIO – Alberto Borges de Souza, do Conselho e Julio Cesar Minelli, Superintendente – participaram nesta terça-feira (15/9) de audiência com o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB) em Brasília. Na pauta a inclusão do biodiesel como importante ativo da Agenda Brasil, conjunto de propostas do Legislativo para reformas estruturais e retomada do crescimento do país.

Em nome da APROBIO, Julio Minelli entregou ao senador diversos estudos patrocinados pela entidade. Dentre eles documentos da FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), do Instituto de Saúde e Sustentabilidade e Peterson Solutions que tratam do impacto do incremento do uso do biodiesel na saúde, no meio ambiente e na economia. O diretor enfatizou os benefícios do uso do biodiesel, entre eles o desenvolvimento da indústria nacional. “Mais de oitenta por cento do biodiesel produzido no Brasil é feito por indústrias nacionais”, ressaltou.

Além da participação do setor na proposta idealizada por Calheiros, as entidades solicitam apoio para que determinadas regiões metropolitanas adotem até 20% da mistura em suas frotas de transporte público e 30% para o maquinário agrícola. O presidente do Senado mostrou-se aberto ao debate: “O Legislativo pode ajudar bastante o setor”, afirmou.

Todas as propostas apresentadas pelas entidades deverão ser encaminhadas à Comissão Especial de Desenvolvimento Nacional para análise e breve resposta.

Participaram também da audiência a deputada Luciana Santos, presidente do PCdoB;  o prefeito de Olinda Renildo Calheiros (PCdoB-PE) e, o senador Donizeti Nogueira (PT-TO).

APROBIO defende viabilidade de 100% de biodiesel nos ônibus de São Paulo

Reunião na Câmara de Vereadores evidenciou clamor da sociedade por “transporte limpo”

O diretor-superintendente da APROBIO Julio Cesar Minelli fez uma vigorosa defesa do uso de biodiesel nos grandes centros urbanos com misturas acima dos 7% por litro de diesel, o chamado B7, previsto em lei hoje.

Julio representou a Associação na reunião da Frente Parlamentar pela Sustentabilidade da Câmara Municipal de São Paulo convocada para discutir o “Novo edital de transporte público: uma análise sob o recorte ambiental” sob o ângulo da Lei 14.933/2009, que prevê a troca de combustíveis fósseis por renováveis até 2018 em toda a frota de ônibus do transporte coletivo de passageiros.

A APROBIO tem participado do debate da Lei, com consultoria técnica sobre modais e alternativas de combustíveis verdes para, no cumprimento do texto legal, contribuir para melhorar a qualidade do ar da capital paulista. A questão afeta diretamente a licitação que a prefeitura da cidade lançará para renovar a concessão do serviço de transporte coletivo por mais 20 anos, renováveis por outros 20.

O diretor da entidade citou o exemplo de Curitiba, onde desde 2009 ônibus circulam com 100% de biodiesel, contando hoje com uma frota de 34 veículos e, a partir de 2012, a prefeitura lançou o Hibribus, com motores elétricos e ciclo diesel alimentados com 100% de biodiesel.

A intervenção de Julio Minelli foi um contraponto à fala do consultor Olímpio Alvares, do SPUrbanuss, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo da cidade, que elogiou opções como ônibus elétrico, o etanol e o diesel de cana, mas disse que o biodiesel é inviável. Segundo Minelli, as metas de transição dos combustíveis fósseis para os renováveis precisam ser revistas, devido aos investimentos que a medida implica. “Não podemos abrir mão de qualquer fonte de energia – disse o diretor da APROBIO –, sejam fósseis ou renováveis”.

O diretor da APROBIO, então, colocou a Associação à disposição do Sindicato e da Frente Parlamentar para aportar informações sobre a cadeia produtiva do biocombustível, seu desempenho técnico nos motores, atestado por fabricantes como Volvo, SAAB Scania, entre outros, além de todos os benefícios ambientais sócio econômicos e de saúde pública.

A presidente do Instituto Saúde e Sustentabilidade, Evangelina Vormittag, apresentou um resumo dos resultados do estudo sobre impactos ambientais e de saúde pública do uso progressivo do biodiesel nas regiões metropolitanas de seis capitais brasileiras.

Na reunião ela se limitou a falar rapidamente sobre as do Rio de Janeiro e de São Paulo. De acordo com a pesquisa, só em São Paulo, o B7 já ajuda a evitar 1,2 mil mortes e 7,3 mil internações por problemas respiratórios, numa economia só com as internações de R$ 21,7 milhões, nos próximos 10 anos. Com o B20 (20% de biodiesel por litro de diesel) serão 7,3 mil mortes a menos e, 45 mil menos internações e R$ 133 milhões economizados, com B100 – 100% de biodiesel – podemos imaginar como essas vantagens serão multiplicadas.

A reunião, coordenada pelo vereador Gilberto Natalini (PV), presidente da Frente Parlamentar e com a presença do vice, Ricardo Young (PV), contou com a participação de várias entidades da sociedade civil organizada.

Não faltaram manifestações de representantes de fabricantes de tecnologias alternativas para poluir menos São Paulo e de populares no plenário da sala onde se realizou o encontro. “Tudo o que queremos é um transporte limpo”, disse uma cidadã presente.

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