O ano de 2018 para o setor de biodiesel

Este foi um ano bastante intenso, tanto para o setor de biodiesel quanto para o Brasil como um todo. Com a economia ainda lambendo suas feridas e tentando reencontrar seu caminho depois uma de suas piores crises, vivemos uma greve de caminhoneiros histórica que paralisou o país e quase todas as usinas durante duas semanas e, quase em seguida, tivemos que encarar um período eleitoral bastante polarizante que – para o bem ou para o mal – terminou com a eleição de Jair Bolsonaro e uma das maiores renovações do Legislativo desde a redemocratização.

Apesar de todos os sobressaltos, o setor de biodiesel foi colecionando vitórias.

A primeira delas veio em março, quando tivemos a oficialização B10 como mistura obrigatória. Esse foi o tiro inicial de uma corrida que levou as usinas a passarem, pela primeira vez na história, da marca de meio bilhão de litros fabricados num único mês e garantir que o recorde anual de produção fosse batido com dois meses de antecipação.

Também foi interessante acompanhar a evolução do RenovaBio ao longo do ano. A Política Nacional de Biocombustíveis que ao ser aprovado perto da virada de 2017 era pouco mais que um esqueleto de uma boa ideia foi ganhando musculatura.

Em março, foi assinado o decreto que criou a estrutura de governança responsável por regulamentar o novo programa. Em junho, o CNPE fixou em 10,1% a meta de descarbonização que precisará atingida pelas distribuidoras. Por fim, pouco menos de um mês atrás, a ANP publicou as regras que os fabricantes terão que seguir se quiserem certificar seus produtos para participarem desse novo mercado. Só para o setor de biodiesel, o RenovaBio poderá render até R$ 1,2 bilhão

Esses dois fatos já fariam de 2018 um ano memorável para a indústria. Em outubro, no entanto, o setor ainda conquistaria sua maior vitória deste ano com a aprovação de um novo cronograma de aumentos da mistura obrigatória que deverá nos levar ao B15 dentro dos próximos cinco anos.

Se tudo correr como planejado, a expectativa é que a produção brasileira de biodiesel praticamente dobre chegando a 10 bilhões de litros em 2023.

Ao que parece o setor de biodiesel tem um futuro e tanto pela frente. E BiodieselBR.com estará por aqui para acompanhá-lo em profundidade cumprindo sua missão de praticar um jornalismo responsável e independente. Mas, por enquanto, o portal entra em recesso devendo retomar suas atividades no dia 08 de janeiro.

Desejamos boas festas e um ótimo 2019 a todos os nossos leitores.

Fonte: BiodieselBR

Relatório aponta que futuro depende de biocombustíveis

Documento lançado na Conferência do Clima revela que redução de emissões estarão fora do alcance sem biocombustíveis e bioprodutos. Brasil é líder em programas de descarbonização do setor.

Katowice – Uma coalizão formada pelo Brasil e outros países lançou nesta segunda-feira (10), na Conferência do Clima (COP 24), o relatório Criando o Biofuturo. O documento revela que as metas mundiais de redução de gases do efeito estufa não serão atingidas sem maior uso de biocombustíveis e bioprodutos. O assunto foi tema de evento paralelo realizado na Conferência, que ocorre até o fim desta semana em Katowice, na Polônia.

O relatório mapeia caminhos para o progresso e mostra como a expansão de uma bioeconomia sustentável de baixo carbono pode promover crescimento, com segurança energética, e a luta contra as mudanças climáticas. Além disso, o estudo revela as quatro maiores barreiras que impedem novos avanços.

O ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, presente no lançamento, ressalta a importância do relatório. “O principal ensinamento do relatório é que uma variedade de políticas bem formuladas, combinadas com apoio ao mercado e à inovação, é essencial para a produção sustentável dos biocombustíveis, bioenergia e bioprodutos, na escala necessária”.

Edson Duarte afirma que o Brasil é um dos países que estão à frente dessa nova forma de produção. “Junto com o Canadá, estamos liderando o caminho para os programas de descarbonização de combustível, por meio dos Padrões de Combustíveis Limpos e as políticas da RenovaBio”, afirma.

O ministro reconhece também os esforços de outros países, como a Argentina e o Reino Unido, que estão aumentando as metas de biocombustíveis e a União Europeia colocou em prática a nova diretiva de energia renovável, com metas fortalecidas para biocombustíveis mais avançados, levando em consideração a sinergia com a produção atual.

BARREIRAS

O relatório Criando o Biofuturo afirma, em consonância com modelos e cenários da Agência Internacional de Energia (IEA), da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) e do Painel Intergovernamental sobre Clima Mudança (IPCC), que os biocombustíveis e bioprodutos devem desempenhar um papel integral na transição energética global, em conjunto com outros esforços complementares de mitigação em todos os setores.

O estudo identifica as principais barreiras: a falta de dinheiro para a produção em escala comercial, impedindo a pesquisa, o desenvolvimento e a implantação necessários; a baixa competitividade para biocombustíveis e outros bioprodutos em relação a alternativas baseadas em combustíveis fósseis; as políticas desfavoráveis que não coordenam efetivamente os interesses da economia agrícola comm o sistema alimentar; e o suprimento insuficiente de fonte sustentável para uso na produção de biocombustíveis e outros bioprodutos.

CONSENSO

O relatório mostra a escala do desafio e contribui para um consenso internacional sobre a importância da bioenergia. “Sua participação no consumo total de energia renovável no mundo é de cerca de 50%. Tanto quanto a energia hídrica, eólica, solar e todas as outras fontes renováveis combinadas”, disse Fatih Birol, diretor executivo da IEA.

“A bioenergia é uma ótima maneira de equilibrar a produção variável de eletricidade, principalmente eólica e solar. No entanto, seu papel nos setores de aquecimento e transporte é ainda mais importante e crucial”, comentou Kimmo Tiilikainen, ministro do Meio Ambiente, Energia e Habitação da Finlândia, um dos países participantes. Além de delinear as quatro barreiras, o relatório fornece perfis individuais de países em todos os mercados existentes para a bioeconomia e recomenda intervenções-chave de apoio.

Cerca de 131 bilhões de litros de biocombustível são produzidos anualmente, em um mercado avaliado em aproximadamente 170 bilhões de dólares, também por ano. Isso vem principalmente das vendas de etanol de primeira geração e biodiesel. A produção global de biocombustível deve subir para 222 bilhões de litros por ano, até 2025, para estar de acordo com os cenários desenvolvidos pela IEA e pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA).

RENOVABIO

De acordo com o Balanço Energético Nacional 2017, na indústria brasileira, a energia renovável representou 58% do consumo total, ante 7,6% na média mundial. Nos transportes, a participação da energia renovável foi de 20%, contra 3% no resto do mundo. A Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) prevê, até 2028, elevar para 28,6% a participação de renováveis na matriz de combustíveis.

“Serão 36 bilhões de litros de etanol e 11,1 bilhões de litros de biodiesel produzidos anualmente. Esse esforço reduzirá em 10,1%, até 2028, a intensidade de carbono da matriz de combustíveis nacional, alinhada com a contribuição nacionalmente determinada brasileira no âmbito do Acordo de Paris”, informou o ministro Edson Duarte.

A RenovaBio estabelece como meta uma redução nas emissões da matriz de combustíveis no período 2019-2028. Dessa forma, com o impacto da nova política, as emissões em 2028 deverão cair de estimados 425 milhões de toneladas de CO2 para 345 milhões.

De acordo com o relatório, a colaboração internacional sólida e o envolvimento das partes interessadas são fundamentais para ajudar os países a alcançar esses objetivos. A Plataforma Biofuturo tem vinte países membros: Argentina, Brasil, Canadá, China, Dinamarca, Egito, Finlândia, França, Índia, Indonésia, Itália, Marrocos, Moçambique, Holanda, Paraguai, Filipinas, Suécia, Reino Unido, Estados Unidos e Uruguai, além da Comissão Europeia. Como uma iniciativa de participação múltipla, várias organizações internacionais, universidades e associações do setor privado também estão envolvidas e engajadas como parceiras oficiais.
Acesse o relatório completo Criando o Biofuturo 

914,2 milhões de litros foram arrematados durante o L64

Acabou o 64º Leilão de Biodiesel, processo responsável por abastecer o mercado brasileiro durante os primeiros dois meses de 2019. No total, foram arrematados um pouco menos que 914,2 milhões de litros de biodiesel. O volume foi o menor desde o L59 – primeiro certame que teve o B10 como mistura obrigatória.

O processo foi inesperadamente rápido. A Etapa 3, durou menos de 10 horas e a rodada de hoje acabou antes das 15h40.

Em relação ao certame equivalente do ano passado – o L58 – as vendas de biodiesel aumentaram em 28,2%. O crescimento é ligeiramente maior do que o que seria de se esperar se fosse movido somente pelo aumento da mistura obrigatória do B8 para B10.

As compras de biodiesel, permitem a colocação de 9,14 bilhões de litros de óleo diesel B – com 10% de biodiesel adicionado. Esse montante é 10,7% maior do que os cerca de 8,26 bilhões de litros de diesel que foram comercializados ao longo do primeiro bimestre deste ano.

Retomada da Etapa 5

Do total negociado pelas distribuidoras, 847,3 milhões de litros – 92,7% – foram adquiridos durante a Etapa 3. Isso permitiria que fossem comprados até 211,8 milhões de litros na rodada desta quinta-feira. No entanto, a demanda real acabou sendo de apenas 66,9 milhões de litros o que representa 7,3% do volume total.

Esse resultado mostra uma leve reversão importante na tendência recente de perda de relevância da Etapa 5 no resultado final dos leilões de biodiesel. No leilão passado, menos de 2,3 do biodiesel foi comprado nessa rodada.

Faturamento

O processo de negociação movimentou R$ 2,43 bilhões de litros, dos quais um pouco menos de R$ 2,41 bilhões ficarão com os fabricantes.

O preço médio do biodiesel no L64 ficou em R$ 2.660,03 para cada metro cúbico negociado. Esse valor é cerca de 6,3% menor que os R$ 2.839,60 do bimestre passado.

Destaques

– As compras de biodiesel do L64 se aproximaram dos 914,2 milhões de litros de biodiesel;
– Desse total, 92,7% foram comprados durante a Etapa 3 e os 7,3% restantes milhões de litros foram comprados na rodada de hoje;
– Um pouco menos de 135,4 milhões de litros de biodiesel ofertados pelas usinas ficaram sem comprador, esse é o maior saldo dos últimos 6 certames;
– O preço médio do biodiesel ficou em R$ 2.660,03 por metro cúbico;
– Com isso, o faturamento do L64 chegará a R$ 2,43 bilhões;
– Das 39 usinas que participaram da disputa, 19 liquidaram suas ofertas e, destas, 11 usinas venderam 100% da capacidade instalada bimestral;
– A ADM de Rondonópolis foi a usina que mais vendeu biodiesel com exatos 63 milhões de comprados a R$ 2.630,58 o m³, gerando renda de R$ 165,7 milhões;
– Com vendas totalizando 109 milhões de litros, a Oleoplan foi o grupo empresarial melhor colocado, atingindo um faturamento de R$ 291,4 milhões;
– O biodiesel mais caro foi da Granol de Porto Nacional com ganhos de R$ 2.891,48 por m³;
– Já o mais barato coube à Oleoplan de Veranópolis que foi arrematado por R$ 2.560,36 por m³;
– A Granol de Cachoeira do Sul foi a única usina a não vender biodiesel ficando com 20 milhões de litros encalhados;
– As usinas gaúchas foram as que mais venderam biodiesel passando de 235 milhões de litros negociados;

Fonte: BiodieselBR

Setor de biodiesel entrega troféu a Michel Temer por avanços nas políticas voltadas aos biocombustíveis no Brasil

Presidente recebeu homenagem da Aprobio, da Ubrabio e da Frente Parlamentar do Mista do Biodiesel pela aprovação de medidas como o RenovaBio e cronograma de aumento da mistura de biodiesel ao diesel derivado de petróleo

Brasília, 4 de dezembro de 2018 – O presidente Michel Temer recebeu na noite desta terça-feira um troféu pelos avanços nas políticas nacionais voltadas aos biocombustíveis, em especial ao biodiesel. A homenagem foi promovida pela Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (APROBIO), pela União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (UBRABIO) e pela Frente Parlamentar Mista do Biodiesel, em jantar realizado no Dunia City Hall, em Brasília, para cerca de 150 convidados, entre autoridades, parlamentares e produtores de biodiesel.

Ao agradecer a homenagem, o presidente destacou a importância do biodiesel na economia nacional e o quanto as políticas adotadas para o setor têm servido de exemplo para o mundo. “Agora, na reunião do G-20, em Buenos Aires, quatro chefes de Estado vieram falar comigo dessa conquista do Brasil”, afirmou Temer, após receber a honraria, um troféu representando uma gota de biodiesel.

Bem-humorado e acompanhado do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, o presidente disse que homenagens como essa são um reconhecimento do trabalho feito em pouco mais de dois anos e meio de governo. “Uma coisa é ser conhecido; outra é, depois de conhecido, ser reconhecido”, explicou. “A piada do café frio em fim de governo é verdade absoluta. Mas na minha sala o café ainda é quente e também vem acompanhado de água”, brincou Temer, sob aplausos dos convidados do evento.

O troféu em homenagem às políticas adotadas pelo governo Michel Temer foi entregue pelo conselheiro da Aprobio, Alberto Borges de Souza, pelo presidente do Conselho Superior da Ubrabio, Juan Diego Ferrés, e pelo deputado federal Evandro Gussi (PV-SP), coordenador da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel.

“Essa é uma oportunidade de agradecer e comemorar”, definiu Alberto Souza, da Aprobio. “No governo Temer, passamos do B8 (8% de biodiesel adicionado ao diesel fóssil) para o B10 e, baseado na legislação, criamos condições para continuarmos crescendo 1 ponto porcentual ao ano, até o B15 em 2023. Também lançamos, com a liderança do deputado Gussi e do governo, as bases do RenovaBio.”

Para Juan Diego Ferrés, da Ubrabio, o governo Temer deixa um legado de extrema relevância para o setor de biocombustíveis. “O RenovaBio foi construído com amplo diálogo, com todos os segmentos da sociedade. Com ele, o Brasil faz história e reafirma sua referência internacional na área de energia limpa, o que tem sido comprovado pela adesão internacional e o reconhecimento alcançado através da plataforma para o Biofuturo.”

Coordenador da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel, Evandro Gussi destacou o trabalho de toda a equipe do governo. “Somos gratos, em nome dos brasileiros, pelo trabalho abnegado do presidente, com um time capitaneado pelo ministro Padilha, a quem estendemos essa homenagem”, afirmou. “O biodiesel, que vivia em espasmos no passado, agora tem previsibilidade para o futuro.”

Dois anos de avanços

Desde 2016, o setor de biocombustíveis obteve expressivas conquistas, chanceladas pela gestão Michel Temer. Destacam-se o desenvolvimento e aprovação, em tempo recorde, da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), uma política de estado inovadora de incentivo ao uso de energia limpa e renovável em substituição aos combustíveis fósseis, com redução da emissão de gases de efeito estufa, criação de oportunidades e maior segurança e previsibilidade para as diversas cadeias produtivas envolvidas.

Outra conquista relevante foi a definição de um cronograma de aumento gradual da adição de biodiesel ao diesel derivado de petróleo. Em março de 2018, entrou em vigor o índice de 10% de biodiesel misturado ao combustível fóssil, o chamado B10. Em outubro, foi publicada pelo governo resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que prevê aumentos anuais de 1 ponto porcentual nessa mistura, a partir de 2019, até o limite de 15% de biodiesel (B15) adicionado ao diesel derivado de petróleo, em 2023, conforme previsto pela legislação vigente.

Essas medidas já proporcionam grandes avanços para o Brasil e para a cadeia produtiva de biodiesel. A produção anual do biocombustível em 2018 deve atingir 5,4 bilhões de litros, um aumento de cerca de 25% em relação aos 4,3 bilhões registrados em 2017. Para 2019, a estimativa é de 6 bilhões de litros e, em 2023, com a adoção do B15 e a aplicação prática do RenovaBio, esse volume pode chegar a 11 bilhões de litros.

O Brasil é o segundo maior produtor e consumidor de biocombustíveis no mundo, e tem tudo para seguir avançando nesse caminho. O biodiesel reúne uma série de benefícios econômicos, ambientais e sociais que o colocam como produto singular em relação a outros países. Esse biocombustível reduz a demanda nacional por diesel importado, pratica uma política de precificação mais previsível que a do combustível fóssil e agrega valor a diversas cadeias produtivas do agronegócio, em especial à da soja, mas também à da proteína animal e de outras oleaginosas.

Além de reduzir em 70% as emissões de gases de efeito estufa em comparação ao diesel mineral, o biodiesel tem como matéria-prima o sebo animal, cujo descarte inadequado tem graves impactos ambientais, e o óleo de cozinha usado, que pode ser reciclado e transformado em combustível renovável, em vez de sobrecarregar as redes de tratamento de esgoto ou, pior, poluir cursos d’água.

No Brasil, o biodiesel também é o principal programa de transferência de renda para a agricultura familiar, por meio do Selo Combustível Social (SCS). Só em 2017, cerca de R$ 4 bilhões em faturamento dos pequenos produtores foram oriundos do setor.

Acesso o vídeo completo do jantar no nosso canal do YouTube, clicando aqui.

Malásia vai começar a implementar B10 em dezembro

O governo da Malásia confirmou à imprensa que vai iniciar a implementação do B10 a partir de 01 dezembro. O processo implementação da nova mistura entre biodiesel e óleo diesel será gradual atingindo 100% do mercado apenas em fevereiro do ano que vem.

“As empresas de petróleo terão dois meses para fazer a mudança do B7 para o B10 antes dela se tornar obrigatória em primeiro de fevereiro”, disse à Reuters a ministra das Indústrias Primárias, Teresa Kok.

A nova mistura será exigida no setor de transportes. Para aplicações industriais a mistura obrigatória será de B7 e passará a valer em julho do ano que vem.

A expectativa do governo malaio é que o mandato absorva cerca de 761 mil toneladas de óleo de palma. O país é o segundo maior fornecedor global desta commodity – com produção pouco maior que 19,5 milhões de toneladas na temporada agrícola 2017/18 – que vem enfrentando condições de mercado bastante adversas ao longo do ano.

Os preços relativamente baixos do óleo de palma são vistos como uma oportunidade. “Com os atuais preços do óleo de palma, agora é a hora certa para expandir nosso programa de biodiesel”, disse a ministra.

O aumento da mistura ajudaria a reduzir os estoques e dar sustentação às cotações do produto.

Tentativas

Essa não seria a primeira vez que o governo de Kuala Lumpur faz um anúncio desse tipo.

O asiático passou a adicionar 7% de biodiesel ao diesel fóssil no final de 2014. Desde então, já anunciou várias vezes que caminharia rumo ao 10% apenas para voltar atrás em função da oposição das montadoras e da queda nos preços do petróleo.

Fonte: BiodieselBR

Ontem (3) teve início a Etapa 3 do L63 – leilão público da ANP

O L63 da ANP começou ontem, dia 3, para aquisição de biodiesel para atender a demanda de B10 (10% de mistura no diesel fóssil) dos meses de novembro e dezembro deste ano.

Como estava previsto, em caso de ser muito longa esta etapa, a mesma seria interrompida às 22h, após uma aquisição de 878,741 milhões de litros.

A Etapa 3 será retomada hoje às 10h, para continuidade das compras e, com isso, o expediente das Etapas 4 e 5 foram transferidos para amanhã, sexta-feira, dia 5.

Testes confirmam eficiência do diesel com 10% de biodiesel, diz governo

Resultados para o chamado B10 foram divulgados nesta semana pelo Ministério de Minas e Energia

A mistura de 10% de biodiesel no disel derivado de petróleo foi aprovada após testes de eficiência realizados com diversos modelos de veículos e sistemas de motorização no Brasil. As avaliações foram feitas, em sua maioria, ao longo do ano passado, mas os resultados foram divulgados só nesta semana pelo Ministério de Minas e energia (MME).

O chamado combustível B10 passou a ser adotado em março deste ano, antecipando em um ano o cronograma de aplicação da legislação que prevê o aumento gradual da mistura do diesel renovável. Segundo o MME, os testes foram possível a partir de um arranjo entre produtores e distribuidores de combustíveis e fabricantes de peças, sistemas, motores e veículos.

A definição do combustível a ser utilizado se baseou no histórico de matéria-primas utilizadas no mercado brasileiro. O primeiro padrão testado considerou o biocombustível feito exclusivamente de soja. O segundo incluiu na composição 30% de gordura animal, especialmente o sebo bovino.

“Não houve qualquer problema reportado pelas empresas durante seus ensaios dentro da planilha de testes previamente aprovada”, diz o documento oficial.

O relatório ressalta ainda que a manutenção da qualidade do biodiesel a ser utilizado no Brasil depende da aplicação consistente de regras de boas práticas em todas as fases da produção.

 Fonte: Globo Rural

MME apresenta resultados dos testes com misturas de B10

Estudos avaliam a eficiência e o impacto em motores e veículos

O Ministério de Minas e Energia (MME) concluiu o relatório dos testes para validação da utilização de misturas com Biodiesel B10 em motores e veículos. O percentual foi adotado em março de 2018, quando o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu antecipar em um ano a composição de 10% de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final (B10). Os estudos avaliam a eficiência e o impacto nos motores do aumento na concentração de biodiesel para 10%.

Os testes foram programados no âmbito do Grupo de Trabalho criado pela Portaria MME nº 262, de 2016. Tiveram seu início, em sua maioria, ao longo de 2017. A definição do biodiesel utilizado nos testes considerou o histórico do perfil de matérias-primas utilizadas. Assim, foram definidos dois padrões de matéria-prima que representam o biodiesel brasileiro. O primeiro é o biodiesel produzido exclusivamente com óleo de soja. O segundo incorpora em sua composição 30% de gordura animal, principalmente o sebo bovino.

O fornecimento do biodiesel para as misturas foi realizado por usinas autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para a produção de biodiesel e que já operam regularmente no fornecimento de biodiesel para a mistura obrigatória. Logo, o biodiesel utilizado nos testes representa bem o biocombustível distribuído no país.

As empresas que executaram os testes tiveram seus resultados aprovados na aplicação com os diferentes sistemas, motores, equipamentos e veículos. Segundo o relatório, não houve qualquer problema reportado pelas empresas durante seus ensaios dentro da planilha de testes previamente aprovada.

Confira o Relatório completo aqui.

Fonte: MME

Produção de biodiesel deve ser de 5 bilhões de litros em 2018

Determinação do CNPE impulsiona o mercado deste biocombustível.

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, em março, a medida que determina o aumento de 10% de biodiesel (B10) na mistura com o óleo diesel. Essa decisão trouxe para o mercado uma expectativa de, pela primeira vez, alcançar o patamar de 5 bilhões de litros ainda neste ano, de acordo com a Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio).

Para o gerente de negócios para biodiesel da Camlin Fine Sciences (CFS), Frederico Sakson, o biodiesel impactará na geração de empregos, na redução das importações de diesel, na agricultura familiar, no uso da capacidade instalada e na redução das emissões de CO2. O produto que é um biocombustível produzido a partir de óleos vegetais como soja, girassol, canola, residuais e gorduras animais, como o sebo bovino e aviário.

A mistura que, atualmente é de 10%, aumentará a produção de biodiesel em 25% este ano com relação a 2017. Por isso, o volume de produção do biodiesel deve chegar a aproximadamente 5,4 bilhões de litros, frente aos 4,2 bilhões de litros no ano passado. Com o B10 o Brasil se consolida como o 2º maior produtor e consumidor de biodiesel, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

Utilização no Brasil

Frederico destaca que o biodiesel vem sendo utilizado desde janeiro de 2008, devido a Lei Federal nº 11.907, aprovada em 2005, que obrigou todo diesel ser composto de 2% de biodiesel. Em 2013 a composição obrigatória passou para pelo menos 5%.

No dia 11 de abril foi realizado o 60º Leilão do biodiesel, quando a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) arrematou 928,138 milhões de litros de biodiesel, dos quais 927,693 milhões de litros foram para a mistura obrigatória. As negociações giraram em torno de R$ 2,25 milhões.

Vantagens

Em relação ao óleo diesel comum a principal vantagem do biodiesel é que ele é obtido a partir de fontes renováveis, sendo cem vezes mais biodegradável e não tóxico. Ele emite 98% menos CO2 do que o petróleo e não produz fumaça preta, nem odores desagradáveis como explica Sakson.

“O consumo interno de diesel no Brasil é de 54,5 bilhões de litros por ano. Desse total, são importados 23% (13 bilhões de litros por ano) do diesel consumido internamente. A preços atuais, a produção e o consumo de 5,4 bilhões de litros de biodiesel em 2018 equivale a economia de cerca de US$ 2,8 bilhões na balança comercial brasileira, pois cada litro de biodiesel substitui um litro de diesel de petróleo”, diz.

Um estudo, em conjunto, da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) e da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Mato Grosso (Aprosoja-MT) descobriu que trocar o diesel de petróleo pelo biocombustível pode diminuir a poluição entre 65% e 72%.

Continue lendo aqui.

Fonte: Revista Mineração e Sustentabilidade

Biodiesel a 10% vai proporcionar receita de R$ 3,5 bi a usinas em 2018

São Paulo, 27 – A elevação do porcentual de 8% para 10% de biodiesel no diesel comercializado no Brasil deve proporcionar uma demanda adicional pelo biocombustível de 1,3 milhão de metros cúbicos já em 2018. Em receita, isso equivale a R$ 3,5 bilhões, segundo estimativa da consultoria Terrafirma. A nova mistura do biocombustível ao diesel está em vigor a partir deste mês, com a regulamentação da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio).

A alteração no mix, antecipada em um ano pelo governo, deve ainda elevar a demanda dos atuais 4,4 milhões para 7,5 milhões de metros cúbicos/ano entre 2017 e 2030. A receita média do segmento passaria, portanto, de R$ 11,5 bilhões para R$ 19,6 bilhões/ano no período. A consultoria pondera que a projeção considera o uso do biocombustível apenas para a composição da mistura de 10% definida por lei.

Conforme a Terrafirma, a mudança vai gerar ao setor uma receita adicional às usinas produtoras de R$ 8 bilhões no acumulado de 2017 a 2030. Mesmo com a elevação na demanda, não serão necessários novos investimentos em capacidade, que atualmente é de 7,8 milhões de metro cúbicos/ano e, mesmo no cenário pós-regulamentação, deve atingir o limite só em 2037.

Fonte: Estadão Conteúdo

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