Mato Grosso exportou 6,7% mais farelo de soja de janeiro a novembro

De acordo com o Imea, movimento foi estimulado por maior demanda e pela quebra de safra da Argentina

As exportações de farelo de soja de Mato Grosso somaram 5,26 milhões de toneladas de janeiro a novembro deste ano, volume 6,74% maior que o registrado no mesmo período no ano passado. De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o Estado foi favorecida pela demanda maior pelo produto e pela quebra da safra da Argentina.

“Para os próximos anos, a demanda por soja para esmagamento e produção de biodiesel tende a continuar fortalecendo a oferta de farelo no Estado, e este mercado possui uma grande importância, visto que a demanda interna tem dificuldade em absorver toda a produção”, avaliam os técnicos do Instituto, em boletim semanal divulgado nesta segunda-feira (10/12).

Desde 2010, quando os embarques foram de 4,43 milhões de toneladas, o crescimento das vendas externas desse subproduto da soja a partir de Mato Grosso cresceu 18,73% considerando intervalos de janeiro a novembro (veja gráfico abaixo). “Mato Grosso, além de ser um grande exportador de soja em grão, é um grande esmagador de soja e, consequentemente, apresenta uma significativa produção de subprodutos, dentre eles, farelo”, afirma o Imea, no boletim.

Em relação ao grão, a última semana foi de queda de 0,21% na cotação no Estado. De acordo com o Imea, uma saca de 60 quilos valia, em média R$ 65,66. A baixa é explicada pela desvalorização do dólar e dos prêmios pagos nos terminais portuários, fatores importantes para a formação do preço da soja. Ainda assim, o valor é maior que o registrado no mesmo período em 2017.

“Com a intervenção do Banco Central e as movimentações no cenário político externo, a taxa de câmbio teve um recuo de 0,21% quando comparada à da semana anterior”, informa o boletim.

Com a safra já plantada e o início da colheita cada vez mais próximo, a venda da produção avança. A soja da safra 2017/2018 estava 98,7% comprometida até novembro, estima o Instituto, um progresso de 1,87 ponto percentual em relação a outubro. Nessa mesma época na safra passada, o nível de soja contratada estava em 97,5% do total.

A comercialização antecipada da safra nova também está mais adiantada na comparação com uma ano atrás, mostram os números do Imea. Até novembro, os sojicultores mato-grossenses haviam comercializado 41,33% da sua produção. No mesmo período em 2017, a proporção estava em 38,62%.

“Este progresso para ambas as safras no período é reflexo da aproximação da colheita da nova safra, seja para liberar espaço nos armazéns, quanto para a garantia de preços”, diz o Imea.

grafico-exportacao-farelo-mt (Foto: Imea)

Argentina apresenta queixa contra Peru na OMC por tarifas sobre biodiesel

GENEBRA, (Reuters) – A Argentina apresentou uma queixa contra o Peru na Organização Mundial de Comércio (OMC) pelas tarifas antidumping e antisubsídios que o país impõe sobre as exportações argentinas de biodiesel, de acordo com documento da OMC divulgado nesta quarta-feira.

A reclamação da Argentina na OMC acontece em uma momento em que a União Europeia pode restabelecer impostos, devido a uma acusação de subsídio, às compras de biodiesel argentino, o que deixaria a indústria local sem mercados relevantes para os quais exportar.

A Argentina é um dos principais fornecedores mundiais de biodiesel e o Peru representa, tradicionalmente, um mercado secundário para as vendas argentinas. O setor, que inclui companhias como a Cargill, seria beneficiado pela abertura comercial.

“A reclamação da Argentina na OMC é muito importante. (O Peru) é um mercado que, apesar de não ter o fluxo que pode ter a Europa ou os Estados Unidos, era um dos nossos compradores tradicionais”, disse Luis Zubizarreta, presidente da Câmara de Biodiesel da Argentina, à Reuters.

“O objetivo é manter todo os mercados possíveis abertos”, acrescentou Zubizarreta.

Em 2014, a Argentina exportou 248.781 toneladas de biodiesel ao Peru, o maior volume de biocombustível embarcado para o país andino, o que respondeu por 15 por cento das exportações argentinas de biodiesel daquele ano, de acordo com dados oficiais da Argentina.

Fonte: MixVale

Metas do Acordo de Paris estimulam investimento em desenvolvimento sustentável

Uma das prioridades do Brasil, avanços serão discutidos durante a cúpula do G20, na Argentina

Os avanços no cumprimento das metas do Acordo de Paris serão levadas para discussão pelo presidente da República, Michel Temer, para discussão na 14ª Cúpula do G20, marcada para sexta (30) e sábado (1º/12). Para o Brasil, as regras previstas estimulam o investimento no desenvolvimento sustentável.

Entre os temas previstos para discussão, estão mudança no clima e formas para garantir a alimentação da população. “Nada do que foi previsto nas metas brasileiras interrompe o desenvolvimento econômico. É um estímulo para construção de uma agenda de investimento em atividade de desenvolvimento sustentável”, afirmou o secretário de Mudanças no Clima e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Thiago Mendes.

Redução de gases

De acordo com o secretário, as metas do Brasil foram construídas em um amplo processo de discussão entre o setor privado, o governo e a comunidade acadêmica. Elas se tornaram oficiais após passarem por promulgação presidencial em julho de 2017.

No Acordo de Paris, o País se comprometeu a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37% abaixo dos níveis de 2005 até 2025. Para 2030, a previsão é a diminuição em 43%. Entre 2016 e 2017, o Brasil reduziu 2,6 bilhões de toneladas de carbono, o que antecipa em três anos o cumprimento de sua meta para 2020 em relação à Amazônia e ao Cerrado.

Também aceitou aumentar a participação de bioenergia sustentável na sua matriz energética para aproximadamente 18% até 2030, além de restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas.

Nas energias renováveis, a previsão é que o Brasil alcance uma participação estimada de 45% na composição da matriz energética em 2030.

Economia

Sancionada pelo presidente da República em dezembro de 2017, a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) contribui para o cumprimento das metas brasileiras assumidas no Acordo de Paris e incentiva a produção de biocombustíveis como etanol, biodiesel e biogás, além de garantir a redução da emissão de gases do efeito estufa e a eficiência energética.

Segundo maior produtor mundial de biocombustíveis, o Brasil já tem cerca de 45% de toda demanda de gasolina no Brasil atendida pelo etanol. “Isso não tem precedente em lugar nenhum do mundo”, disse Thiago Mendes.

Preservação

A implantação do Código Florestal e do Cadastro Ambiental Rural também é referência mundial. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, são mais de 6 milhões de propriedades cadastradas que preservam mais de 100 milhões de florestas nativas no Brasil.

Além disso, o Brasil tem investido em novas fontes de energia e faz parte da Plataforma para o Biofuturo, que abrange alguns dos países mais relevantes para mercados e inovação em biocombustíveis avançados e biomateriais.

Fonte: Planalto, com informações do MMA 

Província de Santa Fé usará biodiesel puro em todo transporte público

A província de argentina de Santa Fé vai passar a abastecer todo o seu sistema de transportes públicos – sejam municiais ou intermunicipais – com biodiesel puro. A proposta é encabeçada pelo governador Miguel Lifschitz que lançou, na semana passada, um grupo de trabalho para coordenar a transição.

Chamado “Mesa para a Migração do Transportes Público para 100% Biodiesel”, o grupo reúne representantes do governo municipais, câmaras de transportes e empresas de biocombustíveis. Embora não tenha sido divulgado nenhum cronograma oficial para a transição, a secretária provincial de Energia, Verónica Geese, disse à imprensa local que o governo tem interesse em “agir rapidamente”.

Em parte, a medida deverá estimular a economia local. Santa Fé é principal polo da indústria de biodiesel da Argentina. No ano passado, as usinas instaladas na província foram responsáveis pela produção de 75,8% dos 2,87 milhões de toneladas de biocombustível fabricadas no país.

A iniciativa também deve baratear os custos do sistema, segundo o governo provincial o litro do biodiesel está cerca de 10 pesos argentinos – cerca de R$ 0,06 – menor do que o cobrado pelo diesel fóssil. Isso deverá diminuir o impacto do fim dos subsídios dados por Buenos Aires. “[A troca do diesel fóssil por biodiesel] não vai resolver totalmente o problema, mas ajudara a mitigar o impacto”, aponta Lifschitz. “E mesmo se não os subsídios não tivessem sido descontinuado, promoveríamos igualmente o uso de biocombustíveis porque isso reduz o impacto ambiental”, completa.

Em meados deste ano, a cidade de Rosário – a maior da província de Santa Fé – havia lançado um projeto para o uso de 25% de biodiesel em sua frota municipal com alguns carros rodando com B100. A experiência serviu como teste para a nova iniciativa.

Fonte: BiodieselBR

Guerra comercial converte mercado mundial de soja em carrossel

A guerra comercial do presidente dos EUA, Donald Trump, com a China está transformando o mercado global da soja em um carrossel.

Como as exportações brasileiras estão diminuindo nesta época do ano, os traders estão tendo que ser criativos para abastecer o maior comprador do mundo. Uma estratégia é levar a soja americana para a Argentina e enviar a produção do país sul-americano para a China, evitando assim a tarifa de 25 por cento que o país asiático deve pagar pelo produto americano.

Três navios estão programados para carregar soja argentina com destino à China depois que uma remessa partiu no início deste mês, segundo dados da Agencia Marítima Nabsa. Embora a Argentina normalmente envie parte de sua produção para a China, os traders não esperavam nenhuma exportação nesta época do ano por causa de uma seca que reduziu as colheitas.

“A Argentina está comprando grãos dos EUA para o mercado doméstico e exportando sua própria produção para a China”, disse Matt Ammermann, gerente de risco de commodities da corretora de futuros e opções INTL FCStone, por telefone.

Os navios Rosco Banyan, Sunshine Bliss e Seacon 9 deverão carregar um total de 167.740 toneladas de soja argentina de 23 de setembro a 1º de outubro, segundo dados da Nabsa. Um navio partiu no início deste mês transportando 36.119 toneladas de soja argentina e um pouco da oferta uruguaia.

A Argentina normalmente produz mais soja do que a que consome, deixando de 8 milhões a 9 milhões de toneladas para os mercados de exportação. Mas neste ano uma seca reduziu a produção em 31 por cento, obrigando as esmagadoras do país a importar. Os traders dos EUA venderam 840.000 toneladas de soja para a Argentina na semana encerrada em 13 de setembro, contra zero no mesmo período do ano passado, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA.

Há uma “boa margem” para importar soja dos EUA para esmagar na Argentina, disse Ammermann.

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), do Brasil, afirmou no início deste ano que o país poderia acabar importando até 1 milhão de toneladas de soja dos EUA como resultado da guerra comercial.

Fonte: Bloomberg

Com novo imposto, agricultor argentino troca milho por soja

A volta dos impostos sobre exportações da Argentina significa que alguns fazendeiros vão plantar soja em vez de milho na safra 2018/19.

Para aproximadamente 80% dos agricultores que já compraram sementes e fertilizantes, é tarde para mudar planos. Mas ainda há bastante espaço para troca. A expectativa é que sejam plantados até 300 mil hectares adicionais com soja, de acordo com o consultor independente Gustavo Lopez.

A plantação de milho já começou e a soja começa a ser semeada em outubro.

O presidente Mauricio Macri subiu a alíquota sobre embarques de soja crua em 2 pontos percentuais para cerca de 28%. O milho, que era exportado sem imposto, agora precisará pagar aproximadamente 10 por cento. O imposto e o tombo nos preços convenceram produtores nos Pampas a desistir do milho nesta temporada, segundo Lopez.

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires informou em relatório divulgado na quinta-feira que a área plantada com milho pode ficar abaixo da iniciativa inicial de 5,8 milhões de hectares devido aos impostos – anunciados em 3 de setembro dentro do esforço para equilibrar as contas públicas. A bolsa divulgará a perspectiva para a área plantada com soja em 26 de setembro.

A Bolsa de Comércio de Rosário informou em relatório distribuído na quarta-feira que a previsão anterior era que a área plantada com milho aumentaria 6 por cento em relação à safra anterior, mas que os impostos sobre exportação reduziram essa projeção para 2,6 por cento. A bolsa agora calcula 5,6 milhões de hectares, sem contar o milho destinado a silagem.

Já a estimativa para a área plantada com soja é de ligeiro aumento para 17,9 milhões de hectares. Os analistas de Rosário achavam inicialmente que a área diminuiria. Para a colheita, a previsão é de 50 milhões de toneladas. A oferta global já é grande com a colheita recorde esperada nos EUA.

Fonte: Brasil Agro – online

Argentina: redução de direitos de exportação sobre soja terá impacto de 0,06% no PIB em 2018

A redução dos direitos de exportação sobre a soja na Argentina, as chamadas “retenciones”, representam uma queda de quase AR$13 bilhões na arrecadação fiscal. Contudo, pelo ingresso via outros impostos, este montante seria reduzido a AR$7 bilhões, o que representa um baixo impacto para o estado.

Contudo, para 2019, a perda na arrecadação fiscal seria de AR$25,9 bilhões, que terminaria sendo de AR$15 bilhões por conta de outros impostos.

Os dados foram divulgados no estudo “O impacto econômico da redução dos direitos de exportação sobre a soja”, realizado por Adrián Gutiérrez Cabello e Agustina Ciancio, da Escola de Economia e Negócios da Universidade Nacional de San Martín,

Desde janeiro do ano passado, os direitos de exportação sobre a soja têm uma redução de 0,5% por mês, o que faz com que, atualmente, estes estejam em 26%.

Considerando os preços da soja em julho de 2018, o impacto fiscal para esse ano seria de 0,06% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado. Em 2019, esse impacto seria de 0,13%.

Com informações do La Nación

Por: Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

Viabilidade da indústria argentina de biodiesel depende de sanções da UE

BUENOS AIRES (Reuters) – A indústria de biodiesel da Argentina está em risco depois que a União Européia ameaçou impor tarifas sobre as importações do país sul-americano, após acusações de que a nação subsidiou injustamente seu setor de biocombustíveis.

A ameaça de tarifas suspendeu as vendas argentinas de biocombustível à UE, disseram fontes da indústria à Reuters, acrescentando que a imposição de um imposto deixaria 85% das exportações de biocombustível do país sem um mercado viável e poderia forçar os produtores a fecharem suas portas.

Com grandes produtores como Cargill e Bunge, a Argentina é líder em exportações de biodiesel. Mas o setor sofreu sanções comerciais no passado depois de ser acusado de se beneficiar ilegalmente da soja subsidiada.

“É muito provável que a Europa possa aplicar sanções anti-subsídios em dois ou três meses. Nesse cenário, há uma alta probabilidade de que as linhas de produção parem ”, disse Claudio Molina, diretor executivo da Associação Argentina de Biocombustíveis e Hidrogênio.

A indústria já havia evitado sanções da UE ao redirecionar suas remessas de biodiesel para outros mercados. Mas o setor, que registrou US $ 1,2 bilhão em receita no ano passado, não pode mais redirecionar as exportações para os Estados Unidos.

No final de 2017, Washington impôs tarifas e parou as importações argentinas de biodiesel após acusações similares de subsídios e “dumping”.

A ameaça da UE já enfraqueceu as vendas para a Europa, reduzindo as exportações de biodiesel da Argentina para não mais de 700 mil toneladas este ano, ante 1,65 milhão de toneladas embarcadas em 2017, segundo a Câmara de Biocombustíveis da Argentina (CARBIO).

“A Europa é uma ameaça para nós”, disse o presidente do CARBIO, Luis Zubizarreta, acrescentando que as usinas de biodiesel mal podem operar sem o mercado europeu.

A investigação da UE sobre os supostos subsídios começou quatro meses depois de ter perdido um caso na Organização Mundial do Comércio em que acusou a Argentina de dumping. Após a decisão da OMC, a UE revogou impostos que haviam bloqueado as importações argentinas de biodiesel para a Europa por três anos.

“É uma situação ruim, já que as chances de recuperarmos esses mercados externos são baixas”, disse uma fonte da indústria que pediu para não ser identificada.

Em maio, o governo argentino elevou os impostos de exportação do biodiesel de 8% para 15%. O aumento também pode prejudicar a indústria, segundo Zubizarreta.

MERCADO INTERNO, UMA ALTERNATIVA

A investigação pode se arrastar por mais de um ano, e fontes dizem que a UE deve cobrar taxas provisórias sobre o biodiesel no segundo semestre de 2018, contribuindo para uma perspectiva pessimista do setor. Molina acredita que o aumento do consumo interno pode ser a melhor opção do setor.

A lei argentina atualmente determina que os fornecedores de combustível usem uma mistura de 10% de biodiesel em todo o diesel vendido ao público. O país usou 1,17 milhão de toneladas de biocombustível no ano passado, segundo dados do governo.

Aumentar esse mix para 12 por cento e também usar mais biodiesel em usinas de energia, transporte público e máquinas agrícolas pode cobrir até metade da capacidade de produção anual da Argentina de 4,4 milhões de toneladas dentro de três anos, disse Molina.

No entanto, os planos para aumentar as cotas de mistura para o biodiesel consumido publicamente ainda não existem, disse uma fonte do governo à Reuters.

“Sustentar a indústria com um mercado interno de 1,1 milhão de toneladas é praticamente impossível. Se não tivermos novos mercados de exportação, estaremos prestes a fechar as linhas de produção ”, disse uma fonte de uma empresa exportadora de biodiesel que desejava permanecer anônima.

Reportagem de Maximilian Heath Escrita por Scott Squires Edição de Nicolás Misculin e Alistair Bell

Fonte: Reuters

Subsídios aos combustíveis fósseis são uma das principais causas do desequilíbrio fiscal da Argentina

Para este ano, estima-se que somente o Ministério da Energia receberá quase US$ 4 bilhões do orçamento nacional para distribuir como subsídios a combustíveis fósseis

Relatório da FARN – Fundación Ambiente y Recursos Naturales sobre os subsídios aos combustíveis fósseis na Argentina indica que estes se encontram na raiz do desequilíbrio fiscal que obrigou o país a recorrer ao FMI para um novo empréstimo internacional. De acordo com o estudo, em 2017, os subsídios para combustíveis fósseis na Argentina representaram US $ 9.487 bilhões, o que equivale a 5,6% do orçamento nacional e 1,74% do PIB nacional. Para este ano, estima-se que somente o Ministério da Energia receberá quase US$ 4 bilhões do orçamento nacional para distribuir como subsídios a combustíveis fósseis, o que representa 80% das despesas projetadas pelo Ministério. Em 2017, esse percentual foi de 75%.

Entre os valores desembolsados ??em 2017, US $ 1,2 bilhão foram destinados a empresas ligadas a combustíveis fósseis. Por exemplo, a Pan American (que tem entre seus controladores a British Petroleum, uma das maiores empresas de petróleo do mundo) recebeu US$ 1,170 bilhão entre 2016 e 2017. Nesse biênio, US $ 4,1 bilhões foram destinados a empresas ligadas a combustíveis fósseis no país. Segundo o relatório da FARN, 96% dos fundos são recebidos por 16 das 41 empresas beneficiadas, as quais não realizaram projetos de investimento além dos recursos que receberam do Estado. Portanto, o Estado está pagando, em alguns casos, bens duráveis ??que permanecerão na posse das empresas. A FARN destaca ainda que este financiamento carrega um grande custo fiscal, dado o cancelamento de dívidas que o Tesouro Nacional atualmente faz de fundos que deveriam ter sido pagos com o esquema de incentivos aplicado em anos anteriores.

O governo argentino estabeleceu medidas para incentivar a geração de energia renovável e reduzir o déficit no balanço de pagamentos no setor de energia, juntamente com os grandes subsídios para consumo e produção. As medidas implementadas no último período para reduzir os subsídios aos combustíveis fósseis são evidentes nos fundos previstos 2017 e os valores orçados para 2018. Em 2017, os subsídios consumiram 5,6% do orçamento nacional e 3,1% em 2018, com valores de US $ 9.487 bilhões a US $ 6.901 bilhões, respectivamente. Esses valores representaram 1,74% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 e 1,26% em 2018, com uma redução ano-a-ano de 27%. Porém a análise da FARN mostra que esse corte começou pelo lado dos consumidores, mantendo a parcela para financiamento de empresas de petróleo e gás.

A Argentina, anfitriã do G20 deste ano, tem uma matriz energética composta por 87% de combustíveis fósseis, dos quais 8% dependem de importações. Segundo o Ministério do Meio Ambiente local, o setor de energia é responsável por 52,5% das emissões de gases de efeito estufa do país.

“Num contexto internacional em que se debate sobre os subsídios aos combustíveis fósseis e propostas para eliminá-los como uma medida para evitar atingir um aumento da temperatura global de 2 ° C, é imperativo que os países revejam seus esquemas de promoção do extrativismo ligados aos hidrocarbonetos”, alerta Enrique Maurtua Konstantinidis, especialista em mudanças climáticas da FARN e um dos autores do estudo. “A Argentina, assumindo a presidência do G20 este ano e com seu pedido de admissão à OCDE, deve se envolver nesse assunto”, completa.

O relatório da FARN foi produzido no esteio do próximo encontro do G20, que este ano é presidido pela Argentina, já que desde 2009 o tema foi incluído na agenda do grupo, bem como o compromisso de “Retirar gradualmente e racionalizar os subsídios ineficientes no médio prazo aos combustíveis fósseis, enquanto fornece apoio destinado aos mais pobres. Os subsídios aos combustíveis fósseis são ineficientes porque fomentam o desperdício e distorcem os mercados, reduzem nossa segurança energética, impedem o investimento em energia limpa e prejudicam os esforços para enfrentar a ameaça da mudança climática “. No entanto, até agora, os países do G20 não foram eficientes na eliminação de tais subsídios. Entre 2013 e 2014, as instituições financeiras em países do G20 investiram US$ 88 bilhões em projetos relacionados ao carvão, petróleo e gás (Climate Transparency, 2017). Da mesma forma, para 2014, estima-se que os subsídios aos combustíveis fósseis do G20 tenham totalizado US$ 230 bilhões (Climate Transparency, 2017).

A íntegra do relatório está disponível aqui.

Fonte: Macaé OffShore

Em maio, embarques de biodiesel argentino subiram 10%

Em maio, o Instituto Nacional de Estadística y Censos da Argentina (Indec) registrou exportações de biodiesel de cerca de 619 mil toneladas, 10% a mais que no mesmo período de 2017.

A Europa foi o destino que monopolizou essas compras, tendo os Países Baixos como destino de 50% desse volume e Malta acrescendo outros 34%.

As mudanças introduzidas pelo Indec na hora de apresentar as estatísticas não permitem conhecer o destino das outras 89.000 toneladas que aparecem como “confidenciais” em relação ao país importador.

Extra Europa, nos primeiros cinco meses do ano, apenas as vendas para o Peru que representaram cerca de 5.000 toneladas.O interessante é que depois de dois meses “preguiçosos” (fevereiro e março), as exportações subiram acentuadamente em abril e maio.

Em relação aos valores, as exportações de maio de 2018 tiveram média de 709 dólares por tonelada contra US$731 no mesmo mês do ano passado. Houve uma diferença entre os destinos, com Malta pagando US$ 690 e a Holanda, com US$ 700 por tonelada.

Fonte: Agrofy News 

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