Aquecimento Global: 2018 é o 4º ano mais quente de todos os tempos

Autoridades dos EUA confirmaram que 2018 foi o quarto ano mais quente já registrado. Cientistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) e da NASA revelaram que as temperaturas eram 1,5 graus Fahrenheit mais altas do que a média mundial, que inclui temperaturas entre 1951 e 1980.

As temperaturas em 2018 foram as 4 mais quentes de todos os anos desde 1880. Isso coloca 2018 ligeiramente atrás das três temperaturas médias mais altas registradas: 2016, 2017 e 2015, respectivamente.

aquecimento global também aumenta o nível do mar e gera padrões climáticos cada vez mais extremos. Em 2018, por exemplo, os EUA testemunharam dois dos piores furacões registrados, enquanto os incêndios florestais devastaram a Califórnia.

Em outras partes do mundo, a Índia sofreu inundações em massa, enquanto um tufão desastroso atingiu as Filipinas. A Grécia e a Suécia também sofreram incêndios mortais , e o Ártico teve um dos anos mais quentes de todos os tempos. De fato, os cientistas advertem que o Ártico está experimentando o dobro da taxa de aquecimento de qualquer outra região da Terra.

2018 é mais uma vez um ano extremamente quente em cima de uma tendência de aquecimento global a longo prazo“, explicou Gavin Schmidt, da Nasa. “Os impactos do aquecimento global de longo prazo já estão sendo sentidos – em inundações costeiras , ondas de calor, precipitação intensa e mudanças nos ecossistemas” ele continuou.

Com o aquecimento global não mostrando nenhum sinal de desaceleração, os cientistas acreditam que as temperaturas mais quentes são a nova norma. Este ano já começou com o El Niño na previsão, o que significa que pode ser ainda mais quente que no ano passado. A menos que as emissões de carbono sejam drasticamente reduzidas na próxima década, é possível que possamos ver outro ano recorde até 2023. Mesmo que os governos do mundo excedam as expectativas de redução das emissões de carbono , a desaceleração do aquecimento global será difícil.

Ainda mais preocupante é o fato de termos visto 18 dos 19 anos mais quentes desde 2001. Para referência, as crianças que agora estão se formando no ensino médio têm apenas temperaturas recordes. O ano passado foi o quarto ano mais quente já registrado, mas pode vir a ser leve para as gerações futuras.

Fonte: Meio Ambiente Rio

Aquecimento global: Arquipélago russo entra em estado de emergência após invasão de ursos polares famintos

Uma região remota da Rússia entrou em estado de emergência por causa da invasão de dezenas de ursos polares.

O alerta foi emitido por autoridades do arquipélago de Nova Zembla, onde vivem algumas centenas de pessoas. Há relatos de ursos que atacaram pessoas e invadiram residências e prédios públicos.

Classificados como espécie ameaçada, esses animais são afetados pelas mudanças climáticas e estão cada vez mais sendo forçados a buscar comida em outros lugares.

Com a redução das calotas polares no oceano Ártico por aquecimento do planeta, essa espécie de urso é forçada a mudar seus hábitos de caça e passar mais tempo em terra procurando comida, o que eleva a possibilidade de conflito com humanos.

Em 2016, cinco cientistas russos ficaram sitiados por semanas numa estação climática remota na Troynoy, a oeste de Nova Zembla, porque um grupo de ursos cercou o local.

A caça de ursos é proibida na Rússia, e a agência federal de Meio Ambiente negou autorizações para abatê-los.

Em Nova Zembla, os ursos perderam o medo de policiais e sinais usados para afastá-los ou contê-los, o que leva à necessidade de medidas mais drásticas, segundo as autoridades locais.

UrsoDireito de imagemANTHONY PAGANO/USGS
Image captionÓrgão ambiental russo vetou abate de ursos que ameaçam humanos

Eles afirmam que, no caso de outras medidas falharem, o abate pode ser a única solução.

O principal assentamento do arquipélago, Belushya Guba, registrou 52 ursos polares nas proximidades, sendo que uma parcela de 6 a 10 deles transita constantemente pelo território.

O chefe da administração local, Vigansha Musin, afirmou que há ao menos cinco ursos na zona militar local, onde instalações de defesa aérea estão situadas.

“Estou em Nova Zembla desde 1983. Nunca houve uma invasão de ursos desse tipo”, afirmou Musin em comunicado.

O braço direito do administrador local, Alexander Minayev, afirmou que o cotidiano dos habitantes foi afetado pela ameaça dos ursos.

“As pessoas estão aterrorizadas, com medo de sair de casa. As rotinas foram modificadas, e pais hesitam em deixar seus filhos irem para a escola”, disse Minayev.

Fonte: BBC

Aquecimento global: década pode ser a mais quente da história, diz agência britânica

O mundo está no meio do que pode ser a década mais quente já registrada, de acordo com um estudo do Met Office – o serviço meteorológico do governo britânico.

O serviço, cujos registros remontam a 1850, projeta que as temperaturas nos próximos cinco anos estarão até 1°C mais altas do que aquelas observadas no período pré-revolução industrial.

Há também uma pequena chance de que um destes anos registre temperaturas até 1,5°C maiores.

Este patamar é visto como um limite crítico para o aquecimento global.

Se os dados realmente corresponderem às projeções do Met Office, o período de 2014 até 2023 será a década mais quente nos 150 anos de dados da agência.

Segundo o Met Office, o ano de 2015 foi o primeiro no qual a temperatura média global da superfície da Terra atingiu 1°C acima dos níveis pré-revolução industrial – geralmente, este nível é calculado levando em conta as temperaturas entre os anos de 1850 e 1900.

Em todos os anos desde 2015, a temperatura média global ficou próxima ou ligeiramente acima desta marca de 1°C a mais. Agora, o Met Office afirma que esta tendência deve se manter ou até se fortalecer nos próximos cinco anos.

“Acabamos de fazer as previsões deste ano e elas vão até 2023 e o que sugerem é um rápido aquecimento global”, disse o professor Adam Scaife, chefe de previsão de longo prazo do Met Office.

“Olhando individualmente para cada ano nessa previsão, podemos ver agora, pela primeira vez, que há o risco de uma superação temporária, e repito, temporária, do limiar de 1,5°C estabelecido no acordo climático de Paris.”

Em outubro passado, cientistas da ONU publicaram um relatório sobre os impactos de longo prazo de um aumento de temperatura de 1,5°C.

No acordo de Paris, ficou estabelecido que os países signatários tentariam cortar emissões de carbono para impedir que o mundo passe desse limite até 2030. Agora, a análise do Met Office diz que há 10% de chance de isso acontecer nos próximos cinco anos.

“É a primeira vez que as previsões mostram um risco significativo de superação – que é apenas temporária. Estamos falando de anos individuais variando acima do nível de 1,5 grau”, disse o professor Scaife.

“Mas o fato de que isso possa acontecer nos próximos anos devido a uma combinação de aquecimento geral e flutuações devido a eventos como os do El Niño significa que estamos chegando perto desse limiar”.

Gráfico com dados do Met OfficeDireito de imagemANDRE SHALDERS

Quão confiante está o Met Office sobre sua previsão?

O serviço diz que tem um patamar de confiança de 90% nas previsões para os próximos anos.

Segundo o Met Office, de 2019 a 2023, veremos temperaturas variando de 1,03°C a 1,57°C acima do nível de 1850-1900, com aumento do aquecimento em grande parte do globo, especialmente em áreas como o Ártico.

A equipe de pesquisadores diz que está bastante segura de suas previsões por causa de experiências passadas. Sua previsão anterior, feita em 2013, já havia mencionado a rápida taxa de aquecimento que foi observada nos últimos cinco anos. Previu também alguns dos detalhes menos conhecidos, como a mancha de resfriamento observada no Atlântico Norte e os pontos mais frios do Oceano Antártico.

Se as observações do Met Office para os próximos cinco anos corresponderem às expectativas, a década entre 2014 e 2023 será a mais quente em mais de 150 anos de registros.

E o que disseram outras agências climáticas?

A previsão do Met Office vem ao mesmo tempo que várias agências publicam suas análises sobre as temperaturas observadas em 2018, mostrando que o ano foi o quarto mais quente desde que os registros começaram.

Dados divulgados nesta quarta pela NASA e pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês), instituição governamental dos Estados Unidos, ressaltam esse panamora e informam que 2015, 2016 e 2017 foram os outros três anos mais quentes.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) publicou uma análise de cinco grandes conjuntos de dados internacionais, mostrando que os 20 anos mais quentes já documentos aconteceram nos últimos 22 anos.

“As temperaturas são apenas parte da história. O clima extremo e de alto impacto afetou muitos países e milhões de pessoas, com repercussões devastadoras para economias e ecossistemas em 2018”, disse o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.

Cidade sob o solDireito de imagemGETTY IMAGES
Image caption2018 foi o quarto mais quente desde que os registros de temperatura começaram, em 1850

“Muitos dos eventos climáticos extremos são consistentes com o que esperamos de um clima em transformação. Essa é uma realidade que precisamos encarar. A redução de emissões de gases do efeito estufa e as medidas de adaptação ao clima devem ser uma prioridade global”, afirmou.

Outros pesquisadores da área disseram que a nova previsão para os próximos cinco anos está alinhada com as expectativas, dado o nível recorde de CO2 bombeado para a atmosfera em 2018.

“A previsão do Met Office, infelizmente, não é uma surpresa”, disse Anna Jones, química do British Antarctic Survey, órgão responsável pelos interesses do Reino Unido na Antártica.

“Temperaturas médias em todo o mundo estão em um recorde de alta, e tem sido assim por vários anos. Elas são impulsionadas predominantemente pelo aumento das concentrações de gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono, que resultam do nosso uso contínuo de combustíveis fósseis”, disse.

“Até reduzirmos as emissões de gases do efeito estufa, podemos esperar tendências de alta nas temperaturas médias globais”.

Fonte: BBC

Como o mundo pode alcançar sistemas de energia limpos, confiáveis ​​e seguros?

Davos discutiu transição energética e a manutenção do aquecimento global abaixo dos níveis perigosos

As emissões globais de carbono precisam atingir o zero líquido até 2050, mas as grandes economias não cumprem seus compromissos.

Como o mundo pode alcançar sistemas de energia limpos, confiáveis ​​e seguros, mantendo o aquecimento global abaixo dos níveis perigosos?

Na agenda do fórum:

  • Acelerar o investimento em energias renováveis –
  • Políticas avançadas e sistemas de governança
  • – Alcançar uma economia de baixa emissão

Fonte: epbr

O gelo da Groenlândia derrete quatro vezes mais rápido que em 2003, revela novo estudo

O degelo da Groenlândia está mais rápido do que os cientistas imaginavam – e provavelmente levará a uma elevação mais rápida do nível do mar – graças ao contínuo aquecimento acelerado da atmosfera terrestre, segundo um novo estudo.

Cientistas preocupados com a elevação do nível do mar há muito tempo se concentram nas regiões sudeste e noroeste da Groenlândia, onde grandes geleiras escorrem pedaços de gelo do tamanho de um iceberg no Oceano Atlântico. Esses pedaços flutuam para longe, eventualmente derretendo. Mas um novo estudo publicado em 21 de janeiro na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências, descobriu que a maior perda sustentada de gelo do início de 2003 a meados de 2013 veio da região sudoeste da Groenlândia, que é desprovida de grandes geleiras.

“O que quer que seja, não pode ser explicado por geleiras, porque não há muitas lá”, disse Michael Bevis , principal autor do estudo e professor de geodinâmica na Ohio State University. “Tinha que ser a massa da superfície – o gelo estava derretendo para o interior da costa.”

Esse derretimento, que Bevis e seus co-autores acreditam ser em grande parte causado pelo aquecimento global, significa que, na parte sudoeste da Groenlândia, os rios de água estão fluindo para o oceano durante o verão. A principal descoberta de seu estudo: o sudoeste da Groenlândia, que anteriormente não havia sido considerado uma séria ameaça, provavelmente se tornará um importante contribuinte futuro para o aumento do nível do mar.

As descobertas podem ter sérias implicações para as cidades litorâneas dos EUA, incluindo Nova York e Miami, bem como nações insulares particularmente vulneráveis ao aumento do nível do mar.

E não há como voltar atrás, disse Bevis.

“A única coisa que podemos fazer é adaptar e mitigar o aquecimento global – é muito tarde para não haver efeito”, disse ele. “Isso vai causar aumento adicional do nível do mar. Estamos observando o manto de gelo atingir um ponto crítico.

Cientistas do clima e glaciologistas têm monitorado o manto de gelo da Groenlândia como um todo desde 2002, quando a NASA e a Alemanha uniram forças para lançar o GRACE . GRACE significa Gravity Recovery and Climate Experiment, e envolve satélites gêmeos que medem a perda de gelo na Groenlândia. Dados desses satélites mostraram que, entre 2002 e 2016, a Groenlândia perdeu cerca de 280 gigatoneladas de gelo por ano , o equivalente a 0,03 polegadas de aumento do nível do mar a cada ano. Mas a taxa de perda de gelo na ilha estava longe de ser estável.

A equipe de Bevis usou dados do GRACE e de estações de GPS espalhadas pela costa da Groenlândia para identificar mudanças na massa de gelo. Os padrões que eles encontraram mostram uma tendência alarmante – em 2012, o gelo estava sendo perdido em quase quatro vezes a taxa que prevaleceu em 2003. A maior surpresa: Essa aceleração foi concentrada no sudoeste da Groenlândia, uma parte da ilha que anteriormente não tinha sido conhecido por estar perdendo gelo tão rapidamente.

Bevis disse que um fenômeno climático natural – a Oscilação do Atlântico Norte, que traz ar mais quente para a Groenlândia Ocidental, bem como céus mais claros e mais radiação solar – estava se baseando em mudanças climáticas provocadas pelo homem para causar níveis sem precedentes de derretimento e escoamento. O aquecimento global atmosférico aumenta o derretimento durante o verão, especialmente no sudoeste. A Oscilação do Atlântico Norte é um ciclo natural – se errático – que faz com que o gelo derreta em circunstâncias normais. Quando combinado com o aquecimento global causado pelo homem, os efeitos são sobrecarregados.

Bevis comparou o derretimento do gelo da Groenlândia ao branqueamento dos corais: uma vez que a água do oceano atinge certa temperatura, os corais nessa região começam a descorar. Houve três eventos globais de branqueamento de corais. O primeiro foi causado pelo El Niño de 1997-98 e os outros dois eventos pelos dois El Niños subseqüentes. Mas os ciclos do El Niño estão acontecendo há milhares de anos – então, por que eles causaram branqueamento global de corais apenas desde 1997?

“O que está acontecendo é que a temperatura da superfície do mar nos trópicos está subindo; a água rasa fica mais quente e o ar fica mais quente ”, disse Bevis. “As flutuações de temperatura da água, impulsionadas por um El Niño, estão dominando esse aquecimento global dos oceanos. Por causa da mudança climática, a temperatura da base já está próxima da temperatura crítica na qual os corais descoram, então um El Niño empurra a temperatura acima do valor limite crítico. E no caso da Groenlândia, o aquecimento global trouxe temperaturas de verão em uma porção significativa da Groenlândia perto do ponto de fusão, e a Oscilação do Atlântico Norte forneceu o impulso extra que causou a degelo de grandes áreas de gelo “.

Antes deste estudo, os cientistas entenderam a Groenlândia como um dos maiores contribuintes da Terra para o aumento do nível do mar – principalmente por causa de suas geleiras. Mas essas novas descobertas, segundo Bevis, mostram que os cientistas precisam observar mais de perto os campos de neve e gelo da ilha, especialmente dentro e perto do sudoeste da Groenlândia.

Os sistemas de GPS instalados agora monitoram a margem de gelo da Groenlândia na maior parte de seu perímetro, mas a rede é muito esparsa no sudoeste, então é necessário adensar a rede lá, dados esses novos achados.

“Vamos ver um aumento mais rápido e mais rápido do nível do mar no futuro previsível”, disse Bevis. “Uma vez que você atingiu esse ponto de inflexão, a única pergunta é: quão grave isso acontece?”

Os co-autores do estudo incluem pesquisadores do Estado de Ohio, Universidade do Arizona, DTU Space na Dinamarca, Princeton University, Universidade do Colorado, Universidade de Liége na Bélgica, Universidade de Utrecht na Holanda, Universidade de Luxemburgo e UNAVCO, Inc.


A massa do manto de gelo da Groenlândia declinou rapidamente nos últimos anos devido ao derretimento da superfície e à formação de icebergs. Pesquisa baseada em observações dos satélites gêmeos Gravity Recovery e Climate Experiment (NASA) da NASA / German Aerospace Center indica que entre 2002 e 2016, a Groenlândia verteu aproximadamente 280 gigatons de gelo por ano, fazendo com que o nível do mar subisse 0,03 polegadas (0,8 milímetros) ) por ano. Essas imagens, criadas a partir de dados do GRACE, mostram mudanças na massa de gelo da Groenlândia desde 2002. As cores laranja e vermelha indicam áreas que perderam massa de gelo, enquanto tons de azul claro indicam áreas que ganharam massa de gelo. Branco indica áreas onde houve pouca ou nenhuma mudança na massa de gelo desde 2002. Em geral, áreas de maior elevação perto do centro da Groenlândia experimentaram pouca ou nenhuma mudança, enquanto áreas de baixa elevação e costeiras tiveram até 4 metros de perda de massa de gelo (expressa em altura de água equivalente; vermelho escuro) durante um período de 14 anos. As maiores reduções de massa de até 11,8 polegadas (30 centímetros (equivalente a altura da água) por ano ocorreram ao longo da costa oeste da Groenlândia. As linhas de fluxo médio (cinza; criado a partir da interferometria de radar por satélite) do gelo da Groenlândia convergem para os locais proeminentes. glaciares de saída, e coincidir com áreas de grande perda de massa.

Fonte: EcoDebate

ESTUDO APONTA QUE APENAS 5% DA TERRA NÃO FOI MODIFICADA PELO HOMEM

Os resultados poderiam ser ainda mais alarmantes se os pesquisadores mensurassem o alcance dos estragos do aquecimento global

5% de toda a superfície terrestre (ainda) não foi alterada pelo homem. Esse dado vem do estudo publicado na revista científica Global Chance Biology, em janeiro. Há 10 anos, esse número era quase quatro vezes maior, correspondendo a 19%.

A partir dos dados coletados, os pesquisadores criaram uma escala de modificação da terra, sendo que 84% da superfície global foi classificada como altamente degradada. Os lugares mais danificados estão na Europa e na América do Norte, sendo que a Ásia está cada vez mais ameaçada. Enquanto isso, as regiões mais protegidas ficam em lugares quase inabitáveis como no pico de montanhas, em locais dominados pelo gelo, florestas densas e campos montanhosos.

Ainda assim, devido às consequências do aquecimento global, os pesquisadores afirmam que a porcentagem de terras virgens poderia ser menor ainda se os impactos do aquecimento global fossem avaliados.

Fonte: Revista Casa e Jardim

O que é o antropoceno, a era geológica marcada pela ação humana

Apesar de os seres humanos não habitarem a Terra há muito tempo, já deixaram uma marca difícil de apagar

Se toda a história da Terra fosse condensada em apenas um dia, estaríamos nos últimos 20 segundos.

Não se engane: não faz muito tempo que habitamos este planeta!

Mas o impacto que já deixamos por aqui é significativo.

Por isso, os cientistas Paul Crutzen e Eugene F. Stoermer dizem acreditar que vivemos numa nova era geológica, que chamam de Antropoceno.

Para eles, as atividades humanas, da agricultura ao desenvolvimento do plástico, do concreto e da energia nuclear, passando pelo aquecimento global, vem afetando a Terra de tal forma que criamos um novo período de tempo geológico.

Mas qual será o futuro do nosso planeta nesta nova era?

Fonte: G1

Estudo alerta sobre impacto da agricultura no aquecimento global

Segundo ambientalistas, serão necessárias mudanças drásticas no sistema agrícola para alimentar a crescente população mundial

WASHINGTON – Se o mundo espera realizar uma considerável mudança climática, não bastará tornar os carros e as fábricas mais limpos. Nossas vacas e nossos campos de trigo terão de ser tratados e cultivados também de uma maneira radicalmente mais eficiente. Esta é a conclusão à qual chega um novo estudo divulgado no mês passado pelo World Resources Institute, um grupo ambientalista de Washington. O relatório adverte que, nas próximas décadas, o sistema agrícola mundial precisará de drásticas mudanças para alimentar bilhões de novos habitantes sem desencadear uma catástrofe climática.

A agricultura já ocupa aproximadamente 40% da terra em todo o planeta, e é responsável por cerca de 25% das emissões de gases da humanidade. Mas com a perspectiva de um aumento da população global para cerca de 10 bilhões até 2050, e com muitos milhões de pessoas que consumirão mais carne em razão da elevação da renda, este impacto ambiental deverá crescer de maneira significativa.

A população global deverá passar de 7,2 bilhões hoje, para 10 bilhões até 2050, aumentando significativamente a necessidade de alimentos.
A população global deverá passar de 7,2 bilhões hoje, para 10 bilhões até 2050, aumentando significativamente a necessidade de alimentos.  Foto: Yasuyoshi Chiba/Agence France-Presse

Com base nas tendências atuais, segundo os autores, em 2050, o mundo precisará produzir 56% de calorias a mais em relação a 2010. Se agricultores e pecuaristas atenderem a esta demanda destruindo ainda mais florestas e outros ecossistemas para dar espaço a terras cultiváveis e a pastos, como fizeram no passado, acabarão transformando uma área duas vezes o tamanho da Índia.

Isso poderá tornar praticamente impossível fazer com que o aquecimento global permaneça abaixo dos 2º Celsius (meta global estabelecida pelo acordo internacional), mesmo que as emissões dos combustíveis fósseis do mundo sejam reduzidas rapidamente. Quando as florestas são derrubadas, os estoques de carbono encerrados nessas árvores são liberados no ar.

“A produção de alimentos é o maior de todos os desafios à sustentabilidade”, afirmou Janet Ranganathan, vice-presidente do World Resources Institute. “Não poderemos baixar além de 2ºC. sem grandes mudanças deste sistema”.

O novo estudo não é o primeiro a fazer advertências sobre o problema. Entretanto, seus autores adotam uma nova visão no que se refere às soluções apresentadas. No passado, os pesquisadores sugeriam que o segredo de um sistema agrícola sustentável está em persuadir os consumidores a comer menos e a desperdiçar menos alimentos já produzidos. Contudo, o novo relatório alerta para a necessidade de estabelecer limites quanto ao sucesso destas estratégias.

Os autores recomendam que os maiores consumidores de carne bovina e ovina, como os da Europa e dos Estados Unidos, deveriam reduzir seu consumo em cerca de 40% até 2050, ou até cerca de 1,5 porção por semana, em média. Ambos os tipos de carne têm pegadas ambientais particularmente elevadas. Mas os autores não contam com uma grande mudança mundial para o vegetarianismo.

“Quisemos evitar depender de receitas mágicas”, afirmou Timothy D. Searchinger, pesquisador da Universidade de Princeton, Nova Jersey, e principal autor do relatório. “Podemos imaginar uma mudança significativa do consumo da carne bovina para a de aves, e esta seria uma contribuição em si muito importante”. A produção de aves tem um impacto climático equivalente a cerca de um oitavo em relação à produção de carne.

Portanto, além das medidas em relação à dieta e ao desperdício dos alimentos, os pesquisadores também focaram em amplas estratégias que permitam que agricultores e pecuaristas produzam mais alimentos nas terras agrícolas já existentes, ao mesmo tempo que reduzem as emissões. Isso que exigiria uma profunda mudança nas práticas de cultivo em âmbito mundial, e rápidos avanços na tecnologia.

Por exemplo, em algumas partes do Brasil, observam-se que os pastos mais bem tratados podem produzir quatro vezes mais carne por hectare em relação aos menos bem tratados – em parte em razão das diferentes condições de saúde do gado e da fertilização da forragem. A melhoria geral da produtividade ajudaria a atender ao aumento da demanda de carne reduzindo ao mesmo tempo a necessidade de derrubar grandes extensões de floresta tropical.

Os autores destacaram também possíveis técnicas que permitiriam reduzir o impacto climático das fazendas atuais. Novos compostos químicos poderiam impedir, por exemplo, que os fertilizantes à base de nitrogênio produzissem óxido nitroso, um potente gás que contribui para o efeito estufa. Além disso, os cientistas estudam aditivos na dieta para que as vacas arrotem menos metano, outro fator que contribui consideravelmente para o aquecimento global.

Os pesquisadores enfatizam que as estratégias para melhorar a produtividade das terras agrícolas e dos pastos existentes terão de ser acompanhadas por políticas de conservação mais rigorosas a fim de proteger as florestas atuais em lugares como o Brasil ou a África Subsaariana. De outro modo, os agricultores acharão mais lucrativo derrubar mais florestas e dar espaço para a agricultura – com consequências terríveis para o clima.

“No passado, muitas vezes vimos políticas agrícolas e políticas conservacionistas caminharem lado a lado sem muita interação”, observou Linus Blomqvist, diretor do Breakthrough Institute, um grupo de pesquisa ambiental da Califórnia. “O grande desafio está em combinar as duas, de maneira a obter uma agricultura de tipo mais intensivo sem usar uma extensão maior de terra”.

Fonte: Estadão

Aquecimento global dos oceanos equivale a 1,5 bomba atômica por segundo

Um estudo da Universidade de Oxford calculou a quantidade de calor absorvida pelo mar nos últimos 150 anos. É como se 1,5 bomba de Hiroshima explodisse a cada segundo

Você deve estar cansado de ouvir que o aquecimento global faz mal para o planeta. Faz mesmo – e a humanidade sabe disso faz tempo. O cientista sueco Svante Arrhenius (1859-1927) foi o primeiro a afirmar, em 1896, que a queima de combustíveis fósseis pelo homem pode ter sido o início do aquecimento global como o conhecemos. E mais de 90% de todo o calor retido devido às emissões de gases pela humanidade foi absorvido pelos mares — menos de 10% vai parar no resto, como o ar, o solo e as calotas de gelo.

Ou seja: o mar ajudou a conter o fenômeno. Mas isso também é um problema. A quantidade de energia adicionada aos oceanos faz com que eles subam, e furacões e tufões se tornem mais intensos — e  destrutivos. Mas quanto calor os oceanos já absorveram desde o início do aquecimento global? Foi isso que cientistas da Universidade de Oxford responderam em um novo estudo publicado no periódico Proceedings of National Academy of Sciences.

Combinando medições da temperatura da superfície dos oceanos desde 1871 com modelos computacionais que preveem a circulação oceânica, os pesquisadores calcularam que o mar absorveu 436 sextilhões de joules de energia de lá para cá. Número abstrato, certo? Então aqui vai uma metáfora simples e bombástica (com o perdão do trocadilho), feita originalmente por jornalistas do jornal inglês The Guardian: isso equivale ao calor liberado pela explosão de uma bomba atômica por segundo nos últimos 150 anos.

Mais impactante que a metáfora, porém, são as consequências. O aumento do nível do mar é considerado um dos mais perigosos impactos de longo prazo gerado pelas mudanças climáticas. Isso porque o mar pode “engolir” diversas cidades costeiras, ameaçando bilhões de pessoas que vivem lá.

Outro fato levantado por eles é que os mares não se aquecem uniformemente, pois as correntes oceânicas transportam calor pelos quatro cantos do mundo. Calcular a quantidade de calor absorvida pelos oceanos nos últimos 150 anos fornece uma linha de base para estimar aumentos possíveis dos níveis do mar no futuro. A equipe descobriu que no Oceano Atlântico, por exemplo, a metade do aumento visto desde 1971, em latitudes baixas e médias, resultou do calor transportado para a região por essas correntes.

De acordo com os cientistas, hoje a situação é ainda mais grave, pois o aquecimento acelerou ao longo do tempo, à medida que as emissões de carbono aumentaram. Agora, o mar absorve o equivalente a três a seis bombas atômicas por segundo (dependendo da temperatura da região).

Fonte: SuperInteressante

Passos do Acordo de Paris

O Brasil não pode e não deve ficar fora do esforço mundial para a contenção do aquecimento global

A 24.ª Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (COP-24), realizada em Katowice, na Polônia, obteve êxito em sua maior empreitada, concluindo o Acordo do Programa de Trabalhos de Paris, que é o “livro de regras” a respeito do funcionamento do Acordo de Paris, que tenta conter o aquecimento global em 1,5°C até o final do século. Trata-se de um passo importante para a implantação do acordo, assinado há três anos por 195 países e que é decisivo para o futuro do planeta.

“Estamos aqui para articular a ação global contra mudanças climáticas. Nenhum governo sozinho pode resolver esse problema. É hora de dar vida ao Acordo de Paris”, declarou o presidente da COP-24, Michal Kurtyka.

Dada a gravidade do assunto e das críticas ao acordo feitas por alguns países, especialmente pelos Estados Unidos, havia forte apreensão quanto ao resultado da COP-24. Ao fim, depois de estender a duração da cúpula por mais um dia, conseguiu-se chegar ao texto final.

O “livro de regras” descreve a forma como os países devem medir as emissões de gases com efeito estufa e como devem reportá-las ao resto do mundo. Também obriga cada país a revelar o que está fazendo para reduzir as emissões.

Alguns pretendiam que a COP-24 ampliasse as metas de redução das emissões nos próximos anos. No entanto, não houve acordo a esse respeito. Também não foi aprovada a proposta brasileira para criar um mecanismo de incentivo de ações da iniciativa privada relativas à diminuição do aquecimento global.

No texto final da COP-24 foi incluída uma referência ao último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), objeto de controvérsia no evento. Estados Unidos, Rússia, Arábia Saudita e Kuwait rejeitaram as conclusões do estudo. O documento estima que, se for mantido o ritmo de emissões, o planeta poderá, por volta de 2040, já ter atingido 1,5°C de aquecimento. Até o final do século, a temperatura poderá subir até 3°C. O estudo é um forte alerta para a importância de conter o aquecimento no limite pretendido pelo Acordo de Paris.

Outro tema discutido na COP-24 foi o financiamento das ações que podem reduzir o aquecimento, como a proteção de ecossistemas que absorvem gases causadores do efeito estufa, além do fortalecimento de iniciativas de adaptação e de redução da vulnerabilidade aos efeitos das mudanças climáticas. Em 2015, fixou-se a meta de doação de pelo menos US$ 100 bilhões por ano de países desenvolvidos para as nações de menor renda. No início da COP-24, o Banco Mundial anunciou um plano de investimento de US$ 200 bilhões para financiar ações de combate à mudança climática, como projetos de agricultura inteligente e a criação de sistemas de proteção social relacionada aos efeitos da mudança climática.

O Brasil apresentou no evento 42 projetos de empresas e da sociedade civil que promovem baixas emissões de CO2. “Isso é muito inovador. Não vimos nenhum país trabalhando nessa linha, com número de casos tão vasto e tão diverso”, afirmou Thiago Mendes, secretário de Mudança do Clima e Florestas do Ministério do Meio Ambiente. O governo brasileiro também apresentou dados referentes à redução do desmatamento no País dos últimos dez anos. “Mesmo tendo variações, caímos de mais de 20 mil m² (desmatados) para 7,9 mil m² por ano”, disse Mendes.

Na COP-24, definiu-se que o Chile sediará a próxima cúpula, uma vez que o Brasil desistiu de abrigar o evento. Na ocasião, o então presidente eleito Jair Bolsonaro disse que “houve participação minha nessa decisão” de retirar a candidatura do País. A possibilidade de o País sair do acordo do clima chegou a ser mencionada.

É preciso pôr em prática o Acordo de Paris. Além de ser decisivo para as próximas gerações, o acordo traz uma agenda de oportunidades para o País, como afirmaram recentemente 180 empresas e entidades ligadas ao agronegócio e à defesa do meio ambiente. O Brasil não pode e não deve ficar fora do esforço mundial para conter o aquecimento global.

Fonte: O Estado de S.Paulo

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