Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas e Biodiesel entrega agenda de inovação do biodiesel para a ministra da Agricultura, Tereza Cristina

O presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas e Biodiesel (CSOB) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e diretor superintendente da APROBIO, Julio Cesar Minelli, entregou nesta quarta-feira (24) uma minuta da agenda de inovação para a cadeia do Biodiesel para a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, em Brasília.

O documento apresenta as principais metas e ações estratégicas do setor para os próximos anos. O objetivo da agenda é promover a inovação na cadeia de produção do biodiesel por meio de ações estratégicas nas vertentes da pesquisa e desenvolvimento, da transparência de tecnologias e das políticas públicas, visando ampliar a competitividade e a evolução em bases sustentáveis do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel. Entre os principais desafios está a contínua evolução da PNPB, incluindo misturas superiores a B15.

A entrega do documento aconteceu na Casa do Cooperativismo, durante evento de lançamento da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), que reúne cerca de 300 congressistas.

Setor de biodiesel terá uma nova agenda estratégica

Na semana passada, os membros da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas e Biodiesel puderam ver em primeira-mão o novo planejamento estratégico que pretende apontar o caminho para que a indústria brasileira de biodiesel atinja um novo patamar de eficiência. O documento é fruto de 10 meses de esforços de um grupo de trabalho que foi formado em meados do ano passado.

“Precisamos de um norte, algo que nos mostre onde queremos chegar. Só quando você tem isso, consegue ver as responsabilidades que você consegue assumir e que projetos consegue realizar”, explicou à BiodieselBR.com o pesquisador da Embrapa Agroenergia, Bruno Laviola, que respondeu pela coordenação do GT responsável pela elaboração da agenda. “Desde o início, decidimos elaborar um plano alinhado com a forma como o setor produtivo enxerga o futuro do biodiesel”, completa.

Por esse motivo, o GT foi além do cronograma de implementação do B15 até 2023 já autorizado pelo CNPE e encampou o B20 como o horizonte de mercado no processo de elaboração dos cenários que serviram de referência durante o processo de elaboração da agenda. Essa é uma bandeira que as três principais entidades representativas do setor – Abiove, Aprobio e Ubrabio – vêm empunhando desde outubro de 2016 quando foram convidadas pelo Ministério de Minas e Energia (MME) a consolidarem metas de longo prazo para a indústria.

O documento de 2016 fez parte do processo inicial de elaboração do Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio).

Segundo Bruno, se a progressão de aumentos de um ponto percentual ao ano na mistura obrigatória já aprovada pelo CNPE puder ser ampliada para contemplar o B20, a produção nacional de biodiesel em 2028 seria aproximadamente 18 bilhões de litros anuais.

Desdobramentos

Foi a partir deste horizonte geral que o GT desdobrou quatro grandes metas: ampliar a participação de matérias-primas diferentes de soja e sebo para 15% do mercado; aumentar a participação das regiões Norte e Nordeste para 20% da produção nacional; colaborar para que 65% da produção brasileira de soja seja esmagada internamente; implantar pelo menos duas plantas piloto com tecnologia que permita a produção a partir de matérias-primas de baixa qualidade.

Embora reconheça que muitas dessas sugestões já venham sendo debatidas pelo setor há tempos, Bruno ressalta que a grande novidade da agenda estratégica é explicitar metas que possam ser atingidas nos próximos 10 anos.

Para chegar nesse resultado, o GT não contou somente a expertise de seus membros. “Além de consultas à pesquisadores, fizemos uma enquete sobre o que eles achavam que precisava ser feito e enviamos para várias pessoas e entidades do setor”, explica Bruno acrescentando que recolheram cerca de 20 sugestões.

Número e data

A diversificação das matérias-primas é uma das chaves para garantir que a cadeia de biodiesel cresça de forma sustentável. “Mas só dizer ‘precisamos diversificar’ não é muita coisa. Agora nós colocamos um número e um prazo: queremos 15% da matriz do biodiesel venha de fontes diferentes de soja e sebo até 2028”, diz.

Pelas contas do GT, isso exigiria que o país produz pelo menos 2,7 milhões de toneladas de óleos e gorduras diferentes de soja e sebo ao ano. Metade disso deverá vir da produção de óleo de palma e metade de oleaginosas de ciclo anual como a canola e o girassol.

Outra frente de batalha seria a expansão da produção de biodiesel no Norte e Nordeste que hoje representa 9% do total nacional para cerca de 20%. “Isso equilibraria melhor a produção com o consumo e melhoria a logística do biodiesel no Brasil”, avalia.

Levar a produção de biodiesel para essas duas regiões é um sonho antigo – e nunca concretizado – do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB). Para Bruno, faltou um mapeamento adequado das matérias-primas pelas diferentes microrregiões do Nordeste. “Você tem a área do Matopiba onde a soja vem ganhando corpo, mas também as áreas do litoral. Nesses esforços sempre faltou mapear adequadamente onde é possível aumentar a produção de oleaginosas e, a partir desse diagnóstico, desenhar políticas públicas e linhas de financiamento específicas”, elabora.

Mais esmagamento

Para atingir a meta de aumentar a processamento de soja no mercado interno, a própria expansão da demanda – e produção – de biodiesel será um ponto fundamental. Mantida a matriz atual de matérias-primas do setor, a demanda esperada para 2028 exigiria o esmagamento de praticamente metade de produção anual da sojicultura nacional.

Outra linha de atuação que a Câmara Setorial poderia adotar para incentivar o esmagamento seria difundir novas oportunidades de agregação de valor dentro do complexo soja. “Hoje as esmagadoras aproveitam relativamente poucos dos bioprodutos que o processamento da soja poderia permitir entre eletricidade, farelos proteicos especiais ou, até mesmo, etanol de melaço de soja como o que a Caramuru já vem produzindo”, elabora Bruno.

“Nós já temos estudos mostrando que é mais viável financeiramente agregar valor do que simplesmente exportar a soja em grão. Que isso pode gerar ganhos tanto para o setor produtivo quanto em termos de arrecadação tributária. Temos que difundir melhor esse conhecimento”, complementa.

Resíduos

Talvez a mais singela das metas propostas esteja na instalação de plantas piloto para a difusão de novas tecnologias dentro do setor de biodiesel. Embora o setor ainda tenha muita capacidade instalada ociosa – no ano passado mais de um terço da capacidade das usinas ficou subutilizada – o que inibe qualquer mudança maior na base tecnológica das usinas, o aproveitamento de matérias-primas de baixa qualidade e custo mais atrativo pode criar vantagens competitivas para as usinas. “O investimento pode valer a pena para permitir o aproveitamento de uma oportunidade regional”, especula.

O foco seria permitir a incorporação de uma parcela maior de óleos residuais na produção de biodiesel. Os casos paradigmáticos seriam o óleo de cozinha usado e o óleo de macaúba de comunidades extrativistas. “No extrativismo os frutos são coletados do chão e isso quer dizer que, normalmente, eles já passaram do ponto o que aumenta sua acidez. O processo de transesterificação não é tão eficiente com esse tipo de óleo”, explica acrescentando que muitos outros processos industriais geram subprodutos que poderiam ser incorporados caso o setor tivesse a tecnologia produtiva adequada. “O desafio é mapear esses produtos para podermos avaliar como viabilizar a escala e a sua coleta desses resíduos”, pontua.

O GT está aparando as arestas finais do texto. A expectativa do presidente da Câmara Setorial, Julio Cesar Minelli, é que o documento final esteja pronto para apresentação para a ministra Teresa Cristina já na próxima semana. Na sequência o documento será tornado público.

Fonte: BiodieselBR

ANP realiza workshop sobre qualidade do biodiesel

A ANP realizou ontem (9) o Workshop Qualidade de Biodiesel e suas Misturas, em Brasília. O evento, que debateu os principais aspectos sobre qualidade do biodiesel B-100 e do óleo diesel B, teve participação de produtores de biodiesel, produtores de aditivos antioxidantes, representantes de distribuidores e revendedores, universidades, Petrobras e Ministério de Minas e Energia (MME).

Na abertura, o diretor da ANP Aurélio Amaral destacou a importância de assegurar a qualidade da mistura óleo diesel/biodiesel em função do cronograma de aumento do percentual de biodiesel.

Ele reiterou ainda o esforço da ANP em concluir os estudos de parâmetros críticos do óleo diesel BX, com a recente inclusão do B15 em seu escopo. “Em função dos resultados, a ANP revisará as especificações, aí incluo o valor limite para estabilidade à oxidação. Todas essas questões não devem ser tratadas de maneira isolada, requerendo participação de todos os envolvidos, de produtores a usuários finais dos combustíveis”.

Ao final do workshop, os participantes fizeram uma visita ao Centro de Pesquisas e Análises Técnicas (CPT) da ANP.

Fonte: ANP

*A APROBIO esteve presente no evento representada pelo diretor superintendente, Julio Cesar Minelli.

 

Biodiesel tem papel fundamental na redução de gases de efeito estufa

Erasmo Battistella, presidente da Aprobio, é o entrevistado desta semana do programa Conexão Agro

A BSBIOS é uma das três maiores empresas produtoras de biodiesel no país, biocombustível que vem ganhando espaço no país. Em 2008, o produto era adicionado ao diesel numa proporção de 2%; em 2018, a taxa passou para 10%. Segundo Battistella, o biodiesel tem um papel fundamental no processo na redução de emissão de gases de efeito estufa.

Brasil produziu 5,35 bilhões de litros de biodiesel em 2018

Turbinada pela chegada do B10, a produção brasileira de biodiesel deu um salto em 2018, registrando seu melhor desempenho em toda a história. Fechadas as contas do ano, as usinas brasileiras fabricaram um total de 5,35 bilhões de litros. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (28) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A produção em dezembro foi de 487,4 milhões de litros, 27,4% maior do que no último mês do ano passado.

Previsível

O recorde era previsível uma vez que tivemos um inédito aumento de dois pontos percentuais na mistura obrigatória a partir de março passado. A questão real era de quanto ele seria. E os números de 2018 não desapontaram.

O volume fabricado ao longo do ano foi um bilhão de litros maior do que o de 2017. Esse foi o maior aumento absoluto na produção de nacional de biodiesel desde que o setor começou a ter sua atividade acompanhada em 2005. O recorde anterior era de 2010 quando a produção aumentou quase 778 milhões de litros em relação ao ano anterior.

Nos trilhos

Percentualmente, o crescimento foi de 24,7%. Esse é o melhor desempenho desde 2010 quando o crescimento foi de 48,4%. Ele fica um pouco acima dos 23,4% de crescimento esperado pelo apenas o aumento da mistura. Ou seja, o mercado de diesel também cresceu em 2018.

Ainda falta a ANP liberar os números de dezembro para que possamos ter uma ideia mais precisa do tamanho do crescimento do diesel em 2018. Mas os dados até novembro indicavam para um crescimento discreto – na faixa dos 1,5% – com um volume comercializado ainda bem abaixo do período pré-crise.

Vale ressaltar, no entanto, que o mercado de diesel foi duramente atingido pela greve de caminhoneiros acontecida em maio. Naquele mês, as vendas do derivado encolheram 18,2% em relação ao mesmo mês de 2017. Se eliminássemos o resultado de maio completamente das contas, as vendas estariam apresentando um crescimento de 3,4%

De qualquer forma, os números finais ficaram bem próximos aos das projeções feitas pelo do mercado. Durante a edição mais recente da Conferência BiodieselBR, as três principais entidades representativas do segmento – Abiove, Aprobio e Ubrabio – disseram que esperavam que o mercado movimentasse entre 5,3 e 5,4 bilhões de litros em 2018.

Fonte: BiodieselBR

Presidente da APROBIO destaca benefícios do biodiesel em reunião com ministro de Minas e Energia

O presidente do Conselho de Administração da APROBIO, Erasmo Carlos Battistella, participou nesta quinta-feira (24), em Brasília, de reunião do setor de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que destacou a importância de receber representantes de todos os segmentos ligados aos combustíveis no início de sua gestão à frente do MME.

No encontro, Battistella afirmou que o setor de biodiesel tem um histórico de contribuição e alegrias para o Brasil, com um tripé de benefícios ambientais, sociais e econômicos. O presidente da Aprobio ressaltou o espaço que o programa destina à agricultura familiar e o fato de agregar valor à cadeia da proteína animal, já que 20% do biodiesel hoje é produzido a partir de gorduras bovina, suína, de frango e até de peixe. “Antes do biodiesel, esse material era resíduo, lixo que poluía nossos mananciais. Hoje, agrega valor à cadeia da pecuária”, afirmou, destacando as vantagens ambientais que se somam à redução de emissões de gases de efeito estufa, ao substituir o diesel fóssil.

Battistella destacou ainda três pontos fundamentais do RenovaBio, que definiu como divisor de águas na política energética brasileira e no setor de biocombustíveis. O primeiro ponto é o cronograma de aumento gradual da mistura até B15, previsto para ter início em 2019 e ser concluído em 2023, que dá previsibilidade para a cadeia produtiva. Também são fatores decisivos a finalização dos testes relativos ao B15, em março, e a operacionalização do mercado de CBIOs.

“Ao implementarmos e cumprirmos o RenovaBio até 2030, só na nossa cadeia produtiva estamos falando de investimentos de 22 bilhões”, concluiu Battistella, que reafirmou a disposição da APROBIO em colaborar com o MME e com o país. “O Brasil tem a grande oportunidade de ser o líder na América do Sul do Oriente Médio Verde.”

Brasil pode se tornar o maior produtor de biodiesel no mundo

O Brasil abre oportunidades de crescimento no biodiesel e pode se transformar em um dos maiores produtores no mundo. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou no início de novembro, o cronograma de expansão da mistura do biodiesel ao diesel no país. A proposta estabelece que a adição de biodiesel cresça um ponto percentual ao ano, passando do atual patamar de 10% (mistura B10) para 11% (mistura B11) em junho de 2019. O processo continua sucessivamente e a ampliação será realizada até março de 2023, quando todo o biodiesel comercializado ao consumidor final conterá 15% de biodiesel. De acordo com o CNPE, a estimativa é que a produção do biodiesel brasileira passe de 5,4 para mais de 10 bilhões de litros anuais, entre 2018 e 2023. Um aumento de 85% da demanda doméstica.

“É uma grande oportunidade para toda a cadeia de produção – que por sinal é extensa – desde transporte, termoelétricas, agronegócios, entre outros. O uso do biodiesel nos processos produtivos é uma necessidade emergente. Desta forma, reduziremos muito o efeito estufa no mundo e agregaremos mais valor em toda a cadeia”, comenta o gerente de negócios para biodiesel da Camlin Fine Sciences (CFS) para América do Sul, Federico Sakson.

O biodiesel é um óleo vegetal gerado a partir de óleos de gorduras vegetais e animais. De acordo com a ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – cerca de 70% do biodiesel produzido é feito de óleo de soja, 17% de gordura animal (sebo) e os demais de outras matérias-primas como o óleo de cozinha usado e óleo de semente de algodão. É derivado de uma fonte renovável, portanto, reduz a dependência e preservação de petróleo; biodegradável; diminui as emissões de gases tóxicos e possui uma boa lubrificação.

Alerta aos produtores de biocombustíveis com a oxidação

Uma das maiores preocupações que a cadeia produtiva tem sinalizado é a conservação do produto final, para que resista ao tempo de estocagem sem se oxidar até chegar ao consumidor final.

Para Sakson, a estabilidade à oxidação é um parâmetro crítico que deve ser controlado periodicamente durante a produção e o armazenamento para evitar perdas econômicas, dado que o movimento do produto dentro das refinarias e a exposição ao oxigênio nas transferências e o bombeamento reduz o tempo de indução. Para garantir a estabilidade e qualidade do biodiesel é essencial o emprego do antioxidante. “Eles podem ser aplicados, na forma líquida – para facilitar o manuseio e a dosagem – na linha de produção, ao fluxo de saída do processo, em biodiesel acabado ou em um tanque de agitação leve ou recirculação por bomba. Um detalhe importante, proporcionam baixa viscosidade e estabilidade à baixa temperatura”, explica Sakson.

O Xtendra BL traz em sua composição uma combinação entre um antioxidante e um agente quelante de metais que juntos possuem um efeito sinérgico no retardamento da oxidação, podendo ser usado em diferentes concentrações e aplicados em diferentes substratos (óleos e gorduras). “São produtos que não oferecem danos nos motores internos e combustíveis, porque são formulados com um sistema de solvente não inflamável e de baixa toxicidade, além do seu alto desempenho”, alerta.

De acordo com as normas brasileiras e internacionais, o biodiesel deve suportar oito horas sob condições extremas de temperatura no teste de Rancimat. Caso não haja esta estabilidade é imprescindível a aplicação do antioxidante. “A CFS do Brasil oferece o serviço de teste com o equipamento RANCIMAT (Metrohm) para avaliar a performance do produto e o tempo de indução. Nossos antioxidantes sintéticos nas versões Xtendra BL 100 e Xtendra BL 200, ou seja, 30% e 40% de princípio ativo, já comprovaram sua eficiência e estabilidade à diversos testes realizados”, complementa Sakson.

Mercado promissor

Várias iniciativas estão voltadas para criar um mercado sustentável em todas as esferas produtivas. De acordo com a NTU – Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos – a frota de ônibus urbano no Brasil é de aproximadamente 107 mil veículos. Se toda a frota utilizasse o B20, o Brasil deixaria de emitir 2 milhões de toneladas de CO2 por ano. “Outra vantagem é que os veículos não necessitam de alterações nos motores para utilizar o biocombustível“, ressalta Sakson.

Além de preservar o meio o ambiente, tem se tornado uma fonte de geração de novos empregos e renda. De acordo com a União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene(Ubrabio), somente nos primeiros quatro meses de 2018, foram criados mais de 23.500 mil empregos diretos no interior de São Paulo (Ribeirão Preto, Sertãozinho e Piracicaba) na indústria e comércio do setor. Outro dado interessante é que na produção de biodiesel em média 30% da matéria-prima tem origem na agricultura familiar. Em 2017, de acordo com a Ubrabio, foram movimentados no país cerca de R$ 4 bilhões com a comercialização de produtos vindos da agricultura familiar que atua no setor de biocombustíveis.

Conforme a APROBIO, se as previsões de crescimento econômico e de maior uso de biodiesel forem mantidas no país, os investimentos no setor podem chegar a R$ 22 bilhões até 2030. Só no período entre 2016 e 2018, o biodiesel contribuiu com geração de R$ 90 bilhões em Produto Interno Bruto (PIB), mais de 200 mil empregos e evitou a emissão de 20,4 milhões de CO2 na atmosfera.

Fonte: Brasil Agro

Primeira reunião do CMAB apresenta projeção para o L65

Na primeira reunião do ano do Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Biodiesel (CMAB), foram apresentados os dados dos leilões 64 e projeções para o leilão 65. A oferta no L65 deve ser 3,5 % superior à do certame anterior, com uma estimativa de demanda na faixa de 1020 mil metros cúbicos, num cenário de 2% do crescimento do PIB. Os dados são da ANP.

De forma geral, as entidades apresentaram uma situação de conforto tanto na oferta quanto na demanda pelos biocombustíveis. O diretor do ECB Group Ricardo Feistauer representou a Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (APROBIO) na reunião, realizada na tarde de quarta-feira (23) na sede do MME, em Brasília.

Tanto o CMAB quanto o Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Etanol (CMAE) foram criados para acompanhar o balanço entre a oferta e a demanda dos dois biocombustíveis, além do diesel e da gasolina. Outro objetivo é reduzir a assimetria de informação entre os agentes e debater estratégias que garantam o adequado abastecimento do mercado. Instituídos pela Resolução CNPE nº 14, de 8 de junho de 2017, os fóruns são formados por representantes do Governo e entidades representativas dos respectivos setores.

Bento assumiu o MME e ressaltou o biodiesel como um dos principais biocombustíveis do país

Moreira Franco, ao deixar o cargo de ministro de Minas e Energia, durante a cerimônia de posse de Bento Albuquerque, comentou sobre o foco maior no setor elétrico e a necessidade de expansão, também pela recuperação da economia que se espera.

Bento Albuquerque já empossado de seu cargo de novo ministro do MME falou sobre o calendário de leilões deste ano e do maior poder do CNPE. O novo ministro ressaltou o crescimento que irá ocorrer nos investimentos com energias renováveis e citou o biodiesel como um dos principais biocombustíveis explorados pelo Brasil.

Bento, que dará continuidade ao processo de privatização da Eletrobras, citou o diálogo mais “objetivo, desarmado e pragmático” junto a sociedade e o mercado, no que diz respeito ao uso da energia nuclear no país. Ele comentou da previsibilidade, estabilidade regulatória e jurídica como conceitos básicos e disse que vai trabalhar a redução de encargos e subsídios do setor elétrico.

Sobre a mineração sua ressalva foi para mudança de partilha do óleo e do gás e da maior pluralidade dos investidores.

Para honrar todos os compromissos assumidos, o almirante Bento pontuou que estará preparado para “ouvir e avaliar com serenidade e transparência as múltiplas demandas sobre os diversos setores que atuam na grande órbita do MME”.

A APROBIO acompanhou o evento in loco, representada por Antonio Ventilii, assessor técnico da associação.

Fontes de referência: Correio Braziliense

InfoMoney

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