Bento assumiu o MME e ressaltou o biodiesel como um dos principais biocombustíveis do país

Moreira Franco, ao deixar o cargo de ministro de Minas e Energia, durante a cerimônia de posse de Bento Albuquerque, comentou sobre o foco maior no setor elétrico e a necessidade de expansão, também pela recuperação da economia que se espera.

Bento Albuquerque já empossado de seu cargo de novo ministro do MME falou sobre o calendário de leilões deste ano e do maior poder do CNPE. O novo ministro ressaltou o crescimento que irá ocorrer nos investimentos com energias renováveis e citou o biodiesel como um dos principais biocombustíveis explorados pelo Brasil.

Bento, que dará continuidade ao processo de privatização da Eletrobras, citou o diálogo mais “objetivo, desarmado e pragmático” junto a sociedade e o mercado, no que diz respeito ao uso da energia nuclear no país. Ele comentou da previsibilidade, estabilidade regulatória e jurídica como conceitos básicos e disse que vai trabalhar a redução de encargos e subsídios do setor elétrico.

Sobre a mineração sua ressalva foi para mudança de partilha do óleo e do gás e da maior pluralidade dos investidores.

Para honrar todos os compromissos assumidos, o almirante Bento pontuou que estará preparado para “ouvir e avaliar com serenidade e transparência as múltiplas demandas sobre os diversos setores que atuam na grande órbita do MME”.

A APROBIO acompanhou o evento in loco, representada por Antonio Ventilii, assessor técnico da associação.

Fontes de referência: Correio Braziliense

InfoMoney

USO DE BIODIESEL NA MATRIZ ENERGÉTICA BRASILEIRA PODE TRAZER GANHOS NA DESPOLUIÇÃO DO AR

É grande a disputa pelo espaço de uso de energia limpas e renováveis no Brasil. Neste particular, os biocombustíveis estão sendo vistos com uma das alternativas de peso para minimizar o problema de emissão em grande quantidade de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, o que pode causar graves problemas respiratórios. O uso de produção de energia com recursos limpos e renováveis podem minimizar este problema. No primeiro trimestre deste ano, das 3.002 usinas termoelétricas ativas no Brasil apenas três utilizaram biocombustíveis como fonte de energia. o gerente de negócios para biodiesel da Camlin Fine Sciences (CFS) para América do Sul, Federico Sakson, acredita que “O país precisa se conscientizar sobre a importância da sustentabilidade. As empresas, que investirem na proteção do meio ambiente e na qualidade de vida das pessoas, terão maior valor agregado ao seu produto. O uso do biodiesel nas termoelétricas é uma necessidade emergente”. A Camlin Fine Sciences (CFS) é um fornecedor de ingredientes de aroma de alta qualidade, antioxidantes e produtos químicos de alto desempenho.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) diz que o Brasil dispõe de 4.916 empreendimentos de geração elétrica em ação. A potência instalada de geração de energia elétrica está dividida em: hidrelétrica: 64%; termoelétrica, 27,5%; eolielétrica 7,9%; e solar 0,6%. No mundo, as usinas termoelétricas são as principais fontes de geração de energias e são 50% mais caras do que as hidrelétricas e com potencial poluente maior por emitir uma grande quantidade de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, podendo causar graves problemas respiratórios.

Este cenário é bem diferente em países da Europa, Ásia e América do Norte, onde a utilização de fontes renováveis no setor de geração de energia tem crescido cada vez mais por conta de incentivos como remuneração atrativa do excedente de energia injetada na rede e formas atraentes de financiamento do investimento. O objetivo é a redução de emissões de poluentes e da dependência do petróleo, hoje utilizado em mais da metade das usinas termoelétricas do país.

Em junho deste ano, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou a redução de 10,1% nas emissões de gases de efeito estufa até 2028, no âmbito da nova Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio). Para Aprobio – Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil – é uma meta audaciosas, principalmente pelo potencial do Brasil em produzir biocombustível, como etanol e biodiesel. De acordo com a Aprobio, a previsão é de que o mercado dobre de tamanho até 2028 e o Brasil produza e consuma 11,1 bilhões de litros, passando a adotar a mistura de 11% de biodiesel em 2020 e chegando a 15%, o B15, em 2024. A utilização de biodiesel em pequenas centrais de geração não compete com a geração centralizada. Ela apenas complementa o sistema e aumenta sua confiabilidade, pois pode atuar como reserva de energia, servindo também como fornecimento de emergência.

Fonte: Petronotícias Online

Relatório aponta que futuro depende de biocombustíveis

Documento lançado na Conferência do Clima revela que redução de emissões estarão fora do alcance sem biocombustíveis e bioprodutos. Brasil é líder em programas de descarbonização do setor.

Katowice – Uma coalizão formada pelo Brasil e outros países lançou nesta segunda-feira (10), na Conferência do Clima (COP 24), o relatório Criando o Biofuturo. O documento revela que as metas mundiais de redução de gases do efeito estufa não serão atingidas sem maior uso de biocombustíveis e bioprodutos. O assunto foi tema de evento paralelo realizado na Conferência, que ocorre até o fim desta semana em Katowice, na Polônia.

O relatório mapeia caminhos para o progresso e mostra como a expansão de uma bioeconomia sustentável de baixo carbono pode promover crescimento, com segurança energética, e a luta contra as mudanças climáticas. Além disso, o estudo revela as quatro maiores barreiras que impedem novos avanços.

O ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, presente no lançamento, ressalta a importância do relatório. “O principal ensinamento do relatório é que uma variedade de políticas bem formuladas, combinadas com apoio ao mercado e à inovação, é essencial para a produção sustentável dos biocombustíveis, bioenergia e bioprodutos, na escala necessária”.

Edson Duarte afirma que o Brasil é um dos países que estão à frente dessa nova forma de produção. “Junto com o Canadá, estamos liderando o caminho para os programas de descarbonização de combustível, por meio dos Padrões de Combustíveis Limpos e as políticas da RenovaBio”, afirma.

O ministro reconhece também os esforços de outros países, como a Argentina e o Reino Unido, que estão aumentando as metas de biocombustíveis e a União Europeia colocou em prática a nova diretiva de energia renovável, com metas fortalecidas para biocombustíveis mais avançados, levando em consideração a sinergia com a produção atual.

BARREIRAS

O relatório Criando o Biofuturo afirma, em consonância com modelos e cenários da Agência Internacional de Energia (IEA), da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) e do Painel Intergovernamental sobre Clima Mudança (IPCC), que os biocombustíveis e bioprodutos devem desempenhar um papel integral na transição energética global, em conjunto com outros esforços complementares de mitigação em todos os setores.

O estudo identifica as principais barreiras: a falta de dinheiro para a produção em escala comercial, impedindo a pesquisa, o desenvolvimento e a implantação necessários; a baixa competitividade para biocombustíveis e outros bioprodutos em relação a alternativas baseadas em combustíveis fósseis; as políticas desfavoráveis que não coordenam efetivamente os interesses da economia agrícola comm o sistema alimentar; e o suprimento insuficiente de fonte sustentável para uso na produção de biocombustíveis e outros bioprodutos.

CONSENSO

O relatório mostra a escala do desafio e contribui para um consenso internacional sobre a importância da bioenergia. “Sua participação no consumo total de energia renovável no mundo é de cerca de 50%. Tanto quanto a energia hídrica, eólica, solar e todas as outras fontes renováveis combinadas”, disse Fatih Birol, diretor executivo da IEA.

“A bioenergia é uma ótima maneira de equilibrar a produção variável de eletricidade, principalmente eólica e solar. No entanto, seu papel nos setores de aquecimento e transporte é ainda mais importante e crucial”, comentou Kimmo Tiilikainen, ministro do Meio Ambiente, Energia e Habitação da Finlândia, um dos países participantes. Além de delinear as quatro barreiras, o relatório fornece perfis individuais de países em todos os mercados existentes para a bioeconomia e recomenda intervenções-chave de apoio.

Cerca de 131 bilhões de litros de biocombustível são produzidos anualmente, em um mercado avaliado em aproximadamente 170 bilhões de dólares, também por ano. Isso vem principalmente das vendas de etanol de primeira geração e biodiesel. A produção global de biocombustível deve subir para 222 bilhões de litros por ano, até 2025, para estar de acordo com os cenários desenvolvidos pela IEA e pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA).

RENOVABIO

De acordo com o Balanço Energético Nacional 2017, na indústria brasileira, a energia renovável representou 58% do consumo total, ante 7,6% na média mundial. Nos transportes, a participação da energia renovável foi de 20%, contra 3% no resto do mundo. A Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) prevê, até 2028, elevar para 28,6% a participação de renováveis na matriz de combustíveis.

“Serão 36 bilhões de litros de etanol e 11,1 bilhões de litros de biodiesel produzidos anualmente. Esse esforço reduzirá em 10,1%, até 2028, a intensidade de carbono da matriz de combustíveis nacional, alinhada com a contribuição nacionalmente determinada brasileira no âmbito do Acordo de Paris”, informou o ministro Edson Duarte.

A RenovaBio estabelece como meta uma redução nas emissões da matriz de combustíveis no período 2019-2028. Dessa forma, com o impacto da nova política, as emissões em 2028 deverão cair de estimados 425 milhões de toneladas de CO2 para 345 milhões.

De acordo com o relatório, a colaboração internacional sólida e o envolvimento das partes interessadas são fundamentais para ajudar os países a alcançar esses objetivos. A Plataforma Biofuturo tem vinte países membros: Argentina, Brasil, Canadá, China, Dinamarca, Egito, Finlândia, França, Índia, Indonésia, Itália, Marrocos, Moçambique, Holanda, Paraguai, Filipinas, Suécia, Reino Unido, Estados Unidos e Uruguai, além da Comissão Europeia. Como uma iniciativa de participação múltipla, várias organizações internacionais, universidades e associações do setor privado também estão envolvidas e engajadas como parceiras oficiais.
Acesse o relatório completo Criando o Biofuturo 

Distribuidoras compram 770 m³ de biodiesel para mercado autorizativo

Embora a demanda tenha crescido vistosos 73% em relação ao bimestre anterior quando as compras foram de 445 m³, o mercado autorizativo continua sendo somente uma nota de rodapé para a indústria como um todo – ele representa menos de 0,1% do que foi arrematado durante as Etapas 3 e 5 do processo regular.

Das 18 usinas que poderiam participar da Etapa 5A por terem saído das rodadas anteriores com volumes de biodiesel não vendidos, apenas sete fizeram ofertas que totalizazram 16,5 milhões de litros. Essas usinas poderiam ter oferecido 64,5 milhões de litros.

Apenas três usinas fizeram vendas: a BioVida com 325 m³; a Bocchi com 400 m³ e a Granol de Anápolis com 45 m³. Juntas, elas vão faturar um pouco mais de R$ 2 milhões o que dá uma média de R$ 2.684,55.

O valor é R$ 24,52 maior do que os R$ 2.660,03 apurado no mercado obrigatório.

As compras feitas hoje são suficientes para garantir a venda de 3,85 milhões de litros de B20.

Fonte: BiodieselBR

Distribuidoras arremataram 847,3 milhões de litros na Etapa 3 do L64

Foi supreendentemente rápido. Ao contrário bimestre passado onde a disputa se arrastou por incríveis 36 horas, a Etapa 3 do 64º Leilão de Biodiesel foram encerradas logo no primeiro dia às 18h40. Foram arrematados perto de 847,3 milhões de litros de biodiesel que serão usados para abastecer o mercado de mistura obrigatória no primeiro bimestre de 2019.

No fim, o recuo da Petrobras em implementar o aumento nos incrementos mínimos das ofertas das distribuidoras de R$ 10 para R$ 20 nem chegou a fazer falta.

As aquisições feitas hoje pelas distribuidoras representam 80,7% dos quase 1,05 bilhão de litros que os fabricantes colocaram a venda nessa segunda-feira (03). Restam 202,4 milhões de litros ainda não vendidos para atender à demanda da Etapa 5, do mercado autorizativo e dos estoques.

Com base nas compras que foram finalizadas na Etapa 3, o mercado obrigatório poderá movimentar até 1,06 bilhão de litros de biodiesel. A expectativa da equipe de BiodieselBR.com, no entanto, é que o processe negocie aproximadamente 950 milhões de litros.

Até este momento, a L64 já movimentou um total de R$ 2,25 bilhões. O preço médio do metro cúbico de biodiesel foi negociado por uma média equivalente a R$ 2.659,22. Esse valor está 6,6% abaixo dos R$ 2.838,31 registrados no leilão passado.

Vencedoras

A ADM de Rondonópolis foi a usina que mais vendeu biodiesel a Etapa 3. Ela esgotou sua oferta de 63 milhões de litros no primeiro dia. Com um preço médio de R$ 2.630,58 o metro cúbico, a usina deverá faturar R$ 165,7 milhões entre janeiro e fevereiro.

Além da ADM de Rondonópolis, outras 13 usinas conseguiram esgotar as ofertas feitas durante a Etapa 2. Coletivamente, elas venderam 447,3 milhões de litros de biodiesel.

Apenas a Granol de Cachoeira do Sul não teve sucesso em colocar seu produto no mercado e encerrou  o dia com todo seu produto disponível vendar durante a Etapa 5.

Fonte: BiodieselBR

Setor de biodiesel entrega troféu a Michel Temer por avanços nas políticas voltadas aos biocombustíveis no Brasil

Presidente recebeu homenagem da Aprobio, da Ubrabio e da Frente Parlamentar do Mista do Biodiesel pela aprovação de medidas como o RenovaBio e cronograma de aumento da mistura de biodiesel ao diesel derivado de petróleo

Brasília, 4 de dezembro de 2018 – O presidente Michel Temer recebeu na noite desta terça-feira um troféu pelos avanços nas políticas nacionais voltadas aos biocombustíveis, em especial ao biodiesel. A homenagem foi promovida pela Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (APROBIO), pela União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (UBRABIO) e pela Frente Parlamentar Mista do Biodiesel, em jantar realizado no Dunia City Hall, em Brasília, para cerca de 150 convidados, entre autoridades, parlamentares e produtores de biodiesel.

Ao agradecer a homenagem, o presidente destacou a importância do biodiesel na economia nacional e o quanto as políticas adotadas para o setor têm servido de exemplo para o mundo. “Agora, na reunião do G-20, em Buenos Aires, quatro chefes de Estado vieram falar comigo dessa conquista do Brasil”, afirmou Temer, após receber a honraria, um troféu representando uma gota de biodiesel.

Bem-humorado e acompanhado do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, o presidente disse que homenagens como essa são um reconhecimento do trabalho feito em pouco mais de dois anos e meio de governo. “Uma coisa é ser conhecido; outra é, depois de conhecido, ser reconhecido”, explicou. “A piada do café frio em fim de governo é verdade absoluta. Mas na minha sala o café ainda é quente e também vem acompanhado de água”, brincou Temer, sob aplausos dos convidados do evento.

O troféu em homenagem às políticas adotadas pelo governo Michel Temer foi entregue pelo conselheiro da Aprobio, Alberto Borges de Souza, pelo presidente do Conselho Superior da Ubrabio, Juan Diego Ferrés, e pelo deputado federal Evandro Gussi (PV-SP), coordenador da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel.

“Essa é uma oportunidade de agradecer e comemorar”, definiu Alberto Souza, da Aprobio. “No governo Temer, passamos do B8 (8% de biodiesel adicionado ao diesel fóssil) para o B10 e, baseado na legislação, criamos condições para continuarmos crescendo 1 ponto porcentual ao ano, até o B15 em 2023. Também lançamos, com a liderança do deputado Gussi e do governo, as bases do RenovaBio.”

Para Juan Diego Ferrés, da Ubrabio, o governo Temer deixa um legado de extrema relevância para o setor de biocombustíveis. “O RenovaBio foi construído com amplo diálogo, com todos os segmentos da sociedade. Com ele, o Brasil faz história e reafirma sua referência internacional na área de energia limpa, o que tem sido comprovado pela adesão internacional e o reconhecimento alcançado através da plataforma para o Biofuturo.”

Coordenador da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel, Evandro Gussi destacou o trabalho de toda a equipe do governo. “Somos gratos, em nome dos brasileiros, pelo trabalho abnegado do presidente, com um time capitaneado pelo ministro Padilha, a quem estendemos essa homenagem”, afirmou. “O biodiesel, que vivia em espasmos no passado, agora tem previsibilidade para o futuro.”

Dois anos de avanços

Desde 2016, o setor de biocombustíveis obteve expressivas conquistas, chanceladas pela gestão Michel Temer. Destacam-se o desenvolvimento e aprovação, em tempo recorde, da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), uma política de estado inovadora de incentivo ao uso de energia limpa e renovável em substituição aos combustíveis fósseis, com redução da emissão de gases de efeito estufa, criação de oportunidades e maior segurança e previsibilidade para as diversas cadeias produtivas envolvidas.

Outra conquista relevante foi a definição de um cronograma de aumento gradual da adição de biodiesel ao diesel derivado de petróleo. Em março de 2018, entrou em vigor o índice de 10% de biodiesel misturado ao combustível fóssil, o chamado B10. Em outubro, foi publicada pelo governo resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que prevê aumentos anuais de 1 ponto porcentual nessa mistura, a partir de 2019, até o limite de 15% de biodiesel (B15) adicionado ao diesel derivado de petróleo, em 2023, conforme previsto pela legislação vigente.

Essas medidas já proporcionam grandes avanços para o Brasil e para a cadeia produtiva de biodiesel. A produção anual do biocombustível em 2018 deve atingir 5,4 bilhões de litros, um aumento de cerca de 25% em relação aos 4,3 bilhões registrados em 2017. Para 2019, a estimativa é de 6 bilhões de litros e, em 2023, com a adoção do B15 e a aplicação prática do RenovaBio, esse volume pode chegar a 11 bilhões de litros.

O Brasil é o segundo maior produtor e consumidor de biocombustíveis no mundo, e tem tudo para seguir avançando nesse caminho. O biodiesel reúne uma série de benefícios econômicos, ambientais e sociais que o colocam como produto singular em relação a outros países. Esse biocombustível reduz a demanda nacional por diesel importado, pratica uma política de precificação mais previsível que a do combustível fóssil e agrega valor a diversas cadeias produtivas do agronegócio, em especial à da soja, mas também à da proteína animal e de outras oleaginosas.

Além de reduzir em 70% as emissões de gases de efeito estufa em comparação ao diesel mineral, o biodiesel tem como matéria-prima o sebo animal, cujo descarte inadequado tem graves impactos ambientais, e o óleo de cozinha usado, que pode ser reciclado e transformado em combustível renovável, em vez de sobrecarregar as redes de tratamento de esgoto ou, pior, poluir cursos d’água.

No Brasil, o biodiesel também é o principal programa de transferência de renda para a agricultura familiar, por meio do Selo Combustível Social (SCS). Só em 2017, cerca de R$ 4 bilhões em faturamento dos pequenos produtores foram oriundos do setor.

Acesso o vídeo completo do jantar no nosso canal do YouTube, clicando aqui.

Indústria de biodiesel está otimista com mistura de combustíveis de fontes renováveis

A indústria de biodiesel está otimista com o aumento da mistura de combustíveis de fontes renováveis ao diesel, a partir do próximo ano. No Rio Grande do Sul, a expectativa é de que a procura pela soja, a principal matéria-prima do biocombustível cresça, já na próxima safra.

O biodiesel é um combustível extraído de fontes renováveis, principalmente da soja.

No Brasil, ele misturado ao diesel, que a partir do próximo ano, essa mistura vai ser maior. O Conselho Nacional de Política Energética garantiu a adição gradual de biodiesel no diesel, a partir de 2019. Hoje são 10%, até 2023 serão 15%. É 1% por ano que representa muito, principalmente para cadeia da soja. “A oportunidade de crescimento de mercado vai gerar mais empregos, novos investimentos e mais demanda de matéria prima.”, disse Erasmo Carlos Battistela, presidente do Conselho da APROBIO e diretor-presidente da BSBIOS.

Só a BSBIOS, com um unidade de produção em Passo Fundo/RS, é responsável pela produção de 540 milhões de litros de biodiesel por ano. A soja representa mais de 70% do que é produzido pela empresa.

Ela é a maior indústria de biodiesel no Sul do país e já prepara uma ampliação pra produzir mais a partir do próximo ano. Em todo o país, a produção de biodiesel atingiu a marca de quase 5,5 bilhões de litros em 2018.

O engenheiro agrônomo, Elmar Floss, acredita que os efeitos do incremento do biocombustível no diesel já vão aparecer na próxima safra de soja. “Isso ajuda a garantir bons preços para a soja, porque vai somando além do valor econômico maior, que é a proteína da soja, tem ainda também a valorização desse óleo, que como eu disse, representa 20% do peso do grão.”

Fonte: Hora 1

Presidente da BSBIOS e da APROBIO recebe troféu O Equilibrista como Executivo de Finanças do Ano

Para Erasmo Carlos Battistella, prêmio concedido pelo IBEF-RS é um reconhecimento das boas práticas de gestão aplicadas por todos os colaboradores da empresa

Na noite de sexta-feira (30), no Grêmio Náutico União, em Porto Alegre/RS, o presidente da BSBIOS e do Conselho de Administração da APROBIO, Erasmo Carlos Battistella, recebeu o Troféu O Equilibrista – Executivo de Finanças do Ano, concedido pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Rio Grande do Sul (IBEF-RS). O prêmio é o reconhecimento dos profissionais de finanças com performance diferenciada e carreira sólida.

A escolha dos nomes pelo conselho do IBEF-RS foi feita a partir da avaliação dos projetos inscritos por uma banca composta por representantes das auditorias Deloitte, KPMG, PwC e Ernst&Young, levando em consideração diversos fatores, como a capacidade de reação em um cenário adverso. Ao todo, 11 cases se inscreveram para a premiação.

Battistella apresentou o case do plano de restruturação administrativa e financeira da BSBIOS, evidenciando as iniciativas de gestão tomadas para buscar a reversão de resultados e tornar a companhia mais saudável economicamente. Tendo como norte a sustentabilidade e acreditando nas premissas que o fizeram fundar a BSBIOS, o empresário aplicou medidas para aumentar a competitividade da companhia.

O presidente da BSBIOS destaca que está muito honrado em receber o prêmio. “Esse troféu reconhece e simboliza os esforços de boas práticas de gestão, que fizemos na liderança da BSBIOS, com a finalidade de reestruturar a empresa. Agora, aumenta ainda mais a responsabilidade em continuarmos buscando melhores resultados”, pontuou Battistella, dividindo e agradecendo a contribuição de todos os colaboradores da empresa.

Na edição deste ano, ainda foi concedido o Prêmio de Destaques em Finanças 2018. Receberam a honraria a diretora administrativa e de RH da Fruki, Aline Eggers Bagatini, e a diretora financeira e de operações de RH do Grupo RBS, Mariana Guedes Silveira.

De pequeno empresário a líder do setor de biodiesel e agroenergia

Sempre com veia de empreendedor, Battistella fundou em 2005 a BSBIOS. Ele já atuava como pequeno empresário no ramo de varejo de combustíveis, e o biodiesel surgiu de um questionamento de alguns agricultores na fila do banco, que queriam saber a opinião do empreendedor. Com pouco conhecimento sobre o assunto, o empresário procurou entender mais sobre o tema que começava a ganhar espaços nos noticiários, graças à preparação, pelo governo, do Plano Nacional de Produção e Uso do Biodiesel – PNPB.

Buscando informações através de assessoria e de uma consultoria especializada, apostou na ideia e a transformou em oportunidade. Para tanto, uniu-se a outros três empresários, que deram o suporte necessário para a concretização da companhia. O negócio cresceu e expandiu para o Paraná, com a abertura de mais uma planta produtora de biodiesel. Com visão de tornar a companhia ainda mais sustentável, optou-se pela verticalização da indústria, com uma unidade de Processamento de Grãos.

Battistella sempre buscou desenvolver o setor, sendo cofundador e presidente da Associação de Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), e também contribuiu para fundar a Associação Brasileira de Produtores de Canola – Abrascanola.

Atualmente, o empresário é proprietário do ECB Group, que tem por foco atuar na área da Agroenergia, trabalhando para promover o desenvolvimento da produção agrícola e uso de energia limpa.

Analítica Comunicação (11) 2579-5520

Iuri Pitta (iuri.pitta@analitica.inf.br )

Daniela Garrafoni (daniela.garrafoni@analitica.inf.br)

BSBIOS (54) 2103-7151

Letícia Fazolin Wendling (leticia.fazolin@bsbios.com)

ANP espera que L64 movimente até 985 milhões de litros

Foi realizada quarta-feira (28) a reunião do Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Biodiesel (CMAB) que avaliou as perspectivas para o 64º Leilão de Biodiesel. O processo vai negociar o biodiesel que será usado pelo mercado obrigatório e autorizativo durante o primeiro bimestre de 2019.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) o processo deverá movimentar entre 965 e 985 milhões de litros. No geral, a projeto foi considerada excessivamente otimista pelos presentes.

As vendas de biodiesel no leilão correspondente ao primeiro bimestre de 2018 – o L58 – foram de 713,3 milhões de litros. Os números da ANP mostram um aumento de demanda entre 35,3% e 38,1%. Mesmo descontando os efeitos da adoção do B10 acontecida em março passado, ainda seria preciso que a demanda nacional de óleo diesel crescesse entre 16,9 e 19,3% para viabilizar uma demanda tão grande.

“Ninguém tem bola de cristal. Mas a não ser que tenhamos um crescimento muito fora da curva, a projeção da ANP não deve se concretizar”, avaliou o diretor superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Julio Minelli. “O lado positivo é que, mesmo com esses números superdimensionados, todos os participantes da CMAB se mostraram seguros de que a oferta do leilão seria suficiente para atender à demanda”, prossegue.

Entre 2017 e 2018, o consumo de diesel no primeiro bimestre se expandiu 3,3%. Se o crescimento entre 2018 e 2019 simplesmente se repetisse, a demanda de biodiesel seria de 852,9 milhões de litros.

Última

A reunião da CMAB desta quarta-feira foi a última a ser realizada sobre a atual gestão do MME. Oficializado em janeiro do ano passado, o colegiado reúne periodicamente governo, fabricantes e distribuidoras para nivelar informações a respeito das expectativas de consumo e oferta de biodiesel

De acordo com o coordenador-geral de combustíveis renováveis do MME, Ricardo Gomide, estão sendo realizadas reuniões com a equipe de transição do governo Bolsonaro para repassar as informações do atual cenário do setor.

Fonte: BiodieselBR

Aprobio participa de reunião do Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Biodiesel

O diretor superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Julio Cesar Minelli, participou, nesta quarta-feira (28), da 8a Reunião do Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Biodiesel (CMAB), na sede do Ministério de Minas e Energia (MME), em Brasília.

Esse foi último encontro do comitê neste ano e também da atual gestão, do governo do presidente Michel Temer. De acordo com o coordenador-geral de desenvolvimento da produção e do mercado de combustíveis renováveis do MME, Ricardo Gomide, a pasta tem conduzido conversas de aproximação com a equipe de transição do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para repassar as informações do atual cenário do setor.

“Esse deve ser o caminho: o diálogo. Acho que isso é produtivo para o bem da sociedade”, afirmou Gomide.

O coordenador propôs ainda que a estrutura do comitê seja repensada para o próximo ano. Para Minelli, a proposta de aprimorar a articulação do comitê está em consonância com as expectativas da Aprobio. No início deste ano, conforme destacou durante a reunião, a entidade propôs a ampliação das discussões sobre estratégias de longo prazo pelo colegiado.

Entre as perspectivas apresentadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), está a oferta de diesel (L62) para o próximo leilão. A apresentação das propostas acontece no dia 3 de dezembro e o leilão, dia 10. A estimativa da ANP é de uma demanda de de 965 a 985 mil m3, volume que afirmaram ser otimista. Aprobio questionou se estavam considerando a sazonalidade – primeiro bimestre historicamente menor consumo – pois essa previsão consideraria um aumento considerável de demanda. Plural também considerou a previsão otimista.

CMAB – O comitê reúne os diversos agentes da cadeia produtiva para nivelar informações sobre a oferta e demanda dos biocombustíveis no Brasil.

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