Relatório Ambiental da Apple mostra menos gasto com energia e menos emissão de CO2

Por conta do Dia da Terra (22 de abril), a Apple divulgou todas as novidades relacionadas ao meio ambiente.

No dia 24 (terça-feira), ela anunciou o novo robô Daisy para desmontagem de iPhones e renomeou o seu programa de trade-in para “GiveBack” — além de também informar que fará mais doações para a Conservation International.

Mas as notícias não terminaram aí, não. Ela também publicou o seu mais novo Relatório de Responsabilidade Ambiental [PDF], o qual fala do progresso da empresa no ramo cobrindo o ano fiscal de 2017, bem como atualizou a página em seu site dedicada ao assunto. Abaixo, você confere alguns destaques.

Recentemente, a Apple informou que todas as suas estruturas (lojas, escritórios, etc.) passaram a operar 100% com energia renovável. No relatório, além de também destacar essa informação, a empresa informou que convenceu 23 dos seus fornecedores a se comprometerem a usar 100% de energia renovável.

O mapa abaixo representa investimentos de longo prazo em novos projetos de energia renovável que darão suporte às instalações da Apple, fabricação e redes de limpeza em todo o mundo.

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Os esforços da Apple fizeram a empresa reduzir a sua pegada de carbono (gases de efeito estufa) de 29,5 milhões de toneladas em 2016 para 27,5 milhões de toneladas em 2017.

Desse montante, 77% são provenientes da fabricação dos produtos e 17% da utilização deles em si, conforme podemos ver no gráfico abaixo:

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Se compararmos 2017 com 2011, a redução nas emissões foi de 54% em todo o mundo; a partir desde ano, 66% da energia renovável adquirida pela Apple vem dos seus próprios projetos.

Outro esforço da empresa que merece ser comentado foi a melhoria na eficiência energética das instalações da Maçã em todo o mundo, incluindo as mais de 500 lojas de varejo.

Foram feitos aprimoramentos nos sistemas de iluminação (agora LED), aquecimento, ventilação e ar-condicionado, resultando em uma economia total de eletricidade de 3,7 milhões de quilowatts-hora por ano.

A pegada energética global da Apple foi reduzida em 14,7 milhões de quilowatts-hora e 225.000thm no ano fiscal de 2017. Combinada com outras medidas de eficiência implementadas desde 2011, a Apple economizou 70 milhões de quilowatts-hora de eletricidade e 2,4 milhões de gás natural por ano.

A empresa também trabalhou diretamente com seus fornecedores para auditar instalações e encontrar oportunidades de melhor eficiência energética, deixando de enviar 320.000 toneladas métricas de CO2 para a atmosfera em 2017.

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Fonte: Ambiente Energia

Apple vai gerar energia limpa para iluminar suas lojas

A exemplo do que já fizeram Walmart e Google, companhia criou uma subsidiária para poder garantir eletricidade para sua operação

A seguinte frase está estampada na frente de uma unidade da Apple Store, uma caixa de vidro que fica entre um restaurante tailandês e uma farmácia na região central de Palo Alto, na Califórnia: “Essa loja funciona a partir de energia renovável.” Se os planos da Apple derem certo, a empresa poderá dizer exatamente o mesmo de sua operação não apenas na Califórnia, mas em todos os Estados Unidos. Com uma nova iniciativa, a empresa está tentando suprir sua demanda por eletricidade a partir de energia limpa, como a solar, a eólica e a hidrelétrica.

Assim como outras grandes empresas fizeram no passado, como o gigante do varejo Walmart e o buscador Google, a Apple conseguiu uma autorização federal para criar sua subsidiária de energia, que transformá-la em uma fornecedora de energia no atacado nos EUA. Na prática, a Apple está criando sua própria empresa de fornecimento de energia limpa – embora o principal cliente do negócio seja a própria empresa.

A redução de custos, assim como a sustentabilidade, estão entre as principais motivações da Apple. Como geradora, ela poderá reduzir seu custo da energia elétrica, que alcançou a marca de 831 milhões de quilowatts/hora no último ano fiscal – quantidade suficiente para manter mais de 76 mil casas pelo período de um ano. Ao mesmo tempo, a Apple tenta reduzir as emissões de dióxido de carbono da produção de energia elétrica, que contribuem com o aquecimento global.

Em uma operação arrojada, a Apple contratou a empresa First Solar para suprir pouco menos da metade de sua demanda por eletricidade até o fim deste ano. Ela será produzida na

planta de energia solar Califórnia Flats, que está em construção. Os termos do acordo determinam que a Apple vai pagar US$ 848 milhões pela eletricidade ao longo de 25 anos. Além disso, a empresa receberá a planta ao prazo final do acordo. Trata-se de um dos maiores contratos de energia limpa já firmados no mundo.

“Essa é uma outra forma inovadora para conseguir eletricidade sem depender do sistema elétrico da Califórnia, que inclui o uso de combustíveis fósseis”, disse a executiva responsável pelas políticas de sustentabilidade da Apple, Lisa Jackson.

Embora a maior parte da fabricação dos produtos da Apple aconteça em outros países, a empresa tem alta demanda de energia nos EUA. Além de sua sede, que fica em Cupertino, na Califórnia, a fabricante precisa manter iluminadas 270 lojas no país. Mas a maior parte da demanda de energia é gerada pela sua operação na nuvem – o centro de sua venda de aplicativos, música, vídeos e livros para usuários de iPhone, iPad e computadores da linha Mac.

O anúncio da Apple ocorreu em um momento em que o preço de energias renováveis continua a cair. Ao assinar um contrato de longo prazo, a empresa se protege do pagamento de taxas elevadas do setor de energia. A Apple não revela a economia exata que terá a partir de agora, mas espera deixar de gastar centenas de milhões de dólares nos próximos anos.

Texto de Diane Cardwell/tradução de Claudia Tozetto

Fonte: O Estado de S.Paulo

 

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