Leilão de Biodiesel do Brasil negocia 1,139 bi litros, diz ANP

O 68º leilão de biodiesel do Brasil registrou o arremate de 1,139 bilhão de litros do produto, para atendimento de demanda em setembro e outubro, ante 984,443 milhões de litros negociados no certame anterior, para julho e agosto, informou nesta segunda-feira a agência reguladora ANP.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o valor total do certame foi de 1,141 bilhão de reais, com preço médio de 2,857 reais por litro –descontada a margem da Petrobras.

Ainda de acordo com nota do órgão, o ágio médio foi de 1,30% em relação à média ponderada dos preços máximos de referência, de 2,820 reais por litro.

A apresentação das ofertas de biodiesel ocorreu em 12 de agosto, com 38 produtores disponibilizando 1,141 bilhão de litros, sendo 99,74% de produtores que possuem o Selo Combustível Social.

Fonte: Notícias Agrícolas

ANP divulga metas do RenovaBio para redução de emissões por distribuidoras de combustíveis

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou as metas individuais para redução de emissões de gases causadores do efeito estufa que terão que ser cumpridas por distribuidoras de combustíveis no âmbito do programa de incentivo aos biocombustíveis RenovaBio.

As metas individuais compulsórias por empresa vigorarão até 31 de dezembro e poderão ser comprovadas cumulativamente com as metas referentes a 2020, segundo despacho da agência reguladora no Diário Oficial da União desta segunda-feira.

As metas, definidas em unidades de Créditos de Descarbonização (CBIO), retificam as que haviam sido divulgadas em um despacho anterior, de 27 de junho, segundo a publicação da ANP.

Fonte: Extra

Governo lança o “Novo Mercado do Gás”, um marco histórico para o Brasil

Um mercado de gás natural aberto, dinâmico e competitivo, visando a retomada do crescimento econômico e do desenvolvimento regional, que vai promover uma verdadeira revolução energética e industrial no setor. Foi com este objetivo que o Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, participou do lançamento hoje, do programa “Novo Mercado de Gás”, com a assinatura, pelo presidente Jair Bolsonaro, do Decreto que cria o Comitê de Monitoramento da Abertura do Mercado de Gás Natural. A solenidade de lançamento do programa ocorreu no Palácio do Planalto e contou com a presença de autoridades, parlamentares, representantes de empresas, dirigentes de órgãos públicos entre outros segmentos do setor.

Buscando superar desafios decorrentes de mais de 20 anos de atraso na abertura efetiva do mercado de gás e em consonância com uma das políticas prioritárias deste governo, o “Novo Mercado de Gás” visa melhorar o aproveitamento do gás oriundo do Pré-sal da Bacia de Sergipe/Alagoas e de outras descobertas, ampliar investimentos em infraestrutura de escoamento, processamento, transporte e distribuição de gás natural, aumentar a geração termelétrica a gás e ainda retomar a competitividade da indústria nos segmentos de celulose, cerâmica, fertilizantes petroquímica, siderurgia e vidro, entre outros. As ações do Comitê serão implementadas em parceria com a Casa Civil, o Ministério da Economia, o Conselho de Administrativo de Defesa Econômica (CADE), a Agência Nacional do Petróleo (ANP), e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Comitê de Monitoramento da Abertura do Mercado de Gás

“Hoje estamos dando mais um passo para a garantia da eficácia das políticas públicas, com a assinatura do Decreto que cria o Comitê de Monitoramento da Abertura do Mercado de Gás Natural (CMGN) e estabelece a governança do programa, de modo a acompanharmos a resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), o termo de cessação de condutas firmado entre o CADE e a Petrobras, a agenda regulatória da ANP para os próximos anos, os instrumentos econômicos e tributários e a evolução regulatória dos estados”, disse o Ministro.

“Neste sentido – acrescentou – os estados têm um papel primordial a desempenhar pois nos termos da Constituição, a exploração do serviço local de gás canalizado cabe a esses entes federativos. Razão pela qual temos dialogado frequentemente com o objetivo de incentivar a harmonização e o aperfeiçoamento das regulações estaduais”, ponderou o Ministro.

O Comitê será composto por membros da Casa Civil e dos Ministérios da Economia, de Minas e Energia, do CADE, da ANP e da EPE. Irá coordenar as ações e atividades dos diversos agentes de estado que vão atuar para a efetiva quebra do monopólio do petróleo e do gás natural no país. Entre as suas competências estão o monitoramento das ações necessárias à abertura do mercado de gás e a proposição de medidas ao CNPE. Os pilares do programa do Novo Mercado de Gás são: promover a concorrência, harmonizar as regulações estaduais e federal no setor, estimular a integração do setor de gás com os setores elétrico e industrial e remover barreiras tarifárias que impeçam a abertura do mercado e a competição.

Em seu discurso, Bento Albuquerque também lembrou que em todas as regiões do país estão surgindo boas iniciativas relacionadas ao novo mercado de gás. “A partir de uma maior e mais diversificada oferta de gás, até 2029 a nossa produção passará dos atuais 124 para 267 milhões de metros cúbicos por dia. Ao alcançarmos preços mais competitivos, o nosso país será capaz de gerar mais emprego e renda para a nossa população”, observou.

Bento Albuquerque exemplificou as iniciativas destacando algumas delas, como na região Norte, com o campo de gás denominado Azulão, no coração da Amazônia, que abastecerá Roraima em decorrência do leilão recentemente realizado. Citou o Nordeste, onde está se congregando um terminal de GNL (gás natural liquefeito) capaz de regaseificar até 21 milhões de m3 por dia (o primeiro terminal privado do país), e uma produção potencial próxima à costa da ordem de 20 milhões de m3/dia em 2025. “Associado ao aperfeiçoamento da regulação, de modo a favorecer os investimentos e a modicidade tarifária, o estado de Sergipe tem se tornado um dos maiores polos de gás do país, alavancando o suprimento na região”, afirmou o Ministro.

De acordo com o Ministro, na região Centro-Oeste, estão em curso negociações para a importação de gás boliviano a preços atrativos, o que pode beneficiar os estados da região. Na região Sudeste, segundo Bento Albuquerque, as descobertas no Pré-sal no litoral dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, deixarão a região em posição relevante para o aproveitamento dessa riqueza.

O Ministro lembrou também a região Sul do país, na qual novos projetos de terminais de gás natural liquefeito estão sendo estudados. “A integração energética entre o Brasil e a Argentina poderá criar oportunidades tendo em vista as grandes reservas de gás do Pré-sal brasileiro e as descobertas em Vaca Muerta, na Argentina”, destacou.

Bento Albuquerque também fez uma breve retrospectiva sobre a quebra do monopólio estatal do petróleo e do gás natural. E voltando à década de 90, lembrou que, apesar de promulgada a emenda n.9/95, que oferecia as condições iniciais para um ambiente de livre competição, e “ainda que o país tivesse optado pela abertura desses mercados por entender que a demanda por investimentos era maior do que a capacidade de uma única empresa de investir”, a quebra do monopólio, de fato, não aconteceu. “Desta forma – analisou o Ministro – a inexistência de competição resultou em um elevado preço do gás ofertado, afetando diretamente os custos das empresas nacionais frente a seus competidores estrangeiros”.

“Vale salientar que o gás natural impacta de forma significativa o segmento industrial e, em alguns deles, pode representar mais de 30% do custo final”, destacou Bento Albuquerque, lembrando que o preço do gás natural no país, hoje, é um dos mais caros entre as principais referências do G20.

O Ministro também comparou a realidade do gás no Brasil com a de países como a Argentina, os Estados Unidos e o Japão. Bento Albuquerque lembrou que enquanto nos EUA o gás entregue para as distribuidoras custa, em média, 3,13 dólares/milhão/BTU, aqui no Brasil o preço está acima de 10 dólares/milhão/BTU, “maior até do que os preços praticados no Japão, país que importa a totalidade do gás consumido”. Comparou também a malha de gasodutos do Brasil com a da Argentina, constatando como a infraestrutura brasileira é pouco desenvolvida: “Contamos com apenas 9,4 mil quilômetros de dutos de transporte de gás, enquanto na Argentina há cerca de 29 mil quilômetros de dutos”.

CNPE projetará o país

Medidas tomadas pelo Conselho Nacional de Política Energética – CNPE, também mereceram destaque no pronunciamento do Ministro Bento Albuquerque. Entre elas, a aprovação de 16 resoluções voltadas, tanto para a indústria do gás natural como para a abertura do mercado de refino e distribuição de combustíveis, além da Cessão Onerosa, cujas negociações se arrastavam há cinco anos. “O conjunto destas medidas colocará o país no centro de atração de investimentos e, ao mesmo tempo, projetará o país para posições jamais pensadas como, por exemplo, a de estar entre os cinco maiores produtores de petróleo e gás do mundo até 2030, um marco histórico no capítulo do desenvolvimento do Brasil”.

REATE 2020

Lembrando a importância da atividade de exploração e produção em áreas terrestres, Bento Albuquerque citou o programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres – REATE 2020.

O REATE é uma política nacional de fomento a essa atividade de modo a propiciar o desenvolvimento local e regional, aumentar a competitividade das indústrias petrolíferas onshore nacional e fomentar o aproveitamento de recursos em reservatórios de baixa permeabilidade.

Bento Albuquerque concluiu seu discurso dirigindo-se ao presidente da República, declarando: “Senhor presidente, considerando que missão dada é missão cumprida, hoje, vencemos o desafio de implementarmos mais uma das relevantes metas do seu governo ao caminharmos, a passos largos, para ampliar a participação do gás natural, combustível da transição energética, em nossa matriz; conquista, fruto da determinação, da integração e do engajamento dos diversos órgãos partícipes para a materialização dessa política pública tão transformadora quanto oportuna”.

Fonte: Ministério de Minas e Energia

ANP: Anuário destaca a retomada do setor petroleiro no Brasil em 2018

A ANP publicou, na última sexta-feira (28), os dados estatísticos consolidados da evolução do setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis no Brasil e no mundo em 2018.

No Brasil, o ano de 2018 foi marcado pela consolidação da retomada das rodadas de licitações de áreas para exploração e produção iniciada no ano anterior. Foram realizadas a 15ª Rodada no modelo de concessão, com arrecadação em bônus de assinatura de mais de R$ 8 bilhões; além da 4ª e da 5ª Rodadas de Partilha que, juntas, arrecadaram cerca de R$ 10 bilhões.

A produção nacional de gás natural cresceu 1,8% em 2018, nono ano consecutivo de aumento, e atingiu 112 milhões de m3/dia. A elevação foi liderada pela oferta de gás do pré-sal, que alcançou a média de 57,6 milhões de m3/dia no ano, cerca de 51% da produção do País.

A produção de etanol foi 15,6% superior ao ano anterior, atingindo a marca histórica de 33 bilhões de litros. Já a produção de biodiesel cresceu 24,7% em 2018 em decorrência, principalmente, do aumento do teor de mistura no óleo diesel de 8% para 10%. Em decorrência do aumento da produção, as vendas de etanol hidratado cresceram 32,9% em 2018, em função da maior competitividade dos preços deste combustível em relação à gasolina C.

O montante gerado pelas participações governamentais em 2018 atingiu o recorde histórico de R$ 53 bilhões – R$ 23,4 bilhões em royalties e R$ 29,6 bilhões em participação especial. Já o volume de obrigações da cláusula dos contratos de concessão, partilha e cessão onerosa, relativas aos investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) também foi recorde – R$ 2 bilhões.

Os dados publicados hoje estão divididos em seis seções: Panorama Internacional, Indústria Nacional do Petróleo e Gás Natural, Comercialização, Biocombustíveis, Licitação de Blocos e Resoluções da ANP. A partir da próxima semana, as informações também estarão disponíveis, no sítio eletrônico da ANP, no formato de dados abertos.

Todas as informações estão no endereço: www.anp.gov.br/publicacoes/anuario-estatistico/5237-anuario-estatistico-2019

Fonte: Último Instante

Representantes do setor de biodiesel va ao MME nessa sexta para debater B11

Representantes do setor de biodiesel farão mais um esforço concentrado para tentar destravar a chegada do B11. Na tarde dessa próxima sexta-feira (28), um grupo formado pela Abiove, Aprobio e Ubrabio se reunirá com autoridades do Ministério de Minas e Energia (MME), ANP, montadoras e fabricantes de autopeças.

Nesse encontro eles deverão apresentar os resultados dos testes de curta duração que o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) vem conduzindo sobre a questão da estabilidade oxidativa do biodiesel e das misturas entre biodiesel e diesel fóssil.

Pelo lado do governo deverá participar da reunião o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Márcio Félix. Também estão convidados: o diretor da ANP Aurélio Amaral; a AEA, o Sindipeças e a Anfavea.

A ideia dos fabricantes é tentar conseguir que o novo aumento de mistura receba sinal verde a tempo do Leilão 68 que deverá abastecer o mercado durante os meses de setembro e outubro. Para tanto, eles precisam que o relatório dos testes do biodiesel feito pelas montadoras seja alterado. E o resultado dos novos testes do INT são a razão para essa mudança.

Na visão das usinas essa mudança no relatório pode vir antes da mudança na especificação do biodiesel. Assim o MME poderia autorizar o B11, que entraria em vigor no próximo leilão, enquanto a ANP seguiria com o processo de alteração na resolução que entraria em vigor antes das entregas de biodiesel do novo leilão começarem.

Fonte: BiodieselBR

Produção de biodiesel avança 17% em maio

Apesar de sua aparente robustez – em abril o crescimento anual ficou em 4,2% –, esse número precisa ser encerado com certas reservas para não causar uma euforia mal direcionada. Ele é antes o reflexo de um processo de normalização do que o sinal de um mercado mais aquecido.

Normalidade

Isso porque a greve de caminhoneiros de maio de 2018 praticamente paralisou o setor de biodiesel e acabou levando a uma contração de 14%na produção. Vale ressaltar, no entanto, que o resultado atual é o maior já obtido para o mês de maio.

Na comparação mês a mês, tivemos uma queda de 3,6% em relação ao resultado de abril. Contrações entre abril e maio não são inéditas, desde que o Brasil passou a produzir biodiesel em apenas 6 dos 15 anos, houve queda na produção.

Somando a produção entre janeiro e maio, as usinas brasileiras colocaram um pouco menos de 2,24 bilhões de litros. O somatório da produção nos primeiros cinco meses avançou 14,3%. Esse período, no entanto, inclui dois meses – janeiro e fevereiro – onde a comparação ainda se dá entre B8 e B10.

Potencial

A maior produtora do mês de maio foi a Potencial. A usina paranaense acelerou 18,2% e fabricou 30,4 milhões de litros de biodiesel – 18,2% a mais do que em abril – e tomou a primeira posição da Granol de Anápolis que caiu para a terceira colocação do mercado.

O ano tem sido concorrido, até agora nenhuma usina de biodiesel conseguiu liderar o ranking de fabricantes por dois meses seguidos. A Granol de Anápolis foi a única que ocupou o posto duas vezes – em janeiro e em abril. Contudo, a Potencial vem se mantendo sempre no pódio (foram três 3ª lugares, um 2º e um 1º) o que lhe rendeu o primeiro lugar no somatório da produção até agora com 140,9 milhões de litros – 6,3% do total fabricado até agora.

O Rio Grande do Sul foi a principal origem do biodiesel brasileiro em maio. Foram mais de 123,3 milhões de litros o que equivale a 27,5% da produção total.

Fonte: BiodieselBR

RenovaBio: ANP regulamenta metas de descarbonização para distribuidoras

O RenovaBio atingiu outro marco importante hoje. A ANP publicou na edição do Diário Oficial da União desta sexta-feira (14) a Resolução 791/2019 na qual regulamenta a forma como serão calculadas as metas de descarbonização a que cada distribuidora de combustíveis ficará sujeita.

Vão ser essas metas que criarão a demanda para os Créditos de Descarbonização (CBios) que os fabricantes de biocombustíveis passarão a emitir com base nas emissões de CO2 que seus produtos evitam quando substituem os combustíveis fósseis. Para comprovar que estão cumprindo suas obrigações, as distribuidoras precisarão comprar CBios

“A norma regulamenta o rateio entre os distribuidores de combustíveis das metas de descarbonização nacionais, definidas por resolução do CNPE. O cálculo dessas metas individuais, quantificadas em CBios, será feito proporcionalmente à emissão de gases de efeito estufa dos combustíveis fósseis comercializados pelo distribuidor no ano anterior”, explicou a agência, em nota.

Essa é a segunda resolução sobre o RenovaBio publicada pela ANP. No final de novembro passado, a agência publicou a Resolução 758/2018 no qual regulamentou a outra ponta do mercado ao estabelecer detalhar os procedimentos para que os fabricantes de biocombustíveis possam certificar seus tornando-se aptos para emitir CBios.

A íntegra da Resolução ANP 791/2019 pode ser acessada clicando aqui.

Fonte: BiodieselBR

ANP credencia mais uma firma inspetora no RenovaBio

Foi publicado ontem (11/6), no Diário Oficial da União, o credenciamento da Fundação Carlos Alberto Vanzolini para certificação da produção eficiente de biocombustíveis, nos termos da Resolução ANP nº 758/2018.

Com a aprovação, já são quatro as firmas inspetoras credenciadas no RenovaBio. O Instituto Totum de Desenvolvimento e Gestão Empresarial Ltda., a SGS ICS Certificadora Ltda. e a Green Domus Desenvolvimento Sustentável Ltda. também já estavam aptas a atender demandas de certificação de produtores e importadores de biocombustíveis.

Acompanhe as firmas credenciadas e mais informações sobre o RenovaBio na página do programa.

Fonte: ANP

67º Leilão de Biodiesel da ANP negocia 984,443 milhões de litros

No 67º Leilão de Biodiesel da ANP foram arrematados 984,443 milhões de litros de biodiesel (volume obrigatório e voluntário), para atendimento às misturas obrigatória e voluntária. Desse volume, 983,543 milhões de litros foram para mistura obrigatória, sendo 99,95% deste total oriundos de produtores detentores do selo Combustível Social. O preço médio de negociação foi de R$ 2,329/L, sem considerar a margem da Adquirente, e o valor total negociado atingiu o patamar de R$ 2,29 bilhões, refletindo um deságio médio de 23,64% quando comparado com a média ponderada dos “Preços Máximos de Referência” regionais (R$ 3,050/L).

A apresentação das ofertas de biodiesel ocorreu em um único dia (03/06), com 39 produtores disponibilizando um volume total de 1,124 bilhão de litros, sendo 99,64% de produtores detentores do selo Combustível Social.

Em continuidade ao processo do Leilão de Biodiesel, foram arrematados 920,49 milhões de litros de biodiesel no primeiro dia de seleção das ofertas (05/06) pelos distribuidores de combustíveis. Esse volume foi oriundo exclusivamente de produtores detentores de selo Combustível Social e representou 81,93% do total ofertado no leilão.

No segundo dia de seleção das ofertas (06/06), foram arrematados 63,05 milhões de litros de biodiesel de produtores detentores ou não de selo Combustível Social, em torno de 5,61% do total ofertado no leilão.

O processo de apresentação de ofertas de biodiesel pelas usinas e de seleção pelos distribuidores para mistura voluntária ocorreu no dia 10/06. Foram disponibilizados 30,38 mil litros, sendo 93,42% de produtores detentores do selo Combustível Social, volume que representou 21,69% do saldo total de oferta não vendida para fins de adição obrigatória. Foram negociados 0,9 milhão de litros de biodiesel, representando 2,96% do total ofertado no leilão autorizativo.

Os Leilões de Biodiesel destinam-se a atender o disposto na Lei nº 13.263, publicada no DOU em 24/03/16, que estabelece em 10% o percentual mínimo obrigatório de adição de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final (B10), em até trinta e seis meses após a data de promulgação da Lei.

Ressalta-se que o 67º Leilão (L67) visa a garantir o abastecimento de biodiesel no mercado nacional durante o período de 01 de julho a 31 de agosto de 2019, conforme os critérios estabelecidos no Edital de Leilão Público nº 003/19-ANP, e que os volumes comercializados no leilão somente serão validados após homologação pela Diretoria Colegiada da ANP.

Fonte: ANP

Distribuidoras levam 920 milhões de litros na Etapa 3

As distribuidoras já têm garantida a compra de 920,4 milhões de litros de biodiesel. Foi esse o resultado final da Etapa 3 do 67º Leilão de Biodiesel da ANP. Aberto nessa segunda-feira (03), o processo vai adquirir o biocombustível necessário para atender à demanda do mercado compulsório e voluntário nos meses de julho e agosto.

A rodada de hoje aconteceu dentro da normalidade. As compras foram abertas pontualmente às 10h00 e demoraram um pouco para embalar, mas, então, atingiram um bom ritmo e seguram assim até as 20h39 quando o processo foi dado por encerrado.

O volume comprado hoje pode ser considerado muito bom. As estimativas de BiodieselBR.com eram de que as compras da Etapa 3 ficassem por volta dos 810 milhões de litros. Em relação ao mesmo ponto do L66 – quando a demanda foi de 809,8 milhões de litros –, as compras avançaram 13,6%.

Das ofertas feitas pelas usinas da Etapa 2, sobraram 203 milhões de litros ainda por serem vendido.

Teto

O resultado de hoje permite que as distribuidoras adquiram mais 230 milhões de litros na Etapa 5. Se atingir o teto, o L67 terá negociado um total de 1.150 milhões de litros – 97.6% da oferta das usinas que foi de 1,12 bilhão de litros.

Nas negociações de hoje, o preço médio do biodiesel vendido ficou em R$ 2.358,80 por metro cúbico. Multiplicando esse valor pelo volume negociado até agora, temos uma movimentação financeira de R$ 2,1 bilhões.

No encerramento da Etapa 3, o L66 havia gerado um faturamento de R$ 1,87 bilhão.

Esgotado

Fechadas as compras do dia, a maior vendedora de biodiesel até o momento é a Potencial com 61,78 milhões de litros arrematados por um preço médio de R$ 2.332,18.

Das 39 unidades produtivas que se habilitaram para participar do processo, 12 já venderam a totalidade de suas ofertas. Destas, 5 esgotaram toda sua capacidade produtiva para o bimestre.

Do outro lado apenas a Granol do Rio Grande do Sul ainda não vendeu uma única gota de biodiesel.

Fonte: BiodieselBr

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