RenovaBio: ANP regulamenta metas de descarbonização para distribuidoras

O RenovaBio atingiu outro marco importante hoje. A ANP publicou na edição do Diário Oficial da União desta sexta-feira (14) a Resolução 791/2019 na qual regulamenta a forma como serão calculadas as metas de descarbonização a que cada distribuidora de combustíveis ficará sujeita.

Vão ser essas metas que criarão a demanda para os Créditos de Descarbonização (CBios) que os fabricantes de biocombustíveis passarão a emitir com base nas emissões de CO2 que seus produtos evitam quando substituem os combustíveis fósseis. Para comprovar que estão cumprindo suas obrigações, as distribuidoras precisarão comprar CBios

“A norma regulamenta o rateio entre os distribuidores de combustíveis das metas de descarbonização nacionais, definidas por resolução do CNPE. O cálculo dessas metas individuais, quantificadas em CBios, será feito proporcionalmente à emissão de gases de efeito estufa dos combustíveis fósseis comercializados pelo distribuidor no ano anterior”, explicou a agência, em nota.

Essa é a segunda resolução sobre o RenovaBio publicada pela ANP. No final de novembro passado, a agência publicou a Resolução 758/2018 no qual regulamentou a outra ponta do mercado ao estabelecer detalhar os procedimentos para que os fabricantes de biocombustíveis possam certificar seus tornando-se aptos para emitir CBios.

A íntegra da Resolução ANP 791/2019 pode ser acessada clicando aqui.

Fonte: BiodieselBR

ANP credencia mais uma firma inspetora no RenovaBio

Foi publicado ontem (11/6), no Diário Oficial da União, o credenciamento da Fundação Carlos Alberto Vanzolini para certificação da produção eficiente de biocombustíveis, nos termos da Resolução ANP nº 758/2018.

Com a aprovação, já são quatro as firmas inspetoras credenciadas no RenovaBio. O Instituto Totum de Desenvolvimento e Gestão Empresarial Ltda., a SGS ICS Certificadora Ltda. e a Green Domus Desenvolvimento Sustentável Ltda. também já estavam aptas a atender demandas de certificação de produtores e importadores de biocombustíveis.

Acompanhe as firmas credenciadas e mais informações sobre o RenovaBio na página do programa.

Fonte: ANP

67º Leilão de Biodiesel da ANP negocia 984,443 milhões de litros

No 67º Leilão de Biodiesel da ANP foram arrematados 984,443 milhões de litros de biodiesel (volume obrigatório e voluntário), para atendimento às misturas obrigatória e voluntária. Desse volume, 983,543 milhões de litros foram para mistura obrigatória, sendo 99,95% deste total oriundos de produtores detentores do selo Combustível Social. O preço médio de negociação foi de R$ 2,329/L, sem considerar a margem da Adquirente, e o valor total negociado atingiu o patamar de R$ 2,29 bilhões, refletindo um deságio médio de 23,64% quando comparado com a média ponderada dos “Preços Máximos de Referência” regionais (R$ 3,050/L).

A apresentação das ofertas de biodiesel ocorreu em um único dia (03/06), com 39 produtores disponibilizando um volume total de 1,124 bilhão de litros, sendo 99,64% de produtores detentores do selo Combustível Social.

Em continuidade ao processo do Leilão de Biodiesel, foram arrematados 920,49 milhões de litros de biodiesel no primeiro dia de seleção das ofertas (05/06) pelos distribuidores de combustíveis. Esse volume foi oriundo exclusivamente de produtores detentores de selo Combustível Social e representou 81,93% do total ofertado no leilão.

No segundo dia de seleção das ofertas (06/06), foram arrematados 63,05 milhões de litros de biodiesel de produtores detentores ou não de selo Combustível Social, em torno de 5,61% do total ofertado no leilão.

O processo de apresentação de ofertas de biodiesel pelas usinas e de seleção pelos distribuidores para mistura voluntária ocorreu no dia 10/06. Foram disponibilizados 30,38 mil litros, sendo 93,42% de produtores detentores do selo Combustível Social, volume que representou 21,69% do saldo total de oferta não vendida para fins de adição obrigatória. Foram negociados 0,9 milhão de litros de biodiesel, representando 2,96% do total ofertado no leilão autorizativo.

Os Leilões de Biodiesel destinam-se a atender o disposto na Lei nº 13.263, publicada no DOU em 24/03/16, que estabelece em 10% o percentual mínimo obrigatório de adição de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final (B10), em até trinta e seis meses após a data de promulgação da Lei.

Ressalta-se que o 67º Leilão (L67) visa a garantir o abastecimento de biodiesel no mercado nacional durante o período de 01 de julho a 31 de agosto de 2019, conforme os critérios estabelecidos no Edital de Leilão Público nº 003/19-ANP, e que os volumes comercializados no leilão somente serão validados após homologação pela Diretoria Colegiada da ANP.

Fonte: ANP

Distribuidoras levam 920 milhões de litros na Etapa 3

As distribuidoras já têm garantida a compra de 920,4 milhões de litros de biodiesel. Foi esse o resultado final da Etapa 3 do 67º Leilão de Biodiesel da ANP. Aberto nessa segunda-feira (03), o processo vai adquirir o biocombustível necessário para atender à demanda do mercado compulsório e voluntário nos meses de julho e agosto.

A rodada de hoje aconteceu dentro da normalidade. As compras foram abertas pontualmente às 10h00 e demoraram um pouco para embalar, mas, então, atingiram um bom ritmo e seguram assim até as 20h39 quando o processo foi dado por encerrado.

O volume comprado hoje pode ser considerado muito bom. As estimativas de BiodieselBR.com eram de que as compras da Etapa 3 ficassem por volta dos 810 milhões de litros. Em relação ao mesmo ponto do L66 – quando a demanda foi de 809,8 milhões de litros –, as compras avançaram 13,6%.

Das ofertas feitas pelas usinas da Etapa 2, sobraram 203 milhões de litros ainda por serem vendido.

Teto

O resultado de hoje permite que as distribuidoras adquiram mais 230 milhões de litros na Etapa 5. Se atingir o teto, o L67 terá negociado um total de 1.150 milhões de litros – 97.6% da oferta das usinas que foi de 1,12 bilhão de litros.

Nas negociações de hoje, o preço médio do biodiesel vendido ficou em R$ 2.358,80 por metro cúbico. Multiplicando esse valor pelo volume negociado até agora, temos uma movimentação financeira de R$ 2,1 bilhões.

No encerramento da Etapa 3, o L66 havia gerado um faturamento de R$ 1,87 bilhão.

Esgotado

Fechadas as compras do dia, a maior vendedora de biodiesel até o momento é a Potencial com 61,78 milhões de litros arrematados por um preço médio de R$ 2.332,18.

Das 39 unidades produtivas que se habilitaram para participar do processo, 12 já venderam a totalidade de suas ofertas. Destas, 5 esgotaram toda sua capacidade produtiva para o bimestre.

Do outro lado apenas a Granol do Rio Grande do Sul ainda não vendeu uma única gota de biodiesel.

Fonte: BiodieselBr

ANP finaliza revisão no cálculo de emissões do biodiesel

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) colocou ontem (03) no ar uma nova versão da RenovaCalc. O processo de atualização da principal ferramenta de cálculo de emissões do RenovaBio demorou quase um mês e traz ajustes na forma como as emissões de gás carbônico das usinas de biodiesel são calculadas.

Essa será a versão 3.0 da ferramenta. De acordo com informações disponíveis dentro da própria RenovaCalc, foram feitas três mudanças: uma revisão na formação das células; a inclusão de um campo onde os fabricantes poderão informar o percentual da biomassa usada na produção de óleo que é elegível para o RenovaBio; e correções na forma como as emissões geradas durante a etapa agrícola da biomassa são calculadas.

Quando a revisão foi anunciada, BiodieselBR.com apurou que os usuários da versão 2.2 da RenovaCalc estavam tendo dificuldades em distinguir as emissões geradas durante o processamento de matérias-primas elegíveis e não elegíveis na hora de atribuir a nota final das fabricantes de biodiesel.

RenovaCalc

Desenvolvida pela ANP em parceria com a Embrapa, a RenovaCalc é usada pelas as usinas de biodiesel e etanol interessadas em participar do RenovaBio para calcular sua Nota de Eficiência Energético-Ambiental. Esse número mostra a quantidade de gás carbônico que um biocombustível emite a menos do que o combustível fóssil que substitui.

Quanto mais ‘limpo’ for o processo produtivo de um fabricante, melhor essa nota.

Multiplicando essa nova pelo volume de biocombustível fabricado, as usinas podem emitir os Créditos de Descarbonização (CBios); certificados que poderão ser vendidos para distribuidoras que tenham metas de descarbonização a cumprir.

Fonte: BiodieselBR

Oferta de biodiesel sobe no 67º Leilão de Biodiesel

Depois de ter recuado um pouco no bimestre passado, o volume de biodiesel ofertado pelas usinas voltou a crescer e se aproximar de sua máxima no 67º Leilão de Biodiesel (L67). Encerrada a Etapa 2 do processo registrou ofertas que totalizam os 1,12 bilhão de litros; crescimento de 2,8% sobre o resultado que havia sido registrado no Leilão 66.

E foi por muito pouco que o L67 não tomou do L65 a posição de maior volume de biodiesel ofertada na história. Ficaram faltando apenas 530 m³ para que as ofertas nos dois certames se igualassem.

Capacidade mais curta

Com menos usinas partipantes colocando mais biodiesel à venda, o percentual da capacidade habilitada que foi efetivamente ofertado voltou a aumentar e fechou a Etapa 2 do L67 em 84,1%.

Nos nove leilões de biodiesel realizados desde que B10 foi implementado em março de 2018, as usinas concorrentes vêm ofertando sempre acima de 80% de sua capacidade instalada – o teto foram os 86,5% do L62 e o piso foram os 80,4% do L63.

Preços

O enxugamento na capacidade não tem, necessariamente, levado a preços maiores. Nas últimas nove disputas, o valor pedido pelas usinas por seu produto tem andado mais de lado do para cima ou para baixo.

Dessa vez, o preço médio da Etapa 2 ficou em R$ 2.332,75 cerca de 2% maior do que o valor de pedido pelas usinas no L66 . Vale recordar, no entanto, que esse valor para o biodiesel só foi atingido depois da pouco ortodoxa reabertura da Etapa 2 determinada pela ANP para tentar sanar problemas ocorridos no processo regulamentar.

Se tudo tivesse corrido normalmente, o metro cúbico do biodiesel no L66 teria sido negociado por R$ 2.307,04 e, agora, teríamos uma variação de apenas 1,1%

O deságio em relação aos preços de máximos de referência estipulados pela ANP, ficou em 23,7%.

Fonte: BiodieselBR

ANP eleva teto de preços do biodiesel no Leilão 67

Aos proverbiais 45 do segundo tempo, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) finalmente divulgou os preços de referência para o 67º Leilão de Biodiesel (L67). Com a Etapa 2 do processo marcada para ser aberta na manhã dessa segunda-feira (03), a publicação aconteceu praticamente último momento possível.

Em relação ao certame anterior, os PMRs tiveram uma ligeira alta. Em média, as usinas detentoras do Selo Social poderão cobrar até R$ 3.134,00 pelo metro cúbico do biodiesel enquanto as unidades que não compram matérias-primas a agricultura familiar poderão cobrar no máximo R$ 3.108,00. Respectivamente, os reajustes aplicados foram de aproximadamente 0,6% e 1%.

Somando as altas que haviam sido aplicadas no L66 o teto para a cobrança do biodiesel aumentou 2,4% (usinas com Selo) e 2,8% (usinas sem Selo) ao longo dos dois últimos bimestres.

O maior preço possível para o biodiesel no L67 será de R$ 3.290,00 para as usinas com Selo Social operando a partir do Nordeste enquanto o menor será de R$ 2.960,00 para usinas sem Selo instaladas na Região Centro-Oeste.

Fonte: BiodieselBR

Soja volta a ganhar espaço na produção de biodiesel em abril

O resultado está 1,5 ponto percentual acima do que havia sido reportado pelos fabricantes em março. Trata-se da maior fatia do óleo de soja na produção mensal de biodiesel em oito meses. Em agosto de 2018, 74,1% do biodiesel produzido foi feito a partir da soja.

Apesar da alta, entretanto, a participação do óleo de soja continua levemente inferir à apresentada no ano passado. Do total de biodiesel fabricado entre janeiro e abril deste ano, 68% veio da soja – cerca de meio ponto percentual abaixo da participação registrada no ano passado.

Até agora, o ano de 2019 vem sendo o de menor participação da soja na produção de biodiesel desde que a ANP passou a acompanhar o consumo de matérias-primas pelas usinas de biodiesel, em 2009.

Considerando os números preliminares sobre a produção de biodiesel, foram fabricados 324,5 milhões de litros de biodiesel de soja no mês passado, maior volume mensal deste ano. Somados os resultados dos quatro primeiros meses de 2019, já são mais de 1,21 bilhão de litros.

Sebo e desconhecidas

Em abril, a soja tomou espaço tanto do sebo bovino quanto dos óleos e gorduras de fonte desconhecida, que aparecem virtualmente empatados com 11,9% de participação. Cada uma destas matérias-primas perdeu aproximadamente um ponto percentual de participação de mercado em abril.

Esse foi o segundo mês consecutivo em que ambas ficam praticamente no mesmo patamar, indicando uma aproximação cada vez maior entre as duas categorias de matéria-prima.

Minoritárias

Além da soja, as matérias-primas minoritárias também ganharam espaço. Coletivamente os óleos de algodão, milho e palma, o óleo de fritura usado e as gorduras de porco e de frango representaram 6,3% da produção de biodiesel, contra 5,9% no mês anterior.

No total, foram 29,3 milhões de litros de biodiesel fabricado a partir dessas fontes, contra 27,4 milhões de litros em março.

Esmagamento

Com o crescimento da produção de biodiesel de soja, a quantidade do grão esmagada para atender à demanda do mercado também avançou, chegando perto de 1,56 milhão de toneladas.

A última vez que o mercado de biodiesel demandou tanta soja foi em outubro, quando o processamento se aproximou de 1,65 milhão de toneladas.

De janeiro a abril, já foram esmagadas 5,84 milhões de toneladas de soja para atender à demanda do setor. O volume processado em relação ao mesmo período do ano passado avançou cerca de 12,7%.

Fonte: BiodieselBR

Em missão institucional, ANP divulga Renovabio em Nova York

O diretor da ANP Aurélio Amaral participou hoje (15/5) da “Iso Datagro Sugar and Ethanol Conference”, em Nova York (EUA). O diretor falou sobre o RenovaBio, programa brasileiro para os biocombustíveis.

“O RenovaBio é resultado do esforço e dedicação de diversos representantes do Governo, do Congresso e da sociedade. A ANP conduziu o processo de regulamentação do programa, que se tornou referência e exemplo de política pública”, afirmou.

O evento fez parte da agenda da missão institucional da ANP em Nova York para divulgação do RenovaBio, que inclui também reuniões temáticas ao longo da semana.

Fonte: ANP

ANP realiza workshop sobre qualidade do biodiesel

A ANP realizou ontem (9) o Workshop Qualidade de Biodiesel e suas Misturas, em Brasília. O evento, que debateu os principais aspectos sobre qualidade do biodiesel B-100 e do óleo diesel B, teve participação de produtores de biodiesel, produtores de aditivos antioxidantes, representantes de distribuidores e revendedores, universidades, Petrobras e Ministério de Minas e Energia (MME).

Na abertura, o diretor da ANP Aurélio Amaral destacou a importância de assegurar a qualidade da mistura óleo diesel/biodiesel em função do cronograma de aumento do percentual de biodiesel.

Ele reiterou ainda o esforço da ANP em concluir os estudos de parâmetros críticos do óleo diesel BX, com a recente inclusão do B15 em seu escopo. “Em função dos resultados, a ANP revisará as especificações, aí incluo o valor limite para estabilidade à oxidação. Todas essas questões não devem ser tratadas de maneira isolada, requerendo participação de todos os envolvidos, de produtores a usuários finais dos combustíveis”.

Ao final do workshop, os participantes fizeram uma visita ao Centro de Pesquisas e Análises Técnicas (CPT) da ANP.

Fonte: ANP

*A APROBIO esteve presente no evento representada pelo diretor superintendente, Julio Cesar Minelli.

 

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