65º Leilão de Biodiesel da ANP negocia 977,52 milhões de litros

No 65º Leilão de Biodiesel da ANP foram arrematados 977,52 milhões de litros de biodiesel (volume obrigatório e voluntário). Destes, 976,29 milhões de litros foram para mistura obrigatória, sendo 99,79% deste volume oriundo de produtores detentores do selo Combustível Social. O preço médio foi de R$ 2,333/L, sem considerar a margem Petrobras, e o valor total negociado atingiu o patamar de R$ 2,278 bilhões, refletindo um deságio médio de 20,64 % quando comparado com o preço máximo de referência médio (R$ 2,940/L).

A apresentação das ofertas de biodiesel ocorreu em um único dia (4/2), com 40 produtores disponibilizando um volume total de 1,124 bilhões de litros, sendo 99,79% de produtores detentores do selo Combustível Social.

No primeiro dia de seleção das ofertas (6/2) foram arrematados 884,18 milhões de litros de biodiesel exclusivamente de produtores detentores de selo Combustível Social, em torno de 78,66% do total ofertado para todo o leilão.

No segundo dia (7/2) foram arrematados 92,11 milhões de litros de biodiesel de produtores detentores ou não de selo Combustível Social, em torno de 8,19% do total ofertado no leilão.

A apresentação e a seleção de ofertas de biodiesel para mistura voluntária ao óleo diesel ocorreram no dia 11/2, quando foram disponibilizados 26,47 milhões de litros, sendo 100 % de produtores detentores do selo Combustível Social. Este volume representa 17,9 % do saldo total de oferta não vendida para fins de adição obrigatória. Foram negociados 1,23 milhão de litros de biodiesel, representando 4,65% do total ofertado no leilão autorizativo.

Os Leilões de Biodiesel destinam-se a atender o disposto na Lei nº 13.263, publicada no DOU em 24/03/16, que estabelece em 10% o percentual mínimo obrigatório de adição de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final (B10), em até 26 meses após a data de promulgação da Lei.

O 65º Leilão (L65) visa garantir o abastecimento de biodiesel no mercado nacional durante o período de 1º de março a 30 de abril de 2019, conforme diretrizes das Portarias do Ministério de Minas e Energia nº 476, de 15/08/12, e nº 576, de 11/11/2015, e critérios estabelecidos no Edital de Leilão Público nº001/19-ANP.

Os volumes comercializados somente serão validados após homologação pela diretoria da ANP.

Fonte: ANP

Retiradas de biodiesel ficam em 96,8% do comprado para o último bimestre de 2018

A performance de entregas das usinas fechou 2018 com uma ligeira melhora. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no último bimestre do ano as distribuidoras receberam 96,8% do volume de biodiesel que foi negociado durante o Leilão 63.

Esse resultado representa uma melhoria um pouco maior que um ponto percentual sobre o indicador do bimestre anterior, quando as retiradas ficaram em 95,7%. Um ano antes – no sexto bimestre de 2017 –, o indicador havia ficado em 95,4%

Se dependesse só de novembro, as distribuidoras teriam beirado a perfeição com retiradas de quase 99,7%. Em dezembro, no entanto, a performance caiu para 94% derrubando o resultado geral do bimestre.

Queda no volume

Apesar de representar uma melhora na performance, o volume entregue no sexto bimestre ficou menor. Entre novembro e dezembro, um pouco mais de 933,9 milhões de litros de biodiesel. O volume é 1,7% inferior aos 950,5 milhões de litros que saíram das plantas durante o quinto bimestre de 2018

Uma queda no final do ano é esperada. Ao longo dos anos, a curva típica de entregas das usinas sobe ao longo do primeiro semestre até atingir um platô entre os meses de setembro e outubro para, depois, apresentar uma queda.

No caso de 2018, no entanto, a queda começou um pouco mais cedo. O pico do mercado foi atingido no quarto bimestre quando as entregas se aproximaram dos 980,5 milhões de litros perdendo força a partir daí.

Considerando apenas os volumes efetivamente entregues e os preços médios do leilão, o faturamento do setor no bimestre foi de R$ 2,63 bilhões. A cifra é R$ 85,8 milhões menor do que poderia ser faturado se as entregas tivessem sido de 100%.

Melhores

O maior volume entregue no bimestre foi da Granol de Anápolis. Da unidade goiana saíram 66,1 milhões de litros de biodiesel o que representa 97% do montante vendido para o período.

Ela, no entanto, não foi apresentou a melhor performance no período. Esse mérito cabe a Bio Vida que entregou 108,9% além do volume com que havia se comprometido no L63. A unidade entregou 98 m³ de biodiesel e havia vendido 90 m³.

Outras duas unidades – a Minerva e a BSBios de Passo Fundo – também superaram a barreira do 100%. Juntas, elas colocaram 172 m³ de biodiesel a mais do mercado.

No bimestre, apenas a Olfar de Porto Real não conseguiu atingir o piso de 90% exigido pela ANP. A planta fluminense entregou 15,2 milhões de litros, 84,4% dos 18 milhões de litros que negociou no L63.

Se a agência reguladora considerar que a responsabilidade pelo baixo resultado é da Olfar, a empresa poderá ter que cumprir uma suspensão precisamente no Leilão 66 o que a deixaria de fora da estreia do B11.

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Autorizativo

Além das entregas para o mercado regular, o mercado autorizativo movimentou 419 m³ de biodiesel no bimestre. Isso dá cerca de 94,1% dos 445 m³ negociados durante a Etapa 5A do L63. Com esse resultado, o segmento movimentou perto de R$ 1,25 milhão.

A Bocchi entregou 377 m³ – 94,2% – para projetos autorizativos engordando seus ganhos em R$ 1,1 milhões. A Granol de Anápolis entregou 93,3% dos 45 m³ devidos arrecadando R$ 125,1 mil.

Fonte: BiodieselBR

Biodiesel brasileiro ficou mais diversificado em 2018

O mix das matérias-primas consumidas pelas usinas de biodiesel brasileiras continuou em transição no ano passado. O movimento pode não ter sido tão expressivo quanto o que foi percebido em 2017 – quando as ‘desconhecidas’ se consolidaram no terceiro posto do ranking –, mas houve um claro deslocamento das usinas em direção a matérias-primas que, até agora, têm tido participação menos expressiva no mercado do biodiesel.

Os dados foram divulgados nessa quinta-feira (25) pela ANP e já estão disponíveis no BiodieselDATA.

Descontada a participação das três fontes de óleos e gorduras mais utilizados pelas usinas para fabricar biodiesel no ano passado – respectivamente: soja, sebo bovino e ‘desconhecidas’ – as minoritárias ficaram com uma fatia pouco maior do que 7%. Feita a mesma conta para todos os anos, esse é o terceiro ano seguido de alta para este grupo de matérias-primas e seu maior nível de participação num histórico que vem desde 2009.

A composição exata do grupo varia ano a ano. Em 2018, ele foi formado por sete fontes de óleos e gordura – caroço de algodão, óleo de fritura usado, gordura de porco, gordura de frango, óleo de palma, óleo de canola e óleo de milho – que, juntos, representaram uma produção agregada de 375,3 milhões de litros de biodiesel

Porco

O maior destaque do grupo é a gordura de porco que, nos últimos dois anos, vem se consolidando como uma quarta alternativa para o setor. Em 2018, foram fabricados mais de 113,6 milhões de litros de biodiesel a partir dessa fonte. Esse volume representa pouco mais de 2,1% da produção de biodiesel reportada pelas usinas ao longo do ano.

Depois de ter beirado batido na trave em 2017, a gordura suína conseguiu superar a marca dos 100 milhões de litros fabricados num único ano. Em toda a história do setor somente outras quatro matérias-primas – soja, sebo, ‘desconhecidas’ e algodão – superaram essa barreira.

No ano passado, quatro matérias-primas atingiram a marca – resultado inédito para o setor. Apesar de simbólico, esse crescimento seja mais facilmente explicado pelo aumento na produção de biodiesel motivada pela chegada do B10 que aconteceu em março passado.

Estabilidade

Apesar do crescimento entre as minoritárias, houve relativamente pouca mudança na matriz de matérias-primas. Em 2018, seis fontes de óleos e gorduras fecharam o ano com participação de mercado maior de 1%, destas quatro chegaram a 2% e somente três superaram 5%.

Essas três últimas são as mesmas do ano passado: óleo de soja com 70,1% do mercada; sebo bovino com 13,1% e as matérias-primas ‘desconhecidas’ com 9,7%. Embora todas tenham perdido espaço em relação aos resultados apurados em 2017, as perdas ficaram abaixo de um ponto percentual.

A queda, no entanto, foi mais do que compensada pelo aumento na atividade das usinas levando a um crescimento no volume de biodiesel fabricado de um ano para o outro. Em 2018, a produção a partir da soja chegou perto dos 3,74 bilhões de litros, 700,1 milhões de litros para o sebo e 520,8 milhões de litros para as ‘desconhecidas’.

Com exceção do sebo cujo recorde de produção foi batido em 2015 com 748,4 milhões de litros, a produção a partir das outras duas foi recorde.

Processamento

Com as usinas consumido mais óleo de soja, o peso do setor na formação da demanda das esmagadoras da oleaginosas aumentou. Em 2018, a produção de biodiesel absorveu o equivalente em óleo a 17,9 milhões de toneladas de soja em grão – aumento de quase um quarto em relação em ano anterior.

A soja esmagada para atender a demanda da indústria de biodiesel representou 41,2% do total esmagado no país no ano passado. O percentual é o maior registrado até aqui superando os 35,3% de 2016.

Fonte: BiodieselBR

Brasil produziu 5,35 bilhões de litros de biodiesel em 2018

Turbinada pela chegada do B10, a produção brasileira de biodiesel deu um salto em 2018, registrando seu melhor desempenho em toda a história. Fechadas as contas do ano, as usinas brasileiras fabricaram um total de 5,35 bilhões de litros. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (28) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A produção em dezembro foi de 487,4 milhões de litros, 27,4% maior do que no último mês do ano passado.

Previsível

O recorde era previsível uma vez que tivemos um inédito aumento de dois pontos percentuais na mistura obrigatória a partir de março passado. A questão real era de quanto ele seria. E os números de 2018 não desapontaram.

O volume fabricado ao longo do ano foi um bilhão de litros maior do que o de 2017. Esse foi o maior aumento absoluto na produção de nacional de biodiesel desde que o setor começou a ter sua atividade acompanhada em 2005. O recorde anterior era de 2010 quando a produção aumentou quase 778 milhões de litros em relação ao ano anterior.

Nos trilhos

Percentualmente, o crescimento foi de 24,7%. Esse é o melhor desempenho desde 2010 quando o crescimento foi de 48,4%. Ele fica um pouco acima dos 23,4% de crescimento esperado pelo apenas o aumento da mistura. Ou seja, o mercado de diesel também cresceu em 2018.

Ainda falta a ANP liberar os números de dezembro para que possamos ter uma ideia mais precisa do tamanho do crescimento do diesel em 2018. Mas os dados até novembro indicavam para um crescimento discreto – na faixa dos 1,5% – com um volume comercializado ainda bem abaixo do período pré-crise.

Vale ressaltar, no entanto, que o mercado de diesel foi duramente atingido pela greve de caminhoneiros acontecida em maio. Naquele mês, as vendas do derivado encolheram 18,2% em relação ao mesmo mês de 2017. Se eliminássemos o resultado de maio completamente das contas, as vendas estariam apresentando um crescimento de 3,4%

De qualquer forma, os números finais ficaram bem próximos aos das projeções feitas pelo do mercado. Durante a edição mais recente da Conferência BiodieselBR, as três principais entidades representativas do segmento – Abiove, Aprobio e Ubrabio – disseram que esperavam que o mercado movimentasse entre 5,3 e 5,4 bilhões de litros em 2018.

Fonte: BiodieselBR

Reunião sobre CBIOs considera regulamentação dos títulos como valor mobiliário a mais adequada

Em reunião realizada na quarta-feira (23) no Ministério de Minas e Energia, em Brasília, representantes das cadeias produtivas dos biocombustíveis, do governo federal e parlamentares debateram critérios a serem adotados para a regulamentação da comercialização dos CBIOs, títulos instituídos pela Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio).

Como resultado do encontro, definiu-se que os CBIOs devem ser regulamentados como valor mobiliário, o que facilitará o processo de implementação e de registros jurídicos e fiscais. A previsão é de que os títulos tenham toda a documentação para efetiva aplicação no mercado finalizada até dezembro.

Na reunião ficou claro não só o potencial dos créditos de descarbonização como os avanços que esse instrumento oferecerá ao mercado financeiro e às cadeias produtivas de biodiesel, etanol e biogás, entre outros biocombustíveis. Após o credenciamento da primeira firma inspetora pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), houve cerca de 30 mil acessos ao site da empresa, que será responsável pela inspeção e certificação dos produtores – 17 deles já fizeram consultas para conhecer os procedimentos necessários para poderem comercializar os CBIOs.

De acordo com os presentes no encontro, convocado pelo representante da sociedade civil no Conselho Nacional de olítica Energética (CNPE), Plinio Nastari, em breve uma segunda empresa certificadora será credenciada pela ANP, com subsequente divulgação de informações para consulta dos produtores.

Brasil pode se tornar o maior produtor de biodiesel no mundo

O Brasil abre oportunidades de crescimento no biodiesel e pode se transformar em um dos maiores produtores no mundo. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou no início de novembro, o cronograma de expansão da mistura do biodiesel ao diesel no país. A proposta estabelece que a adição de biodiesel cresça um ponto percentual ao ano, passando do atual patamar de 10% (mistura B10) para 11% (mistura B11) em junho de 2019. O processo continua sucessivamente e a ampliação será realizada até março de 2023, quando todo o biodiesel comercializado ao consumidor final conterá 15% de biodiesel. De acordo com o CNPE, a estimativa é que a produção do biodiesel brasileira passe de 5,4 para mais de 10 bilhões de litros anuais, entre 2018 e 2023. Um aumento de 85% da demanda doméstica.

“É uma grande oportunidade para toda a cadeia de produção – que por sinal é extensa – desde transporte, termoelétricas, agronegócios, entre outros. O uso do biodiesel nos processos produtivos é uma necessidade emergente. Desta forma, reduziremos muito o efeito estufa no mundo e agregaremos mais valor em toda a cadeia”, comenta o gerente de negócios para biodiesel da Camlin Fine Sciences (CFS) para América do Sul, Federico Sakson.

O biodiesel é um óleo vegetal gerado a partir de óleos de gorduras vegetais e animais. De acordo com a ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – cerca de 70% do biodiesel produzido é feito de óleo de soja, 17% de gordura animal (sebo) e os demais de outras matérias-primas como o óleo de cozinha usado e óleo de semente de algodão. É derivado de uma fonte renovável, portanto, reduz a dependência e preservação de petróleo; biodegradável; diminui as emissões de gases tóxicos e possui uma boa lubrificação.

Alerta aos produtores de biocombustíveis com a oxidação

Uma das maiores preocupações que a cadeia produtiva tem sinalizado é a conservação do produto final, para que resista ao tempo de estocagem sem se oxidar até chegar ao consumidor final.

Para Sakson, a estabilidade à oxidação é um parâmetro crítico que deve ser controlado periodicamente durante a produção e o armazenamento para evitar perdas econômicas, dado que o movimento do produto dentro das refinarias e a exposição ao oxigênio nas transferências e o bombeamento reduz o tempo de indução. Para garantir a estabilidade e qualidade do biodiesel é essencial o emprego do antioxidante. “Eles podem ser aplicados, na forma líquida – para facilitar o manuseio e a dosagem – na linha de produção, ao fluxo de saída do processo, em biodiesel acabado ou em um tanque de agitação leve ou recirculação por bomba. Um detalhe importante, proporcionam baixa viscosidade e estabilidade à baixa temperatura”, explica Sakson.

O Xtendra BL traz em sua composição uma combinação entre um antioxidante e um agente quelante de metais que juntos possuem um efeito sinérgico no retardamento da oxidação, podendo ser usado em diferentes concentrações e aplicados em diferentes substratos (óleos e gorduras). “São produtos que não oferecem danos nos motores internos e combustíveis, porque são formulados com um sistema de solvente não inflamável e de baixa toxicidade, além do seu alto desempenho”, alerta.

De acordo com as normas brasileiras e internacionais, o biodiesel deve suportar oito horas sob condições extremas de temperatura no teste de Rancimat. Caso não haja esta estabilidade é imprescindível a aplicação do antioxidante. “A CFS do Brasil oferece o serviço de teste com o equipamento RANCIMAT (Metrohm) para avaliar a performance do produto e o tempo de indução. Nossos antioxidantes sintéticos nas versões Xtendra BL 100 e Xtendra BL 200, ou seja, 30% e 40% de princípio ativo, já comprovaram sua eficiência e estabilidade à diversos testes realizados”, complementa Sakson.

Mercado promissor

Várias iniciativas estão voltadas para criar um mercado sustentável em todas as esferas produtivas. De acordo com a NTU – Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos – a frota de ônibus urbano no Brasil é de aproximadamente 107 mil veículos. Se toda a frota utilizasse o B20, o Brasil deixaria de emitir 2 milhões de toneladas de CO2 por ano. “Outra vantagem é que os veículos não necessitam de alterações nos motores para utilizar o biocombustível“, ressalta Sakson.

Além de preservar o meio o ambiente, tem se tornado uma fonte de geração de novos empregos e renda. De acordo com a União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene(Ubrabio), somente nos primeiros quatro meses de 2018, foram criados mais de 23.500 mil empregos diretos no interior de São Paulo (Ribeirão Preto, Sertãozinho e Piracicaba) na indústria e comércio do setor. Outro dado interessante é que na produção de biodiesel em média 30% da matéria-prima tem origem na agricultura familiar. Em 2017, de acordo com a Ubrabio, foram movimentados no país cerca de R$ 4 bilhões com a comercialização de produtos vindos da agricultura familiar que atua no setor de biocombustíveis.

Conforme a APROBIO, se as previsões de crescimento econômico e de maior uso de biodiesel forem mantidas no país, os investimentos no setor podem chegar a R$ 22 bilhões até 2030. Só no período entre 2016 e 2018, o biodiesel contribuiu com geração de R$ 90 bilhões em Produto Interno Bruto (PIB), mais de 200 mil empregos e evitou a emissão de 20,4 milhões de CO2 na atmosfera.

Fonte: Brasil Agro

65º Leilão de biodiesel tem 41 usinas interessadas em participar

Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou nesta quarta-feira (16) a pré-habilitação para o 65º Leilão de Biodiesel. O documento mostra que 41 unidades produtivas demonstraram interesse em participar do leilão para o segundo bimestre de 2019.

Ao todo, a capacidade produtiva inscrita no processo se aproxima dos 1,32 bilhões de litros.

De cara, já sabemos pelo menos uma delas vai ficar de fora. A solicitação da Biotins foi barrada com base regra que impede usinas que tenham ficado paradas durante mais de um ano voltarem ao mercado sem, antes, passarem por uma vistoria da ANP. Instalada no município de Paraíso do Tocantins (TO), a planta sem fabricar biodiesel desde agosto de 2013.

Essa regra ganhou notoriedade no L61 quando foi usado pela ANP para negar a habilitação da Camera de Ijuí, mesmo tendo habilitado outras duas empresas que estavam na mesma situação – posteriormente a empresa recorreria da decisão e conseguiria participar do certame.

A inabilitação da Bioitins terá pouco efeito sobre o resultado do leilão. A empresa tem capacidade para ofertar, no máximo, 4,86 milhões de litros por bimestre – menos de 0,4% do total.

Pendências

Há ainda duas usinas com pendências apontadas pela ANP e que ainda poderão regularizar suas situações até a próxima segunda-feira (21).

Uma delas é a Prisma que precisa mostrar que sua planta de Sumaré (SP) está em situação regular junto ao governo municipal. A outra é a Cooperfeliz que apresenta pendências em relação ao fisco estadual. As duas juntas podem fabricar até 12,6 milhões de litros.

Mesmo que as duas usinas não consigam resolver suas pendências a tempo, a capacidade produtiva que já se encontra devidamente habilitada beira os 1,3 bilhão de litros e já garante para o L65 o título de maior potencial de oferta entre os leilões bimestrais.

Se elas conseguirem, teremos 40 unidades produtivas participando da disputa, um número que não se via desde o L41.

Fonte: BiodieselBR

Com RenovaBio, ANP vê potencial para segmento de certificadoras de biocombustíveis

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) avalia que o segmento de certificadoras de produtores de biocombustíveis têm potencial para crescimento no Brasil à medida que o RenovaBio for ganhando escala, disse nesta sexta-feira o diretor-geral da reguladora, Décio Oddone.

RenovaBio em operacionalização

Com a publicação no Diário Oficial da União (DOU), a empresa estará apta a atender demandas de certificação de produtores.

Análise de pedido de uma segunda empresa interessada encontra-se na iminência de ser concluída pela Agência.

Em fevereiro, estará pronta minuta de resolução que regulamentará as metas compulsórias individuais de que trata o art. 7° da Lei 13576/2017, aplicáveis a distribuidores de combustíveis (prazo para publicação fixado na Resolução CNPE 5/2018: até 01/07/19). Aprovada internamente a minuta, serão realizadas consulta e audiência públicas sobre o tema.

A certificação, já regulamentada pela Resolução ANP 758/2018, e a individualização das metas compulsórias (em processo de regulamentação) atendem às atribuições estabelecidas para a ANP pelo Decreto 9308, de 2018.

Fonte: ANP

Matérias-primas alternativas batem recorde de participação no biodiesel

Nos 10 anos em que o consumo de matérias-primas do setor vem sendo compilado pela ANP, essa foi a primeira vez em que o somatório de óleo de soja e sebo ficou abaixo do patamar de 80%.

Majoritárias

O óleo de soja, naturalmente, continua sendo a matéria-prima mais importante para o setor. Em novembro, ela representou praticamente 67% de todo o biodiesel fabricado – 1,6 ponto percentual de queda em relação ao mês anterior. Esse foi o quarto menor resultado registrado no histórico do setor. Considerados os resultados de janeiro até agora, a soja representa 70,3% do mercado.

Em termos absolutos, a produção a partir do óleo de soja em novembro foi de 320,8 milhões de litros. Até o momento, o Brasil já fabricou cerca de 3,42 bilhões de litros de biodiesel de soja, o que exigiu o esmagamento de 16,4 milhões de toneladas de soja em grão – 1,54 milhão de toneladas apenas em novembro.

Essa quantidade já é recorde. No ano passado inteiro, tiveram que ser processadas 14,4 milhões de toneladas de soja em grão para atender à demanda da produção de biodiesel. Com mais um mês pela frente, a demanda deste ano já cresceu 13,5%.

O sebo bovino também vem perdendo espaço. Em novembro 12,6% do biodiesel fabricado teve origem no subproduto da atividade pecuária, menos que os 12,8% de outubro. Desde o começo do ano, a produção de biodiesel de sebo representa 13,2% de todo o biocombustível colocado no mercado pelas usinas até agora – entre 2013 e 2014, o sebo chegou a representar 20,4% da demanda.

Apensar da queda na participação o volume fabricado já soma 641,9 milhões de litros, o que representa um crescimento de 8,8% sobre o nível de produção de 2017 inteiro.

Desconhecidas

Com a redução as matérias-primas desconhecidas voltaram a colar no sebo na disputa pela segunda colocação do mercado. Em novembro, elas representaram um pouco menos de 12,2% da produção o que equivale a 58,3 milhões de litros.

É um recorde duplo, tanto em termos percentuais quanto em volume fabricado num único mês. Em onze meses, a produção chega a 465,5 milhões de litros.

Minoritárias

Descontadas essas três primeiras, o restante das matérias-primas representou 8,2% do mercado ou 39,3 milhões de litros de biodiesel.

Nessa ponta do mercado, o grande destaque foi o óleo de palma que teve 2,4% de participação e – com 11,7 milhões de litros fabricados – foi a única outra fonte de óleo a ultrapassar a barreia da dezena de milhões de litros. Essa é a segunda maior participação mensal da palma, perdendo apenas para os 2,5% registrados em janeiro de 2017.

No ano, a palma está entrando para o grupo de matérias-primas que consegue passar da barreira de um ponto percentual do mercado – no momento ela está em 1,1%, com uma produção total de 56,3 milhões de litros. Isso graças principalmente ao Nordeste, ondo o óleo de palma vem atingindo participação média de 15% e, em novembro, já aparece como a terceira matéria-prima mais consumida na produção de biodiesel.

Fonte: BiodieselBR

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