Crianças aprendem sobre preservação e respeito ao meio ambiente na BSBIOS

Cerca de 700 estudantes são estimulados a desenvolver a consciência ambiental

A preservação e o respeito ao meio ambiente pautam o Programa Sementinhas do Futuro, desenvolvido pela BSBIOS, uma das associadas APROBIO. De 5 à 11 de Junho cerca de 700 estudantes, do quarto ano do ensino fundamental, de 11 escolas da rede pública e privada visitaram a sede da empresa, em Passo Fundo/RS, e foram estimulados a desenvolver a consciência ambiental em uma atividade extra classe.

“Acreditamos que as crianças são disseminadoras do conhecimento e, replicarão em suas casas, no seu dia-a-dia, as boas práticas de preservação ambiental,” destacou o Diretor comercial da BSBIOS, Leandro Zat. A afirmativa foi corroborada pelo presidente da Companhia, Erasmo Carlos Battistella, que acrescentou que com orientação vamos ter adultos mais conscientes e responsáveis e, como resultado um mundo mais limpo e acolhedor. Esse foi o quarto ano consecutivo de realização do programa.

“Aprendemos assuntos interessantes que vão servir para o nosso futuro, como do que é feito o biodiesel. É muito bom saber que a BSBIOS trabalha com isso, uma energia que dá para renovar e poluir menos o mundo,” destacou a estudante Helena Carboni, de 9 anos, do Colégio Bom Conselho. O aluno Francisco Ribeiro, de 10 anos, da Escola Municipal Pe. José de Anchieta ressaltou que o biodiesel reduz a poluição. Já a aluna Taila Oliveira Amaral, de 9 anos, da Escola Estadual Salomão Iochpe ressaltou que devemos cuidar do meio ambiente e do futuro das pessoas. “Devemos reciclar o que precisa, separando de forma correta o lixo.”

A professora da Escola Municipal Pe. José de Anchieta, Núbia Paula Carvalho, destacou a importância da atividade. “É uma outra forma de conhecimento, pois somente o ambiente de sala de aula não fornece todo o subsídio que eles recebem participando da visita,” contou a educadora.

A atividade contou com visita a unidade industrial e duas palestras explicando a transformação do grão de soja em biodiesel e destacando ações de preservação da natureza. E, para ilustrar de forma lúdica todo o conteúdo apresentado, os estudantes assistiram a peça de teatro “O Sumiço da Consciência”, com o Grupo Ritornelo.

Fonte: Assessoria BSBIOS

Relatório Ambiental da Apple mostra menos gasto com energia e menos emissão de CO2

Por conta do Dia da Terra (22 de abril), a Apple divulgou todas as novidades relacionadas ao meio ambiente.

No dia 24 (terça-feira), ela anunciou o novo robô Daisy para desmontagem de iPhones e renomeou o seu programa de trade-in para “GiveBack” — além de também informar que fará mais doações para a Conservation International.

Mas as notícias não terminaram aí, não. Ela também publicou o seu mais novo Relatório de Responsabilidade Ambiental [PDF], o qual fala do progresso da empresa no ramo cobrindo o ano fiscal de 2017, bem como atualizou a página em seu site dedicada ao assunto. Abaixo, você confere alguns destaques.

Recentemente, a Apple informou que todas as suas estruturas (lojas, escritórios, etc.) passaram a operar 100% com energia renovável. No relatório, além de também destacar essa informação, a empresa informou que convenceu 23 dos seus fornecedores a se comprometerem a usar 100% de energia renovável.

O mapa abaixo representa investimentos de longo prazo em novos projetos de energia renovável que darão suporte às instalações da Apple, fabricação e redes de limpeza em todo o mundo.

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Os esforços da Apple fizeram a empresa reduzir a sua pegada de carbono (gases de efeito estufa) de 29,5 milhões de toneladas em 2016 para 27,5 milhões de toneladas em 2017.

Desse montante, 77% são provenientes da fabricação dos produtos e 17% da utilização deles em si, conforme podemos ver no gráfico abaixo:

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Se compararmos 2017 com 2011, a redução nas emissões foi de 54% em todo o mundo; a partir desde ano, 66% da energia renovável adquirida pela Apple vem dos seus próprios projetos.

Outro esforço da empresa que merece ser comentado foi a melhoria na eficiência energética das instalações da Maçã em todo o mundo, incluindo as mais de 500 lojas de varejo.

Foram feitos aprimoramentos nos sistemas de iluminação (agora LED), aquecimento, ventilação e ar-condicionado, resultando em uma economia total de eletricidade de 3,7 milhões de quilowatts-hora por ano.

A pegada energética global da Apple foi reduzida em 14,7 milhões de quilowatts-hora e 225.000thm no ano fiscal de 2017. Combinada com outras medidas de eficiência implementadas desde 2011, a Apple economizou 70 milhões de quilowatts-hora de eletricidade e 2,4 milhões de gás natural por ano.

A empresa também trabalhou diretamente com seus fornecedores para auditar instalações e encontrar oportunidades de melhor eficiência energética, deixando de enviar 320.000 toneladas métricas de CO2 para a atmosfera em 2017.

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Fonte: Ambiente Energia

Retrocesso ambiental deve pôr Brasil em saia-justa na Europa

O Brasil deve sofrer reprimendas de outros países e pode até passar por constrangimentos na próxima Conferência do Clima da ONU (COP23), que ocorre em novembro na Alemanha, em meio ao que ambientalistas descrevem como um pacote de retrocessos na política ambiental do governo.

O aumento do desmatamento na Amazônia, a possível redução do nível de proteção de áreas florestais e o foco excessivo da política energética nos combustíveis fósseis são fatores que farão o país chegar com uma imagem ruim à conferência deste ano. Presidida por Fiji, a próxima edição da COP, que ocorre anualmente, será realizada em Bonn, na Alemanha.

Embora o Brasil tenha feito até agora um bom trabalho em seus esforços diplomáticos na conferência, estes não têm sido acompanhado por avanços na implementação de medidas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa e cumprir o Acordo de Paris, diz o secretário-executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl.

“Seis ou sete anos atrás, o Brasil chegava às COPs, um dos diplomatas fazia o anúncio da taxa de desmatamento e isso era seguido de uma salva de palmas porque significava que o Brasil estava enfrentando o desafio de reduzir o desmatamento e, com isso, diminuindo muito suas emissões. Agora não existe mais ambiente para aplausos”, afirma Rittl. “Pelo contrário, o presidente Michel Temer ter criado um ambiente onde as questões socioambientais são moeda de troca para conseguir votos no Congresso é constrangedor por si só.”

Segundo Rittl, o país já levou notícias ruins para a COP de 2016, como o aumento de 24% do desflorestamento na Amazônia em 2015 e a alta da violência no campo. Mas agora o cenário é ainda pior, com mais uma alta no desmatamento amazônico em 2016, de quase 30%, a pior taxa desde 2008.

Temer já levou ao Congresso um projeto de lei para alterar os limites da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, reduzindo o nível de proteção ambiental da área. O projeto, que conta com apoio da bancada ruralista no Congresso, removeria restrições a atividades rurais e à mineração, e aqueles que ocuparam a região ilegalmente poderiam obter o título das terras.

O avanço do desmatamento já fez com que o governo brasileiro tomasse uma bronca da Noruega, que, questionando as políticas de conservação brasileiras, cortou pela metade, em quase 200 milhões de reais, o repasse ao Fundo Amazônia. A Alemanha também condicionou a manutenção de suas contribuições à redução dos índices de desmatamento.

No âmbito do Acordo de Paris, o Brasil tem como meta reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 37% até 2025 e em 43% até 2030, tendo como referência os níveis de 2005. Para isso, se comprometeu a zerar o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030 e expandir a participação de energias renováveis na matriz energética brasileira, incluindo as energias eólica, biomassa e solar.

Impulso para os biocombustíveis

Uma nova política para biocombustíveis, o RenovaBio, pode ser a única notícia positiva que o Brasil terá a apresentar na conferência, mas, ainda assim, a falta de clareza sobre suas metas preocupa. O programa deve ser tema de um evento oficial do governo brasileiro na COP23, segundo o Ministério do Meio Ambiente.

O objetivo do RenovaBio é contribuir para que o país aumente a participação de bioenergia sustentável na sua matriz energética para aproximadamente 18% até 2030,expandindo o consumo de biocombustíveis, aumentando a oferta de etanol e a parcela de biodiesel na mistura do diesel.

Contudo, o governo precisa mostrar números mais concretos para ser convincente com o RenovaBio, diz o professor Tercio Ambrizzi, do Departamento de Ciências Atmosféricas da USP. “Quanto efetivamente vamos contribuir para o corte de emissões? Como isso vai ser importante? Se não se colocar números associados a ele, o anúncio desse programa é como anunciar um programa político”, afirma Ambrizzi, que prevê uma participação “pífia” do país na COP23.

Ainda que a política para biocombustíveis seja implementada, Ambrizzi ressalta que ela pouco trará se não for aliada a uma mudança na matriz energética. E não há indícios de grandes transformações. O Plano Decenal de Expansão de Energia, publicado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, ainda prevê mais de 70% dos investimentos até 2026 no segmento de combustíveis fósseis, isto é, petróleo e gás natural.

Esse planejamento também foi alvo de críticas da organização Climate Action Tracker (CAT), que monitora o progresso de vários países para alcançar as metas do Acordo de Paris. Em avaliação publicada sobre o Brasil em maio, a CAT afirmou que “acontecimentos recentes no planejamento da infraestrutura energética e níveis crescentes de desmatamento evidenciam uma piora na implementação da política climática do Brasil, na direção oposta do que é necessário para atingir a meta do Acordo de Paris”.

A CAT também mencionou o corte de 50% no orçamento do Ministério do Meio Ambiente e outras áreas, o que, na sua avaliação, aumenta as preocupações sobre a capacidade do governo de monitorar o desflorestamento.

Pior do que Trump?

A COP23 será a primeira Conferência do Clima realizada desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a intenção de deixar o Acordo de Paris, o que deverá influenciar os debates. Porém, na avaliação de Rittl, do Observatório do Clima, o que tem ocorrido em termos de política ambiental e climática no Brasil chega a ser pior do que o abandono do acordo por Trump.

“Nos EUA, a decisão de Trump acabou gerando uma reação muito positiva de governos estaduais, prefeituras e no setor privado, com muitos anunciando que vão manter proporcionalmente as metas. No Brasil, o que estamos vendo é a desconstrução muito acelerada da política socioambiental num país que era exemplo.”

A imagem brasileira fica ainda mais negativa em comparação com a de outros países emergentes. De acordo com a CAT, medidas positivas de China e Índia, que estão acelerando a transição para energias renováveis e começando a abandonar usinas a carvão, superam significativamente os impactos negativos das propostas do governo Trump nos EUA.

Enquanto isso, especialistas apontam que o Brasil parece estar retrocedendo, o que põe em xeque a capacidade brasileira de cobrar outros países sobre suas ações climáticas nas discussões da COP. “Em 2016, acendemos a luz amarela. O que está acontecendo agora no Congresso acende a luz vermelha. O alarme precisa ser ligado”, diz Rittl.

Fonte: Logo Deutsche WelleDeutsche Welle

Encontro discute oportunidades na agricultura com proteção ambiental

Encontro acontece no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.
Economia do futuro, baseada na produção com proteção ambiental, é foco.

Um encontro no Rio de Janeiro discute as oportunidades econômicas que podem surgir com a adaptação da agricultura brasileira ao acordo do clima de Paris, assinado no ano passado com o objetivo de reduzir o aquecimento global.

O encontro, que acontece no Museu do Amanhã, discute a economia do futuro, baseada na produção com proteção ambiental, a chamada economia de baixo carbono. Menos poluição, menos gases de efeito estufa que provocam o aquecimento, novas tecnologias mais eficientes e preservação e reflorestamento de florestas.

A reunião é promovida pela Coalizão Brasil, movimento que reúne empresas, entidades setoriais, centros de pesquisa e a sociedade civil para difundir um novo modelo de desenvolvimento sustentável. O Brasil foi um dos 195 países que assinaram o acordo do clima em Paris para controlar a elevação da temperatura média do planeta.

O país tem compromissos ambiciosos pelo acordo do clima, como restaurar florestas, recuperar áreas degradadas, chegar ao desmatamento zero na Amazônia, tudo isso mantendo o título de campeão da produção agrícola. O encontro é exatamente para isso: mostra que mais do que um problema, a proteção ambiental pode ser uma oportunidade econômica para o país.

Na abertura do encontro, o biólogo e ambientalista Roberto Waack disse que o Brasil é um dos países que mais podem se beneficiar dessa nova fase da economia com proteção ambiental: “Agora o momento é de como fazer essas coisas acontecerem. Tecnologia, incentivo do ponto de vista fincanceiro, todo o universo tributário, o universo da mobilização e disseminação dessas tecnologias são temas que a gente está discutindo”.

Veja aqui o vídeo da reportagem.

Fonte: Jornal Hoje

Solucionar a crise ambiental requer mudar o sistema econômico, diz Greenpeace

A organização ambientalista Greenpeace outorga seu governo, pela primeira vez em seus 40 anos de história, a duas mulheres: Jennifer Morgan e Bunny McDiarmid, que assumem a direção internacional convencidas de que solucionar a crise ambiental requer mudar o modelo econômico.

“Nosso principal desafio é fazer a sociedade entender que solucionar os problemas ambientais implica acabar a fundo com as desigualdades e os desequilíbrios do sistema econômico atual”, coincidiram ambas em entrevista telefônica com a Agência Efe.

A mudança climática e a destruição dos ecossistemas “têm sua origem no desequilíbrio de poderes que há no mundo, nos interesses de um reduzido grupo de pessoas ricas que movimentam o mundo”, ressalta Morgan.

Precisamente, esse pequeno grupo de indivíduos “é o que costuma bloquear as soluções aos problemas ambientais”, diz McDiarmid.

Morgan e McDiarmid são as duas primeiras mulheres a assumir a direção do Greenpeace Internacional e a fazer de forma compartilhada; não se conheciam pessoalmente embora ambas possuem um currículo de cerca de três décadas na primeira linha da defesa do planeta.

Morgan é americana e nos últimos anos foi diretora de mudança climática do World Resources Institute (WRI), onde a comunidade internacional a reconheceu como uma personalidade fundamental para conseguir o Acordo de Paris; enquanto a neozelandesa McDiarmid é uma veterana ativista do Greenpeace em seu país.

“Criando uma codireção, o Greenpeace envia a mensagem de que necessitamos mais lideranças compartilhadas ao redor do mundo para resolver a crise ambiental; o fato de que sejamos mulheres não deveria ser notícia no ano 2016, embora espero que possamos servir de inspiração para que muitas outras assumam posições similares”, afirma Morgan.

Qual é o assunto meio ambiental mais urgente para as novas diretores do Greenpeace? McDiarmid responde imediatamente que “a mudança climática e a perda de biodiversidade”.

“Estamos em um momento no qual o quer que façamos agora nestas duas matérias vai ter um impacto fundamental no amanhã”, acrescenta.

“Desde o Greenpeace estaremos atentos para que o Acordo de Paris entre em vigor o mais rápido possível, preferencialmente neste ano, e para que os governos atuem mais rápido e vão além do que se comprometeram”, disse Morgan.

De acordo com ambas, para que o pacto climático global seja efetivo “é vital que as emissões de CO2 toquem teto em 2020, e que o dinheiro deixe de fluir para os combustíveis fósseis e seja desviado para as energias renováveis, já que só assim será cumprido o que foi estipulado”.

Por fim, as novas diretores foram questionadas sobre o que gostariam de conseguir nos próximos dez anos?

“Ter convencido os governos para atuar rápido contra a mudança climática e chegar a tempo, ter conseguido uma mudança rumo à sustentabilidade por parte das empresas e do setor energético, e reconduzido à indústria pesqueira para práticas mais sustentáveis”, assegura McDiarmid.

“Adoraria que todas essas milhões de pessoas que hoje não contam com acesso à energia tenham mediante as renováveis; que não haja multinacionais enriquecendo às custas de destruir os ecossistemas de todos e que tenhamos sido capazes de transitar para um novo modelo de desenvolvimento atendendo os mais vulneráveis, e por sua vez menos responsáveis pela mudança climática“, conclui Morgan.

Fonte: EFE

Avanço nas pesquisas com microalgas para produção de biocombustível

O biocombustível de microalgas tem uma vantagem importante: diferente de outras matérias-primas de fontes renováveis: como cana-de-açúcar, soja e milho não precisa de grandes áreas para a produção. Mesmo sem uma previsão de quando será possível produzir o biocombustível de microalgas em larga escala, os estudos têm sido intensificados. De acordo com o pesquisador da Embrapa Bruno Brasil, a viabilidade técnica de produzir biocombustível a partir das microalgas já é conhecida há algumas décadas e as pesquisas se iniciaram nos EUA. “Nós tivemos programas de utilização de microalgas para biocombustíveis que foram conduzidos durante as décadas de 80/90 nos Estados Unidos e no Japão, que desenvolveram boa parte da tecnologia que nós temos disponível hoje”, afirma.

No final da década de 90, o preço do barril de petróleo despencou e vários países deixaram de investir em fontes de combustíveis renováveis para reduzir os custos. No começo dos anos 2000 o interesse em combustíveis que não são fósseis voltou e com grande intensidade.
As inúmeras possibilidades de utilização das algas para a produção de biocombustível atraíram o interesse de grandes conglomerados comerciais, laboratórios e institutos de pesquisa, que passaram a desenvolver novas tecnologias.

Microalgas e as pesquisas
No Brasil, algumas iniciativas começaram de forma tardia e descentralizada. Segundo o pesquisador da Embrapa, hoje já existem grupos de pesquisadores trabalhando no cultivo de microalgas para produção de biomassa com destaque para algumas universidades. “Há quinze anos poucas universidades e institutos de pesquisa tinham um programa de pesquisa em microalgas. Hoje já existem algumas instituições, mas ainda são poucas as que têm uma planta piloto para produção de biomassa”, diz.
Dentre as universidades e centros de pesquisas brasileiros que possuem programas ligados ao desenvolvimento de biocombustível de microalgas destacam-se as Universidades Federais do Paraná (UFPR), da Bahia (UFBA), do Rio de Janeiro (UFRJ), a do Rio Grande do Norte (UFRN), a de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade Federal do Rio Grande (FURG)”, afirma o pesquisador.

Petrobras, Finep e Embrapa
Entre os programas de pesquisa em rede sobre microalgas no Brasil o primeiro foi o da Petrobras. A empresa estabeleceu uma rede de pesquisas com algumas universidades e, desde 2005, vem trabalhando em parceria com as instituições. O segundo projeto foi financiado por um edital do Fundo de Financiamento de Estudos de Projetos e Programas (Finep), que em 2008 teve a participação de dez universidades. A coordenação desse grupo pertence à Universidade Federal de Goiás (UFG). Já o terceiro programa pertence à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Os avanços da Embrapa
A pesquisa da Embrapa começou em 2013 e conta com a parceria de quatro instituições sob a coordenação do pesquisador Bruno Brasil. Sobre as redes de pesquisas ele afirma: “Eu diria que as redes de pesquisas estão bem estruturadas porque têm equipes multidisciplinares, bem qualificadas e que dispõe de infraestrutura laboratorial para as diversas etapas do processo, não é só produção de biomassas. A desconstrução da biomassa e a produção de combustível vêm antes de realizar o cultivo da alga; a seleção de algas, o melhoramento genético das algas, todo esse trabalho tem que ser feito em força conjunta. É isso que estamos tentando aqui na Embrapa.”
Para o coordenador de Pesquisa de Agroenergia da Embrapa, Bruno Brasil, o mais importante é não ficar na dependência de uma única matéria-prima para a fabricação de biodiesel. “A demanda energética vai sempre aumentar, quanto mais fontes complementares, melhor. A ideia é diversificar a matriz energética para não dependermos só de uma fonte”.

Microalgas podem causar desequilíbrio ambiental?

As microalgas podem ser cultivadas em pequenos espaços, diferentemente de outras fontes renováveis como soja, mamona ou cana- de-açúcar. O Chile, por exemplo, tem uma grande área de deserto e apostou em cultivar microalgas ao invés de plantar alimentos como soja, cana-de-açúcar.
De acordo com o pesquisador Bruno, cultivar algas para produção de biocombustível não causa desequilíbrio ambiental. “Não é retirar algas que já existem no ambiente. Elas vão ser cultivadas em um processo agroindustrial, parecido com o que se usa para aquicultura em tanques. Não é um processo extrativista da natureza. Além disso, elas possuem várias características que as tornam mais sustentável do ponto de vista ambiental, muito menos nocivas do que as matérias-primas usadas para a primeira e segunda geração, cana, soja ou mesmo a celulose para o etanol,” informa.
As microalgas contribuem positivamente na emissão de carbono para atmosfera e efeito estufa. Elas não são utilizadas como alimento, via de regra, e não têm a limitação que o etanol e a soja têm, com relação ao rendimento por hectare. As algas têm o rendimento e produtividade por hectare muito maior quando se compara com as produções tradicionais.

Produção comercial de Microalgas
Segundo a Finep, nos últimos anos foram investidos no Brasil R$126,36 milhões em projetos de pesquisa em biocombustível. Mesmo com os avanços tecnológicos no País ainda não é possível produzir o biocombustível de microalgas em larga escala. Sobre esse assunto o pesquisador Bruno comenta: “Os biocombustíveis, em geral e principalmente os que ainda estão em pesquisa são dependentes do mercado de combustíveis fósseis. Nos EUA, por exemplo, já existem empresas que cultivam algas e que já produzem biodiesel de algas para fornecer para o exército americano. Mas para chegar à bomba, comercialmente, isso só deve acontecer a médio prazo. No Brasil não tem como precisar o tempo necessário”.
Atualmente os maiores produtores de biocombustível de microalgas do mundo são China, Japão, EUA e Índia, com 90% da produção mundial. A maior parte das microalgas cultivadas para comercialização utiliza lagos e circuitos de alto fluxo com agitação mecânica.

Fonte: Canal-Jornal da Bioenergia

Ambientalista chinês responde: quando Pequim se livrará da poluição?

PEQUIM (IPC Digital) – Ma Jun, ambientalista chinês, deu uma entrevista ao Yomiuri Shimbun e respondeu quando ele acredita que Pequim poderá resolver o problema da poluição.

“Para alcançar metas internacionais, vamos levar no mínimo 30 anos. Porém, essa poluição muito séria que encontramos hoje pode ser reduzida em 5 ou 10 anos. Para tal, essa questão tem que ser prioritária”, ele disse.

Desde que publicou seu livro “A crise da água na China”, em 1999, Ma expressa preocupações quanto ao risco da contaminação da água no país. Ele ficou, então, conhecido como um dos pioneiros quanto à questão ambiental chinesa.

Em 2011, Ma voltou aos holofotes ao criticar a empresa Apple. Ele alegou que fábricas da companhia norte-americana estavam colaborando para a poluição na China.

Ma passou a militar no intuito de que os consumidores escolhessem quais as empresas que apresentam produtos mais amigáveis ao meio ambiente. Porém, ele disse que “a estrada é longa”.

Ma, entretanto, se diz otimista com as novas tecnologias. Se, antes, os dados sobre a poluição eram confidenciais e só pertenciam aos estadistas, hoje, há vários aplicativos que mostram o mau nível da qualidade do ar em Pequim.

Ano passado, a China reviu uma lei sobre a poluição do ar. Agora, os governos das cidades são obrigados a tornar públicas as informações sobre as fontes dos poluentes.

FONTES: The Japan News, Yomiuri Shimbun

Investigadora de Coimbra premiada por tese sobre pegada ambiental do biodiesel

A investigadora do Centro para a Ecologia Industrial da Universidade de Coimbra (UC) Érica Castanheira foi distinguida com o Prémio Científico Mário Quartin Graça pela sua tese de doutoramento sobre a pegada ambiental do biodiesel.

A tese de doutoramento de Érica Castanheira, “desenvolvida no âmbito de diversos projetos internacionais sobre os impactes ambientais associados ao biodiesel produzido a partir de soja e de palma cultivadas na América Latina, foi distinguida na categoria de Tecnologias e Ciências Naturais”, revelou a UC.

A investigação, que foi orientada por Fausto Freire, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC, envolveu “mais de duas dezenas de investigadores de universidades nacionais e internacionais”, como o Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA, a Universidade de São Paulo, no Brasil, e a Universidade Nacional da Colômbia, e empresas produtoras de biocombustíveis em Portugal e na América Latina.

A equipa de especialistas estudou o impacte ambiental de ciclo de vida do biodiesel de soja e palma, isto é, avaliou “emissões poluentes, como, por exemplo, os gases com efeito de estufa, em todas as etapas do processo, desde o solo usado para o cultivo no Brasil, Argentina e Colômbia, até à extração de óleo, transporte, produção de biodiesel e distribuição”, explica Érica Castanheira.

Cerca de metade do biodiesel utilizado em Portugal é produzido a partir de semente e óleo de soja e palma, importados da América Latina.

O estudo assume, por isso, particular relevância para ajudar os produtores nacionais a “optarem pelas melhores soluções, por forma a cumprir as metas impostas” pela União Europeia (UE), sustenta a investigadora.

De acordo com as metas estabelecidas pela UE, é obrigatória, até 2020, “a introdução de 10% de biocombustíveis nos transportes, assegurando que são cumpridos os critérios de sustentabilidade, entre os quais a redução mínima de 35% de emissão de gases com efeito de estufa em relação ao combustível fóssil”.

A expansão das áreas cultivadas com soja ou palma pode acarretar uma carga ambiental elevada devido à perda de carbono no solo e na vegetação, conclui o estudo, mostrando “a importância das alterações do uso do solo na pegada de carbono do biodiesel e que o local e modo de produção das plantas oleaginosas são aspetos determinantes na sustentabilidade ambiental do biodiesel”, sublinha Érica Castanheira.

Intitulada “Environmental Sustainability Assessment of Soybean and Palm Biodiesel Systems: a Life-Cycle Approach”, a tese foi realizada no âmbito do doutoramento em Sistemas Sustentáveis de Energia (Programa MIT-Portugal)/Iniciativa Energia para a Sustentabilidade e financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

O prémio – que Érica Castanheira considera ser “o reconhecimento do trabalho desenvolvido ao longo de cinco anos por uma vasta equipa no Centro para a Ecologia Industrial da UC” – vai ser entregue sexta-feira, às 15:00, na sede do Banco Santander em Lisboa.

Fonte: Diário Digital com Lusa

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