Reunião preparatória para COP25 começa sob alerta de emergência climática

O SB50, a reunião preparatória para a conferência do clima de Santiago (COP25), começou nesta segunda-feira (17) em Bonn, Alemanha, com o tradicional descasamento entre a urgência em atacar a crise do clima e a modorra das discussões técnicas.

A urgência foi reforçada na última sexta-feira por uma das poucas lideranças ambientais que sobraram no planeta após a ascensão da extrema-direita: o papa Francisco. O chefe da Igreja Católica se reuniu com investidores da indústria fóssil em Roma e declarou que o mundo está numa “emergência climática” e que falhar em agir imediatamente seria “um brutal ato de injustiça com os pobres e as futuras gerações”.

A mensagem papal foi ecoada pela secretária-executiva da Convenção do Clima da ONU, a mexicana Patricia Espinosa. Numa entrevista coletiva após a abertura da reunião, ela voltou a usar a expressão “emergência climática” e disse que o mundo precisa começar a agir imediatamente para se tornar carbono neutro em 2050. “Nós estamos literalmente numa emergência climática e esta é a batalha das nossas vidas”, disse. “A única opção que temos hoje é caminhar para um futuro de baixas emissões.”

Espinosa também fez referência indireta ao movimento de estudantes iniciado pela adolescente sueca Greta Thunberg, e que já levou a duas greves globais pelo clima. Em maio, 1,5 milhão de crianças e jovens foram às ruas em 120 países, inclusive no Brasil, para repetir a mensagem que Thunberg deu a líderes globais no Fórum Econômico Mundial: “Nossa casa está pegando fogo e eu quero que vocês entrem em pânico”.

“Se seu filho chega na cozinha e diz que tem um incêndio na casa todo mundo vai tomar providências. É isso o que os jovens estão dizendo hoje”, afirmou Espinosa.

Greta Thunberg no parlamento europeu. Foto: European Parliament/Flickr.

A primavera na antiga capital alemã se despede com forte calor: nesta terça-feira a previsão é de que a temperatura chegue a 30ºC. Dentro das salas de reunião onde os diplomatas conduzem as negociações técnicas, porém, o clima é morno, quase frio. A Arábia Saudita já começou o encontro querendo impedir que o relatório do IPCC sobre aquecimento global de 1,5ºC (aquele que diz que temos apenas 11 anos para evitar que a estabilização das emissões em 1,5ºC seja perdida) fosse discutido em Bonn.

Por pressão saudita, americana e venezuelana, o relatório acabou não sendo acolhido no livro de regras do Acordo de Paris, negociado no ano passado na Polônia. Há em Bonn a intenção de dar mais destaque ao alerta dos cientistas na implementação do acordo, que será objeto da COP25. Os árabes não querem. Mas Argentina, Brasil e Uruguai fizeram uma manifestação defendendo a discussão do documento e ganharam a parada.

Os debates em Bonn serão travados em torno de dois temas principais. Um é o financiamento ao combate à mudança do clima. O mundo está a um ano do prazo para os países desenvolvidos começarem a botar US$ 100 bilhões por anos em finança climática a partir de 2020. “Nem todos cumpriram a promessa, então precisamos lembrá-los do compromisso porque estamos a apenas um ano da meta”, disse Espinosa.

O segundo e mais conflituoso tema é o dos mercados de carbono, principal item do livro de regras do Acordo de Paris que ficou sem conclusão. No ano passado, na COP de Katowice (Polônia), esse item, previsto no artigo 6 do Acordo de Paris, foi bloqueado pelo Brasil, o que estendeu a COP24 em dois dias. Terminou em impasse e com o Brasil sendo visto como vilão nesse tema. O principal resultado esperado de Bonn é avançar na negociação técnica do artigo 6 para que ele possa ser adotado na COP de Santiago.

“Pelo Mecanismo de Desenvolvimento Sustentável, qualquer país, governo local ou mesmo empresa que adote ações de redução de emissões pode vender esse resultado como crédito de carbono.”

A briga está em torno do item 4 do artigo 6, que cria o chamado Mecanismo de Desenvolvimento Sustentável. Trata-se de um substituto para o MDL, o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do Protocolo de Kyoto, acordo antecessor de Paris. Pelo MDS, qualquer país, governo local ou mesmo empresa que adote ações de redução de emissões pode vender esse resultado como crédito de carbono.

O Brasil diz que esses resultados devem ser adicionais, ou seja, avançar além, das metas nacionais (NDCs) submetidas à Convenção do Clima. Mas tem se recusado a admitir que compradores desses créditos façam os chamados “ajustes correspondentes” em suas metas para evitar dupla contagem. Alguns países têm acusado o Brasil de querer com isso empurrar créditos do MDL, de que o Brasil era um grande vendedor, para o MDS. Os negociadores brasileiros dizem que estão interessados apenas na integridade ambiental do mecanismo.

Falando nesta segunda-feira em nome do grupo Basic (Brasil, África do Sul, Índia e China), o chefe da delegação brasileira, Leonardo Cleaver, disse que o grupo está interessado em concluir em Santiago a negociação do artigo 6, de forma a “mandar uma mensagem forte para o setor privado”. Ele afirmou, porém, que está faltando em Bonn um compromisso mais firme dos países desenvolvidos com o financiamento climático, conhecido no jargão diplomático pela expressão “meios de implementação”. “Falar de ambição sem prover meios de implementação é um ato oco.”

Fonte: O Eco

Ativistas protestam contra desmatamento da Amazônia em Berlim

Movimento Extinction Rebellion se une a cientistas e exige de UE que importações brasileiras sejam vinculadas a proteção ambiental e dos direitos humanos. Manifestantes contestam acusações de ministro do Meio Ambiente.Ativistas do movimento ambiental Extinction Rebellion (Rebelião da Extinção) protestaram nesta segunda-feira (29/04) em Berlim contra o desmatamento da Amazônia. A manifestação apoiou os mais de 600 cientistas europeus que pediram para a União Europeia vincular as importações oriundas do Brasil à proteção do meio ambiente e dos direitos humanos.

“Compramos muitos produtos vindos do Brasil e temos a responsabilidade de dizer aos nossos líderes que não queremos esses produtos associados a danos ambientais ou abusos de direitos humanos do outro lado do mundo. Além disso, temos que tomar uma posição, principalmente, em relação ao impacto do desmatamento nas mudanças climáticas”, afirmou a zoóloga Claire Wordley, da Universidade de Cambridge, que organizou o protesto.

“Queremos lembrar os países europeus de suas responsabilidades. A UE tem uma ótima legislação para padrões ambientais e de direitos humanos, mas no momento eles são somente aplicados nos países europeus”, destacou Wordley, que também é uma das signatárias da carta apoiada por mais de 600 cientistas europeus, publicada na semana anterior na revista científica Science.

No manifesto, os pesquisadores pediram à União Europeia que faça um esforço maior para evitar importações do Brasil oriundas de regiões desmatadas ou de conflito agrário. No documento, o grupo destaca ainda a importância da Amazônia no combate ao aquecimento global.

Realizado diante do Portão de Brandemburgo, o protesto reuniu cerca de 40 pessoas, segundo a estimativa da polícia. Além de bandeiras com o símbolo da Extinction Rebellion, os ativistas levaram cartazes com dizeres: “Sem levante, sem futuro”, e fotografias de indígenas e da Floresta Amazônica.

Durante o ato, os ativistas destacaram a importância da Amazônia para o clima global e acusaram o presidente Jair Bolsonaro de promover uma política de destruição ambiental e de ameaça aos direitos dos povos indígenas. Os manifestantes também contestaram as alegações do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que, em entrevista à GloboNews, disse que o manifesto não tinha credibilidade e que escondia uma guerra comercial com o Brasil, além de supostos interesses econômicos dos cientistas.

“Não fazemos ideia quais seriam os interesses econômicos que o ministro falou que temos. Publicamos a carta porque estamos preocupados com a situação no Brasil. Estamos fazendo isso para o nosso futuro e para o futuro dos brasileiros, especialmente os indígenas”, ressaltou Wordley.

Ao comentar a alegação de Salles de que o Brasil seria um exemplo de preservação do meio ambiente, Wordley argumentou que os impactos negativos do desmatamento da Amazônia já pode ser sentido e que eles podem piorar se o desmatamento continuar. “As políticas precisam ser muito mais duras do que estão sendo. Não podemos mais arcar com a destruição da Amazônia e também de outros ecossistemas no Brasil”, afirmou.

A pesquisadora destacou que a iniciativa dos cientistas europeus não é para banir as importações oriundas do Brasil, mas para estimular um comércio responsável e sustentável, que não gere danos ambientais e abusos de direitos humanos. “Não queremos comer desmatamento no jantar”, disse.

Após a leitura da carta, os manifestantes homenagearam os ativistas ambientais mortos no Brasil. Foram lidos os nomes de ambientalistas assassinados no ano passado e de indígenas mortos nos últimos anos.

Recentemente, o movimento parece ter conseguido um associado ilustre. Um grafite atribuído ao artista britânico Banksy com mensagem de apoio à causa foi descoberto num dos cruzamentos mais movimentados de Londres.

Fonte: Terra

Alemanha bate recorde de exportação de biodiesel

A indústria de biodiesel da Alemanha tem dado novos sinais de vitalidade depois de anos em ponto morto. Além de ganhos na demanda interna, o país europeu vem aumentando sua participação no mercado internacional do produto.

Segundo dados do Escritório Federal de Estatística, no ano passado as exportações de biodiesel alemãs somaram 1,86 milhão de toneladas – aproximadamente 2,06 bilhões de litros. Esse foi o quarto ano consecutivo de crescimento nas vendas externas do país. Em relação ao ano passado, o aumento foi de 15,8%.

O recorde anterior era de 2014 quando as exportações foram de 1,71 milhão de toneladas. Em 2015, no entanto, os embarques murcharam 12,9%. Foram necessários quatro anos para que o nível fosse retomado.

Saldo menor

O aumento nas vendas não bastou para compensar as importações. Em 2018, o mercado alemão recebeu perto de 1,22 milhão de toneladas em biodiesel. O crescimento em comparação à 2017 foi de 54,4%.

A maior parte desse volume – cerca de 860 mil toneladas – vieram da Holanda e Bélgica. Esses dois países, no entanto, não foram a fonte original deste biodiesel. Ele foi importado de outros países e, então, redistribuído pela Europa Central.

Com isso, o saldo ficou positivo em 646 mil toneladas. Esse é o menor resultado positivo desde 2014 quando as exportações superaram as importações em quase 1,13 milhão de toneladas.

Fonte: BiodieselBR

Alemanha chega a acordo sobre expansão em renováveis, diz SPD

O partido da chanceler alemã Angela Merkel, União Democrata Cristã (CDU), e seus parceiros do Partido Social-Democrata (SPD) concordaram em manter sua promessa de acelerar a expansão das energias renováveis no país, encerrando meses de disputas sobre o tema, disse uma porta-voz do SPD nesta quarta-feira.

A energia renovável é um dos mais importantes passos nos planos da Alemanha de se tornar uma economia de baixo carbono, parte do comprometimento do do país em ajudar a conter o aquecimento global.

Como parte desses esforços, o governo alemão concordou em janeiro com um plano para leilões adicionais para a contratação de 4 gigawatts em usinas solares fotovoltaicas, 4 gigawatts em usinas solares fotovoltaicas, 4 gigawatts em eólicas onshore e uma meta ainda não definida para eólicas offshore em 2019 e 2020, além de seus leilões regulares.

O plano foi desenhado para ajudar o país a atingir uma meta de 65 por cento de participação de renováveis em sua matriz elétrica até 2030, comparado a 36 por cento atualmente. Outras medidas também estão previstas. A capacidade adicional em renováveis reduziria as emissões de dióxido de carbono do país em entre 8 milhões e 10 milhões de toneladas por ano.

A porta-voz do SPD não forneceu maiores detalhes.

Ela disse que o acordo sobre os leilões para 8 gigawatts adicionais foi alcançado no final da terça-feira, após diversos encontros de alto nível nas últimas semanas em que foram discutidos diferentes detalhes do plano.

“Conseguimos um avanço. Os leilões adicionais para renováveis poderão acontecer”, disse o vice-líder de uma ala parlamentar do SPD, Matthias Miersch, em um comunicado.

Fonte: UOL Economia

Alemanha bateu recorde de exportação de biodiesel no 1º semestre

As usinas da Alemanha estão se saindo bem em 2018. Além do biodiesel ter voltado a superar a marca de 6% da demanda no mercado interno durante o primeiro semestre do ano, no mercado externo as exportações do biocombustível bateram recorde.

Segundo dados do Escritório Federal de Estatística (Destatis), as vendas externas de biodiesel durante a primeira metade do ano passaram das 877 mil toneladas. Trata-se de uma alta de 14,3% sobre as 767,1 mil toneladas exportadas no período entre o começo de janeiro e o final de junho de 2017.

De longe, os maiores parceiros da Alemanha estão entro da União Europeia (UE). Cerca de 771,7 mil toneladas – aproximadamente 88% do total – tiveram como destino final um dos 28 países-membros do bloco.

Sozinha, a Holanda absorveu 289 mil toneladas repetindo a primeira posição entre no quadro dos maiores importadores do biodiesel alemão. Apesar de uma queda de 10% na comparação entre 2017 e 2018. Já a Polônia importou 24% a mais ficando com 121,8 mil toneladas.

O maior crescimento relativo, no entanto, foi dos Estados Unidos que comprou 54,7 mil toneladas de biodiesel da Alemanha. Um ano antes as exportações para o mercado norte-americano haviam sido praticamente nulas com apenas 67 toneladas. O salto percentual foi de praticamente 81.500%.

O principal motivo para esse aumento repentino foi a expulsão do biodiesel argentino do mercado norte-americano. No ano passado, a Argentina embarcou um total de 969,3 mil toneladas de biodiesel para os Estados Unidos faturando US$ 725,8 milhões com o negócio.

Em outubro do ano passado, no entanto, o governo dos EUA passou a tarifar as importações de biodiesel argentino.

Fonte: BiodieselBR.com

Alemanha: Cidades estão livres para banir diesel

O tribunal da corte administrativa da Alemanha decidiu que as cidades do país estão livres legalmente para impor restrições ou mesmo eliminar por completo a circulação de automóveis antigos movidos por óleo diesel. A decisão germânica sobre o assunto veio depois que a Comissão Europeia denunciou o país por não se comprometer tanto com a redução das emissões de poluentes em suas cidades.

Com isso, a proibição de circulação surge como uma grande derrota para os fabricantes de carros alemães, em especial a Volkswagen. Antes, as cidades não tinham autonomia para impedir a circulação de veículos poluidores, mas agora qualquer uma poderá impor restrições aos carros que mais emitem dióxido de carbono e óxido de nitrogênio. Para manter os carros em um nível adequado de emissão de CO2, as montadoras germânicas terão de gastar algo em torno de 14,5 bilhões de euros.

No cenário alemão, a possibilidade de grandes cidades ou mesmo daquelas menores com altos índices de poluição urbana, simplesmente banirem os carros abaixo de Euro 6, nível aceitável pela legislação atual da União Europeia, é enorme. Outro problema é que apenas 2,7 milhões de unidades atendem esse padrão ambiental, em um total de 15 milhões de automóveis diesel no país. Desde fevereiro, grupos ambientalistas podem processar os municípios alemães que não estejam combatendo a poluição urbana.

Dezenas de centros urbanos alemães superam os níveis de oxido de nitrogênio (NOx) permitidos pela União Europeia e entre elas duas sedes de montadoras importantes, sendo elas Stuttgart e Munique. Hamburgo, o grande centro portuário alemão, também é outra cidade muito poluída. Para as montadoras, a situação agora será mais complicada, pois a tendência é de que os consumidores comecem a deixar de lado do combustível em prol da gasolina, gás natural ou eletricidade.

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Fonte: Notícias Automotivas

Alemanha sugere transporte público gratuito para reduzir poluição

Até o final de 2018, ao menos cinco cidades na Alemanha poderão testar uma maneira exemplar de combater a poluição. O teste consistirá no desestímulo ao veículo privado ao passo que o transporte público será de graça. Uma solução que hoje é adotada em poucos lugares.

Bonn, Essen, Herrenberg, Reutlingen e Mannheim são as cidades alemãs que fazem parte da proposta elaborada pelo governo federal. “Estamos considerando disponibilizar transporte público gratuito para reduzir o número de carros particulares”, afirmam ministros alemãs em uma carta enviada à Comissão Europeia. “A luta contra a poluição do ar efetivamente sem atrasos desnecessários é a maior prioridade para a Alemanha”, diz ainda o documento.

Segundo o jornal britânico Independent, ministros alemães e britânicos foram convocados, no mês passado, para explicar à Comissão (instituição que defende os interesses da União Europeia) o porquê de quebrarem as regras da UE sobre a poluição do ar tóxico e o que eles fariam para resolver o problema. Enquanto a Alemanha se apressou em apresentar projetos, o governo britânico ainda não divulgou seus planos.

Assinada pelo chefe do Gabinete de Angela Merkel, Peter Altmaier, pela ministra alemã do Meio Ambiente, Barbara Hendricks e pelo ministro da Agricultura, Christian Schmid, a carta ainda propõe sistemas de compartilhamento de carros, incentivos aos carros elétricos e criação de zonas de baixa emissão de poluentes: áreas ou estradas onde os veículos mais poluentes são proibidos.

Fonte:  Ciclo Vivo

Exportações alemãs de biodiesel crescem 4,4% em 2017

De acordo com os números de exportação publicados pelo Escritório Federal Alemão de Estatística, a demanda por biodiesel no país continua a ser muito alta, especialmente com pedidos provenientes da União Europeia.

As exportações germânicas de biodiesel totalizaram cerca de 1,61 milhões de toneladas (mais de 483 milhões de galões) em 2017. Ultrapassando o nível do ano anterior em 4,4% e constituindo um importante suporte para a demanda de óleo de colza no país. Os Estados membros da UE são os principais países receptores, representando cerca de 89%.

A Holanda, o maior comprador de biodiesel alemão, ordenou um pouco menos do que o ano anterior, mas a Polônia, o segundo maior receptor do biocombustível, aumentou suas compras em 2% para 234 mil toneladas. As exportações para a Áustria aumentaram em quase 35%, levando o país para o terceiro lugar.  Por fim, a Dinamarca também apresentou um aumento inesperado de 104%.

Ainda de acordo com o documento, os EUA foram o país mais significativo fora da UE que recebeu biodiesel alemão, apesar de uma queda de 17,5 por cento nas importações de 2016, cerca de 70.100 toneladas, as exportações alcançaram melhor volume no último trimestre de 2017.

Contudo, no mesmo período, as importações de biodiesel estrangeiro pelo país aumentaram aproximadamente 4,6 por cento ou 792 mil toneladas. De acordo com a Agrarmarkt Informations-Gesellschaft (mbH), este foi o maior volume importado desde 2012. Com as entregas da Holanda subindo 6,5 por cento ou 305 mil toneladas e as da Bélgica 35% ou 136 mil toneladas. Por outro lado, as importações da Malásia, cerca de 124 mil toneladas, caíram 3,5% em relação a 2016.

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Fonte: Biodiesel Magazine 

Justiça alemã vai decidir na próxima semana sobre restrições a diesel

Eles são responsáveis por grande parte das emissões de óxido de nitrogênio, que favorecem doenças respiratórias e cardiovasculares.

A Justiça alemã marcou para 27 de fevereiro sua decisão sobre eventuais restrições à circulação dos veículos a diesel mais poluentes em grandes cidades, anunciou nesta quinta-feira (22) o presidente da Corte Federal Administrativa.

Essa jurisdição, que deveria se pronunciar nesta quinta, espera “debater em profundidade” a questão crucial para a proteção do ar e o futuro da indústria automobilística alemã.

Os estados de Bade-Wurtemberg e Renânia do Norte-Westfalia recorreram ao tribunal após serem condenados, em primeira instância, a aplicar a proibição aos carros mais poluentes em suas capitais. O processo foi movido pela Deutsche Umwelthilfe (DUH), associação de proteção ao meio-ambiente.

A DUH pretende obrigar dezenas de localidades alemãs – entre elas, Stuttgart (sul) e Dusseldorf (oeste) – a tomar medidas mais rigorosas contra a poluição do ar.

Agora, a Corte Federal Administrativa, em Leipzig, deve decidir se as autoridades têm a obrigação de proibir veículos a diesel em algumas regiões. Eles são responsáveis por grande parte das emissões de óxido de nitrogênio, que favorecem doenças respiratórias e cardiovasculares.

Segundo a Agência Federal de Meio Ambiente, cerca de 70 cidades alemãs têm níveis de dióxido de nitrogênio superiores ao limite anual médio de 40 microgramas/m³ em 2017. Munique, Stuttgard e Colônia são os casos mais extremos.

A medida afetaria 9,4 milhões de veículos a diesel de normas Euro 5 e anteriores, comercializados até 2015, registrados na Alemanha.

Fonte: AFP

Alemanha decide proibição do diesel na quinta-feira (22)

Tribunal alemão vai julgar nesta quinta-feira a proibição de veículos muito poluentes nas cidades.  A gratuitidade dos transportes públicos está em estudo para evitar sanções da União Europeia

Um Tribunal Federal vai decidir no próximo dia 22/02 se as cidades alemãs poderão proibir a circulação de veículos muito poluentes, decisão tomada por vários tribunais locais, em 2015, em decorrência do escândalo das emissões poluentes da Volkswagen.

A decisão deverá afetar sobretudo os lucros dos construtores de motores diesel, os principais emissores de dióxido de nitrogênio (Nox), substância que provocou ameaças de sanções por parte da União Europeia, e que é considerada responsável por doenças respiratórias.

A organização ambiental Deutsche Umwelthilfe (DUH) processou as cidades de Stuttgart (coração da indústria automobilística na Alemanha) e Dusseldorf por considerar que os níveis de emissões poluentes, em particular de óxido de nitrogênio, não cumprem as normas em vigor na União Europeia.

Cerca de 15 milhões de veículos a diesel circulam atualmente no país e associações de defesa do ambiente, citadas pela agência Reuters, estimam que em pelo menos 90 cidades os níveis de poluentes ultrapassem os limites impostos por Bruxelas.

Depois da Volkswagen admitir ter falseado os testes antipoluição em 2015, os tribunais locais decidiram que os municípios deviam proibir a circulação de veículos diesel, fora dos padrões aceitáveis, nos dias de maior poluição. Contudo, os construtores de automóveis contestam a decisão, uma vez que a proibição total poderá levar à queda dos preços dos veículos no mercado de segunda mão e a um aumento do preço dos contratos de locação, baseados no valor residual do veículo no fim do período contratado.

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Fonte: Expresso

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