Tecnologia no agronegócio: riscos e oportunidades

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o agronegócio é responsável por 42% das exportações brasileiras, atingindo US$ 102 bilhões em 2018. Este desempenho representou um crescimento de 6% em relação ao ano anterior e uma contribuição para o saldo positivo na balança comercial brasileira de quase US$ 90 bilhões. Estes dados, aliados ao fato do agronegócio representar 23% do PIB do Brasil, não deixam dúvida quanto à relevância do segmento para a economia nacional. De acordo com dados do United States Department of Agriculture (USDA), o Brasil ocupa as primeiras posições na produção mundial dos principais produtos agrícolas consumidos no mundo, tais como soja, açúcar e café (primeira posição), carne bovina e de frango (segunda posição), além do milho (terceira posição), entre outros.

Manter a relevância do agronegócio na economia nacional tem sido especialmente desafiador para os participantes deste segmento. Os agropecuaristas brasileiros, além de terem que enfrentar os riscos inerentes ao seu próprio negócio, tais como condições climáticas, pragas que afetam a lavoura e as doenças que ameaçam suas criações, também precisam lidar com os efeitos da instabilidade econômica e política do País, greves, além da inerente precariedade da infraestrutura logística nacional.

Desta forma, o sucesso deste setor está significativamente associado com a capacidade de adaptação às incertezas por meio de instrumentos de gerenciamento de riscos, assim como a aplicação de tecnologias de ponta no desenvolvimento das lavouras e criações. A chamada “tecnologia de precisão” há muito tempo vem sendo desenvolvida e aplicada no campo com o propósito de elevar a produtividade de maneira a compensar as deficiências estruturais do País que vão além da porteira e, portanto, não gerenciáveis pelo produtor. A Embrapa, empresa de pesquisa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que conta com 43 anos de suporte ao agronegócio, é uma referência mundial na agricultura de clima de tropical e uma das principais fomentadoras da inovação no campo.

Com o auxílio da tecnologia, os níveis de produtividade do agronegócio brasileiro tem desempenho igual, e muitas vezes superiores, aos seus principais competidores mundiais. No que se refere à soja, por exemplo, enquanto a produtividade média mundial da safra de 2017/18 foi de 2,74 ton/hectare, no Brasil, a produtividade foi de 3,47 ton/hectare. Os Estados Unidos, principal concorrente, tiveram uma produtividade de 3,31 ton/hectare, 5% inferior à do Brasil.

Neste sentido, as oportunidades de desenvolvimento de inovações tecnológicas para o campo são ilimitadas e, como parte deste processo, uma série de novas startups voltadas para desenvolver soluções de tecnologia no setor agrícola têm surgido nos últimos anos. De acordo com levantamento feito pela KPMG, em conjunto com o Distrito, das mais de 7 mil startups brasileiras, 135 estão voltadas exclusivamente para o mercado agro, e este número encontra-se em franca expansão. Estas startups têm atuado não só no desenvolvimento de ferramentas voltadas para a agricultura de precisão, assim como de soluções em robótica, drones, satélites, big data, inteligência artificial, entre outras.

Se, por um lado, a tecnologia tem trazido soluções para permitir o crescimento da relevância do agronegócio no PIB brasileiro, muitos desafios ainda precisam ser superados. Além de questões relacionadas à falta de infraestrutura ideal para permitir a conectividade, bem como uma velocidade de conexão adequada nas áreas de plantio mais remotas, as empresas do agronegócio têm passado a ser alvo constante dos chamados ataques cibernéticos nos últimos anos. De acordo com pesquisa realizada pela KPMG, em conjunto com a Oracle, com mais de 450 profissionais de segurança cibernética e TI, cerca de 80% destes profissionais estão preocupados com algum tipo de ataque cibernético. Tal preocupação se deve, principalmente, ao fato de que a maioria destes ataques está direcionado para áreas estratégicas do negócio, gerando a paralisação de operações, sequestro e perda de dados, danos à reputação e, consequentemente, perdas financeiras significativas ocasionadas por estas situações. Em outra pesquisa da KPMG, observa-se que os riscos relacionados às novas tecnologias é o segundo assunto que mais preocupa os altos executivos das empresas, atrás apenas de riscos relacionados com a perda de clientes estratégicos.

Desta forma, é inegável que o uso de tecnologias de ponta e a inovação no agronegócio tem contribuído significativamente para o crescimento sustentável do setor, bem como sua contribuição para a economia brasileira como um todo. Entretanto, face à relevância crescente da tecnologia para os negócios, é muito importante que as empresas do setor passem também a incluir, em seus processos de gerenciamento de riscos, aspectos relacionados à prevenção dos riscos associados a eventuais ataques cibernéticos.

Se por um lado, os investimentos em segurança cibernética podem representar um custo adicional para as empresas, esta também é uma boa oportunidade para os gestores e executivos aprofundarem seus conhecimentos sobre o seu negócio, visto que estratégias de segurança de TI e resiliência dos negócios sempre devem estar alinhadas com as metas globais da organização, desde a proteção da propriedade intelectual e de dados, até a maximização de sua produtividade por meio de novas tecnologias aplicadas no campo.

Fonte: Brasil Agro

Demanda chinesa e dólar impulsionam venda de soja

A venda de soja do Brasil, que andava a passos lentos, disparou nos últimos dias com maior demanda da China, preços e prêmios nos portos pelo produto brasileiro fortalecidos e dólar acima de R$ 4, conforme dados do mercado.

Um volume de pouco mais de 5 milhões de toneladas de soja para exportação, equivalente a uma centena de navios, rodou no mercado para embarques em junho, julho e agosto, de acordo com relatos colhidos pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), disse o pesquisador Lucílio Alves.

O estopim para essa forte negociação de soja do Brasil, o maior exportador global da oleaginosa, foi o fracasso das negociações comerciais entre China e EUA, na semana passada, que traz mais demanda ao produto brasileiro.

Essa demanda adicional veio em um momento em que o dólar atingiu o maior valor em mais de sete meses, o que torna mais barata a importação. “O dólar barateia a importação e a guerra comercial desloca a demanda para cá”, diz.

O mercado estava fraco após a China ter buscado menos soja no Brasil no primeiro quadrimestre, conforme dados da agência marítima Cargonave, mas nesta semana os negócios foram impulsionados tanto pelos preços melhores, quanto o maior interesse chinês.

Ele lembrou que o preço para embarque em Paranaguá (PR) subiu de US$ 326,48 por tonelada no início de maio a US$ 345,68 tonelada na véspera, para embarque em junho.

Ao mesmo tempo, os prêmios para exportação em junho atingiram US$ 1 por bushelsobre o contrato julho da bolsa de Chicago, maior valor desde o início de dezembro de 2018 e mais que o dobro do visto no início do mês.

Segundo a T&F Consultoria, o Brasil negociou mais de 700 mil toneladas de soja só na quinta-feira, sendo a metade produto de Mato Grosso. “É possível que tenha sido um pouco mais. O mercado está muito frenético nesta semana”, diz Luiz Pacheco, da T&F.

Pico de exportação

A conjunção de fatores positivos para os negócios ocorre em momento em que o Brasil está no pico da temporada de exportação, logo após a colheita da oleaginosa, que foi a segunda maior da história, com mais de 114 milhões de toneladas.

“Agora com a safra praticamente finalizada, considerando que alguns produtores e vendedores estavam segurando as vendas, agora pode ser um bom momento da negociação”, destacou Alves. Em meio às notícias sobre a guerra comercial, a consultoria Safras & Mercado revisou a expectativa de exportações de soja do Brasil em 2019, para em 72,5 milhões de toneladas em 2019, ante 70 milhões de março.

Fonte: DCI

Nova Previdência deve estimular investimentos no Brasil

INTL FCStone prevê avanço para setores como agronegócio, energia, infraestrutura, construção civil e mercado imobiliário

A aprovação da “Nova Previdência”, posta pelo governo como condição fundamental para equilibrar as contas públicas do país, deve solidificar a confiança do mercado no governo, melhorar as perspectivas de crescimento do país e tornar mais promissor o ambiente de investimentos em setores como agronegócio, energia, infraestrutura, construção civil e mercado imobiliário.

“Essa melhoria nas expectativas se encaixa em um cenário global de elevado estoque de dinheiro a taxas de juros reais próximas de zero ou até negativas nos países desenvolvidos, onde as perspectivas de crescimento econômico nos próximos anos são mais baixas, gerando oportunidade para influxo de capital estrangeiro no Brasil”, explica o analista de mercado da INTL FCStone, Fábio Rezende.

Entre as tendências relacionadas ao agronegócio, nota-se um avanço do consumo de proteína animal, e um consequente aumento da demanda de grãos para alimentação dos rebanhos. Destaca-se que o Brasil tem ampla capacidade de aumento da área plantada e a INTL FCStone espera que isso resulte na abertura de 6 milhões de hectares para a agricultura até 2030.

Entre os ramos do setor do agronegócio que o grupo analisa como potenciais receptores de investimentos internacionais, sobressaem: logística de armazenagem, transporte e escoamento da produção; confinamentos, granjas e fábricas de ração; fábricas e revendas de insumos e máquinas agrícolas; terras; e indústria alimentícia. “O principal desafio do setor, para investimentos externos, é a deficiência da infraestrutura, a volatilidade cambial, e práticas de governança corporativa antiquadas”, pondera Rezende, em relatório.

Vinculada à expansão agrícola, uma das maiores oportunidades de investimento no Brasil é a produção de biocombustíveis. Políticas públicas devem manter esse setor em crescimento no médio prazo, como o aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel. Atualmente em 10%, o percentual irá aumentar para 11% em junho de 2019, e continuará a subir até 2023, quando atingirá 15%. “Estimamos que, com a capacidade atual de produção, a mudança da mistura obrigatória e o aumento da demanda por diesel (vinculado ao crescimento econômico) deixará o país deficitário em biodiesel em 2022”, aponta a consultoria.

Em relação à geração elétrica, o governo brasileiro possui um claro foco de incentivos: o gás natural. A produção da commodity no país tem crescido e tende a continuar a crescer com a exploração do Pré-Sal. A INTL FCStone vislumbra oportunidades de investimento em infraestrutura (transporte e distribuição) de gás natural, projetos greenfield de termelétricas a base da commodity (Ciclo Combinado), e adaptações das termelétricas a carvão e a destilados do petróleo.

Há também boas oportunidades de investimento em fontes renováveis. “Damos destaque para a eólica, que cresce de maneira veloz no país. O potencial de energia eólica no Brasil é mais intenso de junho a dezembro, coincidindo com os meses de seca, de modo que pode ser usada de maneira suplementar a energia hidrelétrica. Dessa maneira, vislumbramos também investimentos em parques e usinas eólicas e na indústria de equipamentos para essas usinas”, afirma.

Ainda bastante pequeno no país, investimentos em energia solar também devem apresentar um grande salto nos próximos anos. O potencial solar brasileiro se concentra principalmente na região Nordeste, mais suscetível a secas, o que também torna a energia solar uma alternativa para suplementar a hidrelétrica.

O grande destaque na infraestrutura são os programas de privatizações e concessões dos governos federais e estaduais. A maior parte dos projetos são para concessões (101) e PPPs (52). Concessões de ferrovias e rodovias serão as prioridades de 2019, e somam 20 projetos no total (12 de ferrovias e 8 de rodovias).

O mercado imobiliário brasileiro tem o potencial de apresentar boa recuperação nos próximos anos, caso a economia do país volte a crescer. O mercado de imóveis residenciais deve apresentar crescimento com a retomada da economia e do crédito habitacional. O saldo das cadernetas de poupança vem em tendência de alta desde 2016, após o colapso nos anos anteriores, e somava R$ 614 bilhões no final de março, representando uma captação líquida de 8,2% em 12 meses.

O maior desafio do setor da construção civil é a sua dependência do setor público, que representa ainda cerca de 44% da demanda de obras realizadas no Brasil. “O equilíbrio das contas públicas com a aprovação da reforma da previdência é essencial para abrir espaço para novas obras públicas no orçamento. Isso também depende da política econômica do governo”, lembra a INTL FCStone. Com a aprovação da Nova Previdência, investimentos públicos em construção civil podem voltar ao radar dos governantes, principalmente com a aproximação do período eleitoral, em virtude da importância do setor na geração de emprego e renda, e na dinamização de outros ramos importantes para a economia brasileira, como a indústria e comércio de materiais, máquinas e equipamentos.

Fonte: Notícias Agrícolas

Agronegócio passa por virada digital e pede gestão para alavancar

O cenário atual das relações comerciais entre a China e os EUA favorecem a posição no Brasil no mercado internacional com as exportações de soja. O agronegócio brasileiro está muito bem estruturado e possui pontos fortes relevantes que garantem a competitividade no cenário internacional: recursos humanos profissionais e qualificados, boa capacidade de gestão na produção e comercialização das commodities agropecuárias, clima e topografia de solo favoráveis que nos permitem produzir mais de uma safra, bom nível de desenvolvimento tecnológico, alta capacidade de produção de maquinário e insumos agrícolas, e grande extensão de terras com potencial agrícola ainda não cultivada.

O país também é precursor da criação do sistema de integração lavoura, pecuária e floresta (ILPF), que permite, simultaneamente, o cultivo de grãos, de forma saudável e sustentável, junto com a produção pecuária e com a manutenção do eucalipto como reserva neste contexto integrado. Este sistema, um dos mais modernos no mundo, permite a geração de vários benefícios adicionais permitindo que toda a cadeia ganhe na geração de valor e que produtor possa otimizar recursos, mão-de-obra e maquinários.

De fato, o Brasil possui pesquisadores de ponta e tem adotado o que há de mais moderno na prática agrícola, desde o desenvolvimento e uso da biotecnologia até a aplicação destes sistemas integrados de produção como acontece com o ILPF.

Desafios

Apesar de investir no que há demais moderno em tecnologia de campo, o agricultor brasileiro ainda não se profissionalizou em gestão de tecnologia. Este profissional ainda precisa se preparar para a revolução digital – seja na adoção da agricultura de precisão, no uso da inteligência artificial ou big data.

Junto com o desafio da gestão deste universo agro e tecnológico, outro obstáculo é instruir os agricultores a lidar com o compartilhamento de informação. Este público ainda teme que seus dados sejam compartilhados ou vendidos, muitos ainda não vêm vantagens em compartilhar as informações. A deficiência de compreensão é facilmente notada na subjetividade que ainda é muito presente na produção e no processo de classificação de sementes e grãos; na falta de automação na coleta de informações; na baixa precisão na coleta atual de dados e falta ou deficiência de conectividade nas fazendas. Quando se fala em conectividade o ponto também é crítico, a grande maioria dos agricultores ainda possuem internet a rádio em suas fazendas e um grupo mínimo deles possui via satélite. A dificuldade de aquisição e os preços são os principais entraves.

Virada digital no campo

O mundo é tecnológico e digital. Os sistemas e tecnologias são desenvolvidos e se multiplicam todos os dias para facilitar todas as relações da sociedade mundial.  Conexão e uso de dados, de forma inteligente, não apenas impulsionam os negócios, mas os mantém sustentáveis e competitivos hoje e nos próximos anos. Dados precisam ser gerados, armazenados e cruzados para que produzam, em tempo real, informações precisas que suportem as tomadas de decisão e melhorem a rentabilidade dos negócios em todos os mercados. Diante deste atual cenário é preciso que se invista em sistemas de gestão em toda a cadeia do agronegócio.

Não basta gerar dados, é preciso conectá-los e analisá-los da forma correta para que sejam usados de forma eficiente. Não adianta ter dados se não tivermos sistemas de gestão. Não adianta ter sistemas se não existir conexão.

Tendências

O uso da Inteligência Artificial (AI) proporcionará o aprendizado de máquinas e o aprimoramento de sistemas e processos produtivos, redução de perdas e desperdícios na produção de alimentos até a orientação na tomada de decisão do produtor rural, posicionamento de produtos agrícolas nos mercados internos e externos, bem como para a agregação de valor aos produtos. A AI Influenciará nas decisões de toda a cadeia.

Ainda como tendência, o controle de decisões ligadas à cadeia produtiva, como irrigação e aplicação de fertilizantes e insumos, poderá ser realizado de forma automatizada, possibilitando um maior controle das condições da lavoura.

Primeiros passos

Enquanto uns engatinham, outros despontam e investem pesado para serem referência na adoção de tecnologia no setor agro, como é o caso da SCL Agrícola, que adota desde 2016 investimentos e testes de todos os novos conceitos de tecnologia como IoT (internet das coisas), cloud, drones e big data em suas fazendas. Assim como a SCL o grupo Scheffer investe pesado e tem a meta de se tornar referência e liderar a vanguarda tecnológica nos próximos dois anos.

A virada digital tende a favorecer as empresas que investem em inovação e que deverão, por esta razão, alçarem o topo em performance em seus segmentos (Cintia Leitão é diretora de Agronegócios na Senior).

Fonte: Brasil Agro

Exportação de soja ultrapassa US$ 2,5 bi em fevereiro

As exportações do complexo soja (grãos, farelo e óleo) suplantaram pela primeira vez a barreira dos US$ 2 bilhões para os meses de fevereiro, registrando US$ 2,58 bilhões no segundo mês deste ano. O grande destaque foi a venda de soja em grão, com 6,1 milhões de toneladas. Com esse recorde na quantidade exportada (+112,7%), mesmo com a queda de 5,1% no preço médio de exportação, o valor de soja foi recorde no mês, atingindo US$ 2,21 bilhões (+101,8%).

Esse desempenho contribuiu para que as exportações do agronegócio crescessem de US$ 6,27 bilhões para US$ 7,25 bilhões no mês passado. O incremento das exportações em 15,6% ocorreu, especialmente, devido à elevação de 20,8% no índice de quantum das exportações. As importações também aumentaram, passando de US$ 1,08 bilhão para US$ 1,20 bilhão em fevereiro deste ano (+10,4%).

A participação do agronegócio nas exportações totais do Brasil em fevereiro atingiu 44,5%, de acordo com dados da Balança Comercial do Agronegócio, elaborados pela Secretaria Comercial e Relações Internacionais, foi feita nesta segunda-feira (18).

Além das exportações de soja em grão, o setor exportou US$ 341,9 milhões de farelo de soja (-29,0%) e US$ 28,6 milhões de óleo de soja (-71,3%).

As vendas de carnes foram de US$ 1,17 bilhão em fevereiro, em alta de 4,8% em relação ao valor exportado em no mesmo mês de 2018. A quantidade exportada de todas as carnes foi recorde para os meses de fevereiro, com 520 mil toneladas. O valor registrado em carne bovina e de frango foi praticamente igual, US$ 518 milhões de cada tipo. Além dessas carnes, foram negociados US$ 99 milhões de carne suína (+7,5%) e US$ 4,3 milhões de carne de peru (-64,5%).

O café também teve destaque, sendo exportados US$ 452,31 milhões, sendo US$ 409,23 milhões de café verde (+13,1%) e US$ 40,75 milhões do solúvel (-2,5%). A quantidade exportada de café verde, 186,71 mil toneladas, foi recorde para fevereiro.

No agrupamento cereais, farinhas e preparações houve aumento das vendas externas de US$ 265,57 milhões para US$ 373,47 milhões (+40,6%). O milho é o principal produto de exportação do segmento, com US$ 309,88 milhões (+54,8%).

Fonte: Investimentos e Negócios

Exportações de soja batem recorde para o mês de janeiro

Fato pode acabar afetando os estoques da oleaginosa

Os embarques de soja brasileira para o exterior surpreenderam em janeiro e bateram o recorde para o mês, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX). Nesse cenário, foram vendidas 2,15 milhões de toneladas de oleaginosa para outros países.

De acordo com a analista de mercado da INTL FCStone, Ana Luiza Lodi, a consultoria havia publicado sua estimativa de exportações totais para 2019, em 68 milhões de toneladas. No entanto, com essa nova informação, é possível que o País não tenha estoque suficiente para atingir esse montante. “Com essa produção menor, as exportações brasileiras devem voltar a níveis pré-guerra comercial, mesmo no cenário em que a taxação chinesa sobre a soja norte-americana continue em vigor”, explica.

Segundo a INTL FCStone, a possibilidade de uma continuação da disputa comercial travada entre a China e os Estados Unidos pode fazer com que a procura pelo grão brasileiro aumente em relação ao ano passado. Contudo, esse fato poderia gerar sérias dificuldades no abastecimento interno da soja para esmagamento.

“Neste ano, está previsto aumento da mistura do biodiesel no diesel para 11%, o que deve deixar um excedente ainda menor de óleo de soja para ser exportado”, disse a consultoria.

Por outro lado, caso China e EUA entrem em um acordo, o que foi sinalizado pelo governo asiático, é possível que as exportações brasileiras da oleaginosa fiquem, inclusive, abaixo da expectativa anterior de 68 milhões de toneladas.
“Há preocupações com a demanda chinesa total por farelo de soja, diante dos surtos de gripe suína africana, além dos esforços feitos pelo país para diminuir a dependência da oleaginosa durante o período de guerra comercial”, conclui a INTL FCStone.

Fonte: Portal do Agronegócio

Um novo salto para o agronegócio em São Paulo

Vamos produzir, vender e exportar com ousadia, tecnologia, respeito e proteção ambiental

Nos próximos dez anos, mais que de discursos precisaremos de atitudes para atender às grandes necessidades do século 21. De um lado, produzir alimentos para uma população que será maior e mais rica – até 2030 o mundo terá mais cerca de 1 bilhão de pessoas do que hoje. A chamada classe média mundial será maior, o que vai elevar o consumo de alimentos, especialmente de proteínas. De outro, temos a necessidade de reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) e conter o aquecimento global, o que exige preservação da vegetação nativa e outras medidas. Objetivamente, o que os dados mais recentes comprovam é que não existe melhor resultado do que o que tem sido obtido pelo Brasil, pelos agricultores brasileiros, pela pesquisa e inovação do nosso agronegócio.

A produção brasileira se dá numa área cultivada que é igual às áreas cultivadas da Espanha e da França somadas. Tecnicamente, estamos falando de quase 64 milhões de hectares. Os quatro maiores países em área cultivada no mundo – Índia, Estados Unidos, China e Rússia – ocupam, cada um, mais que o dobro da área dos agricultores brasileiros. Mais relevante ainda: enquanto países da União Europeia usam de 45% a 65% de seu território para a agricultura, o Brasil ocupa apenas 7,6% com a lavoura.

Responsável por 20% do PIB do agronegócio brasileiro, o agro de São Paulo é o mais diversificado e tecnológico do Brasil. Além da produção de açúcar e suco de laranja, em que o Estado é líder global, São Paulo tem uma produção relevante de carne, etanol, café, milho e produtos de base florestal, como papel, celulose e madeira. A produção agrícola paulista é uma grande demonstração de força do empreendedorismo de pequena, média e grande escalas.

No setor de hortaliças, por exemplo, o agronegócio paulista consegue produzir muito, com qualidade e segurança, fornecendo alimento para os lares de todo o Brasil e também para o exterior. Trata-se de um setor intensivo, que gera renda para as populações mais vulneráveis e leva desenvolvimento às regiões mais pobres, que florescem em torno do agro.

Desde o início do mês, zeramos o ICMS para frutas, verduras e hortaliças embaladas, um incentivo para cerca de 50 mil produtores. Estamos oferecendo a eles mais condições para agregar valor e aumentar a receita, reconhecendo a importância do trabalho de quem limpa, lava e embala seu produto. Essa é uma demonstração do que o governo pode fazer para atender a quem inova e empreende, reduzindo custos de produção e melhorando a qualidade das frutas, verduras e hortaliças oferecidas aos consumidores.

O agronegócio paulista promove a preservação ambiental e nela investe. É o grande responsável pela recuperação das áreas de nascentes e mananciais e pelo aumento da recuperação da vegetação nativa. Graças aos produtores rurais, a cobertura vegetal vem aumentando ano a ano e hoje atinge 23% da área do Estado. Esse porcentual demonstra que é possível manter elevado o índice de produção agrícola com preservação do meio ambiente. É assim que trabalhamos em São Paulo.

Nosso Estado está preparado para dar um novo salto de qualidade no agronegócio. No Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, recebi o presidente mundial do Grupo RGE (Royal Golden Eagle), Anderson Tanoto, que manifestou interesse em investir R$ 7 bilhões no interior paulista para a produção de celulose de alta tecnologia. Há poucos dias o mesmo executivo esteve no Palácio dos Bandeirantes para confirmar o projeto. Do ponto de vista da sustentabilidade, a celulose de alta tecnologia será produzida exclusivamente com florestas plantadas do Estado de São Paulo.

A nova fábrica do grupo deverá criar até 7 mil empregos diretos nos próximos 30 meses. Os empregos e os investimentos levarão para o interior de São Paulo não só a fábrica de celulose e o aumento do cultivo de eucaliptos, mas também maior consumo nas pequenas cidades, promovendo o comércio, os serviços, o mercado imobiliário e todos os demais setores da economia paulista.

É papel do governo transformar esse potencial multiplicador do agronegócio de São Paulo em realidade, atraindo investimentos, nacionais e estrangeiros, e garantindo aos investidores segurança jurídica para plantar, produzir e instalar agroindústrias que possam empregar paulistas e brasileiros de todas as partes.

O novo salto do nosso agronegócio pressupõe marcos jurídicos claros, desburocratização, previsibilidade e estabilidade, pilares que foram fortemente abalados sob a gestão do PT, que pôs a ideologia à frente dos interesses do Brasil, até mesmo impondo ao investimento estrangeiro barreiras, restrições e discriminação incompatíveis com o interesse nacional de melhorar a vida das pessoas. Basta ver a restrição à aquisição de terras por empresas brasileiras controladas por estrangeiros.

Ao reverter esses impasses criados para o investimento estrangeiro no agronegócio, teremos como consequência o aumento da produção e da exportação de açúcar, etanol, celulose, suco de laranja, carnes, ovos, verduras, hortaliças, cosméticos, têxteis e todos os produtos produzidos a partir do pujante agronegócio brasileiro. Vamos produzir, vender e exportar com ousadia, tecnologia e respeito, mas com proteção ao meio ambiente.

As ações de São Paulo, do Brasil e dos nossos agricultores são vitais para a segurança alimentar do nosso país e do mundo. E precisam ser vistas como modelo de preservação ambiental. O que o Brasil faz nessas duas áreas nenhum país do mundo fez.

Fonte: Estadão

‘Brasil deve ser líder em biodiesel e energia renovável’, diz executivo

Entrevistado no Conexão Agro, o diretor financeiro e administrativo da 3Tentos Agroindustrial, Luiz Osório, afirma também que o setor produtivo nacional está se preparando para as demandas mundiais

No Conexão Agro desta semana, Alessandra Mello e Luiz Cornacchioni entrevistam o diretor financeiro e administrativo da 3Tentos Agroindustrial, Luiz Osório.

Atuando no mercado com o propósito de ser uma empresa de soluções e suporte no agronegócio, a 3Tentos possui 32 unidades distribuídas em 28 cidades gaúchas.

Osório afirma que o Brasil é um dos maiores produtores de soja do mundo, por isso tem um potencial grande para atuar no mercado de biodiesel e energia renovável.

Acima de US$ 100 bilhões

As exportações brasileiras do agronegócio superaram a barreira dos US$ 100 bilhões e bateram novo recorde histórico em 2018. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura, os embarques do setor somaram US$ 101,69 bilhões no ano passado, 5,9% mais que em 2017 (US$ 96,01 bilhões) e montante 1,8% superior ao do recorde anterior, de 2013 (US$ 99,93 bilhões). O crescimento foi impulsionado pelo salto das vendas à China – principalmente de soja em grão, carro-chefe do agronegócio brasileiro, mas também de produtos como carne bovina e celulose. Segundo o ministério, o aumento foi de US$ 9 bilhões em relação ao ano anterior.

Fonte: Valor

Produtividade alavanca o agronegócio

A soja continua sendo a campeã na produção agrícola brasileira, com total previsto de 118,8 milhões de toneladas na safra 2018/2019.

Favorecida por bons preços internacionais, a safra 2018/2019 deve ser 4,2% maior do que a anterior. O quarto levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), há pouco divulgado, prevê uma colheita de 237,3 milhões de toneladas de grãos.

Como já faziam prever os investimentos feitos pelo agronegócio em máquinas agrícolas, bem como em fertilizantes e outros insumos, houve um avanço sensível da produtividade, uma vez que a área plantada é prevista em 62,5 milhões de hectares, uma ampliação de 1,2% em relação à safra 2017/2018.

Como observa a Conab, “as boas condições das lavouras nas principais regiões produtoras de grãos são prenúncio de que sejam alcançados bons rendimentos nessa temporada e mostram que a produtividade estimada se manteve até agora próxima ao que havia sido calculado estatisticamente no início da safra”.

A soja continua sendo a campeã na produção agrícola brasileira, com total previsto de 118,8 milhões de toneladas na safra 2018/2019, apresentando uma pequena redução de 0,4% em confronto com a safra anterior (119,28 milhões), apesar de a área de plantio ter registrado um crescimento de 1,7% de um ano agrícola para outro.

Isso torna ainda mais significativa a produção de milho, que, em suas duas safras, deve somar 91,2 milhões de toneladas, um volume 12,9% superior ao obtido em 2017/2018 (80,77 milhões de toneladas). Nota-se que, no caso do milho, a área cultivada aumentou somente 0,4% na primeira safra, estimada em 27,46 milhões de toneladas, um aumento de 2,4% diante da primeira safra do ano agrícola precedente (26,81 milhões). Mas o grande avanço se deu na segunda safra do produto, que é projetada em 67,73 milhões de toneladas, um crescimento de 18,1% diante da segunda safra de 2017/2018 (53,98 milhões).

Duas outras lavouras também merecem destaque. Calcula-se que a produção de algodão herbáceo deva subir 20,3% na safra atual, devendo atingir 2,41 milhões de toneladas. Já a colheita de trigo deve crescer 27,3% em relação à anterior, alcançando 5,4 milhões de toneladas, o que diminuirá a importação do produto e contribuirá para a estabilidade de preços.

O único produto com produção em queda é o arroz, prevendo-se uma colheita de 11,2 milhões de toneladas, 7,1% inferior à precedente (12,06 milhões de toneladas).

Fonte: Brasil Agro

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