Embrapa completa 45 anos e investe em mudanças para enfrentar novos desafios

Uma conquista da ciência brasileira, liderada pela Embrapa, universidades e iniciativa privada, permitiu ao País  desenvolver um bioinsumo formulado com bactérias que fixam o nitrogênio do ar e que hoje alcança 33,9 milhões de hectares de soja. Essa inovação permitiu aos agricultores e o país economizarem R$ 42,3 bilhões – cerca de 14 vezes o orçamento anual da Empresa – apenas na última safra, sem precisar gastar com fertilizante nitrogenado. Este é apenas um exemplo do resultado da ciência aplicada à agricultura brasileira.

Exemplos como esse tornaram o País um dos maiores produtores mundiais de alimentos e consolidaram uma revolução na agricultura da faixa tropical do planeta. O quadro é bem diferente de quatro décadas atrás, quando o Brasil era conhecido por produzir açúcar e café, mas importava praticamente todo o resto, e até alimentos básicos como arroz, leite ou feijão.

Prestes a completar 45 anos no próximo dia 26 de abril, a Embrapa anunciará os resultados do seu novo Balanço Social, elaborado a partir da avaliação do impacto de 113 tecnologias e de cerca de 200 cultivares adotadas e disponibilizadas em 2017. O estudo, cujos detalhes serão anunciados em uma solenidade hoje (24), em Brasília-DF, mostrará um lucro social de R$ 37,18 bilhões no ano passado e que para cada real aplicado na Empresa foram devolvidos R$ 11,06 para a sociedade.

 

 

“O Balanço Social é uma prova de que o investimento em pesquisa agropecuária mudou a lógica do desenvolvimento do campo brasileiro”, afirma Lúcia Gatto, diretora de Gestão Institucional da Embrapa, explicando que na década de 1970 decidiu-se por realizar investimentos sólidos em inovação para área agropecuária, com base em formação de recursos humanos, pesquisa em rede e foco nos problemas dos agricultores. O objetivo era fazer com que o Brasil pudesse alcançar a sua segurança alimentar.

A Embrapa, a rede de universidades, assistência técnica, órgãos estaduais de pesquisa, muitas e muitas parcerias e um espírito empreendedor dos agricultores não apenas fizeram com que o Brasil alcançasse a segurança alimentar para sua população como permitiu exportar os excedentes para quase todos os mercados no mundo. Ainda: ajudou a diminuir o valor da cesta básica em 50% e a cada ano amplia a presença do Brasil entre os maiores exportadores de alimentos do globo, tornando o País líder em inovação agropecuária no mundo tropical – e de onde se espera que saiam os alimentos para uma população cada vez maior.

A agropecuária brasileira é hoje uma das mais eficientes e sustentáveis do planeta. Incorporou aos sistemas produtivos uma larga área de terras degradadas dos cerrados, região que hoje é responsável por quase 50% da produção nacional de grãos. A oferta de carne bovina e suína foi quadruplicada e a de frango, ampliada em 22 vezes. Nos últimos 46 anos, o Brasil aumentou a produção de grãos em 555,6%, sem ampliar a área plantada em grandes proporções (163,43%). As crises de abastecimento de produtos básicos, como feijão, arroz e frango, ficaram como lembranças das décadas de 70 e 80. Se no passado o brasileiro só consumia determinadas frutas e hortaliças (como uva e cenoura) em meses específicos, hoje elas estão presentes nas prateleiras o ano inteiro.

“Se o Brasil conquistou o posto de influente ator mundial em dois setores de importância vital, o meio ambiente e a segurança alimentar, tal patamar é consequência do trabalho da ciência, aliado à determinação e à ousadia do setor produtivo. Essa parceria precisará ser ainda mais ampliada para se fortalecer as bases que garantirão a qualidade de vida para todos no planeta”, argumenta o diretor de Pesquisa & Desenvolvimento da Embrapa, Celso Moretti. Segundo ele, o conhecimento gerado pela ciência ajuda os legisladores a produzir decisões que refletem diretamente na economia e na sociedade.

Subsídios a políticas públicas

Mas a pesquisa agropecuária não contribui apenas com novas sementes, sistemas de produção mais eficientes, controle de pragas, equipamentos, softwares, melhoramento genético ou subsídios para o agricultor tomar a melhor decisão possível. Propriedade intelectual, transgênicos e código florestal são alguns exemplos de temas de amplo alcance e impacto social que são beneficiados pela contribuição qualificada da pesquisa.

Um exemplo pouco percebido de contribuição da pesquisa é o suporte tecnológico para o Plano Agricultura de Baixo Carbono (Plano ABC), voltado para estimular o produtor rural a desenvolver sua atividade com menos impacto ambiental e, assim, reduzir emissões de carbono. É uma medida do Brasil para atender ao compromisso firmado na Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 15), de 2009. As principais tecnologias relacionadas são a recuperação de pastagens degradadas, a ampliação da área com integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), com reflorestamento e com plantio direto de qualidade, e a expansão das áreas que fazem uso da fixação biológica de nitrogênio e das iniciativas para aproveitamento dos resíduos sólidos.

Outro caso, pouco lembrado, é o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), que na prática, fez desaparecer do noticiário as fraudes com seguro agrícola. Trata-se de um mapeamento das áreas de produção que indica as melhores datas de plantio de mais de 40 culturas para cada município brasileiro, reduzindo o risco de perdas por fatores climáticos. O zoneamento agrícola é hoje base para o seguro agrícola brasileiro.

Prova mais recente, lançada no começo de março deste ano, é o Sistema de Inteligência Territorial da Macrologística da  Agropecuária Brasileira, que reúne, em base georreferenciada, dados sistematizados pela Embrapa sobre produção agropecuária, armazenagem e caminhos das safras dentro do mercado interno e para exportação. A novidade, que pode ser acessada por qualquer cidadão, permite gerar diversos estudos e extrair desse big data informações estratégicas para o planejamento de políticas públicas e do setor produtivo.

Futuro e Visão 2030

Estimativas da FAO indicam que até 2050 a produção agrícola precisará crescer globalmente 70%, e quase 100% nos países em desenvolvimento, para alimentar a crescente população, excluindo a demanda para biocombustíveis. Assim, os desafios para a Embrapa e seus parceiros são enormes e exigem um olhar atento para o futuro. Além das áreas tradicionais, a Empresa tem investido fortemente em tecnologias de ponta, como sequenciamento de genomas de plantas e animais, clonagem, nanotecnologia e agricultura digital.

Ainda assim, a visão é de que é preciso mudar para se adequar às exigências de um processo permanente de transformações. “A Empresa segue em movimento, buscando ajustar-se às mudanças tecnológicas e sociais e aumentar sua eficiência, simplificando seus processos. Por isso, em fevereiro, iniciamos a maior mudança administrativa de nossa história, reduzindo de 15 para seis as áreas administrativas da sede, em Brasília, com corte de funções gratificadas e alteração de toda a estrutura e processos”, diz Maurício Lopes, presidente da estatal.

No final de 2017, a Embrapa já havia reduzido a quantidade — de 46 para 42 — de Unidades de pesquisa e inovação, com a extinção de cinco Unidades de serviço. Também no ano passado, ela adotou um novo Estatuto, alinhado à Lei das Estatais e produzido com a orientação da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST) e do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Reflexo das mudanças estruturais que estão sendo implementadas, toda a gestão da programação de pesquisa também passa neste momento por uma grande reformulação, tendo como principal objetivo aumentar a capacidade de inovação da Embrapa e aproximar mais a Empresa das cadeias produtivas.

Mudanças também redirecionarão o futuro da Embrapa. Na cerimônia dos seus 45 anos será lançado o documento “Visão 2030: o futuro da agricultura brasileira”, que consolida sinais e tendências globais e nacionais sobre as principais transformações na agricultura em questões científicas, tecnológicas, sociais, econômicas e ambientais e seus potenciais impactos. “Visão 2030” terá versões digital e impressa e oferecerá bases para o planejamento estratégico das organizações públicas e privadas de ciência, tecnologia e inovação (CT&I). Na Embrapa, vai, particularmente, subsidiar novas estratégias e prioridades da Empresa, a produção do próximo plano diretor e, consequentemente, o trabalho dos seus 2.448 pesquisadores.

Edson Bolfe, coordenador do Sistema de Inteligência Estratégica da Embrapa (Agropensa) e da produção do documento, diz que “no esforço de análise e de prospecção de cenários buscou-se antever transformações e, assim, contribuir para a definição de diretrizes que orientem a programação de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) com foco no desenvolvimento sustentável da agricultura”. O documento traz perspectivas e os principais desafios científicos, tecnológicos e organizacionais baseados em análises do ambiente interno e externo, nacional e internacional e alinhados à Agenda 2030, estabelecida pela Organizações das Nações Unidas (ONU) a partir de 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Um dos destaques é a identificação de sete megatendências: Mudanças Socioeconômicas e Espaciais na Agricultura; Intensificação e Sustentabilidade dos Sistemas de Produção Agrícolas; Mudança do Clima; Riscos na Agricultura; Agregação de Valor nas Cadeias Produtivas Agrícolas; Protagonismo dos Consumidores; e Convergência Tecnológica e de Conhecimentos na Agricultura. A publicação explora aspectos relacionados a cada uma das megatendências e sugere, por exemplo, desafios e oportunidades.

Alinhada ao documento Visão 2030 será lançada também a plataforma digital Olhares para 2030, que reunirá artigos de opinião de 90 especialistas de diferentes áreas de atuação, com projeções e expectativas de caminhos possíveis para o desenvolvimento sustentável da agricultura brasileira. Os artigos foram agrupados nas sete megatendências, sintetizando as principais forças de transformação da agricultura brasileira para os próximos anos.

De acordo com o diretor de Inovação e Tecnologia, Cleber Soares, a Embrapa tem feito ainda grande esforço para “dar agilidade, mais atenção à atividade-fim e obter maior proximidade com o mercado de inovações tecnológicas e os produtores. Em resumo: garantir que a instituição continue atendendo a sua missão”. O esforço é para garantir a otimização dos processos e o foco da Empresa em inovação e proximidade com o mercado, inclusive pela ampliação das parcerias públicas e privadas.

“Capacidade de influenciar é parte da Missão da Embrapa e será a base de motivação para as mudanças que estamos promovendo para nos alinharmos cada vez mais efetivamente às agendas relevantes do país, fazer escolhas acertadas e definir e perseguir metas de impacto que possam comprovar a qualidade das nossas entregas para a sociedade”, conclui o presidente Maurício Lopes.

Serviço:
Cerimônia do 45º Aniversário da Embrapa

  • Data: 24 de abril de 2018
  • Horário: 15 horas
  • Local: Auditório Assis Roberto de Bem, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília-DF
  • Lançamentos: documento “Visão 2030: o futuro da agricultura brasileira”, Balanço Social 2017, Plataforma Olhares para 2030, Coleção de e-books sobre contribuições da Embrapa para os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, publicações, assinatura de convênios de parcerias e apresentação de tecnologias.

Fonte: Embrapa

Conama não estipula prazo para despoluição de ar no Brasil

O Ministério Público Federal aponta ilegalidades na decisão da Câmara Técnica de Qualidade Ambiental do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) de não adotar prazos para a despoluição do ar no Brasil. A decisão dos representantes da Câmara Técnica foi tomada na última quinta-feira (22) e o resultado será agora apreciado pela área de assuntos jurídicos da Câmara.

O MPF enviou nesta semana ofício ao ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, que é presidente do Conama, sobre os possíveis desvios de conduta apresentados pelo Conselho. Os promotores dizem que não há justificativas técnicas e científicas para a proposta dos representantes governamentais, liderados pelo representante do estado do Rio de Janeiro.

“A proposta chapa-branca aprovada permite a moratória para a poluição no Brasil. Uma norma sem prazos já nasce natimorta”, afirma Carlos Bocuhy, presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam), conselheiro do Conama e que tem participado ativamente das discussões.

A ausência de prazos se deve à pressão dos governos federal, estaduais e municipais, e a setores econômicos, que, segundo Bocuhy, têm 80% dos votos na Câmara. Os 20% restantes têm como representantes ambientalistas e da sociedade civil. “O Conama está deixando de defender o meio ambiente e a saúde. Quem pagará esta conta, com suas próprias vidas, são os mais vulneráveis financeiramente, especialmente crianças e idosos”, diz.

Um estudo feito por especialistas da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo mostra que a ausência de atualização tecnológica dos motores a diesel e a falta de filtros adequados nos escapamentos dos veículos causam a morte de quatro mil a cinco mil paulistanos por ano, além de 17 mil em todo o Estado, dos quais a maioria crianças e idosos. Além disso, os gastos do Estado de São Paulo por problemas de saúde decorrentes da poluição chegam a R$ 300 milhões por ano. O nível de poluição de ar na cidade de São Paulo, conforme estudos recentes, é o dobro do que recomenda a OMS.

“O direito ao meio ambiente saudável é indissociável do direito à saúde e à vida, pois se não houver concretas melhorias da qualidade do ar em nosso território, como defendem as propostas do MPF e Proam, continuará a ocorrer um elevado número de mortes, além de agressões à qualidade ambiental”, afirmam no ofício os procuradores regionais da República Fátima Aparecida de Souza Borghi e José Leonidas Bellem de Lima.

Os ambientalistas defendem a adoção de metas progressivas para despoluição até 2030, mas os governos e setores empresariais criaram um mecanismo protelatório de reavaliar metas a cada cinco anos (por sua própria maioria governamental no Conama), impedindo uma política eficaz de médio prazo.

Fonte: Estadão Conteúdo

Comissão do Senado aprova aumento do uso de biodiesel

Proposta agora segue para análise na Câmara dos Deputados

A Comissão Especial de Desenvolvimento Nacional do Senado Federal aprovou por unanimidade nesta quarta-feira (11/11) o substitutivo ao Projeto de Lei 613/2015, de autoria do senador Donizeti Nogueira (PT-TO), que prevê o aumento escalonado do emprego de biodiesel na matriz veicular brasileira por meio de aumento nas misturas do biocombustível no óleo diesel, acima dos 7% por litro em vigor hoje.

Pelo novo texto, do relator senador Valdir Raupp (PMDB-RO), o uso obrigatório do chamado B8 (8% de biodiesel por litro de diesel) deve ser adotado em até 12 meses após a aprovação da lei e, na sequência, o B9 e o B10 a cada ano seguinte. Para tanto, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) deverá testar os motores de ciclo Diesel no mesmo período de um ano.

O B10 poderá ser usado antes dos três anos, mas em caráter autorizativo, mediante exame e aprovação da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Até o final deste prazo, a ANFAVEA efetuará os testes que validem a mistura B15.

Confira a íntegra da emenda aprovada no substitutivo:

EMENDA Nº     , DE 2015 (ao PLS nº 613, de 2015)

Dê-se ao Art. 1º do Projeto de Lei do Senado nº 613, de 2015, a seguinte redação:

 “Art. 1º A Lei n° 13.033, de 24 de setembro de 2014, passa a vigorar com a seguinte redação:

Art. 1º Ficam estabelecidos os seguintes percentuais de adição obrigatória, em volume, de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final, em qualquer parte do território nacional:

 I – 8% (oito por cento), até 12 (doze) meses após a data de promulgação desta lei;

II – 9% (nove por cento), até 24 (vinte e quatro) meses após a data de promulgação desta lei; e

III – 10% (dez por cento), até 36 (trinta e seis) meses após a data de promulgação desta lei. ……………………………………………………………………………………………..(NR)

Art. 1-A Após a realização, em até 12 (doze) meses da promulgação desta lei, de testes e ensaios em motores que validem a utilização da mistura, fica autorizada a adição de até 10% (dez por cento), em volume, de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final, em qualquer parte do território nacional, observado o disposto no inciso XI do Art. 2º da Lei nº 9.478 de 6 de agosto de 1997.

Art 1-B Após a realização, em até 36 (trinta e seis) meses da promulgação desta lei, de testes e ensaios em motores que validem a utilização da mistura, fica autorizada a adição de até 15% (quinze por cento), em volume, de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final, em qualquer parte do território nacional, observado o disposto no inciso XI do Art. 2º da Lei nº 9.478 de 6 de agosto de 1997.

Parágrafo único. Realizados os testes previstos no caput deste artigo, fica o Conselho Nacional de Política Energética – CNPE autorizado a elevar a mistura obrigatória de biodiesel ao óleo diesel em até 15% (quinze por cento), em volume, em todo o território nacional.

Art. 1-C É facultada a adição e o uso voluntário de misturas com biodiesel, em quantidade superior ao percentual de sua adição obrigatória ao óleo diesel, fixado em lei específica, no transporte público, no transporte ferroviário, na navegação interior, em equipamentos e veículos destinados à extração mineral e à geração de energia elétrica, em tratores e demais aparelhos automotores destinados a puxar ou arrastar maquinaria agrícola ou a executar trabalhos agrícolas, observado o disposto no inciso XI do Art. 2º da Lei nº 9.478 de 6 de agosto de 1997.

Art 2º – Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

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A Comissão Especial de Desenvolvimento Nacional foi criada pelo presidente do Senado Federal, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) no dia 1º de setembro deste ano para propor projetos e soluções para retomada do crescimento econômico do país.

Duas semanas depois de sua instalação o conselheiro da APROBIO Alberto Borges de Souza, e o diretor-superintendente da Associação, Julio Minelli, participaram de audiência com Renan, juntamente com o senador Donizeti Nogueira, que representou, na ocasião, a Frente Parlamentar do Biodiesel no Congresso Nacional.

No encontro, o senador e os representantes dos produtores solicitaram ao presidente do Senado a inclusão do aumento do mercado brasileiro de biodiesel na pauta da Comissão. Ele, então, determinou que projeto nesse sentido teria sua tramitação imediata.

Agora aprovada, a matéria segue para apreciação na Câmara dos Deputados.

Fonte: Assessoria APROBIO/foto: Agência Senado

Aumento do teor de biodiesel começa a ser discutido por Comissão do Senado

A Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional, responsável por analisar as matérias que fazem parte da Agenda Brasil — pauta apresentada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, com o objetivo de incentivar a retomada do crescimento econômico do país, começou a discutir, em reunião na tarde desta quarta-feira (21), o PLS 613/2015 que trata do aumento da adição de biodiesel ao óleo diesel.

 Segundo o autor da matéria, senador Donizeti Nogueira (PT-TO), a legislação atual obriga a adição de 7% de biodiesel ao óleo diesel. O projeto, por sua vez, estabelece que a mistura chegue progressivamente a 10% do óleo de origem vegetal.

O texto original prevê que, nas cidades com mais de 500 mil habitantes seja obrigatória a adição de 20% de biodiesel ao combustível usado no transporte público. Porém, o relator da matéria, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), acatou uma emenda do senador José Medeiros (PPS-MT) e colocou a obrigação para cidades com mais de 200 mil habitantes.

— Muitos são os fatores que colaboram para o aumento do percentual do biodiesel previsto no projeto, mas dois deles merecem destaque: o econômico e o ambiental — disse Raupp.

O senador informou que o óleo produzido a partir da soja chega a poluir 70% menos em relação ao diesel fóssil. Ele também disse que a matéria é importante do ponto de vista econômico, já que a produção de biodiesel pode aumentar a renda dos produtores. Depois da leitura do relatório, foi concedida vista coletiva para o projeto — que deve voltar à pauta da comissão na próxima semana.

Foram retirados da pauta da comissão o projeto que trata da regulamentação da contratação de parcerias público-privadas para a construção e administração de presídios (PLS 513/2011) e o que estabelece normas gerais para a negociação coletiva na administração pública (PLS 397/2015). O projeto que amplia o alcance da regularização fundiária na região amazônica (PLS 509/2015) e o que facilita questões burocráticas do microempreendedor individual (PLS 253/2015) também saíram da pauta e devem retornar na próxima reunião.

Clique aqui para acompanhar a tramitação do PLS 613/2015

Fonte: Agência Senado

APROBIO busca incluir biodiesel na Agenda Brasil

Presidente do Senado Renan Calheiros mostra-se aberto ao debate

Os diretores da APROBIO – Alberto Borges de Souza, do Conselho e Julio Cesar Minelli, Superintendente – participaram nesta terça-feira (15/9) de audiência com o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB) em Brasília. Na pauta a inclusão do biodiesel como importante ativo da Agenda Brasil, conjunto de propostas do Legislativo para reformas estruturais e retomada do crescimento do país.

Em nome da APROBIO, Julio Minelli entregou ao senador diversos estudos patrocinados pela entidade. Dentre eles documentos da FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), do Instituto de Saúde e Sustentabilidade e Peterson Solutions que tratam do impacto do incremento do uso do biodiesel na saúde, no meio ambiente e na economia. O diretor enfatizou os benefícios do uso do biodiesel, entre eles o desenvolvimento da indústria nacional. “Mais de oitenta por cento do biodiesel produzido no Brasil é feito por indústrias nacionais”, ressaltou.

Além da participação do setor na proposta idealizada por Calheiros, as entidades solicitam apoio para que determinadas regiões metropolitanas adotem até 20% da mistura em suas frotas de transporte público e 30% para o maquinário agrícola. O presidente do Senado mostrou-se aberto ao debate: “O Legislativo pode ajudar bastante o setor”, afirmou.

Todas as propostas apresentadas pelas entidades deverão ser encaminhadas à Comissão Especial de Desenvolvimento Nacional para análise e breve resposta.

Participaram também da audiência a deputada Luciana Santos, presidente do PCdoB;  o prefeito de Olinda Renildo Calheiros (PCdoB-PE) e, o senador Donizeti Nogueira (PT-TO).

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