PIB da agropecuária crescerá 0,9% em 2019, diz Ipea

O aumento da produção de grãos nesta safra 2018/19 e melhores perspectivas para as carnes deverão acelerar o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária do país este ano, conforme projeções divulgadas na mais recente “Carta de Conjuntura” do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo cálculos dos analistas do órgão, o PIB do setor cresceu 0,6% em 2018 e subirá 0,9% em 2019.

Fonte: Valor

[CBBR 2018] O biodiesel num novo governo

“O Lula foi o pai do biodiesel. A Dilma, que todos esperávamos seria a mãe, acabou sendo a madrasta. O Temer se tornou um padrinho. Agora, nos resta descobrir como o Bolsonaro vai se encaixar na árvore genealógica do biodiesel”, ponderou o diretor executivo de BiodieselBR.com, Miguel Angelo Vedana, na fala de abertura da Conferência BiodieselBR 2018. Embora o setor já tenha passado por mudanças de governo antes, nenhuma delas foi tão abrupta quanto que está para acontecer agora na virada de 2018 para 2019.

Tentar situar o setor dentro desse novo momento do país foi a missão do primeiro painel do evento. A primeira coisa a destacar é que, com o B15 confirmado e o RenovaBio já bastante consolidado, o setor sai do governo Temer na melhor posição possível para atravessar os próximos quatro anos sem maiores sustos.

“Esse é um momento para celebrarmos”, ressaltou o deputado federal e atual presidente da Frente Parlamentar do Biodiesel, Evandro Gussi. “Até 2015, o setor viveu espasmos [de crescimento] e agora temos um cenário de previsibilidade que vai permitir a alocação de capital e com previsão de retorno dos investimentos”, completou.

Segundo o parlamentar, nos últimos anos o setor viveu ao som de um “samba de uma nota só” com seus representantes perambulando por Brasília para tentar convencer o governo sobre a necessidade de novos aumentos da mistura obrigatória. Com a recente decisão do CNPE de garantir um cronograma que levará a mistura dos atuais 10% até 15% ao longo dos próximos cinco anos.

“O papel de um empreendedor não é ficar indo até Brasília, mas identificar oportunidades. O programa de biodiesel precisava de marcos institucionais inequívocos que liberassem aos empresários do setor para fazerem o que sabem de melhor”, arrematou.

Esse foi um ponto que também foi destacado na fala do presidente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Erasmo Carlos Battistella. “Nos próximos quatro anos não vamos precisar ir ao MME para pedir aumento da mistura. Vamos poder nos concentrar em aumentar eficiência em nossas empresas”, comemorou.

Desafio do esmagamento

Com o caminho do crescimento devidamente pavimentado, o setor está ganhando tempo para enfrentar outros desafios igualmente fundamentais para garantir o futuro do setor. O maior deles, no momento, diz respeito encontrar meios para que uma parcela maior soja brasileira permaneça no país e seja processada pela indústria nacional garantindo a oferta de óleo necessária para sustentar o crescimento da produção de biodiesel.

Nos últimos meses, a guerra comercial entre China e Estados Unidos vem pressionando a oferta de soja em grão no mercado brasileiro e criando dificuldades para a indústria nacional de esmagamento.

“A soja é uma das maiores riquezas do país. Não apenas pela quantidade que produzimos, mas, também, pelo potencial de agregação de valor. Precisamos de ações urgentes do novo governo (…) temos que defender os interesses nacionais de forma imediata”, pontuou o presidente do conselho da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Juan Diego Ferrés, para quem essa seria uma medida efetiva para reverter a crescente desindustrialização da economia brasileira.

Juan Diego não acha que os desafios atuais estejam além da capacidade do país. “Temos capacidade de resolver todas as dificuldades. Desde que continuemos agindo com obstinação como temos feito até o momento”, pondera dizendo até que essa “crise imediata pode se tornar uma grande oportunidade” para a economia brasileira.

Parte da solução para esse imbróglio estava sendo negociada do outro lado do mundo naquele exato momento como explicou em vídeo gravado o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Andre Nassar. A abertura do mercado chinês para exportações de farelo de soja produzido no Brasil era, justamente, um dos objetivos de uma missão comercial à China organizada pelo Ministério da Agricultura. “Abrir o mercado chinês é da maior importância para aumentar o nosso esmagamento”, resume garantindo que o gigante asiático vem se mostrando mais receptivo em diversificar suas importações.

A solução não virá imediatamente. Nassar reconhece que o ano que vem será “desafiador”. “As projeções indicam que teremos a mesma oferta de soja em grão e o nível de processamento [que tivemos em 2018], ao mesmo tempo em que a chegada do B11 aumentará a demanda por óleo de soja”, resume cobrando também mudanças na estrutura tributária que, hoje, desincentiva o esmagamento. “A estrutura atual faz a indústria acumular créditos tributários que não temos como usar. Seria muito importante que pudéssemos usar os créditos de forma automática”, protesta.

“Precisamos melhorar o perfil das exportações agregando mais valor e diversificando os destinos de nossos produtos”, ressalta o representando da Ubrabio opinando que pode ser um erro depender demais do mercado chinês. “Temos que construir uma trajetória para servir a sociedade brasileira”, garante.

O alerta é repetido por Erasmo Battistella, da Aprobio. “Por mais respeito que eu tenha pela China, temos que buscar também outros mercados”.

Bom para o país

Para o presidente da Aprobio, Erasmo Battistella, o biodiesel ocupa numa posição particularmente estratégica para movimentar a economia nacional ao conectar duas de suas maiores engrenagens: o complexo soja e a produção e distribuição de combustíveis.

“Somos o elo entre essas duas cadeias gigantes o que mostra bem a responsabilidade que temos”, afirma lembrando que há menos de 15 anos o setor simplesmente não existia e, agora, conta com 51 usinas habilitadas e capacidade instalada total para 8,45 bilhões de litros ao ano. “Não somos um elo fraco”, assegura.

O crescimento prometido para o setor deverá render bons resultado para o país. “Em cidades onde foram instaladas usinas de biodiesel, o PIB teve um descolamento [positivo] em relação a cidades similares que não tem produção. Isso mostra a importância do setor na geração de riqueza no interior do país”, garante. Estimativas recentes feitas pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) sobre os efeitos gerados pelas usinas da BSBios nas economias das cidades de Marialva (PR) e Passo Fundo (RS) apontam que – entre 2016 e 2018 – a produção de biodiesel agregou cerca de R$ 90 bilhões ao PIB brasileiro e sustentou mais de 200 mil empregos diretos e indiretos. “É uma riqueza gerada de forma pulverizada entre 50 cidades”, constata.

Sustentabilidade

Evandro Gussi também afastou a ideia de que o futuro presidente Jair Bolsonaro venha a decidir por uma retirada do Brasil do Acordo de Paris e que isso represente o fim do RenovaBio. “Não vejo [a saída do Acordo de Paris] como um horizonte para o governo Bolsonaro. Já ouvi do presidente eleito que o RenovaBio será mantido porque se trata de um grande instrumento”, acalmou o parlamentar

A afirmação reflete a opinião de Erasmo para quem o RenovaBio e o biodiesel não são mais “programas de governo”. “São riquezas que temos. O Brasil acertou ao fazer o biodiesel e vamos continuar fazendo bem para o país”, garante.

Para ele a nova política de biocombustíveis abre novas oportunidades para o país. “O Brasil precisa mostrar ao mundo o potencial dos biocombustíveis de reduzir as emissões sem deixar uma pegada de carbono enorme como acontece com o carro elétrico. O RenovaBio é uma plataforma que desenvolvemos para mostrar ao uma solução para um desafino com o qual estamos todos envolvidos”, arremata.

Fonte: BiodieselBR.com

Tereza Cristina diz que debate sobre agrotóxicos ‘terá muito espaço’ em sua gestão

Futura ministra da Agricultura teve reunião nesta quinta-feira com o presidente eleito Jair Bolsonaro. Ela defendeu o projeto em discussão na Câmara que flexibiliza a Lei dos Agrotóxicos.

Escolhida para assumir o Ministério da Agricultura no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro, a deputada Tereza Cristina (DEM-MS) afirmou nesta quinta-feira (8) que a pauta a respeito de modificações nas regras sobre agrotóxicos “terá muito espaço” para discussões dentro da pasta.

Tereza concedeu entrevista nesta quinta, em Brasília, após reunião com Bolsonaro, que a indicou na quarta para comandar o Ministério da Agricultura. Tereza é líder da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), conhecida como “bancada ruralista”.

Na entrevista, a Tereza foi questionada sobre se as discussões sobre agrotóxicos terão espaço no ministério. Ela respondeu de forma positiva e defendeu o projeto que flexibiliza a Lei dos Agrotóxicos, aprovado por uma comissão especial da Câmara dos Deputados em junho.

“Com certeza, terá muito espaço de debate ainda. Ele [o projeto] passou na comissão, é um assunto polêmico… A comissão especial trouxe a modernização, é você dar a opção do produtor brasileiro usar as mesmas moléculas que são usadas lá fora através da agilidade, da transparência e da governança”, disse.

O grupo contrário ao projeto, que apelidou a proposta de “PL do veneno”, entende que a nova lei vai flexibilizar as regras porque se limitará à atuação de órgãos de controle na autorização de uso dos agrotóxicos. Alegam ainda que as substâncias podem provocar câncer, prejudicar o desenvolvimento do feto e gerar mutações.

Por outro lado, os defensores da proposta argumentam que o texto modernizará a legislação, agilizando o processo de registro das substâncias. Atualmente, segundo este grupo, o processo de registro leva de 5 a 8 anos.

A proposta em análise na Camara pode modificar critérios de aprovação, na análise de riscos e até no nome que será dado aos agrotóxicos. Segundo Tereza, o projeto em discussão não “tira poder de ninguém”.

“Cada um vai estar dentro da sua caixa opinando: os três que sempre fizeram isso: Agricultura, Saúde através da Anvisa e meio-ambiente através do MMA [Ministério do Meio Ambiente”, declarou a futura ministra.

Meio Ambiente

Na entrevista, Tereza Cristina foi questionada sobre o perfil para o futuro ministro do Meio-Ambiente, já que Bolsonaro chegou a afirmar durante a campanha que fundiria a pasta com a da Agricultura. A proposta foi mal recebida por representantes dos dois setores.

Tereza declarou que, caso seja chamada a opinar, o perfil será o que o “governo quer” – Bolsonaro já afirmou que não quer um ministro “xiita” para a área.

“O presidente tem dito que ele quer acabar com a indústria da multa, que ele que acabar com o viés ideológico, ser altamente técnico, e eu concordo, não só eu como todos os produtores brasileiros esperam isso do presidente Jair Bolsonaro”, declarou Tereza.

Reforma agrária

Tereza Cristina informou que terá uma reunião com Bolsonaro na próxima terça-feira (13), em Brasília, quando discutirão com mais detalhes o modelo de Ministério da Agricultura pensado pelo presidente eleito.

Um dos temas a ser avaliado, segundo a ministra, é deixar a Agricultura responsável pelas áreas de pesca e agricultura familiar.

Questionada sobre sua posição a respeito da reforma agrária, Tereza lembrou que o tema é tratado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), vinculado à Casa Civil.

A parlamentar se disse favorável à investir na qualificação de assentamentos em andamento. A posição do futuro governo dependerá ainda da disponibilização de recursos para, quem sabe, despropriar áreas.

“Temos muitas áreas que precisam ser concretizados os projetos para que elas sejam produtivas, para que as pessoas que vivem lá tenham dignidade, tenham renda, e ver os bolsões onde precisa continuar a reforma agrária”, opinou a deputada.

Terras indígenas

Tereza Cristina ainda comentou a “judicialização” dos processos de demarcação de terras indígenas no país, um dos alvos frequentes de críticas dos ruralistas, que reclamam do excesso de concentração de poder na Fundação Nacional do Índio (Funai).

“Você tem a judicialização das demarcações porque a Funai faz o laudo antropológico, ela dá a decisão e depois faz a demarcação. O que acontece hoje é que todos esses processos, que poderiam ser resolvidos de outra maneira, acabam indo para o Judiciário e levam 20 anos”, declarou.

“Precisamos achar um meio de não se judicializar, de se fazer justiça e que os dois [indígenas e produtores] possam sobreviver. Precisamos de mais diálogo, menos ideologia e mais resultado para muitas coisas”, disse Tereza.

Licenciamento ambiental

Tereza Cristina relatou que discutirá com o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEMRJ), sobre projetos de interesse do agronegócio que poderão ser votados até o final deste ano.

Fonte: G1

A hora para definir o B15 é agora

Com uma aprovação baixa no momento atual, o governo Temer precisa deixar marcas para serem analisadas sob o olhar da História. Um dos feitos que só terá seus benefícios percebidos no futuro é o RenovaBio. Por ser algo inédito e de longo prazo, a população e a mídia em geral não conseguem perceber as consequências positivas. Caso semelhante acontece com o biodiesel.

Hoje, o biodiesel está misturado ao diesel em percentual de 10%. Toda a população é beneficiada por essa mistura, já que temos consideravelmente menos poluentes do diesel no ar do que teríamos se estivéssemos usando diesel fóssil puro. Mas ninguém vê isso. A imensa maioria das pessoas sequer sabe que o diesel vendido nos postos conta com mistura de biodiesel, muito menos que esse percentual é de 10%.

O biodiesel é conhecido como uma marca do governo Lula. Em seus 8 anos de mandato o setor nasceu e alcançou 5% de mistura no diesel. Nos 6 anos do governo Dilma, a mistura de biodiesel avançou outros 2%. Já nesses dois anos de governo Temer a mistura deu um salto de 3%.

Mas o governo tem a possibilidade de deixar pronto o incremento de outros 5%, fazendo do governo Temer o responsável pelo aumento de 8% na mistura de biodiesel no diesel do Brasil. A resolução do CNPE que trará o cronograma de implantação do B15 e previsibilidade para que o setor produtivo possa investir já passou por consulta pública, mas, nesse momento, está paralisada nos gabinetes de Brasília por pura falta de vontade política.

Com o mandato de Michel Temer se aproximando do final, esse não é o momento para falta de vontade. Perdida essa janela para que o B15 seja definido, só teremos uma nova de oportunidade daqui a um ano.

Imaginem que o governo erre por inação e deixe a resolução do CNPE com o cronograma de B15 para ser analisada pelo novo governo. O congresso vive uma enorme renovação e o provável vencedor do segundo turno promete uma completa mudança que, na prática, ninguém sabe qual será. No entanto, é difícil imaginar que o biodiesel esteja no topo da lista de prioridades desse novo momento que o Brasil passará a viver.

Até que o setor tenha tempo de explicar o que é biodiesel e como ele contribui para a economia do Brasil aos novos ocupantes do Palácio do Planalto, já terão de passado as chances do B11 entrar em vigor em 2019.

É por isso que o momento para a definição do cronograma do B15 é agora. A resolução está pronta, passou por consulta pública e foi apresentada por todas as entidades representativas do setor de biodiesel há meses. Os benefícios para a economia serão enormes, já que o setor terá uma previsibilidade para os próximos cinco anos e poderá investir com mais segurança.

Até a Petrobras pode ser beneficiada com o maior uso de biodiesel. Os candidatos têm como bandeira limitar o lucro da Petrobras. Querem que ela cubra os custos de produção e tenham um lucro fixo definido, não importando o preço internacional. Nessa situação (e sem considerar a complexidade dessa medida), quanto menos diesel a Petrobras tiver que fazer ou vender no mercado interno, mais ela terá para vender ao exterior com preço livre.

O governo Temer tem novamente uma bola quicando na frente de um gol que está sem goleiro. Se chutar, fará o segundo gol na partida que vale um mundo com menos carbono na atmosfera, com menos poluição e mais saúde. Dentre todas as marcas que um governante poderia deixar, a de um futuro mais limpo e economicamente viável é um dos que vale a pena lutar para conseguir.

Fonte: BiodieselBR

Candidatura do Brasil a Sede da COP-25

A presidência de turno do Grupo de Países Latino-americanos e Caribenhos (GRULAC), ocupada por Barbados, comunicou hoje ao Secretariado da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima a candidatura do Brasil a sede da 25ª Sessão da Conferência das Partes da UNFCCC – COP-25, a ser realizada de 11 a 22 de novembro de 2019.

Em função da praxe de rotação regional das sedes das COPs, cabe a país da América Latina e do Caribe sediar a COP-25. Com o endosso regional, a candidatura brasileira deverá agora ser submetida à aprovação da Conferência das Partes da UNFCCC, em sua 24ª Sessão, que terá lugar em Katowice, Polônia, entre 2 e 14 de dezembro de 2018.

A Conferência das Partes é o órgão máximo da Convenção e está atualmente empenhada em concluir a regulamentação do Acordo de Paris, de modo a permitir aos países signatários sua plena implementação a partir de 2020.

A realização da COP-25 no Brasil confirma o papel de liderança mundial do país em temas de desenvolvimento sustentável, em especial no que se refere à mudança do clima, e reflete o consenso da sociedade brasileira sobre a importância e a urgência de ações que contribuam no combate à mudança do clima.

Fonte: Ministério das Relações Exteriores

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