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07 set 2019 - 09:00
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Satélite da NASA registra derretimento drástico em geleiras da Groenlândia

Devido às consequências do aquecimento global, uma das geleiras apresentou uma redução de suas dimensões em 16 quilômetros


As geleiras da Groenlândia estão cada vez com menos gelo e já começam a exibir suas partes rochosas: isso é evidente em imagens de satélite da NASA, que mostram as transformações das grandes massas geladas próximas à Sermilik, uma entrada de mar entre montanhas rochosas localizadas no norte do planeta.

As fotos da agência espacial norte-americana revelam como a área mudou drasticamente nos últimos 50 anos. Segundo a NASA, somente a geleira Helheim, uma das maiores da Groenlândia, já derreteu cerca de 7,5 quilômetros e a Midgard, na costa leste da ilha, diminuiu em 16 quilômetros.

O projeto da NASA para capturar as fotos e estudar a região foi realizado por meio de uma viagem de avião que percorreu os territórios da Groenlândia. 'Uma sonda de medição de temperatura detectou água quente no gelo', disse um comunicado.

Um aumento não usual nas temperaturas em torno de Sermilik é o que está por trás do derretimento das grande geleiras, segundo especialistas. De acordo com os cientistas, cerca de 90% da camada de gelo da Groenlândia derreteu entre os dias 30 de julho e 2 de agosto deste ano.

Em 2012, houve a perda de um total de 450 bilhões de toneladas de gelo: até o fim de 2019 a previsão é que se perca  quase a mesma quantidade ou talvez um pouco mais. Com isso, haverá um aumento de 2 milímetros nos níveis do mar. Se a ilha toda derreter, o nível global dos oceanos pode aumentar cerca de 6 metros.

O derretimento das geleiras é uma das principais consequências do aquecimento global causado por interferência humana, em especial pela queima de combustíveis fósseis, que liberam gases responsáveis pelo efeito estufa.

Um estudo recente das Nações Unidas mostrou que mesmo se as emissões forem reduzidas segundo exigências do Acordo de Paris, a temperatura global ainda assim aumentará até 5ºC nos próximos 30 anos. Seria praticamente o fim das geleiras na Groenlândia.

Fonte: Revista Galileu
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