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22 nov 2016 - 09:57
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Renováveis e gás liderarão demanda até 2040

Como resultado de grandes transformações no mercado global de energia nas próximas décadas, renováveis e gás natural serão os grandes vencedores na corrida para atender o crescimento da demanda até 2040, de acordo com a última edição do World Energy Outlook, principal publicação da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês).

O relatório da agência aponta ainda que, apesar do crescimento de renováveis e da eficiência energética, os compromissos atuais dos principais países emissores para o setor de energia não serão suficientes para atingir a meta da ONU, prevista no Acordo de Paris, de limitar o aquecimento global a 2ºC até 2100.

"Renováveis farão enormes avanços nas próximas décadas, mas os seus ganhos permanecem em grande parte limitados à geração de eletricidade. A próxima fronteira para a história renovável é expandir a sua utilização na indústria, construção e transporte, onde há enorme potencial de crescimento", aponta o diretor executivo da AIE, Fatih Birol.

Matriz energética global em 2040

De acordo com o relatório da agência, se os países respeitarem as metas estabelecidas pelo acordo, 37% da geração de energia virá de fontes renováveis, do patamar atual de 23%. Até lá, serão 150 milhões de veículos elétricos circulando nas estradas, da frota de 1,3 milhões. A demanda pelo gás natural crescerá 50% no período, fazendo com que o combustível supere a participação do carvão na matriz energética global. O consumo de petróleo também crescerá, de 92,5 milhões de barris por dia para 103,5 milhões de b/d.

A IEA analisou em detalhe os compromissos das nações e afirma que a era dos combustíveis fósseis está distante do fim, ressaltando o desafio de atingir objetivos mais ambiciosos para o clima.

A demanda global por petróleo continua crescendo até 2040, principalmente por falta de alternativas ao combustível nos setores de transporte rodoviário, aviação e petroquímicos. Para carros de passeio, entretanto, a demanda por óleo combustível cairá mesmo com o número de veículos dobrando, nos próximos 25 anos, graças à ganhos em eficiência, mas também aos biocombustíveis e à crescente adoção de veículos elétricos.

Meta da ONU pede metas mais ambiciosas

De acordo com a análise da agência, mantidos os atuais compromissos das nações, haverá um crescimento anual de 0,5% nas emissões de CO2 do setor energético até 2040. Para que a meta de manter o aquecimento global abaixo de 2ºC em comparação com os níveis pré-industriais seja atingida, seria necessário que as emissões do setor de energia começassem a cair já nesta década, tornando-se neutras a partir de 2100.

A implementação dos compromissos assumidos pelos países apenas freará o crescimento das emissões relacionadas ao setor da energia de 650 milhões de toneladas por ano a partir de 2000 para em torno de 150 milhões por ano em 2040.

Embora essa seja uma conquista importante, está longe de ser suficiente para evitar as piores conseqüências do aquecimento global, já que apenas limitaria o aumento da temperatura no mundo a 2,7ºC até 2100. O patamar de 2ºC é difícil, mas pode ser atingido se as políticas para acelerar as tecnologias de baixo carbono e eficiência energética forem aplicadas entre todos os setores da economia, avalia a IEA.

Riscos de suprimento e de demanda

Preocupações tradicionais com o suprimento de óleo e gás permancem, mas serão reforçadas pela queda recorde nos níveis de investimentos. O relatório da IEA mostra mais um ano de baixa no investimento em produção de petróleo em 2017, que criaria um risco significativo de desabastecimento em alguns anos.

No mais longo prazo, investimentos em óleo e gás permanecem essenciais para atender a demanda e substituir a produção em declínio, mas o crescimento das renováveis e da eficiência energética pode diminuir a necessidade de importação dos combustíveis fósseis em muitos países.

O mercado de gás também está mudando, avalia a agência, com a participação do GNL a caminho de superar o suprimento dos gasodutos. Em 2040, deve representar metade das negociações de longa distância do combustível. Em um mercado já bem abastecido, uma nova oferta de GNL, vinda da Australia, Estados Unidos e outras localidades, pode tornar o mercado mais competitivo e mudar termos contratuais e a precificação do energético, segundo a IEA.

Fonte: Brasil Energia Renováveis
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