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03 mar 2022 - 17:37
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Preço dos CBios alcança novo recorde, com títulos negociados a R$ 100

A tendência de alta no valor dos créditos de descarbonização (CBios), do programa RenovaBio, seguiu acentuada na segunda metade de fevereiro. Entre os dias 16 e 25, os papéis foram vendidos entre R$ 72,61 e R$ 100 -- ambas as marcas, aliás, foram registradas no último dia útil do mês.


O valor mais alto visto no período representa uma renovação do recorde do programa. Desde a implantação das negociações, em junho de 2020, os CBios foram vendidos entre R$ 15 e R$ 100. Este ano, por sua vez, os preços variaram entre R$ 31,99 e R$ 100.


Os números fazem parte do acompanhamento do mercado de CBios realizado pela Bolsa de Valores Brasileira (B3), única entidade registradora do programa.


Na média, os títulos foram vendidos a R$ 96,10 durante a segunda quinzena de fevereiro. O valor está 114,2% acima da média histórica do programa, de R$ 44,86. Além disso, ele é 144,5% superior ao preço médio de 2021, de R$ 39,31, e 22,3% maior ante o acumulado de 2022, de R$ 78,60.


Para o atual secretário adjunto de petróleo do Ministério de Minas e Energia (MME), Pietro Mendes, este aumento pode estar vinculado a uma estratégia adotada pelas distribuidoras. De acordo com ele, para proteger os compradores de CBios das oscilações do mercado, seria importante a possibilidade de fazer hedge dos papéis, uma alternativa que já está sendo discutida.


"Os números refletem todas as operações de compra e venda envolvidas em um ciclo de negociação. Assim, no caso de intermediações realizadas por corretoras ou outras instituições, primeiro é realizada uma operação de compra das quantidades e, depois, uma operação de venda para o investidor final", explica a B3.


Novas emissões


Desde o início de 2022, as usinas produtoras de biocombustíveis emitiram 4,12 milhões de CBios -- 13,7% a menos que os 4,77 milhões vistos no mesmo período do ano passado. Deste total, 1,19 milhão foram gerados na segunda quinzena de fevereiro.


Embora a moagem de cana-de-açúcar na região Centro-Sul esteja paralisada por conta da entressafra, o número de títulos escriturados junto à B3 segue subindo, uma vez que ele é vinculado ao volume comercializado de biocombustível. Entretanto, o ritmo desacelerado pode estar vinculado a uma menor demanda pelo produto, que perdeu participação de mercado para a gasolina.


Considerando desde o início do RenovaBio até o momento, 53,6 milhões de CBios já foram escriturados pelas produtoras de biocombustíveis.


Atualmente, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), 304 unidades participam do RenovaBio; destas, três fabricam biometano e 32, biodiesel. Dentre as 269 usinas de etanol certificadas, 258 utilizam apenas a cana-de-açúcar; seis processam milho e cana; quatro, apenas milho; e uma produz biocombustível de primeira e de segunda geração de forma integrada.


Posse e aposentadoria


Além dos CBios emitidos neste ano, o mercado também conta com o saldo referente a 2021, totalizando 14,56 milhões de créditos. Este volume é suficiente para atender o equivalente a 40,5% da meta do RenovaBio para 2022, de 35,98 milhões de créditos.


Em 2 de março, 14,37 milhões de créditos estavam disponíveis no mercado. A maior parte deste volume -- 9,29 milhões, ou 64,7% -- já estava em posse de distribuidoras com metas a cumprir. Na sequência, as produtoras de biocombustíveis detinham 4,88 milhões de CBios, equivalente a 34% do volume em circulação. Por fim, investidores externos ao programa possuíam 197,24 mil créditos, ou 1,4% do total.


Para completar, 196,83 mil CBios já foram retirados de circulação por meio de um processo conhecido como aposentadoria. Embora o valor seja equivalente a apenas 0,5% da meta para 2022, as distribuidoras possuem o prazo até 31 de dezembro para cumprirem seus objetivos individuais.


No mesmo período de 2021, 112,58 mil CBios haviam sido aposentados.


Como a B3 não informa quem solicitou a aposentadoria dos créditos, é possível que uma parte deste total seja referente a investidores que não têm compromissos com o programa. Ainda que esteja previsto que a retirada de títulos feitas pelas chamadas "partes não obrigadas" possa ser deduzida dos objetivos finais do RenovaBio, as aposentadorias de 2022 devem ser contabilizadas em 2023.

Fonte: UDOP

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