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23 abr 2021 - 09:00
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Oferta de CBios deve superar a meta este ano

Maior parte da oferta depende do etanol; mais de 70% da capacidade de produção está certificada


A oferta de Créditos de Descarbonização (CBios), gerados a partir da venda de biocombustíveis e que equivalem a 1 tonelada de carbono de emissão evitada quando os renováveis substituem combustíveis fósseis, deve superar com folga neste ano a quantidade que as distribuidoras precisam comprar para comprovar o atendimento das metas de redução de emissões estabelecidas no programa RenovaBio.


A consultoria StoneX estima que haverá entre 6,5 milhões e 7 milhões de CBios a mais que a necessidade de compra das distribuidoras, que totaliza este ano 25,22 milhões de CBios. Esse número inclui a meta estabelecida pelo governo para 2021, de 24,86 milhões, e os 363 mil créditos que deixaram de ser adquiridos por distribuidoras no ano passado e que, então, devem ser comprados neste ano.


Já a capacidade de geração de CBios - que ocorre após a venda comprovada de biocombustíveis a distribuidoras - deve alcançar 27,7 milhões este ano, na estimativa da StoneX. Soma-se a essa oferta mais 3,8 milhões de CBios que já foram gerados no ano passado e que “sobraram” no mercado por falta de demanda das distribuidoras.


A projeção de geração dos créditos considera toda a capacidade instalada de produção de biocombustíveis no Brasil já certificada para participar do programa e também os produtores cujas certificações estavam em andamento até março. O dado, portanto, é conservador, já que não inclui potenciais novas certificações.


 


Até o fim de março, 73% da capacidade instalada de produção de etanol hidratado (combustível) e 74,9% da capacidade de produção de anidro (aditivo à gasolina) estava certificada, enquanto, no biodiesel, apenas 22,6% da capacidade estava certificada.


A maior parte da oferta de CBios depende do etanol. No ano passado, mais de 85% dos créditos existentes foram gerados a partir de vendas do produto, e essa proporção deve se manter este ano, mesmo com a recém-definida redução temporária da mistura de biodiesel no diesel para o abastecimento de maio e junho, segundo Fabio Solferini, CEO da StoneX. “É um movimento de curto prazo”, avaliou.


Até o momento, essa relação confortável entre oferta e demanda de CBios está mantendo os preços abaixo dos patamares do ano passado. O preço médio dos títulos negociados na B3 está em pouco menos de R$ 31, enquanto o valor médio das negociações em 2020 foi de R$ 43. No ano passado, porém, o mercado passou por mais volatilidade, já que o governo cortou as metas do programa no meio do ano, diante do impacto da pandemia nas vendas de combustíveis.


Nesse mercado de créditos, entretanto, um excedente de oferta não significa necessariamente preços baixos. “Os produtores podem decidir segurar [as vendas] e esperar mais alguns anos, quando a oferta estiver menor”, observou Plinio Nastari, diretor da consultoria Datagro. As regras do RenovaBio não estabelecem um prazo para que os produtores vendam os CBios gerados após a comercialização do biocombustível, o que pode, em tese, gerar um represamento dos títulos.


Em um prazo mais distante, a StoneX considera que a correlação entre oferta e demanda de CBios vai apertar. Na projeção da consultoria, a sobreoferta de títulos deve começar a cair em 2025 e a quantia disponível ficar abaixo das metas a partir de 2028. Solferini ressaltou, porém, que o cenário depende do crescimento da economia brasileira e dos ajustes nas metas que podem ser feitos pelo governo.


Por enquanto, o nível de preço do título está longe de incentivar um aumento da oferta de biocombustíveis, na avaliação dos analistas. Em cálculo recente, o banco Rabobank estimou que, para as usinas de etanol de cana, o CBio aumentou em R$ 1 a remuneração pelos produtos derivados de 1 tonelada de cana, ou 0,5% da receita com os demais produtos. “Ainda não dá para dizer que alguém vai investir em nova capacidade por causa do CBio”, avaliou Solferini.


Para Nastari, é possível que, em uma primeira etapa, os créditos incentivem outros tipos de investimento, como em rotas energéticas alternativas no setor de cana - como biogás, etanol celulósico e pellets, que podem melhorar a capacidade de geração de CBios do produtor -, ou ainda incentivem a retomada de indústrias que hoje estão inativas ou ociosas. “Mas, em algum momento, as metas vão requerer aumento de produção”, ressaltou Nastari.


Em sua última análise, o Rabobank avaliou que o aumento da oferta de CBios deve ocorrer com o avanço das certificações em mais indústrias, a expansão da elegibilidade da produção e o aumento da eficiência energético-ambiental de cada produtor individualmente.


Os preços dos CBios também estão bem menores do que em outros mercados de carbono no mundo. Nos Estados Unidos, a tonelada de carbono nos mercados “cap and trade” (que estabelecem limite de emissões) oscila entre US$ 18 a US$ 35 - enquanto o CBio brasileiro, convertido pela taxa de câmbio atual, está abaixo de US$ 6. Na Europa, a tonelada de carbono é negociada atualmente próxima de 60 euros.


 Fonte: Valor

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