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24 mai 2022 - 16:50
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Mundo está no meio da primeira crise de energia global, avalia AIE

O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, alertou nesta terça-feira que o mundo ainda viverá com a alta de preços de combustíveis e volatilidade no mercado por algum tempo e, numa referência indireta ao Brasil, avaliou que só se deve colocar teto no preço do petróleo se as pessoas de menor renda forem o foco da medida.


Em entrevista a três jornalistas brasileiros presentes ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, ao ser indagado sobre a discussão envolvendo política de preço do petróleo no Brasil, Birol afirmou: “Eu acho que os mercados funcionam melhor sem intervenção. Pode haver uma razão, de tempos em tempos, para os governos oferecerem alguma condução estratégica aos mercados, mas os governos precisam decidir quando intervir e quando não pesar a mão”.


“Há muitos países que têm falado em segurar o preço do combustível na Europa, na Ásia e em todo lugar”, observou. “Depende do país, mas a maioria de olho na população mais pobre. Para mim, é importante que medidas assim para proteger a população não deveriam ser universais, mas focadas nos mais pobres.”


O diretor-geral da AIE evitou se pronunciar sobre a nova demissão de um presidente da Petrobras. Disse que a única coisa que poderia falar era que a Petrobras “tem sido uma empresa muito bem sucedida historicamente, que conseguiu transformar o Brasil de importador a exportador de petróleo, mas claro que há volatilidade”.


Na entrevista, Birol, que é uma autoridade chave na governança no setor energético mundial, deixou clara toda sua preocupação com a situação atual. “O mundo está no meio da primeira crise de energia global”, disse. “No passado, tivemos crises do petróleo, nos anos 1970, mas era só petróleo. Agora temos uma crise do petróleo, do gás natural e do carvão. É uma crise maior”, disse.


Observou que a Rússia, há poucas semanas, era a maior exportadora de petróleo do mundo e a maior de gás natural, além de ser um ator importante no mercado de carvão. Na esteira da guerra na Ucrânia, com a queda do fornecimento russo, há um grande aumento de preços e prevê que, exceto no caso de alguma surpresa como algum país do Oriente Médio elevar a produção, “devemos ainda ver essa alta de preços e volatilidade no mercado por algum tempo”.


Ele acrescentou: “Teremos um primeiro problema no verão setentrional, porque as pessoas dirigem mais e a demanda sobe, o que deve aumentar a pressão sobre os preços. Minha preocupação é que com o aumento do preço do petróleo, do gás e da comida teremos alta da inflação, e algumas economias podem entrar em recessão.”


Birol reiterou que, colocar teto um teto nos preços da energia é algo que depende do país. “Mas, no momento em que os governos estão pensando em proteger a população, dependendo do país, você pode tomar diferentes medidas. E, para mim, a mais importante é se ele tomar tais medidas para proteger a população não deve ser universal, mas deve ser mais direcionada para os baixos níveis de renda da população.”


Birol declarou-se pessimista com a inflação. Destacou que três fatores podem ajudar um acréscimo significativo de produção dos países-chave do Oriente Médio para reconfortar o mercado. Ou se a economia chinesa continuar fraca e a demanda chinesa por petróleo permanecer estável. E, terceiro, políticas monetárias bem-desenhadas pelos bancos centrais.


Fonte: Valor Econômico

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