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17 set 2021 - 08:00
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Mudança do clima: aumento das temperaturas e redução das chuvas são observadas e projetadas no Centro-Oeste

Em algumas áreas, aumento da temperatura média já atingiu 1oC; cenários futuros indicam redução da precipitação em 10%


conjunto dos principais resultados dos estudos de Impactos, Vulnerabilidades e Adaptação (IVA) à mudança do Clima da Quarta Comunicação Nacional do Brasil à UNFCCC com ênfase para os estados que compõem a região Centro-Oeste foram apresentados pelo MCTI - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações na sexta-feira (10). O objetivo de compartilhar o conhecimento técnico-científico é que os estudos possam subsidiar o planejamento e a integração de políticas públicas, com um melhor entendimento sobre o que é prioritário e o que pode ser feito em relação à adaptação à mudança do clima na região.


A elaboração dos estudos envolveu 118 especialistas de 114 instituições, e contemplou quatro grandes eixos estratégicos: seguranças hídrica, energética, alimentar e socioambiental.  De acordo com os pesquisadores, a abordagem integradora utilizada é a mais adequada para demostrar a interconexão das seguranças com foco na integração das políticas públicas.


“Entendemos que a integração das políticas públicas é o foco central e uma contribuição particular da Quarta Comunicação Nacional. Isso é para evitar que uma política interfira negativamente em outra em decorrência de processos institucionais de tomada de decisão baseados em setores que são independentes”, explica o professor e coordenador técnico-científico da Rede de Mudanças Ambientais Globais (Rede CLIMA) do MCTI para os estudos de IVA da 4CN, Marcel Bursztyn.


Mudanças regionais observadas e cenários - A mudança do clima não incide apenas no aumento da temperatura, mas também na variabilidade da precipitação. Esses aspectos impactam diretamente os eixos estratégicos, e são mais perceptíveis pela população quando se manifestam em eventos extremos, seja pelo excesso ou escassez de chuvas, ondas de calor e ocorrência de incêndios.


De acordo com os dados climáticos observados entre 1980 e 2018, grande parte do Centro-Oeste já vivencia um aumento de temperatura de até 0,5 oC por década. “São valores superiores à média global. Em particular a região de Goiás, na qual essa taxa de aumento da temperatura média atinge valores ainda mais elevados”, explica o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/MCTI), Lincoln Alves. Outro aspecto observado é o aumento no número de dias com temperaturas máximas extremas que aumentou em cerca de 30% em grande parte do Brasil, incluindo a região Centro-Oeste.


Em relação as chuvas, Alves destaca que já se observa mudanças regionais significativas, em particular no total de precipitação anual em grande parte da região e um aumento na ocorrência de eventos extremos, como secas que têm impactos em vários setores estratégicos. “Esse é o raio-X de evidências da mudança do clima no Brasil”, afirmou Alves.


Ao projetar o futuro, há consenso em todos os modelos climáticos utilizados que a temperatura média no Brasil deve aumentar pelo menos duas vezes mais em relação ao aumento médio global. Temperaturas maiores e mudanças significativas nas precipitações para o Centro-Oeste, com probabilidade de reduções em cerca de 10% das chuvas. Toda a base de dados sobre clima para todo o território nacional está disponível para consulta no portal Projeções Climáticas (www.pclima.inpe.br).


‘Estado de atenção’ - A disponibilidade hídrica, que considera oferta e demanda de água, foi calculada considerando cenários de vazões, com base em modelagem hidrológica. O supervisor para os estudos de IVA da Quarta Comunicação Nacional, Diogo Santos, afirma que o Centro-Oeste aparece como uma região em ‘estado de atenção’ em relação à disponibilidade. “Não somente pela redução das vazões, mas também pela elevada retirada de água no cenário atual e com tendência de crescimento, principalmente pela demanda por irrigação”, analisa Santos.


Em relação à segurança energética, um dos temas abordados nos estudos foi oferta de energia hidroelétrica, que é preponderante no país e muito vulnerável à mudança do clima, e os seus impactos na matriz elétrica. Um exemplo de impacto observado relatado foi a redução do volume de água armazenada no maior reservatório de água brasileiro, Serra da Mesa, localizado ao norte de Goiás. Em 2017, o volume baixou para apenas 6% e afetou toda a bacia do rio Tocantins. “Houve um efeito cascata para a geração de energia de todas as usinas hidrelétricas instaladas ao longo da bacia, chegando até a usina de Tucuruí, que fica no Pará”, explicou Santos. Outro importante aspecto da região abordado pelos especialistas foram as vulnerabilidades dos cultivos de soja e cana-de-açúcar, matéria-prima de biocombustíveis, uma vez que o Centro-Oeste é um grande produtor.


A segurança alimentar também foi objeto dos estudos, tema estratégico para o país, tendo a região Centro-Oeste um papel relevante. Os estudos abordaram os impactos da mudança do clima na produção de alimentos, e apresentou cenários de produtividade e de zoneamento agrícola de risco climático (que considera a aptidão das áreas para o cultivo) de diferentes culturas, bem como análises de perdas agrícolas por eventos climáticos, e perdas e desperdícios ao longo da cadeia produtiva, que oferecem elementos para pensar a adaptação. Segundo os especialistas, a resposta de cada cultivo é muito diferente à mudança do clima, por apresentam diferentes sensibilidades ao estresse hídrico, dentre outros fatores.


Em relação à saúde, o aumento de dias com estresse térmico na região implica aumento de doenças cardiovasculares e respiratórias. Apesar da baixa densidade demográfica relativa da região, as cidades apresentam vulnerabilidades à ocorrência de desastres, como inundações e alagamentos devido à urbanização precária. Por fim, os biomas Cerrado e Amazônia estão susceptíveis aos impactos da mudança do clima, além das pressões de degradação que já sofrem, o que pode levar a uma piora na qualidade ambiental e perda de serviços ecossistêmicos, como de regulação climática e do ciclo da água, dentre outros. “Os ecossistemas não se adaptam na mesma velocidade da mudança do clima”, enfatizou Santos.


Fonte: MCTI

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