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28 set 2023 - 09:41
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Maior consumo de combustível elevou emissões no 2º trimestre

O consumo de combustíveis aumentou no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período no ano passado no país. E trouxe, a reboque, um crescimento nas emissões de gases de efeito estufa no ciclo gasolina-etanol quanto no diesel-biodiesel. É o que mostra um levantamento feito pelo núcleo de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
 
“Toda vez que mexemos em políticas que alteram preços de combustível, temos mudanças no consumo. Essa análise é para começar a entender como dinâmicas de mercado e políticas públicas impactam na questão ambiental”, afirma Luciano Rodrigues, pesquisador do observatório de bioeconomia da FGV.
 
A análise é trimestral, com base em dados de produtores de biocombustíveis e consumo de combustíveis nos Estados. A série vem desde 2020, ano de início do Renovabio, a Política Nacional de Biocombustíveis. A comparação é sempre anual, analisando dois critérios: o ganho de eficiência na produção e a participação dos biocombustíveis na matriz.


“Os produtores estão ganhando eficiência na produção e temos um biocombustível com pegada de carbono menor, comparando o segundo trimestre deste ano com o do ano passado”, diz.


O mesmo não se viu na ponta consumidora. Nos chamados combustíveis leves, o consumo aumentou 11,5% entre abril e junho. As emissões subiram 15,2% na comparação com o mesmo período em 2022: 28 milhões de toneladas de C02 equivalente.

Segundo Rodrigues, a explicação está na perda de mercado do etanol no período. O biocombustível ficou menos competitivo em relação à gasolina.


“Apesar de o etanol ter ganho eficiência na produção, a participação diminuiu e a pegada de carbono da matriz de combustíveis leves piorou”, diz Rodrigues.

No diesel, o consumo de abril a junho deste ano aumentou 3,5%. As emissões foram de 44,4 milhões de toneladas de CO2 equivalente, 1,5% a mais que no mesmo período em 2022.

“Tivemos um ganho de eficiência na produção e aumento da mistura de biodiesel. A matriz de diesel melhorou e atenuou as emissões”, explica.

De qualquer forma, os biocombustíveis impediram um resultado ainda pior. Evitaram emissões de 13,3 milhões de toneladas de CO2 equivalente. “O biocombustível é importante. As emissões evitadas no trimestre equivalem ao plantio de 32 mil hectares de árvores nativas”, compara.

Para este semestre, ele espera melhora na pegada de carbono. Entre os fatores que devem contribuir para esse cenário estão a retomada da tributação dos combustíveis e o aumento esperado das vendas maiores de etanol.

“A mistura de biodiesel terá participação maior na matriz e continuará reduzindo a pegada de carbono. E a expectativa é reverter, em parte, a perda de market share que o etanol teve no primeiro semestre”, diz.
 
Fonte: Globo Rural 

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