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12 jun 2020 - 13:00
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Leilão de biodiesel frustra distribuidoras

Distribuidoras de combustíveis enfrentaram dificuldades para adquirir os volumes mínimos de biodiesel no último leilão, sobretudo pela alta dos preços de matérias-primas e pela falta de produto disponível na operação realizada no início deste mês. O abastecimento, no entanto, será garantido, segundo fontes ouvidas pela Argus.


Na ponta compradora, distribuidoras se mostraram incomodadas com a elevação nos preços do biodiesel no 73º Leilão (L73) - conduzido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) - para abastecimento entre julho-agosto em relação ao L72, além da demora do órgão para determinar a realização de um leilão complementar na semana de 15 de junho.


A redução do volume disponibilizado no leilão pelas usinas ocorreu após a ANP autorizar em abril a redução do volume obrigatório de retirada para conter os efeitos de uma esperada queda na demanda por combustíveis em função da pandemia de Covid-19. A medida permitiu que as distribuidoras retirassem, no mínimo, 80pc do volume contratado com as usinas, ante os 95pc previstos nos leilões anteriores. Em meados de abril, distribuidoras chegaram a pedir uma redução para até 50pc do volume total.


A decisão, segundo associações do setor ouvidas pela Argus, fez com que muitas usinas passassem a trabalhar com volumes mais baixos que o normal, em uma tentativa de evitar prejuízos, em um período no qual fabricantes tentavam equilibrar a produção com a alta do óleo de soja.


"A decisão se mostrou errada e acabou refletindo na falta de produto. Quando os distribuidores falam sobre um despreparo dos produtores, indicam que o setor de biodiesel deveria assumir o risco e o prejuízo de produzir mais sem a garantia de consumo", disse uma fonte à Argus.


Entre março e a primeira semana de junho, o indicador Argus de óleo de soja no mercado doméstico subiu quase 12pc, para R$3.775/t em base cif São Paulo, com 12pc de ICMS. O óleo de soja é o principal insumo utilizado na produção de biodiesel.


"Neste momento, é importante todos os agentes da cadeia verificarem os dados concretos do desempenho do setor para não colocar em risco nenhum compromisso estabelecido sobre a adição de biodiesel de forma a comprometer a evolução sustentada da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio)", destacou a Associação dos Produtores de Biocombustível do Brasil (Aprobio) em comunicado.


Na visão dos produtores, o volume de, aproximadamente, 1,19 milhão de m³ negociado no leilão L73 é sinal evidente de recuperação na demanda por diesel e valida os esforços para a elevação antecipada da mescla de biodiesel no diesel, de 12pc para 13pc, a partir de julho. Dentro do cronograma atual do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), o aumento de 1pp acontece apenas em março de 2021.


"O setor não tem problema em atender à produção de B12 ou B13, se por ventura vier antes", afirmou o diretor superintendente da Aprobio, Julio Minelli.


Fonte: Brazil Market Reporter - Argus Media


Nota da APROBIO: O leilão é um modelo no qual o preço é definido pelos compradores/ distribuidoras e os produtores/ vendedores ficam de expectador - Lei da oferta e da demanda. No leilão passado (L72), quando as distribuidoras compraram menos do que precisavam, os preços ficaram muito baixo.

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