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06 mai 2020 - 12:00
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Emissão de gases do efeito estufa cai 8% com o coronavírus e atinge marca histórica

O estudo da Agência Internacional de Energia mostra que a porcentagem é reflexo das medidas de confinamento por causa do coronavírus, que geram ligação direta com o efeito estufa, meio ambiente e relações de consumo com energia renovável


A notícia boa em tempos de pandemia, vem de uma nova pesquisa feita pela Agência Internacional de Energia (AIE) que aponta que o isolamento social, imposto pela pandemia do novo coronavírus, está ajudando a combater os gases que causam o efeito estufa e como consequência provocam o aquecimento global.


O surto representa o maior choque para a economia global em mais de sete décadas, mas um estudo diz que os efeitos da pandemia também resultarão em um declínio anual nas emissões de CO2 – gás carbônico – na atmosfera a estimativa é que a  emissão de gases do efeito estufa caem 8% com o coronavírus a maior queda na história.


O relatório mostra em tempo real o extraordinário impacto do isolamento na emissão dos principais combustíveis. A base foi uma análise de mais de 100 dias de dados reais, a Global Energy Review da AIE inclui estimativas de como as tendências de consumo de energia e emissões de dióxido de carbono -CO2 – vão se comportar durante 2020.


“Somente as energias renováveis estão se sustentando durante a queda inédita no uso de eletricidade. Ainda é muito cedo para determinar os impactos a longo prazo, mas o setor de energia que emerge dessa crise será significativamente diferente daquele que veio antes”, afirmou Fatih Birol, diretor executivo da AIE. 


Relação efeito e causa entre coronavírus e efeito estufa deve seguir todo o 2020


As projeções da Global Energy Review sobre demanda de energia e emissões relacionadas a energia para 2020 são baseadas em suposições de que os bloqueios implementados em todo o mundo em resposta à pandemia são progressivamente diminuídos na maioria dos países nos próximos meses, acompanhados por uma recuperação econômica gradual.


O relatório projeta que a demanda de energia cairá 6% em 2020 – sete vezes o declínio após a crise financeira global de 2008. Em termos absolutos, o declínio é sem precedentes – o equivalente a perder toda a demanda de energia da Índia, o terceiro maior consumidor de energia do mundo.


As economias avançadas deverão ter os maiores declínios, com a demanda caindo 9% nos Estados Unidos e 11% na União Europeia. O impacto da crise na demanda de energia depende fortemente da duração e rigor das medidas para conter a propagação do vírus. Por exemplo, a AIE constatou que cada mês de bloqueio mundial nos níveis vistos no início de abril reduz a demanda global anual de energia em cerca de 1,5%.


Alterações no uso de eletricidade durante os bloqueios resultaram em declínios significativos na demanda geral de eletricidade, com níveis e padrões de consumo nos dias úteis parecidos com os de um domingo anterior à crise. Os bloqueios completos reduziram a demanda de eletricidade em 20% ou mais, com menores impactos de bloqueios parciais. A demanda por eletricidade deverá diminuir em 5% em 2020, a maior queda desde a Grande Depressão na década de 1930.


Energia limpa será tendência uma notícia boa que segue mesmo no pós coronavírus


Ao mesmo tempo, medidas de bloqueio estão levando a uma grande mudança em direção a fontes de eletricidade de baixo carbono, incluindo vento, energia solar fotovoltaica, energia hidrelétrica e energia nuclear. Depois de ultrapassar o carvão pela primeira vez em 2019 , as fontes de baixo carbono devem estender sua liderança este ano para atingir 40% da geração global de eletricidade – 6 pontos percentuais à frente do carvão.


A geração de eletricidade a partir de energia eólica e solar fotovoltaica continua a aumentar em 2020, impulsionada por novos projetos concluídos em 2019 e início de 2020. Um relatório adicional do grupo de pesquisa de energia BloombergNEF diz que a energia eólica e solar são agora as fontes mais baratas de desenvolvimento de nova energia para dois terços da população mundial.


Essa tendência está afetando a demanda por eletricidade a partir de carvão e gás natural, que estão cada vez mais espremidos entre a baixa demanda geral de energia e o aumento da produção de energias renováveis. Como resultado, a participação combinada de gás e carvão no mix global de energia deve cair 3 pontos percentuais em 2020, para um nível nunca visto desde 2001.


As energias renováveis devem ser a única fonte de energia que crescerá em 2020, com sua participação na geração global de eletricidade projetada para aumentar, graças ao acesso prioritário às redes e aos baixos custos operacionais. Apesar das interrupções na cadeia de suprimentos que interromperam ou atrasaram a implantação em várias regiões importantes este ano, a energia solar fotovoltaica e eólica estão a caminho de ajudar a elevar a geração de eletricidade renovável em 5% em 2020, auxiliada por uma maior produção de energia hidrelétrica.


“Esta crise sublinhou a profunda dependência das sociedades modernas no fornecimento confiável de eletricidade para apoiar os sistemas de saúde, as empresas e as comodidades básicas da vida cotidiana. Mas ninguém deve tomar isso como garantido – são necessários maiores investimentos e políticas mais inteligentes para manter o fornecimento de eletricidade seguro”, pontuou o Birol.


Fonte: O Imparcial

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