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22 nov 2021 - 17:13
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[CBBR 2021] Biocombustíveis no mercado global

Há um clima de urgência no ar! Depois de anos tentando ignorar o problema, já não restam dúvidas a respeito do agravamento da crise climática e da necessidade de promover uma verdadeira revolução na matriz energética global dentro dos próximos anos se quisermos mesmo evitar que os cenários mais catastróficos se concretizem. Esse é um consenso que vem se consolidando ao longo dos últimos anos e ganhou impulso na mais recente edição da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP26) que aconteceu este mês em Glasgow, na Escócia.


Os biocombustíveis estão entre as soluções mais bem posicionadas para contribuir com a necessária descarbonização do setor de transportes. Fazer esse exercício de projetar como o mercado global de biocombustíveis poderá evoluir ao longo dos próximos 30 anos e de qual será o espeço do Brasil nele, foi o mote do Painel 3 da Conferência BiodieselBR 2021 que teve a fala do presidente do ECB Group – empresa controladora da BSBios – Erasmo Carlos Battistella.


Não que tentar tendências de mercado décadas adiante seja algo banal de fazer. “No momento estamos dificuldade de prever o que vai acontecer em primeiro de janeiro do próximo ano”, reconheceu o empresário gaúcho ressaltando as incertezas criadas pela mudança do sistema de comercialização do biodiesel no Brasil. “Que dirá, o que pode acontecer nos próximos 10 anos”, reconheceu Erasmo.


Para vencer o desafio das mudanças climáticas vai exigir que a humanidade terá que encontrar formas de compatibilizar coisas que – até agora – se mostram contraditórias entre si. É o caso do crescimento econômico necessário para garantir o bem-estar da população mundial com a manutenção das temperaturas globais. Até o momento essa tem se mostrado uma equação difícil de resolver.


Nos 26 anos que já se passaram desde a COP de Berlim em 1995, a temperatura média global já aumentou praticamente 0,7ºC. A situação poderia ser pior se não fossem os quase 540 bilhões de litros de biocombustíveis de primeira geração – etanol e biodiesel – que foram fabricados ao longo deste último quarto de século evitando a emissão de equivalente a 83 bilhões de toneladas de gás carbônico. “Isso só aconteceu porque tivemos políticas públicas. (...) Mais de 50 países do mundo produzem biocombustíveis”, comemora Erasmo apontando que o programa brasileiro de biocombustíveis é uma referência o que torna os recentes tropeços do país no segmento ainda mais lamentáveis. “Somos um exemplo para o mundo”, diz.


O momento atual, contudo, não é definitivo. A indústria brasileira de biocombustíveis já passou por períodos pouco favoráveis no passado e agora tem a seu favor a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio). Segundo Erasmo em alguns mercados da Europa, os créditos de carbono similares aos CBios já chegam a ser negociados por € 450 – cerca de R$ 2.828,74 pela cotação de hoje – o que aponta na direção de uma disposição maior para descarbonizar a economia. “A gente está passando por um momento difícil para o setor de biodiesel, mas já passamos por momentos muito complexos antes. (...) Hoje temos um mercado mais amplo, mas precisamos que se cumpra a política pública que foi desenhada e alardeada para o mundo”, defende.


Transição tecnológica


A grande vantagem dos biocombustíveis é que eles já são uma solução imediata para descarbonizar o setor de transportes que é um dos mais importantes. “Em 2030 vamos ter um mundo que vai precisar de mais transporte e mais energia ao mesmo tempo em que reduz as emissões de gases do efeito estufa. Essa é uma conta difícil de fechar”, alerta. “Os biocombustíveis de primeira onda estão dando sua contribuição e já tem toda a infra pronta”, completa.


Embora o mercado de mobilidade esteja em franca mudança com a introdução de novas tecnologias de motores. A transição rumo à eletrificação ainda deve demorar a acontecer, especialmente no segmento dos veículos pesados que hoje s movidos à diesel. “Vamos precisar de todas as rotas [tecnológicas] disponíveis e o biodiesel é uma opção real”, pontua.


“Se eu fosse dono de uma distribuidora [de combustíveis] eu me abraçava com os biocombustíveis eles são o passaporte para continuar vendendo combustíveis líquidos pelas próximas duas ou três décadas. (...) A sobrevivência dos combustíveis líquidos vai passar pelos biocombustíveis”, completa apontando que em mercado mais maduros os produtos da segunda onda estão ganhando espaço. É o caso do óleo vegetal hidrotratado (HVO) e do bioquerosene de aviação que podem ser adicionados aos combustíveis fósseis em qualquer proporção e, até mesmo, ser usados de forma pura em motores não modificados.


Sem ré


Mas para que o Brasil consiga manter uma posição de destaque nesse mercado, é preciso continuar avançando. “Não pode ter retrocesso [nos mandados]. É que nem um foguete, não tem marcha ré”, brinca o empresário defendendo a adoção do B20 como meta para a mistura e de biodiesel e declarando-se preocupado sobre a forma como o governo vem promovendo o fim dos leilões de biodiesel antes de ter resolvido o modelo de tributação do biodiesel. “É uma vergonha!”, resume


Erasmo também cobra reforços para o mercado de CBios. “Não podemos continuar vendendo nossos CBios por US$ 8. Está claramente subavaliado”, diz defendendo que o mercado de créditos do RenovaBio seja aberto para compradores de outros países. “Queremos vender CBios para a Europa”, provoca.


Além dessas mudanças também seria preciso fazer com que os biocombustíveis de segunda onda chegassem efetivamente ao Brasil. “Precisamos construir biorrefinarias novas. O HVO é o caminho para chegar no bioQAV que é a única rota disponível para descarbonizar voos de longa distância. O Brasil não pode mais perder tempo para entrar nesse mercado”, avalia o empresário que está construindo uma biorrefinaria no Paraguai.


Dessa forma seria possível para o Brasil participar do desenvolvimento sustentável do planeta por meio ao agronegócio e energias renováveis gerando PIB verde no interior do país. “Precisamos de uma estratégia para sermos relevantes no mercado verde... isso passar por políticas públicas. (...) Não é possível que cadeias que estão do nosso lado não vejam valor nisso”, reclama.


Fonte: BiodieselBR

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