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03 jan 2024 - 10:27
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Aumento da mistura de biodiesel deve elevar a produção goiana

O aumento do porcentual de mistura de biodiesel no óleo diesel tradicional, de atuais 12% para 14% em março do ano que vem, deve elevar a produção goiana do biocombustível. Com o aumento da demanda, a expectativa é que as indústrias passem a utilizar toda sua capacidade instalada, que atualmente tem uma ociosidade de cerca de 50%, o que deve aumentar a geração de empregos e arrecadação de tributos.


A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) estima que a decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deve elevar a demanda por biodiesel no Brasil em cerca de 22%, na comparação com 2023. A medida também prevê que, a partir de 2025, o porcentual da mistura passará a ser de 15%. Dessa forma, o governo antecipa em um ano o cronograma original, aprovado no início deste ano.


Com isso, a Abiove prevê que a demanda por biodiesel, que deve encerrar 2023 em 7,3 bilhões de litros, em 2024 chegue aos 8,9 bilhões e atinja 10,1 bilhões de litros em 2025.


A medida também deve impulsionar o agronegócio, em especial a soja, que representa 70% da matéria-prima utilizada na produção. A Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) calcula que, com 15% de mistura, haverá um acréscimo de mais 10 milhões de toneladas no consumo do grão


Goiás já tem uma capacidade instalada de 2,2 bilhões de litros anuais e uma produção de cerca de 1,1 bilhão de litros de biodiesel. Indústrias goianas já planejam o incremento da produção. É o caso da Cereal, de Rio Verde. “O aumento da mistura tem só pontos positivos, começando pela questão ambiental, pois somos exemplo para o mundo em relação a combustíveis sustentáveis”, diz o CEO do Grupo Cereal, Adriano Barauna.


Um segundo e importante ponto, segundo ele, é que o Brasil reduzirá as importações de diesel fóssil de outros países, inclusive daqueles envolvidos em guerras no momento. Outro benefício relevante será o aumento da agregação de valor às matérias-primas produzidas em Goiás, como a soja, o que deve resultar numa maior geração de empregos no interior do País.


“Uma das maiores vantagens será o crescimento da demanda por grãos. O Brasil está produzindo cada vez mais e cada ponto porcentual de aumento na mistura significará quase 3 milhões de toneladas de soja esmagadas a mais. Isso é bom para todos produtores rurais, pois melhora os preços dos grãos”, destaca o empresário.


Além disso, quanto mais óleo, muito mais farelo se produz. Barauna explica que a cada cinco partes da soja, quatro são farelo e uma se transforma em óleo. “Esta parte farelo será destinada à produção de proteína animal, o que resultará em preços melhores para as carnes em geral, beneficiando toda a população, que comprará o produto a preços menores”, destaca.


Atualmente, a empresa tem capacidade instalada para produzir 600 metros cúbicos de biodiesel por dia, mas está produzindo 500 metros cúbicos, em média. Para o ano que vem, a meta é produzir 650 metros cúbicos, um aumento de 30%. Para isso, a Cereal está investindo R$ 10 milhões na planta de biodiesel. “Também já estamos investindo R$ 200 milhões no esmagamento para produzir o óleo para esta planta, entre caldeira, sistema de energia e esmagamento em si”, explica.


Ele informa que a empresa já tem um pedido de aumento na Agência Nacional de Petróleo (ANP) de mais 50 metros cúbicos por dia. “Com isso, estamos aumentando nosso esmagamento de soja em mais mil toneladas diárias, o que irá gerar muitos empregos diretos e mais arrecadação para o Estado”, destaca.


De acordo com a ANP, após a ampliação e construção de novas usinas estarem autorizadas e em funcionamento, a capacidade nacional de produção no País passará a ser de 16 bilhões de litros anuais.


O vice-presidente da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), André Rocha, ressalta que as empresas se prepararam e investiram na produção, na expectativa de um aumento gradual da mistura, durante o governo anterior. Mas o porcentual estacionou em 12% e, depois, ainda foi reduzido para 10% em 2021 e 2022. “Já deveria ser 15% neste ano, 14% em 2022 e 13% em 2021. Essa era resolução de 2018”, lembra.


Segundo ele, esta medida pegou todo setor na contramão e houve pressão em cima do governo, por conta dos investimentos realizados. Uma grande planta de soja foi inaugurada, recentemente, pela Caramuru, em Itumbiara.


Além disso, o Brasil também foi na contramão da questão ambiental, de redução de metas de emissão. Uma das consequências foi a alta no preço do diesel. “No início do ano, voltou para 12%, o que era em 2021, Agora, o governo sinaliza retorno ao que estava proposto em 2018”, diz.


O vice-presidente da Fieg acredita que isso deve impulsionar a produção brasileira de biodiesel, com o País agregando mais valor à produção de commodities, com novos investimentos em indústrias. Mas ele adverte que isso ainda dependerá de outros fatores para garantir o retorno dos investimentos, como juros melhores, reforma tributária e incentivos para aumento da produção local, como um crédito outorgado já sinalizado pelo governo estadual.


“Em 2022, Goiás produziu 1,103 bilhão de litros (17,6% da produção nacional) e tinha capacidade ociosa de 50%. Se já estivesse em 14%, estaria produzindo 40% mais”, estima.


 


Setor prevê mais segurança jurídica e previsibilidade


A Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) disse, em nota, que a antecipação da mistura de biodiesel para B14 no próximo ano e para B15 em 2025 dá “previsibilidade e segurança jurídica para o setor retomar investimentos e acelerar o processo de descarbonização do transporte no Brasil”.


Segundo a entidade, as indústrias estão prontas para atender a nova demanda com a capacidade instalada atual. “É uma sinalização positiva para que o País possa avançar mais rapidamente para cumprir as metas de descarbonização, já que o biodiesel provou sua eficiência e qualidade para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) imediatamente, sem custos de mudança de motor ou investimento em infraestrutura de abastecimento”, disse o presidente do Conselho de Administração da Aprobio, Francisco Turra.


A entidade lembra que a mistura maior de biodiesel também favorecerá o meio ambiente. Dados do Observatório de Conhecimento e Inovação em Bioeconomia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostram que a presença do biodiesel na matriz de ciclo diesel ajudou a evitar a emissão de 4,4 milhões de toneladas de CO2 equivalentes no segundo trimestre deste ano.


“Acabamos de ver o final da COP 28 almejando alcançar a neutralização total das emissões de carbono até 2050, de acordo com a ciência, e aqui no Brasil temos uma solução comprovada e de curto prazo”, destaca Julio Cesar Minelli, diretor superintendente da Aprobio.


Ele ressalta que a indústria brasileira tem condições de aumentar a produção e atender à demanda da mistura de até 20%, o que poderia acelerar ainda mais os benefícios ambientais aos grandes centros urbanos.


O CEO do Grupo Cereal, Adriano Barauna, lembra que Goiás também vende muito biodiesel para ourtros estados. Para André Rocha, vice-presidente da Fieg, um dos maiores benefícios do aumento da mistura deve ser a queda da importação de óleo diesel, reduzindo a dependência do País em relação a outros países. “Também ajudará a impulsionar agricultura familiar, além de incentivar a agregação de valor, ao invés de exportar tanta matéria-prima para a China”, ressalta.


O produtor rural será beneficiado por uma menor dependência em relação às trades exportadoras de grãos. Ele lembra que a produção de biodiesel já ajudou a desenvolver várias cidades do interior goiano, como Itumbiara, São Simão, Morrinhos e Quirinópolis, que passaram a receber um volume maior no bolo do ICMS.


 


Fonte: O Popular

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