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07 dez 2021 - 10:24
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Atual precificação do carbono não é suficiente para limitar o aquecimento global a 1,5°C

Análise aponta principais dados e recomendações para dimensionar os mercados de carbono, visando melhorar a eficácia dos preços globais e regionais, além de acelerar significativamente a redução das emissões de GEE
O estudo Unlocking the Potential of Carbon Markets to Achieve Global Net Zero (Revelando o Potencial dos Mercados de Carbono para Zerar as Emissões Globais, em português), realizado em parceria entre o Boston Consulting Group (BCG) e a Global Financial Markets Association (GFMA) destacou que cerca de 80% das emissões de gases de efeito estufa ainda não são cobertas por preços regulamentados de carbono.


Para cumprir as metas do Acordo de Paris, os níveis de preços precisam alcançar uma média estimada entre US$ 50 e US$ 150 por tonelada até 2030 – a média global atual gira em torno de US$ 5 por tonelada. O estudo destaca a importância de ações de compliance e dos mercados voluntários de carbono para uma transição bem-sucedida para um cenário de baixas emissões.


De acordo com Steve Ashley, presidente da GFMA, “a precificação efetiva do carbono na economia é uma das ferramentas mais fortes para a geração dos resultados que almejamos, tratando as emissões de GEE como um recurso limitado no tempo. Os mercados de carbono voluntário e de compliance podem desempenhar um papel significativo e complementar. Uma ação rápida é necessária entre os formuladores de políticas, reguladores, bancos e participantes do mercado de capitais para garantir os incentivos corretos para a tomada de decisões econômicas”.


“As emissões de gases de efeito estufa aumentaram 50% nos últimos 30 anos. Neste período, a temperatura da Terra aumentou cerca de 1°C, devendo chegar a 1,5°C nas próximas décadas”, explica Kenneth E. Bentsen Jr, CEO da GFMA e presidente e CEO da SIFMA. “É necessário realizar um rápido dimensionamento dos mercados de carbono para mobilizar um investimento estimado entre US$ 100 a US$ 150 trilhões em diferentes setores e regiões e frear o aumento nas temperaturas”.


Roy Choudhury, diretor-executivo e sócio do BCG, afirma que ainda há esperança. “Com um orçamento de carbono total de 300 a 500 gigatoneladas restantes, é possível que haja um rápido declínio nas emissões ao longo das próximas três décadas. Mas precisamos agir rápido e investir na expansão dos mercados de carbono, tanto na cobertura geográfica e setorial, quanto na taxa de descarbonização”.


O levantamento identifica os principais dados e recomendações para formuladores de políticas, participantes do mercado e outros stakeholders a fim de escalonar os mercados de carbono líquido para aumentar a eficácia dos preços globais e regionais e acelerar a redução de CO2 de forma significativa.


O estudo também destaca os atuais desafios enfrentados pelos setores público e privado para que possam priorizar as ações de ampliação dos mercados de carbono no curto prazo. Entre eles estão:


• Escalonamento e aprimoramento dos mecanismos de precificação de carbono orientados por políticas reguladas, como Sistemas de Comércio de Emissões (ETSs);


• Definição clara de papeis nos Mercados de Carbono Voluntários;


• Incentivo a interoperabilidade entre mercados de carbono liderada pelo setor público.


Empresas dos setores bancário e de mercado de capitais também têm papel fundamental no desenvolvimento dos mercados de carbono por meio de recursos e ofertas de produtos que ajudem os participantes em suas ações de compliance, descarbonização, gestão de risco e investimentos.


Fonte: EcoDebate

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