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27 mar 2024 - 15:00
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Atrair capital externo é desafio para descarbonização, diz Ana Toni

A secretária de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Ana Toni afirmou que o grande desafio do Brasil na tarefa de descarbonizar a economia é atrair investimento externo para financiar essas atividades.


“Nosso grande vilão é o tempo, porque temos que descarbonizar muito rapidamente, e o desafio é trazer investimento de fora”, acrescentou a secretária, que participou do seminário “Brasil rumo à COP30”, realizado pela Editora Globo com apresentação da CCR. Ela lembrou que o governo tem trabalhado em ações como a taxonomia verde, e a emissão de títulos verdes do fundo soberano para financiar transição ecológica.


Para Toni, o país tem experiências para compartilhar nas áreas de desmatamento, agricultura e energia de baixo carbono, mas pretende expandir sua ação justamente para soluções de financiamento. Ela explicou que, atualmente, recursos para essas atividades estão concentrados no países desenvolvidos, e que a ideia é usar o G20 para ampliar a entrada do Brasil e outros emergentes na briga por esse investimento.


Segundo o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, também presente ao evento, o governo brasileiro tem trabalhado para criar oportunidades ao empresariado para aderir à economia de baixo carbono, trabalhando assim para mitigar os efeitos das mudanças climáticas, que já causam perdas de 0,1% do PIB por ano ao país.


O secretário citou a oferta de bonds verdes, o projeto de hedge cambial, e também linhas de financiamento do BNDES com vantagens para projetos de baixo carbono e mudanças no plano safra para estimular a agricultura de baixo carbono.


“O que estamos vendo é um país que já perde 0,1% do PIB com agravamento de eventos climáticos, e precisa investir 3,7% do PIB em infraestrutura, só investe 1,7% do PIB. Se não houver planejamento com setor privado e capital internacional, isso não sai.”


Ele reforçou a necessidade de o Brasil liderar os esforços em direção a uma economia global de baixo carbono e disse que a COP30 no ano que vem em Belém é uma oportunidade de avançar nesse sentido.


“Temos cenário fantástico pela frente, mas se não liderarmos uma ação internacional para que a redução global seja atingida, a Amazônia vai ainda assim chegar a ponto de não retorno.”


Estamos vendo um país que já perde 0,1% do PIB com agravamento de eventos climáticos”


— João Capobianco


O Brasil é protagonista nos principais debates do mundo neste momento, como segurança alimentar, energética e clima, afirmou nesta segunda-feira o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, e Serviços, Geraldo Alckmin.


“O Brasil está entre os grandes produtores de alimentos do mundo e é campeão energia limpa. Da nossa matriz, 55% são de energia hidrelétrica e 35% são eólica ou solar, e essa [última] parcela é crescente”, afirmou. “Temos inúmeras oportunidades no país, de descarbonização e de insumos verdes no país.”


Alckmin lembrou que o país é, também, um dos mais vulneráveis às mudanças climáticas, com dois terços dos municípios relatando algum problema relacionado ao clima em 2023, o ano mais quente em 74 anos. Ele disse que Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) tem recursos para ajudar prefeituras a lidar com os efeitos das fortes chuvas, como as que deixaram ao menos 28 mortos no fim de semana nos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.


“O Brasil tem compromisso com o combate às mudanças climáticas e descarbonização”, reforçou, ressaltando que metade das emissões do país é devido apenas ao desmatamento. “Fomos bem-sucedidos nesse caso, somente ano passado reduzimos em 50% o desmatamento na Amazônia.”


Alckmin disse também que o país tem oportunidades nas áreas de produção de energia limpa e insumos de baixo carbono, dado a oferta de energia eólica e solar, especialmente no Nordeste, e que vai avançar na descarbonização do combustível, citando o plano de elevar a mistura de biodiesel e álcool anidro no diesel e gasolina.


 


Fonte: Valor Econômico

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