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22 mai 2020 - 17:00
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APROBIO propõe aprimoramento da especificação de biodiesel produzido no país

As solicitações feitas para a ANP visam incluir na especificação, parâmetros que a maioria do biodiesel produzido no Brasil já atende e que são demandas para atender à próxima fase do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (PROCONVE)


A Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (APROBIO) enviou hoje (22/05) correspondência para a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) com propostas de aprimoramento para a especificação do biodiesel produzido no país.


“Hoje a especificação do biodiesel no Brasil já é uma das mais rígidas do mundo, mas queremos aprimorar ainda mais essa qualidade, pois acreditamos que o país tem todo potencial de seguir aumentando os percentuais de mistura até no mínimo 20% (B20)”, explica Erasmo Carlos Battistella, presidente do Conselho de Administração da APROBIO.


A alteração solicitada para ANP sobre a especificação busca dar a segurança esperada pela indústria automotiva sobre eventual elemento que possa vir a reduzir a eficiência dos sistemas de controle de emissões, bem como minimizar qualquer adaptação que se faça necessária nesses sistemas. De qualquer forma, a imensa maioria das usinas já trabalha dentro dos requisitos dessa especificação.


Especialistas padronizam especificações


A associação reuniu especialistas para discutir aprimoramentos na especificação do biocombustível com o objetivo de deixá-la aderente às demandas futuras considerando as novas exigências da próxima fase (P8) do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (PROCONVE), com início previsto para janeiro de 2023.


Os especialistas são profissionais que vivenciam a produção do biodiesel, com expertise nas atividades de controle e gerenciamento de processo e de produção, assim como representantes dos laboratórios de controle de qualidade e certificação do biodiesel em empresas que operam com diferentes materiais graxos e tecnologias de processos, somando conhecimento que representa praticamente todo o biodiesel produzido no país.


Considerando também limitações impostas pelos métodos analíticos disponíveis para o controle de qualidade do biodiesel, a APROBIO sugere para a ANP que sejam considerados aprimoramentos na especificação do biodiesel com a devida atualização da Resolução ANP nº 45 de 25/08/2014, com validade já a partir do início das entregas relativas ao L75 - 1º de novembro de 2020.


São estes os aprimoramentos solicitados:


Teor de Fósforo e Metais


A entidade sugere a harmonização da especificação do teor de Fósforo com o limite da especificação europeia, reduzindo dos atuais - máximo de 10 mg/kg, para máximo de 4 mg/kg, assim como a redução nos limites dos metais (Sódio + Potássio - de máximo de 5 mg/kg, para máximo de 2,8 mg/kg e Cálcio + Magnésio - de máximo de 5 mg/kg, para máximo de 2,8 mg/kg).


A APROBIO ressalta que é preciso atentar às especificações de todos os produtos que, por ventura, entrarão em contato com os sistemas de controle de emissões já que muitos desses elementos podem estar presentes em outros produtos utilizados como, por exemplo, um ARLA 32 se produzidos com água de pureza inadequada.


A associação também sugere um trabalho para a homologação da norma ASTM D7111/2016 para o B100, no menor prazo possível.  A medida possibilitará determinar teores entre 0,1 e 2,0 mg/kg, em contraposição às normas utilizadas atualmente que têm como limite inferior de medição 1,0 mg/kg.


Exigência de filtração na expedição do Biodiesel


A filtração do biodiesel no momento da expedição é uma boa prática já adotada por diversas usinas e a APROBIO entende que esta operação deva ser incluída como obrigação na especificação do produto.


O requisito busca dar mais uma garantia de que o biodiesel fornecido está límpido e isento de impurezas. “Esta prática deveria ser exigida de todos os elos da cadeia que operam com biodiesel ou diesel BX”, comenta Erasmo. “Esta recomendação está em linha com observações de algumas montadoras sobre a importância de um combustível isento de partículas”, completa.


Independente da data de entrada em vigor dessas exigências, que se efetivará após definição da alteração da Resolução ANP, o biodiesel produzido e entregue pelas associadas da APROBIO já atenderá às novas especificações propostas.


Selo APROBIO de Qualidade


“Também estamos iniciando processo de escolha de um agente externo, provavelmente uma certificadora internacional, para conferir um Selo APROBIO de Qualidade ao biodiesel das associadas da entidade”, adianta o presidente do Conselho da APROBIO.

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