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26 mai 2021 - 09:25
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Al Gore assinala as vantagens econômicas da "revolução de sustentabilidade" em discurso no Cidadão Global 2021

A transição para práticas sustentáveis, com a introdução de novas tecnologias, deve ser encarada como uma oportunidade econômica e não uma trava ao desenvolvimento econômico, defendeu o ambientalista


A "revolução de sustentabilidade" terá a mesma escala e impacto econômico de revoluções industriais, mas vai acontecer com a velocidade da revolução digital. A previsão é do ambientalista e ex-vice-presidente americano Al Gore para o processo de enfretamento das mudanças climáticas, que já começou e deve se intensificar nas próximas décadas com o objetivo de reduzir zerar emissões de carbono em todo o mundo desenvolvido até 2050. Gore é o convidado da 4ª edição do Cidadão Global 2021, evento promovido pelo jornal Valor Econômico e pelo banco Santander na manhã desta terça-feira.
Na linha do que defenderam representantes do governo americano na Cúpula do Clima, organizada pelos Estados Unidos, no final de abril, o número dois da Casa Branca durante a presidência de Bill Clinton lembrou que a transição para práticas sustentáveis, com a introdução de novas tecnologias, deve ser encarada como uma oportunidade econômica e não uma trava ao desenvolvimento econômico, o que deve ser demonstrado pelos países mais ricos ao restante do mundo.
"Muitos argumentam que a mudança para algo mais sustentável representa a melhor e maior oportunidade de investimento dessa geração e, talvez, da história. Isso vale para os governos e também para as empresas. Investir em sustentabilidade pode não só gerar um futuro com energia mais limpa e verde, como gerar um crescimento econômico grande e sustentável", afirmou.
Na visão do ambientalista, a guinada sustentável foi por muito tempo promovida somente por governos e, por anos, empresas hesitaram em encampar atitudes mais proativas, o que tem mudado graças ao despertar de um número cada vez maior de pessoas para a urgência da crise climática. Como essas pessoas são consumidores, exigem mudanças das empresas das quais compram produtos e, por essa razão, empresas que lidam diretamente com consumidores lideram as mudanças.
Como exemplos, Gore citou a Microsoft em seu intuito de ter emissões negativas até 2030 e ter anunciado um planejamento para reverter o histórico de emissões até 2050; a meta da Google de só utilizar energia renovável até 2030; e a Apple, onde Gore tem um assento no conselho de administração, que já operaria 100% neutra e trabalha para zerar emissões secundárias e terciárias (na cadeia de fornecedores) nos próximos anos.
Na linha dessas grandes empresas, disse Gore, o mercado financeiro começa a ter papel importante, com a popularização de investimentos em ESG (governança ambiental, social e corporativa, na tradução do inglês). Ele citou a aliança Net Zero Asset Managers, que reúne gestoras, como a Black Rock e a Vanguard, que administram mais de US$ 37 trilhões e se comprometeram a livrar seu portfólio de emissões até 2050.
Ainda assim, Gore lembrou que o surgiemtno de novos compromissos ambientais abre espaço para práticas de greenwashing, o falso marketing de práticas ambientais, e que, por isso, consumidores diretos e associados devem exigir planos de ações concretas com metas claras para o horiconte de uma década. "A meta tem de ser reduzir de fato as emissões, em vez de confiar na compensação de carbono", disse.
Nesse momento, Gore afirmou que essa fiscalização será facilitada a partir do mês que vem, junho, quando governos, empresários e cidadãos contarão com a ferramenta de análise ambiental Climate Trace, criada por uma coalizão de empresas de tecnologias, ONG's e o apoio do prórpio político para, em suas palavras, acompanhar emissões de carbono na atmosfera em tempo real.
A ferramenta usa uma combinação de machine learning, imagens de satélite infravermelho e modelagem computacional avançada para rastrear poluidores em tempo real, com geração de relatórios globais. O objetivo do programa é auxiliar governos em sua tarefa de fiscalização e empresas a limparem suas cadeias de suprimentos.
"Essa nova era de transparência radical impactará profundamente na habilidade do mundo de responsabilizar quem poluir, ao apontar isso para governos, investidores, parceiros da cadeia de suprimentos, ONGS e povos de todas as nações", disse Al Gore.


Fonte: Valor

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